Em Defesa do Design Inteligente

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A Informação É A Base Do Universo?

Por Evolution News – Michael Egnor

[Obs: Texto adaptado – O artigo possui alguns links em inglês – Vídeo adicionado (Não tem no artigo original) no final do artigo do PhD Stephen Meyer, sobre biologia e informação – Vídeos legendados em português, ative as legendas]

 

Big Think tem um artigo interessante, “A Base do Universo Pode Não Ser Energia ou Matéria, Mas Informação“. O autor, Philip Perry, escreve:

Existem muitas teorias sobre qual é a base do universo. Alguns físicos dizem que são partículas subatômicas. Outros acreditam que é energia ou mesmo o espaço-tempo. Uma das teorias mais radicais sugere que a informação é o elemento mais básico do cosmos. Embora esta linha de pensamento emana de meados do século 20, parece estar hoje, desfrutando um pouco de um renascimento entre uma série de cientistas proeminentes.

Considere que, se soubéssemos a composição exata do universo e todas as suas propriedades e tivéssemos energia e conhecimentos suficientes para nos basear, teoricamente, poderíamos dividir o universo em vários 0 e 1 (bits) e usar essa informação, reconstruindo-o de baixo para cima. É a informação; dizem os provedores desta visão, trancada dentro de qualquer componente singular, que nos permite manipular a matéria da forma que escolhermos…

Perry discute várias abordagens para a teoria da informação (por exemplo, informações Shannon), e ele traz o físico teórico John Archibald Wheeler:

[Wheeler] em seus últimos anos foi um forte defensor da teoria da informação. Outro exemplo de ciência desconhecida, Wheeler era um veterano do Projeto Manhattan, cunhou os termos “buraco negro” e “buraco de minhoca”, ajudou a elaborar a “matriz S” com Neils Bohr e colaborou com Einstein em uma teoria unificada da física.

Wheeler disse que o universo tinha três partes: primeiro, “Todas As Coisas São Partículas“, em segundo lugar, “Todas As Coisas São Campos” e, em terceiro lugar, “Todas As Coisas São Informação“. Na década de 1980, ele começou a explorar possíveis conexões entre a teoria da informação e a mecânica quântica. Foi durante este período que ele cunhou a frase “A partir do pouco“. A idéia é que o universo emana da informação inerente a ele. Cada um deles ou uma partícula é um bit. É a partir do bit.

Em 1989, Wheeler produziu um paper para o instituto de Santa Fé, onde ele anunciou, “tudo” – cada partícula, cada campo de força, mesmo o próprio espaço-tempo contínuo – deriva sua função, seu significado, sua própria existência inteira – mesmo que em alguns contextos, indiretamente – do aparelho [respostas evocadas por equipamentos] – produzindo respostas sim-ou-não para perguntas, através de escolhas binárias, bits “.

No mundo dominado por materialistas da ciência moderna, é natural inferir que a matéria (ou campos que movem a matéria) é a realidade fundamental. Mas uma análise cuidadosa da natureza, e particularmente da biologia, sugere que a informação é a realidade básica, da qual a matéria é um meio em que a informação é manifesta.

A centralidade da informação para o mundo natural, e particularmente para o mundo biológico, tem sido a tese orientadora do movimento do design inteligente. Meus colegas, Bill Dembski e Stephen Meyer, em particular, escreveram extensivamente sobre a importância da teoria da informação na compreensão da natureza. Nós, no movimento do DI, apenas continuamos uma linha de pesquisa que remonta bastante ao passado.

 

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O que chamamos de informação é melhor definido como “limitação de resultados” na natureza. A informação é a limitação de configurações particulares e funções da matéria. Os sistemas de informação baixos são caóticos, exibindo uma grande quantidade de estados e relacionamentos (pense nas configurações incontáveis ​​de moléculas de água no oceano). Sistemas de informação elevados, como seres vivos, têm um conjunto restrito de estados e funções. As coisas vivas são mantidas vivas pela homeostase, que é a notável tendência da vida de manter um ambiente fisiológico interno constante. Compreender e manter a homeostase é, por exemplo, essencial para a prática da medicina, onde doenças e ferimentos podem ser entendidos como distúrbios da homeostase.

A tradicional compreensão hilemórfica da natureza – desenvolvida pelos filósofos escolásticos que foram os precursores da Revolução Científica – enfatizava a centralidade da informação (como limitação) de uma forma bastante dramática (e eu acho bastante precisa). Na compreensão hilemórfica, matéria e forma são manifestações de uma realidade mais fundamental, que é potência e ação. A potência é a gama de possibilidades inerentes a uma coisa. O ato é a realidade da coisa, como ela realmente é. Ou seja, agir (forma) é o que faz algo real, e não apenas possível. Usando a terminologia moderna, a informação (forma) é o que torna a natureza real.

Na natureza, a forma se reflete na inteligibilidade de uma coisa. A causa final, que é a teleologia, é a meta para a qual a mudança natural é direcionada e, na natureza (ao contrário dos artefatos), as causas formais e finais são geralmente as mesmas. O crescimento de um fruto em um carvalho tem uma causa formal, a qual é tudo o que pode ser conhecido sobre o carvalho – sua estrutura, função, etc. – e tem uma causa final que é idêntica à sua causa formal. A forma do carvalho também é o que torna o carvalho real, e não apenas o potencial.

As causas formais e finais são, portanto, limitações em estados e funções particulares que uma coisa pode ter. Nesse sentido, as causas formais e finais refletem a informação inerente a uma coisa. Isso se reflete na própria palavra – “in-form-ação” [ in-form-ation].

A informação então, entendida tipicamente como causa formal e final, não é meramente a base da natureza, é o que torna a natureza real, e não o potencial, e essa realidade é exatamente o que é inteligível sobre a natureza. A realidade e inteligibilidade da natureza é aquilo que é mais básico, e é uma informação que confere realidade e inteligibilidade ao mundo natural.

Perry fecha com uma reflexão sobre a fonte da informação da natureza:

Se a natureza da realidade é de fato redutível à própria informação, isso implica em uma mente consciente no destinatário, para interpretá-la e compreendê-la. O próprio Wheeler acreditava em um universo participativo, onde a consciência ocupa um papel central. Alguns cientistas argumentam que o cosmos parece ter propriedades específicas que lhe permitem criar e sustentar a vida. Talvez o que mais se deseje, seja um público cativado e admirado, envolvido em prodigioso esplendor.

Perry chegou perto de reconhecer um designer da natureza, mas suspeita-se que a correção ideológica materialista/ateísta que aflige a ciência, o dissuadiu de chegar a conclusão óbvia. A centralidade da informação da natureza implica uma mente no fim do recebimento – a forma é, afinal, apenas aquilo que é inteligível sobre uma coisa – mas ainda mais importante, a informação pressupõe uma mente no fim da criação.

As formas podem existir nas mentes e nas coisas, mas a existência de causas formais e finais na natureza pressupõe uma mente que direciona os processos naturais para os fins inteligíveis reais. Como Tomás de Aquino escreveu em Quinta Via, assim como inferimos um arqueiro quando vemos uma flecha voando através do ar, é razoável inferir uma mente que visa os processos da natureza de acordo com as regularidades e as leis físicas.

A informação, entendida como causa formal e final, é o que torna a natureza real. E a informação pressupõe um designer.

 

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Um Ponto Frio No Espaço – “Evidência” De Um Multiverso?

By Evolution News – David Klinghoffer | @d_klinghoffer

[Texto adaptado – Contem links em inglês – Imagem do EnV com os devidos créditos]

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O ajuste fino cósmico, juntamente com a física e química que conspiram para permitir a existência de criaturas como nós mesmos, é uma das peças de evidência mais reconhecidas para o design inteligente. Para isso, a hipótese de um multiverso é a única resposta do materialismo.

De acordo com essa linha de raciocínio, ou imaginação, nosso universo reflete apenas um cilindro [lançador] de dados da sorte. Um cilindro muito, muito, muito afortunado, que, entretanto, é justo assim ser esperado, se a realidade ostenta não um mas um número possivelmente infinito de universos. Algum universo foi obrigado a ter sorte, e foi nosso.

É a única ideia mais sonhadora e não suportada em toda a ciência, fazendo com que a evolução darwiniana pareça uma aposta realmente sólida por comparação. O que se deseja é evidência real para o multiverso, qualquer uma; algo que parece condenado a continuar faltando ad infinitum.

Evidência fabricada é, no entanto, uma característica regular do jornalismo científico popular. A mais recente: uma manchete no The Guardian, “Multiverso: os astrônomos encontraram evidências de universos paralelos?” Acrescentar o ponto de interrogação é prudente, já que a resposta, pra falar a verdade, é Não.

O autor Stuart Clark conseguiu um comunicado de imprensa da Royal Astronomical Society, que ele lança fora após uma introdução pesada com piadas referentes a Brexit, Trump, a alt-right , e vídeos de gatos.

Soa como loucura mas, a última peça de evidência que poderia favorecer um multiverso, vem da Royal Astronomical Societys do Reino Unido. Eles publicaram recentemente um estudo sobre o chamado “ponto frio”. Este é um fragmento do espaço particularmente frio, visto na radiação produzida pela formação do Universo há mais de 13 bilhões de anos.

O ponto frio foi vislumbrado pelo satélite WMAP da NASA em 2004 e confirmado pela missão Planck da ESA em 2013. É extremamente intrigante. A maioria dos astrônomos e Cosmólogos acreditam que é altamente improvável que tenha sido produzido pelo nascimento do universo, uma vez que é matematicamente difícil para a teoria principal – que é chamada de inflação – explicar.

Este último estudo alega excluir uma última explicação prosaica: que o ponto frio é uma ilusão de ótica produzida pela falta de galáxias intervenientes.

Um dos autores do estudo, o professor Tom Shanks da Universidade de Durham, disse ao RAS: “Não podemos excluir totalmente que o Spot é causado por uma flutuação improvável explicada pela padrão [teoria do Big Bang]. Mas se essa não é a resposta, então há explicações mais exóticas. Talvez a mais emocionante destas é que o Cold Spot foi causado por uma colisão entre nosso universo e outro universo [bolha]. Se uma análise mais detalhadaprova que este é o caso, então o ponto frio pode ser tomado como a primeira evidência para o multiverso. “[Enfase adicionada.]

Conte as instâncias de linguagem especulativa nessas quatro últimas frases. “Não pode excluir completamente… Se essas não forem as respostas… Possivelmente… Se uma análise mais detalhada… prova… [Pode]ria ser tomado como a primeira evidência …”

É “algo excitante”, Clark exclama. Essa é uma maneira de avalia-lo. O artigo em questão, no entanto, diz apenas isso (“Evidências contra um supervoid causando o CMB Cold Spot“):

Se não for explicado por um efeito ΛCDM ISW, o Cold Spot poderia ter origens primordiais mais exóticas. Se for uma característica não gaussiana, então as explicações incluirão a presença no universo primitivo de defeitos topológicos como texturas (Cruz et al., 2007) ou reaquecimento não-homogêneo associado à inflação não-padrão (Bueno Sa nchez 2014 ). Outra explicação poderia ser que o Ponto Frio é o remanescente de uma colisão entre nosso Universo e outro universo “bolha” durante uma fase inflacionária precoce (Chang et al., 2009, Larjo & Levi, 2010). Deve-se ter em mente que, mesmo sem um supervoid, o Cold Spot pode ainda ser causado por uma flutuação estatística improvável na cosmologia padrão (Gaussiana) ΛCDM.

Desta forma, com base em dois papéis referenciados entre parênteses de 2009 e 2010, um “ponto frio” no espaço responde a uma das perguntas mais importantes que sempre intrigaram os seres humanos, derrubando as escalas em direção a um universo, ou multiverso, sem design ou finalidade. A partir do momento presente, na tentativa de explicar o ajuste ultra-fino, este é o melhor tipo de material que o materialismo tem para oferecer.

Isso tudo não passa de “*machado de moagem” absurdo [axe-grinding (expressão em inglês)]: Construa seu caso contra uma pessoa ou ideia que você não gosta (design inteligente, neste caso), reunindo rumores, sonhos e suposições, desconsiderando o senso comum e evidência objetiva, já que a conclusão que você deseja alcançar, que você está obrigado a alcançar, já está pré-definida.

Assim, o materialismo segue seu caminho alegre, em grande parte sem questionamentos, com a mídia como seu megafone. Se os cientistas que defendem a teoria do design inteligente, alguma vez, fossem perante o público com conjecturas tão fracas como estas, eles seriam esfolados vivo.

*Trabalhando para um propósito oculto ou para um fim egoísta[…]

Não tenho tal fé!

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Laszlo Bencze: A mente como um híbrido entre dois mundos.

By Uncommon Descent [Texto Adaptado]

 

 

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Leia e tire suas conclusões…

 Galileu foi um naturalista metodológico, porque ele não era um supernaturalista metodológico, a outra única opção. Galileu estava interessado no mundo natural, especificamente nos movimentos dos planetas e suas luas. Ele estudou esses movimentos através de métodos naturais, ou seja, observou-os através de um telescópio. Ele não usou métodos sobrenaturais nos seus estudos. O que seriam “métodos sobrenaturais” ? Ele poderia ter escrito suas perguntas sobre o sistema solar em tiras de papel,  queimado em incenso, com expectativas de receber visões que explicassem tudo. É claro que a “metodologia sobrenatural” soa muito tola. Não estou ciente de qualquer pensador cristão sério que nunca tenha usado esse método de investigação (NM). Todos eles entenderam que, se uma pessoa quisesse entender o trabalho de um Deus não contingente no mundo criado pelo mesmo não haveria escolha, senão estudar esse mundo diretamente. O seu funcionamento não pode ser previsto a partir de primeiros princípios como pensava Aristóteles. Nenhum ser humano sequer poderia presumir  questionar Deus diretamente, para receber respostas. Essa abordagem não foi bem sucedida por Jó e seria igualmente mal sucedida por qualquer outra pessoa. Deus não é um bibliotecário cósmico que é obrigado a satisfazer a curiosidade ociosa da demanda.

Admitir  que a única maneira de entender o mundo natural é observar que certamente não se exclui a existência de um mundo sobrenatural. Mas o estudo direto do mundo sobrenatural pela observação não é possível. A Compreensão do mundo sobrenatural vem através de revelação e via ações normais da mente racional. Na verdade o pensamento racional leva necessariamente à conclusão de que um mundo sobrenatural deve existir. A mente racional é em si um mistério, porque ele participa de qualidades que são sobrenaturais que existem em nosso mundo natural. Assim, a mente é uma espécie de híbrido entre os dois reinos. Portanto, temos a dificuldade desconcertante de atribuir  lógica e matemática, quer ao mundo natural ou ao mundo sobrenatural. O preconceito moderno é de atribuir ambos ao mundo natural, o mundo das coisas materiais, e dizer que aqueles “emergem” deste mundo.Essa visão faz pouco sentido. Eu digo que Deus nos equipou com a capacidade de compreender a lógica e a matemática como resultado de serem feitas à sua imagem. Ele nos dá as ferramentas para compreender as coisas que são imateriais e além da física (daí o “metafísico”).

Assim, através da combinação de nossas mentes com as nossas observações do mundo natural, através de meios normais, chegamos a esse entendimento que chamamos de ciência. A metodologia da ciência é natural na medida em que não permite atalhos sobrenaturais ao conhecimento. No entanto, é sobrenatural na medida em que as ferramentas mentais invocadas não podem ser explicadas como artefatos do mundo natural. Por isso, quando utilizado de forma justa e correta, o termo “naturalismo metodológico” não é nada mais do que uma admissão do lugar limitado do homem no mundo. Não podemos evocar respostas diretamente de reinos sobrenaturais. Nós só pode persistir obstinadamente em observar oque está aberto à observação. Porem, a nossa dependência do naturalismo metodológico de modo algum limita nosso mundo apenas ao que pode ser observado, porque o próprio ato de observação baseia-se em muito grande, algo misterioso , não-natural: a mente humana.

Respostas as objeções comuns evolucionistas.

By Cornelius Hunter – Darwin’s God

(Texto adaptado)

 

 

 

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Esta seção examina diversas preocupações que evolucionistas têm frequentemente, sobre as falsas predições de sua teoria.

 

 

 

Previsões falsas muitas vezes levam a uma pesquisa produtiva.

Pesquisa produtiva pode vir de uma grande variedade de motivações científicas e não científicas, incluindo previsões falsas. A pesquisa produtiva que pode ter surgido a partir de algumas dessas previsões não diminui o fato de que elas são falsas.

 

 

Os evolucionistas fixaram estas previsões falsas.

Um proponente de uma teoria, dado a motivação suficiente, pode explicar todos os tipos de resultados contraditórios. (Quine) Tipicamente; no entanto, há um preço a ser pago quando a teoria se torna mais complexa e tem menor poder explicativo.

 

 

Ad hominem e negação.

Críticas à evolução atraem respostas aquecidas e os ataques pessoais são comuns. Tais ataques, no entanto, não mudam o fato de que a evolução tem gerado muitas predições falsas. Além disso, os evolucionistas, muitas vezes, ignoraram ou negam as descobertas inesperadas. Eles tentam desacreditar os fatos, referindo-se a eles como “argumentos velhos e cansados”, ou que não passam de falácias sem senso crítico nenhum.

 

 

Falsificacionismo é falho.

Tem sido argumentado que, a fim de qualificar-se como ciência, idéias e teorias precisam ser falsificáveis. Além disso, as previsões falsificadas são usadas, ​​às vezes, para discutir se uma teoria é falsa. Tal falsificacionismo ingênuo é falho (Popper) e não usado ​​aqui. Muitas predições falsas da evolução não demonstram que a evolução não é ciência ou que a evolução é falsa.

Previsões falsas são valiosas em julgar a qualidade de uma teoria, seu poder explicativo; e para melhorar a nossa compreensão científica em geral. No entanto, os evolucionistas, por vezes, rejeitam qualquer menção de previsões falsas de sua teoria como mero falsificacionismo ingênuo. As falhas do falsificacionismo ingênuo não dão aos evolucionistas uma licença para ignorar falhas substanciais e fundamentais de sua teoria.

 

 

Se houvessem tantos problemas a evolução teria sido derrubada.

Essa objeção se enquadra na categoria de falsificacionismo ingênuo. A ciência é um processo reativo. Novas evidências são processadas e as teorias são ajustadas em conformidade. Mas a ciência também pode ser um processo conservador, sustentando problemas substanciais antes de reavaliar uma teoria. Portanto, a reavaliação de uma teoria leva tempo. O fato de existirem problemas garante que uma teoria seja derrubada. (Lakatos; Chalmers)

 

 

Citados” acreditam na evolução.

Muitos cientistas duvidam da evolução, mas eles não são citados, ou não são citados em papers. Apenas as matérias de evolucionistas são usadas para ilustrar que até mesmo adeptos da teoria concordam que as predições são falsas.

 

 

Estas falsificações serão remediadas no futuro.

Como cientistas, precisamos avaliar teorias científicas de acordo com os dados atualmente disponíveis. Ninguém sabe o que os dados futuros poderão trazer, e a afirmação de que os dados futuros vão resgatar a evolução é, em última análise, circular.

 

 

Não há melhor alternativa.

Uma forma de avaliar uma teoria é compará-la com explicações alternativas. Esta abordagem tem a vantagem de contornar as dificuldades na avaliação de teorias científicas. Mas é claro que qualquer comparação dependerá crucialmente de quais explicações alternativas são usadas na comparação. Se não forem tomadas como boas alternativas podem ser deturpadas ou mesmo omitidas completamente. E, claro, podem haver alternativas ainda não concebidas. (Van Fraassen; Stanford) Em qualquer caso, o sucesso ou fracasso das previsões de evolução depende da ciência, não em quaisquer explicações alternativas.

 

 

Ninguém acredita mais nestas previsões.

Sim, este é o ponto. É verdade que os evolucionistas, em sua maior parte,reconhecem que caíram muitas previsões que foram feitas por outros evolucionistas, ou decorrentes da teoria. Podemos aprender com este histórico falho, pois tem implicações para a complexidade da evolução e seu poder explicativo.

 

 

E sobre todas as previsões bem sucedidas?

Os evolucionistas afirmam que a evolução é um fato, e que devemos nos concentrar em previsões bem sucedidas da evolução, em vez de suas previsões falsas. A tendência para procurar evidências que confirmem em contraste com evidências contrárias que surgiram e ainda surgem ao longo do tempo é conhecido como viés de confirmação. (Klayman, Ha) Uma conseqüência do viés de confirmação é que;pode ser que, uma vez confirmadas, certas evidências são vistas como corretas e típicas, enquanto evidências não confirmadas, previsões falsificadas são vistas como anormais e raras. Não é de surpreender que as evidências que confirmam são mais frequentemente mantidas e documentadas. Raramente as muitas previsões falsas são encontradas em textos de evolução.

Viés de confirmação pode afetar a investigação científica. Os evolucionistas tendem a ver as previsões da evolução como esmagadoramente verdade. Previsões falsas, por outro lado, não são geralmente vistas como falsificações legítimas, mas sim como questões de pesquisa abertas que estão ainda a ser resolvidas. Na verdade, os evolucionistas muitas vezes fazem a alegação notável que não há nenhuma evidência que é contrária à evolução.

 

 

Estas previsões falsificadas não são necessariamente previsões da teoria da evolução. Elas refletem apenas casos isolados de surpresa de um ou outro evolucionista sobre conjuntos específicos de dados.

As previsões foram consideradas necessárias quando foram realizadas. E elas representavam o consenso da ciência evolutiva no momento em que foram realizadas. Elas estão bem documentadas em ambos os trabalhos de pesquisa; peer-reviewed, literatura popular de autoria de líderes evolucionistas e em entrevistas dos principais evolucionistas. Elas não eram realizadas apenas por alguns, evolucionistas individuais. E elas não foram uma das várias possíveis previsões concorrentes.

O fato dessas previsões atualmente  não serem consideradas necessariamente previsões da evolução é um reflexo da maleabilidade da teoria da evolução e é um lembrete do por que um histórico de falsas previsões da evolução é importante.

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Referências

 

Chalmers, AF 1982. What is This Thing Called Science? . 2d ed. Indianapolis: Hackett.

Klayman, Joshua, Young-Won Ha. 1997. “Confirmation, disconfirmation, and information in hypothesis testing,” in WM Goldstein, RM Hogarth, (eds.) Research on Judgment and Decision Making: Currents, Connections, and Controversies.Cambridge: Cambridge University Press.

Lakatos, Imre. 1970. “History of science and Its rational reconstructions.” Proceedings of the Biennial Meeting of the Philosophy of Science Association 1970:91-136.

Popper, Karl. 1959. The Logic of Scientific Discovery . London: Hutchinson.

Quine, WVO 1951. “Two Dogmas of Empiricism,” The Philosophical Review 60:40.

Stanford, P. Kyle. 2006. Exceeding Our Grasp: Science, History, and the Problem of Unconceived Alternatives . New York: Oxford University Press.

van Fraassen. Bas C. 1989. Laws and Symmetry . Oxford: Clarendon Press.

 

O Jamais Refutado Argumento de Paley

By Junior Eskelsen

 

 

 

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Disseram tanto que o argumento foi completamente refutado que qualquer citação a seu respeito seria digna de desprezo e

vergonha. Mas não sou um homem de me preocupar com opiniões alheias e exponho aqui o real pensamento de Paley.

O argumento é de natureza teológica, ou seja, não prova, mas por objetivo justifica a fé, por isso não é “refutável”. A natureza da exposição de Paley é sutil, quase que impercetível no final de sua declaração. A verdade é que não conhecemos qualquer refutação que trate realmente da Analogia do Relojoeiro. Paley parte da natureza e justifica sua fé em um artífice.

Até agora pelo menos os argumentos apresentados sequer tocam na ideia abordada por Paley. A verdade é que existe grande dificuldade descrever as características de design satisfatoriamente.

O que ocorre com o design e suas qualidades também ocorre com vida, informação e outros conceitos de difícil tratamento. Capurro por exemplo escreveu mais de setenta páginas sobre o conceito de informação deixando a questão em aberto frente as insatisfatoriedade dos conceitos apresentados. Esse trabalho recebeu uma versão em português pela UFMG [1].

O coração do argumento de Paley está em “Todos os indícios de um artifício(α), todas as manifestações de um design(β) que existem no relógio existem também nas obras da natureza(δ), com a diferença de que, na natureza, são maiores ou mais numerosos(φ), e isso num grau(ψ) que excede todo o cálculo.”

 

 

 

(α) Conjunto de características comuns.

 

 

(β) Conjunto de predefinições que sustentam um sistema autônomo.

 

 

(δ) Equivalência interpretada como estética, não como reconhecimento de padrões distintos.

 

 

(φ) Riqueza informacional da vida.

 

 

(ψ) O último grau — a autonomia dos sistemas — excede todo cálculo e permanece enigmático até a identificação do limiar da irredutibilidade.

 Todas esses termos persistem na requisição de um tratamento adequado da parte do observador que tenha sutileza para um refinamento e ajuste fino tanto quanto possível. Tanto quanto necessário.

[1] O Conceito de Informação. Capurro. 2007

O que é Teoria do Design Inteligente (TDI)?

Teoria do Design Inteligente de forma resumida e simples.

Design Inteligente: Um pressuposto Fundamental e Primordial da Ciência

Excelente palestra de Johannes Gérson Janzen autor do blog Sociedade Origem e Destino.

 

 

 

Faíscas de um buraco negro supermassivo parecem ter viajado mais rápido que a luz, quebrando as Leis da Física.

By Jornal da Ciência – R7

De acordo com as Leis da Física, a velocidade da luz é uma barreira fundamental que não pode ser quebrada, ou seja, supõe-se que nada é capaz de viajar mais rápido do que ela.

Por conta disso, os astrônomos ficaram perplexos quando avistaram flashes poderosos de energia explodindo para fora do coração de um buraco negro supermassivo, no centro de uma galáxia a 260 milhões de anos-luz da Terra.

Notou-se que o relâmpago de raios gama estava viajando por todo o horizonte do evento – a fronteira onde nada pode escapar da intensa gravidade do buraco negro – e as taxas pareciam ser mais rápidas do que a velocidade da luz.

Essas observações sugeriram que os raios gama estavam viajando mais rápido que a velocidade da luz, ou qualquer outra coisa estava acontecendo.

Agora, os pesquisadores acreditam que conseguiram uma atenção rara em algo que está ocorrendo abaixo do horizonte de eventos do buraco negro, dando-lhes um vislumbre do que pode ocorrer em seu interior.

Os objetos que estão no centro dos buracos negros, por sua própria natureza, são objetos misteriosos, já que nenhuma luz é expelida, fazendo-os parecer um espaço escuro no céu.

Os cientistas dizem que as atuais teorias para o que causou as explosões de raios gama são insuficientes para explicar as suas observações, e, por isso, desenvolveram uma nova teoria para o que está abaixo do horizonte de eventos. “Nenhum objeto pode, de repente, iluminar toda a sua superfície de forma mais rápida do que a luz leva para viajar através dele“, disse Julian Sitarek um dos cientistas que trabalham no projeto do Instituto de Física de Altas Energias(IFAE), em Barcelona.

 

 

A galáxia IC 310 encontra-se dentro da constelação de Perseus e tem um núcleo galáctico ativo que emana ondas de rádio para o espaço circundante.

Astrônomos de La Palma, nas Ilhas Canárias, passaram quase quatro horas observando enormes explosões de radiação desta galáxia, em 2012. Eles acreditam que o fato pode ser resultado da matéria que cai no centro do buraco negro supermassivo IC 310, acelerando partículas longe do horizonte de eventos através de raios. Porém, os jatos de raios gama emitidos do buraco negro piscavam a um ritmo muito mais rápido do que o plausível para esta explicação.

Os flashes de radiação pareciam percorrer 448.994 mil quilômetros em todo o horizonte de eventos, em apenas 4,8 minutos. À velocidade da luz, ele deveria levar 25 minutos para viajar esta mesma distância.

Os cientistas dizem que a rotação do buraco negro induz uma magnetosfera que cria cargas elétricas paralelas em torno dos polos. Estes, então, aceleram as partículas até muito perto da velocidade da luz, fazendo com que a radiação gama seja lançada para o espaço de dentro do horizonte de eventos. “Você pode imaginar isso como um raio em uma tempestade“, disse Karl Mannheim, da Universidade de Würzburg.

A cada poucos minutos o relâmpago descarrega a energia que acumulou em uma região do tamanho do nosso sistema solar. No processo, as partículas próximas da velocidade da luz são ejetadas para as regiões exteriores das galáxias.

 

 

” Qual a evidência para o Design? “

By Júnior D. Eskelsen

A evidência para o design está na disposição e configuração das estruturas, assim como temos evidente a água em estado sólido com determinada estrutura trivial, assim temos o design por uma configuração estrutural informacional distinta.

Em qualquer lugar na face deserta de Marte por exemplo, caso encontrado um objeto desconhecido com design, ele é facilmente reconhecido independente conhecimento de função, origem ou composição da estrutura.

Podemos destacar: nodos de escolha, chaves configuráveis inertes, informação rescritiva e codificação otimizada que são mais do que suficientes, bastaria uma pedra lascada anormal para o caso.

Analogias como as de “poças de água” tem sido utilizadas para descaracterizar o Design.

 

P = Design
Q = Causa sobrenatural
P → Q
¬ Q
∴ ¬ P
Design implica em causa sobrenatural.
Não temos causa sobrenatural.
Não temos Design.

 

Ocorre que não usamos e nem dependemos dessas premissas:

” Nenhuma das premissas depende de entidade inteligente, as conclusões seguem das premissas, se elas
fulminam o pensamento de alguém, quer goste ou não, não altera a realidade.”

 

Modus ponens
P → Q
P
∴ Q

P = Nodos de escolha
Q = Inteligência

Nodos de escolha implicam em inteligência
Temos nodos de escolha.
Consequentemente temos inteligência.

 

Modus tollens

P → Q
¬ Q
∴ ¬ P
P = Nodos de escolha
Q = Inteligência

Nodos de escolha implicam em inteligência
Não temos inteligência.
Consequentemente não temos nodos de escolha.

 

Isso é refutar uma ideia que não representa nada na realidade do contexto empírico do Design, e existem detalhes simples e nem sequer chegamos neles.

” Causa suficiente não implica em ser necessária. “

Design vs Gravidade vs Big Bang vs Vida

P = Design
Q = Inteligência (Natureza desconhecida)
P → Q
P

∴ Q : onde Q é invalidado pelos críticos.
P = Massa
Q = Força Gravitacional (Natureza desconhecida)
P → Q
P

∴ Q : onde Q também deveria ser invalidado pelos críticos.
P = Universo
Q = Big Bang (Natureza desconhecida)
P → Q

∴ Q : onde Q também deveria ser invalidado pelos críticos.
P = Seres vivos
Q = Vida (Natureza desconhecida)
P → Q
P

∴ Q : onde Q também deveria ser invalidado pelos críticos.

Ou seja, não consigo explicar a natureza de Q, portanto Q como causa de P é inválido.

Isso pode ser generalizado para toda ciência.

NEUROCIÊNCIA NÃO MATERIALISTA

Boa noite,

Posto agora um breve texto sobre consciência e mente. Não é um texto que se aprofunda no assunto, mas pode indicar boas fontes de pesquisa pró ID.

O mesmo é de autoria de Everton Fernando Alves. 

Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Se você quiser baixar esse arquivo acesse aqui

Os evolucionistas têm agido de forma a tentar derrubar o conceito de “mente” e “consciência”. De forma sutil, eles já decretaram a morte da mente. Nas últimas décadas é que as neurociências, as ciências cognitivas e a filosofia da mente assumiram sua orientação naturalista, a muito já implícita. Aos poucos foram se substituindo o conceito de “mente” pelo de “cérebro”. Os materialistas acreditam que a mente não existe como uma entidade separada; é meramente um estado do cérebro, causada exclusivamente por neurônios e neuroquímica. No entanto, um novo campo científico pró-ID tem chamado a atenção: a “neurociência não materialista”. Nele, pesquisadores como Denyse O’Leary e Mario Beauregard, autores do livro ‘The Spiritual Brain: A Neuroscientist’s Case for the Existence of the Soul’ publicado em 2007 argumentam que “a mente existe e usa o cérebro, mas não é a mesma coisa que o cérebro”. O campo da neurociência não materialista aponta evidências para uma mente imaterial e separada do corpo, mas que ao mesmo tempo é capaz de controlá-lo através da dinâmica eletroquímica de seu cérebro, e usar as informações angariadas pelos sistemas sensoriais disponíveis. A mudança voluntária de atenção de um sujeito provoca mudanças no estado de ativação cerebral detectável através de um sistema de neuro-imageamento. Beauregard aponta que seus resultados evidenciam o fato de que estados e conteúdos mentais comprovadamente afetam estados cerebrais, as mentes não podem estar totalmente instanciadas no cérebro, nem nas relações deste com o ambiente e nem em nenhum lugar de nosso mundo físico. Neste ano de 2015 será lançada a revista científica de acesso aberto Neuroscience of Consciousness que apoiará este campo.

Fonte: Beauregard M, O’Leary D. The Spiritual Brain: A Neuroscientist’s Case for the Existence of the Soul. New York: HarperCollins, 2007. 358p.

BEAUREGARD e PAQUETTE (2006) realizaram um estudo de imagem por ressonância magnética funcional (fMRI) com o objetivo de identificar os correlatos neurais da experiência mística. Os autores queriam saber o que estava acontecendo no cérebro durante os episódios espirituais, místicos ou religiosos por causa de suas próprias experiências pessoais. Foram recrutadas 15 freiras de mosteiros carmelitas e pediu-lhes para reviver plenamente o momento mais místico em suas vidas. A atividade cerebral das freiras foi medida enquanto estavam subjetivamente em estado de comunhão com Deus. Os pesquisadores descobriram uma coleção de áreas do cérebro que estavam mais ativadas durante a experiência mística. O núcleo caudado, por exemplo, o que está associado a sentimentos positivos como felicidade e bem-aventurança, apareceu mais ativado durante as memórias místicas. A equipe também observou atividade nas regiões que se acredita integrar sensações físicas do resto do corpo, o que talvez explique a

percepção de que as freiras tinham se tornado um com Deus e seus arredores. Eles também encontraram um aumento em certos tipos de atividade elétrica associados com o sono profundo e meditação. Também se descobriu ativação no córtex temporal. Estes resultados sugerem que as experiências místicas são mediadas por diversas regiões cerebrais e sistemas.

Fonte: Beauregard M, Paquette V. Neural correlates of a mystical experience in Carmelite nuns. Neurosci Lett. 2006; 405(3):186-90.

TRENT-VON HAESLER e BEAUREGARD (2013) afirmam que experiências de quase morte (EQM) são experiências vívidas, realísticas, que frequentemente promovem mudanças profundas na vida de pessoas que estiveram fisiológica ou psicologicamente próximas da morte. As EQM por vezes ocorrem durante uma parada cardíaca, na ausência de atividade cerebral detectável. Diante disso, os autores objetivaram revisar os estudos prospectivos de EQM induzidas por paradas cardíacas e examinar as implicações desses estudos para o conceito de mente não local (imaterial). Para tanto, PubMed foi a principal base de dados utilizada para esta revisão. Os termos-chave da busca incluíram “parada cardíaca”, “experiências de quase morte”, “fisiologia da experiência de quase morte” e “experiências fora do corpo verídicas”. Os autores relatam que vários estudos prospectivos mostram incidência média de 10% a 20% de EQM induzidas por paradas cardíacas, independentemente de aspectos sociodemográficos, sexo, religião ou quaisquer parâmetros médicos, fisiológicos ou farmacológicos consistentes. Pessoas que passaram por EQM são mais propensas a mudanças de vida positivas que podem durar muitos anos após a experiência do que aquelas que não a tiveram. Eles concluem que as teorias fisicalistas (materialistas) da mente não são capazes de explicar como pessoas que tiveram EQM podem vivenciar – enquanto seus corações estão parados e sua atividade cerebral aparentemente ausente – pensamentos vívidos e complexos e adquirir informações verídicas a respeito de objetos ou eventos distantes de seus corpos. As EQM em paradas cardíacas sugerem que a mente é não local, isto é, não é gerada pelo cérebro e não está confinada a ele ou ao corpo.

Fonte: Trent-Von Haesler N, Beauregard M. Near-death experiences in cardiac arrest: implications for the concept of non-local mind. Arch. Clin. Psychiatry 2013; 40(5):197-202.

RADIN et al. (2013) vem estudando a consciência há vários anos usando vários tipos de sistemas ópticos. Essa linha de pesquisa da mecânica quântica sugere que existe uma consciência, e que ela pode desempenhar um papel fundamental na forma como o mundo físico se manifesta. Isso não significa que a consciência humana, literalmente, “cria” a realidade, mas ela sugere que há mais consciência do que está implícito hoje nos livros didáticos de neurociência. Para este estudo, que investiga a possibilidade de interação mente-matéria, os autores utilizaram o método de sistemas ópticos de dupla fenda. Para

os autores, o ato de observar um objeto cotidiano, influencia as propriedades deste objeto. Objetos quânticos são extremamente reativos ao ato de observação; esta sensibilidade pode ser facilmente visto, sempre que um objeto quântico é medido. A medida faz com que o comportamento das ondas quânticas mude o comportamento das partículas. A interpretação controversa deste efeito de que a própria consciência é responsável por “colapsar” a função de onda quântica foi proposta pelo matemático John von Neumann e apoiado por outros eminentes físicos. Os autores salientam que foram realizados três experimentos: dois envolvendo sistemas ópticos de dupla fenda que as pessoas tentaram influenciar mentalmente em seu laboratório, e um envolvendo um teste semelhante realizado on-line. Todos os três experimentos mostraram resultados consistentes com a proposta de von Neumann e com as suas pesquisas anteriores.

Fonte: Radin D, Michel L, Johnston J, Delorme A. Psychophysical interactions with a double-slit interference pattern. Physics Essays 2013; 26(4): 553-66.

BEAUREGARD (2014) refere que o materialismo científico ainda é influente em certas esferas acadêmicas. Neste artigo, o autor examina várias linhas de evidência empírica mostrando que esta ideologia, enquanto parcialmente verdadeira, é lamentavelmente incompleta e, portanto, obsoleta. Esta evidência indica que os humanos não podem ser reduzidos a impotentes máquinas biofísicas, uma vez que a psique influencia fortemente a atividade do cérebro e do corpo, e pode operar telosomaticamente. Com base nessas evidências, o autor apresenta a Teoria da Psychelementarity (ainda sem tradução) e apresenta algumas previsões. Esta teoria propõe que a psique desempenha um papel primordial na forma como o universo funciona, o equivalente a matéria, energia e espaço-tempo. Outra premissa central dessa teoria é que a psique não pode ser reduzida a processos físicos ou a uma posição reducionista (ou seja, tudo o que é ou pode ser reduzido a partículas físicas ou forças). A teoria é responsável por uma série de fenômenos psicofísicos bem estudados, que são reinterpretadas à luz de uma perspectiva pós-materialista. Esta teoria também é responsável por fenômenos anômalos que estão atualmente rejeitados pelos materialistas.

Fonte: Beauregard M. The Primordial Psyche. Journal of Consciousness Studies 2014; 21(7–8):132–57.

Resposta ao materialismo ateu. Parte II

“Sua pergunta é um desvio do meu ponto, meu ponto foi: A natureza tem propósito (veja o que significa propósito) Você disse que não tem, e sua evidência contra propósito foi desastre (que posso entender como defeito) Ou seja, se algo apresenta defeito esse algo não tem NENHUM propósito.”

Veja bem, se no seu ponto de vista tem proposto ocorrer duas coisas:

Ou o propósito é danoso e portanto não têm desastres pois, faz parte do propósito da natureza fazer as coisas, ou têm desastres porque o propósito era bom mas a imperfeição da natureza e de deus levou a tais desastres. Então, se o propósito não é bom, então deus bom não existe, pois fez uma natureza sem o propósito de ser boa.

Se o propósito é o bem, deus perfeito não existe, pois têm desastres o que é uma falha da natureza, portanto deus perfeito não existe.

Sua inferência de danoso, perfeito ou imperfeito ignora o seu ateísmo, o seu naturalismo… É impossível ser ateu, materialista e argumentar sobre a realidade, sobre algo bom ou ruim, perfeito ou imperfeito, sobre moral.

 

Mas agora vou responder, rejeitando o materialismo e me baseando em design inteligente e teologia como forma de ver o mundo. Pois a forma materialista é TOTALMENTE INADEQUADA, ABSURDA.

 

DI: Um sistema com defeito não deixa de ser um sistema inteligentemente concebido por apresentar defeitos. 

Então você não tem uma evidência positiva contra design.

Teologia: Deus criou o universo perfeito, e o mesmo em um determinado ponto tornou se imperfeito pela própria vontade de Deus.

Gênesis  1 e 2, tudo quanto Deus fez ele viu que era bom.

A queda do homem :”E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, MALDITA É A TERRA por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida.”
Gênesis 3:17

 

“Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou,
Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
Porque sabemos que TODA A CRIAÇÃO GEME E ESTÁ JUNTAMENTE COM DORES DE PARTO ATÉ AGORA”
Romanos 8:20-22

Portanto, seu argumento que não se baseia no materialismo, é falso.

Não existe nenhuma relação entre perfeição de Deus e perfeição da criação serem um paradoxo.

“Pois eu lhe disse, a natureza tem propósito: O sol, as estrelas… O Dna.  Oras o Dna tem seu propósito, o cérebro tem, a água tem… O proposito na natureza indica sua origem. Ausência de propósito na natureza tbm indica sua origem.”

O sol, as estrelas e o Dna não são propósitos da natureza, e sim produto da diversidade e grandeza do universo que, pela gravidade, produz estrelas que explodem, e produzem planetas que, pelos bilhões de combinações de matéria, produz a diversidade que produz a vida. Não há evidencia nenhuma de planejamento, se fosse assim não precisaria produzir trilhões de estrelas apenas para que 0,00000000000000000000001% delas pudesse aparecer vida, ou seja, se um criador precisa produzir 1 trilhão de estrelas, para que apenas, uma produza vida, esse criador é muito incompetente.

Mas você está usando a crença materialista para origem da vida, que não tem evidência alguma!

O sol não é qualquer estrela. As estrelas não são enfeites… O DNA tem SIM PROPÓSITO… Mais uma alegação absurda, visando defender o dogma materialista… Como alguém que nega propósito no DNA e crê que é um ser vivo, um ser racional????

Mas eu ei de concordar que o DNA, o sol, as estrelas, a água a lua e etc, não são propósitos da NATUREZA; mas sim daquele que as criou… Nisto concordo contigo.

 

“Isso é espantalho, na verdade o conceito objetivo de design não invoca beleza, existem bactérias, vírus que matam seres humanos, nem por isso eu nego que tais são um ID por que não vejo beleza nisso, vejo dor e sofrimento.”

Contradição à vista:

Mais uma prova que deus bom não existe. Se deus fosse bom não permitiria que vírus maléficos deixassem milhões de crianças incapacitadas, aleijadas, doentes e que morrem sofrendo. Não deixaria que vírus maléficos existissem, ou seja, se deus  existisse seria muito incompetente, pois projetaria pessoas e ao mesmo tempo armas biológicas letais e cruéis para matá-las. Como se assistisse a um videogame pra ver quem mata mais….

Mais uma vez você usa um argumento que assume a falsidade do materialismo, e assume uma visão metafísica para o que ocorre dentro do cosmos sem nenhum propósito.

 

 

Repito meu argumento teológico da imperfeição temporal… Todos pagarão por seus atos, e pior aqueles que permanecerem na injustiça. Olha sua contradição, você acha Deus mal por que não impede o mal, mas você nega o terror eterno; você nega o livre arbítrio também?

 

 

Bom mas deixa eu já citar os que irão sofrer o terrível dano da segunda morte:

“Porém, quanto aos covardes, os incrédulos, os depravados, os assassinos, os que praticam imoralidade sexual, os bruxos e ocultistas, os idólatras e todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago de fogo, que arde perpetuamente em meio ao enxofre. Esta é a segunda morte!”

Apocalipse 21:8

E se você acha que alguém pode dar um de espertinho fazendo mal aos outros podendo evita-los por conhecer a Deus e ser perdoado por ele caiu do cavalo:

 

 Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados,
Mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários.
Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas.
De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?

Hebreus 10:26-29

 

“Na verdade se o universo a vida NÃO PASSAM DE MOVIMENTOS AO ACASO DA ENERGIA E “MATÉRIA” (Na verdade matéria é um mito) então tais conceitos como ordem ou desordem, acidente ou propósito não possuem fundamento… Não se pode provar cientificamente nada sobre o “comportamento” da natureza.”

 

 

A ordem é uma forma do cérebro humano organizar e classificar coisas e acontecimentos para melhor entende-la, e tentar achar regras e leis na natureza. Não se pode dizer que a natureza é “ordenada” por si só. Apenas que aparentemente existem leis físicas que os objetos do universo obedecem. E estas leis foram compiladas pelo cérebro humano que cresceu e se desenvolveu num mundo darwiniano.

Ah sim ! Como diria Einstein:

“A coisa mais incompreensível sobre o universo é que ele é compreensível.”

 

 

""A coisa mais incompreensível sobre o universo é que ele é compreensível." Albert Einstein" 

Isso é um absurdo, dizer que o cérebro classifica isso ou aquilo para entender isso ou aquilo é uma extrapolação do materialismo. Ou você acha que o cérebro transcende o despropositado cosmos, a despropositada natureza. A natureza irracional criando organismos racionais? Como? Dê evidências!Assim como pedimos evidências para as estrelas guiarem meu destino segundo a astrologia… Só por que estrelas existem, eu existe, destino existe… Então as estrelas guiam meu destino???Afirmações sem evidências são refutadas sem evidências!  “Pior ainda, não passa de uma alegação absurdamente extraordinária dizer que tal energia e ‘matéria” dão origem a consciência, a mente… Mas eu tenho algo mais objetivo ainda contra essa crença absurda… A razão não é nem matéria nem energia, nem se encontra em algum lugar do tempo… A razão é absoluta. Todos querem apelar para a razão (incluindo eu), como se ela fosse um Deus.”

Qualquer biólogo em inicio de carreira sabe que a origem da vida proporcionou uma organização e estruturação cada vez mais complexas graças à seleção natural. A ciência e os fatos já descartam um ser pronto e acabado como adão e eva da bíblia. Tudo veio de uma lenta evolução com muito sofrimento, mortes, erros e muitas espécies extintas. Se a consciência fosse fruto de uma  mente com sabedoria infinita já deixava tudo pronto como adão e eva e não espécies mortas por tentativa e erro.

Completamente falso, os biólogos não tem a mínima ideia da origem materialista da vida… Como você acusa as pessoas de crer em ilusões e você mesmo tem as suas??? Isso, por definição, chama-se hipocrisia.E como sempre fazer afirmações sem evidências são refutadas sem evidências. Não há uma evidência que seres unicelulares evoluem para seres pluricelulares, nem que espécies extrapolem os tipos básicos.E por ultimo, não existe uma evidência de ter ocorrido alguma evolução despropositada ( leia aqui por exemplo ) “Essa ficou nebulosa, será que Baker está dizendo que o universo não requer uma explicação, uma causa? Ou ele admite que o universo requer explicações ad infinitum, negando entretanto Deus?”

 

Isso não  requer uma temporalidade e causas infinitas para requerer um criador, ou seja, é a teoria mais simples sobre a origem do universo, sem propriamente existir uma causa que supõem-se ser deus, não, isto é nulo.

 

Ah sim! Não requer a existência do tempo e causas infinitas… Mas quando dizemos que Deus é atemporal e causa máxima, Eterno NÃO CAUSADO o materialismo invoca uma causa para Deus. Um peso duas medidas, isso é uma mente seletiva, influenciada, escravizada por dissonância cognitiva. Ignoram parcimônia quanto é conveniente e invocam-a quando é conveniente.De longe um “explosão” é a melhor explicação para os ajustes rígidos do universo, para a origem da vida, para a mente humana… De longe a resposta está exclusivamente na física clássica. Esta justamente onde o materialismo, alem da mente humana o fazer, é COMPLETAMENTE DESTRUÍDO, está na mecânica  quântica! 

 

Resposta ao materialismo ateu. Parte I

“Que ilusões? O Argumento expõe sua invocação teológica e subjetiva. Ei, ei, espere aí, quando falo de proposito não existe invocação de moral…Oras é bem simples e bem definido: Propósito: Um alvo, um objetivo, uma intenção, um plano, uma meta.”

Alma, espírito, inferno, purgatório, deus, diabo entre outros. Você quer dizer que tudo isso é objetivo, concreto, medível, testável, observável?

Deus não está no mesmo plano que alma, espírito, diabo, demônios et al.

Deus é a causa eterna, qualquer coisa só pode vir a existência por intermédio D’Ele, quer direta ou indiretamente.

 

Isso chama-se falacia da falsa analogia.

 

Quanto ser observável, é mais observável que evolução darwiniana e a crença que o cérebro cria mente, isso, baseado em materialismo filosófico.

“Daí nem faz sentido atribuir catástrofe a certos eventos,NÃO EXISTEM CATÁSTROFES… São apenas eventos naturais… Mas você quer usar esses eventos contra propósito, se não existe NENHUM propósito na natureza como você usa as catástrofes contra propósito?”

As catástrofes não são propósitos, elas ocorrem de acordo com as ações da natureza que têm variações e modificações no tempo, e também podem ser atribuídas ao homem com os gases lançado no ar que aumentou o efeito estufa por ex, mas não quer dizer que o homem seja exclusivamente culpado pelas catástrofes naturais. Mesmo assim a natureza não obedece a um propósito, como eu disse, existe a adaptação à natureza.

Você não respondeu a questão, NADA na natureza tem propósito, sim ou não?… Sua argumentação contra propósito afirmando que não existe propósito é circular. Os ajustes que que qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento em cosmologia enxerga não pode simplesmente ser refutado porque existem catástrofes.

Isso é TOTALMENTE irrelevante.

E se você usar um argumento moral, então seu argumento torna-se mais frágil ainda.

 

“o universo está RIGOROSAMENTE ajustado PARA EXISTIR.”

E o passado, o anterior ao universo, o que existia para condicioná-lo a existir? Notou a sua falha.

Deixe eu acrescentar que a vida também atende a um ajuste rigoroso para passar a existir.

Oras,”existia” (Existe) uma causa eterna, suficiente, necessária para tal ajuste rigoroso. Nós chamamos essa causa de Deus.

Você pressupõe deus o criador de tudo, mas você não define deus a não ser pelo que ele criou, então fica a questão- Quem é deus, onde ele está?

Isso é uma questão de lógica, Deus afirma ser o criador deste universo… Oras, eu então, no mínimo vou conferir se existe alguma evidência de criação. Se Ele não se deixa ser visto como vemos os humanos, então como eu vou ter alguma pista de que Ele existe? Ou ainda, uma pista que Ele é mera ilusão?

Oras, as crianças fazem isso intuitivamente, elas olham pra natureza como se ela tivesse um designer, e um designer não humano (veja aqui) .

“Agora vc está invocando filosofia e teologia, então: O Deus bíblico não é apenas bom e perfeito, ele tbm é justo, ele é PODEROSO, onipresente e onisciente. Tem vontade própria, faz o que quer, mas sua ação livre (fazer o que quer sem influência externa) não pode conflitar com seus outros atributos, ou seja, bondade, amor, justiça.”

E permite que pessoas inocentes morram nas mãos de algozes, logo se ele é onipresente e onisciente, ele é responsável por não usar seu poder contra as maldades que ameaçam seus filhos. Aí você chama deus de irresponsável, ou seja, você ao mesmo tempo que diz dele ser poderoso, onipresente e onisciente, já anula suas qualidades.

1º  Você está invocando um argumento moral, metafísico, em outras palavras, você precisa pressupor que o materialismo é falso para fazer um argumento moral do bem e do mal. Isso é uma contradição materialista, pega-se emprestado valores morais objetivos para julgar eventos do mundo natural, que segundo o materialismo não tem nenhum propósito.

2° Você não pode simplesmente acusar Deus de irresponsabilidade, e negar o inferno. Se as pessoas obedecessem os dez mandamentos, não teríamos algozes, mas esse mundo é bem assim, bem distante de Deus, podem professar uma crença com lábios, mas o que vale é o que as pessoas fazem, seus pecados escondidos, suas pedofilias, perversidades e etc.

Ora, ora, ora, esse mundo não é o Reino de Deus e vai passar, e Deus irá julgar a todos, aí cada um dará conta de seus atos.

Deus não criou robozinhos, esse mundo é o que é por vontade própria. mas ninguém vai escapar dos efeitos, das consequências, ninguém, a não ser que Ele não exista, todos irão para a morada dos mortos, pedófilos, assassinos, corruptos, Mao Tse, Hitler, criancinhas, pessoas boazinhas, algozes, vítimas… Todos deixarão de existir para sempre. 

 

Então como você pode supor que seu argumento tenha alguma validade objetiva? 

Como o universo estava em equilíbrio na sua criação, se ele nem havia sido criado? Prestou bem atenção no erro? Segundo você o universo estava em equilíbrio- em sua criação. Quer dizer que algo criou o que já existia para depois ser criado ou recriado de novo?

O universo foi criado perfeito e perdeu sua perfeição. Esse universo como é, não existira mais futuramente.

“Oras, Deus deu ao homem livre arbítrio, mas tbm o sujeitou a consequências… Isso é causa e efeito. Falso, a natureza por si mesma é evidência que existe um criador, ou ela é evidência que não existe um criador… Ou vc tirou da onde a ideia que Deus não existe? Da sua percepção, intuição?”

Para esta questão, vou citar uma parte do livro de um amigo de SP, segue:

O livre-arbítrio é incompatível com a onisciência divina,

Falso, o fato de você saber minha escolha não quer dizer que a escolha não foi minha o.O

da mesma forma não precisaria ser deus que criou o universo. Se você diz que deus criou o Universo eu posso igualmente supor que não foi deus quem o criou, mas sim o “diabinho Azul” quem o criou.

Você vai precisar diferenciar o diabinho azul de Deus, pois se o diabinho azul criou este universo ele é NECESSARIAMENTE eterno, suficiente, necessário para causar o universo… Então não passa de um outro nome pra mesma causa específica.

Só que este diabinho não é todo poderoso como deus, não tem a onisciência de deus, não é bom como deus, não é perfeito como deus e, para criar o universo, ele acabou morrendo de tanto esforço que fez.

Esse é o problema dessa causa, ela é inferior a Deus e não pode ser a causa lógica do universo e da vida biológica.

Sendo meu diabinho muito mais simples e menos complexo que seu deus ele deve ser preferível em termos da “navalha de ocam” a deus!

Estás confundindo a navalha de ocam com simplismo. Uma explicação não ignora a característica do efeito, caso contrário qualquer coisa causou o universo, quer fadinhas, gnomos, o superman, multiversos.

Agora, sugiro o uso da parcimônia para o surgimento materialista do universo e da vida, fazendo ser tal qual ele é na realidade.  

Portanto, antes de invocar deus como criador do universo você deveria invocar o “diabinho azul”. Caso contrário você estaria sendo ilógico adicionando hipóteses desnecessárias ao “criador do Universo”.

Falso, o diabinho azul é uma péssima causa para o universo, tanto quanto o materialismo é, pode até ser uma hipótese, apenas isso, uma hipótese totalmente improvável. 

Não é necessário um criador com todas as propriedades de um “deus” para se criar o universo basta ter o poder suficiente para criá-lo. Assim a alegação de que é necessário um “deus” para o universo existir carece de fundamento lógico.

Isso se você ignorar a natureza do universo, ignorar sua magnitude, sua grandeza, sua ligação íntima com informação, se você negar a mecânica quântica, negar a característica de todos os organismos biológicos. 
Deus é onisciente, portanto sabe tudo o que aconteceu e o que vai acontecer.
Deus deu liberdade ao homem, portanto o homem é livre para escolher.

Se deus sabe tudo que o homem vai escolher (conhecimento factual) então o homem não tem liberdade de escolha. (Tudo estava previsto na mente de deus e o homem não poderia mudar).
Vamos supor a Existência de Deus Todo-Poderoso. Então, segue logicamente que:

1-Deus é Onisciente.

2-Sendo Onisciente sabe tudo que vai acontecer.

3-Sabendo tudo que vai acontecer, sabe tudo o que você vai fazer e escolher, mesmo antes de você existir.

4-Se Deus sabe tudo o que você vai fazer e escolher, então você não poderá fazer nada diferente da previsão de Deus.

A previsão de Deus, antes de eu nascer, não altera que minha escolha foi livre.
5-Se você não pode fazer nada diferente da previsão divina, você necessariamente e obrigatoriamente terá de segui-la.

Falso, Deus está não apenas consciente de minhas escolhas, mas do meu próprio nascimento, o fato dele saber as escolhas que EU FAREI, não implica que foi determinação, mas simplesmente existe um numero finito e pequeno de escolhas a serem feitas por humanos temporais, mortais. Deus não determinou nada mesmo sendo Ele presciente. 

6-Se você é obrigado a seguir a previsão de Deus, então é impossível para você escolher ou fazer qualquer outra coisa diferente da previsão divina.

Não existe obrigação, existem escolhas possíveis; Deus sabe qual escolha possível você vai fazer.

7-Se é impossível para você escolher ou fazer qualquer coisa diferente da previsão divina você, não tem livre-arbítrio!

Oras, isso é o mesmo que dizer que eu não tenho um número infinito de escolhas para fazer.

Oras, as escolhas do cotidiano são irrelevantes para Deus, o livre arbítrio que requer preocupação se existe ou não é com relação a vida eterna ou morte eterna ( a saber, arder eternamente num lago de fogo e enxofre) … São duas opções definitivas.

Desde antes de o homem nascer, mesmo antes dele se casar ou fazer quaisquer tipos de escolhas, seu destino já estaria previsto na mente onisciente de Deus. Então, nada do que o homem escolhesse seria diferente do caminho já previsto por Deus. Sendo assim, o chamado “Livre-Arbítrio” não passaria de uma ilusão. Isto quer dizer que: ou o homem não é livre para escolher, ou Deus não é onisciente. Esta é uma das mais contundentes provas lógicas contra a existência de Deus.

Mais uma vez, a previsão não tem relação com determinação… Deus determinou que o homem terá apenas Dois destinos possíveis: Vida eterna – Ou Terror eterno. Apesar dele saber a escolha de qualquer um, não é ele quem determina se vou escolher obedece-lo ou não. Isso implicaria em não existência da livre escolha e implicaria em um Deus injusto, pois ninguém pode ser acusado de algo que não fez livremente. 

Vamos sintetizar isso :

  1. Um ser com livre arbítrio, dada duas opções A e B, pode escolher livremente entre A e B.

  2. Deus é onisciente (tudo sabe).

  3. Deus sabe que eu vou escolher A.

  4. Deus não pode estar errado, já que um ser onisciente não pode ter conhecimento falso.

  5. De 3 e 4, vou escolher A e não posso escolher B.

  6. A partir de 1 e 5, a onisciência e livre-arbítrio não pode coexistir.

As premissas 1 e 2 no esboço acima são as principais premissas para o argumento e não são contestadas. A cosmovisão cristã defende que cada ser humano é um agente moral livre e é capaz de fazer escolhas, simplesmente exercendo a sua vontade, não sob compulsão ou por causa do instinto. Além disso, é uma doutrina muito clara do cristianismo que Deus é onisciente. A Bíblia diz que Deus sabe “o fim desde o princípio” (Isaías 46,10). Para a onisciência de ser verdadeiramente entendida deve ser de conhecimento correto, então a premissa 4 também é correta.

Contudo, o ponto número 5 é o lugar onde a lógica vacila. Aqueles que argumentam dessa maneira cometem o erro de pensar que, como Deus possui o conhecimento sobre um assunto específico, então ele influenciou sobre ele. Isso não significa nada. Só porque Deus pode prever que a escolha você vai fazer, não significa que você não pode ainda escolher livremente a outra opção.

 

Devo dizer também que a natureza divina não está reduzida a onisciência, e a que a própria onisciência é intrínseca a onipresença… Ou seja, Deus está em todos os lugares, ele esta no passado, presente e futuro.

No mundo quântico, o futuro afeta o passado

 

Inovação Tecnológica.

Veja como existem duas realidades no cosmos que vivemos. A natureza da natureza exibe um mistério, enquanto a nível macro a realidade se comporta de uma forma, a nível micro, subatômico a realidade se comporta de outra forma. Algum problema?

Oras, pense: O que é essa realidade, do que ela é feita? Matéria?

Não seria o átomo o menor “pedaço” de matéria? Os mais íntimos da física sabem que não… 

Mas pense você, esse teclado é matéria ? Do tipo algo concreto? Parece que sim né?

Mas na verdade, não existe matéria, tudo o que forma seu teclado é um sistema, nesse sistema não existe matéria apenas probabilidades e pasme … A sua mente.

 

Agora preste atenção neste artigo:

Com informações da Universidade de Washington – 24/02/2015

 

No mundo quântico, o futuro afeta o passado

As predições tradicionais (esquerda) ficam no 50-50, enquanto nas “previsões anômalas”, ou retrodições, (à direita) o acerto é de 9 para 1. [Imagem: D. Tan et al. (2015)]

O futuro afeta o passado

É muito comum usar dados do passado, as chamadas séries temporais, para prever o futuro. Mas, no mundo quântico, o futuro pode prever o passado com muito mais precisão.

Em uma espécie de jogo de adivinhação jogado com um qubit supercondutor, físicos da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, descobriram uma maneira de aumentar muito as chances de adivinhar corretamente o estado de um sistema de dois estados – algo como acertar caras e coroas ao jogar uma moeda.

Combinando informações sobre a evolução do qubit depois de um tempo determinado, com informações sobre a sua evolução até aquele momento, a equipe conseguiu aumentar as chances de acerto dos tradicionais 50-50 para 90-10.

Mesmo se você souber tudo o que a mecânica quântica pode dizer sobre uma partícula quântica, explica o professor Kater Murch, você não pode prever com certeza o resultado de um experimento simples para medir o estado dessa partícula. Tudo o que a mecânica quântica pode nos oferecer são probabilidades estatísticas para os possíveis resultados.

Neste experimento, contudo, é como se o que fizemos hoje mudasse o que fizemos ontem. E, como esta analogia sugere, este resultado experimental tem implicações assustadoras sobre o nosso conceito de tempo e de causalidade – pelo menos no mundo microscópico onde a mecânica quântica se aplica.

 

No mundo quântico, o futuro afeta o passado

Vários experimentos, dos mais diversos tipos, têm questionado a noção tradicional de causa e efeito. [Imagem: IQOQI/Vienna]

 

 

Adivinhação quântica

O dispositivo usado no experimento é um circuito supercondutor simples – um qubit – que passa a obedecer as regras do mundo quântico quando é resfriado até perto do zero absoluto. A equipe usou dois níveis de energia desse qubit – o estado fundamental e um estado excitado – como modelo do sistema quântico. Entre estes dois estados, há um número infinito de estados quânticos que são superposições, ou combinações, dos estados fundamental e excitado.

O estado quântico do circuito é detectado colocando-o dentro de uma caixa de micro-ondas. Uns poucos fótons de micro-ondas são enviados para a caixa, onde os seus campos interagem com o circuito supercondutor. Então, quando os fótons saem da caixa, eles possuem informações sobre o sistema quântico.

Essas “medições fracas” não perturbam o qubit, ao contrário das “medições fortes”, feitas com fótons que são ressonantes com a diferença de energia entre os dois estados, que fazem o circuito colapsar em um ou outro estado.

É algo como um jogo de adivinhação quântica, no qual os estados do qubit fazem as vezes da cara e coroa de uma moeda.

Previsão retrospectiva

“Nós começamos cada rodada colocando o qubit em uma superposição dos dois estados,” explica Murch. “Então nós fazemos uma medição forte, mas escondemos o resultado, e continuamos monitorando o sistema com medições fracas. Calculando para a frente, usando a equação de Born que expressa a probabilidade de encontrar o sistema em um estado particular, suas chances de acertar são apenas de 50-50.”

“Mas você também pode calcular para trás usando algo chamado matriz de efeito. Basta pegar todas as equações e invertê-las. Elas ainda funcionam e você pode simplesmente rastrear a trajetória rumo ao passado.

 

 

 

No mundo quântico, o futuro afeta o passado
Os físicos têm debatido intensamente se o futuro pode afetar o passado se o tempo é real ou é uma ilusão e até mesmo se o futuro do Universo pode estar influenciando o presente. [Imagem: Cortesia Shutterstock/Sam72]

“Portanto, há uma trajetória indo em um curso para trás e uma trajetória indo para a frente, e, se olharmos as duas juntas e pesarmos a informação em ambas igualmente, temos algo que chamamos de uma previsão retrospectiva, ou ‘retrodição’,” diz Murch.

O espantoso sobre essa espantosa “retrodição” é que ela tem uma precisão de 90%. Quando a equipe tenta prever o resultado da medição forte que feita inicialmente e armazenada, o cálculo acerta nove vezes em cada 10 tentativas.

Em outras palavras, diz Murch, o futuro prevê o passado no mundo quântico.

Flecha do tempo e causalidade

Isto tem implicações para problemas muito profundos da física e da interpretação da realidade, incluindo a tradicional “lei de causa e efeito“.

O resultado sugere, por exemplo, que, no mundo quântico o tempo roda tanto para trás quanto para a frente, enquanto que, no mundo clássico em que interagimos, o tempo parece só correr para a frente.

“Não está claro por que no mundo real, o mundo constituído por muitas partículas, o tempo só vai para a frente e a entropia sempre aumenta,” disse Murch. “Mas muitas pessoas estão trabalhando nesse problema e eu espero que isso seja resolvido em poucos anos”.

__________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Bibliografia:
Prediction and retrodiction for a continuously monitored superconducting qubit
D. Tan, S. J. Weber, I. Siddiqi, Klaus Molmer, Kater W. Murch
Physical Review Letters
Vol.: Accepted paper
http://arxiv.org/abs/1409.0510

Rupert Sheldrake – The Science Delusion BANNED TED TALK – Dogmas da ciência

 

 

 

 

 

Texto da Brasil 247

Em conferência polêmica, o biomédico inglês Rupert Sheldrake denuncia o que chama de “dez dogmas da ciência oficial”, afirmando que eles não são de fato verdadeiros. Este é mais um capítulo da revolução de paradigma atualmente em curso no mundo do conhecimento. O conteúdo da fala de Sheldrake chocou os membros do comitê de ciências do TED, que num primeiro momento decidiram banir a palestra, eliminando-a da videoteca da organização.

 

 

Por: Equipe Oásis

 

No ano passado, o biomédico inglês Rupert Sheldrake proferiu no TED (www.ted.com) a palestra The Science Delusion (A ilusão da ciência ou, mais propriamente, A delusão da ciência). Poucas semanas depois, o conselho de consultores científicos do TED decidiu banir essa palestra de Sheldrake. A decisão causou estupor, até mesmo nos meios científicos, dado o prestígio internacional de que goza o autor, bem como pelo fato de o TED ser um palco mundialmente famoso por seu pluralismo e apoio à liberdade de expressão.

 

Banir a palestra de um pensador contemporâneo do porte de Sheldrake foi imediatamente interpretado como uma indicação de que o seu conteúdo poderia ser contundente e inquietante. No centro dos debates estão as afirmações de Rupert Sheldrake sobre o que ele chama de “os dez dogmas da ciência”- dez afirmações correntes da ciência contemporânea que, na opinião desse cientista, não se sustentam como afirmações e deveriam, antes de mais nada, ser tratadas como perguntas, visto que a ciência oficial não tem dados ou comprovações para fazer afirmação alguma seguindo aquilo que poderia efetivamente ser chamado de “processo científico” – ao mesmo tempo em que existem milhares de evidências acumuladas ao longo dos anos que desacreditam a validade dessas afirmações.

Aqui estão os dez dogmas da ciência oficial, segundo Sheldrake. Ele afirma que, quando se observa cada uma dessas ideias cientificamente, vê-se que elas não são de fato verdadeiras:

1. A natureza é mecânica, ou assemelhada a uma máquina.

2. Toda matéria é inconsciente.

3. As leis ou constantes da natureza são fixas.

4. A quantidade total de matéria e energia é sempre a mesma.

5. A natureza não tem propósito.

6. A hereditariedade biológica é material.

7. Memórias são guardadas dentro do seu cérebro.

8. Sua “mente” (consciência) está dentro da sua cabeça.

9. Fenômenos psíquicos como a telepatia não são possíveis.

10. A medicina mecanicista é o único tipo de medicina que funciona.

 

Em São Paulo, Paulo Ferreira, escritor e consultor em desenvolvimento organizacional do bem estar humano, dono do interessante site http://destruidordedogmas.com.br , comenta a polêmica surgida ao redor do banimento dessa palestra de Sheldrake e apresenta ao final de seus comentários alguns links úteis para quem deseja se aprofundar no assunto: “Todas as velhas fronteiras perdem rapidamente a validade. Todas as velhas “certezas” parecem cada vez mais hipóteses construídas sobre pilares muito mais provisórios e inconsistentes do que pareciam há alguns anos. A ultrapassada visão de ciência e espiritualidade como “necessariamente polos opostos” perdeu completamente a validade. Exatamente como tantos pensadores do movimento universalista ou da espiritualidade contemporânea vem sinalizando há um bom tempo. Parece que os muitos cientistas começam a enxergar a ilusão desta divisão artificialmente imposta e silenciosamente aceita, e resolveram tornar-se parte ativa no debate. Da minha parte, que sejam, finalmente, muito bem vindos!”

 

Seguem os links originais sobre toda a polêmica:   http://www.collective-evolution.com/2013/04/10/banned-ted-talk-rupert-sheldrake-the-science-delusion/ http://en.wikipedia.org/wiki/Rupert_Sheldrake http://blog.ted.com/2013/03/18/graham-hancock-and-rupert-sheldrake-a-fresh-take/

A mecânica quântica de campos – O que é real? – Parte I

Eu desde a minha infância tenho paixão por animais. Lembro-me de preferir livros que falavam sobre os animais em geral e seus comportamentos a livros de contos infantil. Sempre gostei de programas que favam sobre bichos. A aula que mais gostava era biologia, nem passava pela minha cabeça questões sobre a validade da teoria da evolução, eu só tinha olhos para os seres vivos.

Enfim, meu blog é muito dedicado a biologia, meu debate sobre ateísmo, naturalismo, materialismo; gira muito em torno dela, sou um defensor ferrenho da Teoria do Design Inteligente a TDI.

Vou continuar lendo e postando muito sobre biologia mas hoje eu quero publicar sobre algo que também vem me causando paixão, algo que sou leigo, ignorante, mas vem me fascinando, além é claro de desafiar nossa noção de espaço e tempo e envergonhar o materialismo reducionista, o materialismo filosófico e até quem sabe o naturalismo.

Do que eu estou falando?… Da mecânica quântica de campos.

Eu vou publicar uma matéria em partes, pois a matéria é grande e meu tempo para escrever é escasso; que foi publicada na revista Science American Brasil do Ano passado [2013], do mês de setembro, Ano 11, número 136; páginas 35 a 41.

É muito esclarecedora e interessante, espero que você goste, eu fiz alguns brevíssimos comentários que estão em vermelho, enfim é opinião minha e não da revista.

Boa leitura…

Não é que falte aos físicos uma teoria válida do domínio subatômico.Ela existe: é chamada teoria quântica dos campos. Teóricos a desenvolveram entre o fim dos anos 20 e o início da década de 50 misturando a antiga teoria da mecânica quântica com a teoria da relatividade especial de Einstein. A teoria quântica de campos fornece as bases conceituais do Modelo Padrão da física de partículas para descrever os blocos de construção fundamental da matéria e suas interações em um sistema comum. Em termos de precisão empírica é a teoria mais bem sucedida da história da ciência. Ela é rotineiramente usada pelos físicos para calcular o resultado de colisões entre partículas, explicar a síntese da matéria no big bang [eu não acredito no surgimento acidental do universo] e as condições extremas dentro do núcleo atômico entre vários outros fenômenos.

Por isso pode parecer surpreendente que os físicos não estejam muito certos sobre o que a teoria propõe, isto é, qual a sua “ontologia” ou qual o seu quadro físico básico. Essa perplexidade não está incluída entre os mistérios tão discutidos da mecânica quântica, como se um gato numa caixa lacrada possa estar vivo e morto ao mesmo tempo. A falta de uma interpretação bem fundamentada da teoria quântica de campos dificulta os avanços no sentido de provar o que quer que esteja além do Modelo Padrão, como a teoria de cordas [ a qual sou cético]. É perigoso formular uma nova teoria quando ainda não entendemos a de que já dispomos.

A primeira vista, a essência do Modelo Padrão parece óbvia. Ele consiste, fundamentalmente, em grupos de partículas elementares, como quarks e elétrons, e em quatro tipos de campos de força que intermedeiam as interações entre essas partículas. esse quadro encontra-senas paredes das salas de aula e em artigos da Science American Brasil. Mas, por atraente que possa parecer, não é, absolutamente, satisfatório.

Para iniciantes [como eu] as duas categorias se confundem. a teoria quântica de campos atribui um campo a cada tipo de partícula elementar; assim é possível garantir que existe um campo do elétron da mesma forma que existe um campo magnético. Além disso, os campos de força não são contínuos, mas quantizados, o que dá origem a partículas como o fóton. Por isso a distinção entre partículas e campo parece ser artificial e geralmente é tratada como se cada um fosse o ponto mais importante. O debate tem se concentrado em torno da teoria quântica de campo ser a última palavra sobre as partículas ou campos. A discussão se iniciou como uma batalha de titãs, com eminentes físicos e filósofos de cada lado. Ainda hoje os dois conceitos continuam a ser usados para fins ilustrativos, embora muitos físicos admitam que conceitos clássicos não se encaixam na teoria. Se as imagens mentais evocadas pelos termos “partícula” e “campo” não se ajustam ao que a teoria formula, físicos e filósofos devem pensar em que colocar no lugar.

Com as duas opções-padrão clássicas paralisadas, alguns teóricos propuseram alternativas mais radicais. Eles sugerem que os constituintes básicos do mundo material são entidades intangíveis, como relações ou propriedades. Uma ideia particularmente radical é que tudo pode ser reduzido apenas a intangíveis, sem qualquer referencia a objetos individuais. É uma ideia revolucionária e contraintuitiva, mas alguns sugerem que ela esta sendo imposta pela física [ou seja, os dados, rsrsrsrs]

PROBLEMAS COM PARTÍCULAS

Quando a maioria das pessoas, incluindo especialistas, idealiza a realidade subatômica normalmente imagina que as partículas comportam-se como pequenas bolas de bilhar em choque umas com as outras. Mas essa noção de partículas é remanescente de uma visão do mundo que remonta aos antigos atomistas gregos e que atingiu o auge com as teorias de Isaac Newton. Várias linhas de pensamento que se superpõem mostram que as principais unidades centrais da teoria quântica de campos não se comportam de forma alguma como bolas de bilhar.

Primeiro, o conceito clássico de partículas implica algo que existe em certo local. Mas as “partículas” da teoria quântica de campos não tem posição bem definida: uma partícula no interior de seu corpo não está rigorosamente dentro do seu corpo. Um observador que tentar medir sua posição terá uma probabilidade pequena, mas não nula, de detecta-la nos locais mais remotos do Universo.Essa contradição se tornou evidente com as primeiras formulações da mecânica quântica, mas se intensificou quando os teóricos juntaram a mecânica quântica a teoria da relatividade. Partículas quânticas relativísticas são extremamente ardilosas; elas não se localizam absolutamente em nenhuma região do Universo.

Segundo, suponha uma partícula localizada na cozinha de sua casa. Um amigo, passando de carra pela rua ao olhar para a casa vera a partícula se estender pelo universo inteiro. O que para você está localizado, parece não localizado para seu amigo.A localização da partícula depende não só do seu ponto de vista, mas também do fato de que a partícula tem uma localização. Nesse caso, não faz sentido supor partículas localizadas como entidades básicas da matéria.

Terceiro, mesmo que você desista de tentar identificar a partícula e queira simplesmente contá-las, ainda terás problemas. Imagine que queira saber o número de partículas de sua casa. Você percorre a casa e encontra três partículas na sala de jantar, cinco debaixo da cama, oito no armário da cozinha e assim por diante. Agora some, todas elas. Espantosamente, a soma não será igual ao número total de partículas. Na teoria quântica de campos esse número é uma propriedade da casa como um todo; para determina-lo, você precisa realizar a missão impossível de contar as partículas da casa inteira todas de uma vez só, e não cômodo por cômodo.

Breve Síntese da Pressuposição Naturalista do Universo – Jónatas Machado

O artigo que segue, do darwinismo.wordpress, é de 2008, e vemos que nada mudou, o mesmo é de valiosa importância, o mesmo esclarece a agenda naturalista, sua funcionalidade, muito alem do escopo puramente científico.

(Feito por Jónatas Machado)

Estimados amigos, eis uma breve síntese dos meus argumentos, através da qual pretendo, de forma cordial, clarificar as questões em discussão:1) As premissas naturalistas conduzem logicamente a uma definição naturalista da ciência;
2) Uma definição naturalista da ciência conduz logicamente a uma evolução cósmica e biológica aleatória (porque a criação, o design e a teleologia são excluídas a priori);

3) A evolução cósmica e biológica aleatória conduz naturalmente a uma Terra antiga (na medida em que a evolução de milhões de espécies necessita de tempo);

4) Uma Terra antiga conduz necessariamente a um Universo antigo (na medida em que a evolução cósmica aleatória do sistema solar e das galáxias carece de tempo);

5) Tudo isto é requerido pelo naturalismo mesmo antes e à margem de qualquer investigação científica;

6) A investigação científica só pode confirmar as premissas naturalistas e evolucionistas, (na medida em que se não o fizer deixa, por definição, de ser científica);

7) A evolução cósmica e biológica só pode ser confirmada cientificamente e não pode ser refutada cientificamente;

8) A evolução decorre necessariamente do naturalismo, independentemente das evidências;

9) A fim de confirmarem o naturalismo, o tempo e o acaso adquirem capacidades milagrosas, susceptíveis de desafiar probabilidades infinitesimais e as leis da causalidade, da física e da biologia;

10) Todas as evidências de criação, design e idade recente da Terra são rejeitadas à partida por pôrem em causa a evolução e o naturalismo que exige essa mesma evolução;

11)O naturalismo pré-programa o objecto, o método e os resultados da investigação científica;

12) O naturalismo é uma visão do mundo e a evolução uma das suas doutrinas centrais;

13) A relação entre naturalismo e evolucionismo é do tipo “garbage in, garbage out”;

14) A verdade da evolução é estabelecida pelo naturalismo e não pela investigação científica (na medida em que esta só pode confirmar e não pode refutar a evolução);

15) O debate entre criacionismo e evolucionismo é entre duas visões do mundo: a bíblica e a naturalista;

16) O naturalismo não prova que Deus não existe, antes parte do princípio de que Ele não existe ou é irrelevante no Universo real;

17) Ignorar Deus a priori é uma coisa, provar a sua inexistência é outra totalmente diferente;

18) Ignorar Deus a priori é uma atitude ideológica;

19) Quem quiser discernir padrões de design no Universo (v.g.quantização das galáxias; informação do DNA) tem que recusar o paradigma naturalista e uma definição naturalista da ciência;

20) Quem acredita que Deus existe e é relevante no mundo real não pode aderir a uma visão do mundo naturalista que define a ciência e concebe o Universo sem Deus.

21) Quem acredita em Deus ou está aberto à sua existência tem que olhar as evidências a partir desses postulados, sem se deixar limitar pelo naturalismo e pelos resultados a que ele necessariamente conduz.

Pessoalmente, eu acredito em Deus e penso que o naturalismo, longe de ajudar a ciência, é um obstáculo idelógico ao conhecimento da natureza e do Deus da natureza.

Publicado por: Jónatas Machado às abril 4, 2007 5:25 PM

Seis maneiras que o Cristianismo tem apoiado à Ciência

 

O blog Saints and Sceptics apresenta seis maneiras que o Cristianismo tem apoiado a Ciência (ver aqui).

Leia e verifique se você concorda:

1) Os pioneiros do método científico tiveram de esperar algum tempo antes que eles pudessem demonstrar os benefícios práticos de seus estudos. Até então, eles perseguiram o conhecimento do mundo natural, simplesmente porque tal conhecimento era considerado um bem em si. Esta busca particular de conhecimento faz sentido se estamos “a pensar os pensamentos de Deus depois dele”, estudando a sua criação. Intelectuais teriam sido menos inclinados a estudar um mundo produzido pelo movimento aleatório de átomos sem sentido no vazio infinito.

“… Hoje quase todos os historiadores concordam que o cristianismo (o catolicismo assim como o protestantismo) fizeram os primeiros intelectuais modernos para estudar a natureza de forma sistemática.” Noah J Effron em “Galileo Goes to Jail”

2) Noções emprestadas da crença cristã encontraram o seu caminho para o discurso científico. Os cristãos acreditam que Deus é racional e soberano: uma visão de mundo bastante diferente da crença antiga que o mundo surgiu a partir do caos e era governado por Fortuna. Um Deus pessoal racional criaria um universo ordenado e regular. Isto levou à crença de que a natureza seria regida por leis.

“A natureza deste ou daquele corpo é nada mais do que a lei de Deus prescrita a ele; para falar propriamente uma lei nada mais é do que uma regra nocional de agir de acordo com a vontade declarada de um superior” Robert Boyle, “Notion of Nature”

3) Para ter o conhecimento do mundo natural, as leis da natureza não devem ser muito profundas ou complexas para nós perseguirmos. Os cristãos acreditavam que fomos feitos à imagem de Deus. Também fomos criados para conhecer e adorar a Deus. Segue-se que fomos criados com a capacidade intelectual para entender a criação de Deus. Essa crença deu aos intelectuais a confiança de que eles poderiam realmente entender e compreender o mundo natural.

“Essas leis estão ao alcance da mente humana. Deus queria que nós as reconhecêssemos, criando-nos à Sua própria imagem para que pudéssemos compartilhar em Seus próprios pensamentos…” Kepler, Carta a George Johannes von Hewart Hohenburg

4) Ao contrário dos gregos antigos, que acreditavam que o mundo físico era inferior ao intelectual e o espiritual, as escrituras cristãs-judaicas ensinavam que a esfera criada era boa. Não era vergonhoso sujar as suas mãos através de trabalho físico; o mundo físico também é digno de contemplação.

“O entusiasmo para o novo empirismo é igualmente bem ilustrado por John Wilkins, um bispo anglicano com simpatias puritanas, um dos membros fundadores da Royal Society… ‘Nós não deveríamos ser tão supersticiosamente dedicados à Antiguidade’, escreveu Wilkins nas palavras cuidadosamente escolhidas de um bispo do século 17,… ‘Precisamos de trabalho para descobrir o que as coisas são em si mesmas por nossa própria experiência… não o que alguém outro diz delas. ‘ É óbvio para nós agora – revolucionário naquela época: um bom exemplo de estímulo teológico que estava sendo fornecido para ajudar o surgimento do método empírico”. Denis Alexander

5) Deus é livre e soberano. Alguns gregos antigos, como Aristóteles, pensavam que pudéssemos descobrir os princípios que regiam o mundo simplesmente por meio da reflexão racional. No entanto, os cristãos acreditavam que Deus era livre: Ele não era obrigado a criar o mundo de acordo com os princípios que os filósofos pensavam ser os melhores. A única maneira de descobrir o plano de Deus na criação era o de sair e procurar! Isto significou um maior enfoque na observação e experimentação.

“Não pode haver ciência viva a menos que haja uma convicção instintiva generalizada na existência de uma ordem das coisas. E, em particular, de uma ordem da natureza”. A.N. Whitehead, “Science and the Modern World”.

6) No pensamento cristão, os seres humanos são criaturas caídas que não têm a graça de compreender a mente de Deus somente através da razão. Os cristãos tinham algumas razões para duvidar da eficácia somente da razão. Então, eles queriam verificar as nossas ideias sobre o mundo natural através da observação, medição e experimentação.

“…Todos os homens, tanto devido a uma corrupção derivada quanto devido a uma corrupção inata e nascida dentro deles… são altamente sujeitos a cair em todos os tipos de erros…. Esses são os perigos no processo da razão humana, a remediação de todos eles só pode proceder a partir de uma filosofia real, mecânica, experimental”. Robert Hooke, “Micrographia”

 

fonte: http://www.origemedestino.org.br/blog/johannesjanzen/?post=665

Cosmologia do buraco branco

Cosmologia do Buraco Branco foi desenvolvida pelo Dr. Russell Humphreys e é mais do que somente uma solução para o problema da luz das estrelas distantes, ela serve como uma respeitável cosmologia criacionista.

Índice

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Esboço

De acordo com esta cosmologia, o universo teria somente poucos milhares de anos por um relógio na Terra, mas teria bilhões de anos por um relógio na extremidade do universo.[1] A chave para este modelo é a idéia de que o tempo passou muito mais devagar na Terra do que em partes distantes do universo, no quarto dia da criação. Da mesma forma ele se baseia em pressupostos do Big Bang. Entretanto ele é baseado em atuais tendências científicas e portanto considerado científico, e mais importante, ele é puramente bíblico em natureza, o que é vital para prover um modelo baseado no criacionismo.

Pressupostos

A cosmologia do Big Bang é baseada no que é chamado de Princípio Copernicano. Este princípio é a idéia de que o universo é o mesmo em toda parte, o que é uma suposição de partida básica. Enquanto a literatura popular implica em um universo que tem um limite e um centro, de acordo com o Princípio Copernicano não há limite nem um centro no universo. O Princípio Copernicano é uma pressuposição arbitrária e evolucionista que se baseia na palavra do homem. Por outro lado, a Bíblia, ou a palavra de Deus, implica que o universo tem um limite e que a Terra está próxima do centro, provendo, assim, substitutas suposições de partida contrárias as do Princípio Copernicano.

Isso é importante porque a gravidade depende de um centro de massa, o que implica uma borda para a massa. De acordo com a teoria do Big Bang não há uma borda e portanto nenhum centro, e assim não há nenhuma força gravitacional líquida. No contexto do criacionismo bíblico, o universo tem um limite com uma força gravitacional líquida. A importância disso é o fato de que a gravidade retarda o tempo, o que segue exatamente o que é predito e demonstrado por experimento pela teoria da Relatividade Geral.

Elementos de Formação

A expansão do cosmos é evidente tanto pelo red shift como pela Bíblia.

Isaías 40:22 (ACF). Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda, para neles habitar;
Gênesis 1:1-5 (ACF)

  1. NO princípio criou Deus os céus e a terra.
  2. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
  3. E disse Deus: Haja luz; e houve luz.
  4. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.
  5. E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.

Abismo1.gif

  • fora de escala.

De acordo com a cosmologia do buraco branco, o “abismo” era uma esfera de água de aproximadamente 2 ly (light-years, anos-luz) de diâmetro, contendo toda a massa do universo. A Terra era uma região indefinida de água informe no centro.

Abismo2.gif

  • fora de escala.

Toda a massa está dentro de um buraco negro de aproximadamente um bilhão de anos-luz de diâmetro que faz a gravidade comprimir e aquecer o abismo, provavelmente iniciando uma fusão nuclear.

Gênesis 1:6-8 (ACF)

  • 6. E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas.
  • 7. E fez Deus a expansão, e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão; e assim foi.
  • 8. E chamou Deus à expansão Céus, e foi a tarde e a manhã, o dia segundo.

O termo expansão se refere simplesmente a uma extensão ou um espaço. Deus começa expandindo esse universo inicial para um espaço entre as águas acima da expansão e as águas abaixo da expansão. Alguma água permanece dentro do espaço e é depois usada por Deus para fazer o sol, a lua, e as estrelas.
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Hoje, a água acima da expansão ainda está lá. É assumido estar a 20 bilhões de anos-luz e para além da galáxia mais distante.

Salmos 148:1-4 (ACF)

  1. LOUVAI ao Senhor. Louvai ao Senhor desde os céus, louvai-o nas alturas.
  2. Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todos os seus exércitos.
  3. Louvai-o, sol e lua; louvai-o, todas as estrelas luzentes.
  4. Louvai-o, céus dos céus, e as águas que estão sobre os céus.

Pelo dia 3, no tempo da Terra, a expansão atinge o horizonte de eventos e a expansão começa retirando matéria do horizonte de eventos. O buraco negro se torna um buraco branco. Um buraco branco é o oposto matemático de um buraco negro.
Horizonte de eventos1.gif
O colapso inicial do buraco branco resulta de matéria saindo do horizonte de eventos, e é alimentado pela expansão. Ele encolhe a um tamanho um pouco maior do que a Terra em cerca de um dia no tempo da Terra, alcançando esse ponto no dia quatro.
Horizonte de eventos2.gif
O horizonte de eventos não encolhe a um ponto; afinal buracos negros não se formam de um ponto. Assim, o colapso final do buraco branco não é caracterizado por um horizonte de eventos encolhido, mas por um poço gravitacional de sombra com a Terra no centro. A Terra emerge do horizonte de eventos como o poço gravitacional e quando ele deixa de existir. O poço gravitacional é então reduzido para a gravidade da própria Terra.

Perto do horizonte de eventos, o tempo desacelera e efetivamente pára. Na Terra o processo leva menos de um dia, mas bilhões de anos no resto do universo. As estrelas foram feitas nesse tempo e a luz das estrelas distantes tem tempo para atingir a Terra. Depois que o poço gravitacional desaparece, o resto do sistema solar é criado.

Durante os seis dias da criação na Terra, bilhões de anos passaram na borda do universo, assim a idade do universo quando Adão o viu era de seis dias, de acordo com o padrão de tempo da Terra. Mas a luz vinda de estrelas distantes ainda teria tempo para nos atingir então o resultado seria que objetos distantes pareceriam velhos.

Conclusão

Aqui está uma comparação simples entre as Cosmologias do Big Bang e do Buraco Branco.

Limitado + Relatividade = Cosmologia do Buraco Branco.
Não limitado + Relatividade = Cosmologia do Big Bang.

Os princípios básicos dessa teoria são cientificamente sólidos. Se o universo é limitado, as taxas dos relógios devem ser diferentes e se o universo era muito menor no passado, as taxas dos relógios eram muito diferentes. A dilatação do tempo permite que haja muito tempo no espaço profundo para que ocorram outros processos físicos, tais como a maioria dos teóricos ciclos de vida estelares de colisões de galáxias e rotações galácticas.

Essencialmente Deus usou a relatividade para nos deixar ver um universo jovem, de acordo com o tempo na Terra, que foi lento no quarto dia da criação. Esta solução para o problema da luz das estrelas distantes, é tanto sólida cientificamente como biblicamente. O principal problema é que ela é difícil de testar.

Referências

  1.  Faulkner, Danny. Universe by Design: An Explanation of Cosmology and Creation. Green Forest, AR: Master Books, 2004. p. 101-103. ISBN 0-89051-415-1

Referências Relacionadas

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v • d • e

Astronomia / Cosmologia

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Leis da Física podem variar ao longo do Universo

Eu já havia postado um artigo breve sobre uma possivel revisão da Teoria da Relatividade. E abaixo você pode ler um artigo mais detalhado sobre este assunto.

 

Redação do Site Inovação Tecnológica – 10/09/2010

Leis da Física podem variar ao longo do Universo

Pelos dados obtidos pelos pesquisadores, a constante alfa não seria constante, mas variável, contrariando o princípio da equivalência de Einstein, que estabelece que as leis da física são as mesmas em qualquer lugar. [Imagem: Julian Berengut/UNSW]
Uma equipe de astrofísicos está propondo uma teoria que muda radicalmente a forma como entendemos o Universo.Em um artigo ainda não aceito para publicação em revistas científicas, o grupo afirma ter encontrado indícios de que as leis da física são diferentes em diferentes partes do Universo.

Constante alfa

O artigo propõe que uma das supostas constantes fundamentais da natureza talvez não seja assim tão constante.

Em vez disso, este “número mágico”, conhecido como constante de estrutura fina – ou constante alfa – parece variar ao longo do Universo. A constante alfa mede a magnitude da força eletromagnética – em outras palavras, a intensidade das interações entre a luz e a matéria.

Há alguns anos, físicos propuseram que alfa poderia ter variado ao longo do tempo – numa escala de 12 bilhões de anos – mas agora os físicos propõem que ela varia ao longo do espaço.

Pelos dados obtidos pelos pesquisadores, a constante alfa não seria constante, mas variável, contrariando o princípio da equivalência de Einstein, que estabelece que as leis da física são as mesmas em qualquer lugar.

“As implicações para o nosso entendimento atual da ciência são profundas. Se as leis da física passam a ser apenas ‘sub-leis locais’, pode ser que, embora a nossa parte observável do Universo favorece a existência da vida e dos seres humanos, outras regiões mais distantes podem ter diferentes leis que se oponham à formação da vida, pelo menos tal como a conhecemos,” especula ele.

Eixo magnético universal

As conclusões dos pesquisadores foram baseadas em medições realizadas com o Very Large Telescope (VLT), no Chile, e com os maiores telescópios ópticos do mundo, no Observatório Keck, no Havaí.

“Os telescópios Keck e VLT estão em hemisférios diferentes – eles olham para direções diferentes ao longo do Universo. Quando olhamos para o norte com o Keck, vemos em média um alfa menor nas galáxias distantes, mas quando olhamos para o sul com o VLT, vemos um alfa maior,” explica o Dr. Julian King, coautor do trabalho.

A variação observada é muito pequena, não mais do que 1 parte em 100.000. “Mas é possível que variações muito maiores possam ocorrer fora do nosso horizonte observável”, especula King.

“Depois de medir a constante alfa em cerca de 300 galáxias distantes, surgiu uma consistência: este número mágico, que nos dá a força do eletromagnetismo, não é o mesmo em todos os lugares, como ele é aqui na Terra, e parece variar continuamente ao longo de um eixo preferencial através do universo,” explica o professor John Webb, da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália.

Leis da Física podem variar ao longo do Universo

A variação da constante alfa foi detectada como uma continuidade ao longo do espaço, o que daria uma espécie de “eixo preferencial” para o Universo – é como se houvesse um eixo magnético universal, atravessando todo o Universo observável, da mesma forma que há um eixo magnético de polo a polo da Terra. [Imagem: Webb et al.]

Este talvez seja o elemento mais intrigante da proposta, o fato de a variação ter sido detectada como uma continuidade ao longo do espaço, o que daria uma espécie de “eixo preferencial” para o Universo – é como se houvesse um eixo magnético universal, atravessando todo o Universo observável, da mesma forma que há um eixo magnético de polo a polo da Terra.

De forma bastante interessante, esse eixo magnético universal coincide com medições anteriores que deram origem à teoria do chamado Fluxo Escuro, que indica que uma parte da matéria do nosso Universo estaria vazando por uma espécie de “ralo cósmico”, sugada por alguma estrutura de um outro universo.

Variação das leis da física

Se os dados se confirmarem – e não tiverem outra explicação menos revolucionária – um achado como esse poderia obrigar os cientistas a repensarem totalmente sua compreensão das leis da Natureza.

“A constante de estrutura fina, e outras constantes fundamentais, são absolutamente centrais para a nossa teoria atual da física. Se elas realmente variam vamos precisar de uma teoria melhor, mais profunda,” arrisca o Dr. Michael Murphy, coautor do trabalho.

A variação das leis da física, seja no espaço ou no tempo, sempre ocupou a mente dos cientistas. Pelas teorias atuais, uma pequena variação de alfa, por exemplo, significaria que as estrelas não produziriam carbono, a base da química que forma a vida na Terra.

É por isso que os cientistas afirmam que são as características “especiais” deste nosso ponto no Universo que criam as condições para a vida como a conhecemos, características estas que poderiam não existir em outros pontos. Uma afirmação de resto circular – poderia haver outros “pontos de equilíbrio”, que dariam origem a formas de vida diferentes da nossa, algo como “se a vida não fosse assim, seria diferente” – descartada, obviamente, a hipótese da “não-vida”.

“Embora uma ‘constante variável’ possa abalar a nossa compreensão do mundo que nos rodeia, afirmações extraordinárias exigem evidências extraordinárias. O que estamos descobrindo é extraordinário, não há dúvida sobre isso,” diz Murphy.

Talvez. Mas tudo recomenda que se espere até que o artigo seja revisado por outros cientistas e aceito para publicação em uma revista conceituada. Resta saber, sobretudo, se os outros cientistas acharão que uma variação de 1 em 100.000 é assim tão extraordinária.

Bibliografia:Evidence for spatial variation of the fine structure constant
J. K. Webb, J. A. King, M. T. Murphy, V. V. Flambaum, R. F. Carswell, M. B. Bainbridge
Submitted to Physical Review Letters
September 2010
http://arxiv.org/abs/1008.3907