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A evolução das proteínas. – As primeiras previsões da evolução.

Por Darwins Predictions – Cornelius Hunter

 

 

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Genes codificadores de proteínas constituem apenas uma pequena fração do genoma em organismos superiores, mas os seus produtos de proteínas são cruciais para o funcionamento da célula. Eles são apenas os trabalhadores atrás de cada tarefa na célula, incluindo a digestão dos alimentos, a síntese de produtos químicos, apoio estrutural, conversão de energia, a reprodução celular e fazer novas proteínas. E como uma máquina bem afinada, as proteínas fazem o seu trabalho muito bem. As proteínas são onipresentes em toda a vida e devem datar desde os primeiros estágios da evolução. Portanto, a evolução prevê que as proteínas evoluíram quando a vida apareceu pela primeira vez, ou não muito tempo depois. Mas apesar dos enormes esforços de pesquisa científica, ficou claro que a tal evolução das proteínas é astronomicamente improvável.

Uma das razões do porque a evolução das proteínas é tão difícil é que a maioria das proteínas são designs extremamente específicos em uma outra paisagem robusta de fitness. Isto significa que é difícil para a seleção natural orientar mutações em direção as proteínas necessárias.Na verdade, quatro estudos diferentes, realizados por diferentes grupos e utilizando métodos diferentes, relatam; todos, que cerca de 10 70 de experiências evolutivas seriam necessárias para chegar perto o suficiente de uma proteína funcional antes da seleção natural poder assumir e refinar o design da proteína.Por exemplo, um dos estudos concluiu que 10 63  de tentativas seriam necessárias para uma proteína, relativamente curta.(Reidhaar-Olson) E um resultado semelhante (10 65 de tentativas necessárias) foi obtido comparando as sequências de proteína.(Yockey) Outro estudo descobriu que são necessárias de 1064 a 1077 de tentativas (Axe) e um outro estudo concluiu que 10  70 de tentativas seriam necessárias.(Hayashi) Nesse caso, a proteína foi apenas  parte de uma proteína maior, que no caso era intacta, tornando assim mais fácil para a pesquisa. Além disso, estas estimativas são otimistas porque os experimentos eram apenas para procurar  proteínas com uma única função; enquanto que as proteínas reais executam várias funções.

Esta estimativa conservadora de 10 70 de tentativas necessárias para evoluir uma proteína simples é astronomicamente maior do que o número de tentativas que são viáveis.E explicações de como a evolução poderia alcançar um grande número de buscas, ou de alguma forma evitar esse requisito, exige a pre-existência de proteínas e por isso são explicações circulares.Por exemplo, um papel estimou que a evolução poderia ter feito 10 43  de tais tentativas. Mas o estudo assumiu todo o tempo da história da terra disponível, em vez de uma janela limitada de tempo, que na verdade, a evolução teria tido. Ainda mais importante, o estudo assumiu a pré-existência de uma grande população de bactérias (que assumiu que terra foi completamente coberta com bactérias).E, claro, as bactérias estão cheias de proteínas.Claramente essas bactérias não existiriam antes das primeiras proteínas evoluírem.(Dryden) Mesmo com estes pressupostos convenientes irreais, o resultado foi de vinte e sete ordens de magnitude aquém do exigido.

Tendo em conta estes vários problemas significativos, as chances da evolução ter encontrado proteínas a partir de um início aleatório são, como explicou um evolucionista , “altamente improvável“. (Tautz) Ou como outro evolucionista colocou, “embora a origem dos primeiros genes primordiais poder, em última instância, ser rastreada até alguns precursores do então chamado “mundo de RNA” de bilhões de anos atrás, suas origens permanecem enigmáticas.” (Kaessmann)

(Texto adaptado)

 

****Obs: A imagem do texto é do Livro Fomos Planejados (Marcos Eberlin)

 

Referências
Axe, D. 2004. “Estimating the prevalence of protein sequences adopting functional enzyme folds.” J Molecular Biology341:1295-1315.

Dryden, David, Andrew Thomson, John White. 2008. “How much of protein sequence space has been explored by life on Earth?.” J. Royal Society Interface 5:953-956.

Hayashi, Y., T. Aita, H. Toyota, Y. Husimi, I. Urabe, T. Yomo. 2006. “Experimental Rugged Fitness Landscape in Protein Sequence Space.” PLoS ONE 1:e96.

Kaessmann, H. 2010. “Origins, evolution, and phenotypic impact of new genes.” Genome Research 10:1313-26.

Reidhaar-Olson J., R. Sauer. 1990. “Functionally acceptable substitutions in two alpha-helical regions of lambda repressor.” Proteins 7:306-316.

Tautz, Diethard, Tomislav Domazet-Lošo. 2011. “The evolutionary origin of orphan genes.” Nature Reviews Genetics12:692-702.
Yockey, Hubert. 1977. “A calculation of the probability of spontaneous biogenesis by information theory.” J Theoretical Biology 67:377–398.
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Mutações genéticas não são adaptativas – Previsão baseada em causas evolutivas (As primeiras previsões da evolução)

By Cornelius Hunter – Darwins Predictions

 

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No século XX, a teoria da evolução previa que as mutações não seriam adaptáveis ou dirigidas. Em outras palavras, acreditava-se que mutações seriam aleatórias no que diz respeito às necessidades do indivíduo. Como colocou Julian Huxley , “mutação apenas fornece a matéria-prima da evolução; é um arranjo aleatório, e ocorre em todas as direções. … Em todos os casos elas são aleatórias em relação à evolução. Os seus efeitos não estão relacionados com as necessidades dos organismos “(Huxley, 36) Ou, como explicou Jacques Monod:

Acaso está na origem de toda inovação, de toda a criação na biosfera. Puro acaso, absolutamente autônomo, mas cego, na própria raiz do edifício estupendo da evolução: este conceito central da biologia moderna não é mais uma entre outras hipóteses possíveis ou mesmo concebível. Hoje é a única hipótese concebível, a única que se enquadra como fato observado e testado. E nada justifica a suposição – ou a esperança – de que, neste ponto, a nossa posição está sempre susceptível a ser revista. ( Monod, 112)

Ronald Fisher escreveu que as mutações são “aleatórias no que diz respeito à necessidade do organismo” (Orr). Essa previsão fundamental persistiu por décadas, como explica um documento (paper) recente: “É assumido que mutação cria variação hereditária e ela é aleatória e sem direção.” (Chen, Lowenfeld e Cullis)

Mas agora é sabido que essa suposição é falsa. O primeiro problema é que a taxa de mutação é adaptável. Por exemplo, quando uma população de bactérias é submetida a condições adversas, ela tende a aumentar a sua taxa de mutação. É como se um sinal fosse enviado, dizendo: “É tempo de se adaptar.” Além disso, uma pequena fração da população aumenta ainda mais sua taxa de mutação. Estes hypermutators (“supermutantes”) asseguraram que uma variedade ainda maior de mudanças adaptativas seja explorada. (Foster) E experiências também descobriram que os segmentos duplicados de DNA podem estar sujeitos a taxa de mutação mais elevada. Uma vez que o segmento é uma duplicata, e é menos importante para se preservar; e, como um campo de teste; parece ser usado para experimentar novos projetos. (Wright)

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O segundo problema é que os organismos utilizam estratégias para dirigir as mutações de acordo com a ameaça. Mutações adaptativas têm sido extensivamente estudadas em bactérias. Experiências tipicamente alteram a oferta de alimentos das bactérias ou aplicam algum estresse ambiental causando mutações que têm como alvo um estresse ambiental específico (Burkala, et ai .; Moxon, et al.,.; Wright) mutações adaptativas também têm sido observadas em leveduras (Fidalgo, et. al .; David, et. al.) e plantas de linho. (Johnson, Moss e Cullis)

Um experimento encontrou mutações repetíveis no setor do linho em resposta a níveis de adubação. (Chen, Schneeberger e Cullis) Outro experimento expôs o linho a quatro diferentes condições de crescimento e descobriu que o estresse ambiental pode induzir mutações que resultam em “respostas consideráveis, rápidas e adaptações evolutivas.” (Chen, Lowenfeld e Cullis)

Em resposta a esta falha da previsão, alguns evolucionistas agora estão dizendo que a evolução, de alguma forma, criou os mecanismos que causam mutações adaptativas.

(Texto adaptado)

Referências:

 

Burkala, E., et. al. 2007. “Secondary structures as predictors of mutation potential in the lacZ gene of Escherichia coli.” Microbiology 153:2180-2189.

Chen, Y., R. Lowenfeld, C. Cullis. 2009. “An environmentally induced adaptive (?) insertion event in flax.”International Journal of Genetics and Molecular Biology 1:38-47.

Chen, Y., R. Schneeberger, C. Cullis. 2005. “A site-specific insertion sequence in flax genotrophs induced by environment.” New Phytologist 167:171-180.

David, L., et. al. 2010. “Inherited adaptation of genome-rewired cells in response to a challenging environment.”HFSP Journal 4:131–141.

Fidalgo, M., et. al. 2006. “Adaptive evolution by mutations in the FLO11 gene.” Proceedings of the National Academy of Sciences 103:11228-11233.

Foster, P. 2005. “Stress responses and genetic variation in bacteria.” Mutation Research / Fundamental and Molecular Mechanisms of Mutagenesis 569:3-11.

Huxley, Julian. 1953. Evolution in Action. New York: Signet Science Library Book.

Johnson, C., T. Moss, C. Cullis. 2011. “Environmentally induced heritable changes in flax.” J Visualized Experiments47:2332.

Monod, Jacques. 1971. Chance & Necessity. New York: Vintage Books.

Moxon, E., et. al. 1994. “Adaptive evolution of highly mutable loci in pathogenic bacteria.” Current Biology 4:24-33.

Orr, H. 2005. “The genetic theory of adaptation: a brief history.” Nature Review Genetics 6:119-127.
Wright, B. 2000. “A biochemical mechanism for nonrandom mutations and evolution.” J Bacteriology 182:2993-3001.

“Equívocos sobre a seleção natural” …

(Obs: os links estão em inglês)

Gostaria de partilhar essa… Eu sempre usei termos como: estúpida, cega, sem propósito quando o assunto eram mutações, aliás sempre usei esses termos para a evolução em sua completude … E sempre falei que a seleção natural não poderia ser usada como imitação de um designer (“a seleção natural cria a ilusão de design”)… Pois muitos, da posição evo que debati nos últimos 4 anos, nunca lidavam com meu argumento, tipo, eles não trabalham para se defender, eles simplesmente ignoram, ou mesmo deixam no ar que não passa de espantalho, que não se trata de estupidez, cegueira… Obviamente que esses termos não estão dentro de um conceito literal… Mas tais defensores da TE, insistem em interpretar meu argumento como se eu estivesse sendo literal com esses termos…

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Mas agora eu vou partilhar ESSE [Understanding Evolution] artigo evolucionista (Adaptado):

 

Porque a seleção natural pode produzir adaptações surpreendentes (e pode é???), é tentador pensar nisso como uma força onipotente, instando organismos, constantemente empurrando-os na direção do progresso – mas a seleção natural não é isso em tudo.

Em primeiro lugar, a seleção natural não é toda-poderosa; não produz perfeição. Se os seus genes são “bons o suficiente”, você vai ter alguns filhos para a próxima geração – você não tem que ser perfeito. Isto deve ser bastante claro apenas olhando para as populações em torno de nós: as pessoas podem ter genes para doenças genéticas, as plantas podem não ter genes para sobreviver a uma seca, um predador pode não ser rápido o suficiente para pegar sua presa cada vez que ele está com fome . Nenhuma população ou organismo se adapta perfeitamente.

Em segundo lugar, é mais preciso pensar na seleção natural como um processo e não como uma mão orientadora. A seleção natural é o simples resultado de variação, reprodução diferencial e hereditariedade – é ESTÚPIDA e mecanicista. Ela NÃO TEM METAS; ela NÃO ESTÁ SE ESFORÇANDO PARA PRODUZIR PROGRESSO OU UM ECOSSISTEMA EQUILIBRADO.

É por isso que “NECESSIDADE“, “TENTATIVA“, e “QUERER (INTENÇÃO)” não são palavras muito precisas quando se trata de explicar a evolução. A população ou indivíduo não “QUER” ou “TENTA” evoluir, e a seleção natural NÃO PODE TENTAR SUPRIR O QUE UM ORGANISMO PRECISA“. A seleção natural apenas seleciona QUALQUER VARIAÇÃO EXISTENTE numa população. O resultado é a evolução. [ Grifo meu ] 

No extremo oposto da escala, a seleção natural, é, por vezes , interpretada como um processo aleatório. Isto também é um equívoco. A variação genética que ocorre em uma população por conta de mutação, é aleatória – mas a seleção age na variação de uma maneira altamente não aleatória: variações genéticas que ajudam a sobrevivência e a reprodução são muito mais propensas a se tornar comuns do que as variantes que não. A seleção natural não é aleatória!

Por isso, no mundo real, o Design Inteligente se adéqua mais aos dados do que a TE…

E quando um evo diz que sou ignorante sobre a evolução ele está TOTALMENTE correto… Pois, se existe uma hipótese que violenta a parcimônia, ela se chama teoria da evolução… Complicada!… Quem sabe uns 50 anos de estudo e eu consiga um mestrado basicão

 

O Calcanhar de Aquiles da Evolução

Passado evolutivo compartilhado ou projeto compartilhado?

By Ann Gauger

 

Via Evolution News (Adaptação do original em inglês)

Tenho o prazer de anunciar a publicação de um novo papel do Instituto Biológico, uma organização de pesquisa dedicada a investigar os limites da evolução não dirigida e avançar no desenvolvimento de um novo paradigma para a biologia com base no design inteligente. Este artigo, “Enzyme Families — Shared Evolutionary History or Shared Design? A Study of the GABA-Aminotransferase Family“, é o capítulo final do nosso estudo de longo prazo sobre enzimas bacterianas, para determinar se elas podem ser cooptadas para novas funções.

A resposta a esta questão é importante para o debate da evolução. Se as enzimas não podem genuinamente ser recrutadas para  novas funções de forma desgovernada, não importa como elas são semelhantes, então a história evolutiva é falsa.

Publicado na revista BIO-Complexidade, o trabalho foi feito por Marci Reeves, Doug Axe, e eu.

Em um paper anterior que descreveu a dificuldade de cooptar a enzima KBL para executar a função de BIOF.

As duas enzimas são muito semelhantes em estrutura (veja a imagem no Evolution News), mas possuem diferentes reações químicas e diferentes funções na célula.

Queríamos saber se uma KBL mutada poderia substituir uma função de BIOF desaparecida. Depois de mudar quase todos os aminoácidos no sítio ativo da KBL (onde sua química é realizada) para se parecer com BIOF, KBL nunca foi capaz de fazer a troca de função, tal qual a função da BIOF.

Neste trabalho nós expandimos a história e incluímos nove das enzimas mais intimamente relacionadas com BIOF, incluindo uma que supostamente é capaz de realizar tanto a química da BIOF quanto da KBL.

 Usando mutagênese aleatória testamos cada mutação de uma única base nestes nove genes. Nenhum deles estavam dentro de uma mutação de cooptação. Testamos a cooptação das duas enzimas mais prováveis, gerando duas bases combinadas de mutações. Depois de testar 70 por cento de todas as possíveis mutações de duas bases para cada enzima, ou cerca de 40 milhões de células cada, esse teste também falhou.

O que isso significa? Em um cenário evolutivo, para se obter uma enzima que alterne funções, o primeiro passo é fazer uma cópia de reposição que pode ser mutada sem destruir a função das necessidades celulares. Em segundo lugar, a célula tem que produzir a enzima mutante, porque qualquer enzima emergente será no princípio muito ruim no trabalho. Para compensar, haverá necessidade de haver lotes de enzima ao redor. Em terceiro lugar, há o problema de se encontrar a combinação certa de mutações através da busca aleatória.

Tomadas em conjunto, uma vez que não foi encontrada a enzima que estava dentro de uma mutação de cooptação, o número total de mutações necessárias são pelo menos quatro: uma para a duplicação, outra para super-produção, e duas ou mais alterações de bases individuais. O tempo de espera necessário para atingir quatro mutações é de 10 15 anos. Isso é mais do que a idade do universo. O tempo de espera real provavelmente é muito maior, uma vez que as duas enzimas candidatas mais prováveis ​​não conseguiram ser cooptadas por mutações duplas.

Nós agora abordamos duas objeções levantadas por nossos críticos: que nós não testamos a(s) mutação(ões) certa(s), e que nós não partimos do ponto certo. Nós testamos todas as possíveis alterações de uma única base em nove diferentes enzimas, aquelas nove enzimas são as mais estruturalmente semelhantes dentre todas as famílias de BIOF. Nós também testamos 70 por cento das mutações duplas nas duas enzimas mais próximos dentre aquelas nove.

Por fim, alguns disseram que deveríamos ter usado a enzima ancestral como o nosso ponto de partida, porque eles acreditam que as enzimas modernas são de algum modo diferente das antigas.

Por que eles pensam assim? É porque as enzimas modernas não podem ser cooptadas para qualquer coisa, exceto mudanças triviais na função. Em outras palavras, elas não evoluem!

Este é precisamente o ponto que estamos fazendo.

Será que as mutações corroboram para a evolução?

By Marcos Felipe Vitsil (Design Intelligent Group)

Trabalhei por 2 anos no laboratório de Mutagênese Ambiental da UERJ, e lá fazíamos diversos testes de mutagenicidade e genotoxicidade. Posso responder que baseado na toxicologia esta hipótese da mutação contribuir para a evolução é bem pouco provável.

Como são os testes toxicológicos?

O principal teste do laboratório era o “Teste de Ames”, este teste de mutação reversa utiliza cepas bacterianas de Salmonella enterica sorovar Typhimurium deficientes na produção do aminoácido histidina (His-), derivadas da linhagem LT1 de S. typhimurium, e tem por finalidade detectar a atividade mutagênica induzida por compostos através da reversão do fenótipo His- para His+. (MORTELMANS E ZEIGER, 2000)

Explicando de maneira mais simples:
Nossas bactérias eram modificadas geneticamente para perder a capacidade de sintetizar um aminoácido essencial para o crescimento bacteriano chamado de “Histidina“, e toda vez que nossas bactérias entravam em contato com algum agente mutagênico elas sofriam mutações e “voltavam” a produzir histidina e era possível observar seu crescimento novamente nas placas de Petri. Reparem que as bactérias depois de sofrer mutação não ganhavam novas estruturas, e sim voltavam a ter estruturas que possuíam antes… Revertiam His- para His +.

Todos os artigos publicados na área de mutagênese utilizam o teste de Ames como procedimento padrão, ele faz parte de um grupo de metodologias de triagem utilizados para detectar substâncias carcinogênicas (AIUB et al., 2004) e todos os produtos testados só são caracterizados como “mutagênicos” quando as bactérias conseguem “voltar” a produzir histidina, a chamada “mutação reversa”… Não foram criadas estruturas novas com estas mutações… Apenas voltaram com as estruturas antigas!

4 tipos de diferentes de mutações são encontradas:

Mutação do tipo frameshift, por deleção de par de bases G-C

Mutação do tipo frameshift, por adição de par de bases G-C

Mutação por substituição de G-C para T-A

Mutação por substituição deT-A para G-C

 

Cada uma representada por uma cepa bacteriana específica e TODOS estes tipos de mutações detectam a “mutação reversa” e não uma mutação nova! Em mais de 80% dos casos, os produtos considerados mutagênicos para bactérias, são cancerígenos para humanos.

Então as bactérias não podem evoluir? E as resistências a antibióticos?

A microevolução é um fato, porém deve ser compreendida.

As mutações ocorridas em que bactérias adquirem resistência antimicrobiana não geram as bactérias uma “evolução propriamente dita” e sim uma simples “adaptação ao meio”… As bactérias não evoluem de classe ou gênero (Ênfase do blog)… Continuam sendo da mesma família filogenética.

Seria como um homem que morava no Brasil, e se mudou para a Antártida. Nos primeiros meses ele irá sofrer muito com o frio… Mas com o tempo irá se adaptar ao ambiente… Porém não irá evoluir filogeneticamente, ou criar novas estruturas químicas… Simplesmente irá desenvolver uma resposta ao estímulo do ambiente.

Em breve publicarei mais sobre outros testes de genotoxicidade…

Att
Vital da Silva

 

 

Referências:

AIUB, C. A. F.; STANKEVICINS, L.; DA COSTA, V.; FERREIRA, F.; MAZZEI, J. L.; RIBEIRO, S, A.; SOARES, M, R.; FELZENSZWALB, I.
Genotoxic evaluation of a vinifera skin extract that present pharmacological activities. Food and Chemical Toxicology. 2004. v.42, p. 969–973.

MARON, D. M.; AMES, B. N. Revised methods for the Salmonella mutagenicity test. Mutation Research. 1983 v.113, p. 173-215.

MORTELMANS, K.; ZEIGER, E. The Ames Salmonella/microsome mutagenicity assay. Mutation Research. 2000. V.455, n. 1-2, p.29-60

DA RUÍNA DOS ALICERCES DA SÍNTESE MODERNA A UMA NOVA TENTATIVA: a “síntese integrativa” dos neo-neo-evolucionistas.

By Everton F. Alves

NOBLE (2013), um biólogo de sistemas, alega que a fisiologia está balançando a fundação da biologia evolutiva.

Ele argumenta que “A ‘Síntese Moderna’ (Neodarwinismo) é uma visão genocêntrica da evolução de meados do século 20, com base em mutações aleatórias que se acumulam para produzir uma mudança gradual através da seleção natural“. Em seguida, ele afirma que os cientistas agora sabem que esta visão está errada, porque “mudança genética está longe de ser aleatória, e muitas vezes não gradual.” Noble comenta que, em relação ao ponto de vista neodarwinista, “não é só a visão padrão do século 20 da genética molecular que está em causa. A teoria da evolução em si já está em um estado de fluxo”.

Noble, em seguida, narra que os seguintes pressupostos do neodarwinismo estão errados, tais como:

(1) “mudança genética é aleatória”,

(2) “mudança genética é gradual”,

(3) “na sequência de alteração genética, seleção natural leva a variações de genes específicos (alelos) aumentando em frequência dentro da população”, e

(4) “herança de características adquiridas é impossível”.

 Para refutar cada um desses pressupostos, ele cita alguns exemplos (artigos) de recém-descobertas de herança de características adquiridas (aliás, estudos que a TDI também apresenta como evidências de uma mente inteligente). Noble conclui que o fluxo de estudos durante os últimos 5 anos mostraram que a herança não-mendeliana está cada vez mais acumulando evidências. Ele acrescenta que os exemplos citados por ele sobre a herança de características adquiridas revelam uma grande variedade de mecanismos pelo qual tal herança pode ser alcançada.

Ele, então, propõe um modelo novo e radical da biologia chamado de “Síntese integrativa”, onde os genes não executam o programa, e todas as partes de um organismo – o genoma, a célula, o plano corpóreo, tudo – está integrado. Segundo o autor, “a característica central da síntese integrativa é uma revisão radical do conceito de causalidade em biologia. A priori não existe um nível privilegiado de causalidade. Este é o princípio que eu tenho chamado a ‘teoria da relatividade biológica’. […] Controle é então distribuído, alguns dos quais é herdado, independentemente de sequências de DNA. A revisão do conceito também irá reconhecer as diferentes formas de causalidade. Sequências de DNA são mais bem vistas como causas passivas, porque elas são usadas apenas quando as sequências relevantes são ativadas. DNA por conta própria não faz nada. As causas ativas encontram-se dentro das redes das células, tecidos e órgãos do corpo”.
Esta é uma nítida abordagem da Biologia de sistemas. No entanto, embora Noble não endosse essa conclusão, essa abordagem é muito mais consistente com o design inteligente do que com um modelo baseado em mecanismos evolutivos estritamente desgovernados. Aliás, nos surge a seguinte dúvida: “Esta é uma tentativa de um neo-neo-evolucionista em tomar para si as evidências defendidas pelos inteligentistas? Ou um recém-ex-evolucionista se desprendendo das amarras da ignorância do acaso cego?” Aguardamos os próximos capítulos…

 Referência:

Noble D. Physiology is rocking the foundations of evolutionary biology. Exp Physiol 2013; 98(8): 1235–43.

Link do artigo(PDF)

É o resultado da evolução previsível?

Bom, vou postar agora um artigo do PHYS ORG  (tradução livre que fiz).

Como sempre trago ao debate, não apenas se a evolução ocorre ou não, isto, me refiro, a evolução darwiniana. Dentro de uma lógica há duas hipóteses: Ou ela ocorre/ocorreu, ou ela não ocorre/ocorreu.

Bem, mas meu ponto não é exatamente se ela ocorre / ocorreu; meu ponto é: como ela ocorre / ocorreu ???

Raciocine, antes de tudo o evolucionista afirma que tudo o que existe é o cosmos; e dentro do cosmos ocorre a evolução dos seres vivos; que no fim das contas são produtos da “matéria”  e/ou energia.

Oras, tal natureza (matéria e energia) não possui propósito, intenção, planos, objetivos específicos, fins adequados. Sendo assim, a evolução materialista ocorre / ocorreu de forma despropositada, “cega”, sem direção… Afinal não passa de um evento “material” dentro do cosmos.

Sendo assim, eu lhe pergunto; como um processo redutivelmente materialista pode ser previsível? Como ele pode exibir um padrão, ordem, uma certa constante? Mesmos resultados?

Isso só é possível, quando ao estudarmos a realidade abandonemos a crença naturalista que é materialismo filosófico puro.

Se não fizermos isso, ficamos com a ideia falsa que a evolução lida com todos os fatos reais,  mesmo que a realidade não tenha nenhuma relação com o postulado naturalista que é intrínseco a filosofia materialista.

O artigo a seguir coloca, ao meu ver, a forma como a evolução ocorre / ocorreu  em sérias dúvidas. Embora o artigo não negue o fato da evolução. Assim, os evolucionistas fazem da TE um dogma, uma teoria de tudo. Nesse caso a forma como a evolução ocorre / ocorreu deveria colocar em sérias duvidas não o fato da evolução, embora eu possuo profundo ceticismo frente a evolução teísta; deveria colocar dúvidas quanto a evolução ser um evento redutivelmente materialista. Mas os materialistas mesmo reconhecendo curiosidades da evolução despropositadas, não admitem  que a evolução “cega”, despropositada não possui evidências.

 

 

Eis o artigo:

Se alguém rebobinar a fita da vida, a evolução dará no mesmo resultado?

O biólogo evolucionista Stephen Jay Gould veio com essa famosa experiência de pensamento. Ele sugeriu que a evolução não se repetiria: o papel dos processos aleatórios na origem da biodiversidade era muito importante e, portanto, a evolução não era previsível. O Prof. Axel Meyer (Konstanz) descreveu agora a evolução paralela de duas populações intimamente relacionadas, mas geograficamente isoladas de peixes ciclídeos em lagoas da Nicarágua. Este resultado repetido da evolução é melhor interpretado como evidência de adaptação semelhante à pressão de seleção natural darwiniana similar – e sugere trajetórias evolutivas pouco deterministas. As conclusões do estudo (Konstanz) foram publicados na revista Nature Communications.

Há muito poucas circunstâncias em que pode-se investigar a repetibilidade da evolução, porque os ambientes espacialmente independentes que são preenchidos pelas mesmas espécies são extremamente raros na natureza. “As jovens e completamente isoladas lagoas ao longo do arco americano vulcânico Central na Nicarágua proporcionam um ambiente ideal para estudar .Várias populações de Ciclídeo Midas com habitat em lagoas que se desenvolveram independentemente da população ancestral nas proximidades dos grandes lagos da Nicarágua. Essa configuração é como um experimento natural “, explica Axel Meyer.

Em dois destes lagos da cratera, Apoyo e Xiloá; novos tipos de Ciclídeos Midas evoluíram, independentemente um do outro, em menos de 10 mil anos. Essas novas espécies apresentam adaptações morfológicas idênticas que não são encontrados na população ancestral: a partir da água escura superficial para o novo habitat do abismo, ou seja as águas límpidas dos lagos da cratera. “Em cada um dos dois lagos de cratera, novas espécies de Ciclídeos Midas evoluíram com um corpo alongado – um fenótipo que não existe em lagos ancestrais a partir do qual os colonizadores de lagoas vieram”, explica Meyer. Sua equipe de pesquisa estudou a morfológica, ecológico, genética de populações, e padrões filogenéticos destes peixes. “Nós encontramos nestes ciclídeos forte evidência para a evolução paralela que – curiosamente – ocorreu por diferentes vias.

Nossos resultados mostram que fenótipos paralelos podem evoluir em habitats semelhantes e, devido à pressão de seleção semelhante, no entanto, não necessariamente na seqüência evolutiva paralela”, explica o biólogo evolucionário de Konstanz. Isso indica que a adaptação paralela à ambientes semelhantes podem levar ao mesmo resultado por seleção natural, no entanto, esta evolução pode prosseguir ao longo de diferentes percursos genéticos evolutivos. Isso ocorre porque as espécies endêmicas equivalentes nesses dois lagos de cratera foram originadas em diferentes sequências em ambos os lagos. “Agora nós estamos olhando para os genes e mutações que são a causa para este paralelismo”, diz Axel Meyer.

“Nosso estudo mostra que fenótipos paralelos complexos em ambientes semelhantes podem evoluir muito rapidamente, repetidamente e ainda através de diferentes vias evolutivas. Este é um exemplo microevolutivo de rebobinar a fita de Gould e resultando na de duas espécies muito semelhantes, embora por rotas evolutivas não  rotas “, resume Axel Meyer.

 

 

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More information: Kathryn R. Elmer, Shaohua Fan, Henrik Kusche, Maria Luise Spreitzer, Andreas F. Kautt, Paolo Franchini and Axel Meyer.2014. “Parallel evolution of Nicaraguan crater lake cichlid fishes via non-parallel routes.” Nature Communications , DOI: 10.1038/ncomm6168

Compartilho agora esse documento do Discovery Institute com uma abordagem profunda sobre evolução e Design Inteligente.

Clique aqui e tenha acesso ao documento na integra (O documento está em inglês).

Alguns trechos:

“(…)… Para o próprio Darwin, a idéia de um projetista divino não era o problema. Aliás, ele não tinha nada contra a visão de que universo como um todo foi inteligentemente concebido, uma noção que era parte da visão do mundo comum….(…)”

“Para que a evolução ocorra nesses modelos, o conhecimento externo deve ser imposto sobre o processo de orientação. Metabiology parece então ser um outro exemplo, onde seu criador faz o trabalho de modelo evolutivo. … Consistente com as leis de conservação da informação, a seleção natural só pode trabalhar usando a orientação de informação ativa, que só pode ser providenciada por um designer.”

“O que isto significa é que, dada a segunda lei da termodinâmica, os argumentos de compensação não resolvem necessariamente o problema para evolução darwiniana, e a segunda lei poderia potencialmente ser um problema para o darwinismo. Se defensores darwinianos estivessem dispostos a examinar abertamente as improbabilidades enfrentados por sua teoria, veriam que questões sérias sobre a segunda lei —- entre muitos outras, é claro —- ainda precisam ser respondidas.”

“Reconhecendo os organismos vivos como sistemas semióticos permite-se analogias úteis para ser retiradas de outros sistemas semióticos. Tais analogias são poderosas porque: (1) elas dão uma visão e compreensão, relacionando o desconhecido em termos familiar e, (2) lições aprendidas com outras esferas semióticas (como princípios da eficiência de armazenamento e recuperação de informação em ciência da computação) pode gerar previsões e hipóteses para novas fronteiras na biologia (como uma árvore – como estrutura de banco de dados para armazenamento e recuperação da informação no genoma humano). Isto é evidenciado pelo fato de que os biólogos usam frequentemente analogias entre os sistemas semióticos familiares de linguagem humana e computadores.”

“Para ser considerado de forma inequívoca como um sinal inteligente, quaisquer padrões no código devem satisfazer os seguintes critérios: (1) eles devem ser altamente significativos estatisticamente e (2) não só eles devem possuir inteligencia – como características, mas eles devem ser inconsistentes, em princípio, com qualquer processo natural, seja ele ou darwiniana ou Lamarckista evolução, impulsionado pela biossíntese de aminoácidos, alterações genômicas, afinidades entre (Anti) códons e aminoácidos, a seleção para o aumento da diversidade de proteínas energética de códon – interações Anticódon, ou vários mecanismos pré-translacionais.”

Professor de Biologia: variações de tentilhões de Darwin também podem ser movidas por “genes escondidos”.

Uma evidência simples contra evolução darwiniana que a base de wishful thinking, embriaga muitos evolucionistas com mutações aleatórias e seleção natural…

 

O texto a seguir  é uma TRADUÇÃO LIVRE do Uncommon Descent :

 

 

Os tentilhões de Darwin não são um bom exemplo da evolução darwiniana? (Porque eles são tão fortemente hibridizados):  David A. DeWitt escreve:

Quando se considera a “evolução” dos passarinhos, também precisamos levar em conta genes escondidos. Estes são genes que, embora presente na população, não estão ligados a um fenótipo observado. Por exemplo, eu cruzei um rato marrom e um rato branco e os filhos eram todos cinza. Quando os ratos cinzentos foram cruzados, a próxima geração incluiu ratos que eram brancos, marrons, brancos com manchas marrons, branco com manchas cinzas, uma mistura cinza / marrom, e um que era amarelo. Todas essas variedades foram obtidas a partir do mesmo par ancestral, mas todas essas características de coloração estavam escondidas e só apareceram em sucessivas rodadas de endogamia e dentro de duas gerações. Não foram observadas mutações, apenas diferentes combinações de genes.

A mesma coisa está acontecendo com prováveis passarinhos, com salamandras ensatina, *honeycreepers (*um tipo de ave) havaianas e uma variedade de outras populações de organismos.

Ele acrescenta:

Veja, a questão é que alguns genes irão mascarar a expressão de outros. Duas das minhas filhas têm cabelo vermelho, mas a minha esposa e eu temos o cabelo castanho. Isso significa que ambos temos genes para o cabelo vermelho, mas você não pode dizer isso. Se casássemos  com outras pessoas, estaríamos passando genes para cabelo vermelho na população, mas não se poderia dizer, a menos que as nossas crianças casassem e, em seguida, voila: cabelo vermelho.

Então, o que pode parecer evolução (mudança na frequência do gene ao longo do tempo) pode ser simplesmente flutuação dos genes expressos que fazem parte da variação da população desde o início.

(Obs: comentário do UD não acrescentado)

Matemática e a teoria da evolução

By Darwinismo WordPress

Por Granville Sewell

No ano de 1996, Michael Behe, bioquímico da Universidade de Lehigh, publicou o seu livro com o título de “Darwin’s Black Box”, cujo tema central era a tese de que as células vivas encontram-se preenchidas com características e processos bioquímicos que são “irredutivelmente complexos” – isto é, eles requerem a existência de componentes numerosos e complexos, cada um deles essencial para o funcionamento. Logo, estes traços e processos não podem ser explicados através duma gradual melhoria Darwiniana uma vez que até que todos os componentes estejam operacionais, estas estruturas são inúteis e não conferem qualquer vantagem selectiva.

Behe passa mais de 100 páginas a descrever detalhadamente alguns destes sistemas bioquímicos irredutivelmente complexos, e depois sumariza os resultados duma exaustiva busca na literatura bioquímica por explicações Darwinianas. Ele conclui que, embora os textos de Bioquímica frequentemente prestem homenagem verbal à ideia de que a selecção natural das mutações aleatórias pode explicar tudo o que existe dentro da célula, tais alegações são puro “ruído” visto que “não existe qualquer publicação dentro da literatura científica que descreva a forma como a evolução molecular de qualquer sistema bioquímico, real e complexo, ocorreu ou pode vir a ocorrer.”

Quando o Dr Behe esteve na Universidade do Texas – El Paso – em Maio de 1997 como palestrante convidado, disse-lhe que ele poderia encontrar um maior apoio às suas ideias nos departamentos de Matemática, Física e Ciência Computacional do que na sua própria área. Conheço muitos bons matemáticos, físicos e cientistas computacionais que, como eu, estão estarrecidos com o facto das explicações de Darwin para o desenvolvimento da vida serem tão amplamente aceites pelas ciências da vida [ed: biologia, zoologia, microbiologia, fisiologia, bioquímica, e áreas relacionadas]. Poucos desses matemáticos, físicos e cientistas computacionais chegam a falar ou a escrever sobre este assunto – muito provavelmente porque sentem que o assunto encontra-se fora do seu domínio.

Apesar disso, acredito que existem dois argumentos centrais contra o Darwinismo, e ambos parecem ser muito do agrado daqueles que se encontram dentro das ciências matemáticas.

1. A pedra angular do Darwinismo é a ideia de que melhorias maciças (complexas) podem-se ir acumulando através de melhorias menores; que novos órgãos e novos sistemas de órgãos, que deram origem às novas ordens, novas classes, e novos filos, desenvolveram-se gradualmente, através de muitas melhorias menores.

Temos que salientar inicialmente que o registo fóssil não confirma esta ideia; por exemplo, George Gaylord Simpson, paleontólogo de Harvard, escreve:

É característica do registo fóssil conhecido que a maior parte dos táxons apareçam abruptamente. Em regra geral, eles não se vão formando através duma sequência de mudanças quase imperceptíveis de precursores, tal como Darwin acreditou que seria normal dentro da evolução… Este fenômeno torna-se mais universal e mais intenso à medida que a hierarquia de categorias é ascendida. As lacunas entre as espécies conhecidas são esporádicas e pequenas. As lacunas entre as ordens, as classes, e os filos são sistemáticos e quase sempre enormes.

Estas peculiaridades do registo fóssil são um dos mais importantes problemas teóricos de toda a história da vida: É o aparecimento súbito das categorias mais elevadas um fenômeno da evolução, ou só do registo devido à recolha tendenciosa [de fósseis] e outras inadequações? – [“The History of Life,” in Volume I of “Evolution after Darwin,” University of Chicago Press, 1960]

Em Abril de 1892, um artigo da Life Magazine (excerto do livro de Francis Hitching “The Neck of the Giraffe: Where Darwin Went Wrong”) contém a seguinte informação:

Quando procuramos elos entre os principais grupos de animais, eles pura e simplesmente não estão lá….“Em vez de encontramos um desdobramento gradual da vida”, escreve David Raup, Curador do Field Museum of Natural History em Chicago, “o que os geólogos do tempo de Darwin, bem como os geólogos actuais, encontram é um registo fóssil altamente desigual e irregular; isto é, as espécies aparecem no registo fóssil muito subitamente, exibem pouca ou nenhuma modificação durante a sua existência, e depois desaparecem abruptamente.” Isto não são falhas insignificantes mas sim períodos, presentes nas principais transições evolutivas, durante os quais mudanças fisiológicas imensas teriam que ter acontecido.

Mesmo entre os biólogos, a ideia de órgãos novos, e desde logo categorias superiores, se poderem desenvolver gradualmente através de pequenas melhorias, tem sido alvo de contestação. De que forma é que a “sobrevivência do mais apto” poderia controlar o desenvolvimento de órgãos durante as fases iniciais sem utilidade, durante as quais elas obviamente não apresentavam qualquer vantagem selectiva (isto é frequentemente identificado como “o problema das novidades”), ou orientar o desenvolvimento total de novos sistemas, tais como o sistema nervoso, o circulatório, o digestivo, o respiratório, e o reprodutor – algo que exigiria o desenvolvimento simultâneo de vários órgãos interdependentes, nenhum deles útil ou possuindo alguma vantagem selectiva isoladamente?

O biólogo Francês Jean Rostand, por exemplo, escreveu:

Não parece totalmente impossível que as mutações tenham introduzido para dentro do reino animal as diferenças que existem entre uma espécie e a próxima…..logo, é muito tentador deixar também à sua porta as diferenças entre as classes, famílias, e ordens, e, basicamente, toda a evolução. Mas é óbvio que tal extrapolação envolve uma atribuição gratuita, às mutações do passado, duma magnitude e dum poder inovador muito maior do que aquele que é mostrado pelas mutações de hoje. – [“A Biologist’s View,” Wm. Heinemann Ltd. 1956]

O livro de Behe é, primordialmente, um desafio a esta pedra angular da Darwinismo ao nível microscópico. Embora nós possamos não estar familiarizados com os sistemas bioquímicos complexos que são estudados no seu livro, acredito que os matemáticos encontram-se muito bem qualificados para avaliar as ideias gerais envolvidas. E embora uma analogia seja apenas uma analogia, talvez a melhor forma de entender o argumento de Behe seja comparando o desenvolvimento do código genético da vida com o desenvolvimento dum programa de computador.

Imaginem que um engenheiro tenta criar uma análise estrutural dum programa de computador, escrevendo a análise numa linguagem de máquina totalmente desconhecida para ele. Ele simplesmente digita caracteres aleatórios com o seu teclado, e periodicamente executa testes ao programa de modo a reconhecer e escolher as melhorias fortuitas sempre que elas ocorrem. As melhorias são permanentemente incorporadas no programa ao mesmo tempo que as outras mudanças são rejeitadas.

Se o nosso engenheiro continuar com este processo de alterações aleatórias e testes durante um longo período de tempo, será que ele eventualmente seria capaz de desenvolver um sofisticado programa de análise estrutural? (Claro que quando seres humanos inteligentes decidem o que é uma “melhoria”, isto é, na verdade, selecção artificial, e devido a isso, esta analogia é demasiado generosa para o Darwinismo).

Se mil milhões de engenheiros estivessem a digitar ao mesmo ritmo um carácter aleatório por segundo, não há qualquer possibilidade de qualquer um deles, e no espaço de 4,5 mil milhões de anos da idade da Terra [ed: segundo os crentes nos milhões de anos] duplicar acidentalmente uma melhoria com 20 caracteres. Logo, o nosso engenheiro não pode contar em fazer algum tipo de melhoria só de forma aleatória.

Mas será que o engenheiro não conseguiria talvez fazer algum tipo de progresso através da acumulação de pequenas melhorias? O Darwinista presumivelmente diria que sim, mas para alguém com experiência mínima de programação, esta ideia é igualmente implausível. As melhorias principais dum programa de computador normalmente exigem uma adição ou modificação de centenas de linhas [de código] interdependentes, e nenhuma delas faz qualquer sentido, ou resulta em alguma melhora, se adicionada/modificada por si só.

Até a mais pequena das melhorias normalmente requer o adição de várias linhas. É concebível que um programador, incapaz de olhar mais além que 5 ou 6 caracteres, seja capaz de fazer algumas melhorias ínfimas a um programa de computador, mas é inconcebível que ele seja capaz de criar algo minimamente sofisticado sem uma habilidade de olhar mais além e modificar as suas alterações tendo em vista um plano geral.

Se arqueólogos duma sociedade futura por acaso desenterrarem as muitas versões do meu PDE solver, PDE2D , que eu criei durante os últimos 20 anos, certamente que eles iriam notar um aumento constante de complexidade com o passar do tempo, e iriam notar também nas muitas óbvias semelhanças entre cada uma das novas versões e as prévias. No princípio, o programa só era capaz de resolver uma equação linear única, 2D, steady-state numa região poligonal. Desde então, o PDE2D desenvolveu muitas novas habilidades (…).

Um arqueólogo que tentasse explicar a evolução deste programa de computador em termos das suas muitas pequenas melhorias, ficaria confuso se por acaso viesse a descobrir que todos estes avanços maiores (novas classes ou filos??) haviam aparecido subitamente como versões novas; por exemplo, a capacidade de resolver problemas em 3D [três dimensões] apareceu pela primeira vez na versão 4.0. Outras melhorias maiores (novas famílias ou ordens??) apareceram subitamente nas novas sub-versões – por exemplo, a capacidade de resolver problemas em 3D com condições de contorno periódicas apareceram pela primeira vez na versão 5.6.

De facto, o registo do desenvolvimento do PDE2D seria muito semelhante ao registo fóssil, com lacunas enormes onde os traços principais apareceram, e lacunas menores onde os traços menores surgiram. Isto prende-se com o facto da multitude de programas intermediários entre as versões e sub-versões que os arqueólogos poderiam esperar encontrar nunca terem chegado a existir porque – por exemplo – nenhuma das modificações que eu fiz à versão 4.0 fazia algum sentido, ou disponibilizava ao PDE2D alguma vantagem na resolução de problemas em 3D (ou qualquer outra coisa), até que centenas de novas linhas de código foram acrescentadas.

Quer seja ao nível microscópico ou ao nível macroscópico, os principais e complexos avanços evolutivos, envolvendo novos traços (em oposição às quantitativas mudanças menores tais como o aumento do comprimento do pescoço da girafa (1), ou o escurecimento das asas das mariposas, que claramente poderiam ocorrer de foram gradual) também envolvem a adição de muitas peças interligadas e interdependentes.

Estes avanços complexos, tais como aqueles feitos aos programas de computador, nem sempre são “irredutivelmente complexos” – por vezes existem fases intermédias úteis. Mas da mesma forma que as melhorias principais ao programa de computador não podem ser feitas com 5 ou 6 caracteres de cada vez, certamente que nenhum avanço evolutivo considerável é redutível a uma série de pequenas melhorias – cada uma delas suficientemente pequena para ser unida através duma simples mutação aleatória.

2. O outro ponto, que é bastante simples mas que também só parece ser apreciado pelas pessoas com orientação mais matemática, é: atribuir o desenvolvimento da vida na Terra à selecção natural é atribuir a ela – e só a ela, acima de todas as outras “forças” naturais – a capacidade de violar a 2ª Lei da Termodinâmica (SLT), e causar a que a ordem apareça da desordem.

É alegado com frequência que, visto que a Terra não é um sistema fechado – por receber energia do Sol, por exemplo – a 2ª Lei da Termodinâmica não se aplica neste caso. É verdade que a ordem pode aumentar localmente se esse aumento de ordem for compensado com uma diminuição de ordem noutro sítio qualquer – isto é, um sistema aberto pode ser visto como um estado menos provável através da importação de ordem externa. Por exemplo, podemos transportar um camião cheio de enciclopédias e computadores para a Lua sem que com isso violemos a 2ª Lei.

Mas esta Lei da Termodinâmica – pelo menos o princípio básico da lei – diz simplesmente que as forças naturais não conseguem causar o acontecimento de eventos extremamente improváveis (2), e consequentemente, é um absurdo alegar que, visto que a Terra recebe energia do Sol, este princípio não foi violado quando ocorreu o arranjo original de átomos para enciclopédias e computadores.

O biólogo estuda os detalhes da história natural, e quando olha para as semelhanças entre duas espécies de borboletas, ele está compreensivelmente relutante em atribuir ao sobrenatural a causa das pequenas diferenças. Mas o matemático ou o físico é mais susceptível de olhar para as coisas duma forma mais alargada. Eu imagino-me a visitar a Terra quando ela era nova, e voltar agora e encontrar auto-estradas com carros sobre elas, aeroportos com aviões, e edifícios altos cheios de equipamentos complicados tais como televisões, telefones e computadores.

Depois imagino a construção dum gigantesco modelo informático que começa com as condições inicias da Terra há 4 mil milhões de anos atrás [ed: posição refutada pela ciência] e que tenta simular os efeitos que as quatro forças físicas conhecidas (gravitacional, electromagnética, força nuclear forte, e força nuclear fraca) teriam em todos os átomos e partículas sub-atômicas do nosso planeta (provavelmente usando geradores de números aleatórios como forma de simular as incertezas quânticas!).

Se por acaso nós executássemos essa simulação até aos dias de hoje, será que isso iria prever que as forças básicas da Natureza iriam reorganizar as partículas básicas da Natureza até que elas formassem livrarias cheias de enciclopédias, textos científicos e novelas, usinas eléctricas, porta-aviões com jatos supersônicos estacionados no convés, e computadores ligados a impressoras a laser, CRT e teclados? Se por acaso nós pudéssemos exibir graficamente a posição dos átomos no final da simulação, será que ficaríamos a saber que carros e camiões haviam sido formados, e que super-computadores haviam surgido? Certamente que não, e nem acredito que adicionar a luz do Sol ao modelo iria ajudar muito.

Com a origem e o desenvolvimento da vida, e especialmente com o desenvolvimento da consciência e criatividade humana, claramente algo extremamente improvável aconteceu no nosso planeta.

Fontes: Discovery.org e University of Texas at El Paso – Mathematical Sciences

* * * * * * * *

E que evento “extremamente improvável” foi esse que adicionou quantidades imensas de informação no nosso planeta?

Pesquisa Desacredita Fusão de Cromossomo Humano

By Ler Pra Crer( Acesse aqui)

Evidência de ancestralidade comum?

Em 2002, 614 mil bases de DNA cercando o local da fusão foram totalmente sequenciadas, revelando que a sequência de fusão alegada estava no meio de um gene originalmente classificado como pseudogene, porque não havia até então nenhuma função para ele. A pesquisa também mostrou que os genes ao redor do local da fusão na janela das 614 mil bases não existiam no cromossomo 2A ou 2B do chimpanzé – a localização suposta para a origem símia. Na terminologia genética, nós chamamos essa localização discordante do gene de falta de sintenia.Humanos e grandes símios diferem em número de cromossomos – humanos possuem 46 enquanto símios possuem 48 deles. A diferença é atribuída à “fusão de ponta-em-ponta” de dois pequenos cromossomos similares aos dos macacos em um ancestral humano-símio que se juntaram em um passado distante e formaram o cromossomo 2. Essa ideia foi inicialmente proposta por pesquisadores que perceberam que humanos e chimpanzés compartilham padrões similares de marcação de cromossomos quando observados em um microscópio. Todavia, humanos e chimpanzés também têm regiões dos seus cromossomos que não compartilham padrões de marcação comuns. A suposta prova para a alegada fusão veio em 1991, quando pesquisadores descobriram uma sequência de DNA com cerca de 800 bases de comprimento no cromossomo 2 humano. Mas essa sequência estava inesperadamente pequena em tamanho e extremamente degenerada. Mais importante, essa nova sequência semelhante à fusão não era o que os pesquisadores estavam esperando encontrar, pois continha uma assinatura nunca vista. Todas as fusões conhecidas em animais vivos estão associadas com uma sequência chamada DNA satélite (satDNA), que funde em um dos dois seguintes cenários: (1) satDNA-satDNA ou (2) satDNA-telômeroDNA (telômeros são as regiões no fim dos cromossomos que contêm milhares de repetições da sequência “TTAGG”). A sequência alegadamente de fusão continha uma assinatura diferente, uma fusão telômero-telômero e, se real, poderia ser o primeiro caso já documentado na natureza.

Eu publiquei agora uma nova pesquisa sobre o local da fusão alegada, revelando dados genéticos que desacreditam completamente as alegações evolucionistas. Minha análise confirma que o local está dentro de um gene chamado DDX11L2 no cromossomo humano 2. Ainda mais, a sequência de fusão alegada contém uma característica funcional genética chamada “local de ligação de transcrição de fator”, que é localizado no primeiro intron (região não codificada) do gene. Fatores de transcrição são proteínas que ligam locais regulatórios dentro e ao redor dos genes para controlar suas funções, atuando como interruptores. O gene DDX11L2 tem três dessas áreas, uma das quais é codificada no local da fusão alegada.

Os cromossomos são moléculas de DNA de cadeia dupla e contêm genes nas duas cadeias que são codificados em direções opostas. Devido ao gene DDX11L2 ser codificado na cadeia orientada reversamente, ele é lido na direção reversa (ver a seta “Exon 1”). Então, a sequência de fusão alegada não é lida na direção avante tipicamente utilizada na literatura como evidência para uma fusão – ao contrário, ela é lida na direção reversa e codifica um interruptor regulatório chave.

O local suposto de fusão é atualmente uma parte-chave do gene DDX11L2. O gene em si mesmo é parte de um grupo complexo de genes RNA helicase DDX11L que produzem longos RNAs regulatórios não codificantes. Estes transcritos RNA DDX11L2 são produzidos em 255 tipos diferentes de células e tecidos humanos, destacando a função biológica ubíqua do gene.

(ICR, com tradução de Alexsander Silva)

Comentário de Enézio de Almeida Filho: O assunto é tecnicamente complexo, mas fácil de se resolver – os evolucionistas simplesmente “contam”, mas não analisam os cromossomos: os humanos têm 23 pares de cromossomos e os primatas têm 24 pares; portanto, dois cromossomos de primatas foram fundidos em um cromossomo humano. Mas será isso mesmo? Consideremos – e se o ancestral comum tivesse 23 cromossomos distintos, e um cromossomo sofreu duplicação na linhagem que resultou nos primatas superiores? O que isso significaria em termos de história evolucionária humana? E se o ancestral comum tivesse 20 cromossomos distintos e ocorreram 4 eventos de duplicações na linhagem dos primatas superiores, e 3 na linhagem humana? E se o ancestral comum tivesse 30 cromossomos distintos, e ocorreram 6 eventos de fusão na linhagem dos primatas superiores e 7 eventos de fusão para a linhagem humana, o que tudo isso representaria?

A resposta para as questões acima é que a simples contagem de cromossomos ou comparações de números de cromossomos não resulta em ancestralidade comum a ponto de se fazer predições firmes de quantos cromossomos nosso suposto ancestral primata-humano tinha. Além disso, atualmente não existe uma análise cromossômica completa de evidência de fusão em nossos cromossomos, por isso não podemos afirmar que a presença de um cromossomo fundido em humanos seja uma predição de ancestralidade comum. Muito mais pesquisas se fazem necessárias.

O que alguns evolucionistas não consideram teoricamente é que o ancestral comum de humanos e primatas supostamente existiu há seis milhões de anos. O que evolucionistas dizem é que essa fusão cromossômica tenha ocorrido há recentes 50 mil anos. Sob esse ponto de vista, esse evento de fusão cromossômica não tem nada a ver em nos fazer tipo humanos em contraste com os primatas superiores. Claramente esse evento de fusão cromossômica está muitos milhões da anos distante de qualquer suposta ancestralidade com os primatas superiores.

O que aparentemente é uma problema para os que não aceitam a ancestralidade comum entre humanos e primatas superiores é, na verdade, uma grande dificuldade para os evolucionistas: Como um evento de fusão cromossômica natural, não guiado, pode se fixar numa população, e como isso poderia resultar em uma descendência viável? É preciso vencer, pelo menos, dois obstáculos difíceis:

1) Na maioria dos casos, indivíduos com cromossomo fundido aleatoriamente podem ser normais, mas é muito provável que sua descendência tenha uma doença genética. Um exemplo clássico disso é a síndrome de Down.

2) Para resolver esse problema em (1) é preciso encontrar uma parceira que também tenha um evento de fusão cromossômica idêntico. Mas a pesquisa de Valentine e Erwin implica que tais eventos seriam altamente improváveis de acontecer: “The chance of two identical rare mutant individuals arising in sufficient propinquity to produce offsprings seems too smal to consider as a significant evolutionary event” (Erwin, D. H., e Valentine, J. W. “Hopeful monsters, transposons, and the Metazoan radiation”, Proc. Natl. Acad, Sci. USA, 81:5482-5483, Sep. 1984).

Assim, os evolucionistas precisam explicar por que um evento de fusão cromossômica aleatória que, em nossa experiência, resulta unicamente em descendência com doenças genéticas, não resultou numa doença genética e se tornou vantajoso o suficiente para se fixar numa população inteira de nossos ancestrais. Como não temos evidência empírica de que tais eventos de fusão cromossômica aleatórios não são sem vantagens, talvez a presença de um evento de fusão cromossômica não seja uma boa evidência para a história neodarwinista sobre os humanos.

Além disso, as pesquisas científicas vêm mostrando evidências que complicam cada vez mais a hipótese da ancestralidade comum:

1. Chimpanzee and human Y chromosomes are remarkably divergent in structure and gene contente.

Incomplete lineage sorting patterns among human, chimpanzee and orangutan suggest recent orangutan speciation and widespread selection.Genome Research, 2011.
(~8% de nosso genoma é mais próximo de orangotangos do que chimpanzés… Vamos pular de galho em galho agora?)

Mapping Human Genetic Ancestry.(23% de diferença? Para onde foi a semelhança de 99%? “For about 23% of our genome, we share no immediate genetic ancestry with our closest living relative, the chimpanzee. This encompasses genes and exons to the same extent as intergenic regions. We conclude that about 1/3 of our genes started to evolve as human-specific lineages before the differentiation of human, chimps, and gorillas took place” [Ingo Ebersberger, Petra Galgoczy, Stefan Taudien, Simone Taenzer, Matthias Platzer, and Arndt von Haeseler, “Mapping Human Genetic Ancestry,” Molecular Biology and Evolution, v. 24(10):2266-2276 (2007)].
Para finalizar, seria muito melhor os evolucionistas dizerem “Eu não sei” do que afirmar categoricamente que a fusão cromossômica ocorreu há uns 50 mil anos, contrariando a hipótese da ancestralidade comum que sugere um tempo de [supostos] 6 milhões de anos, pois comparar genomas humanos com chimpanzés é como procurar agulhas em palheiro:“Comparing the human and chimpanzee genomes: Searching for needles in a haystack.”

Fonte: Criacionismo

10 Principais Problemas Científicos com a Evolução Química e Biológica – Parte 2/10

Problema 2: Processos Químicos Não Guiados Não Podem Explicar a Origem do Código Genético

 

 

Casey Luskin 5 de janeiro de 2015 12:00 AM

 

 

Nota do Editor: Esta é a parte 2 de uma série de 10 baseado no capítulo de Casey Luskinr, “The Top Ten Scientific Problems with Biological and Chemical Evolution,” [Os dez principais problemas científicos com a evolução biológica e química] no volume More than Myth [Mais do que mito] editado por Paul Brown e Robert Stackpole (Chartwell Press, 2014). Quando a série estiver completa, o capítulo inteiro será postado online. A primeira parte pode ser encontrada aqui: Problema 1. Quando a série estiver completa, o capítulo inteiro será postado online.

Vamos presumir que o mar primordial cheio de blocos construtores de vida que existiam na Terra primeva, e de alguma maneira ele formou proteínas e outras moléculas orgânicas complexas. Teóricos creem que o próximo passo na origem da vida é que – completamente ao acaso – mais e mais moléculas complexas formaram até que algumas começaram a se autorreplicar. A partir disso, eles creem que a seleção natural darwinista tomou controle, favorecendo aquelas moléculas que eram mais capazes de fazer cópias de si mesmas. Eventualmente, eles presumem, era inevitável que essas moléculas evoluiriam maquinaria complexa – como aquela usada no código genético atual – para sobreviver e reproduzir.
Os teóricos modernos da origem da vida explicaram como aconteceu esta ponte crucial a partir de elementos químicos para sistemas moleculares autorreplicantes? A hipótese mais proeminente para a origem da primeira vida é chamada de “Mundo RNA.” Em células vivas, a informação genética é transportada pelo DNA, e a maioria das funções celulares é feita pelas proteínas. Contudo, o RNA é capaz de tanto transportar a informação genética e catalisar algumas reações bioquímicas. Como resultado, alguns teóricos postulam que a primeira vida pode ter usado somente RNA para realizar todas essas funções.
Mas, há muitos problemas com esta hipótese.
Em primeiro lugar, as primeiras moléculas de RNA teriam que surgir por processos químicos não biológicos não guiados. Mas sabe-se que o RNA não é capaz de se agregar sem a ajuda de um químico de laboratório proficiente guiando inteligentemente o processo. Robert Shapiro, químico da Universidade New York, criticou os esforços daqueles cientistas que tentaram fazer RNA no laboratório, dizendo: “O defeito está na lógica – que este controle experimental pelos pesquisadores em um laboratório moderno estivesse disponível na Terra primitiva.”15

Em segundo lugar, embora tenha sido demonstrado que o RNA realiza muitos papéis na célula, não existe nenhuma evidência que pudesse realizar todas as atuais funções celular necessárias feitas pelas proteínas.16

Em terceiro lugar, a hipótese do mundo RNA não explica a origem da informação genética.
Os defensores do mundo RNA sugerem que, se a primeira vida autorreplicante fosse baseada em RNA, teria sido necessário uma molécula entre 200 e 300 nucleotídeos de comprimento.17 Contudo, não existem leis químicas ou físicas conhecidas que ditar a ordem daqueles nucleotídeos.18 Para explicar o ordenamento dos nucleotídeos na primeira molécula de RNA autorreplicante, os materialistas precisam confiar no puro acaso. Mas as probabilidades de se especificar, por exemplo, 250 nucleotídeos em uma molécula de RNA, ao acaso é aproximadamente 1 em 10150 – abaixo do limite de probabilidade universal, ou eventos que são remotamente possíveis de ocorrer dentro da história do universo.19 Shapiro coloca o problema dessa maneira:

A aparição súbita de uma grande molécula autocopiável como o RNA era extremamente improvável. … [A probabilidade] é tão extremamente pequena que a sua ocorrência, mesmo que seja uma só vez em qualquer lugar no universo visível, isso contaria como uma peça de boa sorte excepcional.20

Em quarto lugar – e mais fundamentalmente – a hipótese do mundo RNA não explica a origem do código genético. A fim de evoluir na vida baseada em DNA/proteína que existe hoje, o mundo RNA precisaria evoluir a capacidade de converter informação genética em proteínas.
Todavia, esse processo de transcrição e tradução exige uma grande série de proteínas e máquinas moleculares – que em si mesmas são codificadas por informação genética. Isso cria um problema ovo-galinha, onde as enzimas essenciais e máquinas moleculares são necessárias para realizar a própria tarefa que as constrói.
A Galinha e o DVD

Para avaliarmos este problema, consideremos a origem do primeiro DVD e leitor de DVD player. Os DVDs são ricos em informação, mas sem a maquinaria de um leitor de DVD para ler o disco, processar sua informação, e convertê-la em uma figura e som, o disco seria inútil. Mas, se as instruções para construir o primeiro leitor de DVD somente fossem encontradas codificadas em um DVD? Você nunca poderia tocar o DVD para aprender como construir um leitor de DVD. Então, como surgiram o primeiro disco e leitor de DVD? A resposta é óbvia: um processo dirigido para um objetivo – design inteligente – é necessário para produzir tanto o leitor de DVD e o disco ao mesmo tempo.
Em células vivas, as moléculas que transportam informação (ex.: DNA ou RNA) são como o DVD, e a maquinaria celular que lê aquela informação e a converte em proteínas são como o leitor de DVD. Assim como a analogia do DVD, a informação genética nunca pode ser convertida em proteínas se a maquinaria adequada. Ainda assim, nas células, as máquinas necessárias para o processamento da informação genética no RNA ou DNA são codificadas por aquelas mesmas moléculas genéticas – elas realizam e dirigem a própria tarefa que as constrói.
Este sistema não pode existir a menos que, tanto a informação genética e a maquinaria de transcrição/tradução estejam presentes ao mesmo tempo e que ao menos as duas falem a mesma língua. O biólogo Frank Salisbury explicou este problema em um artigo no American Biology Teacher, não muito tempo depois que os funcionamentos do código genético foram descobertos pela primeira vez:
É legal falar sobre as moléculas replicadoras de DNA surgindo em um mar de sopa, mas nas células modernas esta replicação exige a presença de enzimas adequadas. … O elo entre o DNA e a enzima é um elo altamente complexo, envolvendo o RNA e uma enzima para sua síntese em um DNA molde; ribossomos; enzimas para ativar os aminoácidos; e as moléculas transfer-RNA. … Como, na ausência da enzima final, poderia a seleção agir sobre o DNA e todos os mecanismos para replicá-lo? É como se tudo deva acontecer de uma vez: o sistema inteiro deva passar a existir como uma unidade, ou ele é imprestável. Podem até existir meios de como sair desse dilema, mas eu não os vejo no momento.21
Apesar de décadas de trabalho, os teóricos da origem da vida ainda estão perdidos quanto a explicar como que esse sistema surgiu. Em 2007, George Whitesides, químico da Universidade Harvard, ganhou a Medalha Priestley, a mais alta premiação da American Chemical Society [Sociedade Americana de Química]. Durante seu discurso recebendo o prêmio, ele ofereceu esta seguinte análise forte, republicada no respeitável journal, Chemical and Engineering News:

A Origem da Vida. Este problema é um dos maiores problemas na ciência. Ele começa colocando a vida, e nós, no universo. A maioria dos químicos creem, como eu creio, que a vida surgiu espontaneamente de misturas de moléculas na Terra prebiótica. Como? Eu não faço a menor ideia.22

Semelhantemente, o artigo no Cell Biology International acima mencionado concluiu: “Novas abordagens para investigar a origem do código genético são necessárias. As restrições da ciência histórica são tais que a origem da vida talvez nunca seja entendida.”23 Isto é, elas talvez nunca sejam entendidas a menos que os cientistas queiram considerar explicações científicas dirigidas a um objetivo tipo design inteligente.

Mais existe um problema muito mais profundo com as teorias da evolução química, bem como com a evolução biológica. Isso diz respeito não somente na capacidade para processar informação genética através de um código genético, mas a origem daquela informação.
Referências:
[16.] Vide Stephen C. Meyer, Signature in the Cell: DNA and the Evidence for Intelligent Design, p. 304 (New York: HarperOne, 2009).

[17.] Jack W. Szostak, David P. Bartel, e P. Luigi Luisi, “Synthesizing Life,” Nature, 409: 387-390 (18 de janeiro de 2001).

[18.] Michael Polanyi, “Life’s Irreducible Structure,” Science, 160 (3834): 1308-1312 (21 de junho de 1968).

[19.] Vide William A. Dembski, The Design Inference: Eliminating Chance through Small Probabilities (Cambridge University Press, 1998).

[20.] Robert Shapiro, “A Simpler Origin for Life,” Scientific American, p. 46-53 (Junho de 2007).

[21.] Frank B. Salisbury, “Doubts about the Modern Synthetic Theory of Evolution,” American Biology Teacher, 33: 335-338 (Setembro de 1971).

[22.] George M. Whitesides, “Revolutions In Chemistry: Priestley Medalist George M. Whitesides’ Address,” Chemical and Engineering News, 85: 12-17 (26 de março de 2007).

[23.] J.T. Trevors e D.L. Abel, “Chance and necessity do not explain the origin of life,” Cell Biology International, 28: 729-739 (2004).

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FONTE DESTE ARTIGO

Pesquisadores chineses demolindo Pseudo-Ciência Evolutiva.

Ciência Versus Religião

Nas últimas décadas, os genomas de várias espécies foram mapeadas e os evolucionistas estão usando esses dados do genoma para refinar sua teoria. Eles também estão fazendo algumas reivindicações altas. Os conjuntos de dados de genoma, dizem os evolucionistas, estão adicionando novas confirmações marcantes para a  teoria. Um pedaço de evidências evolucionistas  apontam para a grande similaridade entre o genoma humano e o do chimpanzé. Os dois genomas são cerca de 95%  semelhantes e os evolucionistas dizem que isso mostra o quão facilmente o ser humano pode ter evoluído de um ancestral comum chimpanzé-humano. O professor de Evolução, Dennis Venema explica :

Por exemplo, os seres humanos e seus parentes mais próximos, os chimpanzés, têm genomas que são em torno de 95% idênticos, e a maior parte das diferenças de DNA não são diferenças que realmente afetam nossas formas. Assim, as pequenas alterações decorrentes ao longo do tempo desde a última vez que compartilharam um ancestral comum era suficiente para moldar nossa espécie desde que se separaram – não há nenhuma evidência de que a evolução exige mudanças radicais ao nível do DNA.

Nenhuma evidência? Este é um exemplo de evolucionistas vendo o que eles querem ver nos dados. Os evolucionistas são movidos por sua metafísica e assim querem acreditar que somos descendentes de uma criatura macaco primitivo. Eles querem acreditar que nós humanos e macacos “somos um” e que a parede entre o humano e o animal “foi violada”, como o Instituto Smithsonian coloca   .

Mas, como eu apontei no meu livro Prova de Darwin, se as comparações de DNA entre  humano e chimpanzé não revelam diferença muito significativa, então nós provavelmente precisaremos procurar outro lugar. Os seres humanos são muito diferentes dos chimpanzés e se nossas comparações de DNA não estão revelando muita diferença, então esses segmentos provavelmente não são o que está impulsionando a diferença entre as duas espécies.

Na verdade, existem diferenças muito mais significativas entre os genomas de chimpanzés e humanos. As diferenças que podem “realmente afetar nossas formas.”. Um papel de 2011  da China e do Canadá, por exemplo, descobriu 60 genes codificadores de proteínas em humanos que não estão no chimpanzé. E essa era uma estimativa extremamente conservadora. Na verdade, eles encontraram evidências para mais longe desses genes, mas usaram filtros conservadores para chegar a 60 genes únicos. Não surpreendentemente, a pesquisa também encontrou provas de função, para estes genes, que pode ser única para os seres humanos.

Se as proteínas codificadas por estes genes é qualquer coisa como a maioria das proteínas, então esta descoberta seria um outro problema importante para a teoria evolutiva. Além de repreender a opinião do evolucionista de que as diferenças do genoma humano-chimpanzé deve ser menor, 6 milhões de anos; simplesmente não haveria tempo suficiente para evoluir esses genes.

Na verdade, 6 milhões anos não seria tempo suficiente. A evolução de uma única proteína nova, ainda que por premissas extremamente otimistas evolucionistas, é extremamente improvável, mesmo com toda a idade do universo para trabalhar no problema.

Infelizmente nada disso vai influenciar o evolucionista, porque para os evolucionistas esta, a TE,  nunca foi sobre  ciência. Como Venema explica:

Uma coisa é explicar padrões biogeográficos ou afirmar que as semelhanças anatômicas refletem um não-evolutivo “design” padrão  – mas outra coisa é tentar explicar por que os humanos (e outros mamíferos placentários) têm um gene defeituoso para a tomada da gema do ovo no ponto exato em nossos genomas onde as galinhas têm a versão funcional do gene, e que os seres humanos e os chimpanzés compartilham um grande número de mutações em comum em nossas duas cópias inativadas.

O argumento da “não-teleologicamente” diz que esses genes com defeito não teriam sido concebidos ou criados e que, portanto, eles devem ter evoluído. Este argumento não é novo. Não surgiu quando os dados genômicos tornaram-se disponíveis, mas tem sido influente durante séculos. Evolucionistas anteriores encontraram falhas com todos os tipos de aspectos biológicos, geológicos e cosmológicos da natureza.

Este raciocínio não é novo e não é ciência. Ele é baseado em crenças religiosas pessoais que não estão abertas ao debate. Imagine se você acredita nessas coisas. Imagine que você acredita, como Venema, que as mutações comuns, por exemplo, exclui qualquer possibilidade da espécie ter sido criado em qualquer tipo de sentido real.

Então é claro que você seria um evolucionista. Mesmo que a teoria da evolução falhe em todos os testes. Na evolução, a religião guia a ciência.

Nesse meio tempo, enquanto os evolucionistas fazem regras para a ciência  seguir e insistem que o mundo surgiu espontaneamente,  apesar das evidências, esses pesquisadores na China e no Canadá estão fazendo ciência real.

 

Esse texto é uma tradução livre do Darwin’s God

Estratificação evolucionária e os limites para a perfeição celular

(Por Enézio E. de Almeida Filho)

 

 

Evolutionary layering and the limits to cellular perfection
Michael Lynch1
– Author Affiliations
Department of Biology, Indiana University, Bloomington, IN 47405
Contributed by Michael Lynch, September 24, 2012 (sent for review June 19, 2012)
Abstract
Although observations from biochemistry and cell biology seemingly illustrate hundreds of examples of exquisite molecular adaptations, the fact that experimental manipulation can often result in improvements in cellular infrastructure raises the question as to what ultimately limits the level of molecular perfection achievable by natural selection. Here, it is argued that random genetic drift can impose a strong barrier to the advancement of molecular refinements by adaptive processes. Moreover, although substantial improvements in fitness may sometimes be accomplished via the emergence of novel cellular features that improve on previously established mechanisms, such advances are expected to often be transient, with overall fitness eventually returning to the level before incorporation of the genetic novelty. As a consequence of such changes, increased molecular/cellular complexity can arise by Darwinian processes, while yielding no long-term increase in adaptation and imposing increased energetic and mutational costs.
genetic load cellular evolution robustness nonadaptive evolution
Footnotes
↵1E-mail: milynch@indiana.edu.
Author contributions: M.L. designed research, performed research, analyzed data, and wrote the paper.
The author declares no conflict of interest.
Subscription or payment needed: PNAS
+++++
NOTAS DESTE BLOGGER

Professores, pesquisadores e alunos de universidades públicas e privadas com acesso ao site CAPES/Periódicos podem ler gratuitamente este artigo do PNAS e de mais 22.444 publicações científicas.

LEIA CUM GRANO SALIS:

“Random genetic drift can impose a strong barrier to the advancement of molecular refinements by adaptive processes.” 
[A deriva genética aleatória pode impor uma forte barreira ao avanço dos refinamentos moleculares através de processos adaptativos]
“Moreover, although substantial improvements in fitness may sometimes be accomplished via the emergence of novel cellular features that improve on previously established mechanisms” 
[Além disso, embora melhoras substanciais em aptidão possam algumas vezes ser realizadas via emergência de novas características celulares que melhoram a partir de mecanismos previamente estabelecidos]
“Increased molecular/cellular complexity can arise by Darwinian processes, while yielding no long-term increase in adaptation and imposing increased energetic and mutational costs. “
[Complexidade molecular/celular crescente pode surgir por processos darwinistas embora não produzindo aumento de longo termo na adaptação e impondo crescentes custos energéticos e mutacionais]
SOBRE OS OMBROS DE UM GIGANTE:
A deriva genética é principalmente um movimento ‘degenerativo’, e não generativo. As ‘melhoras substanciais’ mencionadas acima, basicamente equivalem ao ‘Natural Genetic Engineering’ [Engenharia genética natural] de James A. Shapiro, do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, da Universidade de Chicago.

Finalmente, como temos aqui e ali mencionado neste blog, os processos darwinistas podem até aumentar a ‘complexidade’ (que é mais ou menos uma ação ‘degenerativa’, e não generativa), não é comparável à crescente ‘complexidade funcional’ conforme proposta pelos teóricos do Design Inteligente. Aqui Darwin é reprovado impiedosamente!!! Nem de segunda época ou dependência fica!!!

Muito obrigado Dr. Lynch, por ajudar a colocar mais um prego no caixão epistêmico de Darwin!!!

Equivocation and Evolution Revisited – [Equívoco e Evolução Revisitados]

O artigo abaixo foi extraído do blog Intelligent Reasoning neste link http://intelligentreasoning.blogspot.com.br/2010_05_01_archive.html

Passando pelo meu crívo pessoal [afinal não é de meu feitio chamar os outros de evotard] esclarecer a noção do significado de EVOLUIR em biologia, o que obviamente NÃO torna a Teoria da Evolução verdadeira. E neste artigo se explica o porque desta posição cética quanto a TE, mesmo existindo dados e mais dados corroborando a realidade da evolução nos seres vivos .

Vamos ao artigo:

Seeing that evotards are so dishonest and obtuse they keep perroting the same ole refuted nonsense it is time to revisit this post:

Main Entry: equiv·o·cate
Pronunciation: i-‘kwi-v&-“kAt
Function: intransitive verb
Inflected Form(s): -cat·ed; -cat·ing
1 : to use equivocal language especially with intent to deceive
2 : to avoid committing oneself in what one says

Evolution has several meanings*:

1. Change over time; history of nature; any sequence of events in nature

2. Changes in the frequencies of alleles in the gene pool of a population

3. Limited common descent: the idea that particular groups of organisms have descended from a common ancestor.

4. The mechanisms responsible for the change required to produce limited descent with modification, chiefly natural selection acting on random variations or mutations.

5. Universal common descent: the idea that all organisms have descended from a single common ancestor.

6. “Blind watchmaker” thesis: the idea that all organisms have descended from common ancestors solely through an unguided, unintelligent, purposeless, material processes such as natural selection acting on random variations or mutations; that the mechanisms of natural selection, random variation and mutation, and perhaps other similarly naturalistic mechanisms, are completely sufficient to account for the appearance of design in living organisms.

With the above in mind it is easy to see that the theory of evolution is really a theory of equivocation. That is any and all evidences for evolution 1-5 are always used as evidence for evolution #6.

For example- the varying beak of the finch, anti-biotic resistance in bacteria, and genetic similarities (including alleged shared mistakes but regardless of the physiological & anatomical differences), are all used as evidence for evolution #6.

It should also be noted that evolution #6, ie culled genetic accidents, does not produce any predictions beyond perhaps change and/ or stasis, nor is it objectively testable.

* page 136-37 of Darwinism, Design and Public Education

cont-

In October 2007 I posted a piece I called Equivocation and Evolution, to highlight the blatant misrepresentation that evolutionists use in order to deceive anyone reading their comments.

This equivocation has now filtered into mechanisms- so called evolutionary mechanisms.

1. As I have pointed out many times, evolution is not being debated.

2. Evolutionary mechanisms could very well be telic- ie designed, as in designed to evolve, with genetic accidents being a small part of the scenario. See Dr Spetner’s Not By Chance

And finally, as has been pointed out at least several thousand times, not one of the evolutionary mechanisms, nor any combination, has been demonstrated to do anything except provide slight, oscillating variations in an existing population.

Note: Page 67 of “The Edge of Evolution” Dr Behe has Table 4.1- Varieties of DNA Mutations– substitution, deletion, insertion, inversion, gene duplication, genome duplication. IOW those evolutionary mechanisms are not ignored.

Let the evotard flailing begin…

Vendo que evotards são tão desonesto e obtusos mantendo o mesmo absurdo refutado, é hora de revisitar este post:

Tradução no sentido inglês.
Entrada principal: equiv · o · cate
Pronúncia: i-‘kwi-v & – “kat
Função: verbo intransitivo
Forma flexionada (s):-gato · ed;-gato · ing
1: para usar a linguagem equívoca especialmente com a intenção de enganar
2: para evitar comprometer-se em que se diz

[Significado de Equívoco]

[adj. Que tem duplo sentido: palavra equívoca.
Suspeito, duvidoso: reputação equívoca.
S.m. Engano por má interpretação; erro.
Trocadilho, jogo de palavras.]

Evolução tem vários significados *:

1. Mudar ao longo do tempo, a história da natureza, qualquer seqüência de eventos na natureza.

2. Mudanças nas frequências de alelos no conjunto de genes de uma população.

3. Descendência comum limitada: a idéia de que grupos específicos de organismos descendem de um ancestral comum.

4. Os mecanismos responsáveis ​​pela mudança necessária para produzir descendência com modificação limitada, principalmente a selecção natural agindo sobre as variações aleatórias ou mutações.

5. Descendência comum universal: a idéia de que todos os organismos descendem de um único ancestral comum.

6. “Relojoeiro Cego” tese: a idéia de que todos os organismos descendem de ancestrais comuns unicamente através de desgovernados, sem inteligência, sem propósito, processos materiais, tais como seleção natural agindo sobre variações aleatórias ou mutações; que os mecanismos da seleção natural, a variação aleatória e mutação, e, talvez, outros mecanismos igualmente naturalistas, são completamente suficientes para explicar o aparecimento do design em organismos vivos.

Com isso em mente, é fácil ver que a teoria da evolução é realmente uma teoria do equívoco. Isto é; qualquer, e todas as evidências para a evolução 1-5 são sempre usadas como evidência da evolução # 6.

Por exemplo, a variação bico do tentilhão, a resistência a anti-bióticos em bactérias, e as semelhanças genéticas (incluindo supostos erros comuns, mas, independentemente das diferenças fisiológicas e anatômicas), são usados ​​como evidência da evolução # 6.

Deve também notar-se que a evolução # 6, ou seja, acidentes genéticos abatidos, não produz qualquer previsão para além talvez, mudança e / ou êstase, nem é objectivamente testáveis.

* Páginas 136-37 de Design darwinismo, e Educação Pública

cont-

Em outubro de 2007 eu postei uma peça que eu chamei de Equívoco e Evolução, para destacar a deturpação flagrante que os evolucionistas usam para enganar quem lê os seus comentários.

Este equívoco já filtrado em mecanismos-chamados mecanismos evolutivos.

1. Como já apontado muitas vezes, a evolução não está sendo debatida.

2. Mecanismos evolutivos poderiam muito bem ser télicos, ou seja, projetados, como destinados a evoluir, com acidentes genéticos sendo uma pequena parte do cenário. Ver o Dr. Spetner Não é por acaso

E, finalmente, como tem sido apontado pelo menos várias milhares de vezes,que nenhum dos mecanismos evolutivos, nem qualquer combinação, foi demonstrada a fazer qualquer coisa, exceto fornecer pequenas variações, oscilando em uma população existente.

Nota: Página 67 de “The Edge of Evolution” Dr. Behe ​​tem Tabela 4.1-Variedades de DNA mutações de substituição, deleção, inserção, inversão, duplicação de genes, o genoma duplicação. IOW os mecanismos evolutivos não são ignorados.

Deixe a “magualdade” evotard  começar …

Os Desesperados Esforços do Neo-Darwinismo.

Fragmento do livro O Engano do Evolucionismo.

 

 

 
esta imagem foi postada pelo autor do blog e não se encontra no livro.
 

A teoria de Darwin entrou em profunda crise devido às leis da genética descobertas nos primeiros lustros do século XX. Porém, um grupo de cientistas, determinados a permanecerem leais a Darwin, saiu à procura de soluções, reunindo-se em um congresso organizado pela Geological Society of America em 1941.

Geneticistas como G. Ledyard Stebbins e Theodosius Dobzhansky, zoólogos como Ernest Mayr e JulianHuxley, paleontólogos como George Gaylord Simpson e Glenn L. Jepsen, e geneticistas matemáticos como Ronald Fisher e Sewall Right, após longas discussões, finalmente concordaram sobre como “remendar” o Darwinismo.Essas personalidades focalizaram a questão da origem das variações vantajosas que supostamente ocasionavam a evolução dos seres vivos – assunto esse que o próprio Darwin não foi capaz de explicar, e que simplesmente tentou contornar apelando para Lamarck. A idéia agora foram as “mutações aleatórias”, incorporadas na nova teoria que recebeu o nome de “A Moderna Teoria Sintética da Evolução”, mediante a adição do conceito de mutação à tese de Darwin da seleção natural. Em pouco tempo essa teoria passou a ser conhecida como “Neo-Darwinismo”, e seus defensores como “neo-darwinistas”.

As décadas seguintes vieram a ser uma era de tentativas desesperadas para comprovar o Neo-Darwinismo. Já era conhecido que as mutações– ou “acidentes” – que acontecem nos genes dos organismos vivos eram sempre deletérias. O Neo-Darwinismo tentou defender a causa da“mutação vantajosa”, mediante a realização de milhares de experimentosde mutação.

Todas essas tentativas terminaram falhando completamente.Tentaram, também, provar que os primeiros organismos vivos poderiam ter-se originado por acaso sob condições terrestres “primitivas” que a teoria propôs, mas esses experimentos também falharam totalmente. Todos os experimentos que procuraram provar que a vida poderia ser gerada por acaso, falharam. Os cálculos probabilísticos demonstram que nem mesmo uma simples proteína, bloco construtivo das células, poderia ter-se originado por acaso. E a célula – que supostamente teria surgido por acaso sob condições terrestres primitivas e não controladas, de acordo com os evolucionistas – não poderia ser sintetizada nem mesmo pelos mais sofisticados laboratórios do século XX.

A Teoria do Darwinismo é também desafiada pelo registro fóssil.

Jamais foi encontrado em qualquer lugar do mundo sequer uma “forma de transição”,que supostamente mostrasse a evolução gradual dos organismos vivos, desde as espécies mais “primitivas” até as mais avançadas, como alega o Neo-Darwinismo.Ao mesmo tempo, a anatomia comparada revelava que espécies que supostamente teriam evoluído umas das outras, possuíam na realidade características anatômicas diferentes, não podendo jamais ter sido ancestrais ou descendentes umas das outras.Porém, o Neo-Darwinismo jamais foi uma verdadeira teoria científica, e sim um dogma ideológico, para não dizer alguma espécie de “religião”. Essa é a razão pela qual os defensores da Teoria da Evolução ainda a defendem, apesar de todas as evidências contrárias. Entretanto, uma coisa sobre a qual eles não conseguem concordar é qual dos diferentes modelos propostos para a realização da evolução é realmente o “correto”. Um dos mais importantes dentre esses modelos é o fantástico cenário conhecido como “equilíbrio pontuado”.

 

Tentativa e Erro: Equilíbrio Pontuado

A maioria dos cientistas que acreditam na evolução aceita a Teoria Neo-Darwinista, com evolução lenta e gradual. Nas décadas mais recentes,entretanto, foi proposto um modelo diferente. Designado “EquilíbrioPontuado”, esse modelo rejeita a idéia darwinista de evolução cumulativa,passo-a-passo, e propõe que a evolução, pelo contrário, ocorreu em grandes“saltos” descontínuos.Os primeiros defensores dessa noção surgiram no início da décadade 1970. Dois paleontólogos americanos, Niles Eldridge e Stephen Jay Gould, estavam perfeitamente cientes de que as alegações da Teoria Neo-Darwinista eram totalmente refutadas pelo registro fóssil. Os fósseis comprovavam que os organismos vivos não se originaram por evolução gradual,mas que apareceram repentinamente e plenamente formados. Os neo-darwinistasviviam na esperança – como ainda hoje – de que as formas de transição perdidas seriam encontradas um belo dia.Compreendendo que essa esperança não tinha fundamentação, Eldredge e Gould, entretanto, não foram capazes de abandonar seu dogma evolucionista, e então lançaram um novo modelo: o equilíbrio pontuado.
 
É este um modelo que alega que a evolução não ocorreu em resultado de pequenas variações, mas sim mediante grandes alterações repentinas.Este modelo nada mais foi do que um incentivador de fantasias. Por exemplo, o paleontologista europeu O. H. Shindewolf, que abriu caminho para Eldredge e Gould, afirmava que a primeira ave surgiu do ovo de um réptil, como uma “grande mutação”, isto é, como resultado de um enorme“acidente” que ocorreu na estrutura genética (10).

 
De acordo com a mesma teoria, alguns animais terrestres poderiam ter-se transformado em gigantescas baleias após sofrerem repentina e abrangente transformação. Essas alegações,em contradição com totalmente todas as regras da genética, da biofísica e da bioquímica, são tão científicas quanto os contos de fada que falam da transformação de sapos em príncipes! Não obstante, alguns paleontólogos,aflitos com a crise enfrentada pelo Neo-Darwinismo, abraçaram esta teoria que teve o mérito de ser ainda mais bizarra do que o próprio Neo-Darwinismo.O único propósito desse modelo foi prover uma explicação para os hiatos existentes no registro fóssil, que o modelo neo-darwinista não podia explicar.Evidentemente, dificilmente seria racional tentar explicar o hiato fóssil na evolução das aves alegando que “
uma ave repentinamente eclodiu de umovo de réptil”, pois como os próprios evolucionistas admitem, a evolução de uma espécie a outra exige uma grande alteração vantajosa na informaçãogenética. Entretanto, nenhuma mutação aprimora a informação genética,nem acrescenta nova informação.
 
 
As mutações só perturbam a informação genética existente. Assim, as “grandes mutações” imaginadas pelo modelo do equilíbrio pontuado, somente ocasionariam “grandes” reduções e deteriorações na informação genética.Além do mais, o modelo do “equilíbrio pontuado”, entra em colapso a partir do seu primeiro passo, pela sua incapacidade de tratar a questão da origem da vida, que também é a questão que refuta o Neo-Darwinismo desde o início. Como nem mesmo uma única proteína pode ter-se originado por acaso, não tem o menor sentido o debate sobre se organismos constituídos por trilhões dessas proteínas sofreram ou não uma evolução “pontuada” ou“gradual”.A despeito disso, o modelo que vem à mente hoje, quando se fala em “evolução”, ainda é o Neo-Darwinismo. Nos capítulos seguintes,examinaremos primeiro dois mecanismos imaginários do modelo neo-darwinista, e então voltaremos ao registro fóssil para testar esse modelo.Em seguida, abordaremos a questão da origem da vida, que invalida tanto o modelo neo-darwinista quanto todos os outros modelos evolutivos, como por exemplo a “evolução por saltos”.Antes disso, será útil lembrar o leitor que a realidade que estaremos confrontando a cada passo é que o cenário evolutivo é um conto-de-fadas,um grande engano que está totalmente divorciado do mundo real. É um cenário que tem sido usado para iludir o mundo já durante 150 anos. Graças às últimas descobertas científicas, finalmente tornou-se impossível continuar a defendê-lo.
 
10. Steven M. Stanley, “Macroevolution: Pattern and Process”, San Francisco: W. H. Frreman andCo. 1979, pp. 35, 159.
 
 

O conceito da evolução : Porque o darwinismo é falso I

 
 
Jerry A. Coyne é professor no Departamento de Ecologia e Evolução na Universidade de Chicago. Em seu livro Why Evolution is True[Por que a Evolução é Verdadeira], ele resume assim o darwinismo – a teoria moderna da evolução: “A vida na Terra evoluiu gradualmente com uma espécie primitiva – talvez uma molécula autorreplicante – que viveu há mais de 3,5 bilhões de anos; e depois se ramificou ao longo do tempo, lançando muitas e novas espécies diversas; e o mecanismo para a maior parte da (mas não toda) mudança evolucionária é a seleção natural.”[1] 
 
Coyne explica mais adiante que a evolução “simplesmente significa que uma espécie sofre mudança genética ao longo do tempo. Isto é, ao longo de muitas gerações, uma espécie pode evoluir em algo bem diferente, e essas diferenças são baseadas em mudanças no DNA, que se originam como mutações. As espécies de animais e plantas vivendo hoje não estavam por aqui no passado, mas descendem daquelas que viveram muito antes”.[2] 
 
Segundo Coyne, contudo, “se a evolução significasse somente mudança genética gradual dentro de uma espécie, hoje nós teríamos somente uma espécie – um único descendente altamente evoluído da primeira espécie. Mas temos muitas espécies… Como que essa diversidade surgiu de uma forma ancestral?” Ela surge por causa da “divisão, ou, mais exatamente, da especiação”, que “simplesmente significa a evolução de grupos diferentes que não podem cruzar entre si”.[3] 
 
Se a teoria darwinista fosse verdadeira, “nós deveríamos ser capazes de encontrar alguns casos de especiação no registro fóssil, com uma linhagem de descendência se dividindo em duas ou mais. E nós deveríamos ser capazes de encontrar novas espécies se formando na natureza”. Além disso, “deveríamos ser capazes de encontrar exemplos de espécies que se conectariam com os principais grupos suspeitos de terem uma ancestralidade comum, como as aves com os répteis, e os peixes com os anfíbios”. Finalmente, existem fatos que “fazem sentido somente à luz da teoria da evolução”, mas não fazem sentido à luz da criação ou do design. Isso inclui “os padrões de distribuição das espécies sobre a superfície da Terra, as peculiaridades de como os organismos se desenvolvem de embriões, e a existência de características vestigiais que não são de nenhum uso aparente”. Coyne conclui sua introdução com a afirmação ousada de que “toda a evidência – tanto velha quanto nova – resulta inelutavelmente na conclusão de que a evolução é verdadeira”.[4] 
 
Claro, a “evolução” é inegavelmente verdadeira se ela simplesmente significar que as espécies existentes podem mudar de modos pequenos ao longo do tempo, ou que muitas espécies vivendo hoje não existiram no passado. Mas a asserção de Darwin de que todas as espécies são descendentes modificados de um ancestral comum, e a asserção de Coyne de que as mutações do DNA e a seleção natural produziram essas modificações, não são assim tão inegavelmente verdadeiras. Coyne devota o resto do seu livro a fornecer evidências para elas. 
 
Fósseis 
 
Coyne se volta primeiro para o registro fóssil. “Devemos ser capazes”, ele escreveu, “de encontrar alguma evidência para a mudança evolucionária no registro fóssil. As camadas rochosas mais profundas (e mais antigas) conteriam os fósseis de espécies mais primitivas, e alguns fósseis deveriam se tornar mais complexos à medida que as camadas rochosas se tornam mais jovens, com os organismos parecendo as atuais espécies encontradas nas camadas mais recentes. E nós devemos ser capazes de ver algumas espécies mudando ao longo do tempo, formando linhagens de ‘descendência com modificação’ (adaptação).” Em particular, “as espécies posteriores devem ter traços que as tornam parecidas com os descendentes de espécies mais antigas”.[5] 
 
Em seu livro A Origem das espécies, Charles Darwin reconheceu que o registro fóssil apresentava dificuldades para sua teoria. “Pela teoria da seleção natural”, ele escreveu, “todas as espécies vivas foram conectadas com as espécies progenitoras de cada gênero, por diferenças não maiores do que as que nós vemos entre as variedades naturais e domésticas das mesmas espécies no presente dia.” Assim, no passado, “o número de elos intermediários e transicionais, entre todas as espécies vivas e extintas, deve ser inconcebivelmente grande”. Mas Darwin sabia que os principais grupos de animais – que os biólogos modernos chamam de “filo” – apareceram plenamente formados no que eram na ocasião as mais antigas rochas fossilíferas conhecidas, depositados durante um período geológico conhecido como o Cambriano. Ele considerava isso uma dificuldade “séria” para sua teoria, pois “se a teoria for verdadeira, é incontestável que antes de o estrato inferior do Cambriano ser depositado decorreram longos períodos… e que durante esses vastos períodos o mundo foi enxameado com criaturas vivas”. E quanto “à pergunta de por que não achamos ricos depósitos fossilíferos pertencentes a esses períodos tidos como mais antigos anteriores ao sistema Cambriano, eu não posso dar nenhuma resposta satisfatória”. Desse modo, “o caso no presente momento deve permanecer inexplicável; e pode ser verdadeiramente levantado como um argumento válido contra os pontos de vista aqui considerados”.[6] 
 
Darwin defendeu sua teoria citando a imperfeição do registro geológico. Em particular, ele argumentou que os fósseis pré-cambrianos teriam sido destruídos pelo calor, pressão e erosão. Alguns dos seguidores modernos de Darwin têm argumentado dessa maneira que os fósseis pré-cambrianos existiram, mas foram destruídos mais tarde, ou que os organismos pré-cambrianos eram pequenos demais ou moles demais para serem fossilizados em primeiro lugar. Todavia, desde 1859, os paleontólogos têm descoberto muitos fósseis pré-cambrianos, muitos deles microscópicos ou de corpo mole. Como o paleontólogo Americano William Schopf escreveu em 1994, “a noção há muito tempo defendida de que os organismos pré-cambrianos deveriam ter sido pequenos demais ou delicados demais para terem sidos preservados em materiais geológicos… [é] agora reconhecida como incorreta”. Se isso significar alguma coisa, o surgimento abrupto dos principais filos de animais há cerca de 540 milhões de anos – que os biólogos modernos chamam de “Explosão Cambriana” ou o “Big Bang da biologia” – é muito mais bem documentado agora do que no tempo de Darwin. De acordo com o paleontólogo de Berkeley, James Valentine, e seus colegas, a “explosão é real, ela é grande demais para ser mascarada por falhas no registro fóssil”. Na verdade, quanto mais fósseis são descobertos, se torna claro que a explosão cambriana foi “ainda mais abrupta e extensiva do que antes imaginado”.[7] 
 
E o que o livro de Coyne tem a dizer sobre isso? 
 
“Cerca de 600 milhões de anos atrás”, Coyne escreveu, “toda uma gama de organismos relativamente simples, mas multicelulares, surgiu, inclusive minhocas, medusas e esponjas. Esses grupos se diversificaram ao longo dos milhões de anos seguintes, com as plantas terrestres e os tetrápodes (animais de quatro patas, os mais antigos deles foram os peixes com nadadeiras lobadas) surgindo cerca de 400 milhões de anos atrás.”[8] 
 
Em outras palavras, o relato de Coyne da história evolucionária salta de 600 para 400 milhões de anos atrás, sem mencionar a explosão cambriana de 540 milhões de anos. Nesse sentido, o livro de Coyne é como um livro-texto moderno de Biologia que foi escrito para doutrinar os estudantes na evolução darwinista, em lugar de lhes fornecer os fatos. 
 
Coyne prossegue discutindo diversas formas “transicionais”. “Um de nossos melhores exemplos de uma transição evolucionária”, ele escreveu, é o registro fóssil das baleias, “pois temos uma série de fósseis cronologicamente ordenada, talvez uma linhagem de ancestrais e descendentes, mostrando seu movimento da terra para a água.”[9] 
 
“A sequência começa”, Coyne escreveu, “com um fóssil recentemente descoberto de um parente próximo das baleias, um animal do tamanho de um guaxinim chamado Indohyus. Vivendo há 48 milhões de anos, o Indohyus foi… provavelmente muito próximo do que parecia o ancestral da baleia.” No parágrafo seguinte, Coyne escreveu: “O Indohyus não foi o ancestral da baleia, mas quase com certeza foi seu primo. Mas se recuarmos mais quatro milhões de anos, para 52 milhões de anos atrás, vemos o que pode muito bem ser aquele ancestral. É um crânio fóssil de uma criatura do tamanho de um lobo chamada Pakicetus, que se parece muito mais com uma baleia do que o Indohyus.” Na página que separa esses dois parágrafos, há uma figura intitulada “Formas transicionais na evolução das baleias modernas”, que mostra o Indohyus como o primeiro da série e o Pakicetus como o segundo.[10] 
 
Mas o Pakicetus – como Coyne acabou de nos dizer – é quatro milhões de anos mais velho do que o Indohyus. Para um darwinista, isso não importa: Pakicetus é “muito mais parecido com uma baleia” do que o Indohyus, por isso deve ficar entre o Indohyus e as baleias modernas, apesar da evidência fóssil. 
 
(Coyne usa o mesmo truque com os fosseis que, supostamente, são ancestrais das aves modernas. O Archaeopteryx, o ícone dos livros didáticos, com suas asas com penas como uma ave moderna, mas dentes e cauda como os de um réptil, é datado em 145 milhões de anos. Mas o que Coyne chama de “fósseis de dinossauros não voadores com penas” – que deveriam ter vindo antes do Archaeopteryx – são milhões de anos mais novos. Como os cientistas darwinistas Kevin Padian e Luis Chiappe oneze anos antes, Coyne simplesmente reorganiza a evidência para encaixar a teoria darwinista.)[11] 
 
Chega da predição de Coyne que “as espécies posteriores deveriam ter características que as fizessem parecer com os descendentes de espécies anteriores”. E chega também com o seu argumento de que “se a evolução não fosse verdadeira, os fósseis não ocorreriam numa ordem que faz sentido em termos evolucionários”. Ignorando os fatos que ele mesmo acabou de apresentar, Coyne conclui descaradamente: “Quando encontramos as formas transicionais, elas ocorrem no registro fóssil exatamente onde deveriam ocorrer.” Se o livro de Coyne fosse feito filme, essa cena deveria mostrar a frase de Chico Marx: “Em quem você vai acreditar, em mim ou nos seus próprios olhos?”[12] 
 
Há outro problema com a série de fósseis de baleia (e com todas as demais séries de fósseis) que Coyne deixou de abordar: nenhuma espécie na série poderia, possivelmente, ser o ancestral de qualquer outra, porque todas elas possuem características que elas primeiro teriam que perder antes de evoluir numa forma subsequente. É por isso que a literatura científica, tipicamente, mostra cada espécie ramificando de uma suposta linhagem. 
 
Na figura abaixo, todas as linhagens são hipotéticas. O diagrama à esquerda é uma representação da teoria evolucionária: a espécie A é ancestral de B, que é ancestral de C, que é ancestral de D, que é ancestral de E. Mas o diagrama à direita é uma representação melhor da evidência: as espécies A, B, C e D não estão na linhagem real que resulta na espécie E, que permanece desconhecida. 
 
 
 
 
 Acontece que nenhuma série de fósseis pode fornecer evidência para a descendência darwinista com modificação. Até mesmo no caso de espécies vivas, os restos enterrados não podem, geralmente, ser usados para estabelecer relações de ancestrais-descendentes. Imagine encontrar dois esqueletos humanos na mesma cova, um trinta anos mais velho do que o outro. O indivíduo mais velho era pai do mais novo? Sem registros genealógicos escritos e marcas de identificação (ou em alguns casos o DNA), é impossível responder à questão. E nesse caso estaríamos lidando com dois esqueletos da mesma espécie que estão distantes apenas uma geração e na mesma localidade. Com fósseis de espécies diferentes que agora estão extintas, e bem separadas no tempo e no espaço, não há como se estabelecer que um é o ancestral do outro – não importa quantos fósseis transicionais encontremos. 
 
Em 1978, Gareth Nelson, do Museu Americano de História Natural, escreveu: “A ideia que alguém possa ir ao registro fóssil e esperar recuperar empiricamente uma sequência ancestral-descendente, seja de espécies, gênero, famílias, ou seja o que for, tem sido, e continua sendo, uma ilusão perniciosa.”[13] Henry Gee, escritor de ciência da Nature, escreveu em 1999 que “nenhum fóssil é enterrado com sua certidão de nascimento”. Quando chamamos novas descobertas de fósseis de “elos perdidos”, é como “se a corrente de ancestralidade e descendência fosse um objeto real para nossa contemplação, e não o que realmente é: uma invenção completamente humana criada após o fato, modelada da acordo com os preconceitos humanos”. Gee concluiu: “Pegar uma série de fósseis e afirmar que ela representa uma linhagem não é uma hipótese científica que possa ser testada, mas uma afirmativa que carrega a mesma validade de uma história para dormir – entretém, talvez até seja instrutiva, mas não é científica.”[14] 
 
(Dr. Jonathan Wells, Discovery Institute, 18/5/2009; via Desafiando a Nomenklatura Científica
 
Notas:
 
1. Jerry A. Coyne, Why Evolution Is True (New York: Viking, 2009), p. 3.
2. Coyne, Why Evolution Is True, p. 3, 4.
3. Coyne, Why Evolution Is True, p. 5, 6.
4. Coyne, Why Evolution Is True, p. 18, 19.
5. Coyne, Why Evolution Is True, p. 17-18, 25.
6. Charles Darwin, The Origin of Species, Sixth Edition (London: John Murray, 1872), Capítulo X, p. 266, 285-288. Disponível online (2009) aqui.
7. J. William Schopf, “The early evolution of life: solution to Darwin’s dilemma”, Trends in Ecology and Evolution 9 (1994): 375-377. James W. Valentine, Stanley M. Awramik, Philip W. Signor & M. Sadler, “The Biological Explosion at the Precambrian-Cambrian Boundary”, Evolutionary Biology 25 (1991): 279-356. James W. Valentine e Douglas H. Erwin, “Interpreting Great Developmental Experiments: The Fossil Record”, p. 71-107, in Rudolf A. Raff & Elizabeth C. Raff (editores), Development as an Evolutionary Process (New York: Alan R. Liss, 1987). Jeffrey S. Levinton, “The Big Bang of Animal Evolution”, Scientific American 267 (novembro 1992): 84-91. “The Scientific Controversy Over the Cambrian Explosion”, Discovery Institute; disponível online (2009) aqui. Jonathan Wells, Icons of Evolution (Washington, DC: Regnery Publishing, 2002), Capítulo 3; mais informação disponível online (2009) aqui. Stephen C. Meyer, “The Cambrian Explosion: Biology’s Big Bang”, p. 323-402, in John Angus Campbell & Stephen C. Meyer (editores), Darwinism, Design, and Public Education (East Lansing, MI: Michigan State University Press, 2003); mais informação disponível online (2009) aqui.
8. Coyne, Why Evolution Is True, p. 28.
9. Coyne, Why Evolution Is True, p. 48.
10. Coyne, Why Evolution Is True, p. 49-51.
11. Kevin Padian e Luis M. Chiappe, “The origin and early evolution of birds”, Biological Reviews 73 (1998): 1-42; disponível online (2009) aqui. Wells, Icons of Evolution, p. 119-122. 
12. Coyne, Why Evolution Is True, p. 25, 53. Chico Marx in “Duck Soup” (Paramount Pictures, 1933); essa e outras citações do irmãos Marx Brothers estão disponíveis online (2009) aqui.
13. Gareth Nelson, “Presentation to the American Museum of Natural History (1969)”, in David M. Williams & Malte C. Ebach, “The reform of palaeontology and the rise of biogeography – 25 years after “Ontogeny, phylogeny, palaeontology and the biogenetic law” (Nelson, 1978)”, Journal of Biogeography 31 (2004): 685-712.
14. Henry Gee, In Search of Deep Time (New York: Free Press, 1999), p. 5, 32, 113-117. Jonathan Wells, The Politically Incorrect Guide to Darwinism and Intelligent Design (Washington, DC: Regnery Publishing, 2006); mais informação disponível online (2009) aqui.

Abiogênese é real? [Parte I]

De certa forma ,eu penso que existe uma abiogênese,como teísta entendo que Deus criou o código genético,portanto apartir de proteínas ele formou todos os seres vivos ,pois no principio não haviam seres vivos para gerarem outros seres vivos apartir do código genético.

O ponto em questão é ,de onde vem os químicos, e depois poderia ter sido apenas uma cadeia de acidentes químicos,sem qualquer direcionamento,planejamento e inteligência a causar o design da vida ,ou seja códigos ,traduções ,transcrições e etc?

É isto que será abordado neste artigo,a geração espontânea,sem qualquer tipo de inteligência envolvida é viável?

A crença na geração espontânea da vida teve predominância desde os tempos de Aristóteles até meados do século XIX. Em 1668 houve o primeiro desafio a esta crença, Francesco Redi, físico italiano, realizou uma experiência que indicou que as larvas de moscas não surgiam espontaneamente de carne deteriorada. Redi colocou um pedaço de carne em uma vasilha coberta com musselina napolitana esticada. Embora a carne entrasse em decomposição, não surgiram vermes. Apesar desta evidência de inexistência de geração espontânea, Redi continuou a crer na geração espontânea de vermes intestinais e carunchos na madeira.

Em 1683, 15 anos após Redi publicar os resultados de suas experiências, Anton van Leeuwenhoek, cientista holandês, descobriu o mundo das bactérias e inspirou vários cientistas a construírem microscópios e procurarem por elas.

Passou-se a observar que quando uma substância passível de decomposição era colocada em um lugar quente, as bactérias logo apareciam onde nada havia antes, isto parecia apoiar a crença na geração espontânea, mas, nesta época, também manifestou-se a crença em “sementes” que estão no ar.

Louis Joblot, tentando provar que as bactérias entraram em contato com substâncias deterioradas através do ar, realizou uma experiência onde um caldo de ervas era fervido durante 15 minutos e depois colocado em dois recipientes separados. Um recipiente ficou exposto ao ar, enquanto o outro foi vedado antes de esfriar. O recipiente selado não desenvolveu bactérias, enquanto o aberto fervilhava delas. A experiência de Joblot não convenceu o mundo.

No final do século XVIII, John T. Needham, um pregador escocês, e Abbe Spallanzani, cientista italiano, estavam realizando experiências parecidas com à de Joblot, mas estavam chegando a conclusões opostas com respeito à viabilidade da geração espontânea.

Needham era um vitalista, portanto acreditava que a matéria continha uma força ou um princípio vital que causava a geração espontânea. Needham realizou experiências em que o caldo fervido e vedado apresentava a presença de microorganismos depois de alguns dias, sugerindo que estava provada a possibilidade de geração espontânea.

Spallanzani, crendo que o ar transportava os microorganismos, conduziu experimentos em que o caldo fervido não produziu bactérias. Além disso, acusou Needham de não esterilizar adequadamente o equipamento, por isto a experiência não seria válida.

Needham respondeu que Spallanzani havia destruído a força vital dos caldos de suas experiências, por ter aquecido demais.

J. H. Rush, em “The Dawn of Live“, Garden City: Hanover House, 1957, pg. 93, comenta a discussão entre Needham e Spallanzani:

“A tendência do argumento é curiosa. Ela ilustra muito bem a propensão para crer naquilo que desejamos crer”.

As dúvidas sobre a existência, ou não, de geração espontânea permaneciam, pois os resultados obtidos nas experiências eram inconsistentes. Em 1859, ano em que Darwin publicou a “Origem das Espécies“, F. Pouchet publicou um trabalho de quase 700 páginas em que defendeu o princípio vital e a geração espontânea. Todo o seu trabalho experimental apoiou a sua teoria. Os tempos eram outros, o ambiente era favorável ao humanismo, e todos passam a aceitar a abiogênese, pois era a explicação que descartava a ação de Deus. Devido as controvérsias das experiências em laboratório, a Academia Francesa de Ciências ofereceu um prêmio à primeira pessoa que inventasse uma experiência capaz de resolver a questão.

Louis Pasteur inicia suas experiências. Pasteur colocou uma solução nutritiva no interior de um balão de vidro, de pescoço longo. Aquecia a solução, o que matava todos os microorganismos. Com calor, transformava o pescoço do balão em um tubo fino e curvo que permanecia aberto na extremidade (pescoço de cisne). A solução do balão permanecia estéril, apesar da solução nutritiva manter contato com o ar. Esta situação não deveria dificultar a geração espontânea dos micróbios, mas ela não ocorre, porém, quando Pasteur quebra o pescoço do tubo, a solução passa a apresentar inúmeros micróbios, o que leva a concluir que o pescoço do tubo dificultava o acesso dos micróbios, ou seja, eles definitivamente não se originavam espontaneamente do meio.

 

Em 1862, Louis Pasteur publicou a prova que foi um golpe mortal contra a abiogênese, provando que os micróbios vivem realmente no ar, cuja idéia Pouchet havia ridicularizado, e que enquanto estes organismos do ar fossem mantidos fora dos caldos, não surgiam fungos (mofo).

George Wald, em “The Origin of Live”, Scientific American, vol. 191, 2, pg 46, falando do fracasso da geração espontânea, diz:

Contamos esta história para os primeiranistas de Biologia como se ela representasse um triunfo da razão sobre o misticismo. Mas, de fato trata-se de quase justamente o oposto. O ponto de vista razoável seria crer na geração espontânea; única alternativa para crer num ato único de criação sobrenatural. Não existe uma terceira posição. Por este motivo, diversos cientistas há um século decidiram considerar a crença na geração espontânea como uma necessidade filosófica. Um sintoma da pobreza filosófica de nossa época é a desconsideração desta necessidade. A maioria dos biólogos modernos, tendo verificado com satisfação a queda da hipótese da geração espontânea, mas sem estarem dispostos a ceitar a crença alternativa na criação especial, ficou sem outra opção“.

Nos é ensinado em aulas de biologia que, com a experiência de Pasteur, terminou a história das crenças supersticiosas da geração espontânea, mas, na verdade, a história continua, devido a não aceitação científica da evidência da existência de um criador (Deus), a crença moderna na geração espontânea tomou uma nova forma. A. I. Oparin, um bioquímico russo, que propôs uma teoria da origem química da vida, disse:

Uma pesquisa cuidadosa da prova experimental revela, porém, que ela não nos diz nada sobre a impossibilidade da geração da vida em alguma outra época ou sob outras condições“.

Portanto, conclui-se que Pasteur, para muitos, não destruiu a crença na geração espontânea, simplesmente forçou a questão até um ponto em que nenhum lado pode negar o outro, pelo menos de maneira conclusiva.

A teoria da evolução, para que seja válida, tem que partir do pressuposto de que a abiogênese ocorreu pelo menos uma única vez. Nas próximas páginas veremos que, de forma similar ao que ocorreu no passado, a superstição da abiogênese continua, apesar de muitas evidências científicas que a contrariam.

 

A Complexidade do Código Genético

Toda a descrição das características de qualquer organismo vivo está no interior de cada célula que o constitui. No núcleo de qualquer célula viva existem estruturas denominadas “cromossomos”, que são compostos por segmentos chamados genes. Os genes contêm as instruções necessárias para “gerar” ou “formar” o animal ou planta, um gene pode controlar a cor dos pêlos de um animal, o tamanho dos folhas de uma planta ou qualquer outra característica. Os genes são formados de longas moléculas de um substância denominada DNA (ácido desoxiribonucléico). A molécula de DNA é gigantesca, formada por milhares de átomos de carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e fósforo, dispostos de uma maneira muito especial e complexa, cujo arranjo se assemelha a uma escada em espiral. Os dois lados da escada compõem a dupla espiral enquanto os degraus unem as duas espirais. Existem somente quatro tipos de degraus, cada um constituído de diferentes grupos de átomos. Embora uma simples molécula de DNA possua muitos milhares de degraus em sua escada espiral, cada degrau se classifica entre um dos quatro tipos, ou seja, podemos dizer que todas as informações genéticas são descritas apenas com quatro símbolos ou letras.

Um minúsculo pedaço de uma molécula de DNA, com apenas dez degraus, pode ser arranjado de 1.48.576 maneiras diferentes, dependendo da ordem em que os quatro degraus são dispostos. O Número de diferentes moléculas de DNA que podem ser formadas com cem degraus é superior a um trilhão.

Isto tem alguma importância? Sim, pois a ordem dos genes na molécula de DNA compõe o código da vida, combinações diferentes geram espécies de organismos diferentes, no entanto, a maioria das combinações possíveis não são válidas, assim como não é qualquer combinação de letras que geram frases. Para exemplificar e se ter uma idéia matemática da complexidade de combinações, vamos usar a frase “EVOLUÇÃO NÃO EXISTE”:


A frase “EVOLUÇÃO NÃO EXISTE” é constituída de 19 caracteres. Se considerarmos que dispomos de 26 letras e o espaço em branco para formarmos qualquer frase de 19 caracteres (neste cálculo, por se tratar apenas de um exemplo hipotético, para simplificar, não vamos considerar os símbolos de acentuação, pontuação, números, etc), podemos descobrir quantas combinações possíveis de 19 caracteres existem, com o seguinte cálculo: Para cada posição no conjunto de 19 caracteres, temos 27 alternativas (26 letras e o espaço em branco), portanto, para a primeira posição temos 27 opções e para a Segunda posição também temos 27 posições, então o número de combinações possíveis somente para as duas primeiras posições é de 272 (27 x 27
), ou seja, 729 combinações, onde as combinações são todos os pares possíveis de letras e espaços, tais como: “AA”, “AB”, “AC”… “BA”, “BB”, “BC”, “BD”… “C “, “JA”, “PA”, “KL”, “OI” etc.

O número de combinações para as 3 primeiras posições é de 273 (27 x 27 x 27), ou seja, 19683 combinações, onde as combinações poderiam ser, por exemplo, “AAA”, “AAB”, “AAC”, “AAD”, “BOM”, “MAU”, “VIR”, “YOU” etc. Desta forma, podemos concluir que o número de combinações possíveis de caracteres em um conjunto de 19 caracteres é de 2719 combinações, um número tão alto que se criarmos um programa de computador que apresente uma combinação diferente a cada segundo, seriam necessários mais de 1027 segundos para passar por todas as combinações, no entanto, nosso planeta tem a idade estimada em pouco mais de 1017 segundos (equivalente à aproximadamente 4 bilhões de anos).

Note que entre todas combinações possíveis estarão todas as frases, de qualquer idioma, que tenham até 19 caracteres (exemplo: “BOM DIA”, “VAMOS PENSAR”), é uma quantidade grande de frases, porém, muito maior é o número de combinações que não fazem sentido algum ( exemplo: “AABH IUJL MR”), frases com erros ortográficos (exemplo: “BOM DIEA”), ou frases sem sentido gramatical ou lógico (exemplo: “NADAR CARRO TELHA”). O código genético se comporta de modo semelhante, o número de combinações que de nada servem é muitas vezes maior que o número de combinações que podem gerar organismos vivos completos, que existem, existiram ou que poderiam existir, portanto, afirmar que através de alterações casuais ou acidentais pode-se gerar um organismo vivo é mais uma questão de fé no improvável do que uma questão científica viável.

O modo pelo qual o código DNA opera é o seguinte: A molécula de DNA é como uma matriz ou padrão para a produção das moléculas chamadas “proteínas”, através de outra espécie de ácido nucléico, chamado RNA, que se forma anteriormente usando o DNA como padrão, as proteínas são copiadas. A Ordem dos degraus do DNA definem que espécie de proteína é produzida. Estas proteínas são as responsáveis pelo crescimento e atividade da célula que, por sua vez, controla o crescimento e a atividade do organismo inteiro. De forma semelhante ao exemplo das combinações de 19 caracteres que foi citado anteriormente, a maioria das possíveis cadeias de aminoácidos não produz proteínas encontradas em coisas vivas. Elas não têm sentido em termos biológicos. Também a maioria das cadeias de aminoácidos não são proteínas reais ( ou seja, biologicamente úteis). Em seu livro “The genetic Code“, pg.92, Issac Asimov calculou que existem 8 x 1027 ( 8 seguido de 27 zeros) possíveis combinações diferentes de proteínas semelhantes à insulina, se fosse produzida uma dessas proteínas a cada segundo, teríamos que aguardar mais de 10 bilhões de vezes a suposta idade do universo (10 bilhões de anos). Asimov calcula que o número de diferentes combinações de hemoglobina é de 135 x 10165, mais uma vez, só um número bem limitado de combinações pode ser utilizado. Não seria possível ter uma amostra de cada uma dessas combinações, pois o número total de átomos do universo conhecido é de apenas 1078. Se fossem produzidas

10100 (1 seguido de 100 zeros) combinações por segundo, seria consumida matéria equivalente a aproximadamente 10 sextilhões de universos a cada segundo  por um período de dez trilhões de trilhões de anos para produzir todas as combinações de hemoglobina.Impossível também é, por exemplo, o surgimento casual de uma proteína com apenas 50 amino-ácidos, cuja probabilidade é de apenas uma chanse entre 1065 (o número 1 seguido de 65 zeros). A mais simples célula possui milhares de tipos de proteínas, além de muitas outras estruturas complexas.

Pelos fatos citados acima, percebemos como é complexo o código genético, porém, a teoria evolucionista alega que o primeiro organismo vivo surgiu casualmente por não ser tão complexo quanto os organismos unicelulares atuais, porém, esta afirmação também é cientificamente inconsistente, como veremos a seguir.

Nenhum dos defensores da teoria da evolução afirma que o primeiro organismo vivo foi um vírus, isto porque a existência de vírus depende da existência anterior da complexidade de células vivas das quais os vírus retiram o material para se reproduzirem. Devido esta dependência das células vivas, qualquer vírus é uma extrutura biológica considerada extremamente simples. O menor vírus conhecido contém 2.500 degraus em sua molécula de DNA, portanto, a probabilidade de sua estrutura de DNA surgir ao acaso é de uma chance entre 101505 chances, ou seja, o surgimento ao acaso da mais simples molécula de DNA conhecida é matematicamente impossível (segundo a lei de Borel, qualquer evento cuja chance de ocorrer é menor que 1 chance entre 1050 chances simplesmente não ocorre, o limite cósmico da lei de Borel é de 10200, o que não faz diferença neste caso). Dentre outras dificuldades, o primeiro organismo vivo teria que ser mais complexo que um vírus, para se multiplicar e contornar os efeitos da entropia, e também simples o suficente para surgir ao acaso, um paradoxo!

A teoria evolucionista atual não declara que a primeira célula viva surgiu instantaneamente. Ela declara que grandes moléculas reagiram entre si, de alguma forma, para formar células “simples”. Porém, como vimos, tanto as grandes moléculas orgânicas, como a mais simples célula, são estruturas altamente complexas. Milhões de moléculas de proteínas, de milhares de tipos, teriam que surgir espontaneamente ao mesmo tempo e no mesmo lugar (possivelmente uma lagoa, segundo a teoria), em seguida elas teriam que se ordenarem numa seqüência correta para formar as diversas partes de uma célula (uma das partes é o núcleo com seus cromossomos, cuja complexidade já foi aqui citada). Há também o problema de que para a produção de enzimas proteicas é necessário DNA e RNA e para a produção de DNA e RNA são necessárias enzimas proteicas, surge um círculo vicioso onde não é possível que qualquer célula exista antes de outra. Os evolucionistas, diante de cálculos do tipo aqui apresentados, alegam que tipos de cálculos que geraram os resultados acima citados são errados, pois deve-se fragmentar os cálculos devido o processo de formação da primeira vida ter sido provavelmente em fases, porém, mesmo que se admita que as informações para os cálculos sejam hipotéticas e erradas, deve-se observar que:

 

Estes cálculos já são bem favoráveis à evolução, pois partem do pressuposto de existirem condições favoráveis (todos os elementos químicos necessários estarem disponíveis no mesmo local e não haver agentes químicos que impedem a formação das moléculas, tais como o oxigênio), e mesmo assim sugerem, em qualquer cálculo hipotético a impossibilidade do surgimentos de complexas moléculas orgânicas, o que ainda é bem diferente de uma célula viva;

 

Não existem experiências que comprovem a validade de qualquer processo favorável à geração espontânea da vida;

 

Nem mesmo outras formas de cálculos apontam para resultados que tornam a geração espontânea da vida matematicamente possível.

O Dr. N.W. Pirei da Estação Experimental Rothamstead em Harpendem, Inglaterra, rejeita todo o conceito de abiogênese espontânea, baseado no bem conhecido fato de que “moléculas complexas, tais como proteínas, não aparecem na nossa experiência científica espontaneamente, nem mesmo por fases, e todas as formas de vida conhecidas nos nossos dias são dependentes de proteínas“.

O professor A. I. Oparin, acreditava que simples compostos orgânicos, semelhantes aos vivos, como hidrocarbonos, poderiam adquirir vida espontaneamente, sob cuidadosas condições de laboratório, porém, muitos cientistas presentes ao simpósio acerca da origem da vida realizado em agosto de 1957, em Moscou, não creram que as idéias de Oparin fossem válidas. Eles não acreditaram que moléculas suficientemente grandes, das espécies certas de proteínas, pudessem surgir espontaneamente para tornar-se a base da vida orgânica. O Dr. Erwin Chartaff, da Universidade de Colúmbia (EUA), declarou:

A nossa época é provavelmente a única em que a mitologia penetrou no nível molecular!” (Nuceic Acids As Carriers of Biological Information, A Origem da Vida na Terra, pg 298-99).

Até aqui analisamos a probabilidade de uma molécula orgânica ou forma simples de vida surgir ao acaso. Agora, qual seria a probabilidade do homem evoluir? Carl Sagan, F.H.C. Crick e L.M. Muchin, no livro Communication and Extraterrestrial Intelligence (CETI) calcularam que a probabilidade é de aproximadamente uma chance entre 102000000000  ( o número 1   acompanhado de dois bilhões de zeros à direita, seriam necessários 2 Gb de memória para guardar todos os zeros digitados, seria impraticável digitar tantos zeros e transferi-los pela internet, seriam necessários dias para a tranferência dos dados), esta probabilidade, novamente, é infinitamente acima da lei de probabilidade de Borel (uma chance entre 1050 ou o enorme limite cósmico de Borel de 10200, limites que quando ultrapassados, os eventos simplesmente não ocorrem). Estatisticamente falando, conforme declarações do famoso astrônomo Sir Fred Hoyle, é mais fácil um tornado varrer um depósito de sucata e construir um Boing 747 com o material nele contido do que formas superiores de vida emergirem através dos processo evolutivos! É preciso muita fé no acaso para acreditar que a vida tenha surgido sem um criador. Randy L. Wysong D.V.M., instrutor de anatomia humana e fisiologia expressa muito bem isto no livro The Creation-Evolution Controversy (A Controvérsia Criação-Evolução):

A evolução pode ser considerada como uma espécie de religião mágica. A magia é simplesmente um efeito sem causa, ou pelo menos sem causa competente. “acaso”, “tempo”, e “natureza” são os pequenos deuses mantidos nos templos evolucionistas. Esses deuses não podem, porém, explicar a origem da vida. Eles são impotentes. Desse modo, a evolução fica sem uma causa eficaz e é, portanto, apenas uma explicação mágica para a existência da vida…

Seria o projeto divino imperfeito?

 

Márcio Campos, colunista da Gazeta do Povo, escreveu em seu blog (ver texto completo aqui):

Em junho do ano passado, eu trouxe para o blog um texto sobre as “falhas de projeto” do olho humano, que por exemplo tem de mais músculos do que o necessário para girar o globo ocular, sem falar do ponto cego. Volto ao assunto porque nesta semana o geneticista John Avise, da Universidade da Califórnia/Irvine, publicou um estudo catalogando as inutilidades que carregamos em nosso genoma. É o que diz este artigo de Philip Ball no site da revista Nature (atualização às 17h24 de 5 de maio: o paper de Avise no Proceedings of the National Academy of Sciences of the USA está aqui; obrigado ao Paulo Cruz e ao Angelus pelo link).

Em poucas palavras, o que Ball afirma, baseado no trabalho de Avise, é que nosso genoma tem várias sequências repetidas e fragmentos aparentemente inúteis, aumentando a chance de que alguma coisa saia errado no processo de reprodução celular, o que acaba levando a doenças genéticas (uma turma da Universidade de Cardiff, no País de Gales, mantém um banco de dados de mutações genéticas ligadas a doenças). É o tipo de realidade que, mais uma vez, apresenta um desafio aos defensores do Design Inteligente, pelo menos para aqueles que identificam o designer como Deus. O que Ball e Avise dizem é que, ainda que no futuro se descubra uma função para as repetições e fragmentos, por exemplo, um genoma como o nosso, por mais sensacional que ele seja (e é), não chega a ser nenhuma maravilha do design, mas é compatível com uma visão evolucionária do processo que trouxe o nosso material genético até o que ele é hoje.

A alternativa mais óbvia é dizer que “design inteligente” não necessariamente significa “design perfeito”. Ainda assim, o problema continuaria para os defensores do DI que acreditam em um Deus onipotente e onisciente como designer. Sendo Deus a suma perfeição (como eu acredito que Ele seja), Ele não poderia ter feito melhor no caso do nosso genoma? Ou do nosso olho? Se poderia, mas não fez, qual o motivo?

Márcio Campos realiza a seguinte pergunta em seu post:

Se existe um projetista, ele não poderia ter projetado suas criaturas de maneira melhor?

Em seu texto, Campos cita dois exemplos de projetos não ótimos: o olho e o genoma humano. Há diversos problemas com esse tipo de argumentação. Cito três:

1. Se Campos consegue identificar que os projetos do olho e do genoma não são ótimos isso implica que ele sabe quais são os projetos ótimos. Não é possível que Campos saiba que o projeto não é ótimo a menos que saiba qual é o projeto ótimo. Isso somente mostra que Campos reconhece que existe um projeto que é empiricamente verificável.

2. Márcio presume conhecer os objetivos ou os propósitos do projetista para argumentar que o projeto não é ótimo. Por exemplo, Márcio assume saber que se Deus existe Ele iria criar o olho e o genoma com certos objetivos e propósitos. Que presunção! Talvez o projetista quisesse que o olho e o genoma fossem exatamente como são. Campos não pode especular acerca de como o projetista iria criar algo caso Ele exista.

3. Márcio assume que a criação de Deus permanece estática, isto é, Deus criou as criaturas e estas nunca mudam. Entretanto, os criacionistas assumem que a criação de Deus não é estática, mas dinâmica. Adicionalmente, os criacionistas acreditam que as criaturas criadas por Deus “sofram pequenas mudanças” de tal forma que as eventuais “imperfeições” podem ser o resultado de processos micro-evolucionários.

Observação
Uma vez que Márcio Campos utilizou os termos “criacionismo” e “teoria do design inteligente” como se fossem sinônimos, também tomei a liberdade de neste post usar os dois termos de forma “intercambiável”. Obviamente que Márcio Campos confunde o “criacionismo” com a “teoria do design inteligente”.

 

fonte : http://www.origemedestino.org.br/blog/johannesjanzen/?post=39