Em Defesa do Design Inteligente

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Um Ponto Frio No Espaço – “Evidência” De Um Multiverso?

By Evolution News – David Klinghoffer | @d_klinghoffer

[Texto adaptado – Contem links em inglês – Imagem do EnV com os devidos créditos]

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O ajuste fino cósmico, juntamente com a física e química que conspiram para permitir a existência de criaturas como nós mesmos, é uma das peças de evidência mais reconhecidas para o design inteligente. Para isso, a hipótese de um multiverso é a única resposta do materialismo.

De acordo com essa linha de raciocínio, ou imaginação, nosso universo reflete apenas um cilindro [lançador] de dados da sorte. Um cilindro muito, muito, muito afortunado, que, entretanto, é justo assim ser esperado, se a realidade ostenta não um mas um número possivelmente infinito de universos. Algum universo foi obrigado a ter sorte, e foi nosso.

É a única ideia mais sonhadora e não suportada em toda a ciência, fazendo com que a evolução darwiniana pareça uma aposta realmente sólida por comparação. O que se deseja é evidência real para o multiverso, qualquer uma; algo que parece condenado a continuar faltando ad infinitum.

Evidência fabricada é, no entanto, uma característica regular do jornalismo científico popular. A mais recente: uma manchete no The Guardian, “Multiverso: os astrônomos encontraram evidências de universos paralelos?” Acrescentar o ponto de interrogação é prudente, já que a resposta, pra falar a verdade, é Não.

O autor Stuart Clark conseguiu um comunicado de imprensa da Royal Astronomical Society, que ele lança fora após uma introdução pesada com piadas referentes a Brexit, Trump, a alt-right , e vídeos de gatos.

Soa como loucura mas, a última peça de evidência que poderia favorecer um multiverso, vem da Royal Astronomical Societys do Reino Unido. Eles publicaram recentemente um estudo sobre o chamado “ponto frio”. Este é um fragmento do espaço particularmente frio, visto na radiação produzida pela formação do Universo há mais de 13 bilhões de anos.

O ponto frio foi vislumbrado pelo satélite WMAP da NASA em 2004 e confirmado pela missão Planck da ESA em 2013. É extremamente intrigante. A maioria dos astrônomos e Cosmólogos acreditam que é altamente improvável que tenha sido produzido pelo nascimento do universo, uma vez que é matematicamente difícil para a teoria principal – que é chamada de inflação – explicar.

Este último estudo alega excluir uma última explicação prosaica: que o ponto frio é uma ilusão de ótica produzida pela falta de galáxias intervenientes.

Um dos autores do estudo, o professor Tom Shanks da Universidade de Durham, disse ao RAS: “Não podemos excluir totalmente que o Spot é causado por uma flutuação improvável explicada pela padrão [teoria do Big Bang]. Mas se essa não é a resposta, então há explicações mais exóticas. Talvez a mais emocionante destas é que o Cold Spot foi causado por uma colisão entre nosso universo e outro universo [bolha]. Se uma análise mais detalhadaprova que este é o caso, então o ponto frio pode ser tomado como a primeira evidência para o multiverso. “[Enfase adicionada.]

Conte as instâncias de linguagem especulativa nessas quatro últimas frases. “Não pode excluir completamente… Se essas não forem as respostas… Possivelmente… Se uma análise mais detalhada… prova… [Pode]ria ser tomado como a primeira evidência …”

É “algo excitante”, Clark exclama. Essa é uma maneira de avalia-lo. O artigo em questão, no entanto, diz apenas isso (“Evidências contra um supervoid causando o CMB Cold Spot“):

Se não for explicado por um efeito ΛCDM ISW, o Cold Spot poderia ter origens primordiais mais exóticas. Se for uma característica não gaussiana, então as explicações incluirão a presença no universo primitivo de defeitos topológicos como texturas (Cruz et al., 2007) ou reaquecimento não-homogêneo associado à inflação não-padrão (Bueno Sa nchez 2014 ). Outra explicação poderia ser que o Ponto Frio é o remanescente de uma colisão entre nosso Universo e outro universo “bolha” durante uma fase inflacionária precoce (Chang et al., 2009, Larjo & Levi, 2010). Deve-se ter em mente que, mesmo sem um supervoid, o Cold Spot pode ainda ser causado por uma flutuação estatística improvável na cosmologia padrão (Gaussiana) ΛCDM.

Desta forma, com base em dois papéis referenciados entre parênteses de 2009 e 2010, um “ponto frio” no espaço responde a uma das perguntas mais importantes que sempre intrigaram os seres humanos, derrubando as escalas em direção a um universo, ou multiverso, sem design ou finalidade. A partir do momento presente, na tentativa de explicar o ajuste ultra-fino, este é o melhor tipo de material que o materialismo tem para oferecer.

Isso tudo não passa de “*machado de moagem” absurdo [axe-grinding (expressão em inglês)]: Construa seu caso contra uma pessoa ou ideia que você não gosta (design inteligente, neste caso), reunindo rumores, sonhos e suposições, desconsiderando o senso comum e evidência objetiva, já que a conclusão que você deseja alcançar, que você está obrigado a alcançar, já está pré-definida.

Assim, o materialismo segue seu caminho alegre, em grande parte sem questionamentos, com a mídia como seu megafone. Se os cientistas que defendem a teoria do design inteligente, alguma vez, fossem perante o público com conjecturas tão fracas como estas, eles seriam esfolados vivo.

*Trabalhando para um propósito oculto ou para um fim egoísta[…]

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Design Inteligente: Um pressuposto Fundamental e Primordial da Ciência

Excelente palestra de Johannes Gérson Janzen autor do blog Sociedade Origem e Destino.

 

 

 

No mundo quântico, o futuro afeta o passado

 

Inovação Tecnológica.

Veja como existem duas realidades no cosmos que vivemos. A natureza da natureza exibe um mistério, enquanto a nível macro a realidade se comporta de uma forma, a nível micro, subatômico a realidade se comporta de outra forma. Algum problema?

Oras, pense: O que é essa realidade, do que ela é feita? Matéria?

Não seria o átomo o menor “pedaço” de matéria? Os mais íntimos da física sabem que não… 

Mas pense você, esse teclado é matéria ? Do tipo algo concreto? Parece que sim né?

Mas na verdade, não existe matéria, tudo o que forma seu teclado é um sistema, nesse sistema não existe matéria apenas probabilidades e pasme … A sua mente.

 

Agora preste atenção neste artigo:

Com informações da Universidade de Washington – 24/02/2015

 

No mundo quântico, o futuro afeta o passado

As predições tradicionais (esquerda) ficam no 50-50, enquanto nas “previsões anômalas”, ou retrodições, (à direita) o acerto é de 9 para 1. [Imagem: D. Tan et al. (2015)]

O futuro afeta o passado

É muito comum usar dados do passado, as chamadas séries temporais, para prever o futuro. Mas, no mundo quântico, o futuro pode prever o passado com muito mais precisão.

Em uma espécie de jogo de adivinhação jogado com um qubit supercondutor, físicos da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, descobriram uma maneira de aumentar muito as chances de adivinhar corretamente o estado de um sistema de dois estados – algo como acertar caras e coroas ao jogar uma moeda.

Combinando informações sobre a evolução do qubit depois de um tempo determinado, com informações sobre a sua evolução até aquele momento, a equipe conseguiu aumentar as chances de acerto dos tradicionais 50-50 para 90-10.

Mesmo se você souber tudo o que a mecânica quântica pode dizer sobre uma partícula quântica, explica o professor Kater Murch, você não pode prever com certeza o resultado de um experimento simples para medir o estado dessa partícula. Tudo o que a mecânica quântica pode nos oferecer são probabilidades estatísticas para os possíveis resultados.

Neste experimento, contudo, é como se o que fizemos hoje mudasse o que fizemos ontem. E, como esta analogia sugere, este resultado experimental tem implicações assustadoras sobre o nosso conceito de tempo e de causalidade – pelo menos no mundo microscópico onde a mecânica quântica se aplica.

 

No mundo quântico, o futuro afeta o passado

Vários experimentos, dos mais diversos tipos, têm questionado a noção tradicional de causa e efeito. [Imagem: IQOQI/Vienna]

 

 

Adivinhação quântica

O dispositivo usado no experimento é um circuito supercondutor simples – um qubit – que passa a obedecer as regras do mundo quântico quando é resfriado até perto do zero absoluto. A equipe usou dois níveis de energia desse qubit – o estado fundamental e um estado excitado – como modelo do sistema quântico. Entre estes dois estados, há um número infinito de estados quânticos que são superposições, ou combinações, dos estados fundamental e excitado.

O estado quântico do circuito é detectado colocando-o dentro de uma caixa de micro-ondas. Uns poucos fótons de micro-ondas são enviados para a caixa, onde os seus campos interagem com o circuito supercondutor. Então, quando os fótons saem da caixa, eles possuem informações sobre o sistema quântico.

Essas “medições fracas” não perturbam o qubit, ao contrário das “medições fortes”, feitas com fótons que são ressonantes com a diferença de energia entre os dois estados, que fazem o circuito colapsar em um ou outro estado.

É algo como um jogo de adivinhação quântica, no qual os estados do qubit fazem as vezes da cara e coroa de uma moeda.

Previsão retrospectiva

“Nós começamos cada rodada colocando o qubit em uma superposição dos dois estados,” explica Murch. “Então nós fazemos uma medição forte, mas escondemos o resultado, e continuamos monitorando o sistema com medições fracas. Calculando para a frente, usando a equação de Born que expressa a probabilidade de encontrar o sistema em um estado particular, suas chances de acertar são apenas de 50-50.”

“Mas você também pode calcular para trás usando algo chamado matriz de efeito. Basta pegar todas as equações e invertê-las. Elas ainda funcionam e você pode simplesmente rastrear a trajetória rumo ao passado.

 

 

 

No mundo quântico, o futuro afeta o passado
Os físicos têm debatido intensamente se o futuro pode afetar o passado se o tempo é real ou é uma ilusão e até mesmo se o futuro do Universo pode estar influenciando o presente. [Imagem: Cortesia Shutterstock/Sam72]

“Portanto, há uma trajetória indo em um curso para trás e uma trajetória indo para a frente, e, se olharmos as duas juntas e pesarmos a informação em ambas igualmente, temos algo que chamamos de uma previsão retrospectiva, ou ‘retrodição’,” diz Murch.

O espantoso sobre essa espantosa “retrodição” é que ela tem uma precisão de 90%. Quando a equipe tenta prever o resultado da medição forte que feita inicialmente e armazenada, o cálculo acerta nove vezes em cada 10 tentativas.

Em outras palavras, diz Murch, o futuro prevê o passado no mundo quântico.

Flecha do tempo e causalidade

Isto tem implicações para problemas muito profundos da física e da interpretação da realidade, incluindo a tradicional “lei de causa e efeito“.

O resultado sugere, por exemplo, que, no mundo quântico o tempo roda tanto para trás quanto para a frente, enquanto que, no mundo clássico em que interagimos, o tempo parece só correr para a frente.

“Não está claro por que no mundo real, o mundo constituído por muitas partículas, o tempo só vai para a frente e a entropia sempre aumenta,” disse Murch. “Mas muitas pessoas estão trabalhando nesse problema e eu espero que isso seja resolvido em poucos anos”.

__________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Bibliografia:
Prediction and retrodiction for a continuously monitored superconducting qubit
D. Tan, S. J. Weber, I. Siddiqi, Klaus Molmer, Kater W. Murch
Physical Review Letters
Vol.: Accepted paper
http://arxiv.org/abs/1409.0510

Rupert Sheldrake – The Science Delusion BANNED TED TALK – Dogmas da ciência

 

 

 

 

 

Texto da Brasil 247

Em conferência polêmica, o biomédico inglês Rupert Sheldrake denuncia o que chama de “dez dogmas da ciência oficial”, afirmando que eles não são de fato verdadeiros. Este é mais um capítulo da revolução de paradigma atualmente em curso no mundo do conhecimento. O conteúdo da fala de Sheldrake chocou os membros do comitê de ciências do TED, que num primeiro momento decidiram banir a palestra, eliminando-a da videoteca da organização.

 

 

Por: Equipe Oásis

 

No ano passado, o biomédico inglês Rupert Sheldrake proferiu no TED (www.ted.com) a palestra The Science Delusion (A ilusão da ciência ou, mais propriamente, A delusão da ciência). Poucas semanas depois, o conselho de consultores científicos do TED decidiu banir essa palestra de Sheldrake. A decisão causou estupor, até mesmo nos meios científicos, dado o prestígio internacional de que goza o autor, bem como pelo fato de o TED ser um palco mundialmente famoso por seu pluralismo e apoio à liberdade de expressão.

 

Banir a palestra de um pensador contemporâneo do porte de Sheldrake foi imediatamente interpretado como uma indicação de que o seu conteúdo poderia ser contundente e inquietante. No centro dos debates estão as afirmações de Rupert Sheldrake sobre o que ele chama de “os dez dogmas da ciência”- dez afirmações correntes da ciência contemporânea que, na opinião desse cientista, não se sustentam como afirmações e deveriam, antes de mais nada, ser tratadas como perguntas, visto que a ciência oficial não tem dados ou comprovações para fazer afirmação alguma seguindo aquilo que poderia efetivamente ser chamado de “processo científico” – ao mesmo tempo em que existem milhares de evidências acumuladas ao longo dos anos que desacreditam a validade dessas afirmações.

Aqui estão os dez dogmas da ciência oficial, segundo Sheldrake. Ele afirma que, quando se observa cada uma dessas ideias cientificamente, vê-se que elas não são de fato verdadeiras:

1. A natureza é mecânica, ou assemelhada a uma máquina.

2. Toda matéria é inconsciente.

3. As leis ou constantes da natureza são fixas.

4. A quantidade total de matéria e energia é sempre a mesma.

5. A natureza não tem propósito.

6. A hereditariedade biológica é material.

7. Memórias são guardadas dentro do seu cérebro.

8. Sua “mente” (consciência) está dentro da sua cabeça.

9. Fenômenos psíquicos como a telepatia não são possíveis.

10. A medicina mecanicista é o único tipo de medicina que funciona.

 

Em São Paulo, Paulo Ferreira, escritor e consultor em desenvolvimento organizacional do bem estar humano, dono do interessante site http://destruidordedogmas.com.br , comenta a polêmica surgida ao redor do banimento dessa palestra de Sheldrake e apresenta ao final de seus comentários alguns links úteis para quem deseja se aprofundar no assunto: “Todas as velhas fronteiras perdem rapidamente a validade. Todas as velhas “certezas” parecem cada vez mais hipóteses construídas sobre pilares muito mais provisórios e inconsistentes do que pareciam há alguns anos. A ultrapassada visão de ciência e espiritualidade como “necessariamente polos opostos” perdeu completamente a validade. Exatamente como tantos pensadores do movimento universalista ou da espiritualidade contemporânea vem sinalizando há um bom tempo. Parece que os muitos cientistas começam a enxergar a ilusão desta divisão artificialmente imposta e silenciosamente aceita, e resolveram tornar-se parte ativa no debate. Da minha parte, que sejam, finalmente, muito bem vindos!”

 

Seguem os links originais sobre toda a polêmica:   http://www.collective-evolution.com/2013/04/10/banned-ted-talk-rupert-sheldrake-the-science-delusion/ http://en.wikipedia.org/wiki/Rupert_Sheldrake http://blog.ted.com/2013/03/18/graham-hancock-and-rupert-sheldrake-a-fresh-take/

A mecânica quântica de campos – O que é real? – Parte II

Eis a continuação do artigo sobre mecânica quântica, a primeira parte você pode ver aqui.

Segue o artigo:

Problemas com as Partículas

Um caso extremo em que as partículas são não identificáveis é o vácuo, que na teoria quântica de campos mostra propriedades paradoxais. É possível ter um vácuo geral – por definição, um estado de zero-partícula – e ao mesmo tempo observar algo muito diferente de vácuo em uma parte qualquer finita. Em outra palavras, sua casa pode estar completamente vazia mesmo que você encontre partículas por todos os lados. Se o corpo de bombeiros perguntar se ainda há alguém dentro de uma casa em chamas e você responder que não, os bombeiros poderão questionar sua sanidade quando descobrirem pessoas se acotovelando por todos os cantos.

Outra característica impressionante do vácuo na teoria quântica de campos é conhecida como efeito Unruh. Um astronauta em repouso poderá pensar que está no vácuo , enquanto outro astronauta em uma nave espacial em aceleração, poderá sentir-se imerso num banho térmico de inúmeras partículas. Esses pontos de vista discrepantes também ocorrem no perímetro de buracos negros e leva a conclusões paradoxais sobre o destino da matéria que se precipita no interior dele. Se a ideia de vácuo cheio de partículas parece absurda é porque a noção clássica de partículas está nos enganando;o que a teoria descreve é algo diferente. Se o número de partículas não depende do observador, então parece incoerente supor que partículas sejam os elementos básicos da matéria. Podemos admitir o fato de que várias características são independentes do observador, mas não exatamente o fato de que existem muitos blocos de construção.

Finalmente, a teoria propõe que essas partículas podem perder sua individualidade. No fenômeno intrigante do emaranhamento quântico, partículas podem ser assimiladas por um sistema maior e abandonar as propriedade que as distinguem entre si. As partículas prováveis compartilham não só as características inerentes como massa e carga, mas também propriedades espaciais e temporais como a faixa de posições em que podem ser encontradas. Quando as partículas são emaranhadas o observador não consegue distinguir uma da outra. Nessas condições ainda existem realmente dois objetos?

Teóricos poderão afirmar que duas partículas hipotéticas são entidades distintas. Os filósofos chamam essa regra de “ecceidade primitiva”. Por definição, a ecceidade não pode ser observada. A maioria dos físicos e filósofos não acredita muito nesses movimentos ad hoc. Ao contrário, parece que as duas partículas deixam de existir. O sistema emaranhado comporta-se como um todo indivisível e a noção de “parte” – deixe a partícula em paz – perde o sentido.

Problemas teóricos como esse envolvendo partículas desaparecem rapidamente diante da experimentação. O que um “detector de partículas” encontra alem de partículas? A resposta é que partículas são sempre uma inferência. Tudo o que um detector registra é um grande número de excitações dispersas do material do sensor. As dificuldades aumentam quando ligamos os pontos e inferimos a existência de trajetórias das partículas que podem ser seguidas no tempo.(Observação: uma minoria de interpretações da física quântica realmente referem-se a trajetórias bem definidas. Mas estão sujeitas as suas próprias dificuldades e prefiro ater-me ao ponto de vista padrão.)

Por isso analisemos a questão. Podemos imaginar as partículas como minusculas bolas de bilhar, mas o que os físicos modernos chamam de “partículas” não é nada disso. De acordo com a teoria quântica de campos objetos não podem ser localizados em uma região finita do espaço, não importa se a região é muito grande ou nebulosa demais. Além disso, o número de partículas depende do movimento do observador. Considerar todos esses resultados em conjunto soa como anunciar a morte da ideia de que a Natureza é constituída por qualquer coisa, como partículas semelhantes a bolas.

Com base nesta e outra percepções é possível concluir que “física de partículas” é um termo inadequado; o que os físicos continuam a chamar de partículas, realmente não existe. Deveríamos adotar o termo “partícula quântica”, mas o que justifica o uso da palavra “partícula” se praticamente nada sobrou da noção clássica [Eu (Jeph Simple) diria noção do mundo físico, que entendemos de acordo com nossos sentidos, visão, tato, olfato…] de partícula? É melhor enfrentar os fatos e abandonar o conceito. Alguns consideram essas dificuldades como evidências indiretas para uma interpretação pura de campo na teoria quântica de campos. Segundo esse raciocínio, partículas nada mais são que ondulações em um campo que preenche todo o espaço como um fluído invisível. [Nota minha( jeph Simple) : Foi exatamente isso que você leu; ondulações que preenchem o espaço como um FLUÍDO INVISÍVEL … Enfim a realidade é invisível, ao menos é construída por “entidades” invisíveis]
No entanto, como veremos a seguir, também não é fácil interpretar a teoria quântica de campos em termos de campos.

(Fim da segunda parte)

Não perca a continuação deste artigo. Que será sobre o problema com campos. Em breve estarei postando, você vai ver que aquilo que você pensa ser real,  não é exatamente como seus olhos veem.

O que essas informações me levaram a concluir?

Tais informações me levaram a ver este universo não mais como eu via antes, a partir de uma perspectiva sensorial humana, mesmo uma perspectiva refinada pela lógica, pela ciência séria, me fez adotar uma postura mais humilde, até perplexa sobre a “natureza da natureza”.

O universo é muito mais misterioso e inescrutável do que imaginamos… Para mim isso é óbvio pois ele é obra de uma Mente Divina. Quem poderia entender de verdade tal Mente tão Grandiosa???

Cosmologia do buraco branco

Cosmologia do Buraco Branco foi desenvolvida pelo Dr. Russell Humphreys e é mais do que somente uma solução para o problema da luz das estrelas distantes, ela serve como uma respeitável cosmologia criacionista.

Índice

[esconder]

Esboço

De acordo com esta cosmologia, o universo teria somente poucos milhares de anos por um relógio na Terra, mas teria bilhões de anos por um relógio na extremidade do universo.[1] A chave para este modelo é a idéia de que o tempo passou muito mais devagar na Terra do que em partes distantes do universo, no quarto dia da criação. Da mesma forma ele se baseia em pressupostos do Big Bang. Entretanto ele é baseado em atuais tendências científicas e portanto considerado científico, e mais importante, ele é puramente bíblico em natureza, o que é vital para prover um modelo baseado no criacionismo.

Pressupostos

A cosmologia do Big Bang é baseada no que é chamado de Princípio Copernicano. Este princípio é a idéia de que o universo é o mesmo em toda parte, o que é uma suposição de partida básica. Enquanto a literatura popular implica em um universo que tem um limite e um centro, de acordo com o Princípio Copernicano não há limite nem um centro no universo. O Princípio Copernicano é uma pressuposição arbitrária e evolucionista que se baseia na palavra do homem. Por outro lado, a Bíblia, ou a palavra de Deus, implica que o universo tem um limite e que a Terra está próxima do centro, provendo, assim, substitutas suposições de partida contrárias as do Princípio Copernicano.

Isso é importante porque a gravidade depende de um centro de massa, o que implica uma borda para a massa. De acordo com a teoria do Big Bang não há uma borda e portanto nenhum centro, e assim não há nenhuma força gravitacional líquida. No contexto do criacionismo bíblico, o universo tem um limite com uma força gravitacional líquida. A importância disso é o fato de que a gravidade retarda o tempo, o que segue exatamente o que é predito e demonstrado por experimento pela teoria da Relatividade Geral.

Elementos de Formação

A expansão do cosmos é evidente tanto pelo red shift como pela Bíblia.

Isaías 40:22 (ACF). Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda, para neles habitar;
Gênesis 1:1-5 (ACF)

  1. NO princípio criou Deus os céus e a terra.
  2. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
  3. E disse Deus: Haja luz; e houve luz.
  4. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.
  5. E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.

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  • fora de escala.

De acordo com a cosmologia do buraco branco, o “abismo” era uma esfera de água de aproximadamente 2 ly (light-years, anos-luz) de diâmetro, contendo toda a massa do universo. A Terra era uma região indefinida de água informe no centro.

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  • fora de escala.

Toda a massa está dentro de um buraco negro de aproximadamente um bilhão de anos-luz de diâmetro que faz a gravidade comprimir e aquecer o abismo, provavelmente iniciando uma fusão nuclear.

Gênesis 1:6-8 (ACF)

  • 6. E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas.
  • 7. E fez Deus a expansão, e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão; e assim foi.
  • 8. E chamou Deus à expansão Céus, e foi a tarde e a manhã, o dia segundo.

O termo expansão se refere simplesmente a uma extensão ou um espaço. Deus começa expandindo esse universo inicial para um espaço entre as águas acima da expansão e as águas abaixo da expansão. Alguma água permanece dentro do espaço e é depois usada por Deus para fazer o sol, a lua, e as estrelas.
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Hoje, a água acima da expansão ainda está lá. É assumido estar a 20 bilhões de anos-luz e para além da galáxia mais distante.

Salmos 148:1-4 (ACF)

  1. LOUVAI ao Senhor. Louvai ao Senhor desde os céus, louvai-o nas alturas.
  2. Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todos os seus exércitos.
  3. Louvai-o, sol e lua; louvai-o, todas as estrelas luzentes.
  4. Louvai-o, céus dos céus, e as águas que estão sobre os céus.

Pelo dia 3, no tempo da Terra, a expansão atinge o horizonte de eventos e a expansão começa retirando matéria do horizonte de eventos. O buraco negro se torna um buraco branco. Um buraco branco é o oposto matemático de um buraco negro.
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O colapso inicial do buraco branco resulta de matéria saindo do horizonte de eventos, e é alimentado pela expansão. Ele encolhe a um tamanho um pouco maior do que a Terra em cerca de um dia no tempo da Terra, alcançando esse ponto no dia quatro.
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O horizonte de eventos não encolhe a um ponto; afinal buracos negros não se formam de um ponto. Assim, o colapso final do buraco branco não é caracterizado por um horizonte de eventos encolhido, mas por um poço gravitacional de sombra com a Terra no centro. A Terra emerge do horizonte de eventos como o poço gravitacional e quando ele deixa de existir. O poço gravitacional é então reduzido para a gravidade da própria Terra.

Perto do horizonte de eventos, o tempo desacelera e efetivamente pára. Na Terra o processo leva menos de um dia, mas bilhões de anos no resto do universo. As estrelas foram feitas nesse tempo e a luz das estrelas distantes tem tempo para atingir a Terra. Depois que o poço gravitacional desaparece, o resto do sistema solar é criado.

Durante os seis dias da criação na Terra, bilhões de anos passaram na borda do universo, assim a idade do universo quando Adão o viu era de seis dias, de acordo com o padrão de tempo da Terra. Mas a luz vinda de estrelas distantes ainda teria tempo para nos atingir então o resultado seria que objetos distantes pareceriam velhos.

Conclusão

Aqui está uma comparação simples entre as Cosmologias do Big Bang e do Buraco Branco.

Limitado + Relatividade = Cosmologia do Buraco Branco.
Não limitado + Relatividade = Cosmologia do Big Bang.

Os princípios básicos dessa teoria são cientificamente sólidos. Se o universo é limitado, as taxas dos relógios devem ser diferentes e se o universo era muito menor no passado, as taxas dos relógios eram muito diferentes. A dilatação do tempo permite que haja muito tempo no espaço profundo para que ocorram outros processos físicos, tais como a maioria dos teóricos ciclos de vida estelares de colisões de galáxias e rotações galácticas.

Essencialmente Deus usou a relatividade para nos deixar ver um universo jovem, de acordo com o tempo na Terra, que foi lento no quarto dia da criação. Esta solução para o problema da luz das estrelas distantes, é tanto sólida cientificamente como biblicamente. O principal problema é que ela é difícil de testar.

Referências

  1.  Faulkner, Danny. Universe by Design: An Explanation of Cosmology and Creation. Green Forest, AR: Master Books, 2004. p. 101-103. ISBN 0-89051-415-1

Referências Relacionadas

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Astronomia / Cosmologia

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