Em Defesa do Design Inteligente

Início » Desonestidade acadêmica

Arquivo da categoria: Desonestidade acadêmica

Paleobiologia e o enigma das descobertas de tecidos moles em fósseis de dinossauros.

Por Everton Fernando  (e-Book)

A paleobiologia é um campo científico que se dedica ao estudo dos organismos fósseis sob a ótica da Biologia e utiliza conceitos e ferramentas dessa ciência para esclarecer aspectos fundamentais sobre a história e os processos evolutivos dos organismos [1].

98fe31b95c044e0bb1cc962935b32327_original

 

 

 

 

 

 

 

Créditos da imagem:Schweitzer et al.,(2005).

 

 

Nas últimas décadas, paleobiólogos têm descoberto tecidos moles – embora os evolucionistas prefiram o termo “tecido não resistente” – no interior de ossos fossilizados [2]. Eles parecem tão frescos a ponto de sugerir que os corpos foram enterrados apenas alguns milhares de anos atrás.

Em 1994, a prestigiosa revista Science chocou o mundo o mundo científico através da publicação de dados de sequência de DNA recuperados de ossos de dinossauros de que supostamente tinham 80 milhões de anos de idade [3]. As atuais medições de estabilidade do DNA sugerem que esse material poderia durar milhares de anos, na melhor das hipóteses. mas 80 milhões de anos era inacreditável para os cientistas céticos. Na época, era evidente para a comunidade científica de que os pesquisadores originais haviam sequenciado amostras contaminadas por DNA humano, não de dinossauros.

Em 2005, um estudo norte-americano liderado pela Dra. Mary Schweitzer desafiou as evidências de uma cronologia que coloca em 65 milhões de anos a época dos dinossauros. Os autores resolveram quebrar um precioso fóssil – um fêmur de Tiranossauro Rex – ,ainda que com certa relutância, para estuda-lo por dentro  e procurar tecidos moles preservados. Para tanto, eles usaram alguns ossos isolados de uma espécime procedente da Formação Hell Creek, em Montana (Estados Unidos), e obtiveram certo sucesso [4]. Os autores descobriram filamentos flexíveis e transparentes que se assemelham a vasos sanguíneos (mantêm elasticidade, são transparentes e ocos).

Dentro desses supostos vasos sanguíneos havia vestígios do que pareciam ser hemácias; e outros que pareciam osteócitos – células que constroem e mantêm o osso. Para os autores, o processo que preservou essas estruturas é diferente da fossilização  comum; um meio desconhecido de preservação que ainda faz os pesquisadores pensarem duas vezes antes de dar um palpite a respeito. Embora o material estivesse preservado (confirmado pela elasticidade), unicamente as proteínas não não poderiam ser utilizadas para dar detalhes do DNA do animal [4]. Os autores forneceram apenas uma vaga explicação de fatores geoquímicos e ambientais que poderiam ter preservado os tecidos, mas acrescentaram que a causa ainda é indeterminada.

Como era de se esperar, o anuncio de Schweitzer foi recebido com grande ceticismo por parte da comunidade evolucionista. Schweitzer, inclusive, teve problemas para publicar seus resultados. Tive um revisor que me disse que ele não se importava com o que diziam os dados“, disse a pesquisadora. “Ele sabia que o que eu tinha encontrado não era possível. Eu escrevi de volta e disse: ‘Bem, quais dados convenceriam você?’ E ele disse:’Nenhum‘.[5:p.37] [Enfase minha ]

A melhor maneira dos evolucionistas descartarem essa forte evidência contra o cenário darwinista era alegar contaminação ou algo do gênero. Foi então que Jeffrey Bada, um geoquímico orgânico do Instituto Scripps de Oceanografia, em San Diego, disse: Não posso imaginar tecido mole sobrevivendo por milhões de anos.[6]. Ele acrescentou que o material celular encontrado deveria ser a contaminação de fontes externas. Em 2008, um estudo publicado na revista PloS One interpretou os restos de tecidos moles vasculares (túbulos ramificadores e os glóbulos) nos fósseis de T.Rex como sendo produtos de biofilme bacteriano [7]. Mas mesmo que os vasos sanguíneos fossem produto do biofilme, este dificilmente poderia ter explicado a presença de proteínas e DNA [8].

Schweitzer, entretanto, buscou levantar objeções contra a interpretações de biofilmes e , em estudos posteriores, acrescentou outros argumentos e mostrou linhas de evidências complementares para corroborar  a interpretação de que os restos eram, sim,tecidos biológicos de dinossauros. Foi então que, bem 2009, Schwetzer e colaboradores identificaram sinais de vasos sanguíneos e  colágeno por meio de uma analise feita em um fêmur de Hadrosaur B. canadenses (Hadrossauro), o dinossauro bico-de-pato, um fóssil de 80 milhões de anos, encontrado na formação do rio Judith, sítio paleontológico no estado de Montana [9].

Em vez de escavar o fóssil no local, os cientistas removeram a peça juntamente com a camada de arenito que a envolvia. O bloco foi selado e transportado para o laboratório a fim de evitar contaminação e degradação do material – para evitar novamente as críticas sobre contaminação [9]. Os pesquisadores, então, usaram análises independentes e distintas como microscopia de tunelamento de elétrons para examinar a aparência e a estrutura dos tecidos, e espectrometria de massa e testes de ligação de anticorpos para identificar proteínas. Os resultados mostraram evidências de colágeno, bem como laminina e elastina, dias proteínas encontradas em vasos sanguíneos.

Em 2013, Schweitzer e os colaboradores testaram uma hipótese anterior de que o ferro poderia desempenhar um papel na preservação de tecidos antigos dentro de fósseis de dinossauros [10,11]. Os resultados sugeriram que a presença de hemoglobina – a molécula que contém ferro que transporta o oxigênio nas células vermelhas do sangue – pode ser a chave para preservar tecidos antigos dentro de fósseis de dinossauros, mas também pode esconde-los da detecção. Ao morrer, as células liberariam ferro nos tecidos que desencadearia a formação de radicais livres (antioxidante), funcionando como o formaldeído na preservação de tecidos e proteínas.

No entanto, a experiência   realizada em laboratório é pouco representativa em comparação com o mundo real [12]. Eles mergulharam um grupo de vasos sanguíneos em líquido rico em ferro feito de células vermelhas do sangue, isto é, hemoglobina pura; e outro grupo foi mergulhado em água. Eles afirmaram que o grupo que permaneceu na água ficou irreconhecível dentro de dias, e o outro grupo em hemoglobina pura ficou reconhecível durante dois anos. Será que se a hemoglobina fosse diluída ela agiria da mesma forma? E a sugestão de que os vasos sanguíneos ficaram “reconhecíveis” por dois anos de alguma forma demonstra que eles poderiam durar 35 milhões de vezes mais?

Em 2012 uma equipe de pesquisadores do grupo Paleocronologia fez uma apresentação no período de 13 a 17 de agosto em uma reunião anual de Geofísica do Pacífico Ocidental, em Cingapura, idealizada pela conferência da União Americana de Geofísica e pela Sociedade de Geociências da Oceania Asiática (AOGS) [13]. Os autores descobriram uma razão para a sobrevivência intrigante dos tecidos moles e colágeno em ossos de dinossauros. Segundo eles, os ossos são mais jovens que tem sido relatado. Para tanto, eles utilizaram o método de datação por radiocarbono (carbono- 14) em múltiplas amostras de ossos de oito dinossauros encontrados no Texas, Alasca, Colorado e Montana. E, pasme! Eles reportaram a presença do carbono- 14 ( que decai rapidamente) nos ossos, revelando que eles tinham apenas entre 22.000 a 39.000 anos de idade.

Como era de se esperar, embora o trabalho tivesse sido aceito, os cientistas foram censurados e o resumo foi removido do site da conferência por dois presidentes, porque não podiam aceitar as conclusões. Quando os autores questionaram, eles receberam uma carta. Mas qual seria o motivo para isso?   O pressuposto dos presidentes era de que o carbono-14 não poderia estar presente em tais fósseis “velhos”. Negativas como essa tem impedido a realização de testes com a datação por carbono e prejudicado o progresso da ciência. Isso porque os evolucionistas sabem que, se uma analise fosse feita utilizando esse método de datação, seria altamente provável que mostraria uma “idade de radiocarbono” de milhares de anos, e não a de “milhões de anos”, como a da previsão evolutiva.

 

Em 2013, um estudo experimental realizado nos Estados Unidos por um cientista da microscopia, criacionista, encontrou tecidos fibrilares moles obtidos da região supraorbital de um chifre de Triceratops horridus (Tricerátopo) coletados na formação Hell Creek, em Montana, EUA [14]. O tecido mole estava presente no osso pré e pós-descalcificado. Foram retiradas amostras da matriz óssea lamelar onde foram encontradas microestruturas parecidas com osteócitos. Os osteócitos são células derivadas dos osteoblastos que se se diferenciam e preenchem a estrutura lamelar, compreendendo diversas funções histológicas, como, por exemplo, remodelação do esqueleto ou mesmo crescimento ósseo. Os autores notaram que alguns osteócitos apresentavam extensões filipodiais e, segundo eles, não havia nenhuma evidência de permineralização ou cristalização. Mas o que isso significa? Isso quer dizer que o material ósseo conservou proteínas ativas, inesperadamente, DNA (que se degrada rapidamente). Ou seja, ele não foi degradado nem passou por processo de fossilização.

Teoricamente, o material continua ileso, íntegro, desde a morte do dinossauro.

Após a publicação do artigo sobre a descoberta de tecidos moles, Mark Armitage foi demitido da Universidade Estadual da Califórnia por inferir que tais estruturas, talvez, tivessem milhares de anos em vez dos supostos milhões de anos [15]. Armitage, é claro está processando a Universidade por ter sido despedido sem uma justa causa. O caso legal em torno da demissão de Armitage abre muitas questões importantes sobre a liberdade acadêmica. Na verdade, numerosos exemplos de supressão da “liberdade acadêmica” podem ser citados em que os cientistas tem sido discriminados por apresentar pontos de vistas de vista conflitantes com as perspectivas tradicionais.
maxresdefault
Armitage
Em 2015, foram encontradas fibras e estruturas celulares preservadas em espécimes de dinossauros de supostos 75 milhões de anos [16]. Os pesquisadores examinaram amostras de oito ossos de dinossauros do Cretáceo. Eles encontraram material consistente com as estruturas de fibra de colágeno  endógeno e fragmentos de aminoácidos típicos de fibrilas de colágeno. Também observaram estruturas compatíveis com eritrócitos com espectros semelhantes ao do sangue total. Para a equipe mesmo sem DNA, as células dos tecidos moles e as moléculas poderiam ensinar muito mais sobre a fisiologia e o comportamento dos dinossauros. Por exemplo, o tamanho das células do sangue pode revelar insights sobre o metabolismo e a suposta transição do sangue frio para  o sangue quente. Exames tridimensionais das células do sangue revelaram que elas possuem núcleo, o que significa que as células do sangue humano não podem ter contaminado  a amostra, por que não possuem núcleo.

Em 2015, pesquisadores norte-americanos publicaram os resultados de seu projeto iDINO (investigation of Dinosaur Intact Natural Osteo-tissue), cujo objetivo é a investigação da permanência de tecidos moles (fibrilar) em ossos de dinossauros [17]. Os autores encontraram quantidades mensuráveis de carbono-14 em 16 amostras a partir de 14 espécimes fósseis de peixes, madeira, plantas e animais de toda a coluna geológica, Mioceno a Permiano, de todas as três eras: Cenozoica, Mesozoica e Paleozoica. As amostras vieram de diferentes locais do planeta (Canadá, Alemanha e Austrália). Cerca de metade de ossos de dinossauros (sete espécimes). Todas as amostras foram preparadas por processo padrão para eliminar a contaminação e, em seguida, foram submetidas á analise de espectrometria de massa atômica por cinco laboratórios diferentes. As idades variaram entre 17.850 a 49.470 anos de radiocarbono.

Como pode ser visto, parece que está cada vez mais difícil defender o dogma de que os dinossauros viveram há milhões de anos na escala geológica, pois se há tecido mole em fósseis de dinossauros e até mesmo células sanguíneas e DNA, eles não podem ter morrido há tanto tempo, ainda que suposições sobre influências do ambiente e do ferro na preservação das biomoléculas tenham sido levantadas. Fato é que evidências científicas indicam que biomoléculas em restos fósseis não sobrevivem  por até 80 milhões de anos, como algumas pesquisas apontam.

Há evidências de que a degradação de biomoléculas ocorre depois da morte em um tempo entre semanas a décadas, com alguns fragmentos moleculares resistentes que poderiam sobreviver até no máximo 100 mil anos [10, 18]. O DNA, por exemplo, se decompõe rápido – com uma vida útil de aproximadamente 10.000 anos [19,20]. Estudos de laboratório têm mostrado que, esses ossos, a hidrólise do colágeno (proteína) ocorre de forma rápida, devendo virar pó entre 10.000 a 30.000 anos, a não ser que os ossos sejam depositados em ambientes frios ou secos [21]. Outra pesquisa sugeriu que, independente das condições de deposição, o colágeno não deveria aguentar num organismo fóssil por mais de 2,7 milhões de anos, na melhor das hipóteses [22].

Além disso, é curioso observar as tentativas de evolucionistas em relacionar muitas dessas descobertas com uma suposta contaminação, e também o modo como eles agem para abafar as descobertas ou métodos conflitantes com suas hipóteses de “milhões de anos”. Um pesquisador que segue apenas as evidências deve se perguntar: Por quê? O público tem o direito de conhecer a cronologia real dos dinossauros e a verdade sobre a história da terra.

 

Everton Fernando Alves
Enfermeiro – COREN-PR: 218906
Mestre em Ciências da Saúde Pela UEM.

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

[1] Soares LPCM, Kerber BB, Osés GL, Oliveira AM, Pacheco MLAF. Paleobiologia e Evolução:. O potencial fazer registro fossilífero brasileiro RevistaEspinhaço 2013; 2 (1): 24-40.

[2] Morell V DNA Dino:. A caça e o hype. Science.   1993; 261 (5118): 160-2.

[3] Woodward SR, Weyand NJ, Bunnell M. DNA Sequence do Cretáceo Período fragmentos ósseos. Ciência. 1994; 266 (5188): 1229-1232.

[4] Schweitzer MH, Wittmeyer JL, Horner JR, Toporski JK. Os navios tecidos moles e Cellular Preservação em Tyrannosaurus rex.Science. 2005; 307 (5717): 1952-5.

[5] Descoberta perigoso do Yeoman B. Schweitzer revista Discover 2006; 27 (4):. 37-41. Disponível em: http://discovermagazine.com/2006/apr/dinosaur-dna UO

OU https://web.archive.org/web/20121020174529/http://discovermagazine.com/2006/apr/dinosaur-dna

[6] Entrevista concedida POR Jeffrey Bada In:.. Revista Descoberta perigoso do Yeoman B. SchweitzerDiscover 2006; 27 (4): 37-41. Disponível em: http://discovermagazine.com/2006/apr/dinosaur-dna

[7] Kaye TG, Gaugler G, Sawlowicz Z. dinosaurian tecidos moles interpretado como biofilme bacteriano. PLoS One. 2008; 3 (7): e2808.

[8] Wieland C.   Mais de confirmação para tecidos moles de dinossauro e proteína. Journal of criação de 2009;   23 (3): 10-11. Disponível em: http://creation.com/images/pdfs/tj/j23_3/j23_3_10-11.pdf

[9] Schweitzer MH, Zheng W, Órgão CL, Avci R, Suo Z, Freimark LM, Lebleu VS, Duncan MB, Vander Heiden MG, Neveu JM, a pista WS, Cottrell JS, Horner JR, Cantley LC, Kalluri R, Asara JM. Biomoleculares Caracterização e Proteína seqüências do Campanian Hadrosaur B. Canadensis.Science. 2009; 324 (5927): 626-31.

[10] Schweitzer MH, Wittmeyer JL. Dinosaurian tafonomia tecidos moles e implicações. Em: Reunião Anual da AAAS, resumos com os programas, St. Louis, Missouri, EUA, 16-20 de Fevereiro de 2006.

[11] Schweitzer MH,   Zheng W,   Cleland TP,   Goodwin MB,   Boatman E,   E Theil,   Marcus MA,   Fakra SC. Um papel para ferro e química de oxigênio na preservação dos tecidos moles, células e moléculas do tempo profundo. ProcBiol Sci.   2013; 281 (1775): 20.132.741.

Tecidos moles [12] Smith C. dinossauro. [Janeiro 2014]. Criação, 2014.Disponível em:http://creation.com/dinosaur-soft-tissue

[13] Miller H, Owen H, Bennett R, De Pontcharra J, Giertych M, Taylor J, Van Oosterwych MC, Kline O, Wilder D, Dunkel B. A comparação de δ 13 C & PMC Valores de Dez Ossos de dinossauro cretáceo-jurássico do Texas ao Alasca, EUA, China e Europa. In: AOGS 9ª Reunião Geral Anual. 13-17 agosto de 2012, Cingapura. Disponível em: http://4.static.img-dpreview.com/files/p/E~forums/50713079/dfdc0a3fdc564435bb159bce43a40d77

Dados UO complementares http://2.static.img-dpreview.com/files/p/E~forums/50713079/2dadd8b7e62d4940b3099d0d3c56e650

Vídeo no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=QbdH3l1UjPQ

Carta: http://newgeology.us/presentation48.html

[14] Armitage MH, Anderson KL. Lençóis macios de osso fibrilar de um fóssil da buzina supra-orbitária do Triceratops horridus dinossauro. ActaHistochem. 2013; 115 (6): 603-8.

. [15] CBS Los Angeles Ação: CSUN Scientist despedido depois de Tecidos Moles Ache em Dinosaur Fossil [julho 2014]. CBS Los Angeles, 2014. Disponível em:http://losangeles.cbslocal.com/2014/07/24/scientist-alleges-csun-fired-him-for-discovery-of-soft-tissue-on-dinosaur-fossil/

[16] Bertazzo S,   Maidment SC,   Kallepitis C,   Fearn S,   Stevens MM,   Xie HN. Fibras e estruturas celulares preservados em espécimes de dinossauros 75 milhões de anos de idade. Nat Commun.   2015; 6: 7352.

[17] Thomas B, Nelson V. radiocarbono no dinossauro e outros fósseis. CRS Quarterly 2015; 51 (4): 299-311.

https://creationresearch.org/index.php/extensions/crs-quarterly/s5-frontpage-display/item/117

[18] Entrevista concedida POR Mary Schweitzer. Proteína liga T. rex para galinhas. [Abr. 2007]. Entrevistador: Paul Rincon. BBC News, 2007. Disponível em: http://news.bbc.co.uk/2/hi/6548719.stm

[19] Sykes B. O passado vem vivo. Nature.1991; 352 (6334): 381-2.

[20] Allentoft ME, Collins M, D Harker, Haile J, Oskam CL, ML Hale, Campos PF, Samaniego JA, Gilbert MT, Willerslev E, Zhang G, Scofield RP, Holdaway RN, Bunce M. A meia-vida de DNA em ossos : medição cinética de degradação em 158 fósseis datados. ProcBiol Sci. 2012; 279 (1748): 4724-33.

[21] Bada J,   . Wang XS, Hamilton H preservação de biomoléculas chave no registro fóssil: conhecimentos atuais e futuros desafios. Philosophical Transactions, da Royal Society B: Biological Sciences. 1999; 354 (1379): 77-87.

[22] Nielsen-Marsh C.   Biomoléculas em restos fósseis: abordagem multidisciplinar para a resistência.   O bioquímico 2002; 24 (3): 12-14.

 

 

 

 

Anúncios

A evolução das proteínas. – As primeiras previsões da evolução.

Por Darwins Predictions – Cornelius Hunter

 

 

ovo_galinha_dna_prot

 

 

 

 

Genes codificadores de proteínas constituem apenas uma pequena fração do genoma em organismos superiores, mas os seus produtos de proteínas são cruciais para o funcionamento da célula. Eles são apenas os trabalhadores atrás de cada tarefa na célula, incluindo a digestão dos alimentos, a síntese de produtos químicos, apoio estrutural, conversão de energia, a reprodução celular e fazer novas proteínas. E como uma máquina bem afinada, as proteínas fazem o seu trabalho muito bem. As proteínas são onipresentes em toda a vida e devem datar desde os primeiros estágios da evolução. Portanto, a evolução prevê que as proteínas evoluíram quando a vida apareceu pela primeira vez, ou não muito tempo depois. Mas apesar dos enormes esforços de pesquisa científica, ficou claro que a tal evolução das proteínas é astronomicamente improvável.

Uma das razões do porque a evolução das proteínas é tão difícil é que a maioria das proteínas são designs extremamente específicos em uma outra paisagem robusta de fitness. Isto significa que é difícil para a seleção natural orientar mutações em direção as proteínas necessárias.Na verdade, quatro estudos diferentes, realizados por diferentes grupos e utilizando métodos diferentes, relatam; todos, que cerca de 10 70 de experiências evolutivas seriam necessárias para chegar perto o suficiente de uma proteína funcional antes da seleção natural poder assumir e refinar o design da proteína.Por exemplo, um dos estudos concluiu que 10 63  de tentativas seriam necessárias para uma proteína, relativamente curta.(Reidhaar-Olson) E um resultado semelhante (10 65 de tentativas necessárias) foi obtido comparando as sequências de proteína.(Yockey) Outro estudo descobriu que são necessárias de 1064 a 1077 de tentativas (Axe) e um outro estudo concluiu que 10  70 de tentativas seriam necessárias.(Hayashi) Nesse caso, a proteína foi apenas  parte de uma proteína maior, que no caso era intacta, tornando assim mais fácil para a pesquisa. Além disso, estas estimativas são otimistas porque os experimentos eram apenas para procurar  proteínas com uma única função; enquanto que as proteínas reais executam várias funções.

Esta estimativa conservadora de 10 70 de tentativas necessárias para evoluir uma proteína simples é astronomicamente maior do que o número de tentativas que são viáveis.E explicações de como a evolução poderia alcançar um grande número de buscas, ou de alguma forma evitar esse requisito, exige a pre-existência de proteínas e por isso são explicações circulares.Por exemplo, um papel estimou que a evolução poderia ter feito 10 43  de tais tentativas. Mas o estudo assumiu todo o tempo da história da terra disponível, em vez de uma janela limitada de tempo, que na verdade, a evolução teria tido. Ainda mais importante, o estudo assumiu a pré-existência de uma grande população de bactérias (que assumiu que terra foi completamente coberta com bactérias).E, claro, as bactérias estão cheias de proteínas.Claramente essas bactérias não existiriam antes das primeiras proteínas evoluírem.(Dryden) Mesmo com estes pressupostos convenientes irreais, o resultado foi de vinte e sete ordens de magnitude aquém do exigido.

Tendo em conta estes vários problemas significativos, as chances da evolução ter encontrado proteínas a partir de um início aleatório são, como explicou um evolucionista , “altamente improvável“. (Tautz) Ou como outro evolucionista colocou, “embora a origem dos primeiros genes primordiais poder, em última instância, ser rastreada até alguns precursores do então chamado “mundo de RNA” de bilhões de anos atrás, suas origens permanecem enigmáticas.” (Kaessmann)

(Texto adaptado)

 

****Obs: A imagem do texto é do Livro Fomos Planejados (Marcos Eberlin)

 

Referências
Axe, D. 2004. “Estimating the prevalence of protein sequences adopting functional enzyme folds.” J Molecular Biology341:1295-1315.

Dryden, David, Andrew Thomson, John White. 2008. “How much of protein sequence space has been explored by life on Earth?.” J. Royal Society Interface 5:953-956.

Hayashi, Y., T. Aita, H. Toyota, Y. Husimi, I. Urabe, T. Yomo. 2006. “Experimental Rugged Fitness Landscape in Protein Sequence Space.” PLoS ONE 1:e96.

Kaessmann, H. 2010. “Origins, evolution, and phenotypic impact of new genes.” Genome Research 10:1313-26.

Reidhaar-Olson J., R. Sauer. 1990. “Functionally acceptable substitutions in two alpha-helical regions of lambda repressor.” Proteins 7:306-316.

Tautz, Diethard, Tomislav Domazet-Lošo. 2011. “The evolutionary origin of orphan genes.” Nature Reviews Genetics12:692-702.
Yockey, Hubert. 1977. “A calculation of the probability of spontaneous biogenesis by information theory.” J Theoretical Biology 67:377–398.

Porque os darwinistas estão furiosos com o projeto ENCODE? Livnat explica.

Por Wallace Barbosa.

 

12046730_611679085639402_635619911366002711_n

 

Uma das maiores ambições do mundo científico é compreender o genoma humano (DNA) em sua totalidade, e um dos maiores passos nesse sentido foi o Projeto Genoma Humano, iniciado em 1988 [1]. Dada a complexidade do nosso DNA (e a tecnologia menos avançada da época), o primeiro esboço do genoma inteiro só veio a ser divulgado em 2000, levando mais 3 anos para a divulgação de sua forma definitiva [1].

Apesar de o genoma ter sido completamente mapeado, logo ficou claro que os cientistas não chegaram nem perto de atingir seu objetivo final. Dos mais de 3.2 bilhões de bases pareadas do nosso DNA, menos de 2% representa a região responsável por codificar proteínas (isto é, que possuem “instruções” sobre como “montá-las”) [2]. Ou seja, ~98% do DNA se mostrou um completo mistério e, graças ao pensamento darwinista, essa vasta região foi e ainda é rotulada como “junk DNA” (DNA lixo), mera “sucata” acumulada durante bilhões de anos de história e “experimentos” evolutivos.[3]

 

junk-dna-header-600x200

 

 

 

 

 

 

A fim de elucidar a função dessa região, surgiu o projeto internacional ENCODE (Enciclopédia de Elementos do DNA) em 2003, contando com a participação de 27 institutos [4]. Em 2012, a bomba: em um artigo assinado por todos os líderes do projeto, divulgou-se que ao menos 80.4% do genoma humano é ativo, funcional [5][6]! Eu uso o termo “bomba” porque essa notícia se tornou o estopim de uma verdadeira controvérsia acadêmica, justamente por ter instigado a ira de um certo grupo… Sim, é claro que estou me referindo aos biólogos evolutivos, que logo publicaram críticas exasperadas contra o projeto ENCODE (contra o percentual citado acima e contra a afirmação de que “todos os livros didáticos estão errados[6], feita por um dos líderes do ENCODE), a exemplo de Dan Graur [6] e W. F. Doolitler [7], entre outros.

Aparentemente, o embate é motivado pela definição de “função” usada pela equipe do ENCODE (para eles, funcionalidade é atribuída a segmentos no genoma que codificam um produto definido (e.g. proteína ou RNA não-codificante (ncRNA)) ou demonstram uma assinatura bioquímica (segmentos onde proteínas se ligam; encontrados em regiões de cromatina aberta; localizados em regiões contendo acentuassomos (enhancers); segmentos que contenham uma região CpG metilada ou que sejam associados a histonas [5, 6]). Para Graur e colegas darwinistas, “função” significa uma região “conservada” pela seleção “purificadora” que não pode ser sujeita a mutações deletérias [6], encontrada em duas ou mais espécies próximas [8].

Todavia, como podemos ler nas palavras de Adi Livnat citadas na imagem, a disputa contra os 80% é claramente causada por sua incompatibilidade com o paradigma darwinista tradicional que impera desde os anos 30 (data de origem da síntese moderna), que defende que mutações benéficas que se acumulariam ao ponto de gerarem alguma função (e.g. um gene que produza uma proteína responsável por um fenótipo) seriam conservadas pela seleção natural. Mas, para gerar um só gene operante, muitas tentativas falhas ocorreriam, gerando um monte de sucata acumulada.

Desse modo, o apego dos darwinistas ao tal paradigma supera até a sede e respeito pelo progresso científico… E não estou blefando, como podemos ver nas palavras de Doolitle:

‘Eu sugerirei que nós, como biólogos, defendamos a concepção tradicional de função: a publicidade ao redor do ENCODE revela a extensão do quanto essa concepção tem erodido’[7]

Já Graur atesta que o ENCODE não oferece razões suficientes para:

‘Abandonar a concepção prevalente entre os biólogos evolutivos segundo a qual muito do genoma humano é desprovido de função’
[6]

Segundo esse pensamento anticientífico, eles predizem que a maior parte do junk DNA nunca sequer irá adquirir função alguma [9]! Imaginem o que seria da ciência se toda a comunidade levasse essa suposição darwinista a sério… Simplesmente todas as pesquisas seriam abandonadas, afinal, de que adianta pesquisar sucata inútil? Mas, diferente deles, pesquisadores biomédicos têm celebrado o projeto ENCODE, reconhecendo seu benefício potencial para a medicina. Marco Galasso et al. descrevem bem a importância do estudo dos ncRNAs:

‘Nos últimos anos se tornou claro que os ncRNAs estão envolvidos em muitos processos fisiológicos e contribuem na alteração molecular em casos patológicos. Inúmeras classes de ncRNAs, como o siRNA, microRNA, piRNA, snRNA e regiões transcritas ultra-conservadas têm participação em casos de câncer, doenças cardíacas, desordens auto-imunes, metabólicas e neurodegenerativas. NcRNAs possuem papel fundamental na regulação genética […]’ [10]

Em harmonia com o que é defendido pelos proponentes do Design Inteligente, Bhatia e Kleinjan [11] relatam:

‘O CONTROLE PRECISO da expressão de PROGRAMAS genéticos é crucial para o estabelecimento de diversos padrões de atividades gênicas necessárias para o desenvolvimento, modelagem e diferenciação de milhares de tipos de células de um organismo. A importância crucial das regiões não-codificantes é um fato bem estabelecido e depende de diversos grupos de fragmentos chamados de elementos cis-regulatórios […] Maior entendimento sobre o controle da expressão dos genes é de suma importância para a saúde humana, visto que defeitos nessa regulação são uma sabida causa significante de enfermidades.’

(Ênfase minha)

Os diversos danos que a evolução vem causando à ciência são algumas das maiores razões pelas quais nos manifestamos contra essa equivocada “teoria”. Os erros induzidos pelo darwinismo no passado (como é o caso das fraudes de Haeckel e o homem de Piltdown, etc; conceitos nocivos (e.g. órgãos “vestigiais”, eugenia e darwinismo social) e equívocos científicos (junk DNA)) são até perdoáveis; agora é inadmissível que darwinistas prossigam prejudicando a ciência em prol da manutenção dessa síntese falha e arcaica, tudo isso por obstinação e intriga contra o movimento do design inteligente, como apontado por J. Mattick e Dinger [3]:

‘Finalmente, sugerimos que a resistência contra os resultados do ENCODE é motivada também, em certos casos, pelo uso do conceito dúbio do junk DNA como evidência contra o design inteligente’.

E o furor dos darwinistas contra o ENCODE continua, inclusive nas redes sociais [12], mas nada vai barrar a noção revelada pelos dados do projeto, e múltiplos estudos paralelos continuam revelando funções relevantes, dezenas de ncRNAs fundamentais para a estabilidade do genoma e sua regulação, o que tem levado defensores da evolução, incluindo o próprio Adi Livnat, a defenderem a reforma ou substituição da síntese moderna. E, como sempre, o avanço dessas pesquisas (e da ciência em geral) somente reforçará ainda mais a noção do DI em todos os aspectos da biologia.

 

 

Referências

[1] The Human Genome Project Completion: Frequently Asked Questions. <https://www.genome.gov/11006943>

[2] Cory McLean and Gill Bejerano. Dispensability of mammalian DNA. Genome Res. Oct 2, 2008; doi: 10.1101/gr.080184.108

[3] J S Mattick, M E Dinger. The extent of functionality in the human genome. The HUGO Journal 2013, 7:2 doi:10.1186/1877-6566-7-2

[4] The ENCODE Project Consortium (2011) A User’s Guide to the Encyclopedia of DNA Elements (ENCODE). PLoS Biol 9(4): e1001046. doi:10.1371/
journal.pbio.1001046

[5] The ENCODE Project Consortium (2012) An integrated encyclopedia of DNA
elements in the human genome. Nature. 2012 Sep 6;489(7414):57-74 doi:10.1038/nature11247

[6] Dan Graur, Yichen Zheng, Nicholas Price, Ricardo B.R. Azevedo, Rebecca A. Zufall, and Eran Elhaik (2013). On the Immortality of Television Sets: “Function” in the Human Genome According to the Evolution-Free Gospel of ENCODE. Genome Biol. Evol.5 (3):578–590. doi:10.1093/gbe/evt028

[7] W. Ford Doolittle (2012) Is junk DNA bunk? A critique of ENCODE. PNAS April 2, 2013 vol. 110 no. 14 5294-5300 doi: 10.1073/pnas.1221376110

[8] Manolis Kellis et al. Defining functional DNA elements in the human genome. PNAS April 29, 2014 vol. 111 no. 17 6131-6138 doi:10.1073/pnas.1318948111

[9] Garrido-Ramos (2015) Satellite DNA in Plants: More than Just Rubbish. Cytogenet Genome Res 2015;146:153-170 (DOI:10.1159/000437008)

[10] Marco Galasso, Maria Elena Sana and Stefano Volinia (2010) Non-coding RNAs: a key to future personalized molecular therapy? Genome Medicine 2010, 2:12 doi:10.1186/gm133

[11] Shipra Bhatia, Dirk A. Kleinjan. (2014) Disruption of long‑range gene regulation in human genetic disease: a kaleidoscope of general principles, diverse mechanisms and unique phenotypic consequences. Hum Genet DOI 10.1007/s00439-014-1424-6. Springer

[12] Chris Woolston. Furore over genome function. Nature 512, 9 (07 August 2014) doi:10.1038/512009e Published online 06 August 2014

“Equívocos sobre a seleção natural” …

(Obs: os links estão em inglês)

Gostaria de partilhar essa… Eu sempre usei termos como: estúpida, cega, sem propósito quando o assunto eram mutações, aliás sempre usei esses termos para a evolução em sua completude … E sempre falei que a seleção natural não poderia ser usada como imitação de um designer (“a seleção natural cria a ilusão de design”)… Pois muitos, da posição evo que debati nos últimos 4 anos, nunca lidavam com meu argumento, tipo, eles não trabalham para se defender, eles simplesmente ignoram, ou mesmo deixam no ar que não passa de espantalho, que não se trata de estupidez, cegueira… Obviamente que esses termos não estão dentro de um conceito literal… Mas tais defensores da TE, insistem em interpretar meu argumento como se eu estivesse sendo literal com esses termos…

selecao_natural_3

 

Mas agora eu vou partilhar ESSE [Understanding Evolution] artigo evolucionista (Adaptado):

 

Porque a seleção natural pode produzir adaptações surpreendentes (e pode é???), é tentador pensar nisso como uma força onipotente, instando organismos, constantemente empurrando-os na direção do progresso – mas a seleção natural não é isso em tudo.

Em primeiro lugar, a seleção natural não é toda-poderosa; não produz perfeição. Se os seus genes são “bons o suficiente”, você vai ter alguns filhos para a próxima geração – você não tem que ser perfeito. Isto deve ser bastante claro apenas olhando para as populações em torno de nós: as pessoas podem ter genes para doenças genéticas, as plantas podem não ter genes para sobreviver a uma seca, um predador pode não ser rápido o suficiente para pegar sua presa cada vez que ele está com fome . Nenhuma população ou organismo se adapta perfeitamente.

Em segundo lugar, é mais preciso pensar na seleção natural como um processo e não como uma mão orientadora. A seleção natural é o simples resultado de variação, reprodução diferencial e hereditariedade – é ESTÚPIDA e mecanicista. Ela NÃO TEM METAS; ela NÃO ESTÁ SE ESFORÇANDO PARA PRODUZIR PROGRESSO OU UM ECOSSISTEMA EQUILIBRADO.

É por isso que “NECESSIDADE“, “TENTATIVA“, e “QUERER (INTENÇÃO)” não são palavras muito precisas quando se trata de explicar a evolução. A população ou indivíduo não “QUER” ou “TENTA” evoluir, e a seleção natural NÃO PODE TENTAR SUPRIR O QUE UM ORGANISMO PRECISA“. A seleção natural apenas seleciona QUALQUER VARIAÇÃO EXISTENTE numa população. O resultado é a evolução. [ Grifo meu ] 

No extremo oposto da escala, a seleção natural, é, por vezes , interpretada como um processo aleatório. Isto também é um equívoco. A variação genética que ocorre em uma população por conta de mutação, é aleatória – mas a seleção age na variação de uma maneira altamente não aleatória: variações genéticas que ajudam a sobrevivência e a reprodução são muito mais propensas a se tornar comuns do que as variantes que não. A seleção natural não é aleatória!

Por isso, no mundo real, o Design Inteligente se adéqua mais aos dados do que a TE…

E quando um evo diz que sou ignorante sobre a evolução ele está TOTALMENTE correto… Pois, se existe uma hipótese que violenta a parcimônia, ela se chama teoria da evolução… Complicada!… Quem sabe uns 50 anos de estudo e eu consiga um mestrado basicão

 

PALEOBIOLOGIA E AS DESCOBERTAS DE TECIDOS MOLES

By Everton F. Alves (Web-Book)

 

A Paleobiologia é um campo científico que se dedica ao estudo dos organismos fósseis sob a ótica da Biologia, utiliza conceitos e ferramentas desta ciência para esclarecer aspectos fundamentais sobre a história e processos evolutivos dos organismos [1]. Nas últimas décadas, paleobiólogos têm descobertos tecidos moles – embora os evolucionistas prefiram o termo ‘tecido não resistente’ − no interior dos ossos de dinossauros fossilizados [2]. Eles parecem tão frescos a ponto de sugerir que os corpos foram enterrados a apenas alguns milhares de anos atrás.

 

11693971_580762055397772_7127057860187632165_n

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 2005, um estudo norte-americano liderado pela Dr. Mary Schweitzer desafiou as evidências de uma cronologia que infere a 65 milhões anos de idade a extinção dos dinossauros. Os autores resolveram quebrar dum precioso fóssil um fêmur de Tyrannosaurus rex − ainda que com certa relutância, para estudá-lo por dentro e procurar tecidos moles preservados. Para tanto, eles usaram alguns ossos isolados de um espécime procedente da Formação Hell Creek, em Montana (Estados Unidos), e obtiveram certo sucesso [3]. Os autores descobriram filamentos flexíveis e transparentes que se assemelham a vasos sanguíneos (mantêm elasticidade, são transparentes e ocos).

Dentro desses supostos vasos sanguíneos havia vestígios do que parecia ser hemácias; e outras que pareciam osteócitos – células que constroem e mantêm o osso. Para os autores, o processo que preservou essas estruturas é diferente da fossilização comum, um meio desconhecido de preservação, que ainda faz os pesquisadores pensar duas vezes antes de dar um palpite a respeito. Embora o material estivesse preservado (confirmado pela elasticidade), apenas as proteínas não poderiam ser utilizadas para dar detalhes do DNA do animal [3]. Os autores forneceram apenas uma vaga explicação de fatores geoquímicos e ambientais que poderiam ter preservado os tecidos, mas acrescentaram que a causa ainda era indeterminada.

Como era de se esperar, o anúncio de Schweitzer foi recebido com grande ceticismo por parte da comunidade evolucionista. Schweitzer, inclusive, teve problemas para publicar os seus resultados. Segundo a pesquisadora: “Eu tive um revisor que me disse que ele não se importava com o que dizia os dados, ele sabia que o que eu tinha encontrado não era possível. Eu escrevi de volta e disse: Bem, quais dados convenceriam você? E ele disse: “Nenhum” [4: p.37].

A melhor maneira dos evolucionistas descartarem esta forte evidência contra o cenário darwinista era alegar contaminação ou algo do gênero. Foi então que, Jeffrey Bada, um geoquímico orgânico do Instituto Scripps de Oceanografia em San Diego disse: “não posso imaginar tecido mole sobreviver milhões de anos” [5]. Ele acrescentou que o material celular encontrado deveria ser a “contaminação de fontes externas”. Em 2008, um estudo publicado na revista PLoS One interpretou os restos de tecidos moles vasculares (túbulos ramificados e os glóbulos) nos fósseis de T. rex como sendo produtos de biofilmes bacterianos [6]. Mas, mesmo se os vasos sanguíneos fossem produtos do biofilme, este dificilmente poderia ter explicado a presença de proteínas e DNA [7].

Schwetzer, entretanto, buscou levantar objeções contra a interpretação de biofilmes e, em estudos posteriores, acrescentou outros argumentos e mostrou linhas de evidência complementares para corroborar a interpretação de que os restos eram, sim, tecidos biológicos de dinossauros. Foi então que, em 2009, Schwetzer e colaboradores identificaram sinais de vasos sanguíneos e colágeno por meio de uma análise feita em um fêmur de Hadrosaur B. canadenses (Hadrossauro), o dinossauro bico-de-pato, um fóssil de 80 milhões de anos, encontrado na formação do rio Judith, um sítio paleontológico no estado de Montana [8].

Em vez de escavar o fóssil no local, os cientistas removeram a peça juntamente com a camada de arenito que a envolvia. O bloco foi selado e transportado para o laboratório a fim de evitar uma contaminação e degradação do material – a fim de evitar novamente as críticas sobre contaminação [8]. Os pesquisadores, então, usaram análises independentes e distintas como microscopia de tunelamento de elétrons para examinar a aparência e a estrutura dos tecidos, e espectrometria de massa e testes de ligação de anticorpos para identificar proteínas. Os resultados mostraram evidências de colágeno, bem como de laminina e elastina, duas proteínas encontradas em vasos sanguíneos.

110502092255-large

 

Em 2013, Schwetzer e colaboradores testaram uma hipótese anterior de que o ferro poderia desempenhar um papel na preservação de tecidos antigos dentro de fósseis de dinossauros [9, 10]. Os resultados sugeriram que a presença de hemoglobina − a molécula que contém ferro que transporta o oxigênio nas células vermelhas do sangue – pode ser a chave para preservar tecidos antigos dentro de fósseis de dinossauros, mas também pode escondê-los de detecção. Ao morrer, as células liberariam ferro nos tecidos que desencadearia a formação de radicais livres (antioxidante), funcionando como o formaldeído na preservação dos tecidos e proteínas.

No entanto, a experiência realizada em laboratório é pouco representativa em comparação com o mundo real [11]. Eles mergulharam um grupo de vasos sanguíneos em líquido rico em ferro feito de células vermelhas do sangue, isto é, hemoglobina pura; e outro grupo foi mergulhado em água. Eles afirmaram que o grupo que permaneceu na água ficou irreconhecível dentro de dias, e o outro grupo em hemoglobina pura ficou reconhecível durante 2 anos. Será que se a hemoglobina fosse diluída ela agiria da mesma maneira? E a sugestão de que os vasos sanguíneos ficaram ‘reconhecível’ por dois anos de alguma forma demonstra que estes poderiam durar trinta e cinco milhões de vezes mais?

Em 2012, uma equipe de pesquisadores do grupo Paleocronologia fez uma apresentação no período de 13-17 de agosto em uma reunião anual de Geofísica do Pacífico Ocidental em Cingapura, idealizada pela conferência da União Americana de Geofísica (AGU) e pela Sociedade de Geociências da Oceania Asiática (AOGS) [12]. Os autores descobriram uma razão para a sobrevivência intrigante dos tecidos moles e colágeno em ossos de dinossauros. Segundo eles, os ossos são mais jovens do que tem sido relatado. Para tanto, eles utilizaram o método de datação por radiocarbono (carbono-14) em múltiplas amostras de ossos de 8 dinossauros encontrados no Texas, Alasca, Colorado e Montana. E, pasmem! Eles reportaram a presença do carbono-14 (que decai rapidamente) nos ossos, revelando que eles tinham apenas entre 22.000 a 39.000 anos de idade.

Como era de se esperar, embora o trabalho tivesse sido aceito, os cientistas foram censurados e o resumo foi removido do site da conferência por dois presidentes, porque não podiam aceitar as conclusões. Quando os autores questionaram, eles receberam uma carta. Mas qual seria o motivo para isso? O pressuposto dos presidentes era o de que o carbono-14 não poderia estar presente em tais fósseis “velhos“. Negativas como essa é o que tem impedido a realização de testes com a datação por carbono e prejudicado o progresso da ciência. Isso porque os evolucionistas sabem que, se uma análise fosse feita utilizando este método de datação, é altamente provável que mostraria uma “idade de radiocarbono” de milhares de anos, e não a de “milhões de anos” como a da previsão evolutiva.

Em, 2013, um estudo experimental realizado nos Estados Unidos por um cientista da microscopia, criacionista, encontrou tecidos fibrilares moles obtidos da região supraorbital de um chifre de Triceratops horridus (Tricerátopo) coletados na Formação Hell Creek, em Montana, EUA [13]. O tecido mole estava presente no osso pré e pós-descalcificado. Foram retiradas amostras da matriz óssea lamelar onde foram encontradas microestruturas parecidas com osteócitos. Os osteócitos são células derivadas dos osteoblastos que se diferenciam e preenchem a estrutura lamelar compreendendo diversas funções histológicas, como por exemplo, remodelação do esqueleto ou mesmo crescimento ósseo. Os autores notaram que alguns osteócitos apresentavam extensões filipodiais e, segundo ele, não havia nenhuma evidência de permineralização ou cristalização. Mas, o que isso significa? Isso quer dizer que o material ósseo conservou proteínas ativas e, inesperadamente, DNA (que se degrada rapidamente). Ou seja, ele não foi degradado e nem passou por processo de fossilização. Teoricamente, o material continua ileso, íntegro, desde a morte do dinossauro.

Após a publicação do artigo sobre a descoberta de tecidos moles, Mark Armitage foi demitido da Universidade Estadual da Califórnia por inferir que tais estruturas, talvez, tivessem milhares de anos em vez dos supostos milhões de anos [14]. Armitage, é claro, está processando a Universidade por ter sido despedido sem uma justa causa. O caso legal em torno da demissão de Armitage abre muitas questões importantes sobre a liberdade acadêmica. Na verdade, numerosos exemplos de supressão da “liberdade acadêmica” podem ser citados em que os cientistas têm sido discriminados por apresentar pontos de vista conflitantes com as perspectivas tradicionais.

Em 2015, foram encontradas fibras e estruturas celulares preservadas em espécimes de dinossauro de supostos 75 milhões de anos [15]. Os pesquisadores examinaram amostras de oito ossos de dinossauros do Cretáceo. Eles encontraram material consistente com as estruturas de fibra de colágeno endógeno e fragmentos de aminoácidos típicos de fibrilas de colágeno. Também observaram estruturas compatíveis com eritrócitos com espectros semelhantes à do sangue total. Para a equipe, mesmo sem DNA, as células dos tecidos moles e as moléculas poderiam ajudar a aprender muito mais sobre a fisiologia e o comportamento dos dinossauros. Por exemplo, o tamanho das células do sangue pode revelar insights sobre o metabolismo e a suposta transição do sangue frio para o sangue quente. Exames tridimensionais das células do sangue revelaram que elas possuem núcleos, o que significa que as células do sangue humano não podem ter contaminado a amostra, porque não possuem núcleos.

Em 2015, pesquisadores norte-americanos publicaram os resultados de seu projeto iDINO (investigation of Dinosaur Intact Natural Osteo-tissue), cujo objetivo é a investigação da permanência de tecidos moles em ossos de dinossauros [16]. Os autores encontraram quantidades mensuráveis de carbono-14 em 16 amostras a partir de 14 espécimes fósseis de peixes, madeira, plantas e animais de toda a coluna geológica, Mioceno a Permiano, de todas as três eras: Cenozóica, Mesozóica e Paleozóica. As amostras vieram do Canadá, Alemanha e Austrália. Cerca de metade eram de ossos de dinossauros (7 espécimes). Todas as amostras foram preparadas por processos padrão para eliminar a contaminação e, em seguida, foram submetidas a um laboratório para espectrometria de massa atômica. As idades variaram entre 17.850 a 49.470 anos de radiocarbono.

Como pode ser visto, parece que está cada vez mais difícil defender o dogma de que os dinossauros viveram há milhões de anos na escala geológica, pois se há tecido mole em fósseis de dinossauros e até mesmo células sanguíneas e DNA, eles não podem ter morrido há tanto tempo, ainda que suposições sobre influências do ambiente e do ferro na preservação das biomoléculas tenham sido levantadas. Fato é que, evidências científicas indicam que biomoléculas em restos fósseis não sobrevivem por até 80 milhões de anos, como algumas pesquisas apontam. Há evidências de que a degradação de biomoléculas ocorre depois da morte em um tempo entre semanas a décadas, com alguns fragmentos moleculares resistentes que poderiam sobreviver até no máximo 100 mil anos [9, 17]. Outra pesquisa sugeriu que o colágeno não deveria aguentar num organismo fóssil por mais de 2,7 milhões de anos, na melhor das hipóteses [18].

Além disso, é curioso observar as tentativas de evolucionistas em relacionar muitas destas descobertas com uma suposta contaminação, e também o modo que eles agem para abafar as descobertas ou métodos conflitantes com suas hipóteses de “milhões de anos”. Um pesquisador que segue apenas as evidências deve-se perguntar: Por quê? O público tem o direito de saber a cronologia real dos dinossauros, e a verdade sobre a história da Terra.

Quer saber mais? Acesse o eBook e venha conhecer a assinatura de um projeto intencional nas estruturas biológicas complexas presentes na natureza e nos seres vivos.

 

(Créditos da segunda imagem: neoateismodelirante.blogspot.com)

 

Referências

 

[1] Soares LPCM, Kerber BB, Osés GL, Oliveira AM, Pacheco MLAF. Paleobiologia e Evolução: o potencial do registro fossilífero brasileiro. Revista Espinhaço 2013; 2(1): 24-40.

[2] Morell V. Dino DNA: the hunt and the hype. Science. 1993; 261(5118):160-2.

[3] Schweitzer MH, Wittmeyer JL, Horner JR, Toporski JK. Soft-Tissue Vessels and Cellular Preservation in Tyrannosaurus rex. Science. 2005; 307(5717):1952-5.

[4] Yeoman B. Schweitzer’s Dangerous Discovery. Discover magazine 2006; 27(4):37-41. Disponível em: http://discovermagazine.com/2006/apr/dinosaur-dna ou  https://web.archive.org/…/discovermag…/2006/apr/dinosaur-dna

[5] Entrevista concedida por Jeffrey Bada. In: Yeoman B. Schweitzer’s Dangerous Discovery. Discover magazine 2006; 27(4):37-41. Disponível em: http://discovermagazine.com/2006/apr/dinosaur-dna

[6] Kaye TG, Gaugler G, Sawlowicz Z. Dinosaurian soft tissues interpreted as bacterial biofilms. PLoS One. 2008; 3(7):e2808.

[7] Wieland C. More confirmation for dinosaur soft tissue and protein. Journal of creation 2009; 23(3):10–11. Disponível em: http://creation.com/images/pdfs/tj/j23_3/j23_3_10-11.pdf

[8] Schweitzer MH, Zheng W, Organ CL, Avci R, Suo Z, Freimark LM, Lebleu VS, Duncan MB, Vander Heiden MG, Neveu JM, Lane WS, Cottrell JS, Horner JR,Cantley LC, Kalluri R, Asara JM. Biomolecular Characterization and Protein Sequences of the Campanian Hadrosaur B. Canadensis. Science. 2009; 324(5927):626-31.

[9] Schweitzer MH, Wittmeyer JL. Dinosaurian soft tissue taphonomy and implications. In: AAAS Annual meeting, Abstracts with Programs, St. Louis, Missouri, USA, 16-20 de Fevereiro de 2006.

[10] Schweitzer MH, Zheng W, Cleland TP, Goodwin MB, Boatman E, Theil E, Marcus MA, Fakra SC. A role for iron and oxygen chemistry in preserving soft tissues, cells and molecules from deep time. Proc Biol Sci. 2013; 281(1775):20132741.

[11] Smith C. Dinosaur soft tissue. [Jan. 2014]. Creation, 2014. Disponível em: http://creation.com/dinosaur-soft-tissue

[12] Miller H, Owen H, Bennett R, De Pontcharra J, Giertych M, Taylor J, Van Oosterwych MC, Kline O, Wilder D, Dunkel B. A comparison of δ13C & pMC Values for Ten Cretaceous-jurassic Dinosaur Bones from Texas to Alaska, USA, China and Europe. In: AOGS 9th Annual General Meeting. 13 to 17 Aug 2012, Singapore. Disponível em: http://4.static.img-dpreview.com/…/dfdc0a3fdc564435bb159bce…

[13] Armitage MH, Anderson KL. Soft sheets of fibrillar bone from a fossil of the supraorbital horn of the dinosaur Triceratops horridus. Acta Histochem. 2013; 115(6):603-8.

[14] CBS Los Angeles. Lawsuit: CSUN Scientist Fired After Soft Tissue Found On Dinosaur Fossil. [Jul. 2014]. CBS Los Angeles, 2014. Disponível em: http://losangeles.cbslocal.com/…/scientist-alleges-csun-fi…/

[15] Bertazzo S, Maidment SC, Kallepitis C, Fearn S, Stevens MM, Xie HN. Fibres and cellular structures preserved in 75-million–year-old dinosaur specimens. Nat Commun. 2015; 6:7352.

[16] Thomas B, Nelson V. Radiocarbon in Dinosaur and Other Fossils. Creation Research Society Quarterly 2015; 51(4):299-311.
https://creationresearch.org/…/s5-frontpage-display/item/117

[17] Entrevista concedida por Mary Schweitzer. Protein links T. rex to chickens. [Abr. 2007]. Entrevistador: Paul Rincon. BBC News, 2007. Disponível em: http://news.bbc.co.uk/2/hi/6548719.stm

[18] Nielsen-Marsh C. Biomolecules in fossil remains: Multidisciplinary approach to endurance. The Biochemist 2002; 24(3):12-14.

Respostas as objeções comuns evolucionistas.

By Cornelius Hunter – Darwin’s God

(Texto adaptado)

 

 

 

1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esta seção examina diversas preocupações que evolucionistas têm frequentemente, sobre as falsas predições de sua teoria.

 

 

 

Previsões falsas muitas vezes levam a uma pesquisa produtiva.

Pesquisa produtiva pode vir de uma grande variedade de motivações científicas e não científicas, incluindo previsões falsas. A pesquisa produtiva que pode ter surgido a partir de algumas dessas previsões não diminui o fato de que elas são falsas.

 

 

Os evolucionistas fixaram estas previsões falsas.

Um proponente de uma teoria, dado a motivação suficiente, pode explicar todos os tipos de resultados contraditórios. (Quine) Tipicamente; no entanto, há um preço a ser pago quando a teoria se torna mais complexa e tem menor poder explicativo.

 

 

Ad hominem e negação.

Críticas à evolução atraem respostas aquecidas e os ataques pessoais são comuns. Tais ataques, no entanto, não mudam o fato de que a evolução tem gerado muitas predições falsas. Além disso, os evolucionistas, muitas vezes, ignoraram ou negam as descobertas inesperadas. Eles tentam desacreditar os fatos, referindo-se a eles como “argumentos velhos e cansados”, ou que não passam de falácias sem senso crítico nenhum.

 

 

Falsificacionismo é falho.

Tem sido argumentado que, a fim de qualificar-se como ciência, idéias e teorias precisam ser falsificáveis. Além disso, as previsões falsificadas são usadas, ​​às vezes, para discutir se uma teoria é falsa. Tal falsificacionismo ingênuo é falho (Popper) e não usado ​​aqui. Muitas predições falsas da evolução não demonstram que a evolução não é ciência ou que a evolução é falsa.

Previsões falsas são valiosas em julgar a qualidade de uma teoria, seu poder explicativo; e para melhorar a nossa compreensão científica em geral. No entanto, os evolucionistas, por vezes, rejeitam qualquer menção de previsões falsas de sua teoria como mero falsificacionismo ingênuo. As falhas do falsificacionismo ingênuo não dão aos evolucionistas uma licença para ignorar falhas substanciais e fundamentais de sua teoria.

 

 

Se houvessem tantos problemas a evolução teria sido derrubada.

Essa objeção se enquadra na categoria de falsificacionismo ingênuo. A ciência é um processo reativo. Novas evidências são processadas e as teorias são ajustadas em conformidade. Mas a ciência também pode ser um processo conservador, sustentando problemas substanciais antes de reavaliar uma teoria. Portanto, a reavaliação de uma teoria leva tempo. O fato de existirem problemas garante que uma teoria seja derrubada. (Lakatos; Chalmers)

 

 

Citados” acreditam na evolução.

Muitos cientistas duvidam da evolução, mas eles não são citados, ou não são citados em papers. Apenas as matérias de evolucionistas são usadas para ilustrar que até mesmo adeptos da teoria concordam que as predições são falsas.

 

 

Estas falsificações serão remediadas no futuro.

Como cientistas, precisamos avaliar teorias científicas de acordo com os dados atualmente disponíveis. Ninguém sabe o que os dados futuros poderão trazer, e a afirmação de que os dados futuros vão resgatar a evolução é, em última análise, circular.

 

 

Não há melhor alternativa.

Uma forma de avaliar uma teoria é compará-la com explicações alternativas. Esta abordagem tem a vantagem de contornar as dificuldades na avaliação de teorias científicas. Mas é claro que qualquer comparação dependerá crucialmente de quais explicações alternativas são usadas na comparação. Se não forem tomadas como boas alternativas podem ser deturpadas ou mesmo omitidas completamente. E, claro, podem haver alternativas ainda não concebidas. (Van Fraassen; Stanford) Em qualquer caso, o sucesso ou fracasso das previsões de evolução depende da ciência, não em quaisquer explicações alternativas.

 

 

Ninguém acredita mais nestas previsões.

Sim, este é o ponto. É verdade que os evolucionistas, em sua maior parte,reconhecem que caíram muitas previsões que foram feitas por outros evolucionistas, ou decorrentes da teoria. Podemos aprender com este histórico falho, pois tem implicações para a complexidade da evolução e seu poder explicativo.

 

 

E sobre todas as previsões bem sucedidas?

Os evolucionistas afirmam que a evolução é um fato, e que devemos nos concentrar em previsões bem sucedidas da evolução, em vez de suas previsões falsas. A tendência para procurar evidências que confirmem em contraste com evidências contrárias que surgiram e ainda surgem ao longo do tempo é conhecido como viés de confirmação. (Klayman, Ha) Uma conseqüência do viés de confirmação é que;pode ser que, uma vez confirmadas, certas evidências são vistas como corretas e típicas, enquanto evidências não confirmadas, previsões falsificadas são vistas como anormais e raras. Não é de surpreender que as evidências que confirmam são mais frequentemente mantidas e documentadas. Raramente as muitas previsões falsas são encontradas em textos de evolução.

Viés de confirmação pode afetar a investigação científica. Os evolucionistas tendem a ver as previsões da evolução como esmagadoramente verdade. Previsões falsas, por outro lado, não são geralmente vistas como falsificações legítimas, mas sim como questões de pesquisa abertas que estão ainda a ser resolvidas. Na verdade, os evolucionistas muitas vezes fazem a alegação notável que não há nenhuma evidência que é contrária à evolução.

 

 

Estas previsões falsificadas não são necessariamente previsões da teoria da evolução. Elas refletem apenas casos isolados de surpresa de um ou outro evolucionista sobre conjuntos específicos de dados.

As previsões foram consideradas necessárias quando foram realizadas. E elas representavam o consenso da ciência evolutiva no momento em que foram realizadas. Elas estão bem documentadas em ambos os trabalhos de pesquisa; peer-reviewed, literatura popular de autoria de líderes evolucionistas e em entrevistas dos principais evolucionistas. Elas não eram realizadas apenas por alguns, evolucionistas individuais. E elas não foram uma das várias possíveis previsões concorrentes.

O fato dessas previsões atualmente  não serem consideradas necessariamente previsões da evolução é um reflexo da maleabilidade da teoria da evolução e é um lembrete do por que um histórico de falsas previsões da evolução é importante.

___________________________________________

Referências

 

Chalmers, AF 1982. What is This Thing Called Science? . 2d ed. Indianapolis: Hackett.

Klayman, Joshua, Young-Won Ha. 1997. “Confirmation, disconfirmation, and information in hypothesis testing,” in WM Goldstein, RM Hogarth, (eds.) Research on Judgment and Decision Making: Currents, Connections, and Controversies.Cambridge: Cambridge University Press.

Lakatos, Imre. 1970. “History of science and Its rational reconstructions.” Proceedings of the Biennial Meeting of the Philosophy of Science Association 1970:91-136.

Popper, Karl. 1959. The Logic of Scientific Discovery . London: Hutchinson.

Quine, WVO 1951. “Two Dogmas of Empiricism,” The Philosophical Review 60:40.

Stanford, P. Kyle. 2006. Exceeding Our Grasp: Science, History, and the Problem of Unconceived Alternatives . New York: Oxford University Press.

van Fraassen. Bas C. 1989. Laws and Symmetry . Oxford: Clarendon Press.

 

Richard Lenski: “É um fato incontroverso que os organismos tenham mudado, ou evoluído”

A mãe de todas as falsas dicotomias.

By Cornelius Hunter (Texto adaptado)

 

6a010535f2ca28970c0147e2069b40970b-800wi

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Praticamente desde Darwin as várias espécies de tentilhões nas Ilhas Galápagos, foram declaradas como exemplos decisivamente poderosos da teoria da evolução. Uma confirmação inegável da idéia epicurista antiga de que o mundo surgiu espontaneamente. Mas como exatamente,  algumas espécies de aves em um grupo de ilhas no meio do oceano, demonstram uma reivindicação tão corajosa?

A resposta envolve muito mais do que ciência. Estes bonitos pássaros pequenos  não nos dizem que as bactérias unicelulares de alguma forma surgiram a partir de uma coleção de produtos químicos sem vida. Eles não nos dizem que bactérias deram origem aos eucariotos complicados, e, em seguida, a organismos multicelulares, e depois peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Os tentilhões de Galápagos nem sequer nos dizem como eles mesmos poderiam ter evoluído.

O que eles nos dizem é que os organismos da natureza podem mudar. Darwin inferiu isso, e estudos mais recentes descobriram algumas das especificidades. Com a mudança de padrões climáticos e suprimentos alimentares, os pássaros respondem em conformidade. Eles se adaptam – um recurso que é onipresente em biologia.

As várias espécies têm algumas capacidades de adaptações fantásticas, e não é nada como a história da evolução de mutações cegas que alcançam melhores modelos em raras ocasiões. Em vez disso, é uma  mudança rápida entre modelos pré-existentes, ativados por mecanismos pré-existentes e muito complicados.

Mas é mudança. E que, para Darwin e os evolucionistas posteriores, é tudo o que eles precisam. Você vê que Darwin e os evolucionistas em geral esperam uma doutrina do criacionismo onde o Criador constrói espécies as quais são imutáveis. No século XVIII, isso foi referido como a “fixação” ou “imutabilidade” ou “estabilidade” das espécies.

Portanto, se os tentilhões poderiam, de fato, mudar, então para os evolucionistas a fixidez das espécies e tudo do criacionismo junto com isto, deve ser falso. E se o criacionismo é falso, então a evolução deve ser verdadeira. Como Darwin escreveu em seu notebook, se houvesse a mínima base para essa idéia, ele “poria em causa a estabilidade das espécies.” Assim, o modelo foi lançado para os evolucionistas que viriam a diante.

O que é surpreendente é a forte dependência metafísica. Nada sobre a ciência nos diz aqui, ou mesmo sugere, que o mundo biológico surgiu espontaneamente como os evolucionistas insistem que sim. A fundação subjacente do pensamento evolutivo é religiosa. Como NT Wright recentemente brincou , “Oh meu Deus, ele [Darwin] descobriu alguns tentilhões muito interessantes, isso significa que não podemos mais acreditar em Gênesis.”

Um um estudo recente destaca esta lacuna entre a metafísica e a ciência. O estudo demonstra ainda mais as capacidades adaptativas de espécies como os tentilhões. Ele também demonstra ainda mais que a adaptação não é evolução. As aves são rápidas em se adaptar, mas elas estão simplesmente seguindo o ambiente e a oferta de alimentos. A principal característica é a sua flexibilidade e adaptabilidade.

Como um cientista coloca: “não houve qualquer evolução especializada a longo prazo.” Por muitos anos e até agora mesmo os evolucionistas têm reconhecido que a adaptação não adiciona em grande escala a mudança que a evolução requer. É necessário algum outro mecanismo.

Apesar disso, os tentilhões de Galápagos continuam a ser comemorado como um texto de prova da evolução. Eles são um exemplo de mudança e evolução é equiparada a mudança; qualquer tipo de mudança. Mesmo uma simples alteração de frequências de genes em uma população é, para os evolucionistas, nada menos do que a evolução completa explodida. Tal mudança se torna trivialmente a prova de que o mundo biológico surgiu espontaneamente. É a mãe de todas as falsas dicotomias.

Como o evolucionista Richard Lenski coloca: “É um fato incontroverso que os organismos tenham mudado, ou que evoluiram, durante a história da vida na Terra.” Sim, é um fato incontroverso que os organismos mudaram. Mas não é um fato incontestável de que eles evoluíram. O equacionamento da mudança com a evolução repousa sobre crenças religiosas profundamente enraizadas.

Como NT Wright poderia dizer: “Oh meu Deus, Lenski descobriu algumas bactérias muito interessantes, isso significa que não podemos acreditar mais em Gênesis.” A idéia de que mudar as freqüências de genes, ou uma mutação genética ocasional, provam que as espécies surgiram espontaneamente é verdadeiramente um dos maiores saltos de lógica que você nunca mais verá.

O texto original possui ligações que não postei aqui.

O Absurdo do materialismo filosófico

“Se o materialismo filosófico é verdadeiro; o cérebro nunca poderia ser consciente dele mesmo, por que ele não poderia interagir com ele mesmo fisicamente”

Mono_pensador

Rupert Sheldrake – The Science Delusion BANNED TED TALK – Dogmas da ciência

 

 

 

 

 

Texto da Brasil 247

Em conferência polêmica, o biomédico inglês Rupert Sheldrake denuncia o que chama de “dez dogmas da ciência oficial”, afirmando que eles não são de fato verdadeiros. Este é mais um capítulo da revolução de paradigma atualmente em curso no mundo do conhecimento. O conteúdo da fala de Sheldrake chocou os membros do comitê de ciências do TED, que num primeiro momento decidiram banir a palestra, eliminando-a da videoteca da organização.

 

 

Por: Equipe Oásis

 

No ano passado, o biomédico inglês Rupert Sheldrake proferiu no TED (www.ted.com) a palestra The Science Delusion (A ilusão da ciência ou, mais propriamente, A delusão da ciência). Poucas semanas depois, o conselho de consultores científicos do TED decidiu banir essa palestra de Sheldrake. A decisão causou estupor, até mesmo nos meios científicos, dado o prestígio internacional de que goza o autor, bem como pelo fato de o TED ser um palco mundialmente famoso por seu pluralismo e apoio à liberdade de expressão.

 

Banir a palestra de um pensador contemporâneo do porte de Sheldrake foi imediatamente interpretado como uma indicação de que o seu conteúdo poderia ser contundente e inquietante. No centro dos debates estão as afirmações de Rupert Sheldrake sobre o que ele chama de “os dez dogmas da ciência”- dez afirmações correntes da ciência contemporânea que, na opinião desse cientista, não se sustentam como afirmações e deveriam, antes de mais nada, ser tratadas como perguntas, visto que a ciência oficial não tem dados ou comprovações para fazer afirmação alguma seguindo aquilo que poderia efetivamente ser chamado de “processo científico” – ao mesmo tempo em que existem milhares de evidências acumuladas ao longo dos anos que desacreditam a validade dessas afirmações.

Aqui estão os dez dogmas da ciência oficial, segundo Sheldrake. Ele afirma que, quando se observa cada uma dessas ideias cientificamente, vê-se que elas não são de fato verdadeiras:

1. A natureza é mecânica, ou assemelhada a uma máquina.

2. Toda matéria é inconsciente.

3. As leis ou constantes da natureza são fixas.

4. A quantidade total de matéria e energia é sempre a mesma.

5. A natureza não tem propósito.

6. A hereditariedade biológica é material.

7. Memórias são guardadas dentro do seu cérebro.

8. Sua “mente” (consciência) está dentro da sua cabeça.

9. Fenômenos psíquicos como a telepatia não são possíveis.

10. A medicina mecanicista é o único tipo de medicina que funciona.

 

Em São Paulo, Paulo Ferreira, escritor e consultor em desenvolvimento organizacional do bem estar humano, dono do interessante site http://destruidordedogmas.com.br , comenta a polêmica surgida ao redor do banimento dessa palestra de Sheldrake e apresenta ao final de seus comentários alguns links úteis para quem deseja se aprofundar no assunto: “Todas as velhas fronteiras perdem rapidamente a validade. Todas as velhas “certezas” parecem cada vez mais hipóteses construídas sobre pilares muito mais provisórios e inconsistentes do que pareciam há alguns anos. A ultrapassada visão de ciência e espiritualidade como “necessariamente polos opostos” perdeu completamente a validade. Exatamente como tantos pensadores do movimento universalista ou da espiritualidade contemporânea vem sinalizando há um bom tempo. Parece que os muitos cientistas começam a enxergar a ilusão desta divisão artificialmente imposta e silenciosamente aceita, e resolveram tornar-se parte ativa no debate. Da minha parte, que sejam, finalmente, muito bem vindos!”

 

Seguem os links originais sobre toda a polêmica:   http://www.collective-evolution.com/2013/04/10/banned-ted-talk-rupert-sheldrake-the-science-delusion/ http://en.wikipedia.org/wiki/Rupert_Sheldrake http://blog.ted.com/2013/03/18/graham-hancock-and-rupert-sheldrake-a-fresh-take/

O elefante na sala.

Gostei deste texto e gostaria de compartilha-lo com todos.

By  Eric  Anderson – Uncommon Descent  

 

É regularmente nos dito pelos proponentes da teoria da evolução, desde Darwin até os dias de hoje, que os processos puramente naturais, tais como mutações aleatórias e seleção natural, possuem a capacidade de construção: construir, formar, planejar e criar máquinas notáveis. Máquinas que rivalizam e que em muitos casos superam as nossas tecnologias mais avançadas.

Estamos certos em termos inequívocos, que tais processos naturais têm esse grande poder criativo. No entanto, quando os exemplos são procurados, estamos invariavelmente dados a exemplos que, ou não acontecem por meio de processos puramente naturais (ver erro de Berra), ou exemplos que são triviais em seu escopo. Mas nada que chegue perto de demonstrar as grandes afirmações da história da criação evolutiva.

Há um enorme elefante na sala.

elephant

Por que, se os processos evolutivos são tão incrivelmente hábeis em produzir tecnologias notáveis que superam as nossas capacidades, não vemos esses processos evolutivos serem empregados para um bom uso de uma forma regular?

Em todo o mundo, todos os dias, milhões e milhões de novas invenções, desenhos, projetos, programas e outras criações estão sendo almejadas. No entanto, a força criativa mais impressionante de todas, e por isso temos certeza, é por algum motivo, a grande ausência. Ocasionalmente alguém possa afirmar que os processos evolutivos foram responsáveis pela criação deste ou daquele produto(a antena NASA sendo o exemplo mais frequentemente apregoado, mesmo que ela não seja um bom exemplo dos processos evolutivos puramente naturais). Às vezes alguém afirmar que um “algoritmo evolutivo” produziu algo um pouco interessante (como os resultados questionáveis e potencialmente falhos da Avida apontados há vários anos pela Nature). Mas, em geral, esta alegada força criativa notável esta ausente, irrelevante, um “no show”, quando se trata de realmente criar coisas no mundo real.

Agora os proponente evolutivos sem dúvida argumentam que a razão é simples: não há tempo suficiente. Facilmente impressionados com todos os zeros em um número como os bilhões de anos da história da Terra, os evolucionistas repousam em fé no poder do tempo profundo para tomar o que é claramente um processo impotente em curto prazo e transformá-lo na força criativa mais potente a longo prazo. Mas, quando os números reais são revistos e as necessidades reais para a construção de criações funcionais, avaliadas; torna-se claro que esses zeros na idade da Terra ou até mesmo na idade do universo são mais um erro de arredondamento e são inúteis no tratamento da questão maior.

É certo que um processo de tentativa e erro como mutações aleatórias e seleção natural pode, ocasionalmente, fazer algo interessante – se houver uma grande população suficiente e uma pressão suficiente seletiva forte. Behe gastou tempo procurando por essa “aresta da evolução”, em forte contraste com a maioria dos evolucionistas que nunca sequer se preocupam em pensar no que os processos evolutivos podem realmente realizar no mundo real, eles simplesmente tomam-o como um artigo de fé que “com a evolução nada é impossível“.

Mais o ponto é que essas pequenas mudanças, mesmo quando eles aparecem, não constituem evidência para as reivindicações evolucionárias maiores. Particularmente, quando muitos dos alegados exemplos do poder de evolução vem a ocorrer, em uma análise mais aprofundada, são exemplos de degeneração (breaking) ao invés do surgimento de algo (building).

Assim, o elefante na sala permanece. O design é um aspecto crítico de nossas vidas modernas. O design ocorre em todo o espectro de disciplinas e em todo o mundo de uma forma intrínseca e constante.

No entanto, a força criativa mais potente que supostamente jamais existiu, essa dos mecanismos evolutivos, é perceptível, sim! Na sua quase completa ausência – engatinhando à margem, apenas ocasionalmente participando, raramente influenciando, nunca fazendo muito pra qualquer consequência real.

Podemos ser perdoados por pensar que talvez isto seja tudo o que os mecanismos evolutivos têm para oferecer …

Ou que isso é tudo o que eles já fizeram.

 

Como solucionar a Explosão Cambriana: Acelere o velocímetro evolucionário!!!

Eu sinceramente sou obrigado a rir, vendo como evos resolveram  cientificamente o problema do câmbrico. Eu quero encarar o debate de forma séria e respeitosa, mas tenho que confessar que é hilariante ver como, a forma que o problema do câmbrico foi solucionado pelos evos.
E ainda veem problemas com o D.I. … acusando-o de pseudociência, criacionismo travestido de ciência … me desculpem o tu quoque , mas entendo que ele é legítimo, um evo não pode criticar os métodos do DI, nem acusa-lo de ser pseudocientífico.
Mas com relação ao câmbrico, os evos conseguiram se superar quando o assunto é humor. [Jeph Simple]
Evolution News & Views 20 de setembro de 2013 5:05 AM |Permalink
Entre os artigos científicos por aí que tentam refutar o Stephen Meyer sem mencioná-lo, eis aqui um que torna tudo tão simples: a evolução apenas ocorreu mais rapidamente no Cambriano, só isso.
É impressionante como que a mídia se reuniu ao redor de uma nova pesquisa publicada no Current Biology por Lee, Soubrier e Edgecombe, “Rates of Phenotypic and Genomic Evolution during the Cambrian Explosion.” [Taxas de evolução fenotípica e genômica durante a Explosão Cambriana]. É como se eles estivessem dando um suspiro de alívio coletivo: agora nós não temos que lidar com o novo livro Darwin’s Doubt de Meyer; por que? Porque a dúvida foi substituída com a certeza. O artigo anuncia confiantemente, “The Cambrian explosion (evolution’s “big bang”) is compatible with Darwinian evolution.” [A explosão cambriana (o big bang da evolução) é compatível com a evolução darwinista] (ênfase adicionada).
Resumindo, o artigo afirma que a evolução ocorreu entre 4 a 5.5 vezes mais rápida durante o Cambriano do que sua costumeira velocidade lenta e gradual. Para chegarem à aquela medida, Lee e Soubrier da Austrália e Edgecombe do Museu de História Natural de Londres compararam 395 caracteres fenotípicos e 62 genes de artrópodes atuais, “o filo mais diverso no período Cambriano e hoje.” Uma vez que a evolução ocorreu mais rapidamente, todas as “principais inovações fenotípicas” foram capazes de “surgir subitamente” em um intervalo curto de tempo. (Eles assumem que seja o que aumentou a velocidade da evolução para os artrópodes também acelerou para os outros filos “surgiram” em um instante geológico: “Esta pesquisa diz respeito a artrópodes, mas os resultados provavelmente são aplicáveis à maioria da vida.”)
Como mágica, o problema é solucionado. “As descobertas, publicadas online hoje no Current Biology, resolve o ‘dilema de Darwin’: o súbito surgimento de uma plethora de grupos de animais modernos no registro fóssil no início do período Cambriano,” anunciou orgulhosamente uma nota à imprensa da Universidade de Adelaide, seu Professor Associado Michael Lee no centro das atenções. A explosão Cambriana era nada mais do que a evolução padrão ocorrendo no lapso de tempo.
Uma olhada no trabalho revela admissões danosas, omissões flagrantes, e lapsos na lógica. Vamos considerar isso agora.
Admissões danosas
Os autores admitem que a explosão Cambriana foi súbita. Eles sabem que isso trouxe sérias dúvidas a Charles Darwin: “Darwin considerou famosamente que o súbito surgimento de morfologias complexas no Cambriano inferior estava em desacordo com os processos evolucionários normais.” Eles também sabem que pesquisas subsequentes concluíram a mesma coisa:
Muitos pesquisadores subsequentes têm argumentado razoavelmente que este impulso de diversos fósseis não é explicável sem, ou postular um longo prelúdio Pré-cambriano ou invocar “processos evolucionários desconhecidos.” Semelhantemente, análises moleculares iniciais concluíram que as extensivas divergências moleculares entre os artrópodes, equinodermas, e cordatos não podiam ser totalmente reconciliadas com o abrupto registro fóssil Cambriano, assumindo até as taxas modernas mais rápidas de evolução molecular.
Eles também sabem que os críticos do Darwinismo estão mostrando esses fatos ousadamente: “Essas reservas legítimas têm sido previsivelmente exploradas pelos oponentes da evolução.”
Outro fato que eles reconhecem é a falta de evidência de um longo “pavio” pré-cambriano que resultou na explosão. A própria pesquisa deles, na verdade, apoia o “consenso emergente” de que qualquer evento pré-cambriano que resultou na explosão tinha que ter sido curto, não somente porque não há registro fóssil disso, mas também porque não soluciona o problema de os animais terem “adquirido muitas novidades simultaneamente por todo o início do Cambriano.” Os fósseis de Ediacara, portanto, não ajudam.
Consequentemente, eles concordam que o tempo de inovação rápida foi breve, encaixando-se dentro de 40 milhões de anos (Meyer fornece evidência de que foi curto em torno de cinco milhões de anos, 1/10 de 1% da história da Terra, p. 72). Embora eles assumam o cálculo evolucionário generoso de 40 milhões de anos, eles reconhecem que o período rápido da divergência dos artrópodes seja comprimido em menos do que 10 milhões de anos no Cambriano Inferior.
Eles também admitem que este período foi único: “a evolução durante a explosão Cambriana foi incomum (comparada ao Fanerozoico subsequente) em que as rápidas taxas estiveram presentes por muitas linhagens.”
Omissões Flagrantes
A pesquisa assume que acelerando a seleção natural soluciona todos os problemas, e traz a diversificação Cambriana com segurança de volta ao redil de Darwin. O que eles falham em reconhecer é que cada filo surge abruptamente no registro fóssil, sem formas transicionais. O primeiro trilobita é totalmente trilobita. O primeiro Anomalocaris é totalmente Anomalocaris. A explosão Cambriana não é apenas uma questão de brevidade de tempo. É uma lacuna entre micróbios (ou colônias de multicelulares de corpos moles, se consideramos os animais da fauna de Ediacara) e planos corporais plenamente integrados com pernas articuladas, olhos complexos, entranhas, cérebros, sistemas nervosos, e toda uma nova ecologia.
Portanto, acelerando o relógio evolucionário não soluciona o verdadeiro problema que Meyer enfatizou no seu livro: de onde veio a informação para construir todas essas novas formas corporais? Se alguém dobrar ou triplicar o intervalo de tempo, isso não mudaria aquela questão. A ausência de transições e a súbita aparição de tecidos complexos, órgãos, e sistemas demandam uma explicação, contudo, podemos tergiversar sobre a duração da explosão.
A certa altura, após declararem que a evolução ocorreu 4 a 5.5 vezes mais rapidamente do que o normal, os autores afirmam que suas conclusões são robustas, mesmo quando comprimindo a explosão para o intervalo mais breve:
Surpreendentemente, essas primeiras taxas não mudam substancialmente mesmo se a radiação dos artrópodes for comprimida inteiramente no Cambriano (∼542 mega-ano [Ma]) ou restringir ao Criogeniano (∼650 Ma). As taxas mais rápidas ainda são consistentes com evolução pela seleção natural e com os dados dos organismos vivos, solucionando potencialmente o “Dilema de Darwin.”
Aquela afirmação, todavia, depende em formas transicionais que não são encontradas no registro fóssil. Eles precisam das transições para demonstrar que a seleção natural, mesmo que ocorrendo em alta velocidade, construíram individualmente esses animais selecionando pequenas variações. Até mesmo Lee e equipe não afirmariam que um micróbio dividiu-se e surgiu um trilobita.
Vamos considerá-los nas taxas comprimidas e ver o que isso significa. Vamos supor que você está no programa Caçadores de Mitos testando um novo modelo de explosões. Um fabricante de mito alega que as explosões são realmente lentas e graduais, e ocorrem por processos naturais da luz sola atingindo o solo, em vez de explodir por alguém montando a bomba. O equipamento mede a duração de uma explosão em 20 milissegundos  Suponhamos que o fabricante de mito então afirme que isso foi realmente 10 segundos, se alguém considerar os preparativos e as consequências. Então ele se vangloria que pode até comprimir aquele intervalo pela metade – cinco segundos, e que seu modelo natural de explosão ainda prevalece. Os Caçadores de Mitos aceitariam aquela história? Não; eles ririam na cara dele na hora. A essência da explosão foi ser súbita. Não importaria se alguém “reduzir” ou “comprimir” o tempo naquela explosão; a explosão em si mesma foi abrupta. Do mesmo modo, quando alguém encontra um trilobita completo em uma camada de rocha sem precursores, esta é a questão! Tergiversar sobre quantos milhões de anos se passaram antes e depois que isso “surgiu abruptamente” não adiciona nada para o nosso conhecimento.
Lapsos na Lógica
Lee e equipe brincam com os “velocímetros” da seleção natural, assumindo que a evolução pode ocorrer até 5.5 vezes mais rápida do que o normal e ainda caber no paradigma Darwinista. Eles já abandonaram a explicação do “rastilho lento do Pré-cambriano”, então a única opção são os “mecanismos evolucionários desconhecidos” que alguns têm sugerido. Ao afirmarem que mecanismos evolucionários comuns, ocorrendo mais rapidamente, são suficientes, eles acham que resolveram o “Dilema de Darwin” e responderam aos “oponentes da evolução” que “previsivelmente exploram” as “reservas legítimas” que apresenta a explosão Cambriana.
Eles estão respondendo a pergunta errada. Não é uma questão de evolução lenta vs. evolução rápida. Não é uma questão de evolução através de mecanismos desconhecidos vs. mecanismos conhecidos. A evolução em si é a questão! A explosão Cambriana levanta a questão da evolução darwinista vs. design inteligente, porque o súbito surgimento de mais de duas dúzias de planos corporais distintos sem precursores desafia qualquer explicação naturalista, não importa quão rápida ocorra.
Resumindo, Lee e equipe estão simplesmente dizendo, “Eles evoluíram porque eles evoluíram mais rapidamente.” Isso não é o desafio que o registro fóssil levanta. Isso é uma resposta circular que assume a evolução [a priori] para argumentar a favor da evolução. Eis outro exemplo: “Os clades caracterizados por maiores inovações fenotípicas frequentemente exibem taxas mais altas de evolução no início…”
Os livros de Meyer levantam desafios fundamentais para a evolução e outras explicações naturalistas, não apenas “explorando” as “reservas legítimas” sobre a taxa de evolução, mas sobre a própria evolução como uma explicação científica. Ele não está apenas apontando buracos na teoria da evolução. Ele está fazendo um caso positivo a favor do design: sempre que alguém encontrar sistemas ricos em informação com partes integradas contribuindo para função, seja um computador ou um trilobita, nós sabemos a partir de nossa experiência uniforme que a inteligência desempenhou um papel na sua origem. Eles precisam parar de atacar espantalhos e enfrentar essas questões.
Lee e equipe também cometem uma falácia evolucionária comum que nós podemos chamar de a teoria da evolução “a oportunidade bate na porta”. Eles assumem que a seleção natural, cheia de poder criativo e desejo de inventar infindáveis formas mais bonitas, irá correr para preencher novas oportunidades ambientais. Eis como eles pintam a ideia em um jargão: eles falam de “oportunismo ecológico combinado com um panorama de aptidão mais complexo, que pode ter liberado capacidades evolucionárias latentes” – um jeito mais complicado de dizer, “espaços vazios trazem empreendedores”. Embora isso possa funcionar em economia com seres humanos inteligentes, os micróbios não estão na obrigação de se tornarem trilobitas, só por causa do “oportunismo ecológico.” Esta fala de “capacidades evolucionárias latentes” personificam os organismos simples antes da explosão Cambriana, tornando-os concorrentes em um desafio de invenção, ansiosos por inovar.
O Exagero da Mídia
Dos artigos que nós temos examinado que tentam responder a explosão Cambriana, este por Lee et al. deve certamente figurar como o mais idiota de todos. Eles se esquivam das questões importantes. Argumentam em círculo, usando premissas evolucionárias para defender a evolução. Eles empregam argumentação ad hoc para evitar o falseamento da teoria da evolução. Eles lutam com espantalhos. Apesar do jargão, suas conclusões são desinteressantes, evasivas, e ilógicas.
Ainda assim, a campanha publicitária em relação aos dados tem sido for a de base: a mídia alardeou isso como a resposta para todos os críticos, as “descobertas” científicas para resgatar finalmente Darwin de seu dilema. No Live Science, em um artigo que reverberou pela Internet, Tia Ghose escreveu, “Lightning-Fast Evolution Clocked During Cambrian Explosion” [Evolução na velocidade da luz cronometrada durante a explosão Cambriana] como se Lee estivesse segurando um cronômetro.
Um crustáceo com 3.000 lentes nos seus olhos, criaturas tipo camarão com 1.80 m de comprimento, e organismos que pareciam tulipas surgiram rapidamente (do ponto de vista evolucionário) e cena entre 520 milhões a 540 milhões de anos atrás. E agora os cientistas calcularam como quão rápida a evolução estava ocorrendo durante o “Big Bang” da evolução.”
Reconhecendo que a explosão Cambriana viu a “súbita aparição” da “maioria dos grupos de animais modernos do planeta”, inclusive as criaturas co olhos, antenas, mandíbulas cortantes, pernas articuladas e muito mais, Ghose anunciou triunfantemente que Lee e seus colegas tinham resistido àqueles criacionistas malditos:
Pesquisadores têm debatido há muito tempo como exatamente os animais puderam ter evoluído tão rapidamente durante o período. Os criacionistas até têm usado a explosão Cambriana para levantar dúvidas sobre a teoria da evolução, sugerindo que alguma mão divina deve ter tido um papel…
Por que não estamos surpresos com essa pista falsa?
A equipe descobriu que o surgimento de muitas criaturas marinhas durante a explosão Cambriana podia ser explicada por uma evolução acelerada – mas não realista, através da seleção natural, ou pelo processo no qual os organismos mudam ao longo do tempo devido a mudanças nas características físicas ou comportamentais.
Concedendo a Michael Lee, o principal autor, o púlpito para a bênção, seu artigo finaliza,”Nesta pesquisa nós calcuIamos que tanto as taxas da evolução morfológica e genética durante a explosão Cambriana foram cinco vezes mais rápidas do que hoje – bem rápidas, mas perfeitamente consistente com a teoria da evolução de Darwin”, disse Lee.
Pelo menos a revista Science oferece uma sugestão de cautela no seu louvor desproposital:
“É um excelente primeiro passo”, disse Douglas Erwin, um paleontólogo no Smithsonian Institution em Washington, D.C., mas taxas de evolução exatas na pesquisa podem não ser confiáveis. Ele destaca que, embora a pesquisa use dados de fósseis para determina quando emergiu determinado ramo de artrópode, ela não inclui as características conhecidas daqueles ancestrais extintos nas suas comparações de características físicas, que envolve somente criaturas vivas.
Algumas das premissas que os autores fazem calculando essas datas de surgimento também são problemáticas, disse Philip Donoghue, um paleobiólogo na Universidade de Bristol no Reino Unido.
Essa cobertura jornalística resultou em comentários animados, muitos ridicularizando o design inteligente com os costumeiros argumentos ad hominem e associando-o com o criacionismo, mais algumas respostas bem intencionadas, mas equivocadas distorcendo a teoria do Design Inteligente. Por que essas pessoas não compram um exemplar do Darwin’s Doubt e leiam-no?
Positivamente, a falta de respostas substantivas aos argumentos de Meyer e outros fornece a admissão tácita de que o caso a favor do design inteligente permanece robusto.
+++++
NOTA CAUSTICANTE DESTE BLOGGER:Entendeu agora por que a Explosão Cambriana é apenas uma nota de rodapé nos livros didáticos de Biologia do Ensino Médio aprovados pelo MEC? Sabia que os autores desses livros sabem das implicações sérias que isso significa para a teoria da evolução no contexto de justificação teórica? E por que eles não abordam essa dificuldade fundamental sobre o colapso da teoria da evolução? PORQUE TODOS ELES SÃO ACADEMICAMENTE DESONESTOS!!! E nenhum deles, desde 1998 venho dizendo que eles são DESONESTOS, nenhum deles me processa por danos materiais e morais. Por que? Porque sabem que Darwin vai junto comigo para o banco dos réus!
Fui, cada vez mais convicto que esta teoria da evolução foi o maior embuste científico!!!

Michael Behe, o cientista que aceitou o desafio de Darwin, no Brasil – 22 a 24 de outubro de 2012 Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo

Michael J. Behe, Ph.D.
Professor de Bioquímica
Departamento de Ciências Biológicas 
Iacocca Hall, Room D-221 
111 Research Drive 
Bethlehem, PA 18015 
 
A Tese da Complexidade Irredutível de Michael Behe
 
Com a tese da complexidade irredutível defendida no seu livro A Caixa Preta de Darwin: o desafio da bioquímica à teoria da evolução, Behe aceitou o desafio de Darwin: 
 
“Se pudesse ser demonstrada a existência de qualquer órgão complexo que não poderia ter sido formado por numerosas, sucessivas e ligeiras modificações, minha teoria desmoronaria por completo”. [1]
 
Behe define assim o seu conceito de complexidade irredutível:
 
“Com irredutivelmente complexo quero dizer um sistema único composto de várias partes compatíveis, que interagem entre si e que contribuem para sua função básica, caso em que a remoção de uma das partes faria com que o sistema deixasse de funcionar de forma eficiente. Um sistema irredutivelmente complexo não pode ser produzido diretamente… mediante modificações leves, sucessivas de um sistema precursor de um sistema irredutivelmente complexo ao qual falte uma parte é, por definição, não-funcional. Um sistema biológico irredutivelmente complexo, se por acaso existir tal coisa, seria um fortíssimo desafio à evolução darwiniana”. [2] 
 
 
Para Behe, a complexidade irredutível é um indicador seguro de design. Um sistema bioquímico irredutivelmente complexo que Behe considera é o flagelo bacteriano. O flagelo é um motor rotor movido por um fluxo de ácidos com uma cauda tipo chicote (ou filamento) que gira entre 20.000 a 100.000 vezes por minuto e cujo movimento rotatório permite que a bactéria navegue através de seu ambiente aquoso.
 
 
 
 
Behe demonstra que essa maquinaria intrincada, incluindo um rotor (o elemento que imprime a rotação), motor molecular, um estator (o elemento estacionário), juntas de vedação, buchas e um eixo-motor exige a interação coordenada de pelo menos quarenta proteínas complexas (que formam o núcleo irredutível do flagelo bacteriano) e que a ausência de qualquer uma delas resultaria na perda completa da função do motor. Ele argumenta que o mecanismo darwinista enfrenta graves obstáculos em tentar explicar esses sistemas irredutivelmente complexos.

No livro No Free Lunch, [3] William Dembski demonstra como que a noção de complexidade irredutível de Behe se constitui numa instância particular de complexidade especificada.
 
Assim que um componente essencial de um organismo exibe complexidade especificada, qualquer design atribuível àquele elemento passa para o organismo como um todo. Para atribuir design a um organismo, ninguém precisa demonstrar que cada aspecto do organismo tem design intencional.
 
O desafio da complexidade irredutível para a evolução darwiniana é real e é falso afirmar que a tese de Behe foi refutada:
 
“não existem relatos darwinianos detalhados para a evolução de qualquer sistema bioquímico ou celular fundamentais, somente uma variedade de ‘wishful speculations’ [especulações ]. É notável que o darwinismo é aceito como uma explicação satisfatória para um assunto tão vasto – a evolução – com tão pouco exame rigoroso de quão bem as suas teses funcionam em iluminar instâncias específicas de adaptação ou diversidade biológicas”. [4]
 
NOTAS:
 
1. BEHE, Michael. A Caixa Preta de Darwin: o desafio da bioquímica à teoria da evolução. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1997, p. 24 citando a Darwin no Origem das Espécies.
 
2. Ibid, p. 48.
 
3. DEMBSKI, William. No Free Lunch. Lanham, MD: Roman & Littlefield Publishers, Inc., 2002, Cap. 5 The Emergence of Irreducibly Complex Systems, p. 239-310.
 
4. SHAPIRO, James. In the Details… What?, in National Review, 16 Set. 1996, p. 62-65.
 
+++++
 
NOTA DESTE BLOGGER:

O Prof. Dr. Michael Behe é o palestrante principal do IV Simpósio Internacional Darwinismo Hoje, a ser realizado na Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, de 22 a 24 de outubro de 2012. Inscrições aqui.

Michael Behe não foi refutado sobre o flagelo bacteriano

Me recorreu, após um debate postar este artigo , uma vez que defensores da TE e os próprios proponentes, biólogos evolucionistas ateístas declararem inclusive em peer review que a IC no flagelo bacteriano foi refutada.

Vamos ao artigo do evolution news postado por Jonathan M. aqui [em inglês]  http://www.evolutionnews.org/2011/03/michael_behe_hasnt_been_refute044801.html 

Nós que temos lido a literatura em torno da controvérsia Design Inteligente/Evolução por algum tempo, já estamos bem familiarizados com a resposta incisiva padrão darwinista com respeito ao argumento “Beheano” da complexidade irredutível, até onde diz respeito ao flagelo bacteriano. Parece haver esta unanimidade de opinião entre os teóricos darwinistas de que as afirmações de complexidade irredutível com respeito ao flagelo bacteriano já foram refutadas, e que nós, proponentes do Design Inteligente, estamos mudando constantemente os marcos teóricos, enterrando a cabeça na areia, e geralmente apelando para quaisquer argumentos. Na verdade, uma pessoa no Facebook destacou recentemente:

“Minha queixa principal com os proponentes do Design Inteligente é que eles parecem nunca desistir. Quantas vezes alguém precisa lhes dizer que algo está errado antes que você admita? Quantas vezes o Design Inteligente precisa ser refutado na mídia com revisão por pares antes que você desista dela como uma causa perdida? A estória da complexidade irredutível do flagelo bacteriano está completa e totalmente morta. Está errada. Acostumem-se com isso.”
Recentemente, levantei a questão do flagelo bacteriano como sendo um exemplo documentado de complexidade irredutível numa sessão de perguntas e respostas num colóquio sobre a interseção da ciência e religião, e recebi respostas nesse mesmo sentido.

Mas essa afirmação é realmente verdadeira? Esse argumento tem sido refutado pelos críticos? Cerca de um ano atrás, li o livro Why Intelligent Design Fails – A Scientific Critique of the New Creationism [Por que o Design Inteligente falha – Uma crítica científica do neo-criacionismo] (editado por Matt Young e Taner Edis). O capítulo 5 desse livro foi contribuição de Ian Musgrave e tem como título “Evolution of the Bacterial Flagellum” [Evolução do flagelo bacteriano]. Direcionado como uma resposta a Michael Behe e William Dembski, Musgrave tenta, de uma vez por todas, demonstrar ser errada a noção de complexidade irredutível. Lendo esse capítulo, eu me lembro de ter ficado profundamente não impressionado. Na página 82 do livro, Musgrave nos oferece o seguinte argumento:

“Eis aqui um possível cenário [sic] para a evolução do flagelo bacteriano: primeiro surgiu um sistema de secreção, baseado ao redor do bastão SMC e do complexo de formação de poros, que foi o ancestral comum do sistema de secreção tipo III e do sistema flagelar. A associação de uma bomba de íon (que mais tarde se tornou a proteína do motor) a essa estrutura melhorou a secreção. Até hoje, as proteínas do motor, parte de uma família de proteínas que dirige a secreção, podem, livremente, desassociar-se e reassociar-se com a estrutura flagelar. O complexo do bastão e a formação de poros pode até ser rotacionado nesse estágio, como faz em alguns sistemas de deslizamento-mobilidade. O filamento protoflagelar surgiu em seguida como parte da estrutura de secreção de proteína (compare o Pseudomonas pilus, os apêndices filamentosos da Salmonella e as estruturas filamentosas da E. coli). A mobilidade em deslizar e contrair surgiu nesse estágio ou mais tarde, e depois foi refinada em mobilidade natatória. A regulação e a capacidade de manobrar podem ser adicionadas mais tarde, porque existem eubactérias modernas que não têm esses atributos, mas funcionam bem em seu ambiente (Shah e Sockett, 1995). Em cada estágio há um benefício para as mudanças na estrutura.”

Na verdade, Mark Pallen e Nick Matzke apresentaram argumento muito semelhante no artigo deles na Nature Reviews, em 2006 (artigo levantado por alguém no auditório durante o tour recente de Behe na Grã-Bretanha). Ken Miller também é reputado em fazer, rotineiramente, afirmações semelhantes concernentes à evolução do flagelo com o Sistema de Secreção Tipo III baseado largamente em considerações das homologias das sequências de proteínas.

Então, esses pontos tiveram sucesso em sepultar de uma vez por todas essa questão irritante do design inteligente? Bem, na verdade, não; eles não tiveram êxito. De fato, sugiro que os argumentos de todos esses cavalheiros há pouco mencionados trivializam fundamentalmente diversas questões importantes.

Primeiramente, trivializam a complexidade transparente e a sofisticação do sistema flagelar – tanto seu aparato de montagem quanto seu “motif” de design em seu nível mais alto de desenvolvimento – estado-da-arte. Na verdade, o processo de automontagem do flagelo bacteriano dentro da célula é tão sofisticado que tenho me esforçado há tempos para descrevê-lo de um modo acessível para leigos. Seus conceitos fundamentais são notoriamente difíceis de entender para aqueles que não estão acostumados a pensar sobre o sistema ou para aqueles que o estão encontrando pela primeira vez. Mas, ao mesmo tempo, a base mecanicista da montagem flagelar é tão elegantemente empolgante e mesmerizante que a transparente e esplêndida engenharia do motor flagelar – e, na verdade, a magnitude do desafio que ele traz para o darwinismo – não pode ser apreciada adequadamente sem um mínimo de conhecimento superficial de suas operações estruturais fundamentais. Vamos dar uma olhada.

A síntese do flagelo bacteriano requer a expressão orquestrada de mais de 60 produtos de genes. Sua biossíntese dentro da célula é orquestrada por genes que são organizados em uma cascata bem ordenada na qual a expressão de um gene em um determinado nível exige a expressão anterior de outro gene em outro nível muito maior. O paradigma, ou modelo, de organismo para a montagem flagelar é a Salmonella, uma bactéria da família Enterobacteriaceae. Minha discussão, pois, pertence principalmente à Salmonella, a menos que seja indicada de outro modo.

O sistema flagelar na Salmonella tem três classes de promotores (os promotores são parecidos com um tipo de interruptor molecular que pode iniciar a expressão do gene quando reconhecido pelo RNA polimerase e uma proteína especializada associada chamada de “fator sigma”). Essas três classes de promotores são simplesmente chamadas de “Classe I”, “Classe II” e “Classe III”. Essa transcrição sequencial é acoplada ao processo de montagem flagelar. A Classe I contém apenas dois genes em um operon (chamado de FlhD e FlhC). A Classe II consiste de 35 genes ao longo de oito operons (inclusive genes envolvidos na montagem do corpo basal enganchado, e outros componentes do flagelo, bem como o aparato de exportação e dois genes reguladores chamados FliA e FlgM). Esses genes envolvidos na síntese do filamento são controlados pelos promotores da Classe III.

 
O promotor da Classe I dirige a expressão de um regulador mestre (particular às Enterobacteriaceae, da qual a Salmonella é membro) chamado FldH4C2 (não se preocupe se não se lembrar!). Esse regulador entérico mestre liga então os promotores da Classe II em associação com um fator sigma, σ70 (lembre de que eu disse que fator sigma é um tipo de proteína que capacita a união específica do RNA polimerase aos promotores de genes. Os promotores Classe II ficam então responsáveis pela expressão do gene das subunidades do corpo basal enganchado e seus reguladores, inclusive outro fator sigma chamado σ28 (que é codificado por um gene chamado FliA) e seus fatores antissigma, FlgM (os fatores antissigma, como seu nome sugere, se acoplam aos fatores sigma para inibir sua atividade transcricional). O fator sigma σ28 é exigido para ativar os promotores Classe III. Mas aqui nós, potencialmente, entramos num problema. Não faz, absolutamente, nenhum sentido começar a expressar os monômeros flagelinos antes de terminar a construção do corpo basal enganchado. Assim, a fim de inibir o σ28, o fator antissigma (FlgM) aludido acima inibe sua atividade e proíbe-o de interagir com o complexo holoenzimático da RNA polimerase. Quando a construção do corpo basal enganchado é completada, o fator antissigma FlgM é secretado através das estruturas flagelares que são produzidas pela expressão de genes de corpo basal enganchado Classe II. Os promotores da Classe III (que são responsáveis pela expressão dos monômeros flagelinos, do sistema de quimiotaxia e dos geradores de força motor) são finalmente ativados pelo σ28, e o flagelo pode ser completado.Mas a coisa fica muito melhor. O sistema de exportação flagelar (isto é, o meio pelo qual o FlgM é removido da célula) tem dois estados substratos de especificidade: substratos tipo bastão/gancho e substratos tipo filamento. Durante o processo de montagem flagelar, esse interruptor de substrato-especificidade tem que se mover rapidamente daqueles estados anteriores para os últimos estados. As proteínas que formam parte do gancho e do bastão precisam ser exportadas antes que esses formem o filamento. Mas como surge esse interruptor no substrato-especificidade?

 
Uma proteína ligada à membrana chamada FlhB é a principal agente nesse processo. Há também uma proteína flagelar do tamanho do gancho que é responsável em se certificar de que o tamanho do gancho seja do tamanho correto (cerca de 55 nm) chamada FliK. Essa proteína também é responsável na ativação do interruptor de especificidade do substrato de exportação. Como se constata, sem a FliK, a capacidade de alternar e exportar filamento e o controle de tamanho do gancho são completamente perdidos. A FliK tem dois domínios principais, i.e. os domínios N-terminal e C-terminal. Durante a montagem do gancho, a FliKN funciona como um sensor molecular e transmissor de informação sobre o tamanho do gancho. Quando o gancho atinge o tamanho correto, a informação é transmitida à FliKC e à FliKCT, resultando numa mudança conformacional, que por sua vez resulta  na ligação da FliKCT à FlhBC. Isso, por sua vez, resulta na mudança conformacional no FlhBC. E isso provoca a alternância do substrato de especificidade.
 
A montagem flagelar começa na membrana citoplásmica, avança pelo espaço periplásmico e, finalmente, se estende para fora da célula. Basicamente, o flagelo consiste de duas partes principais: o sistema de secreção e a estrutura axial. Os principais componentes da estrutura axial são a FlgG para o bastão, a FlgE para o gancho e a FliC para o filamento. Todas elas se reúnem com a assistência de uma proteína tampão (FlgJ, FlgD e FliD respectivamente). Dessas, somente a FliD permanece na ponta do filamento no produto final. Outros componentes da estrutura axial (chamados de FlgB, FlgC e FlgF) conectam o bastão ao complexo do anel MS. O gancho e o filamento são conectados pela FlgK e a FlgL.
 
Quando o anel C e o bastão C se acoplam ao anel M em sua superfície citoplásmica, o complexo do anel M – que é fundação estrutural do aparato – pode começar a secretar proteínas flagelares.
 
A estrutura do bastão é construída pela camada de peptidoglicano. Mas seu crescimento não é capaz de avançar além da barreira física apresentada pela membrana externa sem ajuda. Assim, o complexo do anel externo faz um buraco na membrana de modo que o gancho possa crescer por debaixo da base FlgD até que atinja o tamanho crítico de 55 nm. Então os substratos que estão sendo secretados podem alternar do modo bastão-gancho para o modo flagelino, o FlgD pode ser substituído por proteínas associadas ao gancho e o filamento continua a crescer. Sem a presença da proteína tampão FliD, esses monômeros flagelinos se perdem. Essa proteína tampão é essencial para que o processo ocorra.
 
Por que a evolução do flagelo do T3SS não funciona 
 
Alguém pode ter pensado que a descrição dada acima seria mais do que suficiente para reduzir a nada os gestos de mão abanando das trivializações de Kenneth Miller et al. Mas fica cada vez pior para a estória darwinista. Por que a biossíntese do flagelo é tão precisamente regulada e orquestrada? Não somente as demandas de energia fazem do flagelo um sistema extremamente dispendioso para funcionar, mas a expressão inoportuna de proteínas flagelares pode induzir uma forte reação de imunização no sistema hospedeiro, algo que nenhuma bactéria quer sofrer.Qual é o significado disso do ponto de vista da razão evolucionária? Bem, os monômeros flagelinos são algo tipo indutores de citoquinas. Se você fosse um organismo Yersinia, de posse de um Sistema de Secreção Tipo-III, a última coisa que você gostaria de fazer é apresentar esses peptídeos flagelinos aos macrofágos. Tal coisa, sem dúvida, seria prejudicial aos mecanismos anti-inflamatórios da Yersinia.

ConclusãoMinha descrição, dada acima, realmente somente tocou a superfície desse assunto espetacular de nanotecnologia (para mais detalhes, veja aqui). Por questão de brevidade, eu sequer discuti os processos impressionantes de quimiotaxia, dois componentes do circuito de transdução de sinal, o acoplamento rotacional, e a força motivo de próton pelo qual o flagelo é energizado (para detalhes disso, vide minha discussão aqui ou, para maiores detalhes, vide este artigo crítico). Mas a consideração mais importante é que a moderna teoria darwinista – como é classicamente entendida – não chegou nem perto de explicar a origem dessa máquina motor extraordinariamente complexa e sofisticada. Assim como as “explicações” darwinistas para o olho podem, a princípio, parecer convincentes para os não iniciados, grandemente não familiarizados com a absoluta maravilha de engenharia da bioquímica e da base molecular da visão, assim também as “explicações” evolucionárias do flagelo se tornaram rapidamente vazias de qualquer persuasão quando se consideram os detalhes moleculares do sistema. Quando alguém junta os detalhes acima com as demonstrações nítidas da impotência de o neodarwinismo produzir novas dobraduras de proteínas e novos sítios de ligação proteína-proteína, você pensa realmente que esse sistema pode ser ajuntado por virtude de leves, sucessivas modificações, um pequeno passo de cada vez? Considerando-se que o ponto importante de convencimento do neodarwinismo depende de sua suposta eficiência em invalidar a extraordinária aparência de design, não é óbvio que sua impotência demonstrável lança o postulado de design de volta à mesa como uma viável e respeitável proposição científica?

Douglas Axe, do Biologic Institute, demonstrou em artigo recente na revista Bio-complexityque o modelo de duplicação e recrutamento de gene somente funciona se algumas poucas mudanças forem necessárias para adquirir nova utilidade selecionável ou nova funcionalidade. Se um gene duplicado for neutro (em termos do seu custo para o organismo), então o número máximo de mutações que uma nova inovação numa população bacteriana pode exigir fica em torno de seis mutações. Se o gene duplicado tiver um custo adaptativo levemente negativo, o número máximo cai para dois ou menos (não incluindo a duplicação em si).Parece que o flagelo bacteriano continua sendo – e talvez seja – um desafio muito maior ao darwinismo desde quando Behe escreveu o livro A Caixa Preta de Darwin, em 1996.

 
 
Tradução feita pelo blog desafiando a nomenklatura científica.
 

DNA Lixo – A piada evolucionista.

 
 
 
NATURE | NEWS FEATURE
 
ENCODE: The human encyclopaedia
 
First they sequenced it. Now they have surveyed its hinterlands. But no one knows how much more information the human genome holds, or when to stop looking for it.
 
Brendan Maher
 
05 September 2012
 
Ewan Birney would like to create a printout of all the genomic data that he and his collaborators have been collecting for the past five years as part of ENCODE, the Encyclopedia of DNA Elements. Finding a place to put it would be a challenge, however. Even if it contained 1,000 base pairs per square centimetre, the printout would stretch 16 metres high and at least 30 kilometres long.
 
ENCODE was designed to pick up where the Human Genome Project left off. Although that massive effort revealed the blueprint of human biology, it quickly became clear that the instruction manual for reading the blueprint was sketchy at best. Researchers could identify in its 3 billion letters many of the regions that code for proteins, but those make up little more than 1% of the genome, contained in around 20,000 genes — a few familiar objects in an otherwise stark and unrecognizable landscape. Many biologists suspected that the information responsible for the wondrous complexity of humans lay somewhere in the ‘deserts’ between the genes. ENCODE, which started in 2003, is a massive data-collection effort designed to populate this terrain. The aim is to catalogue the ‘functional’ DNA sequences that lurk there, learn when and in which cells they are active and trace their effects on how the genome is packaged, regulated and read.
 
After an initial pilot phase, ENCODE scientists started applying their methods to the entire genome in 2007. Now that phase has come to a close, signalled by the publication of 30 papers, in Nature, Genome Research and Genome Biology. The consortium has assigned some sort of function to roughly 80% of the genome, including more than 70,000 ‘promoter’ regions — the sites, just upstream of genes, where proteins bind to control gene expression — and nearly 400,000 ‘enhancer’ regions that regulate expression of distant genes (see page 57)1. But the job is far from done, says Birney, a computational biologist at the European Molecular Biology Laboratory’s European Bioinformatics Institute in Hinxton, UK, who coordinated the data analysis for ENCODE. He says that some of the mapping efforts are about halfway to completion, and that deeper characterization of everything the genome is doing is probably only 10% finished. A third phase, now getting under way, will fill out the human instruction manual and provide much more detail.

 
 
Many who have dipped a cup into the vast stream of data are excited by the prospect. ENCODE has already illuminated some of the genome’s dark corners, creating opportunities to understand how genetic variations affect human traits and diseases. Exploring the myriad regulatory elements revealed by the project and comparing their sequences with those from other mammals promises to reshape scientists’ understanding of how humans evolved.
 
Yet some researchers wonder at what point enough will be enough. “I don’t see the runaway train stopping soon,” says Chris Ponting, a computational biologist at the University of Oxford, UK. Although Ponting is supportive of the project’s goals, he does question whether some aspects of ENCODE will provide a return on the investment, which is estimated to have exceeded US$185 million. But Job Dekker, an ENCODE group leader at the University of Massachusetts Medical School in Worcester, says that realizing ENCODE’s potential will require some patience. “It sometimes takes you a long time to know how much can you learn from any given data set,” he says.
 
Even before the human genome sequence was finished2, the National Human Genome Research Institute (NHGRI), the main US funder of genomic science, was arguing for a systematic approach to identify functional pieces of DNA. In 2003, it invited biologists to propose pilot projects that would accrue such information on just 1% of the genome, and help to determine which experimental techniques were likely to work best on the whole thing.
 
The pilot projects transformed biologists’ view of the genome. Even though only a small amount of DNA manufactures protein-coding messenger RNA,for example, the researchers found that much of the genome is ‘transcribed’ into non-coding RNA molecules, some of which are now known to be important regulators of gene expression. And although many geneticists had thought that the functional elements would be those that are most conserved across species, they actually found that many important regulatory sequences have evolved rapidly. The consortium published its results3 in 2007, shortly after the NHGRI had issued a second round of requests, this time asking would-be participants to extend their work to the entire genome. This ‘scale-up’ phase started just as next-generation sequencing machines were taking off, making data acquisition much faster and cheaper. “We produced, I think, five times the data we said we were going to produce without any change in cost,” says John Stamatoyannopoulos, an ENCODE group leader at the University of Washington in Seattle.
 
Read more here/Leia mais aqui: Nature

NATURE ENCODE

 
+++++
 
NOTA DESTE BLOGGER:
 
A  vindicação impressionante de uma previsão dos teóricos do Design Inteligente de que o genoma, longe de ser cheio de “lixo” sem função, iria se revelar como tendo funcionalidade em grande escala:

No livro The Myth of Junk DNA, Jonathan Wells escreveu:
 
Far from consisting mainly of junk that provides evidence against intelligent design, our genome is increasingly revealing itself to be a multidimensional, integrated system in which non-protein-coding DNA performs a wide variety of functions. If anything, it provides evidence for intelligent design. Even apart from possible implications for intelligent design, however, the demise of the myth of junk DNA promises to stimulate more research into the mysteries of the genome. These are exciting times for scientists willing to follow the evidence wherever it leads.

(Jonathan Wells, The Myth of Junk DNA, pp. 9-10 (Discovery Institute Press, 2011).)

Por muitos anos, a defesa do DNA”lixo” pelos evolucionistas – atrelados caninamente ao paradigma neodarwinista – impediu que a ciência fizesse grandes descobertas sobre o genoma humano! Então, cara-pálidas da Nomenklatura científica, qual teoria ou teóricos realmente impede o avanço da ciência? Galera dos meninos e meninas de Darwin, nota do tio Neddy: não pode mais usar o DNA “lixo” como argumento contra a teoria do Design Inteligente, visse?

Fui, nem sei por que, rindo, mas rachando de rir da cara de alguns mandarins da Nomenklatura científica tupiniquim que fizeram carreira e retórica inflamada em cima do DNA “lixo” como sendo um fato científico contra a teoria do Design Inteligente. Uma hora dessas eles devem ter enfiado o rabo entre as pernas…

Os Desesperados Esforços do Neo-Darwinismo.

Fragmento do livro O Engano do Evolucionismo.

 

 

 
esta imagem foi postada pelo autor do blog e não se encontra no livro.
 

A teoria de Darwin entrou em profunda crise devido às leis da genética descobertas nos primeiros lustros do século XX. Porém, um grupo de cientistas, determinados a permanecerem leais a Darwin, saiu à procura de soluções, reunindo-se em um congresso organizado pela Geological Society of America em 1941.

Geneticistas como G. Ledyard Stebbins e Theodosius Dobzhansky, zoólogos como Ernest Mayr e JulianHuxley, paleontólogos como George Gaylord Simpson e Glenn L. Jepsen, e geneticistas matemáticos como Ronald Fisher e Sewall Right, após longas discussões, finalmente concordaram sobre como “remendar” o Darwinismo.Essas personalidades focalizaram a questão da origem das variações vantajosas que supostamente ocasionavam a evolução dos seres vivos – assunto esse que o próprio Darwin não foi capaz de explicar, e que simplesmente tentou contornar apelando para Lamarck. A idéia agora foram as “mutações aleatórias”, incorporadas na nova teoria que recebeu o nome de “A Moderna Teoria Sintética da Evolução”, mediante a adição do conceito de mutação à tese de Darwin da seleção natural. Em pouco tempo essa teoria passou a ser conhecida como “Neo-Darwinismo”, e seus defensores como “neo-darwinistas”.

As décadas seguintes vieram a ser uma era de tentativas desesperadas para comprovar o Neo-Darwinismo. Já era conhecido que as mutações– ou “acidentes” – que acontecem nos genes dos organismos vivos eram sempre deletérias. O Neo-Darwinismo tentou defender a causa da“mutação vantajosa”, mediante a realização de milhares de experimentosde mutação.

Todas essas tentativas terminaram falhando completamente.Tentaram, também, provar que os primeiros organismos vivos poderiam ter-se originado por acaso sob condições terrestres “primitivas” que a teoria propôs, mas esses experimentos também falharam totalmente. Todos os experimentos que procuraram provar que a vida poderia ser gerada por acaso, falharam. Os cálculos probabilísticos demonstram que nem mesmo uma simples proteína, bloco construtivo das células, poderia ter-se originado por acaso. E a célula – que supostamente teria surgido por acaso sob condições terrestres primitivas e não controladas, de acordo com os evolucionistas – não poderia ser sintetizada nem mesmo pelos mais sofisticados laboratórios do século XX.

A Teoria do Darwinismo é também desafiada pelo registro fóssil.

Jamais foi encontrado em qualquer lugar do mundo sequer uma “forma de transição”,que supostamente mostrasse a evolução gradual dos organismos vivos, desde as espécies mais “primitivas” até as mais avançadas, como alega o Neo-Darwinismo.Ao mesmo tempo, a anatomia comparada revelava que espécies que supostamente teriam evoluído umas das outras, possuíam na realidade características anatômicas diferentes, não podendo jamais ter sido ancestrais ou descendentes umas das outras.Porém, o Neo-Darwinismo jamais foi uma verdadeira teoria científica, e sim um dogma ideológico, para não dizer alguma espécie de “religião”. Essa é a razão pela qual os defensores da Teoria da Evolução ainda a defendem, apesar de todas as evidências contrárias. Entretanto, uma coisa sobre a qual eles não conseguem concordar é qual dos diferentes modelos propostos para a realização da evolução é realmente o “correto”. Um dos mais importantes dentre esses modelos é o fantástico cenário conhecido como “equilíbrio pontuado”.

 

Tentativa e Erro: Equilíbrio Pontuado

A maioria dos cientistas que acreditam na evolução aceita a Teoria Neo-Darwinista, com evolução lenta e gradual. Nas décadas mais recentes,entretanto, foi proposto um modelo diferente. Designado “EquilíbrioPontuado”, esse modelo rejeita a idéia darwinista de evolução cumulativa,passo-a-passo, e propõe que a evolução, pelo contrário, ocorreu em grandes“saltos” descontínuos.Os primeiros defensores dessa noção surgiram no início da décadade 1970. Dois paleontólogos americanos, Niles Eldridge e Stephen Jay Gould, estavam perfeitamente cientes de que as alegações da Teoria Neo-Darwinista eram totalmente refutadas pelo registro fóssil. Os fósseis comprovavam que os organismos vivos não se originaram por evolução gradual,mas que apareceram repentinamente e plenamente formados. Os neo-darwinistasviviam na esperança – como ainda hoje – de que as formas de transição perdidas seriam encontradas um belo dia.Compreendendo que essa esperança não tinha fundamentação, Eldredge e Gould, entretanto, não foram capazes de abandonar seu dogma evolucionista, e então lançaram um novo modelo: o equilíbrio pontuado.
 
É este um modelo que alega que a evolução não ocorreu em resultado de pequenas variações, mas sim mediante grandes alterações repentinas.Este modelo nada mais foi do que um incentivador de fantasias. Por exemplo, o paleontologista europeu O. H. Shindewolf, que abriu caminho para Eldredge e Gould, afirmava que a primeira ave surgiu do ovo de um réptil, como uma “grande mutação”, isto é, como resultado de um enorme“acidente” que ocorreu na estrutura genética (10).

 
De acordo com a mesma teoria, alguns animais terrestres poderiam ter-se transformado em gigantescas baleias após sofrerem repentina e abrangente transformação. Essas alegações,em contradição com totalmente todas as regras da genética, da biofísica e da bioquímica, são tão científicas quanto os contos de fada que falam da transformação de sapos em príncipes! Não obstante, alguns paleontólogos,aflitos com a crise enfrentada pelo Neo-Darwinismo, abraçaram esta teoria que teve o mérito de ser ainda mais bizarra do que o próprio Neo-Darwinismo.O único propósito desse modelo foi prover uma explicação para os hiatos existentes no registro fóssil, que o modelo neo-darwinista não podia explicar.Evidentemente, dificilmente seria racional tentar explicar o hiato fóssil na evolução das aves alegando que “
uma ave repentinamente eclodiu de umovo de réptil”, pois como os próprios evolucionistas admitem, a evolução de uma espécie a outra exige uma grande alteração vantajosa na informaçãogenética. Entretanto, nenhuma mutação aprimora a informação genética,nem acrescenta nova informação.
 
 
As mutações só perturbam a informação genética existente. Assim, as “grandes mutações” imaginadas pelo modelo do equilíbrio pontuado, somente ocasionariam “grandes” reduções e deteriorações na informação genética.Além do mais, o modelo do “equilíbrio pontuado”, entra em colapso a partir do seu primeiro passo, pela sua incapacidade de tratar a questão da origem da vida, que também é a questão que refuta o Neo-Darwinismo desde o início. Como nem mesmo uma única proteína pode ter-se originado por acaso, não tem o menor sentido o debate sobre se organismos constituídos por trilhões dessas proteínas sofreram ou não uma evolução “pontuada” ou“gradual”.A despeito disso, o modelo que vem à mente hoje, quando se fala em “evolução”, ainda é o Neo-Darwinismo. Nos capítulos seguintes,examinaremos primeiro dois mecanismos imaginários do modelo neo-darwinista, e então voltaremos ao registro fóssil para testar esse modelo.Em seguida, abordaremos a questão da origem da vida, que invalida tanto o modelo neo-darwinista quanto todos os outros modelos evolutivos, como por exemplo a “evolução por saltos”.Antes disso, será útil lembrar o leitor que a realidade que estaremos confrontando a cada passo é que o cenário evolutivo é um conto-de-fadas,um grande engano que está totalmente divorciado do mundo real. É um cenário que tem sido usado para iludir o mundo já durante 150 anos. Graças às últimas descobertas científicas, finalmente tornou-se impossível continuar a defendê-lo.
 
10. Steven M. Stanley, “Macroevolution: Pattern and Process”, San Francisco: W. H. Frreman andCo. 1979, pp. 35, 159.
 
 

Se está na hora de rever a Teoria da Relatividade (ciência dura com leis), o que dizer então da Teoria da Evolução (que não tem leis, só princípios)???

 
Às vésperas de completar 70 anos, um dos mais importantes físicos do Brasil é homenageado em simpósio e faz um balanço da ciência e seu futuro.
 
Um dos maiores físicos brasileiros da atualidade, o professor Mário Novello completa 70 anos no próximo dia 24. Em sua homenagem, a instituição onde trabalha, o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), promoveu um simpósio especial na última semana, em que pesquisadores do Brasil e de várias partes do mundo discutiram as principais ideias e teorias que ele apresentou nos seus anos de atuação na ciência.
 
Em entrevista, Novello resumiu algumas delas e comemorou a atenção cada vez maior que a física recebe do público em geral.
 
– Quais foram seus focos de estudo nos últimos anos?
 
Eu me interessei por cinco grandes questões de conhecimento da natureza. A primeira é se o Universo teve um começo singular há alguns bilhões de anos ou é muito mais velho, possivelmente eterno, ou seja, se teve um colapso anterior à fase atual de expansão ou não. A segunda é se é possível produzir um buraco negro não-gravitacional em laboratório. Os buracos negros são um conceito tipicamente de gravitação, mas mostramos, eu e minha equipe, desde 2001 que certos efeitos eletrodinâmicos não-lineares podem produzir um comportamento dos fótons, os grãos de luz, típico do que têm quando na vizinhança de um buraco negro, o que significa que em certas circunstâncias seria possível fabricar um buraco negro não-gravitacional, eletromagnético, no laboratório. Isso teria consequências muito interessantes, como, por exemplo, esconder o que se quiser dentro dele, pois a matéria lá dentro não consegue emitir fótons e, assim, não seria possível ser detectada. A terceira é a origem da massa, que ganhou tanta atenção recentemente com o anúncio da detecção do bóson de Higgs. A quarta envolve um trabalho que fiz há algum tempo sobre a hipótese de que as interações da física poderiam variar com a situação espaçotemporal, ou seja, que a física que a gente descobre na Terra não é necessariamente a mesma em qualquer lugar do Universo. Aprendemos que as leis da física foram geradas de uma maneira que não sabemos como e cabe a nós simplesmente descobri-las, isto é, elas são o que são e não podem ser emendadas ou mudadas. Mas se por acaso houver uma dependência das interações fundamentais com a situação do Universo, poderia se começar a pensar que talvez tenha havido outras configurações e esta que hoje chamamos de leis da física são na verdade um conjunto cuja coerência durou um certo tempo suficientemente grande para gerar o que a gente chama de Universo. É mais ou menos a mesma diferença entre Ptolomeu e Copérnico. Nós achávamos que a Terra era o centro do Universo, e agora achamos que as leis da física descobertas na Terra são as mesmas em todo Universo. Guardadas as devidas proporções, o que estamos discutindo é se isso é verdade mesmo. Isso não pode ser um dogma a priori, é preciso testar, e onde testamos isso é com a Cosmologia, que está produzindo uma refundação da física como não se viu desde o século XVI. Já a quinta é a geometria do microcosmos, que é delicada. O mundo quântico tem propriedades muito especiais. Desde os anos 20 que a gente considera que neste mundo não se deve falar em processos contínuos, mas discretos. Daí o famoso “salto quântico”, que foi caracterizado de forma bem clara nas órbitas dos átomos de hidrogênio, e nos outros também, em que os elétrons não fica em todos lugares, eles têm certas órbitas preferenciais, que são determinadas exatamente pelas equações que regem este mundo quântico. Mas nos anos 50 David Bohm (físico britânico de origem americana que também foi cidadão brasileiro e viveu no país no início dos anos 50) produziu um cenário com uma visão contínua do mundo quântico que é a única, ou pelo menos uma das poucas, que pode ser aplicada na Cosmologia. Isso porque quando se vai produzir um modelo quântico do Universo, não se pode usar a interpretação clássica da mecânica quântica, a da Escola de Copenhague, que exige que se tenha um observador externo ao sistema. Ora, como não pode haver um observador externo ao que a gente chama de Universo, não poderia haver, neste caso, uma Cosmologia quântica. Para que ela exista, é preciso sair desta interpretação e é daí que vem a ideia de Bohm e de De Broglie (Louis De Broglie, físico francês ganhador do Nobel de 1929). No nosso grupo de Cosmologia no CBPF, temos trabalhado muito nesta direção e fizemos uma mudança na estrutura métrica que envolve o microcosmos. Isso é curioso porque estamos acostumados a medidas euclidianas no cotidiano. A Relatividade Especial, no entanto, mostrou que essa geometria euclidiana pode ser alterada quando você tem objetos com velocidades extremamente elevadas. O que estamos construindo é uma terceira possibilidade que é uma geometria do tipo produzida pelo matemático e físico alemão Hermann Weyl que pode exatamente ser responsável por aquele tipo de coisas que a gente chama de efeitos quânticos. Neste modo de encarar, os efeitos quânticos seriam na verdade propriedades do fato de termos uma estrutura métrica no interior do microcosmos do tipo não-euclidiana, o que muda de forma fantástica várias interpretações que temos até agora. São estas as cinco questões que basicamente tenho me envolvido. E claro que neste meio tempo orientei mais de 50 teses de mestrado e doutorado de meus alunos.
 
– Entre 2014, a Copa do Mundo no Brasil, e 2016, as Olimpíadas do Rio, temos os 100 anos da Teoria da Relatividade Geral de Einstein em 2015. Como o senhor e o CBPF estão se preparando para comemorar a data?
 
Há algum tempo venho propondo para o governo brasileiro a criação de um instituto de Cosmologia. Nos últimos 10 anos, os países do chamado Brics (sigla em inglês para Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul), com exceção do Brasil, montaram seus instituto de Cosmologia mostrando que a ciência fundamental faz parte do seu desenvolvimento, mostrando que em alguns anos esperam estar na fronteira do conhecimento, pois os centros tradicionais, como a Europa, estão em decadência. O Brasil então deveria seguir os “Rics” se quiser também participar deste movimento. Não seria a primeira vez que o CBPF daria origem a outra instituição de excelência. O Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC); o Laboratório Nacional de Luz Síncroton, em Campinas, e o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) vieram do CBPF. Ele é um gerador de institutos que, no entanto, não tiram um pedaço dele. Ao contrário, o CBPF engrandece cada vez mais quando faz uma coisa dessas. Devemos ter uma instituição nacional voltada para a Cosmologia.
 
– No mês passado, tivemos o anúncio da detecção do bóson de Higgs, que ganhou atenção da mídia e do público ao redor do mundo. Como o senhor vê este crescente interesse geral em ciências de ponta como a Física?
 
A maior parte das questões da Física envolvem também questões fundamentais do ser humano, como de onde viemos, para onde vamos. Tanto que o Higgs, ou a expansão do Universo, o Big Bang, os buracos negros, questões que as pessoas não entendem bem, chamam a atenção. São questões que estão no limite do conhecimento e estão interligadas na Cosmologia. Ao longo dos meus 35 anos de trabalho, sempre lidei com estes temas que estão na fronteira do conhecimento e têm um apelo popular notável, primeiro porque não sabemos totalmente a resposta. E segundo porque a visão que elas nos dão do Universo é maravilhosa. É como se estivéssemos vivendo uma época que está passando daquela visão estreita da Terra como centro de tudo para uma imagem grandiosa do Universo. Na semana passada estive em um evento organizado pelo rabino Nilton Bonder e foi muito bom ver o interesse das pessoas em assuntos que de uma certa maneira fogem de seu dia a dia. As pessoas perguntaram basicamente duas coisas: se o Higgs pode ter alguma importância na descrição do Universo e como se vê hoje a evolução do Universo. Eram 20h30 de uma quarta-feira e as pessoas lotaram um anfiteatro mostrando um interesse fantástico na ciência.
 
– Neste caso, o apelido marqueteiro do Higgs como “partícula de Deus” não teria influenciado esse interesse, apesar de na verdade sua busca não ter nada a ver com religião ou provar ou não a existência de Deus, mas sim decifrar as leis do Universo que está à nossa volta?
 
Destaquei lá que não há oposição entre ciência e religião. Religião trata de fé, enquanto a ciência é uma interpretação racional da natureza. Tem cientistas que acreditam em Deus e são religiosos, judeus, católicos, protestantes, muçulmanos, pois não há contradição. O debate não é religioso e as pessoas aceitaram isso muito bem. A questão não é como o cientista está vendo Deus, ele está produzindo um conhecimento do nosso Universo. É o que a gente pode fazer, porque o conhecimento de Deus não se pode dar através da razão (???), apenas de outra coisa que a gente chama de fé (a fé não é irracional). São dois modos como o homem pensa o mundo e interage com a sociedade distintas e que não são incompatíveis (Como não são incompatíveis – se um é racional e outro é irracional???). Cada coisa com seu próprio Universo.
 
– E quanto à evolução do Universo e a descoberta que sua expansão está se acelerando, o que trouxe a necessidade de encontrar explicações quase que esotéricas, como a misteriosa energia escura, que ninguém sabe o que é?
 
Essa é uma discussão importante, ainda mais tendo em vista os 100 anos da Relatividade. O momento é de começar a pensar em alterar um pouco a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, o que vai mudar nossa visão da Cosmologia. Assim como Einstein não provou que Newton estava errado, só incompleto, estamos vendo que ele também não está completo e é preciso encontrar algumas mudanças em sua teoria, principalmente na presença de campos gravitacionais muito intensos. Einstein não está errado, o que ele fez é observacionalmente correto, principalmente com os dados que ele tinha na época. Mas não explica uma série de novas observações e novos fenômenos que a gente tem que descobrir um modo de interpretar mudando a Relatividade Geral, e propostas estão sendo desenvolvidas no mundo todo. É interessante ver que 100 anos depois, o que Einstein classificou com um dos seus maiores erros, a constante cosmológica, talvez tenha que ser reintroduzida na sua teoria com outras propriedades. A gente sabe que não sabe tudo. (Menos quando é Darwin…)
 
(O Globo – 17/8)

A soberba de Hawking e a humildade de Pascal

É frustrante (pra não dizer irritante) ver gênios da ciência e do pensamento querendo dar respostas para questões que são claramente “irrespondíveis” pela ciência. Do alto de sua brilhante carreira científica (que sempre admirei), o físico britânico Stephen Hawking parece estar se esquecendo de outra virtude importante para os pensadores: a humildade. O grande Isaac Newton se referia aos “ombros de gigantes” sobre os quais se apoiou para poder ver mais longe e admitiu que somos como crianças diante de um mar de conhecimento. Mas e Hawking, o que faz diante de perguntas fundamentais que apontam para os limites no natural (portanto, para o sobrenatural)? Tenta engambelar seu público e a si mesmo com palavras vazias como estas, extraídas de seu novo livro O Grande Projeto (E esse título, hein? É pra provocar?): “Cada universo tem muitas histórias possíveis e muitos estados possíveis em instantes posteriores, isto é, em instantes como o presente, muito tempo após sua criação. A maioria desses estados será muito diferente do universo que observamos e será inadequado à existência de qualquer forma de vida. Só pouquíssimos deles permitiriam a existência de criaturas como nós. Assim, nossa presença seleciona desse vasto conjunto somente aqueles universos que sejam compatíveis com nossa existência. Ainda que sejamos desprezíveis e insignificantes na escala cósmica, isso faz de nós, em certo sentido, os senhores da criação.”

Pra começo de conversa, não existem evidências conclusivas da existência de outros universos, o que Hawking e seus seguidores assumem como certo. E se não podemos provar que esses universos paralelos existem, de que vale teorizar sobre eles? A frase “nossa presença seleciona desse vasto conjunto somente aqueles universos que sejam compatíveis com nossa existência” é, para mim, o verdadeiro conto de fadas; é falar ao vento. Note bem: Hawking considera a vida após a morte um conto de fadas, mas se refere a multiversos improváveis e os descreve como se fossem reais! Há muito mais evidências históricas da ressurreição de Jesus Cristo (que é a garantia da nossa própria ressurreição) do que desses tais universos. Mas Hawking insiste em negar essas evidências para acreditar em fábulas metafísicas…

“Ainda que sejamos desprezíveis e insignificantes na escala cósmica, isso faz de nós, em certo sentido, os senhores da criação”, diz Hawking. Acho que esse é o ponto. O ser humano, sem Deus, deseja sempre ocupar o trono da existência. Por mais que seja consciente de sua pequenez de habitante de um “pálido ponto azul” num universo incomensurável, quer ser “senhor da criação”. Aqui fazem falta os pensamentos de outro gigante intelectual que dizia entrar em pânico todas as vezes que via a cegueira e a miséria do “homem sem luz, abandonado a si mesmo, perdido neste canto do Universo, sem saber quem aqui o colocou, o que vai fazer e o que acontecerá quando morrer”. Blaise Pascal nasceu em 1628 e teve um encontro com o Criador em 1654, aos 31 anos de idade.

Você já leu Pensamentos, de Pascal? O livro é um verdadeiro alento nesta época de relativismo e “verdades” humanas sem substância. Quando pessoas como Hawking (cujo espirro vira notícia na mídia) me cansam com seu palavrório sem lastro, volto-me para a verdade absoluta da Palavra e para homens e mulheres que edificaram sobre esse firme fundamento. Pascal é um deles. Note por que:

“A encarnação de Jesus mostra ao homem a grandeza de sua miséria pela grandeza do remédio que ele precisa.”

“Hoje o homem se tornou semelhante aos animais, num tal afastamento de Deus que apenas lhe resta uma luz confusa de seu Criador.”

“É perigoso conhecer Deus sem conhecer a própria miséria e conhecer a própria miséria sem conhecer Deus.”

“A negligência dos que passam a vida sem pensar no fim derradeiro da existência irrita-me mais do que me comove e me espanta mais do que me aterroriza.”

“Não tendo conseguido curar a morte, a miséria e a ignorância, os homens procuram não pensar nisso tudo para serem felizes.”

“Entre nós e o inferno ou o céu, há apenas uma vida, assim mesmo extremamente frágil.”

“Todos os que procuram Deus fora de Jesus Cristo caem no ateísmo ou no deísmo, duas coisas que a religião cristã abomina quase de igual forma.”

“O conhecimento de Deus sem o da própria miséria produz orgulho. O conhecimento da própria miséria sem o de Deus produz desespero. O conhecimento de Jesus Cristo gera o meio-termo, pois nEle encontramos Deus e nossa miséria.”

“A religião cristã é sábia e louca. Sábia não só por ser a que mais sabe, mas também por ser a mais fundada em milagres, profecias, etc. Louca, porque não é isso tudo o que faz com que pertençamos a ela. O que nos faz crer é a cruz.”

“É preciso saber duvidar quando necessário, afirmar quando necessário e submeter-se quando necessário. Quem não faz assim não entende a força da razão.”

“Por serem bastante infelizes, devemos mostrar piedade para com os que não querem ou não conseguem crer.”

“Submissão e uso da razão – eis em que consiste o verdadeiro cristianismo. O último passo da razão é reconhecer que existe uma infinidade de coisas que a supera. Se a razão não reconhece isso, ela é fraca. Se as coisas naturais a superam, o que se dirá das sobrenaturais?”

“Se o homem não foi feito para Deus por que só é feliz em Deus? Se o homem é feito para Deus, por que é tão contrário a Deus?”

“Não tenho palavras para qualificar aquele que duvida e não corre atrás da certeza, aquele que, ao mesmo tempo, é sumamente infeliz e injusto, e ainda se sente tranquilo e satisfeito e se vangloria disso tudo.”

“É uma estranha inversão a sensibilidade do homem às pequenas coisas e a insensibilidade dele às grandes coisas.”

Espero e oro para que Stephen Hawking tenha um encontro com o Criador, como aconteceu com Pascal, Newton e tantos outros. Caso contrário, as décadas de “prisão” naquela cadeira de rodas poderão se transformar numa eternidade perdida. E que desperdício seria esse.

 

Michelson Borges

O conceito da evolução : Porque o darwinismo é falso II

 
Embriões – A teoria evolucionária precisa de melhor evidência que o registro possa fornecer. Coyne destaca corretamente: “Quando escreveu A Origem das Espécies, Darwin considerou a embriologia a evidência mais forte a favor da evolução.” Darwin tinha escrito que a evidência parecia mostrar que “os embriões das mais distintas espécies pertencentes à mesma classe são mais aproximadamente similares, mas se tornam, quando plenamente desenvolvidos, amplamente dissimilares”, um padrão que “revela a comunidade da descendência”. Na verdade, Darwin pensou que os embriões no estágio inicial “nos mostram, mais ou menos completamente, a condição do progenitor de todo o grupo no seu estado adulto”[15] 
 
Mas Darwin não era um embriologista. Em seu livro Origem das Espécies, ele apoiou sua argumentação citando uma passagem do embriologista alemão Karl Ernst von Baer: “Os embriões dos mamíferos, aves, lagartos e cobras, e provavelmente chelonia [tartarugas], são, nos seus estágios mais incipientes, excessivamente parecidos uns com os outros… Tenho em minha posse dois pequenos embriões em álcool, cujos nomes eu omiti de colocar, e no presente momento sou bem incapaz de dizer a qual classe eles pertencem. Eles podem ser lagartos ou pequenas aves, ou mamíferos bem jovens, tão completa é a semelhança no modo de formação da cabeça e do tronco nesses animais.”[16] 
 
Coyne afirma que isso é algo que von Baer “escreveu para Darwin”, mas a história de Coyne é tão duvidosa quanto sua paleontologia. A passagem que Darwin citou foi de um artigo escrito em alemão por von Baer, em 1828; Thomas Henry Huxley traduziu para o inglês e publicou em 1853. Primeiramente, Darwin nem sabia que era de von Baer: nas duas primeiras edições do Origem das Espécies ele atribuiu a passagem incorretamente a Louis Agassiz.[17] 
 
Ironicamente, von Baer foi um crítico de peso da teoria de Darwin, rejeitando a ideia de que todos os vertebrados partilham de um ancestral comum. Segundo o historiador de ciência Timothy Lenoir, von Baer temia que Darwin e seus seguidores “já tivessem aceitado a hipótese evolucionária darwinista como verdade antes de se disporem à tarefa de observar os embriões”. O mito de que a obra de von Baer apoiava a teoria de Darwin foi devido, primeiramente, a outro biólogo alemão: Ernst Haeckel.[18] Haeckel manteve não somente que todos os embriões de vertebrados evoluíram de um ancestral comum, mas também que em seu desenvolvimento (“ontogenia”) eles davam replay (recapitulavam) de sua história evolucionária (“filogenia”). Ele a chamou de a Lei Biogenética: a ontogenia recapitula a filogenia. 
 
Em seu livro Why Evolution Is True, Coyne escreveu que “a ‘recapitulação’ de uma sequência evolucionária é vista na sequência de desenvolvimento” de vários órgãos. “Cada vertebrado passa pelo desenvolvimento numa série de estágios, e a sequência daqueles estágios acontece seguindo a sequência evolucionária de seus ancestrais”. A provável razão para isso é que “assim que uma espécie evolui em outra, o descendente herda o programa de desenvolvimento de seu ancestral”. Dessa maneira, o descendente altera as mudanças “naquilo que já é um plano de desenvolvimento robusto e básico”. 
 
É melhor para as coisas que evoluíram mais tarde serem programadas a desenvolver mais tarde o embrião. Esse princípio de “adicionar coisa nova em coisa velha” também explica por que a sequência de estágios de desenvolvimento reflete a sequência evolucionária dos organismos. Como um grupo evolui de outro, geralmente ele adiciona seu programa de desenvolvimento em cima do antigo. Assim, “todos os vertebrados começam o desenvolvimento [embrionário] parecendo um peixe embrionário porque todos nós descendemos de um ancestral tipo peixe”.[19] 
 
Mesmo assim, Coyne escreveu, a Lei Biogenética de Haeckel “estritamente não era verdade”, porque “os estágios embrionários não se parecem com as formas adultas de seus ancestrais”, como Haeckel (e Darwin) acreditaram, “mas se parecem com as formas embrionárias de seus ancestrais”. Mas essa reformulação da Lei da Biogenética não soluciona o problema. Em primeiro lugar, os fósseis de embriões são extremamente raros,[20] assim, a lei reformulada tem que depender de embriões de organismos modernos que são considerados como parecendo as formas ancestrais. O resultado é um argumento circular: de acordo com a teoria de Darwin, os peixes são nossos ancestrais; os embriões humanos (supostamente) se parecem com os embriões de peixes; portanto, os embriões humanos se parecem com os embriões de nossos ancestrais. Teoria primeiro, observação mais tarde – justamente como von Baer tinha objetado.
 
Em segundo lugar, a ideia de que estágios evolucionários posteriores simplesmente podem ser alterados para o desenvolvimento é biologicamente irreal. Um ser humano não é apenas um embrião de peixe com algumas características adicionadas. Como o embriologista britânico Walter Garstang destacou em 1922, “uma casa não é uma cabana com um andar em cima. Uma casa representa um grau maior na evolução de uma residência, mas toda a construção é alterada – as fundações, o madeiramento, o telhado –, mesmo que os tijolos sejam os mesmos”.[21] 
 
Em terceiro lugar, e mais importante, os embriões de vertebrados não são mais semelhantes em seus estágios iniciais. Nos anos 1860, Haeckel fez alguns desenhos para mostrar que os embriões de vertebrados pareciam quase idênticos em seu primeiro estágio – mas seus desenhos eram fraudulentos. Não somente ele distorceu os embriões fazendo-os parecer mais semelhantes do que eles realmente são, mas ele também tinha omitido os estágios iniciais nos quais os embriões são notavelmente diferente uns dos outros. Um embrião humano em seus estágios iniciais não se parece com um embrião de peixe. 
 
Somente depois de os embriões de vertebrados terem progredido pela metade de seu desenvolvimento é que eles alcançam o estágio que Darwin e Haeckel consideraram como sendo o primeiro. Os biólogos de desenvolvimento chamam esse padrão diferente-similar-diferente de “ampulheta de desenvolvimento”. Os embriões de vertebrados não se parecem um com o outro em seus estágios iniciais, mas convergem de algum modo em aparência na metade do desenvolvimento, antes de divergir novamente. Se a ontogenia fosse uma recapitulação da filogenia, tal padrão seria mais consistente com as origens separadas do que com a ancestralidade comum. Os darwinistas modernos tentam salvar sua teoria pressupondo que a ancestralidade comum de vertebrados é obscurecida porque o desenvolvimento inicial pode evoluir facilmente, mas não há justificação para essa pressuposição a não ser a própria teoria.[22] 
 
Embora os desenhos de Haeckel tivessem sido denunciados como fraude pelos seus contemporâneos, os livros didáticos de Biologia os usaram ao longo do século 20 para convencer os estudantes de que os humanos partilham de um ancestral comum com os peixes. Então, em 1997, uma publicação científica publicou um artigo comparando as fotos dos embriões de vertebrados com os desenhos de Haeckel, e que o autor principal descreveu como “uma das mais famosas fraudes em Biologia”. [SIC ULTRA PLUS 1] Em 2000, o paleontólogo evolucionista de Harvard, Stephen Jay Gould, chamou os desenhos de Haeckel de “fraudulentos” e escreveu que os biólogos deveriam “ficar atônitos e envergonhados pelo século de reciclagem estúpida que resultou na persistência desses desenhos num grande número, se não na maioria dos livros didáticos modernos”.[23] [SIC ULTRA PLUS 2] 
 
 
 
Mas Coyne não se sente envergonhado. Ele defende os desenhos de Haeckel. Coyne escreveu: “Haeckel foi acusado, em grande parte injustamente, de ter falsificado alguns desenhos de embriões iniciais para fazê-los parecer mais semelhantes do que eles realmente são. Apesar disso, não devemos jogar fora o bebê junto com a água do banho.”[24] O “bebê” é a teoria de Darwin, que Coyne defende teimosamente, a despeito da evidência.
 
Vestígios e design ruim

Darwin argumentou em seu livro Origem das Espécies que a ocorrência generalizada de órgãos vestigiais – órgãos que, possivelmente, uma vez tiveram uma função, mas que agora são inúteis – é evidência contra a criação. “Sobre o ponto de vista de que cada organismo com todas as suas partes separadas tendo sido especialmente criadas, como totalmente inexplicável seja que os órgãos trazendo a marca nítida de inutilidade… devesse tão frequentemente ocorrer.” Mas tais órgãos, ele argumentou, são prontamente explicados por sua teoria: “No ponto de vista da descendência com modificação, nós podemos concluir que a existência de órgãos numa condição rudimentar, imperfeitos e inúteis, ou quase abortados, longe de apresentar uma dificuldade estranha, como eles, sem dúvida, fazem na antiga doutrina da criação, podem até ter sido antecipados de acordo com os pontos de vista aqui explicados.”[25]

Em seu livro The Descent of Man, Darwin citou o apêndice humano como um exemplo de órgão vestigial. Mas Darwin estava errado: hoje sabemos que o apêndice é uma fonte importante na produção de anticorpos das células do sangue, e assim parte integral do sistema imunológico humano. Ele pode também servir como compartimento para bactérias benéficas que são necessárias para a digestão normal. Assim, o apêndice não é de jeito nenhum inútil.[26]

Em 1981, o biólogo canadense Steven Scadding argumentou que embora ele não tivesse nenhuma objeção ao darwinismo, “os órgãos vestigiais não fornecem nenhuma evidência para a teoria evolucionária”. A razão principal é que “é difícil, se não impossível, identificar inequivocamente órgãos totalmente desprovidos de função”. Scadding citou o apêndice humano como um órgão previamente tido como sendo vestigial, mas agora sabido ter uma função. Outro biólogo canadense, Bruce Naylor, contrapôs que um órgão com alguma função ainda pode ser considerado vestigial. Além disso, Naylor argumentou, “organismos perfeitamente planejados necessitariam a existência de um Criador”, mas “os organismos frequentemente são algo menos do que perfeitamente planejados” e assim melhor explicados pela evolução. Scadding respondeu: “Todo o argumento de Darwin e de outros com respeito aos órgãos vestigiais giram em torno de sua inutilidade.” Do contrário, o argumento da vestigialidade nada mais é do que um argumento de homologia, e “Darwin lidou esses argumentos separadamente reconhecendo que eles eram de fato independentes”. Scadding também objetou que o argumento de Naylor – “menos do que perfeitamente planejado” – era “baseado numa pressuposição teológica sobre a natureza de Deus, i.e. que Ele não criaria estruturas inúteis. Qualquer que seja a validade dessa afirmação teológica, ela certamente não pode ser defendida como uma declaração científica, e por isso não deve ter lugar numa discussão científica da evolução”.[27]

Em seu livro Why Evolution Is True, Coyne (como Darwin) citou o apêndice humano como exemplo de um órgão vestigial. Diferentemente de Darwin, todavia, Coyne admite que “ele pode ser de algum uso mínimo. O apêndice contém trechos de tecido que podem funcionar como parte do sistema imunológico. Também tem sido sugerido que ele fornece refúgio para as bactérias intestinais úteis. Mas esses benefícios mínimos certamente são superados pelos problemas severos que vêm com o apêndice humano”. De qualquer modo, Coyne argumenta, “o apêndice ainda é vestigial, pois não exerce mais a função pela qual evoluiu”.[28]

Como Scadding tinha destacado uns trinta anos atrás, todavia, o argumento de Darwin se fundamentava na falta de função, e não na mudança de função. Além disso, se a vestigialidade fosse redefinida como propõe Coyne, ela incluiria muitas características nunca antes pensadas como sendo vestigiais. Por exemplo, se o braço humano evoluiu de uma perna de mamífero de quatro pernas (como afirmam os darwinistas), então o braço humano é vestigial. E se (como argumenta Coyne) as asas de aves voadoras evoluíram de membros anteriores emplumados de dinossauros que as usaram para outros propósitos, então as asas das aves voadoras são vestigiais. Isso é o contrário do que a maioria das pessoas quer dizer com “vestigial”.[29]

Coyne ignora também a outra crítica de Scadding, argumentando que se o apêndice humano for ou não inútil, ele é um exemplo de design imperfeito ou ruim. “O que eu quero dizer com ‘design ruim’”, Coyne escreveu, “é a noção de que se os organismos foram construídos por um designer desde o começo – alguém que tivesse usado os blocos biológicos construtores, ou os nervos, músculos, ossos, e assim por diante – eles não teriam tais imperfeições. Design perfeito seria verdadeiramente o sinal de designer capacitado e inteligente. Design imperfeito é a marca da evolução; na verdade, é exatamente isso que nós esperamos da evolução.”[30]

Um exemplo ainda melhor de design ruim, Coyne argumentou, é a prevalência de “genes mortos”. Segundo a versão moderna de Darwinismo que Coyne defende, o DNA carrega um programa genético que codifica proteínas e que dirige o desenvolvimento embrionário; as mutações ocasionalmente alteram o programa genético para produzir novas proteínas (ou mudar seus locais); e depois a seleção natural seleciona essas mutações para produzir a evolução. Nos anos 1970, contudo, biólogos moleculares descobriram que a maior parte de nosso DNA não codifica proteínas. Em 1972, Susumu Ohno chamou isso de “lixo”, e em 1976 Richard Dawkins escreveu: “Uma grande fração do DNA nunca é traduzida em proteína. Do ponto de vista do organismo individual isso parece paradoxal. Se o ‘propósito’ do DNA é supervisionar a construção de corpos, é surpreendente encontrar uma grande quantidade de DNA que não faz isso.” Do ponto de vista da evolução darwinista, todavia, não há nenhum paradoxo. “O verdadeiro ‘propósito’ do DNA é sobreviver, nem mais nem menos. O modo mais simples de explicar o DNA extra é supor que ele é um parasita, ou melhor, um passageiro inofensivo, mas inútil, pegando carona nas máquinas de sobrevivência pelo outro DNA.”[31]

Como Dawkins, Coyne considera que grande parte de nosso DNA é parasitária. Ele escreveu em Why Evolution Is True: “Quando uma característica não é mais usada, ou se torna reduzida, os genes que fazem isso não desaparecem instantaneamente do genoma: a evolução para a ação delas, inativando-as, não as removendo do DNA. Disso nós podemos fazer uma predição. Esperamos encontrar, nos genomas de muitas espécies, genes silenciados, ou ‘mortos’; genes que foram úteis uma vez, mas não estão mais intactos ou expressos. Em outras palavras, deve haver genes vestigiais. Ao contrário, a ideia de que todas as espécies foram criadas do zero prediz que tais genes não existiriam.”

 
Coyne continua: “Trinta anos atrás, não podíamos testar essa predição porque não tínhamos como ler o código do DNA. Contudo, hoje é bem fácil sequenciar o genoma completo das espécies, e tem sido feito para muitas espécies, inclusive os humanos. Isso nós dá uma ferramenta especial para estudar a evolução quando compreendemos que a função normal de um gene é fazer uma proteína – uma proteína cuja sequência de aminoácidos é determinada pela sequência das bases de nucleotídeos que constituem o DNA. E assim que nós tivermos a sequência do DNA de um dado gene, geralmente nós podemos dizer se ele é normalmente expresso – isto é, se ele faz uma proteína funcional – ou se ele é silenciado e nada faz. Podemos ver, por exemplo, se as mutações mudaram o gene de modo que uma proteína útil não possa mais ser feita, ou se as regiões de ‘controle’ responsáveis por ativar um gene foram inativadas. Um gene que funciona é chamado de pseudogene. E a predição evolucionária de que encontraremos pseudogenes tem sido cumprida – amplamente. Virtualmente todas as espécies abrigam genes mortos, muitos deles ainda ativos em seus genes aparentados. Isso implica que aqueles genes também foram ativos em um ancestral comum, e foram mortos em alguns descendentes mas não em outros. De aproximadamente trinta mil genes, por exemplo, nós humanos abrigamos mais de dois mil pseudogenes. Nosso genoma – e os de outras espécies – são verdadeiramente cemitérios bem preenchidos de genes mortos.”[32]

Mas Coyne está completamente errado.

Evidência saindo de projetos de sequenciamento de genomas mostra que virtualmente todo o DNA de um organismo é transcrito em RNA, e que, embora a maior parte daquele RNA não seja traduzida em proteínas, ele realiza funções reguladoras essenciais. Cada mês, os periódicos científicos publicam artigos descrevendo mais dessas funções. E isso não é uma manchete de última hora: a evidência tem se acumulado desde 2003 (quando os cientistas acabaram de sequenciar o genoma humano), que os “pseudogenes” e outras sequências assim chamadas de “DNA lixo” não são, afinal de contas, inúteis.[33] O livro Why Evolution Is True ignora esse enorme conjunto de evidências que refutam decisivamente a predição darwinista de Coyne de que nosso genoma deveria conter bastante DNA “morto”. Não é de admirar que Coyne sempre fique no tipo de argumentos teológicos que Scadding escreveu “não deveriam ter lugar numa discussão científica da evolução”.

 
(Dr. JonathanWells, Discovery Institute, 18/5/2009) 
Notas:

15. Coyne, Why Evolution Is True, p. 79; Darwin, The Origin of Species, capítulo XIV, p. 386-396. Disponível online (2009) aqui.
16. Darwin, The Origin of Species, chapter XIV, p. 387-388. Disponível online (2009) aqui.
17. Coyne, Why Evolution Is True, p. 73; Karl Ernst von Baer, “On the Development of Animals, with Observations and Reflections: The Fifth Scholium”, traduzido por Thomas Henry Huxley, p. 186-237, in Arthur Henfrey & Thomas H. Huxley (editores), Scientific Memoirs: Selected from the Transactions of Foreign Academies of Science and from Foreign Journals: Natural History (London, 1853; reimpresso em 1966 por Johnson Reprint Corporation, New York); a passagem citada por Darwin está na p. 210;
Jane M. Oppenheimer, “An Embryological Enigma in the Origin of Species”, p. 221-255, in Jane M. Oppenheimer, Essays in the History of Embryology and Biology (Cambridge, MA: The M.I.T. Press, 1967).
18. Timothy Lenoir, The Strategy of Life (Chicago: The University of Chicago Press, 1982), p. 258; Frederick B. Churchill, “The Rise of Classical Descriptive Embryology”, p. 1-29, in Scott F. Gilbert (editor), A Conceptual History of Modern Embryology (Baltimore, MD: The Johns Hopkins University Press, 1991), p. 19, 20.
19. Coyne, Why Evolution Is True, p. 77-79.
20. Simon Conway Morris, “Fossil Embryos”, p. 703-711, in Claudio D. Stern (editor), Gastrulation: From Cells to Embryos (Cold Spring Harbor, NY: Cold Spring Harbor Laboratory Press, 2004).
21. Walter Garstang, “The theory of recapitulation: a critical restatement of the biogenetic law”, Journal of the Linnean Society (Zoology), 35 (1922): 81-101.
22. Vide capítulo cinco e as referências que se seguem in Wells, Icons of Evolution;
vide capítulo três e as referências que se seguem in Wells, The Politically Incorrect Guide to Darwinism and Intelligent Design.
23. Michael K. Richardson, J. Hanken, M. L. Gooneratne, C. Pieau, A. Raynaud, L. Selwood & G. M. Wright, “There is no highly conserved embryonic stage in the vertebrates: implications for current theories of evolution and development”, Anatomy & Embryology 196 (1997): 91-106; Michael K. Richardson, citado in Elizabeth Pennisi, “Haeckel’s Embryos: Fraud Rediscovered”, Science 277 (1997):1435; Stephen Jay Gould, “Abscheulich! Atrocious!”, Natural History (March, 2000), p. 42-49; “Hoax of Dodos” (2007), disponível online (2009) aqui.
24. Coyne, Why Evolution Is True, p. 78, notas.
25. Darwin, The Origin of Species, capítulos XIV (p. 402) e XV (p. 420); disponível online (2009) aqui.
26. Darwin, Charles, The Descent of Man, First Edition (London: John Murray, 1871), capítulo I (p. 27), disponível online (2009) aqui; Kohtaro Fujihashi, J. R. McGhee, C. Lue, K. W. Beagley, T. Taga, T. Hirano, T. Kishimoto, J. Mestecky & H. Kiyono, “Human Appendix B Cells Naturally Express Receptors for and Respond to Interleukin 6 with Selective IgA1 and IgA2 Synthesis”, Journal of Clinical Investigations 88 (1991): 248-252, disponível online (2009) aqui; J. A. Laissue, B. B. Chappuis, C. Müller, J. C. Reubi & J. O. Gebbers, “The intestinal immune system and its relation to disease”, Digestive Diseases (Basel) 11 (1993): 298-312, abstract disponível online (2009) aqui; Loren G. Martin, “What is the function of the human appendix?”, Scientific American (October 21, 1999), disponível online (2009) aqui.; R. Randal Bollinger, Andrew S. Barbas, Errol L. Bush, Shu S. Lin & William Parker, “Biofilms in the large bowel suggest an apparent function of the human vermiform appendix”, Journal of Theoretical Biology 249 (2007): 826-831, disponível online (2009) aqui;
Duke University Medical Center, “Appendix Isn’t Useless At All: It’s A Safe House For Good Bacteria”, ScienceDaily (October 8, 2007), disponível online (2009) aqui.
27. Steven R. Scadding, “Do ‘vestigial organs’ provide evidence for evolution?”, Evolutionary Theory 5 (1981): 173-176; Bruce G. Naylor, “Vestigial organs are evidence of evolution”, Evolutionary Theory 6 (1982): 91-96; Steven R. Scadding, “Vestigial organs do not provide scientific evidence for evolution”, Evolutionary Theory 6 (1982): 171-173.
28. Coyne, Why Evolution Is True, p. 61, 62.
29. Coyne, Why Evolution Is True, p. 46.
30 Coyne, Why Evolution Is True, p. 81.
31. Susumu Ohno, “So much ‘junk’ DNA in our genome”, Brookhaven Symposia in Biology 23 (1972): 366-70; Richard Dawkins, The Selfish Gene (New York: Oxford University Press, 1976), p. 47.
32. Coyne, Why Evolution Is True, p. 66, 67.
33. Alguns dos muitos artigos científicos publicados desde 2003 que documentam a função do tão chamado DNA “lixo” são: E. S Balakirev & F. J. Ayala, “Pseudogenes: are they ‘junk’ or functional DNA?”, Annual Review of Genetics 37 (2003): 123-151; A. Hüttenhofer, P. Schattner & N. Polacek, “Non-coding RNAs: hope or hype?”, Trends in Genetics 21 (2005): 289-297; J. S. Mattick & I. V. Makunin, “Non-coding RNA”, Human Molecular Genetics 15 (2006): R17-R29; R. K. Slotkin & R. Martienssen, “Transposable elements and the epigenetic regulation of the genome”, Nature Reviews Genetics 8 (2007): 272-285; P. Carninci, J. Yasuda & Y Hayashizaki, “Multifaceted mammalian transcriptome”, Current Opinion in Cell Biology 20 (2008): 274-80; C. D. Malone & G. J. Hannon, “Small RNAs as Guardians of the Genome”, Cell 136 (2009): 656–668; C. P. Ponting, P. L. Oliver & W. Reik, “Evolution and Functions of Long Noncoding RNAs”, Cell 136 (2009): 629–641.

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “Quando em 1998 eu apontava as fraudes e as distorções de evidências científicas a favor da evolução para alguns dos expoentes autores de livros-texto de Biologia do ensino médio, recebi um e-mail de um deles, meu amigo, informando que a fraude dos desenhos dos embriões de Haeckel era do conhecimento da maioria dos biólogos! Mas ele não entrou em detalhes sobre a motivação por que eles eram utilizados pelos autores. Motivação científica ou ideológica? Na análise crítica que submeti ao MEC, em 2003 e 2005, foram destacadas essas fraudes e as distorções das evidências científicas a favor do ‘fato’ da evolução. Dos autores analisados, somente Amabis e Martho retiraram as fraudes, mas não explicitaram por que o fizeram. Com o descaso do MEC/SEMTEC/PNLEM para o que foi apresentado como desonestidade acadêmica da parte desses autores, não acompanhei mais a abordagem da evolução nesses livros didáticos. Pobres estudantes, estão sendo fraudados há um século; nota bene: um século!”