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Simpósio TDI 2015

Por Design Inteligente São Paulo.

 

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A Sociedade Brasileira do Design Inteligente (TDI-Brasil), seguindo com sua agenda de divulgação sobre o Design Inteligente, têm o enorme prazer de apresentar ao público mais um distinto encontro: O TDI-São Paulo.  O Simpósio será realizado nos dias 04 e 05 de Dezembro de 2015, em parceria com a Universidade Presbiteriana Mackenzie, instituição de grande renome e prestígio acadêmico. O evento será imperdível!!

Contando com uma série de palestras realizadas por cientistas e profissionais das mais diversas áreas, o Simpósio Brasileiro do Design Inteligente de São Paulo abordará assuntos multi e interdisciplinares sobre a teoria que está revolucionando as ciências sobre nossas origens, a TDI.

Além disso teremos um convidado especial entre os palestrantes, o filósofo, escritor e ensaísta Luíz Felipe Pondé. Haverá momentos de grande aprendizado junto com nosso convidado, e uma mesa redonda da qual participará também o Prof. Dr. Marcos Eberlin, presidente executivo da Sociedade Brasileira do Design Inteligente e o coordenador do evento e membro do Comitê Científico da Sociedade Brasileira do Design Inteligente, o Biomédico Dr. Dermeval Reis Junior.

Certamente o evento será de extrema relevância para a Sociedade Brasileira do Design Inteligente, para o Mackenzie e para seus participantes.

O TDI-São Paulo 2015 terá início no dia  04 de Dezembro de 2015, às 20:00 h com cerimônia de abertura e duas palestras. E continuará no dia 05 de Dezembro com a sua programação que pode ser conferida aqui mesmo nessa página, na seção PROGRAMAÇÃO.

 

Os objetivos do TDI-SÃO PAULO:

 

O TDI-São Paulo pretende – como seu alvo maior – reunir os membros da comunidade científica brasileira que entendem que as evidências científicas atuais, em suas mais variadas áreas do conhecimento, apontam hoje para diversas falhas cruciais no paradigma científico sobre nossas origens, a Teoria da Evolução, mas que encontra na TDI a melhor inferência de acordo com os mais recentes dados científicos.

Sendo assim, o maior objetivo do Simpósio é a formação de uma comunidade de cientistas e profissionais que conheçam melhor a TDI e seus fundamentos, que defenda e propague a teoria no Brasil através de palestras, artigos, e midia em geral, utilizando os fundamentos adequados, com conhecimento de causa e com o suporte e referendo da Sociedade Brasileira do Design Inteligente (TDI-BRASIL).

Público alvo do TDI-SÃO PAULO:

A Sociedade Brasileira do Design Inteligente, a TDI-Brasil, reconhece que as Ciências de nossas origens são multi e interdisciplinares, e por isso muito abrangentes, inclusive com fortes implicações históricas, filosóficas e teológicas.

Por essa razão, o TDI-São Paulo terá como público alvo principal a comunidade acadêmica formada por alunos universitários de graduação, mestrado, doutorado e pós-docs, por professores e pesquisadores de escolas, colégios, universidades e centros de pesquisa, bem como por profissionais – de TODAS as áreas do conhecimento científico.

Apesar do Simpósio ser direcionado a estudantes, cientistas e profissionais das mais diversas áreas do conhecimento, estará plenamente aberto para o público interessado em conhecer a TDI, os seus princípios e fundamentação.

Sem dúvida será um encontro de grande relevância, histórico, e portanto imperdível!

Não deixe de participar! Programe-se e venha conhecer melhor a teoria que está contra-revolucionando a Ciência de nossas origens!

 

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O Calcanhar de Aquiles da Evolução

Comunicado a Maria Teodósio.

A Maria fez comentários em meu blog em diversos artigos.

Em um dos seus comentários ela disse que eu só não vou aprovar os comentários dela por que os comentários dela  contradizem meus argumentos e minha capacidade argumentativa é muito limitada.

Não Maria, argumentos contrários aos meus, quando trazem consigo razoabilidade me motivam a aprender mais.

No caso minha decisão se baseia nisso:

Bem, descobri um blog criacionista (pouco movimentado e talvez um tanto obscuro). É o blog do criacionista Jephsimple, PEJADO DE LIXO CRIACIONISTA, incluindo as PARVOÍCES do costume, a quem nenhum CIENTISTA SÉRIO DÁ CRÉDITO, saídas do discovery institute.

Eu não estou ofendido com isso, uma vez que esse tipo de argumento não é NENHUM POUCO novo para mim, e nem a Maria é a primeira a me dizer isso e isso acontece na academia também, é um tipo de tática evolucionista.

Então esse tipo de tática eu simplesmente ignoro. Não acrescenta em nada em meu aprendizado sobre o design inteligente, sobre biologia, sobre evolução.

Portanto, não; isso não é seletividade de comentários, tanto que cheguei a aprovar vários, até me deparar com esta citação adolescente, ideológica, falaciosa, infantil, irrelevante. Que alias, eu entrei em seu blog tempos atrás e percebi o mesmo tipo de argumentação rasa, aliás o Mats é muito bem falado em seu blog.

Não fosse esse seu comentário arrogante, infantil, ideológico, adolescente, irracional, teus comentários seriam todos aprovados. como aprovei alguns.

Afinal, não tenho problemas com argumentos contrários ao meu.

Mas eu passei da idade da adolescência, e passei dos vinte um tempinho. E também não entrei no debate ontem.

Então esses argumentos pra mim valem tanto quanto alguém defender o Goku (Dragon Ball ).

Na idade que estou é impossível levar esse tipo de argumento a sério, intelectualmente,  são minúsculos. Seria conveniente pra mim abrir este blog para pessoas que gostam de insultar os outros.Mas eu não tenho nenhum interesse do meu blog ser popular, além de prezar pela honestidade intelectual, pela verdade acima de tudo, e isso é fruto do meu teísmo cristão.

Este blog está aberto apenas a pessoas que sabem focar seus argumentos apenas em argumentos, no caso você estava fazendo isso. Mas essa sua afirmação foi decepcionante, e desanimadora.

Então considere-se excluída deste blog.

Assim, não perca seu tempo comentando neste mesmo.

E também, fique tranquila, não vou dirigir qualquer comentário a você no blog do Mats.

 

Como meu interesse em debater com a Maria reduziu-se a zero, então todos seus comentários serão apagados.

 

 

Resposta ao materialismo ateu. Parte II

“Sua pergunta é um desvio do meu ponto, meu ponto foi: A natureza tem propósito (veja o que significa propósito) Você disse que não tem, e sua evidência contra propósito foi desastre (que posso entender como defeito) Ou seja, se algo apresenta defeito esse algo não tem NENHUM propósito.”

Veja bem, se no seu ponto de vista tem proposto ocorrer duas coisas:

Ou o propósito é danoso e portanto não têm desastres pois, faz parte do propósito da natureza fazer as coisas, ou têm desastres porque o propósito era bom mas a imperfeição da natureza e de deus levou a tais desastres. Então, se o propósito não é bom, então deus bom não existe, pois fez uma natureza sem o propósito de ser boa.

Se o propósito é o bem, deus perfeito não existe, pois têm desastres o que é uma falha da natureza, portanto deus perfeito não existe.

Sua inferência de danoso, perfeito ou imperfeito ignora o seu ateísmo, o seu naturalismo… É impossível ser ateu, materialista e argumentar sobre a realidade, sobre algo bom ou ruim, perfeito ou imperfeito, sobre moral.

 

Mas agora vou responder, rejeitando o materialismo e me baseando em design inteligente e teologia como forma de ver o mundo. Pois a forma materialista é TOTALMENTE INADEQUADA, ABSURDA.

 

DI: Um sistema com defeito não deixa de ser um sistema inteligentemente concebido por apresentar defeitos. 

Então você não tem uma evidência positiva contra design.

Teologia: Deus criou o universo perfeito, e o mesmo em um determinado ponto tornou se imperfeito pela própria vontade de Deus.

Gênesis  1 e 2, tudo quanto Deus fez ele viu que era bom.

A queda do homem :”E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, MALDITA É A TERRA por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida.”
Gênesis 3:17

 

“Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou,
Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
Porque sabemos que TODA A CRIAÇÃO GEME E ESTÁ JUNTAMENTE COM DORES DE PARTO ATÉ AGORA”
Romanos 8:20-22

Portanto, seu argumento que não se baseia no materialismo, é falso.

Não existe nenhuma relação entre perfeição de Deus e perfeição da criação serem um paradoxo.

“Pois eu lhe disse, a natureza tem propósito: O sol, as estrelas… O Dna.  Oras o Dna tem seu propósito, o cérebro tem, a água tem… O proposito na natureza indica sua origem. Ausência de propósito na natureza tbm indica sua origem.”

O sol, as estrelas e o Dna não são propósitos da natureza, e sim produto da diversidade e grandeza do universo que, pela gravidade, produz estrelas que explodem, e produzem planetas que, pelos bilhões de combinações de matéria, produz a diversidade que produz a vida. Não há evidencia nenhuma de planejamento, se fosse assim não precisaria produzir trilhões de estrelas apenas para que 0,00000000000000000000001% delas pudesse aparecer vida, ou seja, se um criador precisa produzir 1 trilhão de estrelas, para que apenas, uma produza vida, esse criador é muito incompetente.

Mas você está usando a crença materialista para origem da vida, que não tem evidência alguma!

O sol não é qualquer estrela. As estrelas não são enfeites… O DNA tem SIM PROPÓSITO… Mais uma alegação absurda, visando defender o dogma materialista… Como alguém que nega propósito no DNA e crê que é um ser vivo, um ser racional????

Mas eu ei de concordar que o DNA, o sol, as estrelas, a água a lua e etc, não são propósitos da NATUREZA; mas sim daquele que as criou… Nisto concordo contigo.

 

“Isso é espantalho, na verdade o conceito objetivo de design não invoca beleza, existem bactérias, vírus que matam seres humanos, nem por isso eu nego que tais são um ID por que não vejo beleza nisso, vejo dor e sofrimento.”

Contradição à vista:

Mais uma prova que deus bom não existe. Se deus fosse bom não permitiria que vírus maléficos deixassem milhões de crianças incapacitadas, aleijadas, doentes e que morrem sofrendo. Não deixaria que vírus maléficos existissem, ou seja, se deus  existisse seria muito incompetente, pois projetaria pessoas e ao mesmo tempo armas biológicas letais e cruéis para matá-las. Como se assistisse a um videogame pra ver quem mata mais….

Mais uma vez você usa um argumento que assume a falsidade do materialismo, e assume uma visão metafísica para o que ocorre dentro do cosmos sem nenhum propósito.

 

 

Repito meu argumento teológico da imperfeição temporal… Todos pagarão por seus atos, e pior aqueles que permanecerem na injustiça. Olha sua contradição, você acha Deus mal por que não impede o mal, mas você nega o terror eterno; você nega o livre arbítrio também?

 

 

Bom mas deixa eu já citar os que irão sofrer o terrível dano da segunda morte:

“Porém, quanto aos covardes, os incrédulos, os depravados, os assassinos, os que praticam imoralidade sexual, os bruxos e ocultistas, os idólatras e todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago de fogo, que arde perpetuamente em meio ao enxofre. Esta é a segunda morte!”

Apocalipse 21:8

E se você acha que alguém pode dar um de espertinho fazendo mal aos outros podendo evita-los por conhecer a Deus e ser perdoado por ele caiu do cavalo:

 

 Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados,
Mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários.
Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas.
De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?

Hebreus 10:26-29

 

“Na verdade se o universo a vida NÃO PASSAM DE MOVIMENTOS AO ACASO DA ENERGIA E “MATÉRIA” (Na verdade matéria é um mito) então tais conceitos como ordem ou desordem, acidente ou propósito não possuem fundamento… Não se pode provar cientificamente nada sobre o “comportamento” da natureza.”

 

 

A ordem é uma forma do cérebro humano organizar e classificar coisas e acontecimentos para melhor entende-la, e tentar achar regras e leis na natureza. Não se pode dizer que a natureza é “ordenada” por si só. Apenas que aparentemente existem leis físicas que os objetos do universo obedecem. E estas leis foram compiladas pelo cérebro humano que cresceu e se desenvolveu num mundo darwiniano.

Ah sim ! Como diria Einstein:

“A coisa mais incompreensível sobre o universo é que ele é compreensível.”

 

 

""A coisa mais incompreensível sobre o universo é que ele é compreensível." Albert Einstein" 

Isso é um absurdo, dizer que o cérebro classifica isso ou aquilo para entender isso ou aquilo é uma extrapolação do materialismo. Ou você acha que o cérebro transcende o despropositado cosmos, a despropositada natureza. A natureza irracional criando organismos racionais? Como? Dê evidências!Assim como pedimos evidências para as estrelas guiarem meu destino segundo a astrologia… Só por que estrelas existem, eu existe, destino existe… Então as estrelas guiam meu destino???Afirmações sem evidências são refutadas sem evidências!  “Pior ainda, não passa de uma alegação absurdamente extraordinária dizer que tal energia e ‘matéria” dão origem a consciência, a mente… Mas eu tenho algo mais objetivo ainda contra essa crença absurda… A razão não é nem matéria nem energia, nem se encontra em algum lugar do tempo… A razão é absoluta. Todos querem apelar para a razão (incluindo eu), como se ela fosse um Deus.”

Qualquer biólogo em inicio de carreira sabe que a origem da vida proporcionou uma organização e estruturação cada vez mais complexas graças à seleção natural. A ciência e os fatos já descartam um ser pronto e acabado como adão e eva da bíblia. Tudo veio de uma lenta evolução com muito sofrimento, mortes, erros e muitas espécies extintas. Se a consciência fosse fruto de uma  mente com sabedoria infinita já deixava tudo pronto como adão e eva e não espécies mortas por tentativa e erro.

Completamente falso, os biólogos não tem a mínima ideia da origem materialista da vida… Como você acusa as pessoas de crer em ilusões e você mesmo tem as suas??? Isso, por definição, chama-se hipocrisia.E como sempre fazer afirmações sem evidências são refutadas sem evidências. Não há uma evidência que seres unicelulares evoluem para seres pluricelulares, nem que espécies extrapolem os tipos básicos.E por ultimo, não existe uma evidência de ter ocorrido alguma evolução despropositada ( leia aqui por exemplo ) “Essa ficou nebulosa, será que Baker está dizendo que o universo não requer uma explicação, uma causa? Ou ele admite que o universo requer explicações ad infinitum, negando entretanto Deus?”

 

Isso não  requer uma temporalidade e causas infinitas para requerer um criador, ou seja, é a teoria mais simples sobre a origem do universo, sem propriamente existir uma causa que supõem-se ser deus, não, isto é nulo.

 

Ah sim! Não requer a existência do tempo e causas infinitas… Mas quando dizemos que Deus é atemporal e causa máxima, Eterno NÃO CAUSADO o materialismo invoca uma causa para Deus. Um peso duas medidas, isso é uma mente seletiva, influenciada, escravizada por dissonância cognitiva. Ignoram parcimônia quanto é conveniente e invocam-a quando é conveniente.De longe um “explosão” é a melhor explicação para os ajustes rígidos do universo, para a origem da vida, para a mente humana… De longe a resposta está exclusivamente na física clássica. Esta justamente onde o materialismo, alem da mente humana o fazer, é COMPLETAMENTE DESTRUÍDO, está na mecânica  quântica! 

 

Resposta ao materialismo ateu. Parte I

“Que ilusões? O Argumento expõe sua invocação teológica e subjetiva. Ei, ei, espere aí, quando falo de proposito não existe invocação de moral…Oras é bem simples e bem definido: Propósito: Um alvo, um objetivo, uma intenção, um plano, uma meta.”

Alma, espírito, inferno, purgatório, deus, diabo entre outros. Você quer dizer que tudo isso é objetivo, concreto, medível, testável, observável?

Deus não está no mesmo plano que alma, espírito, diabo, demônios et al.

Deus é a causa eterna, qualquer coisa só pode vir a existência por intermédio D’Ele, quer direta ou indiretamente.

 

Isso chama-se falacia da falsa analogia.

 

Quanto ser observável, é mais observável que evolução darwiniana e a crença que o cérebro cria mente, isso, baseado em materialismo filosófico.

“Daí nem faz sentido atribuir catástrofe a certos eventos,NÃO EXISTEM CATÁSTROFES… São apenas eventos naturais… Mas você quer usar esses eventos contra propósito, se não existe NENHUM propósito na natureza como você usa as catástrofes contra propósito?”

As catástrofes não são propósitos, elas ocorrem de acordo com as ações da natureza que têm variações e modificações no tempo, e também podem ser atribuídas ao homem com os gases lançado no ar que aumentou o efeito estufa por ex, mas não quer dizer que o homem seja exclusivamente culpado pelas catástrofes naturais. Mesmo assim a natureza não obedece a um propósito, como eu disse, existe a adaptação à natureza.

Você não respondeu a questão, NADA na natureza tem propósito, sim ou não?… Sua argumentação contra propósito afirmando que não existe propósito é circular. Os ajustes que que qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento em cosmologia enxerga não pode simplesmente ser refutado porque existem catástrofes.

Isso é TOTALMENTE irrelevante.

E se você usar um argumento moral, então seu argumento torna-se mais frágil ainda.

 

“o universo está RIGOROSAMENTE ajustado PARA EXISTIR.”

E o passado, o anterior ao universo, o que existia para condicioná-lo a existir? Notou a sua falha.

Deixe eu acrescentar que a vida também atende a um ajuste rigoroso para passar a existir.

Oras,”existia” (Existe) uma causa eterna, suficiente, necessária para tal ajuste rigoroso. Nós chamamos essa causa de Deus.

Você pressupõe deus o criador de tudo, mas você não define deus a não ser pelo que ele criou, então fica a questão- Quem é deus, onde ele está?

Isso é uma questão de lógica, Deus afirma ser o criador deste universo… Oras, eu então, no mínimo vou conferir se existe alguma evidência de criação. Se Ele não se deixa ser visto como vemos os humanos, então como eu vou ter alguma pista de que Ele existe? Ou ainda, uma pista que Ele é mera ilusão?

Oras, as crianças fazem isso intuitivamente, elas olham pra natureza como se ela tivesse um designer, e um designer não humano (veja aqui) .

“Agora vc está invocando filosofia e teologia, então: O Deus bíblico não é apenas bom e perfeito, ele tbm é justo, ele é PODEROSO, onipresente e onisciente. Tem vontade própria, faz o que quer, mas sua ação livre (fazer o que quer sem influência externa) não pode conflitar com seus outros atributos, ou seja, bondade, amor, justiça.”

E permite que pessoas inocentes morram nas mãos de algozes, logo se ele é onipresente e onisciente, ele é responsável por não usar seu poder contra as maldades que ameaçam seus filhos. Aí você chama deus de irresponsável, ou seja, você ao mesmo tempo que diz dele ser poderoso, onipresente e onisciente, já anula suas qualidades.

1º  Você está invocando um argumento moral, metafísico, em outras palavras, você precisa pressupor que o materialismo é falso para fazer um argumento moral do bem e do mal. Isso é uma contradição materialista, pega-se emprestado valores morais objetivos para julgar eventos do mundo natural, que segundo o materialismo não tem nenhum propósito.

2° Você não pode simplesmente acusar Deus de irresponsabilidade, e negar o inferno. Se as pessoas obedecessem os dez mandamentos, não teríamos algozes, mas esse mundo é bem assim, bem distante de Deus, podem professar uma crença com lábios, mas o que vale é o que as pessoas fazem, seus pecados escondidos, suas pedofilias, perversidades e etc.

Ora, ora, ora, esse mundo não é o Reino de Deus e vai passar, e Deus irá julgar a todos, aí cada um dará conta de seus atos.

Deus não criou robozinhos, esse mundo é o que é por vontade própria. mas ninguém vai escapar dos efeitos, das consequências, ninguém, a não ser que Ele não exista, todos irão para a morada dos mortos, pedófilos, assassinos, corruptos, Mao Tse, Hitler, criancinhas, pessoas boazinhas, algozes, vítimas… Todos deixarão de existir para sempre. 

 

Então como você pode supor que seu argumento tenha alguma validade objetiva? 

Como o universo estava em equilíbrio na sua criação, se ele nem havia sido criado? Prestou bem atenção no erro? Segundo você o universo estava em equilíbrio- em sua criação. Quer dizer que algo criou o que já existia para depois ser criado ou recriado de novo?

O universo foi criado perfeito e perdeu sua perfeição. Esse universo como é, não existira mais futuramente.

“Oras, Deus deu ao homem livre arbítrio, mas tbm o sujeitou a consequências… Isso é causa e efeito. Falso, a natureza por si mesma é evidência que existe um criador, ou ela é evidência que não existe um criador… Ou vc tirou da onde a ideia que Deus não existe? Da sua percepção, intuição?”

Para esta questão, vou citar uma parte do livro de um amigo de SP, segue:

O livre-arbítrio é incompatível com a onisciência divina,

Falso, o fato de você saber minha escolha não quer dizer que a escolha não foi minha o.O

da mesma forma não precisaria ser deus que criou o universo. Se você diz que deus criou o Universo eu posso igualmente supor que não foi deus quem o criou, mas sim o “diabinho Azul” quem o criou.

Você vai precisar diferenciar o diabinho azul de Deus, pois se o diabinho azul criou este universo ele é NECESSARIAMENTE eterno, suficiente, necessário para causar o universo… Então não passa de um outro nome pra mesma causa específica.

Só que este diabinho não é todo poderoso como deus, não tem a onisciência de deus, não é bom como deus, não é perfeito como deus e, para criar o universo, ele acabou morrendo de tanto esforço que fez.

Esse é o problema dessa causa, ela é inferior a Deus e não pode ser a causa lógica do universo e da vida biológica.

Sendo meu diabinho muito mais simples e menos complexo que seu deus ele deve ser preferível em termos da “navalha de ocam” a deus!

Estás confundindo a navalha de ocam com simplismo. Uma explicação não ignora a característica do efeito, caso contrário qualquer coisa causou o universo, quer fadinhas, gnomos, o superman, multiversos.

Agora, sugiro o uso da parcimônia para o surgimento materialista do universo e da vida, fazendo ser tal qual ele é na realidade.  

Portanto, antes de invocar deus como criador do universo você deveria invocar o “diabinho azul”. Caso contrário você estaria sendo ilógico adicionando hipóteses desnecessárias ao “criador do Universo”.

Falso, o diabinho azul é uma péssima causa para o universo, tanto quanto o materialismo é, pode até ser uma hipótese, apenas isso, uma hipótese totalmente improvável. 

Não é necessário um criador com todas as propriedades de um “deus” para se criar o universo basta ter o poder suficiente para criá-lo. Assim a alegação de que é necessário um “deus” para o universo existir carece de fundamento lógico.

Isso se você ignorar a natureza do universo, ignorar sua magnitude, sua grandeza, sua ligação íntima com informação, se você negar a mecânica quântica, negar a característica de todos os organismos biológicos. 
Deus é onisciente, portanto sabe tudo o que aconteceu e o que vai acontecer.
Deus deu liberdade ao homem, portanto o homem é livre para escolher.

Se deus sabe tudo que o homem vai escolher (conhecimento factual) então o homem não tem liberdade de escolha. (Tudo estava previsto na mente de deus e o homem não poderia mudar).
Vamos supor a Existência de Deus Todo-Poderoso. Então, segue logicamente que:

1-Deus é Onisciente.

2-Sendo Onisciente sabe tudo que vai acontecer.

3-Sabendo tudo que vai acontecer, sabe tudo o que você vai fazer e escolher, mesmo antes de você existir.

4-Se Deus sabe tudo o que você vai fazer e escolher, então você não poderá fazer nada diferente da previsão de Deus.

A previsão de Deus, antes de eu nascer, não altera que minha escolha foi livre.
5-Se você não pode fazer nada diferente da previsão divina, você necessariamente e obrigatoriamente terá de segui-la.

Falso, Deus está não apenas consciente de minhas escolhas, mas do meu próprio nascimento, o fato dele saber as escolhas que EU FAREI, não implica que foi determinação, mas simplesmente existe um numero finito e pequeno de escolhas a serem feitas por humanos temporais, mortais. Deus não determinou nada mesmo sendo Ele presciente. 

6-Se você é obrigado a seguir a previsão de Deus, então é impossível para você escolher ou fazer qualquer outra coisa diferente da previsão divina.

Não existe obrigação, existem escolhas possíveis; Deus sabe qual escolha possível você vai fazer.

7-Se é impossível para você escolher ou fazer qualquer coisa diferente da previsão divina você, não tem livre-arbítrio!

Oras, isso é o mesmo que dizer que eu não tenho um número infinito de escolhas para fazer.

Oras, as escolhas do cotidiano são irrelevantes para Deus, o livre arbítrio que requer preocupação se existe ou não é com relação a vida eterna ou morte eterna ( a saber, arder eternamente num lago de fogo e enxofre) … São duas opções definitivas.

Desde antes de o homem nascer, mesmo antes dele se casar ou fazer quaisquer tipos de escolhas, seu destino já estaria previsto na mente onisciente de Deus. Então, nada do que o homem escolhesse seria diferente do caminho já previsto por Deus. Sendo assim, o chamado “Livre-Arbítrio” não passaria de uma ilusão. Isto quer dizer que: ou o homem não é livre para escolher, ou Deus não é onisciente. Esta é uma das mais contundentes provas lógicas contra a existência de Deus.

Mais uma vez, a previsão não tem relação com determinação… Deus determinou que o homem terá apenas Dois destinos possíveis: Vida eterna – Ou Terror eterno. Apesar dele saber a escolha de qualquer um, não é ele quem determina se vou escolher obedece-lo ou não. Isso implicaria em não existência da livre escolha e implicaria em um Deus injusto, pois ninguém pode ser acusado de algo que não fez livremente. 

Vamos sintetizar isso :

  1. Um ser com livre arbítrio, dada duas opções A e B, pode escolher livremente entre A e B.

  2. Deus é onisciente (tudo sabe).

  3. Deus sabe que eu vou escolher A.

  4. Deus não pode estar errado, já que um ser onisciente não pode ter conhecimento falso.

  5. De 3 e 4, vou escolher A e não posso escolher B.

  6. A partir de 1 e 5, a onisciência e livre-arbítrio não pode coexistir.

As premissas 1 e 2 no esboço acima são as principais premissas para o argumento e não são contestadas. A cosmovisão cristã defende que cada ser humano é um agente moral livre e é capaz de fazer escolhas, simplesmente exercendo a sua vontade, não sob compulsão ou por causa do instinto. Além disso, é uma doutrina muito clara do cristianismo que Deus é onisciente. A Bíblia diz que Deus sabe “o fim desde o princípio” (Isaías 46,10). Para a onisciência de ser verdadeiramente entendida deve ser de conhecimento correto, então a premissa 4 também é correta.

Contudo, o ponto número 5 é o lugar onde a lógica vacila. Aqueles que argumentam dessa maneira cometem o erro de pensar que, como Deus possui o conhecimento sobre um assunto específico, então ele influenciou sobre ele. Isso não significa nada. Só porque Deus pode prever que a escolha você vai fazer, não significa que você não pode ainda escolher livremente a outra opção.

 

Devo dizer também que a natureza divina não está reduzida a onisciência, e a que a própria onisciência é intrínseca a onipresença… Ou seja, Deus está em todos os lugares, ele esta no passado, presente e futuro.

Anulando o sofisma da predestinação, eleição incondicional, graça irresistível – “Resposta de um arminiano ao Rev. Augustus Nicodemus acerca de Romanos 9”

Texto extraído do Blog do Jean Patrik

Augustus Nicodemus como a maiorias dos calvinistas começa logo de cara com aquela hermenêutica que todos conhecemos: selecionando textos aqui, forçando outros ali, empurrando outros, sempre tendo o objetivo final de mascarar esteticamente o determinismo calvinista e concluir assim que a melhor exegese soteriológica é a deles.

Selecionei os trechos que se segue para destrinchá-los.

“A chave para entendermos Romanos 9 é a intenção de Paulo, o que ele quer mostrar? A resposta está nos versículos iniciais, 1-5. Ele está triste porque Israel rejeitou Jesus Cristo. Este fato poderia levantar a questão de que a promessa de Deus havia falhado (verso 6). Paulo evita este problema explicando que a promessa foi feita aos descendentes espirituais de Abraão e não aos seus descendentes físicos. Nem todos de Israel são filhos de Deus (verso 6-7).”

Se realmente a chave está nos versículos iniciais, então não deveria ter usado o 2.  “Que tenho grande tristeza e contínua dor no meu coração.” Paulo teria tristeza  por saber que Deus tem seus eleitos para salvação(Judeu ou não) ou ele teria tristeza por ver que os judeus rejeitaram voluntariamente o Messias? Na primeira hipótese, segue-se que Paulo prega o determinismo,  mas tem tristeza, não aceita o que prega. Muito estranho considerando que estamos falando do Apóstolo Paulo que aceitava qualquer situação por amor ao evangelho. Ele segue dizendo: “Porque eu mesmo poderia desejar ser anátema de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne;”.  O motivo da  tristeza dele está claramente explicado, e de nenhuma forma é uma tristeza tendo em vista o plano de Deus e sim, por seus irmãos hebreus terem deliberadamente rejeitado o Messias e assim Deus ter concedido salvação aos gentios. De fato, o Messias, o Senhor Jesus Cristo, veio e os judeus não o reconheceram (Jo 1:11). Paulo afirmou esta mesma verdade em Romanos 10.16-21 . Em virtude da rejeição de Jesus como Messias, pensa-se que os judeus foram rejeitados, ou seja, perderam a oportunidade de serem salvos. Se esta for uma concepção correta, o que dizer das promessas de caráter eterno de que eles são povo e nação exclusiva de Deus? O contexto imediato que se segue é a demonstração que Deus não é infiel, ele é justo e cumpre suas promessas mesmo Israel o rejeitando. “Eles foram escolhidos enquanto indivíduos, embora, certamente, esta escolha venha a ter algum reflexo em seus descendentes (versos 8-13). O ponto de Paulo é que somente os escolhidos de entre a nação de Israel é que creram (e crerão) em Cristo. São indivíduos escolhidos de entre uma nação, para a salvação. Desta forma, Paulo mostra que as promessas de Deus a Israel não falharam, pois dentre a nação Deus sempre escolheu soberanamente, e não por obras, aqueles israelitas individuais que viriam a crer em Jesus Cristo, como o próprio Paulo.” (e item I)Aqui Nicodemus não leva em consideração entre tatas outas passagens a de João 1:12: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que crêem no seu nome.” Certamente a escolha de cada um não foi predestinada, eles tiveram que receber o Messias, tiveram que crer, enquanto a maioria não quiseram aceitar e inclusive,  perseguiram Jesus, assim como perseguiram outros profetas. Isso fica bem claro em Lucas 13:34: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha os seus pintos debaixo das asas, e não quiseste?”

“(2) A eleição de Jacó sobre Esaú (Romanos 9:10-13) pode ter implicações nacionais, mas começa com dois indivíduos. Não podemos esquecer este fato. (3) Jacó foi eleito e Esaú rejeitado antes que tivessem feito algo de bom ou ruim. O texto está falando de indivíduos que podem fazer o bem e o mal. Não fala de nações que sairiam deles e que fariam bem ou mal. O bem e o mal referido é de pessoas, indivíduos, chamados Jacó e Esaú.”

Sim, de fato começa com dois indivíduos, mas não tem relação nenhuma com eleição deles para salvação. É incluído no contexto um outro caso, o de Isamel, e em cada um,  Paulo demonstra a escolha de Deus para garantir a sua promessa de redenção, tendo uma nação separada para o nascimento do Messias. Não dá para dizer que Esaú ou Ismael foram predestinados para não serem salvos. Longe disso, o Anjo abençoa Hagar e Isael no deserto de Padã-Arã e Isaque abençoa igualmente a Esaú(ainda que com uma benção inferior a de Jacó). A forte expressão “odiei a Esaú” no versículo 13 deve ser vista como um típico exempo de hipérbole oriental, que expressa as coisas em termos de extremos. Além disso, na língua hebraica “amar” geralmente significa “favorecer”, e “odiar” pode significar “favorecer ou amar menos”. Observe, por exemplo, que em Gênesis 29.21, 33, a RSV traduz a palavra hebraica odiar literalmente, enquanto a NIV traduz a palavra como “não amada”. Essa versão reconhece, à luz de Gênesis 29.30, que Jacó amava Lia menos do que Raquel; ele não a “odiava”.  A  palavra hebraica para odiada é traduzida “não amada” na NIV e “desprezada” na RSV. Portanto, é sensato dizer que com tudo isso, a rejeição de Esaú por parte de Deus não significa necessariamente que este foi predestinado para não ter salvação. Ele foi rejeitado simplesmente para Jacó e seus descendentes serem  favorecido no plano de redenção. Ainda em relação às palavras “odeie a Esaú”, certamente que devem serem entendidas como ódio ao pecado que os descendentes dele cometeram, ou seja, Edom. A única coisa que faz com que Deus odei alguém é o pecado. Nicodemus parece não considerar outros versículos do capítulo,  p. ex,   12, que diz que o “maior servirá ao menor”. Isso nunca aconteceu com Esaú em relação a Jacó, mas com os povos descendentes deles.”(4) Rom. 9:15 enfatiza a soberania de Deus na escolha de indivíduos. “Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia.” O pronome “quem” é um singular masculino. Se Paulo estivesse falando de nações, poderia ter usado um pronome plural.

(5) Rom 9:16 está claramente lidando com pessoas: “Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre”. “Quem quer” θέλοντος e “quem corre” τρέχοντος são dois singulares masculinos. É difícil ver implicações nacionais em tudo aqui. É sobre o desejo e esforço individual.”

Paulo mostra aqui que a aparente injustiça de Deus nas escolhas apenas indica que a  misericórdia e compaixão de Deus são absolutamente livres e estão ao seu soberano dispor. Ninguém pode obtê-las em troca de alguma coisa; ninguém as merece. Nem os judeus que aceitaram , nem os judeus que rejeitaram e nem os gentios. “Compadecer-me-ei de quem me compadecer” significa “Eu não exigirei obras,” v. 11, pois então nenhuma misericórdia jamais seria demonstrada, pois ninguém é capaz de prover as obras necessárias para a salvação. Em outras palavras, a eleição de Deus deriva de sua misericórdia e compaixão. Isso nos leva a crer que a vontade de Deus é “livre, porém não arbitrária”. Portanto, no versículo 16 é expresso que não depende de quem quer, ou de quem corre, mas de Deus usar sua misericórdia. Isso coaduna com o versículo 11 onde diz que não é por obras, mas por aquele que chama. A extensão da misericórdia  é total e emana unicamente de Deus.  Tudo que é listado nos v. 4, 5 era pura misericórdia aos israelitas; tudo que os cristãos, judeus e gentios, agora têm é a mesma pura misericórdia. É interessante que Paulo emprega um passagem de Êx 33.19 que é uma  resposta a um pedido de Moisés de um alto privilégio(“Rogo-te que me mostres a tua glória!”). Deus concede, não porque ele o merece, mas de graça, porque ele “terá misericórdia de quem ele tiver misericórdia, e se compadecerá de quem ele se compadecer.” A passagem, conforme empregada por Paulo, afirma que Deus favorece nações de acordo com sua vontade, mas o apóstolo usa  explicitamente a pessoa de Moisés  como exemplo, o que justifica o pronome “quem” que Paulo usa. “

(6) Rom 9:18 fala do endurecimento de Faraó, um indivíduo. Não está tratando do endurecimento do Egito, mas da pessoa de seu rei, Faraó. Após falar do endurecimento, Paulo resume o que ele está tentando dizer usando pronomes singulares masculinos: “Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz”. Se Paulo estava falando de eleição e endurecimento de nações, ao terminar o exemplo pessoal e individual de Faraó ele deveria ter dito que ele endurece e tem misericórdia das nações que quer.”

Paulo nesses versículos usa Faraó como paradigma para Israel. Sempre questionei o porquê de usarem Faraó para defender que Deus queria mostrar seu poder e para isso precisaria necessarimente usar Faraó. Não haveria necessidades de tantas tentativas de alerta por parte de Moisés e Arão. Outra, chega ser óbvio que um imperador egipcio cercado de todo paganismo já era endurecido no sentido de não querer libertar Israel por natureza. Por outro lado, a presença de Israel e o testemunho do que José tinha feito no passado e mais as primeiras demonstrações do poder de Deus através de Moisés foram  suficente para que antes de ser endurecido ele tivesse oportunidades de se arrepender. Transcrevo aqui as palavras de Godet:  “O que não deve ser esquecido, e o que aparece claramente, de toda a narrativa em Êxodo, é que o endurecimento de Faraó, foi inicialmente um ato seu. Cinco vezes é dito dele que ele mesmo endureceu, ou tornou pesado seu coração (Êx 7.13; 7.22; 8.15; 8.32; 9.7), antes da vez quando é finalmente dito que Deus o endureceu (Êx 9.12), e mesmo depois disso é dito que ele endureceu a si mesmo (Êx 9.34). Assim ele inicialmente fechou seu próprio coração aos apelos de Deus; ficou mais firme pela resistência obstinada sob os julgamentos de Deus, até que finalmente Deus, como punição por sua rejeição obstinada do direito, entregou-o à sua louca insensatez e afastou seu julgamento.”. Como arminiano acredito piamente em endurecimento divino, certamente que sim, porém isso não significa que Deus os “endurecidos” são predestinados a condenação, o próprio termo endurecer denota uma ação iniciada em alguém antes não endurecido e não signifca que uma vez endurecido, endurecido para sempre. Mas forçar o exemplo de Faraó é a máxima da doutrina calvinista.”

(7) A objeção em Rom. 9:14, “Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus?” – faz pouco sentido se Paulo estivesse falando sobre a eleição corporativa ou nacional. A acusação de injustiça poderia facilmente ser respondida se Paulo estivesse dizendo que a eleição de Deus é apenas em relação às nações e não tem a intenção salvadora. (8) Da mesma forma, a objeção em Rom. 9:19 fica totalmente sem sentido se Paulo não estiver falando de eleição individual. “Algum de vocês vai me dizer: “Se é assim, como é que Deus pode encontrar culpa nas pessoas? Quem pode ir contra a vontade de Deus?” (NTLH). A questão que o opositor de Paulo está levantando é que Deus parece injusto com indivíduos, ao endurecer alguns e ter misericórdias de outro como lhe apraz, e não com nações.”

Mais uma vez ele força o texto para dizer aquilo que ele quer. A questão não é apenas do opositor,  é também de Paulo, desde o início do capítulo, Paulo também está triste. O endurecimento não é a causa da aparante injustiça de Deus e consequente tristeza de Paulo sim,  as tantas promessas feitas a Israel e que por conta deles terem rejeitado, essas bençãos terem passado para os gentios,  que não era o povo da promessa. Isso em primeira análise, parece ser injustiça, gentios terem parte na herença de Israel era inconcebível. Esta liberdade de Deus, em sua eleição de raças e não eleição de outras, ter escolhido Israel e depois ter acrescentado os gentios no plano de salvação não faz violência à sua justiça? Não é injusto que Deus escolha uma nação e rejeite outra? A resposta a esta questão é agora dada. Paulo mostra que as Escrituras reconhecem esta liberdade, e estas Escrituras, reverenciadas pelo objetor judeu a quem ele está escrevendo, não atribuiria injustiça a Deus.”

(10) Em Rom 9:24 Paulo diz que Deus chamou os “vasos de misericórdia”, que Ele preparou para glória “de antemão” (são os eleitos mencionados no capítulo todo) “não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios”. É difícil ver eleição nacional aqui, pois Deus chamou estas pessoas “dentre” todas as nações, ἐξ Ἰουδαίων (de entre os judeus) e também ἐξ ἐθνῶν (de entre os gentios). Os vasos de misericórdia, que são a descendência espiritual de Abraão, em quem se cumprem as promessas, são chamados por Deus de entre na nação de Israel e de entre as nações gentílicas.”

Aqui está o pivô da interpretação calvinista,  “vasos de misericórdia X vasos de ira”. Para eles, vasos de misericórdia são os predestinados para a salvação e os vasos de ira, os predestinados para condenação. Não é isso que Paulo quer concluir com essa analogia dos vasos. Me parece que os calvinistas acrescentam a esses versículos o seguinte: Vasos de ira serão vasos de ira eternamente e vasos de misericórdia serão vasos de misericórdia para sempre. Mas o texto não diz isso, posso tranquilamente interpretar a luz de outras analogias que Paulo fazia relacionando vasos, como é o caso de 2Tm 2.21: “De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra”. A afirmativa de Paulo não tem um caráter imutável e estático. O próprio Paulo antes de sua conversão era certamente um vaso de desonra. Qualquer eleito antes de ter um encontro pessoa com Cristo é um vaso de desonra. Alías Paulo sequer tem por fim, falar de salvação, antes, está exaltando a soberania divina, como bem frisou Jonh Wesley: ” E quanto mais não tem Deus direito sobre suas criaturas, para designar um vaso, a saber, o crente, para honra e um outro, a saber, o incrédulo, para desonra? Se examinar o direito que Deus tem sobre nós de um modo mais geral, no que tange às suas criaturas inteligentes, Deus pode ser considerado de dois ângulos diferentes: como criador, proprietário e Senhor de tudo, ou como seu governador e juiz.” Vasos de misericórdia não são os eleitos, são judeus e gentios que aceitaram as boas novas de salvação e vasos de desonra são os que rejeitam a salvação, a desonra é exatamente isso, o que mais seria? “

(11) Em Romanos 11:1-10, quando Paulo volta a falar da eleição de israelitas individuais de entre Israel étnico, fica claro que os eleitos são pessoas de entre a nação de Israel, os sete mil que não dobraram o joelho a Baal (Rm 11.4), aos quais Paulo se refere como “a eleição da graça” (Rm 11.5). Isso nos diz duas coisas: 1) eles são sete mil indivíduos que Deus tem mantido crentes dentro da nação de Israel, e não uma nova nação. 2) Esses indivíduos são mantidos por Deus na fé no Deus verdadeiro, não se curvando diante de Baal (ou seja, eles permaneceram fiéis a Deus). Ou seja, a eleição mencionada por Paulo é de indivíduos para a salvação”

Apelar para Romanos 11: 1-10  e a passagem de Elias e os sete mil não foi uma boa ideia.

“Esses indivíduos são mantidos por Deus na fé no Deus verdadeiro, não se curvando diante de Baal (ou seja, eles permaneceram fiéis a Deus). Ou seja, a eleição mencionada por Paulo é de indivíduos para a salvação.”

Esses indivíduos são mantidos por Deus na fé no Deus verdadeiro ou são mantidos POR TEREM FÉ e não terem se desviado?

Possíveis traduções de 1 Reis 19:18

Almeida corrigida e fiel: “Também deixei ficar em Israel sete mil: todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda a boca que não o beijou.”

Versão católica: “Mas reservarei em Israel sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal, e cujos lábios não o beijaram.

NVI: “No entanto, fiz sobrar sete mil em Israel, todos aqueles cujos joelhos não se inclinaram diante de Baal e todos aqueles cujas bocas não o beijaram”

Vulgata: “Et relinquam mihi in Israel septem milia: universorum genua, quae non sunt incurvata ante Baal, et omne os, quod non osculatum est eum ”.

Onde ‘Et relinquam’ é traduzido por “Eu deixei”.

Pelo contexto que temos nos capítulos 16,17 e 18 percebe-se claramente que todos aqueles que se manteram fiel ao Deus de Israel foram perseguidos e muitos até deixaram Israel, outros se esconderam, o caso de Elias.  Todo os habitantes de Israel que haviam entrado para o caminho da adoração a Baal seriam destruídos e apenas seriam poupados aqueles que não haviam dobrado seus joelhos. Deus deixou ficar os sete mil fiéis em Israel. Ele não predestinou que eles fossem fiéis.

Como sempre, somente é possível chegar a conclusão que o Augustus Nicodemus e outros calvinistas chega, forçando o texto, o que é definitivamente típico dos calvinistas.