Em Defesa do Design Inteligente

Início » Posts etiquetados como 'previsões falsas'

Arquivo da tag: previsões falsas

Espécies Semelhantes Compartilham Genes Semelhantes. [As Primeiras Previsões da Evolução]

Por Darwins Predictions – Cornelius Hunter

[Texto adaptado]

 

 

A única figura no livro de Darwin, The Origin of Species, mostrou como ele imaginava as espécies se ramificando. As espécies semelhantes têm um antepassado comum relativamente recente e tiveram tempo limitado para divergirem umas das outras. Isso significa que seus genes devem ser semelhantes.

1200px-Origin_of_Species_title_page.jpg

Genes inteiramente novos, por exemplo, não teriam tempo suficiente para evoluir. Como François Jacob explicou em um paper influente de 1977: “A probabilidade de uma proteína funcional aparecer de novo por associação aleatória de aminoácidos é praticamente zero“. (Jacob) Qualquer gene recém-criado teria que surgir de uma duplicação e modificação de um gene pré-existente. (Zhou et al., Ohno) Mas esse novo gene manteria uma semelhança significativa com o seu gene progenitor. De fato, durante décadas, os evolucionistas mencionaram pequenas diferenças genéticas entre espécies semelhantes como uma confirmação dessa importante predição. (Berra, 20; Futuyma, 50; Johnson e Raven, 287; Jukes, 120; Mayr, 35)

MS-DAR-00121-000-p36-Tree-of-Life.jpg

Mas esta previsão foi falsificada, já que muitas diferenças genéticas inesperadas, foram descobertas entre uma ampla gama de espécies de uma mesma família. (Pilcher) Tanto quanto um terço dos genes em uma determinada espécie pode ser único, e mesmo diferentes variantes dentro da mesma espécie têm um grande número de genes únicos para cada variante. Variantes diferentes da bactéria Escherichia coli, por exemplo, têm centenas de genes únicos. (Daubin e Ochman)

Diferenças genéticas significativas também foram encontradas entre diferentes espécies de moscas da fruta. Milhares de genes apareceram em muitas espécies, e alguns genes apareceram em uma única espécie. (Levine et al.) Como um escritor científico colocou, “surpreendentes 12 por cento dos genes recentemente evoluídos nas moscas da fruta parecem ter evoluído a partir do zero“. (Le Page) Esses novos genes devem ter evoluído ao longo de alguns milhões de anos, um período de tempo considerado, anteriormente, à permitir apenas pequenas mudanças genéticas. (Begun et al., Chen et al., 2007)

Inicialmente, alguns evolucionistas pensaram que esses resultados surpreendentes seriam resolvidos quando mais genomas fossem analisados. Eles previam que cópias semelhantes desses genes seriam encontradas em outras espécies. Mas, em vez disso, cada novo genoma revelou ainda mais novos genes. (Curtis et al., Marsden et al .; Pilcher)

dnahead-640x353.jpg

Evolucionistas posteriores pensaram que esses genes únicos em rápida evolução, não deveriam codificar para proteínas funcionais ou importantes. Mas, novamente, muitas das proteínas únicas, foram, de fato, descobertas desempenhando papéis essenciais. (Chen, Zhang e Long 1010, Daubin e Ochman, Pilcher) Como um pesquisador explicou: “Isso vai contra os livros didáticos, que dizem que os genes que codificam funções essenciais foram criados num passado bem distante.” (Pilcher).

 


 

Referências:

Begun, D., H. Lindfors, A. Kern, C. Jones. 2007. “Evidence for de novo evolution of testis-expressed genes in the Drosophila yakuba/Drosophila erecta clade.” Genetics176:1131-1137.
 
Berra, Tim. 1990. Evolution and the Myth of Creationism. Stanford: Stanford University Press.
 
Chen, S., H. Cheng, D. Barbash, H. Yang. 2007. “Evolution of hydra, a recently evolved testis-expressed gene with nine alternative first exons in Drosophila melanogaster.” PLoS Genetics 3.
 
Chen, S., Y. Zhang, M. Long. 2010. “New Genes in Drosophila Quickly Become Essential.” Science 330:1682-1685.
 
Curtis, B., et. al. 2012. “Algal genomes reveal evolutionary mosaicism and the fate of nucleomorphs.” Nature 492:59-65.
 
Daubin, V., H. Ochman. 2004. “Bacterial genomes as new gene homes: The genealogy of ORFans in E. coli.” Genome Research 14:1036-1042.
 
Futuyma, Douglas. 1982. Science on Trial: The Case for Evolution. New York: Pantheon Books.
 
Jacob, François. 1977. “Evolution and tinkering.” Science 196:1161-1166.
 
Johnson, G., P. Raven. 2004. Biology. New York: Holt, Rinehart and Winston.
 
Jukes, Thomas. 1983. “Molecular evidence for evolution” in: Scientists Confront Creationism, ed. Laurie Godfrey. New York: W. W. Norton.
 
Le Page, M. 2008. “Recipes for life: How genes evolve.” New Scientist, November 24.
 
Levine, M., C. Jones, A. Kern, H. Lindfors, D. Begun. 2006. “Novel genes derived from noncoding DNA in Drosophila melanogaster are frequently X-linked and exhibit testis-biased expression.” Proceedings of the National Academy of Sciences 103: 9935-9939.
 
Marsden, R. et. al. 2006. “Comprehensive genome analysis of 203 genomes provides structural genomics with new insights into protein family space.” Nucleic Acids Research34:1066-1080.
 
Mayr, Ernst. 2001. What Evolution Is. New York: Basic Books.
 
Ohno, Susumu. 1970. Evolution by Gene Duplication. Heidelberg: Springer.
 
Pilcher, Helen. 2013. “All Alone.” NewScientist January 19.

Zhou, Q., G. Zhang, Y. Zhang, et. al. 2008. “On the origin of new genes in Drosophila.” Genome Research 18:1446-1455.

 

 

Anúncios

Não existe linhagem específica em biologia. – Primeiras previsões da evolução.

Por Darwins Predictions – Cornelius Hunters

[ Titulo e texto adptado ]


journal.pbio.1000112.g006.png

A evolução espera que as espécies caiam em um padrão de descida comum. Portanto, uma linhagem particular não deve ter projetos altamente diferenciados, únicos e complexos, quando comparados com espécies vizinhas. Mas isso tem sido cada vez mais o caso, tanto que este padrão agora tem seu próprio nome: biologia de linhagem específica.

Por exemplo, os fatores de transcrição são proteínas que se ligam ao DNA e regulam os genes que são expressos. No entanto, apesar da importância destas proteínas, os seus locais de ligação ao DNA variam dramaticamente entre espécies diferentes. Como um relatório explicou, “supôs-se amplamente que, tal como as sequências dos próprios genes, estes locais de ligação do fator de transcrição seriam altamente conservados ao longo da evolução. No entanto, este não é o caso em mamíferos.(Rewiring of gene regulation across 300 million years of evolution)

Os evolucionistas foram surpreendidos quando se verificou que os locais de ligação do fator de transcrição não eram conservados entre ratos e homens, (Kunarso et. al.) entre vários outros vertebrados, e mesmo entre diferentes espécies de levedura. Assim, agora se acredita que a evolução realizou uma maciça, “restruturação” de linhagens especificas  de redes celulares reguladoras. (Pennacchio and Visel)

Há muitos outros exemplos de biologia de linhagem específica. Embora as flores tenham quatro partes básicas: sépalas, pétalas, estames e carpelos, a trombeta do narciso é fundamentalmente diferente e deve ser uma “novidade” evolutiva (os cientistas de Oxford dizem que trombetas em narcisos são “órgãos novos”) das milhares de espécies de baratas, Saltoblattella montistabularis da África do Sul é a única que salta. Com as suas patas traseiras com mola, ela acelera a 23 g e salta até aos funis de gramas. (Picker, Colville and Burrows)

Um importante componente do sistema imunológico, altamente conservado entre os vertebrados, está misteriosamente ausente no bacalhau do Atlântico, Gadus morhua. (Star, et al.) As algas marinhas, Ectocarpus siliculosus, tem enzimas únicas para a biossíntese e outras tarefas. (Cock) E as algas Bigelowiella natans tem dez mil genes únicos e máquinas de emenda de genes altamente complexas, nunca vistas antes em um organismo unicelular. Foi como um evolucionista explicou, “sem precedentes e verdadeiramente notável para um organismo unicelular“. (Tiny algae shed light on photosynthesis as a dynamic property)

Outro exemplo fascinante de biologia de linhagem específica, são as muitas novidades morfológicas e moleculares peculiares encontradas em protistas unicelulares dispares e não relacionadas. Como um estudo concluiu: “Tanto os euglenozoários como os alveolados têm a reputação de “fazer as coisas à sua maneira”, ou seja, desenvolver caminhos aparentemente únicos, para construir estruturas celulares importantes ou realizar tarefas moleculares críticas para a sua sobrevivência. Por que tais pontos críticos para a evolução de novas soluções para problemas, devam existir na árvore da vida, não está totalmente claro.” (Lukes, Leander and Keeling, 2009a) Ou como um evolucionista exclamou: “Isso é totalmente louco.(Lukes, Leander and Keeling, 2009b)


Referencias:

  • Cock, J., et al. 2010. “The Ectocarpus genome and the independent evolution of multicellularity in brown algae.” Nature 465:617-621.
  • Kunarso G., et. al. 2010. “Transposable elements have rewired the core regulatory network of human embryonic stem cells.” Nature Genetics 42:631-634.
  • Lukes, J., B. Leander, P. Keeling. 2009. “Cascades of convergent evolution: the corresponding evolutionary histories of euglenozoans and dinoflagellates.” Proceedings of the National Academy of Sciences 106 Suppl 1:9963-9970.
  • Pennacchio, L., A. Visel. 2010. “Limits of sequence and functional conservation.” Nature Genetics 42:557-558.
  • Picker, M., J. Colville, M. Burrows. 2012. “A cockroach that jumps.” Biology Letters 8:390-392.
  • Star, B., et. al. 2011. “The genome sequence of Atlantic cod reveals a unique immune system.” Nature 477:207–210.

 

  • “Tiny algae shed light on photosynthesis as a dynamic property.” 2012. ScienceDaily November 28. http://www.sciencedaily.com­ /releases/2012/11/121128132253.htm

Testes sorológicos revelam relações evolutivas – As primeiras previsões da evolução.

Por Darwins Predictions – Cornelius Hunter

thumbs.web.sapo.jpg

No início do século XX cientistas estudaram a imunidade do sangue e como a reação imune poderia ser usada para comparar as espécies. Os estudos sobre o sangue tendem a produzir resultados que são paralelos aos indicadores mais óbvios, como os planos corporais. Por exemplo, os seres humanos foram estabelecidos mais estreitamente relacionados com macacos do que com peixes ou coelhos. Estes achados foram considerados fortes confirmações da evolução. Em 1923 H. Lane citou esta evidência como apoio ao “ fato da evolução“. (Lane, 47) No mesmo século mais tarde, essas descobertas continuaram a ser citadas em apoio da evolução. (Berra, 19; Dodson and Dodson, 65)

Mas, mesmo em meados do século XX, as contradições às expectativas evolucionistas estavam se tornando evidentes em testes sorológicos. Como explicou J.B.S.Haldane em 1949:”Agora cada espécie de mamífero e pássaro até então investigada mostrou consideravelmente, uma diversidade bioquímica surpreendente, através de testes sorológicos. Os antígenos em causa parecem ser proteínas às quais estão ligados os polissacarídios.(Citado em Gagneux e Varki)

Na verdade, esses polissacarídeos, ou glicanos, não preenchiam as expectativas evolucionistas. Como explicou um paper, os glicanos mostram “Distribuição notavelmente descontínua através das linhagens evolutivas,” porque ocorre “em uma distribuição descontínua e intrigante através das linhagens evolutivas.(Bishop and Gagneux) Estes glicanos podem ser (i) específicos de uma linhagem particular, (i) semelhantes em linhagens muito distantes, (iii) e visivelmente ausentes apenas numa taxa muito restrita.

Aqui está como outro paper descreveu descobertas sobre o glicano: “Também não existe uma explicação clara para a extrema complexidade e diversidade de glicanos que podem ser encontrados num determinado tipo de glicoconjugado ou célula. Com base nas informações limitadas disponíveis sobre o escopo e a distribuição dessa diversidade entre os grupos taxonômicos, é difícil ver tendências ou padrões claros compatíveis com diferentes linhagens evolutivas.(Gagneux and Varki)


Referências

Berra, Tim. 1990. Evolution and the Myth of Creationism. Stanford: Stanford University Press.

Bishop J., P. Gagneux. 2007. “Evolution of carbohydrate antigens–microbial forces shaping host glycomes?.” Glycobiology 17:23R-34R.

Dodson, Edward, Peter Dodson. 1976. Evolution: Process and Product. New York: D. Van Nostrand Company.

Gagneux, P., A. Varki. 1999. “Evolutionary considerations in relating oligosaccharide diversity to biological function.” Glycobiology 9:747-755.

Lane, H. 1923. Evolution and Christian Faith. Princeton: Princeton University Press.

O padrão Pentadáctilo e a descendência comum – As primeiras previsões da evolução.

By Cornelius Hunter – Darwins Predictions

[Texto adaptado a partir do original]

A pentadáctila – estrutura de cinco dígitos (quatro dedos e um polegar para os seres humanos) no final da estrutura do membro (locomotor) é um dos textos de prova mais célebres para a evolução.  A estrutura pentadáctila é encontrada em todos os tetrápodes e seus usos incluem o voo, o segurar/agarrar, o escalar e o rastejar. Tais atividades diversas, na lógica evolucionista, devem exigir diversos membros. Não parece haver nenhuma razão para que todos devam precisar de um membro de cinco dígitos apenas. Por que não três dígitos para alguns, oito para outros, treze para alguns outros, e assim por diante? E, no entanto todos eles são dotados de cinco dígitos. Como explicado por Darwin, “O que pode ser mais curioso que a mão de um homem, formada para agarrar, de uma toupeira para cavar, a perna do cavalo, a nadadeira da toninha (boto), e a asa do morcego? Tudo deve ser construído no mesmo padrão, e deve incluir ossos similares, nas mesmas posições relativas. (Darwin, 382)

Tal design abaixo do ideal deve ser um artefato de uma descida de design (comum) abaixo do ideal, que foi proferido a partir de um ancestral comum, ao invés de ter sido especificamente concebido para cada espécie. E o padrão de descendência comum formado por essa estrutura é muitas vezes apontado como uma forte evidência para a evolução. (Berra, 21; Campbell et al, 509; Futuyma, 47; Johnson e Losos, 298; Johnson e Raven, 286; Mayr, 26). Há um texto que chama de “exemplo clássico” de evidência evolutiva. (Ridley, 45)

biochemistry

Mas agora se sabe que esta previsão é falsa. A estrutura de dígitos nos tetrápodes não se conforma com o padrão de descendência comum. Na verdade, apêndices (estrutura locomotora) têm várias estruturas de dígitos e elas são distribuídas através das espécies de várias maneiras. Isto é encontrado tanto em espécies existentes quanto no registro fóssil. Como explicado pelo evolucionista Stephen Jay Gould, “A conclusão parece inevitável, e uma velha ”certeza” deve ser duramente revertida. (Gould)

Isto significa que os evolucionistas não podem modelar as estruturas e o padrão de distribuição observados, como uma mera consequência de descendência comum. Em vez disso, uma história evolutiva complicada é necessária (Brown) onde a estrutura pentadáctila “re-evolui” em diferentes linhagens, e apêndices evoluem, são perdidas, e depois evoluem novamente. E como concluído em um estudo recente: “Nossos resultados filogenéticos apoiam exemplos independentes de perda de membro completo, bem como vários exemplos de perda e reaquisição de dígitos, tal como a perda e reaquisição da  abertura do ouvido externo (“orelha”). Ainda mais impressionante, encontramos um forte apoio estatístico para a reaquisição de uma forma do corpo (estrutura) pentadáctilo de um ancestral com dígitos a menos… Os resultados do nosso estudo se juntam a um corpo emergente de literatura, mostrando um forte suporte estatístico para a perda de caracteres, seguido por reaquisição evolutiva de estruturas complexas associadas a uma forma generalizada do corpo pentadáctilo.(Siler e Brown)

Referencias:

 

 

Berra, Tim. 1990. Evolution and the Myth of Creationism. Stanford: Stanford University Press.

 

Brown, R., et. al. 2012. “Species delimitation and digit number in a North African skink.” Ecology and Evolution 2:2962-73.

 

Campbell, Neil, et. al. 2011. Biology. 5th ed. San Francisco: Pearson.

 

Darwin, Charles. 1872. The Origin of Species. 6th ed. London: John Murray.

http://darwin-online.org.uk/content/frameset?itemID=F391&viewtype=text&pageseq=1

 

Futuyma, Douglas. 1982. Science on Trial: The Case for Evolution. New York: Pantheon Books.

 

Gould, Steven Jay. 1991. “Eight (or Fewer) Little Piggies.” Natural History 100:22-29.

 

Johnson, G., J. Losos. 2008. The Living World. 5th ed. New York: McGraw-Hill.

 

Johnson, G., P. Raven. 2004. Biology. New York: Holt, Rinehart and Winston.

 

Mayr, Ernst. 2001. What Evolution Is. New York: Basic Books.

 

Ridley, Mark. 1993. Evolution. Boston: Blackwell Scientific.

Siler C., R. Brown. 2011. “Evidence for repeated acquisition and loss of complex body-form characters in an insular clade of Southeast Asian semi-fossorial skinks.” Evolution 65:2641-2663.

 

 

Histonas não podem tolerar muitas mudanças – As primeiras previsões da evolução.

Por Darwins Predictions – Cornelius Hunter

histona-1

 

As histonas são proteínas que servem como cubos sobre os quais o ADN é envolvido. Elas são muito semelhantes entre espécies muito diferentes, o que significa que elas devem ter evoluído logo no início da história evolutiva. Como explica certo livro, As sequências de aminoácidos de quatro histonas são muito semelhantes entre espécies de parentesco distante.… A similaridade na seqüência entre histonas de todos os eucariotos indica que elas dobram-se em conformações tridimensionais muito semelhantes; a função das histonas foi otimizada cedo, na evolução de um ancestral comum de todos os eucariotos modernos. (Lodish et. al., Section 9.5) E essa grande similaridade entre as histonas também significa que elas não devem tolerar muito bem alterações, como um outro livro explica: “As alterações na sequência de aminoácidos são, evidentemente, muito mais prejudiciais para algumas proteínas do que para outras. … Praticamente todas as mudanças de aminoácidos são prejudiciais em histonas H4. Nós assumimos que os indivíduos que realizaram essas mutações nocivas foram eliminados da população através da seleção natural. “(Alberts et. al. 1994, 243)


Assim, a previsão da evolução é que nestas (proteínas) histonas, praticamente todas as alterações são prejudiciais: “Como pode ser esperado a partir do seu papel fundamental na embalagem do ADN, as histonas estão entre as proteínas eucarióticas mais altamente conservadas . Por exemplo, a sequência de aminoácidos da histona H4 de uma ervilha e uma vaca diferem em apenas 2 (duas) das 102 posições. Esta forte conservação evolutiva sugere que as funções da histonas envolvem quase todos os seus aminoácidos, de modo que uma alteração em qualquer posição é prejudicial para a célula. “(Alberts et. al. 2002, Chapter 4)

Essa previsão também foi dada em apresentações populares da teoria: “Praticamente todas as mutações prejudicam a função da histona, de modo que quase nenhuma passa pelo filtro da seleção natural. Os 103 aminoácidos desta proteína são idênticos para quase todas as plantas e animais” (Molecular Clocks: Proteins That Evolve at Different Rates).

Mas esta previsão acabou sendo falsificada. Um estudo anterior sugeriu que uma das histonas poderia tolerar bem muitas mudanças. (Agarwal and Behe) E, posteriormente, estudos confirmaram e ampliaram esse achado: “Apesar da natureza extremamente bem conservada de resíduos de histonas ao longo de diferentes organismos, apenas algumas mutações nos resíduos individuais (incluindo os locais não modificáveis) provocam defeitos fenotípicos proeminentes” (Kim et. al.)
375px-Nucleosome_1KX5_colour_codedDa mesma forma um outro papel tem documentado estes resultados contraditórios: “É notável como muitos resíduos nestas proteínas altamente conservadas podem ser mutados e reterem a função básica do nucleossomo. … O elevado nível de conservação da sequência das histonas entre filos, sugere uma vantagem de aptidão destas sequências de aminoácidos particulares ao longo da evolução. Uma análise abrangente ainda indica que muitas mutações nas histonas não têm um fenótipo reconhecido. “(Dai et. al.) Na verdade, ainda mais surpreendente, muitas mutações, realmente elevaram o nível de condicionamento físico. (Dai et. al.)
(imagem do wikipédia – nucleossoma)

Referências
Agarwal, S., M. Behe. 1996. “Non-conservative mutations are well tolerated in the globular region of yeast histone H4.” J Molecular Biology 255:401-411.

Alberts, Bruce., D. Bray, J. Lewis, M. Raff, K. Roberts, J. Watson. 1994. Molecular Biology of the Cell. 3d ed. New York: Garland Publishing.

Alberts, Bruce., A. Johnson, J. Lewis, et. al. 2002. Molecular Biology of the Cell. 4th ed. New York: Garland Publishing. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK26834/

Dai, J., E. Hyland, D. Yuan, H. Huang, J. Bader, J. Boeke. 2008. “Probing nucleosome function: a highly versatile library of synthetic histone H3 and H4 mutants.” Cell 134:1066-1078.

Kim, J., J. Hsu, M. Smith, C. Allis. 2012. “Mutagenesis of pairwise combinations of histone amino-terminal tails reveals functional redundancy in budding yeast.” Proceedings of the National Academy of Sciences 109:5779-5784.

Lodish H., A. Berk, S. Zipursky, et. al. 2000. Molecular Cell Biology. 4th ed. New York: W. H. Freeman. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK21500/

“Molecular Clocks: Proteins That Evolve at Different Rates.” 2001. WGBH Educational Foundation and Clear Blue Sky Productions.

A competição é maior entre os vizinhos. As primeiras previsões da evolução.

By Darwins Predictions – Cornelius Hunter.

A teoria básica da evolução de Darwin, por si só, não conta para o padrão hierárquico de árvore entre as espécies que foi pensado se formar entre elas. Darwin estava bem ciente desta lacuna e lutou com ela durante anos. Ele finalmente concebeu uma solução para isso: uma prole modificada iria continuar a evoluir e divergir longe de seus pais. O princípio da divergência, a última principal adição teórica, antes de Darwin publicar seu livro, considerou que a concorrência tende a ser mais forte entre os organismos mais intimamente relacionados. Isto iria causar uma separação e divergência, resultando no padrão tradicional de uma árvore evolutiva. (Desmond e Moore 1991, 419-420; Ridley, 378-379)

 

thumbnailgenerator

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mas tal tendência não tem sido observada. Em um importante estudo sobre a concorrência entre as espécies de algas verdes de água doce, foi descoberto que no nível de concorrência entre os pares de espécies não há correlação com a distância evolutiva entre elas. Como os pesquisadores explicaram, Darwin “argumentou que espécies estreitamente relacionadas devem competir mais fortemente e serem menos propensas a coexistirem. Durante grande parte do século passado, a hipótese de Darwin foi tomada pelo seu valor nominal […] Nossos resultados adicionam um corpo crescente de literatura que não consegue suportar a hipótese original de Darwin “competição-parentesco”.“(Venail, et. Al., 2, 9 )

 

main-qimg-8bf98721ecf1f9d452acb3505ec1c47c

A equipe passou meses tentando resolver o problema, mas sem sucesso. Como explicou um dos pesquisadores:

Isso foi completamente inesperado. Quando vimos os resultados, dissemos: “isso não pode ser.” Nós nos sentamos lá, batendo a cabeça contra a parede. A hipótese de Darwin tem estado conosco por tanto tempo, como pode não estar certa? … Quando começamos a chegar com números que mostravam que ele [Darwin] não estava certo, ficamos completamente perplexos… Devemos ser capazes de olhar para a árvore da vida, e a evolução deve deixar claro quem vai ganhar na competição e quem vai perder. Mas os traços que regulam a concorrência não podem ser previstos a partir de uma Árvore da Vida. (Cimons)

Por que esta predição de longa data não foi confirmada ainda permanece desconhecido. Aparentemente, há mais fatores complicadores que influenciam a concorrência, além de parentesco evolutivo.

 

Texto adaptado

 

 

Referencias

 

Cimons, Marlene. 2014. “Old Idea About Ecology Questioned by New Findings.” National Science Foundation.

Desmond, Adrian, James Moore. 1991. Darwin: The Life of a Tormented Evolutionist. New York: W. W. Norton.

Ridley, Mark. 1993. Evolution. Boston: Blackwell Scientific.
Venail , P.A., A. Narwani , K. Fritschie, M. A. Alexandrou, T. H. Oakley, B. J. Cardinale. 2014. “The influence of phylogenetic relatedness on competition and facilitation among freshwater algae in a mesocosm experiment.” Journal of Ecology, DOI: 10.1111/1365-2745.12271.

Moléculas fundamentais da célula são universais – As primeiras previsões da evolução.

By Cornelius Hunter – Darwins Predictions

Além do código de DNA, existem outros processos moleculares fundamentais que parecem ser comuns a toda a vida. Um exemplo intrigante é a replicação que copia ambas as cadeias da molécula de DNA, mas em direções diferentes . Evolução prevê que esses processos fundamentais são comuns a toda a vida. Na verdade, esta era comumente dita, ser uma importante previsão de sucesso para a teoria. Como Niles Eldredge explicou, a “uniformidade química subjacente da vida ” foi um teste severo que a evolução passou com distinção. (Eldredge, 41)

Da mesma forma Christian De Duve declarou que a evolução é em parte confirmada pelo fato de que todos os organismos vivos existentes funcionam de acordo com os mesmos princípios. (De Duve, 1) E Michael Ruse concluiu que as macromoléculas essenciais da vida ajudam a tornar a evolução para além de qualquer dúvida razoável. (Ruse, 4)

 

Mas esta conclusão de que os processos moleculares fundamentais dentro da célula são comuns a todas as espécies foi superficial. Nos anos posteriores, quando os detalhes foram investigados, diferenças importantes entre espécies surgiram. Por exemplo, proteínas-chave de replicação de DNA surpreendentemente “mostraram pouca ou nenhuma semelhança de sequência entre as bactérias e archaea / eucariotos.” (Leipe) também diferentes processos de replicação de DNA foram descobertos. Esses resultados não foram como se esperava:

 

Em particular, e contra intuitivamente, dado o papel central do ADN em todas as células e a uniformidade mecanicista de replicação, as enzimas do núcleo dos sistemas de replicação de bactérias e archaea (bem como eucariotas) são independentes ou a relação entre ambos é extremamente distante. Os vírus e plasmídeos, além disso, possuem, pelo menos, dois sistemas de replicação de DNA original, ou seja, proteína primordial e  a replicação das modalidades de círculo de rolamento. Esta diversidade inesperada faz com que a origem e evolução de sistemas de replicação de DNA um problema particularmente desafiador e intrigante na biologia evolutiva. (Koonin)

 

Alguns evolucionistas estão reconsiderando a suposição de que toda a vida na Terra compartilha a mesma arquitetura básica molecular e bioquímica, e ao invés disso, examinam a possibilidade de evolução independente, e múltiplas origens, fundamentalmente diferente, de formas de vida. (Cleland, Leipe)

 

(Texto adaptado)

 

Referencias:

Cleland, Carol. 2007. “Epistemological issues in the study of microbial life: alternative terran biospheres?.” Studies in History and Philosophy of Science Part C: Studies in History and Philosophy of Biological and Biomedical Sciences 38:847-861.

de Duve, Christian. 1995. Vital Dust. New York: BasicBooks.

Eldredge, Niles. 1982. The Monkey Business. New York: Washington Square Press.

Koonin, E. 2006. “Temporal order of evolution of DNA replication systems inferred by comparison of cellular and viral DNA polymerases.” Biology Direct 18:1-39.

Leipe, D., L. Aravind, E. Koonin. 1999. “Did DNA replication evolve twice independently?.” Nucleic Acids Research27:3389-3401.
Ruse, Michael. 1986. Taking Darwin Seriously. New York: Basil Blackwell.

 

PALEOBIOLOGIA E AS DESCOBERTAS DE TECIDOS MOLES

By Everton F. Alves (Web-Book)

 

A Paleobiologia é um campo científico que se dedica ao estudo dos organismos fósseis sob a ótica da Biologia, utiliza conceitos e ferramentas desta ciência para esclarecer aspectos fundamentais sobre a história e processos evolutivos dos organismos [1]. Nas últimas décadas, paleobiólogos têm descobertos tecidos moles – embora os evolucionistas prefiram o termo ‘tecido não resistente’ − no interior dos ossos de dinossauros fossilizados [2]. Eles parecem tão frescos a ponto de sugerir que os corpos foram enterrados a apenas alguns milhares de anos atrás.

 

11693971_580762055397772_7127057860187632165_n

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 2005, um estudo norte-americano liderado pela Dr. Mary Schweitzer desafiou as evidências de uma cronologia que infere a 65 milhões anos de idade a extinção dos dinossauros. Os autores resolveram quebrar dum precioso fóssil um fêmur de Tyrannosaurus rex − ainda que com certa relutância, para estudá-lo por dentro e procurar tecidos moles preservados. Para tanto, eles usaram alguns ossos isolados de um espécime procedente da Formação Hell Creek, em Montana (Estados Unidos), e obtiveram certo sucesso [3]. Os autores descobriram filamentos flexíveis e transparentes que se assemelham a vasos sanguíneos (mantêm elasticidade, são transparentes e ocos).

Dentro desses supostos vasos sanguíneos havia vestígios do que parecia ser hemácias; e outras que pareciam osteócitos – células que constroem e mantêm o osso. Para os autores, o processo que preservou essas estruturas é diferente da fossilização comum, um meio desconhecido de preservação, que ainda faz os pesquisadores pensar duas vezes antes de dar um palpite a respeito. Embora o material estivesse preservado (confirmado pela elasticidade), apenas as proteínas não poderiam ser utilizadas para dar detalhes do DNA do animal [3]. Os autores forneceram apenas uma vaga explicação de fatores geoquímicos e ambientais que poderiam ter preservado os tecidos, mas acrescentaram que a causa ainda era indeterminada.

Como era de se esperar, o anúncio de Schweitzer foi recebido com grande ceticismo por parte da comunidade evolucionista. Schweitzer, inclusive, teve problemas para publicar os seus resultados. Segundo a pesquisadora: “Eu tive um revisor que me disse que ele não se importava com o que dizia os dados, ele sabia que o que eu tinha encontrado não era possível. Eu escrevi de volta e disse: Bem, quais dados convenceriam você? E ele disse: “Nenhum” [4: p.37].

A melhor maneira dos evolucionistas descartarem esta forte evidência contra o cenário darwinista era alegar contaminação ou algo do gênero. Foi então que, Jeffrey Bada, um geoquímico orgânico do Instituto Scripps de Oceanografia em San Diego disse: “não posso imaginar tecido mole sobreviver milhões de anos” [5]. Ele acrescentou que o material celular encontrado deveria ser a “contaminação de fontes externas”. Em 2008, um estudo publicado na revista PLoS One interpretou os restos de tecidos moles vasculares (túbulos ramificados e os glóbulos) nos fósseis de T. rex como sendo produtos de biofilmes bacterianos [6]. Mas, mesmo se os vasos sanguíneos fossem produtos do biofilme, este dificilmente poderia ter explicado a presença de proteínas e DNA [7].

Schwetzer, entretanto, buscou levantar objeções contra a interpretação de biofilmes e, em estudos posteriores, acrescentou outros argumentos e mostrou linhas de evidência complementares para corroborar a interpretação de que os restos eram, sim, tecidos biológicos de dinossauros. Foi então que, em 2009, Schwetzer e colaboradores identificaram sinais de vasos sanguíneos e colágeno por meio de uma análise feita em um fêmur de Hadrosaur B. canadenses (Hadrossauro), o dinossauro bico-de-pato, um fóssil de 80 milhões de anos, encontrado na formação do rio Judith, um sítio paleontológico no estado de Montana [8].

Em vez de escavar o fóssil no local, os cientistas removeram a peça juntamente com a camada de arenito que a envolvia. O bloco foi selado e transportado para o laboratório a fim de evitar uma contaminação e degradação do material – a fim de evitar novamente as críticas sobre contaminação [8]. Os pesquisadores, então, usaram análises independentes e distintas como microscopia de tunelamento de elétrons para examinar a aparência e a estrutura dos tecidos, e espectrometria de massa e testes de ligação de anticorpos para identificar proteínas. Os resultados mostraram evidências de colágeno, bem como de laminina e elastina, duas proteínas encontradas em vasos sanguíneos.

110502092255-large

 

Em 2013, Schwetzer e colaboradores testaram uma hipótese anterior de que o ferro poderia desempenhar um papel na preservação de tecidos antigos dentro de fósseis de dinossauros [9, 10]. Os resultados sugeriram que a presença de hemoglobina − a molécula que contém ferro que transporta o oxigênio nas células vermelhas do sangue – pode ser a chave para preservar tecidos antigos dentro de fósseis de dinossauros, mas também pode escondê-los de detecção. Ao morrer, as células liberariam ferro nos tecidos que desencadearia a formação de radicais livres (antioxidante), funcionando como o formaldeído na preservação dos tecidos e proteínas.

No entanto, a experiência realizada em laboratório é pouco representativa em comparação com o mundo real [11]. Eles mergulharam um grupo de vasos sanguíneos em líquido rico em ferro feito de células vermelhas do sangue, isto é, hemoglobina pura; e outro grupo foi mergulhado em água. Eles afirmaram que o grupo que permaneceu na água ficou irreconhecível dentro de dias, e o outro grupo em hemoglobina pura ficou reconhecível durante 2 anos. Será que se a hemoglobina fosse diluída ela agiria da mesma maneira? E a sugestão de que os vasos sanguíneos ficaram ‘reconhecível’ por dois anos de alguma forma demonstra que estes poderiam durar trinta e cinco milhões de vezes mais?

Em 2012, uma equipe de pesquisadores do grupo Paleocronologia fez uma apresentação no período de 13-17 de agosto em uma reunião anual de Geofísica do Pacífico Ocidental em Cingapura, idealizada pela conferência da União Americana de Geofísica (AGU) e pela Sociedade de Geociências da Oceania Asiática (AOGS) [12]. Os autores descobriram uma razão para a sobrevivência intrigante dos tecidos moles e colágeno em ossos de dinossauros. Segundo eles, os ossos são mais jovens do que tem sido relatado. Para tanto, eles utilizaram o método de datação por radiocarbono (carbono-14) em múltiplas amostras de ossos de 8 dinossauros encontrados no Texas, Alasca, Colorado e Montana. E, pasmem! Eles reportaram a presença do carbono-14 (que decai rapidamente) nos ossos, revelando que eles tinham apenas entre 22.000 a 39.000 anos de idade.

Como era de se esperar, embora o trabalho tivesse sido aceito, os cientistas foram censurados e o resumo foi removido do site da conferência por dois presidentes, porque não podiam aceitar as conclusões. Quando os autores questionaram, eles receberam uma carta. Mas qual seria o motivo para isso? O pressuposto dos presidentes era o de que o carbono-14 não poderia estar presente em tais fósseis “velhos“. Negativas como essa é o que tem impedido a realização de testes com a datação por carbono e prejudicado o progresso da ciência. Isso porque os evolucionistas sabem que, se uma análise fosse feita utilizando este método de datação, é altamente provável que mostraria uma “idade de radiocarbono” de milhares de anos, e não a de “milhões de anos” como a da previsão evolutiva.

Em, 2013, um estudo experimental realizado nos Estados Unidos por um cientista da microscopia, criacionista, encontrou tecidos fibrilares moles obtidos da região supraorbital de um chifre de Triceratops horridus (Tricerátopo) coletados na Formação Hell Creek, em Montana, EUA [13]. O tecido mole estava presente no osso pré e pós-descalcificado. Foram retiradas amostras da matriz óssea lamelar onde foram encontradas microestruturas parecidas com osteócitos. Os osteócitos são células derivadas dos osteoblastos que se diferenciam e preenchem a estrutura lamelar compreendendo diversas funções histológicas, como por exemplo, remodelação do esqueleto ou mesmo crescimento ósseo. Os autores notaram que alguns osteócitos apresentavam extensões filipodiais e, segundo ele, não havia nenhuma evidência de permineralização ou cristalização. Mas, o que isso significa? Isso quer dizer que o material ósseo conservou proteínas ativas e, inesperadamente, DNA (que se degrada rapidamente). Ou seja, ele não foi degradado e nem passou por processo de fossilização. Teoricamente, o material continua ileso, íntegro, desde a morte do dinossauro.

Após a publicação do artigo sobre a descoberta de tecidos moles, Mark Armitage foi demitido da Universidade Estadual da Califórnia por inferir que tais estruturas, talvez, tivessem milhares de anos em vez dos supostos milhões de anos [14]. Armitage, é claro, está processando a Universidade por ter sido despedido sem uma justa causa. O caso legal em torno da demissão de Armitage abre muitas questões importantes sobre a liberdade acadêmica. Na verdade, numerosos exemplos de supressão da “liberdade acadêmica” podem ser citados em que os cientistas têm sido discriminados por apresentar pontos de vista conflitantes com as perspectivas tradicionais.

Em 2015, foram encontradas fibras e estruturas celulares preservadas em espécimes de dinossauro de supostos 75 milhões de anos [15]. Os pesquisadores examinaram amostras de oito ossos de dinossauros do Cretáceo. Eles encontraram material consistente com as estruturas de fibra de colágeno endógeno e fragmentos de aminoácidos típicos de fibrilas de colágeno. Também observaram estruturas compatíveis com eritrócitos com espectros semelhantes à do sangue total. Para a equipe, mesmo sem DNA, as células dos tecidos moles e as moléculas poderiam ajudar a aprender muito mais sobre a fisiologia e o comportamento dos dinossauros. Por exemplo, o tamanho das células do sangue pode revelar insights sobre o metabolismo e a suposta transição do sangue frio para o sangue quente. Exames tridimensionais das células do sangue revelaram que elas possuem núcleos, o que significa que as células do sangue humano não podem ter contaminado a amostra, porque não possuem núcleos.

Em 2015, pesquisadores norte-americanos publicaram os resultados de seu projeto iDINO (investigation of Dinosaur Intact Natural Osteo-tissue), cujo objetivo é a investigação da permanência de tecidos moles em ossos de dinossauros [16]. Os autores encontraram quantidades mensuráveis de carbono-14 em 16 amostras a partir de 14 espécimes fósseis de peixes, madeira, plantas e animais de toda a coluna geológica, Mioceno a Permiano, de todas as três eras: Cenozóica, Mesozóica e Paleozóica. As amostras vieram do Canadá, Alemanha e Austrália. Cerca de metade eram de ossos de dinossauros (7 espécimes). Todas as amostras foram preparadas por processos padrão para eliminar a contaminação e, em seguida, foram submetidas a um laboratório para espectrometria de massa atômica. As idades variaram entre 17.850 a 49.470 anos de radiocarbono.

Como pode ser visto, parece que está cada vez mais difícil defender o dogma de que os dinossauros viveram há milhões de anos na escala geológica, pois se há tecido mole em fósseis de dinossauros e até mesmo células sanguíneas e DNA, eles não podem ter morrido há tanto tempo, ainda que suposições sobre influências do ambiente e do ferro na preservação das biomoléculas tenham sido levantadas. Fato é que, evidências científicas indicam que biomoléculas em restos fósseis não sobrevivem por até 80 milhões de anos, como algumas pesquisas apontam. Há evidências de que a degradação de biomoléculas ocorre depois da morte em um tempo entre semanas a décadas, com alguns fragmentos moleculares resistentes que poderiam sobreviver até no máximo 100 mil anos [9, 17]. Outra pesquisa sugeriu que o colágeno não deveria aguentar num organismo fóssil por mais de 2,7 milhões de anos, na melhor das hipóteses [18].

Além disso, é curioso observar as tentativas de evolucionistas em relacionar muitas destas descobertas com uma suposta contaminação, e também o modo que eles agem para abafar as descobertas ou métodos conflitantes com suas hipóteses de “milhões de anos”. Um pesquisador que segue apenas as evidências deve-se perguntar: Por quê? O público tem o direito de saber a cronologia real dos dinossauros, e a verdade sobre a história da Terra.

Quer saber mais? Acesse o eBook e venha conhecer a assinatura de um projeto intencional nas estruturas biológicas complexas presentes na natureza e nos seres vivos.

 

(Créditos da segunda imagem: neoateismodelirante.blogspot.com)

 

Referências

 

[1] Soares LPCM, Kerber BB, Osés GL, Oliveira AM, Pacheco MLAF. Paleobiologia e Evolução: o potencial do registro fossilífero brasileiro. Revista Espinhaço 2013; 2(1): 24-40.

[2] Morell V. Dino DNA: the hunt and the hype. Science. 1993; 261(5118):160-2.

[3] Schweitzer MH, Wittmeyer JL, Horner JR, Toporski JK. Soft-Tissue Vessels and Cellular Preservation in Tyrannosaurus rex. Science. 2005; 307(5717):1952-5.

[4] Yeoman B. Schweitzer’s Dangerous Discovery. Discover magazine 2006; 27(4):37-41. Disponível em: http://discovermagazine.com/2006/apr/dinosaur-dna ou  https://web.archive.org/…/discovermag…/2006/apr/dinosaur-dna

[5] Entrevista concedida por Jeffrey Bada. In: Yeoman B. Schweitzer’s Dangerous Discovery. Discover magazine 2006; 27(4):37-41. Disponível em: http://discovermagazine.com/2006/apr/dinosaur-dna

[6] Kaye TG, Gaugler G, Sawlowicz Z. Dinosaurian soft tissues interpreted as bacterial biofilms. PLoS One. 2008; 3(7):e2808.

[7] Wieland C. More confirmation for dinosaur soft tissue and protein. Journal of creation 2009; 23(3):10–11. Disponível em: http://creation.com/images/pdfs/tj/j23_3/j23_3_10-11.pdf

[8] Schweitzer MH, Zheng W, Organ CL, Avci R, Suo Z, Freimark LM, Lebleu VS, Duncan MB, Vander Heiden MG, Neveu JM, Lane WS, Cottrell JS, Horner JR,Cantley LC, Kalluri R, Asara JM. Biomolecular Characterization and Protein Sequences of the Campanian Hadrosaur B. Canadensis. Science. 2009; 324(5927):626-31.

[9] Schweitzer MH, Wittmeyer JL. Dinosaurian soft tissue taphonomy and implications. In: AAAS Annual meeting, Abstracts with Programs, St. Louis, Missouri, USA, 16-20 de Fevereiro de 2006.

[10] Schweitzer MH, Zheng W, Cleland TP, Goodwin MB, Boatman E, Theil E, Marcus MA, Fakra SC. A role for iron and oxygen chemistry in preserving soft tissues, cells and molecules from deep time. Proc Biol Sci. 2013; 281(1775):20132741.

[11] Smith C. Dinosaur soft tissue. [Jan. 2014]. Creation, 2014. Disponível em: http://creation.com/dinosaur-soft-tissue

[12] Miller H, Owen H, Bennett R, De Pontcharra J, Giertych M, Taylor J, Van Oosterwych MC, Kline O, Wilder D, Dunkel B. A comparison of δ13C & pMC Values for Ten Cretaceous-jurassic Dinosaur Bones from Texas to Alaska, USA, China and Europe. In: AOGS 9th Annual General Meeting. 13 to 17 Aug 2012, Singapore. Disponível em: http://4.static.img-dpreview.com/…/dfdc0a3fdc564435bb159bce…

[13] Armitage MH, Anderson KL. Soft sheets of fibrillar bone from a fossil of the supraorbital horn of the dinosaur Triceratops horridus. Acta Histochem. 2013; 115(6):603-8.

[14] CBS Los Angeles. Lawsuit: CSUN Scientist Fired After Soft Tissue Found On Dinosaur Fossil. [Jul. 2014]. CBS Los Angeles, 2014. Disponível em: http://losangeles.cbslocal.com/…/scientist-alleges-csun-fi…/

[15] Bertazzo S, Maidment SC, Kallepitis C, Fearn S, Stevens MM, Xie HN. Fibres and cellular structures preserved in 75-million–year-old dinosaur specimens. Nat Commun. 2015; 6:7352.

[16] Thomas B, Nelson V. Radiocarbon in Dinosaur and Other Fossils. Creation Research Society Quarterly 2015; 51(4):299-311.
https://creationresearch.org/…/s5-frontpage-display/item/117

[17] Entrevista concedida por Mary Schweitzer. Protein links T. rex to chickens. [Abr. 2007]. Entrevistador: Paul Rincon. BBC News, 2007. Disponível em: http://news.bbc.co.uk/2/hi/6548719.stm

[18] Nielsen-Marsh C. Biomolecules in fossil remains: Multidisciplinary approach to endurance. The Biochemist 2002; 24(3):12-14.

Respostas as objeções comuns evolucionistas.

By Cornelius Hunter – Darwin’s God

(Texto adaptado)

 

 

 

1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esta seção examina diversas preocupações que evolucionistas têm frequentemente, sobre as falsas predições de sua teoria.

 

 

 

Previsões falsas muitas vezes levam a uma pesquisa produtiva.

Pesquisa produtiva pode vir de uma grande variedade de motivações científicas e não científicas, incluindo previsões falsas. A pesquisa produtiva que pode ter surgido a partir de algumas dessas previsões não diminui o fato de que elas são falsas.

 

 

Os evolucionistas fixaram estas previsões falsas.

Um proponente de uma teoria, dado a motivação suficiente, pode explicar todos os tipos de resultados contraditórios. (Quine) Tipicamente; no entanto, há um preço a ser pago quando a teoria se torna mais complexa e tem menor poder explicativo.

 

 

Ad hominem e negação.

Críticas à evolução atraem respostas aquecidas e os ataques pessoais são comuns. Tais ataques, no entanto, não mudam o fato de que a evolução tem gerado muitas predições falsas. Além disso, os evolucionistas, muitas vezes, ignoraram ou negam as descobertas inesperadas. Eles tentam desacreditar os fatos, referindo-se a eles como “argumentos velhos e cansados”, ou que não passam de falácias sem senso crítico nenhum.

 

 

Falsificacionismo é falho.

Tem sido argumentado que, a fim de qualificar-se como ciência, idéias e teorias precisam ser falsificáveis. Além disso, as previsões falsificadas são usadas, ​​às vezes, para discutir se uma teoria é falsa. Tal falsificacionismo ingênuo é falho (Popper) e não usado ​​aqui. Muitas predições falsas da evolução não demonstram que a evolução não é ciência ou que a evolução é falsa.

Previsões falsas são valiosas em julgar a qualidade de uma teoria, seu poder explicativo; e para melhorar a nossa compreensão científica em geral. No entanto, os evolucionistas, por vezes, rejeitam qualquer menção de previsões falsas de sua teoria como mero falsificacionismo ingênuo. As falhas do falsificacionismo ingênuo não dão aos evolucionistas uma licença para ignorar falhas substanciais e fundamentais de sua teoria.

 

 

Se houvessem tantos problemas a evolução teria sido derrubada.

Essa objeção se enquadra na categoria de falsificacionismo ingênuo. A ciência é um processo reativo. Novas evidências são processadas e as teorias são ajustadas em conformidade. Mas a ciência também pode ser um processo conservador, sustentando problemas substanciais antes de reavaliar uma teoria. Portanto, a reavaliação de uma teoria leva tempo. O fato de existirem problemas garante que uma teoria seja derrubada. (Lakatos; Chalmers)

 

 

Citados” acreditam na evolução.

Muitos cientistas duvidam da evolução, mas eles não são citados, ou não são citados em papers. Apenas as matérias de evolucionistas são usadas para ilustrar que até mesmo adeptos da teoria concordam que as predições são falsas.

 

 

Estas falsificações serão remediadas no futuro.

Como cientistas, precisamos avaliar teorias científicas de acordo com os dados atualmente disponíveis. Ninguém sabe o que os dados futuros poderão trazer, e a afirmação de que os dados futuros vão resgatar a evolução é, em última análise, circular.

 

 

Não há melhor alternativa.

Uma forma de avaliar uma teoria é compará-la com explicações alternativas. Esta abordagem tem a vantagem de contornar as dificuldades na avaliação de teorias científicas. Mas é claro que qualquer comparação dependerá crucialmente de quais explicações alternativas são usadas na comparação. Se não forem tomadas como boas alternativas podem ser deturpadas ou mesmo omitidas completamente. E, claro, podem haver alternativas ainda não concebidas. (Van Fraassen; Stanford) Em qualquer caso, o sucesso ou fracasso das previsões de evolução depende da ciência, não em quaisquer explicações alternativas.

 

 

Ninguém acredita mais nestas previsões.

Sim, este é o ponto. É verdade que os evolucionistas, em sua maior parte,reconhecem que caíram muitas previsões que foram feitas por outros evolucionistas, ou decorrentes da teoria. Podemos aprender com este histórico falho, pois tem implicações para a complexidade da evolução e seu poder explicativo.

 

 

E sobre todas as previsões bem sucedidas?

Os evolucionistas afirmam que a evolução é um fato, e que devemos nos concentrar em previsões bem sucedidas da evolução, em vez de suas previsões falsas. A tendência para procurar evidências que confirmem em contraste com evidências contrárias que surgiram e ainda surgem ao longo do tempo é conhecido como viés de confirmação. (Klayman, Ha) Uma conseqüência do viés de confirmação é que;pode ser que, uma vez confirmadas, certas evidências são vistas como corretas e típicas, enquanto evidências não confirmadas, previsões falsificadas são vistas como anormais e raras. Não é de surpreender que as evidências que confirmam são mais frequentemente mantidas e documentadas. Raramente as muitas previsões falsas são encontradas em textos de evolução.

Viés de confirmação pode afetar a investigação científica. Os evolucionistas tendem a ver as previsões da evolução como esmagadoramente verdade. Previsões falsas, por outro lado, não são geralmente vistas como falsificações legítimas, mas sim como questões de pesquisa abertas que estão ainda a ser resolvidas. Na verdade, os evolucionistas muitas vezes fazem a alegação notável que não há nenhuma evidência que é contrária à evolução.

 

 

Estas previsões falsificadas não são necessariamente previsões da teoria da evolução. Elas refletem apenas casos isolados de surpresa de um ou outro evolucionista sobre conjuntos específicos de dados.

As previsões foram consideradas necessárias quando foram realizadas. E elas representavam o consenso da ciência evolutiva no momento em que foram realizadas. Elas estão bem documentadas em ambos os trabalhos de pesquisa; peer-reviewed, literatura popular de autoria de líderes evolucionistas e em entrevistas dos principais evolucionistas. Elas não eram realizadas apenas por alguns, evolucionistas individuais. E elas não foram uma das várias possíveis previsões concorrentes.

O fato dessas previsões atualmente  não serem consideradas necessariamente previsões da evolução é um reflexo da maleabilidade da teoria da evolução e é um lembrete do por que um histórico de falsas previsões da evolução é importante.

___________________________________________

Referências

 

Chalmers, AF 1982. What is This Thing Called Science? . 2d ed. Indianapolis: Hackett.

Klayman, Joshua, Young-Won Ha. 1997. “Confirmation, disconfirmation, and information in hypothesis testing,” in WM Goldstein, RM Hogarth, (eds.) Research on Judgment and Decision Making: Currents, Connections, and Controversies.Cambridge: Cambridge University Press.

Lakatos, Imre. 1970. “History of science and Its rational reconstructions.” Proceedings of the Biennial Meeting of the Philosophy of Science Association 1970:91-136.

Popper, Karl. 1959. The Logic of Scientific Discovery . London: Hutchinson.

Quine, WVO 1951. “Two Dogmas of Empiricism,” The Philosophical Review 60:40.

Stanford, P. Kyle. 2006. Exceeding Our Grasp: Science, History, and the Problem of Unconceived Alternatives . New York: Oxford University Press.

van Fraassen. Bas C. 1989. Laws and Symmetry . Oxford: Clarendon Press.