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Barulho e Fúria no Laboratório de Microbiologia.

O microbiologista Didier Raoult, tempos atrás, proporcionou a fúria nos neo darwinistas.

 

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Resumo

Aos 59 anos, Didier Raoult é o microbiologista mais produtivo e influente da França, liderando uma equipe de 200 cientistas e estudantes da Universidade de Aix-Marseille. Ele descobriu ou co-descobriu dezenas de novas bactérias, e em 2003, atordoou colegas com um vírus de tamanho recorde, chamado Mimivirus, o primeiro membro de uma família que lança uma nova luz intrigante sobre a evolução dos vírus e da árvore da vida. Controverso e franco, Raoult publicou no ano passado um livro de ciência popular que declara que a teoria da evolução de Darwin está errada. E ele foi temporariamente proibido de publicar em uma dúzia de revistas de microbiologia importantes em 2006. Cientistas do laboratório de Raoult dizem que não querem trabalhar em nenhum outro lugar. No entanto, Raoult também é conhecido por suas inimizades e seu desdém por aqueles que discordam dele.

 


Science 02 Mar 2012:
Vol. 335, Issue 6072, pp. 1033-1035
DOI: 10.1126/science.335.6072.1033


 

Obs: O artigo completo da AAAS é pago.

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Não tenho tal fé!

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O Absurdo do materialismo filosófico

“Se o materialismo filosófico é verdadeiro; o cérebro nunca poderia ser consciente dele mesmo, por que ele não poderia interagir com ele mesmo fisicamente”

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Resposta ao materialismo ateu. Parte I

“Que ilusões? O Argumento expõe sua invocação teológica e subjetiva. Ei, ei, espere aí, quando falo de proposito não existe invocação de moral…Oras é bem simples e bem definido: Propósito: Um alvo, um objetivo, uma intenção, um plano, uma meta.”

Alma, espírito, inferno, purgatório, deus, diabo entre outros. Você quer dizer que tudo isso é objetivo, concreto, medível, testável, observável?

Deus não está no mesmo plano que alma, espírito, diabo, demônios et al.

Deus é a causa eterna, qualquer coisa só pode vir a existência por intermédio D’Ele, quer direta ou indiretamente.

 

Isso chama-se falacia da falsa analogia.

 

Quanto ser observável, é mais observável que evolução darwiniana e a crença que o cérebro cria mente, isso, baseado em materialismo filosófico.

“Daí nem faz sentido atribuir catástrofe a certos eventos,NÃO EXISTEM CATÁSTROFES… São apenas eventos naturais… Mas você quer usar esses eventos contra propósito, se não existe NENHUM propósito na natureza como você usa as catástrofes contra propósito?”

As catástrofes não são propósitos, elas ocorrem de acordo com as ações da natureza que têm variações e modificações no tempo, e também podem ser atribuídas ao homem com os gases lançado no ar que aumentou o efeito estufa por ex, mas não quer dizer que o homem seja exclusivamente culpado pelas catástrofes naturais. Mesmo assim a natureza não obedece a um propósito, como eu disse, existe a adaptação à natureza.

Você não respondeu a questão, NADA na natureza tem propósito, sim ou não?… Sua argumentação contra propósito afirmando que não existe propósito é circular. Os ajustes que que qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento em cosmologia enxerga não pode simplesmente ser refutado porque existem catástrofes.

Isso é TOTALMENTE irrelevante.

E se você usar um argumento moral, então seu argumento torna-se mais frágil ainda.

 

“o universo está RIGOROSAMENTE ajustado PARA EXISTIR.”

E o passado, o anterior ao universo, o que existia para condicioná-lo a existir? Notou a sua falha.

Deixe eu acrescentar que a vida também atende a um ajuste rigoroso para passar a existir.

Oras,”existia” (Existe) uma causa eterna, suficiente, necessária para tal ajuste rigoroso. Nós chamamos essa causa de Deus.

Você pressupõe deus o criador de tudo, mas você não define deus a não ser pelo que ele criou, então fica a questão- Quem é deus, onde ele está?

Isso é uma questão de lógica, Deus afirma ser o criador deste universo… Oras, eu então, no mínimo vou conferir se existe alguma evidência de criação. Se Ele não se deixa ser visto como vemos os humanos, então como eu vou ter alguma pista de que Ele existe? Ou ainda, uma pista que Ele é mera ilusão?

Oras, as crianças fazem isso intuitivamente, elas olham pra natureza como se ela tivesse um designer, e um designer não humano (veja aqui) .

“Agora vc está invocando filosofia e teologia, então: O Deus bíblico não é apenas bom e perfeito, ele tbm é justo, ele é PODEROSO, onipresente e onisciente. Tem vontade própria, faz o que quer, mas sua ação livre (fazer o que quer sem influência externa) não pode conflitar com seus outros atributos, ou seja, bondade, amor, justiça.”

E permite que pessoas inocentes morram nas mãos de algozes, logo se ele é onipresente e onisciente, ele é responsável por não usar seu poder contra as maldades que ameaçam seus filhos. Aí você chama deus de irresponsável, ou seja, você ao mesmo tempo que diz dele ser poderoso, onipresente e onisciente, já anula suas qualidades.

1º  Você está invocando um argumento moral, metafísico, em outras palavras, você precisa pressupor que o materialismo é falso para fazer um argumento moral do bem e do mal. Isso é uma contradição materialista, pega-se emprestado valores morais objetivos para julgar eventos do mundo natural, que segundo o materialismo não tem nenhum propósito.

2° Você não pode simplesmente acusar Deus de irresponsabilidade, e negar o inferno. Se as pessoas obedecessem os dez mandamentos, não teríamos algozes, mas esse mundo é bem assim, bem distante de Deus, podem professar uma crença com lábios, mas o que vale é o que as pessoas fazem, seus pecados escondidos, suas pedofilias, perversidades e etc.

Ora, ora, ora, esse mundo não é o Reino de Deus e vai passar, e Deus irá julgar a todos, aí cada um dará conta de seus atos.

Deus não criou robozinhos, esse mundo é o que é por vontade própria. mas ninguém vai escapar dos efeitos, das consequências, ninguém, a não ser que Ele não exista, todos irão para a morada dos mortos, pedófilos, assassinos, corruptos, Mao Tse, Hitler, criancinhas, pessoas boazinhas, algozes, vítimas… Todos deixarão de existir para sempre. 

 

Então como você pode supor que seu argumento tenha alguma validade objetiva? 

Como o universo estava em equilíbrio na sua criação, se ele nem havia sido criado? Prestou bem atenção no erro? Segundo você o universo estava em equilíbrio- em sua criação. Quer dizer que algo criou o que já existia para depois ser criado ou recriado de novo?

O universo foi criado perfeito e perdeu sua perfeição. Esse universo como é, não existira mais futuramente.

“Oras, Deus deu ao homem livre arbítrio, mas tbm o sujeitou a consequências… Isso é causa e efeito. Falso, a natureza por si mesma é evidência que existe um criador, ou ela é evidência que não existe um criador… Ou vc tirou da onde a ideia que Deus não existe? Da sua percepção, intuição?”

Para esta questão, vou citar uma parte do livro de um amigo de SP, segue:

O livre-arbítrio é incompatível com a onisciência divina,

Falso, o fato de você saber minha escolha não quer dizer que a escolha não foi minha o.O

da mesma forma não precisaria ser deus que criou o universo. Se você diz que deus criou o Universo eu posso igualmente supor que não foi deus quem o criou, mas sim o “diabinho Azul” quem o criou.

Você vai precisar diferenciar o diabinho azul de Deus, pois se o diabinho azul criou este universo ele é NECESSARIAMENTE eterno, suficiente, necessário para causar o universo… Então não passa de um outro nome pra mesma causa específica.

Só que este diabinho não é todo poderoso como deus, não tem a onisciência de deus, não é bom como deus, não é perfeito como deus e, para criar o universo, ele acabou morrendo de tanto esforço que fez.

Esse é o problema dessa causa, ela é inferior a Deus e não pode ser a causa lógica do universo e da vida biológica.

Sendo meu diabinho muito mais simples e menos complexo que seu deus ele deve ser preferível em termos da “navalha de ocam” a deus!

Estás confundindo a navalha de ocam com simplismo. Uma explicação não ignora a característica do efeito, caso contrário qualquer coisa causou o universo, quer fadinhas, gnomos, o superman, multiversos.

Agora, sugiro o uso da parcimônia para o surgimento materialista do universo e da vida, fazendo ser tal qual ele é na realidade.  

Portanto, antes de invocar deus como criador do universo você deveria invocar o “diabinho azul”. Caso contrário você estaria sendo ilógico adicionando hipóteses desnecessárias ao “criador do Universo”.

Falso, o diabinho azul é uma péssima causa para o universo, tanto quanto o materialismo é, pode até ser uma hipótese, apenas isso, uma hipótese totalmente improvável. 

Não é necessário um criador com todas as propriedades de um “deus” para se criar o universo basta ter o poder suficiente para criá-lo. Assim a alegação de que é necessário um “deus” para o universo existir carece de fundamento lógico.

Isso se você ignorar a natureza do universo, ignorar sua magnitude, sua grandeza, sua ligação íntima com informação, se você negar a mecânica quântica, negar a característica de todos os organismos biológicos. 
Deus é onisciente, portanto sabe tudo o que aconteceu e o que vai acontecer.
Deus deu liberdade ao homem, portanto o homem é livre para escolher.

Se deus sabe tudo que o homem vai escolher (conhecimento factual) então o homem não tem liberdade de escolha. (Tudo estava previsto na mente de deus e o homem não poderia mudar).
Vamos supor a Existência de Deus Todo-Poderoso. Então, segue logicamente que:

1-Deus é Onisciente.

2-Sendo Onisciente sabe tudo que vai acontecer.

3-Sabendo tudo que vai acontecer, sabe tudo o que você vai fazer e escolher, mesmo antes de você existir.

4-Se Deus sabe tudo o que você vai fazer e escolher, então você não poderá fazer nada diferente da previsão de Deus.

A previsão de Deus, antes de eu nascer, não altera que minha escolha foi livre.
5-Se você não pode fazer nada diferente da previsão divina, você necessariamente e obrigatoriamente terá de segui-la.

Falso, Deus está não apenas consciente de minhas escolhas, mas do meu próprio nascimento, o fato dele saber as escolhas que EU FAREI, não implica que foi determinação, mas simplesmente existe um numero finito e pequeno de escolhas a serem feitas por humanos temporais, mortais. Deus não determinou nada mesmo sendo Ele presciente. 

6-Se você é obrigado a seguir a previsão de Deus, então é impossível para você escolher ou fazer qualquer outra coisa diferente da previsão divina.

Não existe obrigação, existem escolhas possíveis; Deus sabe qual escolha possível você vai fazer.

7-Se é impossível para você escolher ou fazer qualquer coisa diferente da previsão divina você, não tem livre-arbítrio!

Oras, isso é o mesmo que dizer que eu não tenho um número infinito de escolhas para fazer.

Oras, as escolhas do cotidiano são irrelevantes para Deus, o livre arbítrio que requer preocupação se existe ou não é com relação a vida eterna ou morte eterna ( a saber, arder eternamente num lago de fogo e enxofre) … São duas opções definitivas.

Desde antes de o homem nascer, mesmo antes dele se casar ou fazer quaisquer tipos de escolhas, seu destino já estaria previsto na mente onisciente de Deus. Então, nada do que o homem escolhesse seria diferente do caminho já previsto por Deus. Sendo assim, o chamado “Livre-Arbítrio” não passaria de uma ilusão. Isto quer dizer que: ou o homem não é livre para escolher, ou Deus não é onisciente. Esta é uma das mais contundentes provas lógicas contra a existência de Deus.

Mais uma vez, a previsão não tem relação com determinação… Deus determinou que o homem terá apenas Dois destinos possíveis: Vida eterna – Ou Terror eterno. Apesar dele saber a escolha de qualquer um, não é ele quem determina se vou escolher obedece-lo ou não. Isso implicaria em não existência da livre escolha e implicaria em um Deus injusto, pois ninguém pode ser acusado de algo que não fez livremente. 

Vamos sintetizar isso :

  1. Um ser com livre arbítrio, dada duas opções A e B, pode escolher livremente entre A e B.

  2. Deus é onisciente (tudo sabe).

  3. Deus sabe que eu vou escolher A.

  4. Deus não pode estar errado, já que um ser onisciente não pode ter conhecimento falso.

  5. De 3 e 4, vou escolher A e não posso escolher B.

  6. A partir de 1 e 5, a onisciência e livre-arbítrio não pode coexistir.

As premissas 1 e 2 no esboço acima são as principais premissas para o argumento e não são contestadas. A cosmovisão cristã defende que cada ser humano é um agente moral livre e é capaz de fazer escolhas, simplesmente exercendo a sua vontade, não sob compulsão ou por causa do instinto. Além disso, é uma doutrina muito clara do cristianismo que Deus é onisciente. A Bíblia diz que Deus sabe “o fim desde o princípio” (Isaías 46,10). Para a onisciência de ser verdadeiramente entendida deve ser de conhecimento correto, então a premissa 4 também é correta.

Contudo, o ponto número 5 é o lugar onde a lógica vacila. Aqueles que argumentam dessa maneira cometem o erro de pensar que, como Deus possui o conhecimento sobre um assunto específico, então ele influenciou sobre ele. Isso não significa nada. Só porque Deus pode prever que a escolha você vai fazer, não significa que você não pode ainda escolher livremente a outra opção.

 

Devo dizer também que a natureza divina não está reduzida a onisciência, e a que a própria onisciência é intrínseca a onipresença… Ou seja, Deus está em todos os lugares, ele esta no passado, presente e futuro.

Somos únicos? Biologia, cultura e humanidade.

Não, não se espante com este artigo. Eu sou teísta, e sou defensor do design inteligente.
O artigo abaixo é apenas para você compreender um pouco sobre a cosmovisão naturalista, não podemos criticar, se opor a algo que ao menos não entendemos.[Jeph Simple]
Francisco M. Salzano
ARTE GLOBO E TABELAS: PAULO CESAR PEREIRA
IMAGENS © ISTOCKPHOTOS : CHIMPANZÉ, FOTO DE JURIE MAREE; GOLFINHO: FOTO DE GRAEME WHITTLE; CRIANÇA: FOTO DE ROBERT CHURCHILL; MENINA AFRICANA: FOTO DE PEETER VIISIMAA

Para desespero dos conservadores o Universo está mudando continuamente. Mas a mudança não é aleatória ou desordenada. Segue padrões específicos, e o termo correto para descrevê-la é evolução. A partir de uma origem determinada desenrola-se toda uma série de eventos concatenados. Eles podem incluir tanto o mundo inorgânico como o orgânico. O postulado básico do conceito de evolução biológica é que todas as formas orgânicas atualmente existentes neste planeta derivaram de um ancestral comum, universal.

Embora ninguém estivesse lá para assistir, o início de tudo deve ter sido uma enorme explosão, ocorrida talvez há 15 bilhões de anos. O termo Big Bang foi primeiramente usado para descrevê-la de forma depreciativa pelo cosmólogo inglês Fred Hoyle (1915-2001), defensor da teoria rival de que o Universo seria estacionário. Mas o termo foi imediatamente adotado pelos adeptos dessa alternativa. O certo é que a grande massa das evidências obtidas até agora são todas favoráveis ao modelo do Big Bang, embora ainda restem muitas perguntas, especialmente sobre o que ocorrerá no futuro.

O cenário atualmente aceito é o de uma expansão espetacular, seguida de mudanças drásticas de temperatura com a formação gradativa dos elementos químicos atuais. A expansão iniciada naquela época continua ainda hoje, devidamente avaliada através da radiação cósmica de fundo. Paulatinamente formaram-se as estrelas e as galáxias e eventualmente o nosso Sistema Solar, há 4,5 bilhões de anos.

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AS EVIDÊNCIAS obtidas até agora são favoráveis ao modelo do Big Bang, segundo o qual o Universo teve início com uma grande explosão, há uns 15 bilhões de anos

As transições seguintes ocorreram com a origem da vida, entre 3,9 bilhões e 3,6 bilhões de anos atrás (portanto, logo no início do desenvolvimento do Sistema Solar), e a origem recentíssima de nossa espécie, há uns meros 130 mil anos antes do presente (A.P.).

Singularidade é a qualidade do que é singular, único, particular, individual. A referência anterior mencionou três singularidades: a origem do Universo, da vida e da espécie humana. Mas somos realmente únicos? O britânico Robert Foley publicou em 1987 – a versão em português saiu em 1993 – um livro com o título provocante deApenas mais uma espécie única, referindo-se à espécie humana. Argumentou que, embora o Homo sapiens seja único, também únicas são todas as outras espécies. Há, portanto, necessidade de outros critérios para localizar os seres humanos no grande mosaico da vida no planeta. O primeiro seria o da comparação da nossa constituição biológica com a de nossos parentes mais próximos para verificar se a diferenças são muito maiores que aquelas que, em média, ocorrem entre duas outras espécies quaisquer. O segundo critério seria baseado na existência, entre nós, de um atributo único: a cultura.

Nós e os Chimpanzés
Sempre houve curiosidade em verificar quais seriam as relações evolutivas entre a espécie humana e a dos grandes macacos (chimpanzé, gorila e orangotango). Após muita discussão, pesquisa e análises conflitantes está agora firmemente estabelecido que, dos três, o chimpanzé sem dúvida é o nosso parente mais próximo. O fantástico desenvolvimento da genética molecular proporcionou a elucidação completa de todo o genoma de ambas as espécies, possibilitando análises aprofundadas, minuciosas, sobre semelhanças e dessemelhanças dos dois conjuntos gênicos.

Ninguém confunde, morfologicamente, um chimpanzé com um ser humano. E, no entanto, a diferença média entre as duas espécies em nível nucleotídico – da unidade do DNA, o material genético – é de apenas 1,2%. É verdade que quando se examina um tipo específico de variação no DNA – inserções ou acréscimos/deleções ou perdas – a diferença aumenta, mas não muito (3%). Saliente-se, porém, que há ampla variação no grau de divergência entre as duas espécies em diferentes regiões homólogas – de mesma origem – dos dois genomas. Particularmente com relação aos cromossomos sexuais, enquanto o X apresenta bastante uniformidade, o Y mostra, ao contrário, muitas diferenças.

Um dos desenvolvimentos mais notáveis da genética molecular atual é poder estimar, a partir do grau de diferenciação existente entre duas espécies e de eventos independentes, datáveis, a época em que essas duas entidades se separaram no passado. E avaliações recentes calculam que as linhagens evolutivas que deram origem respectivamente aos seres humanos e aos chimpanzés devem ter se separado entre 7 milhões e 5 milhões antes do presente. Aparentemente o processo foi complexo, tendo havido após o início da separação eventos de hibridação entre as duas linhagens.

Desde a publicação da obra seminal de Charles Darwin (1809-1882) A origem das espécies, em 1859, sabe-se que o fator principal que condiciona esses eventos evolucionários é a seleção natural. E uma análise por grandes categorias funcionais das diferenças entre as duas espécies que devem ter sido causadas pela seleção positiva – inovadora – forneceu os seguintes resultados (em %): (a) imunidade: 66; (b) percepção sensorial: 22; (c) gametogênese: 8; (d) interferência na divisão celular: 4. Curiosamente, nesta análise, os genes envolvidos em atividades cérebro específicas não pareciam ter evoluído mais rápido em humanos que em chimpanzés. Outro estudo, no entanto, restrito às seqüências de DNA não-codificadoras de proteínas que se mostraram conservadas ao longo da evolução, revelou ritmo acelerado de mudança – mas nas duas linhagens – em regiões próximas a genes envolvidos na adesão de células neuronais.

© GARY WALES/iStockphoto
OS CHIMPANZÉS são nossos parentes mais próximos. Na verdade, em relação à variação específica do DNA, a diferença é de apenas 1,2%. A linhagem evolutiva que deu origem aos seres humanos e aos grandes primatas provavelmente teve uma divisão entre 7 milhões e 5 milhões de anos A.P.

A conclusão a que se chega com relação ao primeiro critério sugerido por Foley na seção anterior – grau de diversidade entre espécies próximas – mostra que as diferenças biológicas entre humanos e chimpanzés são pequenas, não explicando a possível singularidade da espécie humana quando comparada com as outras.

Origem da Moralidade
O segundo critério indicado por Foley para a atribuição de uma característica única à nossa espécie seria a existência da cultura. Lamentavelmente, como salientou esse autor, parece haver quase tantas definições de cultura quanto antropólogos. Um conceito que já utilizei anteriormente define cultura como o complexo de padrões de comportamento, das crenças, das instituições e de outros valores espirituais e materiais transmitidos coletivamente e característicos de uma sociedade. Para começar, pode-se examinar, como o fez Frans de Waal recentemente, até que ponto as raízes evolutivas da moral poderiam ser encontradas nos chimpanzés ou mesmo no gênero Cebus de macacos sul-americanos, que ele vem estudando por décadas.

Aqui também, o primeiro problema a enfrentar é a definição de moralidade. De Waal adota a definição de A. MacIntyre, segundo a qual “moralidade é um fenômeno grupo-orientado nascido do fato de que dependemos de um sistema de suporte social para a sobrevivência”. Ele também sugere que o domínio da ação moral pode ser resumido em duas palavras: ajudar ou (não) ferir, e que não se devem confundir convenções sociais com linguagem moral. Mesmo porque, com relação às primeiras, o que choca uma pessoa em determinada cultura pode ser perfeitamente aceitável em outra – por exemplo, a exposição dos seios ou outras regiões do corpo; ou as uniões homossexuais. Os temas centrais de nosso tempo: pena de morte, aborto, eutanásia; cuidados com os idosos, doentes ou pobres; todos envolvem os problemas eternos de vida, morte, recursos e cuidados. A tabela 1 apresenta com mais detalhe as características da moralidade, relacionando-as com o que ocorre em humanos e chimpanzés. Pode-se distinguir entre estes últimos sentimentos morais, porém, a preocupação de suas sociedades com esses sentimentos é menos sistemática, e o desejo de um comportamento moral internamente consistente é único à nossa espécie. Apesar de buscas nesse sentido, até hoje ninguém encontrou no planeta uma universidade de chimpanzés que estivesse investigando as diferenças e similaridades entre eles e os seres humanos.

Portanto, embora as origens da moralidade possam ser localizadas em nossos parentes biológicos próximos, alguns atributos são eminentemente humanos. A preocupação de De Waal em seu livro foi atacar decididamente o que ele denominou de “teoria do verniz”, segundo a qual os seres humanos seriam basicamente maus, e a moralidade, apenas uma camada de verniz, desenvolvida pela cultura, sobre um conteúdo anti-social, amoral e egoísta. Parte desse raciocínio baseia-se no fato de que o fator fundamental na evolução, como já indicado, é a seleção natural, na qual a ênfase é na competição individual. Entretanto, essa competição pode tomar várias formas, que não implicam necessariamente luta aberta. Tanto diferenças de viabilidade quanto de fertilidade importam no jogo de quem deixa mais genes para a próxima geração.

Na verdade existe literatura abundante sobre a evolução da cooperação. Esta última pode ser considerada sob diferentes ângulos, classificáveis em cinco mecanismos: (a) seleção de parentesco, que se relaciona com o fato de que partilhamos genes com nossos irmãos e parentes biológicos mais afastados – John B. S. Haldane (1892-1964) afirmou uma vez que certamente “mergulharia no rio para salvar dois irmãos ou oito primos em primeiro grau”, porque ele partilhava respectivamente a metade e 1/8 de seus genes com essas pessoas; (b) reciprocidade direta, a qual envolve encontros repetidos entre indivíduos – se a probabilidade de encontro entre os dois indivíduos cooperantes excede a taxa de custo-benefício do ato altruístico pode ocorrer evolução; (c) reciprocidade indireta – neste caso há uma vinculação forte com a reputação social: se tens fama de generoso é mais provável que recebas ajuda de alguém; (d) redes de reciprocidade – se existe heterogeneidade espacial, podem ser formadas associações entre vizinhos e, neste caso, a taxa custo-benefício deve exceder o número médio de vizinhos por indivíduo; e (e) seleção de grupo – este é o tipo de fenômeno mais investigado, relacionando-se com taxas de crescimento e retração grupo-específicas. A espécie humana apresenta uma série de características ausentes em outros organismos que favorecem, através da evolução cultural, essas diferentes formas de interação.

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PARA ROBERT FOLEY a cultura seria a característica que nos torna uma espécie única. Os rudimentos de cultura de outros animais são um pálido reflexo do processo manifestado pelo Homo sapiens. Acima, O bibliotecário, de Giuseppe Arcimboldo

Biologia e Cultura
Embora existam rudimentos de cultura em outras espécies, eles representam apenas um pálido reflexo da complexidade do processo existente no Homo sapiens. A tabela 2 foi construída para caracterizar melhor as diferenças entre a transmissão genética e a cultural. Elas se iniciam com a unidade de transmissão. O gene é um segmento de DNA capaz de formar uma determinada proteína. O termo tem a respeitabilidade de um século de uso. Já a expressão “meme” foi criada por Richard Dawkins apenas em 1976. Mas de lá para cá existem milhares de citações suas na internet e o meme poderia ser caracterizado como a unidade de instrução para a realização de determinado tipo de comportamento, localizado no cérebro, que se transmite principalmente pela imitação. Formalizado dessa maneira, parece claro que seria muito difícil explicitar uma unidade física para a unidade. Por exemplo, as primeiras quatro notas da Quinta sinfonia de Ludwig van Beethoven (1770-1827), que têm sido replicadas em muitas outras composições musicais, constituem-se em um meme, ou o termo deve ser aplicado somente à Quinta sinfonia como um todo? A inglesa Susan Blackmore, que tem estudado a fundo esse problema, prefere concentrar sua atenção em “memeplexs”, que seriam “conjuntos de memes coadaptados”. Mesmo sem uma base física definida, o conceito tem sido de valor heurístico apreciável, daí a sua propagação e manutenção.

Outros aspectos quanto às diferenças de transmissão genética e cultural são salientados na tabela 2. Talvez a diferença mais marcante seja no que se refere à transmissão dos caracteres adquiridos, isto é, na passagem de geração a geração do efeito de características ambientalmente determinadas, que assim aperfeiçoadas seriam transmitidas para a descendência. Quem deu mais ênfase a esse processo como fator evolucionário foi Jean-Baptiste Lamarck (1744-1829), e por isso essa transmissão é batizada como lamarckiana. Mas deve ser salientado que Darwin também acreditava nesse tipo de herança. Como o foco de suas indagações foi a seleção natural, no entanto, caracteriza-se como darwinismo tudo no qual esse tipo de agente possa ser invocado. Já está amplamente demonstrado, desde a primeira metade do século passado, que os caracteres adquiridos não se transmitem através dos genes. Por outro lado, produtos e processos de elaboração cultural podem ser aperfeiçoados em determinada época, com a inovação espalhando se rapidamente no espaço e no tempo. Aliás, a velocidade das mudanças na evolução cultural é muitíssimo mais rápida que a que ocorre em nível biológico. Uma das razões para isso é fácil de entender. A transmissão de uma novidade biológica só pode ser feita de seu portador para seus descendentes diretos. Já uma novidade cultural pode rapidamente se espalhar por toda a população, por diferentes meios de comunicação – informação direta entre não-relacionados, aprendizagem professor– aluno – ou informal –, imitação de pessoas célebres, imprensa, rádio, televisão.

© JAMES STEIDL/iStockphoto
SOMENTE SERES HUMANOS e golfinhos (foto) têm capacidade de imitação vocal em suas múltiplas modalidades – o que deve implicar grandes alterações na organização neural. Embora alguns animais sejam capazes de acessar e utilizar uma série de conceitos abstratos, apresentam limitações que os humanos não têm

Linguagem
O material genético – o ácido desoxirribonucléico – tem uma linguagem que pode ser classificada como quase universal, constituída por um alfabeto de quatro letras fundamentais – suas unidades, os nucleotídeos adenina (A), timina (T), citosina (C) e guanina (G). Ao contrário, não há um código universal para a linguagem falada, existindo em todo o mundo nada menos que 5 mil a 6 mil línguas. E elas são, como o código genético, organizadas de maneira hierárquica, generativa e recursiva, não havendo limites quanto à possibilidade de expressão de conteúdos específicos.

Quais são as características da linguagem humana? Ela tem contrapartida no reino animal? A tabela 3 apresenta duas definições de linguagem, sendo a primeira a mais comumente utilizada, isto é, o conjunto das palavras ou expressões usadas por um povo e as respectivas regras de gramática, o seu idioma. Mas existe, nesse contexto, um componente interno mente/cérebro fundamental que comanda todos os processos, denominado linguagem interna ou linguagem-I.

Marc D. Hauser, Noam Chomsky e W. Tecumseh Fitch classificaram em 2002 a faculdade da linguagem em duas categorias: senso lato, compreendendo os sistemas sensorial-motor e conceitual-intencional; e senso estrito (tabela 3). Segundo eles, embora possam se encontrar rudimentos da linguagem em senso lato em animais não-humanos, a linguagem em senso estrito seria um atributo exclusivamente humano. Sua propriedade principal seria a recursão, capacidade de gerar um conjunto infinito de expressões a partir de um número limitado de elementos, utilizando regras sintáticas que envolvem a disposição das palavras na frase e a das frases no discurso através de uma relação lógica.

REPRESENTAÇÃO ESQUEMÁTICA das relações entre as quatro principais famílias lingüísticas de nativos da América do Sul, de acordo com três especialistas na área

Curiosamente, somente os seres humanos e golfinhos (delfins) têm capacidade de imitação vocal em suas múltiplas modalidades, o que deve implicar mudança bastante importante na organização neural. Apesar, também, de os animais poderem adquirir e usar uma série de conceitos abstratos, como os de ferramenta, cor, relações geométricas, alimento e número, eles apresentam uma série de limitações que os deixam longe de um simples graduado de ensino médio, por exemplo, que aprendeu com muito pouco esforço cerca de 60 mil palavras.

August Schleicher (1821-1868), lingüista alemão, foi um dos pioneiros na idéia de classificar as relações entre as linguagens em árvores filogenéticas. Para isso utilizou o método comparativo, que analisa as freqüências de elementos estruturais, como raízes (cognatos) para certos termos, bem como outros aspectos específicos das línguas. Independentemente, os geneticistas de populações e outros evolucionistas desenvolveram métodos sofisticados de comparações genéticas entre populações, e há pelo menos três décadas as relações entre as distribuições lingüísticas e as genéticas têm sido avaliadas para a detecção de similaridades ou diferenças. Esse enfoque foi utilizado por nosso grupo de pesquisa em várias ocasiões, com resultados variados.

Em 2005 resolvemos levantar a seguinte questão: no que a genética poderia contribuir para a avaliação das alternativas propostas por três eminentes lingüistas – Estmír Loukotka, falecido em 1968, Joseph H. Greenberg (1915-2001) e Aryon Dall’Igna Rodrigues – para as relações entre as quatro famílias lingüísticas ameríndias mais importantes da América do Sul, Maipure, Caribe, Tupi e Gê? As alternativas propostas estão indicadas na figura 1, e utilizando testes de hipótese estatísticos refinados e grande quantidade de marcadores genéticos chegou-se à conclusão de que o esquema proposto por Rodrigues é o mais adequado. Ele tem relações mais estreitas entre os falantes das famílias lingüísticas Caribe e Tupi, seguindo-se em ordem de distância genética os de – línguas Gê, sendo os falantes Maipure os mais afastados.

Violência
Anteriormente discutimos a importância evolutiva da cooperação e argumentos de que a natureza humana talvez não seja intrinsecamente má. O fato, no entanto, é que atos de violência transbordam em nossa espécie. Quais os fatores que predispõem para essa violência? Eles podem ser tanto de natureza biológica – neurotransmissores e hormônios, baixa inteligência, psicoses endógenas – como ambientais – nível socioeconômico baixo, história pessoal com atos de violência familiar, regras permissivas. Há, no entanto, um aspecto importante que partilhamos com os chimpanzés, que é a existência de violência intergrupal letal. A montagem de grupos específicos de ataque a comunidades vizinhas existe tanto em nossos parentes biológicos mais próximos como em humanos, neste último caso levando às guerras.

Existem muitos motivos para a guerra em nossa espécie, que podem ser classificados como psicossociais, econômicos e políticos. Enquanto os primeiros foram os mais importantes no estágio de caça–e–coleta, os dois últimos alcançaram enorme preponderância à medida que a evolução sociocultural condicionava sociedades complexas, segmentadas e as armas eram aperfeiçoadas.

O antropólogo americano Raymond C. Kelly distingue três fases na evolução desse tipo de violência intergrupal em humanos: (a) mortandade através de coalizões: restrita a grupos de caçadorescoletores que viviam em áreas vizinhas, separadas por um território tampão, relacionadas à aquisição de território ou recursos; (b) era da vantagem defensiva intrínseca: no Paleolítico, como os residentes de um determinado território o conheciam melhor que os invasores, ficariam muito difíceis ataques às bases habitacionais dos primeiros; e (c) era da guerra: requer formas de organização segmentadas, com a formação de unidades de ataque específicas. A evidência arqueológica mais antiga de ataque a um núcleo habitacional foi encontrada em um cemitério núbio, perto da cidade atual de Jebel Sahaba, no Sudão, datado de 14 mil a 12 mil anos antes do presente.

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UMA CARACTERÍSTICA que partilhamos com os chimpanzés é a violência intergrupal letal, com organização de grupos específicos de ataque a comunidades vizinhas, em último caso levando a guerras

Religião
Nossos antepassados pré-históricos viviam em um estado de incerteza sobre o ambiente que os cercava, incapazes de compreender o que estava ocorrendo ao seu redor. Com isso surgiu o pensamento mágico, com explicações sobrenaturais para os fenômenos do dia-a-dia. Para associar o divino ao sobrenatural surgiram os feiticeiros ou curandeiros. Com o desenvolvimento sociocultural proporcionado pelas revoluções agrária e urbana apareceram depois as religiões, com suas revelações, mistérios, tradições e textos sagrados. Calcula-se que tenham sido criadas, ao longo da história da humanidade, nada menos que 100 mil religiões.

Devido à sua universalidade, é provável que o comportamento religioso seja um produto secundário de processos seletivos destinados a resolver problemas ecológicos não-relacionados. Rituais religiosos, aparentemente só presentes na espécie humana, podem por exemplo desencadear a formação de peptídeos opióides endógenos que diminuem a percepção da dor, aumentam a termorregulação e afetam a imunocompetência. Em termos de seleção, as religiões podem fortalecer a solidariedade grupal na competição interpopulacional – inclusive por meio da manutenção de controle social pelas elites –, contribuindo também para relações mais harmônicas entre os sexos. Os humanos são os únicos primatas com uniões monogâmicas nas quais há investimento paternal importante, que vivem em grupos grandes com grande quantidade de machos. As normas religiosas podem, neste caso, agir para evitar ou pelo menos diminuir as relações extramaritais. Promessas de vida extraterrena são também importantes para neutralizar inconformismos com relação ao status quo.

Perspectivas
É um fato conhecido que a quase totalidade das espécies que se formaram ao longo do processo evolutivo estão atualmente extintas. Seremos únicos também em questão de sobrevivência? Há dúvidas quanto a isso. O desenvolvimento alarmante de armas cada vez mais sofisticadas, a continuidade dos atos agressivos e violentos tanto em nível interindividual como entre grupos étnicos, nações ou grupos de nações, o crescimento do movimento anticiência em todo o mundo, com sua enorme dose de irracionalidade e intolerância, não são motivos para previsões otimistas. Mas, em consonância com os grandes utópicos do passado, não é difícil estabelecer um programa de ação que tenha como meta uma relação socialmente mais justa entre indivíduos e nações, com distribuição apropriada das riquezas proporcionalmente ao mérito de cada um, em um mundo livre da violência, das injustiças, das polícias, das penitenciárias, da corrupção e dos governos.

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FEITICEIROS E CURANDEIROS associaram o divino ao sobrenatural, precedendo as religiões e suas revelações: herança de antepassados que viviam em estado de incerteza em relação ao ambiente

– Embora o Homo sapiens seja único, não somos exceção. As outras espécies também são únicas. Algumas das características que definem os humanos são o desenvolvimento do pensamento mágico e a religiosidade.

– Uma expressão tipicamente humana é a noção de moralidade, no sentido de cooperação, de ajudar ou (não) ferir. A expressão cultural de outras espécies não se compara à cultura, que pode ser transmitida entre gerações.

– A linguagem, em sentido restrito, também seria um atributo exclusivamente humano, e sua principal propriedade é a recursão, capacidade de gerar um conjunto infinito de expressões a partir de um número limitado de elementos.
– Os editores

Public information: from nosy neighbors to cultural evolution. Étienne Danchin, Luc-Alain Giraldeau, Thomas J. Valone e Richard H. Wagner, em Science, vol. 305, págs. 487-491, 2004.Primates and philosophers. How morality evolved. Frans de Waal. Princeton University Press, 2006.Apenas mais uma espécie única: padrões da ecologia evolutiva humana. Robert Foley. Editora da Universidade de São Paulo, 1993.The faculty of language: what is it, who has it, and how did it evolve? Marc D. Hauser, Noam Chomsky e W. Tecumseh Fitch, em Science, vol. 298, págs. 1569-1579, 2002.

The origin of speech. Constance Holden, em Science, vol. 303, págs. 1316- 1319, 2004.

DNA, e eu com isso? Francisco M. Salzano. Oficina de Textos, 2005.

 

Fonte:  http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/somos_unicos__biologia_cultura_e_humanidade.html

Richard Lewontin, professor da Universidade de Harvard, reconhece que os “cientistas” aceitam histórias absurdas, contra o bom senso, em função de seu compromisso prévio com o materialismo

“Billions and Billions of Demons” é o título da crítica literária do Prof. Richard Lewontin, publicada no New York Times, ao livro de Carl Sagan intitulado “The Demon-Haunted World: Science as a Candle in the Dark”.

Na crítica, Richard Lewontin, da Universidade de Harvard, reconhece que os “cientistas” aceitam histórias absurdas do tipo “é porque é”, que são contra o bom senso, em função de seu compromisso prévio com o materialismo.

Leiam um trecho de sua confissão:

Nossa disposição de aceitar afirmações científicas que são contra o bom senso são a chave para uma compreensão da verdadeira luta entre a ciência e o sobrenatural. Assumimos o lado da ciência, a despeito do patente absurdo de alguns de seus constructos, a despeito de sua falha em cumprir muitas de suas promessas extravagantes de saúde e vida, a despeito da tolerância da comunidade científica pelas histórias do tipo “é porque é”, porque nos comprometemos previamente com o materialismo. Não é que os métodos e as instituições científicas de alguma maneira tenham nos compelido a aceitar uma explicação materialista de um mundo fenomenal, mas, pelo contrário, nós é que somos forçados, por nossa própria aderência a priori às causas materiais, a criar um aparato de investigação e um conjunto de conceitos que produzam as explicações materialistas, independentemente de quão contra-intuitivas e mistificadoras possam ser para o não iniciado. Além do mais, esse materialismo é absoluto, pois não podemos permitir a entrada de nada que seja divino.

 

fonte: http://www.origemedestino.org.br/blog/johannesjanzen/?post=294