Em Defesa do Design Inteligente

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Do Brasil, Um Debate Sobre Design Inteligente Com O Professor Marcos Eberlin.

By Evolution News – David Klinghoffer | @d_klinghoffer

 

[Texto adaptado – Imagem  do EnV]

 

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Para sua diversão, nossos amigos no Brasil enviaram um agradável link do YouTube ( https://www.youtube.com/watch?v=-H-hZ1xyJbU&feature=youtu.be ). O professor Marcos Eberlin da Universidade de Campinas e a Sociedade Brasileira do Design Inteligente participaram de um debate de rádio que você também pode assistir no formato de vídeo. A ocasião foi o lançamento do novo centro de pesquisa sobre Design Inteligente (DI) da Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo.

Claro que está em português. No entanto, o Dr. Eberlin, químico distinguido e membro da Academia Nacional de Ciências, oferece alguns destaques:

O Jovem Pan Morning Show é um programa de rádio muito popular, ouvido por cerca de 200 mil pessoas no Brasil. Agora está no YouTube e muitos outros vão assistir!

Após o lançamento do Discovery Institute-Mackenzie, Fábio Raposo do Amaral, professor de biologia em uma universidade pública do Brasil, Universidade Federal de São Paulo, escreveu uma carta pública criticando o Mackenzie por criar um centro para estudar a “pseudociência” do design inteligente. Como presidente da TDI Brasil, fui convidado a debater o DI com ele.

O professor Fabio disse primeiro que a evolução é óbvia e vista, por exemplo, na seleção de homens por fêmeas, quando os meninos “vão caçar meninas nas noites de sábado”. Ele mencionou que, quando uma menina seleciona um menino, este seria um caso claro de seleção sexual.

Eu expliquei o quanto este conceito é errado, falando sobre Darwin e pavões e o intrincado mecanismo de dispersão de luz que dá cor às asas de um pavão. Eu mencionei um artigo que reporta pesquisas realizadas com centenas de pavões femininos e como elas não mostraram nenhuma preferência por caudas mais coloridas. As fêmeas realmente selecionam machos com melhor sinalização acústica. Isso foi devastador.

Então, falamos sobre o que a ciência é, como a ciência naturalista está errada em repudiar o DI, como o DI propõe uma ciência melhor ao considerar as duas possíveis causas da vida e do universo e sobre as implicações filosóficas e teológicas tanto da evolução quanto do DI. Se DI aponta para um designer, a evolução não aponta para nenhum designer, e depois aponta para o ateísmo, fazendo com que os ateus se sintam “intelectualmente realizados”, como Richard Dawkins disse uma vez.

Também tive a oportunidade de definir corretamente o DI como a ciência que desenvolve uma metodologia para detectar a ação de processos naturais ou de uma causa inteligente. Eu falei sobre os filtros de design que usamos, os três pilares da ID (complexidade irredutível, informação biológica e previsão), e assim por diante.

Os comentários no YouTube mostram que o resultado foi devastador para a evolução. Era claro que um biólogo, um professor de uma grande universidade pública, trabalhando em um departamento de genética e evolução, não tinha argumentos claros para defender a evolução e foi derrotado por um “IDiot“. O DI também foi claramente apresentado como uma teoria totalmente científica, que quer simplesmente fazer ciência da maneira como a ciência deve ser feita – como uma busca imparcial pela verdade.

Também falamos sobre a falta de evidência para a evolução, mesmo após 150 anos de busca intensa; e como a ciência moderna está fornecendo evidências crescentes a favor do DI. Foi um debate histórico para o DI no Brasil.

Mesmo que você não entenda o português, ver o vídeo dá a sensação do humor da conversa. O prazer no debate, na resposta séria a um adversário, não precisa ser traduzido. Parabéns ao professor Eberlin e aos seus colegas por seu maravilhoso trabalho!

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A Investigação Científica Apresenta Princípios de Design Inteligente.

By Evolution News – @DiscoveryCSC

[Texto adaptado – O artigo contem links em inglês – Imagem do EnV com os devidos créditos]

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Uma das nossas respostas aos críticos do DI é aquilo que os cientistas usam todos os dias. Se o design inteligente não fosse científico, teríamos de jogar fora [ciência] forense, arqueologia, criptologia, informática, teoria da otimização, engenharia e SETI. Aqui estão alguns exemplos de DI em ação que apareceram recentemente em periódicos. Os princípios para deduzir o design são semelhantes. Se alguns desses exemplos parecem fracos para inferir o design, eles se tornam nossos casos favoritos mais fortes quando defendemos o design no código genético, máquinas moleculares ou ajuste fino do universo.

O livro da Selva.

O que está gravado na paisagem da Amazônia? Algo estranho e inesperado veio à luz. Por décadas, as florestas tropicais do Brasil exemplificavam a natureza selvagem e indomada. Seus poucos habitantes humanos, retratados romanticamente como nobres selvagens, levavam suas vidas simples em harmonia com a natureza como uma repreensão para nós, americanos-europeus, poluidores e invasores do planeta. Este era o mundo de Darwin, uma terra de competição e cooperação produzindo sistemas ecológicos por leis naturais não guiadas (especialmente a “lei” da seleção natural).

Sob o dossel da floresta, porém, estruturas bizarras já revelaram forças diferentes no trabalho também: forças inteligentes. As leis naturais geralmente não criam círculos concêntricos e nem quadrados. Desde 1980, terraplenagens chamadas geoglifos [“mensagens de terra“] vieram à luz sobre uma vasta área entre os sistemas fluviais da Amazônia. Uma nova imagem desta região revela evidência de propósito, intenção e plano: ou seja, design inteligente. Um artigo dramático de pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade de Exeter, publicado no mês passado na Proceedings of the National Academy of Sciences, derruba o paradigma do deserto selvagem.

Mais de 450 pré-colombianos (pré-AD 1492) cercos geométricos abandonados (“geoglifos”) ocupam 13.000 km² do estado do Acre, Brasil, representando uma descoberta-chave da arqueologia amazônica. Essas enormes terraplenagens foram ocultas durante séculos sob a floresta tropical de terra firme (planalto interfluvial), desafiando diretamente o status “primordial” deste ecossistema e sua vulnerabilidade aos impactos humanos, percebida.  

A noção da Amazônia como um deserto intocado foi agora anulada por evidências crescentes de sociedades pré-colombianas grandes, diversas e socialmente complexas em muitas regiões da bacia. A descoberta de numerosas, vasta terra preta (terras antropogênicas escuras) que fazem fronteira com as planícies aluviais dos rios principais e extensos complexos de terraplanagem nas savanas sazonalmente inundadas dos Llanos de Mojos (nordeste da Bolívia), Ilha de Marajó (nordeste do Brasil) e costeira da Guiana Francesa, representam exemplos de grandes impactos humanos realizados nesses ambientes. [Enfase adicionada]

Executado, ou seja, por design inteligente. Esta vasta região tem sido “amplamente transformada pelos seres humanos ao longo de milênios“, dizem eles. Em notícias da Universidade de Exeter, a autora principal Jennifer Watling expressa quão dramática esta mudança de pensamento é:

A Dr. Watling disse: “O fato de que esses sítios ficaram escondidos por séculos sob floresta sazonada, realmente desafia a idéia de que as florestas amazônicas são “ecossistemas imaculados”.”

Imediatamente quisemos saber se a região já estava coberta de florestas quando os geoglifos foram construídos, e até que ponto as pessoas impactaram a paisagem para construir essas terras.

A equipe usou vários métodos para inferir design – importante para fazer uma inferência robusta de design. Os mais óbvios são os geoglifos. Podem-se obter inferências adicionais sobre as suas funções através de uma análise minuciosa dos detalhes estruturais:

Com valas de até 11 m de largura, 4 m de profundidade e 100-300 m de diâmetro, e com alguns sítios com até seis recintos, os geoglifos da Amazônia ocidental rivalizam com os exemplos mais impressionantes de arquitetura monumental pré-colombiana em qualquer lugar das Américas. As escavações dos geoglifos mostraram que foram construídos e usados esporadicamente como locais cerimoniais e de coleta pública entre 2000 e 650 anos calibrados antes do presente (BP), mas que alguns podem ter sido construídos já em 3500-3000 BP. A evidência de sua função cerimonial baseia-se na ausência quase que total de material cultural encontrado dentro das áreas fechadas, o que sugere que eles foram mantidos ritualmente “limpos”, ao lado de suas formas arquitetônicas altamente formalizadas (principalmente círculos e quadrados) – Características que distinguem os geoglifos de compartimentos similares fechados no nordeste da Bolívia.

É necessário saber quem são os designers? O DI exige conhecer seus motivos?

Surpreendentemente, pouco se sabe sobre quem foram os construtores de geoglifos, como e onde viveram, já que os locais de assentamentos contemporâneos ainda não foram encontrados na região. Pensa-se que os construtores de geoglifos eram uma rede complexa de grupos locais, relativamente autônomos, conectados por um sistema ideológico compartilhado e altamente desenvolvido. Embora alguns tenham proposto uma conexão entre os geoglifos e as sociedades da fala Aruaque, as cerâmicas descobertas a partir desses locais desafiam uma estreita ligação com os estilos Saladoide-Barrancoide normalmente associados com esta família linguística e, em vez disso, apresentam uma mistura complexa de diferentes tradições locais. Além disso, é provável que os geoglifos tenham sido utilizados e reutilizados por diferentes grupos culturais ao longo de sua vida útil.

Aqui é onde fica ainda mais interessante. Outras pistas revelam que a ecologia foi intencionalmente modificada por essas pessoas desconhecidas. Estudando carvão, fósseis de plantas e isótopos de carbono, e seguindo padrões entre locais de geoglifos, os pesquisadores inferiram que os habitantes transformaram a floresta tropical para melhorar a produção de frutas, nozes e outras plantas que eles achavam úteis. A equipe também foi capaz de inferir quais espécies foram modificadas e quais eram “naturais” ao clima, e até mesmo determinar como as pessoas usaram o fogo para conseguirem uma clareira controlada. Não só isso, eles inferiram que “os geoglifos foram usados de forma esporádica em vez de habitados continuamente“.

Em vez de serem construídos dentro de uma floresta de bambu “intocada”, nossos dados dos fitólitos sugerem que os geoglifos foram construídos dentro de florestas antropogênicas que já haviam sido fundamentalmente alteradas por atividades humanas ao longo de milhares de anos.

Como podem ter certeza? “Nenhuma explicação natural existe” para os padrões que encontraram. O bambu, segundo eles, está em sua abundância natural, mas as árvores de frutos e nozes mostram padrões de “agrofloresta“, como se os habitantes criassem intencionalmente “uma espécie de “supermercado pré-histórico” de produtos florestais úteis”. A equipe chegou mesmo a estimar quando os sítios de geoglifos foram abandonados e a dizer se o ecossistema havia se recuperado ou não desde que eles saíram. A partir dos dados fitolíticos (depósitos de sílica de restos de plantas), eles concluem que “legados da agroflorestação pré-colombiana ainda existem hoje dentro das florestas remanescentes do Acre“. Isso é muito inferência de design, a partir de restos silenciosos!

Conclusões semelhantes foram alcançadas por Levis et al. na Science Magazine. A partir de padrões de plantas apenas na Bacia Amazônica, uma grande equipe de arqueólogos concluiu que “as marcas das sociedades humanas pré-históricas em florestas tropicais ainda podem ser detectadas hoje“. Erin Ross, da Nature News, concorda: “A floresta amazônica foi moldada por um antigo apetite por frutas e nozes.” Os cientistas podem dizer que a floresta tropical não está em um estado natural. Em vez disso, “As árvores que vivem nessas áreas povoadas podem ser relíquias de um passado vibrante“.

A fim de que ninguém defenda que essas marcas de design não são diferentes na espécie, de ninhos de pássaros, grandes cupinzeiros, barragens de castores ou qualquer outra estrutura animal que modifica a ecologia, basta voltar o argumento para os pesquisadores. Teria algum sentido afirmar que um artigo científico em uma revista é o trabalho de causas naturais não guiadas? Claro que não. Todos nós reconhecemos as marcas de inteligência. Os seres humanos são excepcionais nesse sentido, formando estruturas não naturais para fins criativos que vão além da mera sobrevivência e reprodução. Se os castores e os pássaros obtiveram suas habilidades através de uma inteligência de programação é uma boa pergunta, mas os seres humanos não são obrigados a construir geoglifos ou automóveis, ou a pensar em “sistemas ideológicos” que deixam suas marcas séculos mais tarde. Se os seres humanos são apenas animais, por que eles moldaram toda a floresta? Por que não desenvolver um apetite por bambu, como pandas?

Minerais como pista para design.

Vamos expandir o raciocínio acima para um caso que está em escala global. Geólogos e antropólogos estão atualmente discutindo se queremos chamar nosso tempo de “Época Antropocênica“. Ouvimos falar do Eoceno, do Paleoceno e de outras épocas “naturais“, mas a idéia antropocênica seria caracterizada por algo antinatural. Definido na New Scientist como “um novo intervalo de tempo geológico distinguido pelo impacto das atividades humanas“, o Antropoceno difere de todas as épocas anteriores. Observe a repórter Chelsea Whyte aplicar o raciocínio de design inteligente:

Pense em grandes coleções de jóias em museus. Essas amostras minerais não ocorreriam naturalmente nas proximidades, mas elas são propensas a ficarem enterradas juntas e cimentadas no registro como vizinhas.

A imagem igualmente coloca lugares como o Cemitério Nacional de Arlington em Virgínia. Esse arranjo ordenado de lápides não é provável que ocorra naturalmente, sem influência humana. O registro mineral revelará não apenas nossos processos tecnológicos, mas também nossa cultura.

O que fica realmente interessante é como pelo menos um ardente evolucionista, usa o mesmo raciocínio para inferir causas inteligentes humanas na mera existência de certos minerais raros:

A evidência de seres humanos mudando o planeta é sólida como pedra. Um novo catálogo de minerais contabiliza 208 que resultam exclusiva ou principalmente da atividade humana, diz Robert Hazen, da Carnegie Institution for Science, nos Estados Unidos, que liderou o estudo.

A maioria dos minerais podem ser explicado naturalmente, diz ele, mas pode-se dizer que algo não natural aconteceu a partir de evidências observacionais. Hazen identificou 208 minerais – cerca de 4 por cento dos 5200 minerais catalogados – que são incomuns. Eles tinham que ser feitos pelo homem. E essa não é a única evidência para o design humano.

Não é só que esses novos minerais existem, mas como eles são distribuídos e como eles persistirão. Nossa atividade tem levado a grande escala de movimento de rochas, sedimentos e minerais, graças à mineração, transporte e infra-estrutura, bem como a redistribuição global de minerais naturais altamente valorizados, como diamantes e ouro. E há substâncias em coisas como cimento e tijolos que são raros na natureza, mas agora são difundidas em todo o globo.

“Estes são como minerais e eles vão formar uma camada marcadora para todo o tempo geológico“, diz Hazen.

Inferência Injustificada de Design.

Em contraste com esses exemplos de inferência legítima de design, vamos olhar para um que está um pouco no lado estúpido. O tablóide britânico The Express postou um videoclipe de algum teórico da conspiração desconhecido, apontando para um objeto “bizarro” debaixo do Oceano Pacífico. Ele aponta para um caminho reto de 41 milhas de comprimento que ele alega ter sido deixado por um objeto circular de 2,5 milhas de diâmetro que aparece ao lado dele. Ele afirma que “parece feito pelo homem ao invés de natural” – talvez até feito por alienígenas espaciais!

É uma reminiscência da moda Face-on-Mars que dominava os programas de entrevistas de fim de noite antes que se tivesse uma visão mais atenta sobre a espaçonave. Isso só mostra que as inferências de design exigem um nível mínimo de rigor. Não parece que esses pensadores ilustres descartaram o acaso ou a lei natural como causas. Se o objeto tivesse luzes piscando e esculpido “Olá, mundo!” em Inglês, poderíamos ficar impressionados.

Na verdade, a evidência para o design no DNA e no ajuste cósmico é muito mais forte do que as evidências apresentadas nas duas citações anteriores sobre geoglifos e minerais do Antropoceno. Tais ilustram que o raciocínio de senso comum sobre causas inteligentes está vivo e bem nas ciências, publicado prontamente em revistas de ponta – exceto quando as implicações podem favorecer uma determinada visão de mundo.

Feliz Semana dos Engenheiros – Lembremos que a Inteligência está no Coração de Tudo.

By  Evolution News (24-Fev-17) – Sarah Chaffee

[Texto adaptado – Este artigo contem links em inglês – Imagem do EnV com os devidos créditos]  

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É a Semana Nacional dos Engenheiros – por isso quisemos dar um grito aos nossos colaboradores da CSC e colaboradores da Evolution News que estão no mundo da engenharia. Como observamos no passado, engenharia e medicina diferem da biologia evolutiva, na medida em que se concentram em como as coisas funcionam. Os evolucionistas podem parecer às vezes desconsiderar a função, mas os médicos e os engenheiros nunca podem.

Falando de engenharia, aqui está um resumo de notícias sobre um dos campos mais emocionantes onde a ciência do design inteligente realmente brilha: biomiméticos. Este campo utiliza desenhos da natureza para aumentar a eficiência e criar novos produtos.

  •  De acordo com Emilie Snell-Rood na Nature, “Com cerca de 1,5 milhão de espécies descritas, e provavelmente cerca de 9 milhões de espécies eucarióticas em existência, os pesquisadores que buscam abordagens biomiméticas mal arranharam a superfície da inspiração biológica”.

  •  E, aparentemente, “e-whiskers” são uma coisa. A Proceedings of the National Academy of Sciences diz, “os bigodes apresentam ainda outra classe importante de componentes de sensor que podem monitorar o fluxo de ar, mediar a detecção tátil para o mapeamento espacial de objetos próximos e até mesmo permitir equilíbrio durante o movimento para robôs avançados com capacidades semelhantes às encontradas em certos insetos e mamíferos”.

Para mais sobre este tópico, dê uma olhada na revisão de Casey Luskin de Engineering and the Ultimate. Casey cita Jonathan Bartlett, editor e colaborador do livro:

Ele começa observando: “No cerne da engenharia está a resolução de problemas humanos”, e observa que as mentes humanas têm sido chamadas de “uma máquina de oráculo”, Onde um “oráculo” é algo que “permite a modelagem de processos na mente que não são baseados computacionalmente”. Em matemática, há certos problemas que não foram resolvidos, mas também existem problemas que antes eram considerados insolúveis, mas que agora foram resolvidos. De acordo com Bartlett, isso poderia significar que a mente humana pode “ter acesso a um oráculo que é mais poderoso do que sistemas computacionais finitos”. (p. 113) Ele conclui: “Há boas evidências de que a cognição humana vai além do que tradicionalmente foi considerado como “físico”.” (p. 118)

Mente sobre a matéria – é verdadeira e leva ao avanço na tecnologia, ciência, matemática e engenharia.

 

Sinais de longa distância protegem o cérebro de infecções virais que entram pelo nariz.

By Science Daily 

[Obs: Texto adaptado]

Em 10 de fevereiro de 2014 o Science
Daily publicou.

Fonte:
Sociedade Americana de Microbiologia.

Resumo:
O cérebro contém um sistema de defesa que impede que pelo menos dois vírus não relacionados – e possivelmente muitos mais – invadam o cérebro em geral.

 

 

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A mucosa olfativa no nariz pode servir como um condutor para uma série de vírus entrarem no cérebro, incluindo a raiva, poliomielite e vírus da gripe. No entanto, raramente ocorrem infecções no sistema nervoso central. Pesquisas sugerem que, em resposta à infecção viral, as células no bulbo olfatório liberam moléculas sinalizadoras de longa distância que informam as células de partes não infectadas do cérebro, para produzirem interferão antiviral; uma primeira linha de defesa contra vírus invasores.
O cérebro contém um sistema de defesa que impede que pelo menos dois vírus não relacionados – e possivelmente muitos mais – invadam o cérebro em geral. A pesquisa foi publicada on-line antes da impressão no Journal of Virology.

Nosso trabalho aponta para a capacidade notável do sistema imunológico, mesmo dentro do cérebro, nos proteger contra vírus oportunistas“, diz Anthony van den Pol, da Universidade de Yale, autor do estudo.

A pesquisa explica um mistério antigo. A mucosa olfativa no nariz pode servir como um condutor para uma série de vírus entrarem no cérebro, incluindo a raiva, poliomielite e vírus da gripe. No entanto, raramente ocorrem infecções no sistema nervoso central. O mecanismo responsável pela proteção do cérebro contra  vírus que invadem com sucesso o bulbo olfatório (OB), o primeiro local de infecção na mucosa nasal, permanece esquivo.

Van den Pol e seus colegas descobriram que, em resposta à infecção viral, as células no bulbo olfatório liberam moléculas sinalizadoras de longa distância que informam células, em partes, não infectadas do cérebro, para produzirem interferão antiviral, uma primeira linha de defesa contra invasão de vírus.

No estudo, ratos normais expurgaram a infecção, enquanto ratos sem receptores para as moléculas iniciais de sinalização, sucumbiram à medida que os vírus se espalharam pelo cérebro, provando o papel crítico dessas moléculas.

Estas moléculas sinalizadoras são diferentes dos neurotransmissores regulares. Van den Pol observa que durante a sinalização neuronal, os neurotransmissores liberados por uma célula, viajam através de apenas 20 nanômetros de sinapse à próxima célula nervosa. No entanto, as moléculas de sinalização de longa distância difundem até 15 milímetros.

Essa distância é quase um milhão de vezes maior do que a distância em uma sinapse“, diz ele.

O sucesso do sistema imunológico no bloqueio de dois vírus não relacionados, a saber, vírus da estomatite vesicular e citomegalovírus, sugere que nossos resultados podem generalizar a muitos outros vírus que podem entrar no cérebro através do nervo olfativo“, diz van den Pol.

[Ênfases do blog] 


Journal Reference:

  1. A. N. van den Pol, S. Ding, M. D. Robek. Long distance interferon signaling within the brain blocks virus spread. Journal of Virology, 2014; DOI: 10.1128/JVI.03509-13

As plantas respondem a vibrações das folhas causadas pela mastigação dos insetos.

Por Science Daily

[Texto adaptado – Imagem do Science Daily]

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Esta é uma lagarta da borboleta de repolho, que se alimenta na Arabidopsis, onde, em uma folha adjacente, um pedaço de fita reflexiva ajuda a gravar vibrações. – Créditos: Roger Meissen

 

Estudos anteriores sugeriram que o crescimento das plantas pode ser influenciado pelo som e que as plantas respondem ao vento e ao toque. Agora, os pesquisadores da Universidade do Missouri, em uma colaboração que reúne o análise de áudio e química, determinaram que as plantas respondem aos sons que as lagartas fazem quando comem plantas e que as plantas respondem com mais defesas.

Pesquisas anteriores investigaram como as plantas respondem à energia acústica, incluindo música”, disse Heidi Appel, pesquisadora sênior da Divisão de Ciências de Plantas da Faculdade de Agricultura, Alimentação e Recursos Naturais e do Bond Life Sciences Center da MU. “No entanto, nosso trabalho é o primeiro exemplo de como as plantas respondem a uma vibração ecologicamente relevante. Descobrimos que as vibrações de alimentação sinalizam mudanças no metabolismo das células vegetais, criando produtos químicos mais defensivos que podem repelir ataques de lagartas.

Appel colaborou com Rex Cocroft, professor da Divisão de Ciências Biológicas da MU. No estudo, as lagartas foram colocadas em uma Arabidopsis, uma pequena planta florida relacionada ao repolho e a mostarda. Usando um laser e um pequeno pedaço de material reflexivo sobre a folha da planta, Cocroft foi capaz de medir o movimento da folha em resposta à lagarta mastigadora.

Cocroft e Appel então reproduziram gravações de vibrações de lagarta se alimentando para um conjunto de plantas, mas não reproduziu esse som para um outro conjunto de plantas. Quando as lagartas se alimentaram mais tarde em ambos os conjuntos de plantas, os pesquisadores descobriram que as plantas previamente expostas a vibrações alimentares produziam mais óleo de mostarda, um produto químico que não é atraente para muitas lagartas.

O que é notável é que as plantas expostas a vibrações diferentes, incluindo aquelas feitas por um vento suave ou sons de insetos diferentes que compartilham algumas características acústicas com vibrações de alimentação da lagarta, não aumentou suas defesas químicas”, disse Cocroft.  “Isto indica que as plantas são capazes de distinguir vibrações de alimentação de outras fontes comuns de vibração ambiental.

Appel e Cocroft afirmam que pesquisas futuras se concentrarão em como as vibrações são percebidas pelas plantas, quais características do sinal vibracional complexo são importantes e como as vibrações mecânicas interagem com outras formas de informação da planta para gerar respostas protetoras a pragas.

As plantas têm muitas maneiras de detectar o ataque de insetos, mas as vibrações de alimentação são provavelmente o caminho mais rápido para as partes distantes da planta perceber o ataque e começar a aumentar suas defesas”, disse Cocroft.

Lagartas reagem a esta defesa química, rastejando para longe, assim, o uso de vibrações para melhorar a defesa das plantas poderia ser útil à agricultura”, disse Appel. “Esta pesquisa também abre a janela sobre o comportamento um pouco maior da planta, mostrando que as plantas têm muitas das mesmas respostas às influências externas que os animais tem, mesmo que as respostas pareçam diferentes.

O estudo foi financiado em parte pela National Science Foundation e foi publicado em Oecologia.


Referência da História:

Materials provided by University of Missouri-Columbia. Note: Content may be edited for style and length.

Journal Reference:

H. M. Appel, R. B. Cocroft. Plants respond to leaf vibrations caused by insect herbivore chewing. Oecologia, 2014 DOI: 10.1007/s00442-014-2995-6


A pergunta que não quer calar: Isso seria evidência de design inteligente ou acaso, eventos não planejados, não programados, aleatórios?

Testando a complexidade irredutível?

Por Evolution News – Ann Gauger

[ Obs:Texto adaptado – Titulo original: #7 of Our Top Stories of 2016: An Engineered “Minimal” Microbe Is Evidence of Intelligent Design – Imagem do EnV com os devidos créditos ]

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O artigo a seguir foi publicado originalmente em 24 de março de 2016:

Science Magazine publicou um artigo na semana passada, “Design e síntese de um genoma bacteriano mínimo“, descrevendo a criação de uma bactéria com um genoma “descascado”. O artigo representa vinte anos de trabalho de muitos cientistas, incluindo o célebre bioquímico J. Craig Venter. Eles conseguiram reduzir o genoma quase na metade, de mais de 900 genes para 473, um pouco de cada vez. O papel borrifou pela Internet (ver, por exemplo, artigos da Associated Press e Bloomberg   o link original da AP está dando erro, mas mantive o link da AP, que apenas mostra a pagina da AP,  porque no original deste texto ele ainda está lá)

Por que diabos os pesquisadores farão tal coisa? A esperança é que esta bactéria mínima irá fornecer um veículo útil para a futura biologia sintética, permitindo a produção de medicamentos úteis para tratar doenças.

Mas há outra razão deles gastarem vinte anos neste projeto. É uma tentativa de responder a uma pergunta básica. Qual é a quantidade mínima de informação genética necessária para obter uma célula em funcionamento? Estimativas variaram de 250 a 300 genes, dependendo do tipo de célula e onde eles estão vivendo. Para a bactéria M. mycoides, o ponto de partida de seu trabalho, a resposta parece ser cerca de 470 genes. Os cientistas querem saber a resposta, porquanto a célula simplificada pode permitir que eles desvendem como os genes interagem e o que todos fazem. É mais fácil lidar com 400 genes do que com mais de 900, ou no caso da bactéria comum E. coli, mais de 4.000.

Este trabalho já produziu alguns resultados interessantes. Eles ainda não sabem o que 30% do genoma reduzido faz, apenas que os genes são essenciais. Em segundo lugar, os genes que parecem ser não essenciais por si só, podem tornar-se essenciais quando outro gene é excluído. Claramente, existem interações complexas acontecendo entre os 473 genes.

Tudo isso leva a uma pergunta óbvia. Esta pequena bactéria tem que ser capaz de copiar o seu DNA, transcrever e traduzi-lo em proteínas, além de ser capaz de coordenar todas as etapas envolvidas na divisão celular. Tem que ser capaz de fazer todas as coisas que não pode obter de seu ambiente. Isso é um monte de informações a serem armazenadas e usadas adequadamente. Daí 473 genes.

Mas de onde veio a célula, em primeiro lugar? É o problema da galinha e o ovo. Dado o número de coisas que a célula tem que fazer para ser um organismo em funcionamento, por onde começar? DNA ou RNA por si só não é suficiente, porque a proteína é necessária para copiar o DNA e para realizar processos celulares básicos. Mas a proteína não é suficiente por si só. O DNA é necessário para herdar de forma estável a informação genética sobre como produzir proteínas.

Algumas pessoas propõem que o RNA poderia fazer o truque, porque bastando somente as circunstâncias certas, e com a ajuda de um experimentador, o RNA pode copiar a si mesmo, parcialmente. A ideia é que, se apenas a sequência correta do RNA viesse junto, poderia servir tanto como uma enzima de RNA (ou ribozima) como o modelo para se reproduzir.

Isso deixa de lado problemas maiores. Ribozimas só podem realizar algumas reações químicas simples, enquanto mesmo uma célula mínima precisa de muitos tipos de reações. Em segundo lugar, como o interruptor ao DNA e às proteínas ocorreram? Ninguém tem uma pista. Por fim, não esqueçamos o problema da interdependência, ou da complexidade irredutível, como o bioquímico Michael Behe chama em seu livro Darwin’s Black Box. A célula mínima, ele escreve, é um sistema “composto por várias partes bem-correspondentes, em muitos casos, que contribuem para a função básica, em que a remoção de qualquer uma das partes faz com que o sistema deixe de funcionar efetivamente”.

Os sistemas irredutíveis são evidências de um design inteligente, porque somente uma mente tem a capacidade de projetar e programar uma rede tão interdependente e rica em informações como uma célula mínima.

Pense sobre o projeto de um carro básico. Você precisa de um motor, uma transmissão, um eixo de transmissão, um volante, eixos e rodas, além de um chassi para mantê-los todos juntos. Depois, vem o gás e uma maneira de começar tudo. (Eu, sem dúvida, deixei algo de fora, mas você entendeu meu ponto). Ter uma ou duas dessas coisas não vai fazer um carro funcional. Todas as peças são necessárias antes que ele seja usado. E é preciso um designer para imaginar o que é necessário, como ajustá-lo em conjunto, e depois construí-lo.

Se você está falando sobre um carro ou uma célula mínima, não vai ocorrer sem um designer.

 

Dois mecanismos revisam a tradução do DNA. Faça disso três.

Por Evolution News 

[ Obs: Titulo e texto adaptados a partir do original – O artigo possui links no original em inglês – Imagem do EnV com seus devidos créditos ]

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A própria ideia de que as células revisam suas informações genéticas torna o design inteligente intuitivamente óbvio. Não se revisa jargão (linguagem sem nexo). Se as células tivessem pavimentado conjuntos aleatórios de blocos, não importaria realmente a ordem que em eles estivessem reunidos. Sabemos, é claro, que a sequência é importante: a maioria das mutações causam doença ou morte. Revisão é prova por excelência que a informação genética representa a informação real, do tipo encontrada nos livros e nos softwares. Defensores do DI não acham surpreendente, portanto, que as células vão muito longe para proteger suas informações genéticas.

O “controle de qualidade” celular tem sido reconhecido na literatura há algum tempo. De fato, o Prêmio Nobel de Química em 2015 foi para três cientistas que descobriram mecanismos de reparo do DNA. As células inspecionam e corrigem suas macromoléculas informacionais em todas as fases: na transcrição, na tradução e durante a modificação pós-tradução.

Existem máquinas moleculares em movimento inspecionando outras máquinas em trabalho na célula. Elas reconhecem as proteínas dobradas e as marcam para degradação. E quando a célula se divide, as máquinas moleculares verificam cada letra quando as cadeias do DNA são duplicadas. As células estão em atividade de “controle de qualidade”.

Revisão, no entanto, é um passo além da reparação. Uma célula pode reparar uma cadeia quebrada de DNA, sem levar em conta a sequência de “letras” nucleotídicas. A revisão real deve garantir a precisão da própria sequência. A célula verifica erros de digitação? Absolutamente.

Um artigo na Proceedings of the National Academy of Sciences compartilhou novas evidências que suportam a questão do design. Pesquisadores da Universidade de Uppsala, na Suécia, encontraram não apenas uma, mas duas etapas de revisão independente no ribossomo além da que já era conhecida.

Elas ocorrem onde transcritos de RNA mensageiro são traduzidos em proteínas. O título diz que: “Duas etapas de revisão amplificam a precisão da tradução de códigos genéticos”. Aqui está a declaração sobre o significado da descoberta:

Descobrimos que dois passos de revisão amplificam a precisão da leitura do código genético, não um passo, como até agora se acreditava. Nós caracterizamos a base molecular de cada um destes passos, pavimentando o caminho para a análise estrutural em conjunto com a estrutura baseada em cálculos de energia livre padrão. Nosso trabalho destaca o papel essencial do fator de alongamento Tu para a tradução precisa do código genético, tanto na seleção inicial quanto na revisão. Nossos resultados têm implicações para a evolução da leitura eficiente e precisa do código genético através da revisão em vários passos, o que atenua os efeitos, doutra forma prejudiciais, ocorrido na compensação obrigatória entre eficiência e precisão na seleção do substrato feito por enzimas. [Enfase adicionada.]

Se você se lembra da animação dos passos de tradução em Unlocking the Mystery of Life (Desbloqueando o Mistério da Vida), lembre-se que os transcritos do RNA mensageiro (mRNA) são lidos em conjuntos de três letras (codons). Correspondendo aos codões de mRNA, estão as moléculas de RNA de transferência (tRNA), cada uma equipada com um “anticodon” correspondente numa extremidade e um aminoácido na outra extremidade (quando carregadas, são chamadas aminoacil-tRNAs ou aa-tRNAs). Como os codões e anticódons se emparelham em arquivo único dentro do ribossomo, os aminoácidos se fixam em arquivo único com ligações peptídicas.  A crescente cadeia polipeptídica irá se tornar uma proteína após a tradução ser completada.  Adicionalmente, as “chaperonas” moleculares asseguram que as cadeias polipeptídicas resultantes sejam dobradas corretamente em máquinas moleculares funcionais.

A equipe de Uppsala examinou o ribossomo para dar uma olhada no passo onde o tRNA encontra o mRNA. Eles sabiam que a seleção do tRNA correto era um primeiro passo crucial, inicialmente previsto por Linus Pauling sete décadas atrás. Quando a precisão medida na tradução mostrou-se realmente maior do que Pauling predisse, os biólogos moleculares suspeitaram que algum tipo de mecanismo de correção de erro deveria estar funcionando. Um mecanismo de revisão foi posteriormente encontrado no ribossomo. Mas como isso funciona? Podemos nos relacionar com revisores humanos, mas como as moléculas sem olhos são corrigidas no escuro dentro de um ribossomo?

A amplificação de precisão por revisão exige que o descarte de substrato seja conduzido por uma diminuição do potencial químico desde a entrada de um substrato até sua saída ao longo do caminho de revisão. Uma maneira de programar tal queda no potencial químico é acoplar o descarte de substratos por revisão a hidrólise de GTP ou ATP com alto potencial químico com o baixo potencial químico de seus produtos hidrolíticos.

Resumindo, a revisão precisa ser eficiente em termos de energia, mas não acontecerá sem o gasto de uma molécula rica em energia para empurrá-la. A reação deve favorecer a obtenção da molécula certa onde ela pertence.

Os bioquímicos sabiam que cada aa-tRNA teria de ser preparada para o seu papel através da ligação a um assistente chamada Fator  Elongation Tu (EF-Tu), mais uma molécula de combustível, GTP. Mas, depois desse passo, os autores encontraram outros dois:

Descobrimos que o ribossomo bacteriano utiliza dois passos de revisão seguindo a seleção inicial de RNAs de transferência (tRNAs) para manter uma elevada precisão da tradução do código genético. Isto significa que existem três passos de seleção para o reconhecimento de codões feito por aa-tRNAs. Em primeiro lugar, existe uma seleção inicial de codões por aa-tRNA no complexo ternário com o fator de alongamento Tu (EF-Tu) e GTP. Em segundo lugar, há revisão do aa-tRNA no complexo ternário com EF-Tu e PIB. Terceiro, há revisão de aa-tRNA na forma EF-Tu-independente, presumivelmente após a dissociação de EF-Tu · GDP do ribossomo (Figura 1).

Isto amplifica significativamente a precisão da tradução. “Embora já tenha sido reconhecido que a revisão em vários passos confere maior precisão e eficiência cinética em substrato-seletivo, via reações catalisadas por enzimas do que passo único de revisão”, dizem eles, “tem sido tomado como certo que existe apenas um único passo de revisão na seleção de tRNA no ribossomo tradutor”.

As novas descobertas lançam nova luz sobre os passos moleculares reais, necessários para a correção de alta precisão. E, embora seu trabalho tenha sido feito em bactérias, “sugerimos que os mecanismos de revisão em dois estágios funcionem não apenas em bactérias, mas também em eucariotos e, talvez, em todos os três reinos da vida”.

Como um evolucionista explica isso? No início do artigo, eles dizem: “Sugerimos que a revisão em vários passos na tradução de códigos genéticos tenha evoluído para neutralizar possíveis pontos potenciais de erro, na seleção inicial do(s) aa-tRNA(s) propenso(s) a erro(s) no complexo ternário com EF-Tu e GTP”.

Mas isso não pode ser verdade. É uma declaração teleológica. A seleção natural não pode “evoluir para” fazer nada. Logo depois no artigo, eles se concentram mais na questão, apresentando o enredo como um conto de fadas evolutivo: “Por que a Mãe Natureza evoluiu duas etapas de revisão na tradução de códigos genéticos?”.

A existência de dois passos distintos de revisão pode parecer surpreendente, porque a precisão da seleção inicial do codão pelo complexo ternário é normalmente notavelmente alta. Por conseguinte, sugerimos que a revisão em dois passos evoluiu para neutralizar os efeitos deletérios de um pequeno número de pontos de erro distintos para a seleção inicial do codão observada in vitro e in vivo.

Isso deve causar ainda mais tristeza para o neodarwinismo, porque mostra que a revisão de um único passo “normalmente é notavelmente alta”.  Em essência, a célula verifica a sua tradução, já precisa. Eles realmente usam a palavra “revendo” para descrever isso. Eles estimam que a revisão forneça um aumento de milhões de vezes em precisão, muito acima da modesta amplificação de revisão na gama dos trezentos, observada aqui.

Além da descoberta inesperada de duas etapas de revisão, o presente estudo identificou a base estrutural do primeiro passo EF-Tu-dependente e sugeriu características mecanicistas de ambas as etapas de revisão. Esses achados facilitarão a análise estrutural das etapas de revisão, junto com cálculos baseados na estrutura de suas energias livres padronizadas que codificam codões, para uma compreensão mais profunda da evolução da leitura precisa do código genético.

Outros Exemplos de Sistemas Redundantes na Célula.

Este não é o único caso de sistemas múltiplos e independentes na célula. Três pesquisadores em Massachusetts, também publicando na Proceedings of the National Academy of Sciences , descobriram mecanismos redundantes para reparar rupturas de cadeia dupla no DNA.  As duas vias, NHEJ e MMEJ, podem funcionar como sistemas primários e de backup. “É possível que haja redundância parcial entre as vias NHEJ e MMEJ, com MMEJ servindo como um backup e NHEJ sendo o principal mecanismo.” O caminho do backup contribui para a reparação de algumas rupturas duplas, mas não todas. Posts anteriores aqui no Evolution News apontaram redundância em sistemas biológicos, como este, afirmando que os “caminhos são organizados em uma rede entrelaçada, muitas vezes redundante, com arquitetura que está intimamente relacionada com a robustez do processamento de informação celular”. Outro artigo apontou que os cromossomos parecem ter um sítio de backup para centrômeros.

O que aprendemos nesses artigos combina bem com o que David Snoke disse em um podcast do ID the Future sobre a Biologia de Sistemas como a maneira do engenheiro de olhar a vida (para mais, veja isto de Casey Luskin). Engenheiros entendem conceitos como backups, redundância, dupla verificação e controle de qualidade. Eles percebem que há tradeoffs entre precisão e velocidade, assim, eles buscam aperfeiçoar os requisitos de projetos concorrentes.

Em vez da visão de baixo para cima do reducionista, o biólogo de sistemas toma a visão de cima para baixo: como todos os componentes funcionam juntos como um sistema? Na prática, diz ele, os biólogos de sistemas procuram entender os seres vivos como exemplos de sistemas otimizados, e também a “engenharia reversa” deles de maneiras inovadoras. Em ambos os contextos, o design inteligente – não a evolução darwiniana – é o conceito operacional que conduz a ciência.

Como o corpo lida com a gravidade?

By Evolution News – Howard Glicksman

[Obs: Esse texto é uma adaptação feita a partir do original – As imagens são do original com os devidos créditos]

 

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Nossos músculos, sob o controle de nossos nervos, nos permitem respirar, engolir, movimentar-se e lidar com as coisas. Os nervos periféricos enviam informações sensoriais sobre o que está acontecendo dentro e fora do corpo para a medula espinhal e o cérebro e a partir deles enviam de volta instruções motoras para os músculos, para lhes dizerem o que fazer. Em um artigo anterior desta série, descrevi alguns dos sensores que, como transdutores, convertem fenômenos em informações que o corpo pode usar. A pressão é detectada por sensores na pele; o movimento do corpo, especialmente da cabeça, é detectado pelo aparelho vestibular dentro do ouvido interno; e os próprios receptores fornecem informações sobre o estado dos músculos, tendões e articulações.

the-designed-body4Meu último artigo descreveu alguns dos reflexos (respostas motoras involuntárias, automáticas, pré-programadas, sem direção consciente do cérebro) que o corpo usa para evitar ferimentos graves e manter a sua posição. Agora vamos olhar para a forma como o corpo lida com a lei da gravidade e o que é preciso para manter o seu equilíbrio. Lembre-se de que quando os biólogos evolucionistas nos dizem sobre a vida e o mecanismo pelo qual ela deve ter surgido, eles lidam apenas com sua aparência e não como ela deve realmente trabalhar dentro das leis da natureza. Pergunte a si mesmo qual é a explicação mais plausível para como a vida surgiu: acaso e as leis da natureza por si só, ou design inteligente?

O centro de gravidade de um objeto é um ponto teórico sobre o qual o seu peso é distribuído uniformemente. Para um objeto que tem uma densidade uniforme com uma forma regular e simétrica, tal como um pedaço quadrado de madeira maciça, o centro de gravidade está no seu centro geométrico. Coloque um bloco quadrado de madeira sobre uma mesa e empurre-o mais e mais para fora da borda. Ele vai cair no chão quando seu centro de gravidade não estiver mais sobre a mesa.

O corpo humano é feito de músculos, órgãos, gordura e osso, cada um com uma densidade diferente. Embora o contorno físico do corpo seja simétrico de um lado para o outro, a sua forma é muito irregular. O centro de gravidade para a maioria das pessoas, enquanto em pé ou deitada, com os braços ao lado do corpo está na linha média, perto de seu umbigo. Para se manter em pé, o centro de gravidade do corpo deve permanecer entre os seus dois pés, tanto de um lado para o outro e de trás para frente, caso contrário, ele cai. O movimento dos braços ou pernas se distanciando a partir do corpo ou no dobrar da coluna em qualquer direção muda o centro de gravidade do corpo. Transportar um objeto, especialmente, a uma distância a partir do corpo, também irá alterar o seu centro de gravidade. Para os nossos primeiros ancestrais sobreviverem dentro das leis da natureza, eles não só tinham que ficar equilibrados em pé, mas também a pé, somente com um pé, e correndo; com nenhum dos pés em contato com o solo. Em outras palavras, o corpo humano é um objeto inerentemente instável, que precisa de controle para o equilíbrio.

O sistema neuromuscular mantém o corpo em posição, equilibrando-se em relação à gravidade. Embora a medula espinhal forneça reflexos que ajudam a manter a sua postura, é em grande parte no cérebro (particularmente o tronco cerebral e cerebelo) que se fornecem os padrões motores coordenados, necessários para manter o equilíbrio. Para fazer ajustamentos em continuo, o cérebro recebe dados sensoriais de basicamente quatro fontes diferentes: os receptores de pressão no pé, os proprioceptores (particularmente do pescoço e o restante da coluna vertebral), o aparelho vestibular dentro do ouvido interno, e visão.

Os sensores de pressão dos pés informam o cérebro sobre a distribuição do peso do corpo em relação ao seu centro de gravidade. Levante-se e incline-se de lado a lado, para frente e para trás. Observe a diferença nas sensações de pressão sentidas em cada pé com esses movimentos, a sensação de desequilíbrio, e os ajustes imediatos que devem ser feitos para ficar de pé.

Os proprioceptores do pescoço e o restante da coluna vertebral fornecem ao cérebro informações sobre a posição relativa da cabeça e o resto do corpo. Dobre o pescoço para frente e para trás e, em seguida, dobre a partir de sua cintura em qualquer direção. Onde quer que seu pescoço e coluna vertebral irem, assim vai a sua cabeça e o resto do seu corpo. Observe a sensação de desequilíbrio, como o seu centro de gravidade se move, estando longe dos seus pés e como você rapidamente tem que se ajustar para evitar a queda.

O aparelho vestibular contribui na informação sensorial sobre a velocidade e direção da cabeça e pescoço, movimento linear e angular e o movimento vertical do corpo. Além disso, ele ajuda a estabilizar a imagem da retina. Olhe em um espelho, com foco em seus olhos, e mova a cabeça lentamente para cima e para baixo, de lado a lado. Observe que os olhos se movem automaticamente na direção oposta, permitindo que eles permaneçam em foco. Você está vendo os efeitos do reflexo vestíbulo-ocular.

Agora, continue a focar os olhos e mover a cabeça para cima e para baixo, de lado a lado o mais rápido que você puder. Você não pode controlar conscientemente seus olhos rápido o suficiente para compensar estes movimentos. Isso ocorre automaticamente por causa de sua decisão de se concentrar em seus olhos (ou qualquer outro objeto), enquanto sua cabeça e seu corpo estão em movimento. Observe também como você se sentiu um pouco tonto e sem equilíbrio. Isto é causado pelos fortes impulsos nervosos alternados, sendo enviados a partir do aparelho vestibular em cada lado da cabeça para o cérebro, devido à velocidade dos movimentos da cabeça.

Os olhos fornecem ao cérebro uma imagem do ambiente no qual o corpo está localizado. A experiência clínica ensina que com a concentração, treinamento e movimento lento, a visão muitas vezes pode ajudar a manter o equilíbrio do corpo, sem informações dos sensores de pressão, dos proprioceptores, e do aparelho vestibular. Feche os olhos e comece a andar, aumentando progressivamente a sua velocidade. Observe como é difícil manter o seu equilíbrio. Fechar os olhos faz  de você totalmente dependente dos sensores de pressão nos pés, proprioceptores da coluna vertebral e membros, aparelho vestibular, o deixando um pouco fora de equilíbrio. Agora faça este exercício novamente, mas desta vez com os olhos abertos. É evidente que pistas visuais contribuem muito para sua capacidade de manter equilíbrio.

Uma das primeiras indicações de que uma pessoa pode ter um problema com o seu equilíbrio é quando ela inadvertidamente cai no chuveiro. Ao tomar uma ducha, a maioria das pessoas fecham os olhos por causa do uso shampoo no cabelo e, em seguida, voltam rapidamente sua cabeça e pescoço, e muitas vezes todo o seu corpo, para removê-lo. Movendo-se desta forma com os olhos fechados, significa que seu cérebro já não pode usar pistas visuais para manter o equilíbrio. Se uma pessoa tem condição como uma neuropatia sensorial (comum em diabéticos), que limita a recepção dos dados sensoriais dos pés, ou a esclerose múltipla, que retarda a velocidade do impulso nervoso no tronco cerebral, ou degeneração do cerebelo, fazendo com que as coordenações sejam pobres, então eles irão perceber o quão importante é a visão. Sem ela, torna-se difícil ou impossível para eles manterem o equilíbrio.

Toda a experiência clínica ensina que para nossos ancestrais mais antigos (e os organismos intermediários teóricos que conduziram a eles) manterem o seu equilíbrio, teriam necessidade de ter um sistema irredutivelmente complexo, com uma capacidade natural de sobrevivência similar ao nosso. Isso teria que incluir diferentes sensores localizados em lugares estratégicos para fornecer informações sobre a posição do corpo no espaço e no relacionamento com gravidade, um sistema nervoso central para receber e analisar, e a capacidade de acessar reflexos motores automáticos e enviar mensagens motoras voluntárias, rápido o suficiente para prevenir uma queda. Pelo que a força da gravidade não espera por ninguém e é um nivelador de igualdade de oportunidades, de sorte após sorte.

Só porque organismos semelhantes têm mecanismos semelhantes para manter o seu equilíbrio; isso, por si só, não explica de onde esses mecanismos e a sua capacidade de reagir adequadamente e rapidamente, veio, em primeiro lugar. Biologia evolutiva, como eu disse, é muito boa em descrever como a vida parece, mas não tem capacidade para explicar como ela deve trabalhar dentro das leis da natureza para sobreviver. Em meu próximo artigo veremos como somos capazes de realizar movimentos intencionais e realizar atividades dirigidas a objetivos. Como tudo o mais nesta série tem mostrado, não é tão simples como biólogos evolucionistas nos querem fazer crer.

Estudo sugere que os seres humanos podem detectar até mesmo as menores unidades de luz.

By Phys Org 

[Do blog: Texto adaptado – Fontes em Inglês – Imagem do Phys Org ]

 

Uma pesquisa de Patologia Molecular na Áustria mostrou que os seres humanos podem detectar a presença de um único fóton, a menor unidade mensurável de luz. Estudos anteriores haviam estabelecido que indivíduos humanos aclimatados à escuridão, eram capazes de relatar apenas flashes de cinco a sete fótons.

 

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Credit:Petr Kratochvil/public domain 

 

O trabalho foi conduzido por Alipasha Vaziri, professor associado e chefe do Laboratório de Neurotecnologia e Biofísica na Rockefeller e investigador adjunto do Instituto de Pesquisa de Patologia Molecular. Isso foi publicado esta semana na Nature Communications.

º Notável precisão

Se você imaginar isso, é notável: um fóton, a menor entidade física com propriedades quânticas dos quais a luz consiste, está interagindo com um sistema biológico que consiste em bilhões de células, tudo em um ambiente quente e úmido“, diz Vaziri. “A resposta que o fóton gera sobrevive por todo o caminho até o nível de nossa consciência, apesar do (onipresente) ruído de fundo. Qualquer detector feito pelo homem teria de ser arrefecido e isolado do ruído para se comportar da mesma maneira.

Além de gravar a habilidade do olho humano em registrar um único fóton, os pesquisadores descobriram que a probabilidade de fazê-lo foi reforçada quando um segundo fóton havia brilhado alguns segundos antes, como se um fóton “preparasse” o sistema para registrar o próximo.

° Uma fonte de luz quântica

Experimentos designados anteriormente para testarem a sensibilidade do olho humano, sofreram com a falta de tecnologia apropriada, diz Vaziri. “Não é trivial projetar estados de luz que contenham um ou qualquer outro número exato de fótons“, diz ele. “Isso ocorre porque o número de fótons em uma fonte de luz clássica, seja a partir de uma lâmpada ou um laser, segue determinadas distribuições estatísticas. Embora você possa atenuar a luz para reduzir o número de fótons, você normalmente não pode determinar um número exato.

A equipe de Vaziri construiu uma instalação de luz, frequentemente utilizada em óptica quântica e estudos de informação quântica, chamado “spontaneous parametric down-conversions” ou SPDC, que usa um processo em que um fóton de alta energia decai em um cristal não linear. O processo gera exatamente dois fótons com cores complementares. Na montagem experimental, um dos fótons foi enviado para o olho do sujeito, enquanto o outro foi enviada para um detector, permitindo aos cientistas manterem um registo de quando cada fóton foi transmitido para o olho.

º Primeira evidência

Para chegar a suas conclusões, Vaziri e seus colaboradores combinaram a fonte de luz com um protocolo psicofísico inédito, chamado de “duas alternativas de escolha forçada” (2AFC), na qual os sujeitos são repetidamente solicitados para escolherem entre dois intervalos de tempo, onde um dos quais contém um único fóton, enquanto o outro é um espaço em branco.

Os dados recolhidos a partir de mais de 30.000 testes, demonstraram que os seres humanos podem, de fato, detectar um único incidente de fóton em seu olho, com uma probabilidade significativamente acima do acaso.

A próxima coisa que queremos saber é: como é que um sistema biológico atinge essa sensibilidade? Como se consegue isso na presença de ruído? Esse é o único mecanismo para a visão, ou ele poderia nos dizer algo mais geral sobre a forma como os outros sistemas poderiam ter evoluído para detectar sinais fracos na presença de ruído?” indaga Vaziri.

Filósofo ateu acha que “nunca temos acesso direto aos nossos pensamentos”

By Evolution News 

[Obs: Texto adaptado – Links em inglês – A imagem é do EnV]

 

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Em um post intitulado “Por fim: um pensador racional em “The Stone”, o biólogo ateu e negador do livre-arbítrio,  Jerry Coyne, cita o companheiro ateu Alex Rosenberg, professor de filosofia na Universidade Duke .

Rosenberg:

Nós nunca temos acesso direto aos nossos pensamentos. Como Peter Carruthers já havia argumentado primeiramente, a auto-consciência é apenas a leitura da mente voltada para dentro … Não há nenhum ponto de vista em primeira pessoa.

Nosso acesso aos nossos próprios pensamentos é tão indireto e falível como o nosso acesso aos pensamentos de outras pessoas. Nós não temos acesso privilegiado às nossas próprias mentes. Se nossos pensamentos dão o verdadeiro significado para nossas ações, nossas palavras, nossas vidas, então não podemos; nunca, estarmos certos sobre o que dizer ou fazer, ou para essa matéria, o que pensamos ou porque pensamos isso.

Nem sequer está claro o que “Nós nunca temos acesso direto aos nossos pensamentos” significa. Claro que temos acesso direto aos nossos pensamentos. Pode-se definir a experiência em primeira pessoa (ou seja, pensamento) como “aquilo que temos acesso direto.

Uma característica marcante da mente é que ela é incorrigível. Nossos pensamentos são nossos, estamos sempre certo sobre a existência dos nossos próprios pensamentos, e um observador nunca pode estar certo sobre o pensamento de outra pessoa, se o observador e a pessoa discordar. Se eu estou pensando de uma maçã vermelha, então eu estou pensando em uma maçã vermelha. Se o meu amigo diz: “Não está não. Você está pensando de um Corvette azul“, então eu estou certo e meu amigo está errado. Você não pode estar errado sobre o conteúdo bruto do que você está pensando.

Agora isso não significa que você não pode ter um pensamento equivocado (uma proposição falsa) ou que você não pode ter um mal-entendido (talvez a maçã que estou pensando é mais marrom do que o vermelha). Mas meu pensamento é o meu pensamento. Eu tenho acesso direto a ele – eu o experimento – e as outras pessoas não.

Então é claro que há um ponto de vista na primeira pessoa. Nosso ponto de vista único, é na primeira pessoa. Isso é o que “ponto de vista” significa. É a vista do “ponto” de um ser humano, que é a primeira pessoa por definição.

Agora, é claro, compreender as motivações para nossos pensamentos, e a correspondência entre nossas crenças e realidade, estão abertos ao debate.Podemos não saber exatamente por que pensamos algo e sobre algo. Mas nós sabemos – incorrigivelmente – que achamos alguma coisa e sobre alguma coisa.

Como tantas outras reivindicações materialistas bizarras sobre a mente, a afirmação de Rosenberg é auto-refutável. Se não temos acesso direto aos nossos pensamentos, por que iriamos assumir que o que Rosenberg tem escrito, tem qualquer relação com o que ele realmente pensa? Se Rosenberg não tem acesso direto aos seus próprios pensamentos, não há nenhuma maneira de saber o que ele realmente pensa. Mesmo que ele não saiba o que ele realmente pensa.

As teorias materialistas sobre a mente beiram a loucura.
Se um homem entra em um consultório médico e diz: “Eu não tenho, em tempo algum, acesso direto aos meus pensamentos e não tenho um ponto de vista na primeira pessoa“, este homem vai ser encaminhado para um psiquiatra e pode ser involuntariamente internado até que se prove que ele não é um perigo para si mesmo ou para os outros.

Se o mesmo cara entra no departamento de filosofia na Universidade de Duke, ele recebe um mandato.

 

Como refutar o Design Inteligente?

Ao demonstrar um caso credível, empiricamente observado, em que o acaso cego e / ou necessidade mecânica cria organização complexa funcionalmente específica e informações associadas além de 500 – 1.000 bits … A premissa indutiva chave da teoria do projeto (ID), entra em colapso.

 

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Design inteligente é ciência ?

Por Angelo Grasso

 

 

 

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Sim, claro !

Existem basicamente duas alternativas de mecanismos de como o mundo natural foi causado e criado. Inteligência, e não inteligência. Se inteligência não foi envolvida, o que resta, é nada. O nada como origem de todo mundo físico.

1. Inteligência. É um processo mental, que tem a capacidade de alguém/algo usar e ter lógica, informação, abstração, memorização, compreensão, auto-conhecimento, comunicação, aprendizado, controle emocional, planejamento e resolução de problemas.

2. Chance. O que é chance ? Em Probabilidade e Estatística, a chance de ocorrência de um evento é a probabilidade de ocorrência deste evento dividida pela probabilidade da não ocorrência do mesmo evento. Chance não é uma força, não é uma causa, um agente que faz. Chance não é uma coisa. Portanto, o naturalista atribui ao nada o poder de causar mudança.

Isto é uma dicotomia falsa ?

Não. Todas as possibilidades e sugestões de origens (multiversos, universos oscilantes, teoria de branas, flutuações quânticas, um universo sem começo, eterno, o Big Bang sem causa, ou ET’s, vários deuses, panteísmo, deísmo, monoteísmo etc.) recaem para uma ou outra categoria. Dizer, que pode haver outra opção desconhecida por nós, é um argumento das lacunas, e racionalmente não se sustenta.

Objeção: Não aleatoriedade é uma gama de uma quantidade infinita de coordenadas entre um extremo (aleatório) e outra extremidade oposta do espectro (inteligência). Entre esses extremos opostos polares são diferentes graus de processos e eventos não aleatórios.

Resposta: Existe uma linha de divisão, indivisível, entre o consciente, e o não consciente. Ou alguém é, ou não é consciente. Todos os degraus de consciente, mesmo que seja ínfimo, fazem parte do ser consciente. Portanto há apenas duas categorias. [1]

A matéria inconsciente, e a realidade não material do consciente, inteligente, espiritual. As duas realidades são fundamentalmente distintas, e não há uma realidade intermediária.

Como Einstein habilmente disse: Einstein’s Gulf: Can Evolution cross it ? By John Oller, Ph.d Albert Einstein, sem dúvida, um dos maiores cientistas de todos os tempos, descreveu o “abismo” que separa logicamente o mundo concreto dos objetos firmes, de um lado, e do mundo abstrato das idéias, por outro. Ele escreveu: Nós temos o hábito de combinar alguns conceitos e relações conceptuais (proposições) de forma definitiva com certas experiências sensoriais que não se tornam conscientes do abismo intransponível – logicamente que separa o mundo de experiências sensoriais do mundo dos conceitos e proposições.

De um lado, vemos o mundo real dos objetos, eventos e relações espaço-tempo tensionais. Por outro lado, encontramos representações totalmente abstratas que contêm informações sobre o mundo material. Essa informação articulada é captada pela primeira vez por nossos sentidos, secundariamente por nossas ações corporais, e em terceiro lugar pela nossa capacidade de usar uma ou mais línguas particulares. Entre os dois reinos, encontramos o que parece ser um abismo intransponível.

Uma pequena parte do problema dos proponentes de naturalismo é que objetos duros nunca são observadas espontaneamente a transformar-se (em sua própria fiança) em idéias abstratas.

Defensores do naturalismo metodológico muitas vezes invocam a definição de “critérios de demarcação” que dizem que toda ciência deve ser observável, testável, falsificável, preditiva e repetível. A maioria dos filósofos da ciência porém agora descartam estes critérios porque há muitas exceções às regras que estabelecem a prática da ciência.

Nem toda ciência envolve entidades observáveis ou fenômenos repetíveis, por exemplo nós não temos como voltar atrás no tempo, para observar o que causou o universo, as estrelas, a terra, e sistemas biológicos, e a biodiversidade. Não temos como ser testemunhas de eventos do passado, mas podemos tranquilamente fazer inferências sobre o que causou eventos únicos ou singulares com base nas provas disponíveis hoje. Ciências históricas como arqueologia geologia, forense, e Biologia Evolucionária, todas inferem eventos causais do passado para explicar a ocorrência de outros eventos ou para explicar o que observamos hoje .

Sabemos por nossa experiência que erosão é resultado de muita água, chuva, tempestades etc, e produz ravinas, em seguida, arroios e, por extensão, cânions. Nós sabemos que agentes inteligentes têm as capacidades de design necessárias para prever e construir uma pirâmide. Forças naturais não tem. Estas são inferências baseadas em nosso conhecimento atual de causa e efeito. Devido à influência do naturalismo metodológico (a posição filosófica de que as explicações científicas deve ser restritas a processos naturais), muitas pessoas afirmam que o design inteligente situa-se além dos limites da ciência. No entanto, uma série de disciplinas científicas se baseiam na capacidade dos cientistas detectarem a atividade de agentes inteligentes e distinguir da atividade de processos naturais. Por exemplo, os cientistas forenses podem determinar se ou não um indivíduo morreu como resultado de processos naturais, por acidente, ou pela ação intencional de outra pessoa – um agente inteligente. Os antropólogos podem examinar pedaços de rocha e determinar se as pedras foram intencionalmente fabricadas em uma ferramenta por um hominídeo (como os neandertais) ou meramente moldadas por processos naturais. Na busca para identificar civilizações alienígenas, pesquisadores da SETI monitoram radiação eletromagnética emanada de estrelas distantes em busca de assinaturas que levam a marca da agência inteligente.

A ciência tem o kit de ferramentas para detectar a ação de um designer inteligente e distingui-lo de causas e eventos naturais. Se assim for, então por que perguntas científicas não deveriam poder determinar se um designer inteligente desempenhou um papel na origem, história e design da vida e do universo? Parece-me que ele pode, e eu diria que ele desempenhou.

A teoria do design inteligente, portanto, qualifica-se como ciência tanto histórica quanto operacional, pois pode ser testada. Nós não podemos observar diretamente a causa da origem da vida ou repetir os eventos que estudamos na história da vida, mas podemos inferir o que é a causa mais provável que seja responsável, em base do que conhecemos e sabemos do cotidiano . “Em nossa experiência, a única coisa capaz de causar a origem do código digital ou informações funcionais ou circularidade causal é a inteligência e nós sabemos que a origem da vida e a origem da vida animal, por exemplo, exigiu a produção de justamente estas coisas.

Ciências históricas, e naturalismo metodológico.

Existem pelo menos dois métodos científicos.

Como Stephen C. Meyer explica: As ciências indutivas (pelo qual podemos entender a física, química e outras ciências experimentais, principalmente) são motivados pela pergunta: “Como é que a natureza opera normalmente?” As ciências históricas (pela qual podemos entender cosmologia, geologia, paleontologia, a teoria da evolução e sistemática biológica), por outro lado, são motivadas principalmente pela pergunta: “Como é que este sistema ou objeto veio a ser?” Estes são logicamente questões distintas. Neste último caso, quando perguntamos como algo veio a ser, vamos explicar invocando narrativas ou padrões de eventos causais – métodos que empregam muitas vezes denominados “indutivo” ou “retrodutivo” – para descobrir que conjunto de eventos que explicam melhor as características que observamos no presente.

O estudo histórico é uma questão de probabilidade. Todas e quaisquer teorias históricas são suportadas pela evidência de que não são dedutivas por natureza (dedutivas = provas absolutas, como na matemática). Podemos considerá-las inferências para a melhor explicação, ou probabilidades Bayesianas, mas elas não podem ser deduções. Teorias históricas não são baseadas em experimentos, repetíveis – ou não – nem são teorias históricas sujeitas à verificação empírica. A evidência para a teoria da história pode ser empírica, mas a própria teoria não é. Essas diferenças significam que não se pode simplesmente tratar a ciência e a história como disciplinas similares.

O naturalismo metodológico é necessário na ciência , porque a ciência exige como uma pré-condição poder investigar as coisas naturais ?

O x da questão é: Inteligencia é natural, ou sobrenatural ? O que nós podemos ver, sentir, observar, medir, detectar, quantificar, etc, é natural e os efeitos da inteligência se enquadram nesta categoria. Quando não é possível para produzir qualquer evidência além de especulação, se coloca de forma abstrata como uma possibilidade, então isso seria não-natural. Inteligencia ainda é natural pois ela age observavelmente no mundo físico-natural, e nós podemos observar seus efeitos. O que os neurocientistas estudam o dia todo? Admita-se que consciência e inteligencia, se adotar o dualismo, não é uma entidade física que se possa quantificar ou detectar fisicamente, mas seus efeitos são evidentes a todos. Inteligência portanto é na verdade tanto natural, como sobrenatural. Afinal, o que dizer sobre espíritos desencarnados, que não precisam de um cérebro físico para existir, como comprovado por testes científicos ? [1]

O naturalismo metodológico também não é necessário para ciências históricas no entanto. A história não investiga determinando empiricamente nada. Embora a história não procura responder a perguntas sobre o passado, exige porem apenas que o passado seja racional. Racional simplesmente significa que há uma razão. Então, se alguma coisa acontecesse que fosse um ato de um designer inteligente/criador no passado, então, enquanto esse ato tinha uma razão, e a ciência histórica pode investigar.

Existem basicamente três possíveis agentes causadores de origem e do universo:

1. Necessidade física

2. Chance ( acaso ) ,

3. Design inteligente / criação.

Este resultado significa que o design inteligente não pode ser inteiramente retirado da consideração nas ciências históricas . No entanto, evidências ou razões devem ser encontradas para apoiá-los.

Eu sou contra o naturalismo metodológico aplicado em ciências históricas, porque nos ensina a estar satisfeitos com não permitir a evidência científica de eventos históricas a nos levar onde quer que seja.

Naturalismo é apenas uma das possíveis explicações para a origem do universo, o seu ajuste fino, não tem uma resposta sobre a origem da vida, explica muito pouco sobre a biodiversidade, e o que explica, explica mal, não tem explicação sobre questões essenciais, como o surgimento da fotossíntese, sexo, consciência, linguagem, línguas, moralidade. O resumo: ela não tem considerável poder de explicação, o que atrai tantos crentes, é que eles pensam, que este fundamento justifica eles se considerarem a última instância de moralidade, e não há o que se preocupar com interferência divina em suas decisões.

A evidência científica é o que observamos na natureza. O entendimento de que como os sistemas e processos biológicos micro e macro funcionam, é o exercício e exploração da ciência. O que se infere a partir da observação, especialmente quando se trata da origem de fenômenos dados na natureza, é filosófico, e com base na indução individual e raciocínio pessoal. O que parece como uma explicação convincente para você, não pode ser atraente para mim, e eu chego eventualmente a conclusões diferentes.

O projeto inteligente é “Criacionismo disfarçado”.

Na verdade, as duas teorias são radicalmente diferentes. O criacionismo se move para frente, isto é, ele assume, afirma ou aceita algo sobre Deus e sobre o que um livro religioso tem a dizer sobre as origens; então interpreta observações na natureza para se encaixarem nesse contexto. O design inteligente se move para trás, isto é, ele observa algo interessante na natureza (complexidade, interdependência de mecanismos moleculares, informações especificadas) e, em seguida, teoriza e testa possíveis maneiras como isso pode ter vindo a ser. O criacionismo é baseada na fé; Design Inteligente é baseado na observação empírica.

Cada abordagem tem um pedigree que remonta a mais de dois mil anos. Notamos a abordagem “para a frente” em Tertuliano, Agostinho, Boaventura, e Anselmo. Agostinho descreveu-o melhor com a frase, “fé em busca de entendimento.” Com esses pensadores, a investigação foi baseada na fé. Pelo contrário, descobrimos a orientação “para trás” em Aristóteles, Tomás de Aquino, e Paley. O argumento de Aristóteles, que começa com “movimento na natureza” e as razões de volta a uma “força motriz” – isto é, do efeito para a sua “melhor” explicação causal – é, obviamente, base empírica.

Para dizer então, que Tertuliano, Agostinho, Anselmo (criacionismo) é semelhante à de Aristóteles, Tomás de Aquino, Paley (DI) é equivalente a dizer para a frente é igual para trás. O que poderia ser mais ilógico?

Como o Dr. William Dembski, um dos principais pesquisadores do design inteligente, habilmente declarou:

O projeto inteligente é. . . uma investigação científica sobre como os padrões exibidos pelos arranjos finitos de matéria podem significar inteligência .

Na melhor das hipóteses, a ciência é uma busca desenfreada (mas de forma ética e intelectualmente responsável) e progressiva para a verdade sobre o nosso mundo com base em análise fundamentada de observações empíricas. A própria antítese de uma busca desenfreada pela verdade ocorre quando cientistas com antolhos intelectuais e afirmam dogmaticamente que todas as conclusões devem estar em conformidade com a filosofia “materialista”. Tal abordagem evita que os fatos falem por si mesmos. A busca da verdade só pode sofrer quando é artificialmente restrita por aqueles que querem impor a ortodoxia materialista por decreto autoritário antes que a investigação ainda nem começou. Esta abordagem, obviamente, suscita a questão, mas, infelizmente, é muito comum entre aqueles que escondem seus preconceitos metafísicos com a autoridade da ciência institucional ou a lei.

Isto é especialmente lamentável, porque a reflexão apenas de um momento é suficiente para concluir que ela é falsa verdade que a ciência deve necessariamente limitar-se a investigação de causas materiais somente. Causas materiais consistem de acaso e necessidade física (as chamadas “leis da natureza”) ou uma combinação dos dois. No entanto, os investigadores do mundo já em Platão reconheceram um terceiro tipo de causa existente – atos por um agente inteligente (ou seja, “design”). A experiência confirma para além do menor dúvida de que o agir por agentes inteligentes freqüentemente resultam em sinais empiricamente observáveis de inteligência. Na verdade, se não fosse assim, teríamos de abandonar forense, para citar apenas um dos muitos exemplos, a partir da rubrica de “ciência”.

Basta olhar ao seu redor. O próprio fato de que você está lendo esta frase confirma que você é capaz de distingui-la de ruído.

Além disso, o DI satisfaz todas as condições normalmente requeridas para a pesquisa científica (ou seja, observação, hipótese, experimento, conclusão):

1. Baseia-se em dados empíricos: a observação empírica do processo de concepção humana, e propriedades específicas comuns a concepção humana e informação biológica (informação complexa especificada ICE).

2. É um modelo quantitativo e internamente consistente.

3. É falsificável: qualquer demonstração positiva que ICE pode ser facilmente gerada por outros mecanismos além de projeto é uma falsificação potencial da teoria DI ( TDI).

4. Faz previsões empiricamente testáveis e frutíferas.



[1] http://reasonandscience.heavenforum.org/t1284-near-death-experience-evidence-of-dualism?highlight=dualism

QUAL É O MECANISMO DO DESIGN INTELIGENTE?

Por Ann Gauger – Evolution News

( **Texto adaptado, não traduzido na sua totalidade**)

Silhouette of human head with gears mechanism instead of brain

Um dos argumentos contra o design inteligente e que é repetido pelos simpatizantes de Darwin, é que a Teoria do Design Inteligente não fornece um mecanismo.

 [Jeph Simple]

Ou seja, como a informação é inserida nos seres vivos; Larry Moran, evolucionista, reivindica: Dê uma explicação detalhada.Qual é o mecanismo?

Há algo oculto por trás desse pedido de Moran, e de todos que usam esse argumento.

Moran insiste que se forneça um mecanismo. Tal insistência indica uma visão particular da ciência chamada de naturalismo metodológico, ou materialismo metodológico. Este ponto de vista da ciência, afirma que a ciência deve se limitar a causas estritamente materialistas para explicar todos os fenômenos da natureza, até mesmo coisas como a origem do universo, a origem da vida e a origem e causas da consciência humana.

Mas será que a regra funciona? A exigência de uma causa material, um mecanismo, pode levar à conclusão bizarra de que a lei da gravidade de Isaac Newton não é científica, porque ele notoriamente se recusou a fornecer uma explicação mecanicista para a ação a distância. Do mesmo modo, E = mc 2 (de Einstein) não tem nenhum mecanismo. Mas essas leis são certamente científica.

Então, que critérios os naturalistas metodológicos usam para definir a ciência?

Defensores do naturalismo metodológico invocam frequentemente uma definição ou “critérios de demarcação” que dizem que toda ciência deve ser observável, testável, falsificável, preditiva e repetível.

Mas agora, a maioria dos filósofos da ciência recusaram esses critérios, porque há muitas exceções às regras estabelecidas na prática real da ciência.

Ciências históricas como a arqueologia, geologia, ciência forense, e biologia evolutiva inferem eventos causais no passado para explicar a ocorrência de outros eventos, ou, para explicar, a evidência que nós temos deixado no presente, para trás.

A teoria do design inteligente também se qualifica como ciência histórica. Não podemos observar diretamente a causa da origem da vida ou repetir os eventos que estudamos na história da vida, mas podemos inferir qual causa é mais provável e seja portanto, responsável, como Stephen Meyer gosta de dizer, “a partir de nossa experiência repetida e uniforme .” Em nossa experiência, a única coisa capaz de causar a origem do código digital ou informações funcionais ou circularidade causal é a inteligência e sabemos que a origem da vida e a origem da vida animal, por exemplo, exigiu apenas a produção dessas coisas em sistemas vivos .

Mesmo que tais critério de delimitação do que é ciência e o que não é ciência, não são mais normativos para todas as áreas da ciência, vale a pena verificar que o design inteligente usa critérios que são relevantes para uma ciência histórica. Em resumo, embora o projetista postulado pela teoria do design inteligente não seja diretamente observável (como a maioria das entidades de causalidade postuladas por cientistas históricos não são), a teoria é testável e faz muitas previsões exigentes.

Claro, o principal desafio que Moran oferece tem a ver com um critério de demarcação diferente: a ideia de que uma teoria científica deve proporcionar um mecanismo para se qualificar como uma teoria científica.

Ele quer que detalhemos qual mecanismo a teoria do design inteligente propõe para explicar a origem da informação biológica, pensando que, se nós não oferecermos nenhum mecanismo, nossa teoria vai deixar de se qualificar como científica.

Moran assume que os cientistas não podem invocar uma mente, ou qualquer causa inteligente, como uma explicação para os fenômenos naturais, pelo menos se eles querem que suas teorias sejam consideradas científicas. Ele assume, mais uma vez, que a ciência deve se limitar a causas estritamente materialistas, a fim de explicar todos os fenômenos, até mesmo a origem da informação biológica, tais como o código digital no DNA, ou a explosão cambriana.

Sabemos que agentes inteligentes podem interagir com o universo, causando mudanças e produzindo informações funcionais.

A origem da informação funcional, invariavelmente resulta da atividade de mentes, em vez de estritamente (ou necessariamente) processos materiais. Assim uma das formas de se descartar a possibilidade de que uma mente pode ter produzido as informações presentes no DNA, por exemplo, é a de se fechar os olhos para o que sabemos sobre as causas de outros sistemas ricos em informação, tais como o código de computador ou linguagem falada.

Embora Moran não possa descartar o design inteligente, senão apenas através de uma limitação arbitrária, ainda vale a pena considerar como uma mente pode agir no mundo causando mudanças. A resposta é que não sabemos. Estou aqui sentado escrevendo. Minha mente, mediada pelo meu cérebro, está colocando palavras em um programa de computador (projetado por outras mentes, por sinal), usando os dedos para digitar. Mas como isso acontece, realmente? De onde vem um impulso ao invés de outro, para pressionar a tecla ? E como é que estas palavras, produtos de minha mente, é comunicada aos outros através de suas telas de computador?

Nós não podemos realmente dizer o quanto nossas próprias mentes trabalham para interagir com o mundo, no entanto, sabemos que elas o fazem. É nossa repetida, a experiência universal, pessoal, que nos mostra que nossa consciência interage com nossos corpos para produzir informação, mas exatamente como isso funciona não é conhecido. Então, por que devemos esperar saber como o(s) agente (s) responsável pela concepção da vida ou o universo, pode ter trabalhado?

A teoria do design inteligente não propõe um mecanismo (uma causa estritamente ou necessariamente materialista) para a origem da informação biológica. Em vez disso, propõe uma causa inteligente ou mental. Ao fazê-lo, ela faz exatamente o que queremos que uma boa teoria científica histórica faça. Ela propõe uma causa que é conhecido na nossa uniforme e experiência repetida (para usar uma expressão) que tem a capacidade de produzir o efeito em questão, que, neste caso, é a informação funcional em sistemas vivos.

Esta resposta sobre mecanismo foi dada antes, mais notavelmente no livro de Steve Meyer, Darwin’s Doubt , que Moran afirma ter lido. Em um post futuro, eu vou dar algumas passagens-chave do livro.

Imagem do Evolution News.

A complexa gramática da linguagem genômica. [Mas isso é Design Inteligente escancarado! – Jeph Simple]

Publicado pelo Science Daily.

Título do Science Daily: A complexa gramática da linguagem genômica. (Complex grammar of the genomic language)

 

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A “gramática” do código genético humano é mais complexa do que isso, até mesmo mais que idiomas (do mundo todo) construídos de forma muito mais elaborada ( que outros idiomas). Os resultados explicam por que o genoma humano é tão difícil de decifrar – e contribuem para um maior entendimento de como as diferenças genéticas afetam o risco de desenvolvimento de doenças a nível individual.

Um novo estudo do Instituto Karolinska na Suécia mostra que a “gramática” do código genético humano é mais complexa do que isso (ou seja, que nossa gramática), mesmo diante dos idiomas (do mundo todo) construídos de forma muito mais elaborada. Os resultados, publicados na revista Nature, explicam por que o genoma humano é tão difícil de decifrar – e contribui para um maior entendimento de como as diferenças genéticas afetam o risco de desenvolvimento de doenças a nível individual.

O genoma contém todas as informações necessárias para construir e manter um organismo, mas também mantém os detalhes de um indivíduo com risco de desenvolvimento de doenças comuns, tais como diabetes, doenças cardíacas e câncer“, diz o autor principal do estudo, Arttu Jolma, estudante de doutorado no Departamento de Biociências e Nutrição. “Se nós podemos melhorar a nossa capacidade de ler e compreender o genoma humano, assim também, seremos capazes de fazer melhor uso da informação genômica; que rapidamente se acumula em um grande número de doenças, para benefícios médicos.

A sequenciação do genoma humano em 2000 revelou como as 3 bilhões de letras  A, C, G e T, que compõem o genoma humano , são ordenadas. No entanto, sabendo apenas a ordem das letras não é suficiente para traduzir as descobertas da genômica em benefícios médicos; também é preciso entender o que as sequências de letras significam. Em outras palavras, é necessário identificar as “palavras” e “gramática” da língua do genoma.

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As células do nosso corpo têm genomas quase idênticos, mas que diferem um do outro devido a diferentes genes que estão ativos (expressos) em diferentes tipos de células. Cada gene tem uma região reguladora que contém as instruções de controlo, quando e onde o gene é expresso. Este código regulador do gene é lido por proteínas chamadas fatores de transcrição que se ligam ao “DNA words”  específico e, ou aumentam ou diminuem a expressão do gene associado.

Sob a supervisão do Professor Jussi Taipale, pesquisadores do Karolinska Institutet já identificaram a maioria das palavras de DNA reconhecidas por fatores de transcrição individuais. No entanto, tal como na linguagem humana natural, as palavras do DNA podem ser unidas para formarem palavras compostas, que são lidas por vários factores de transcrição. No entanto, o mecanismo pelo qual tais palavras compostas são lidas não foi analisado anteriormente. Por isso, em seu estudo recente na revista Nature, a equipe de Taipale examina as preferências de ligação dos pares de fatores de transcrição, e sistematicamente mapeia as palavras que se ligam no DNA composto.

A análise revela que a gramática do código genético é muito mais complexa que os mais complexos idiomas humanos. Em vez de simplesmente juntar duas palavras entre si por um espaço de exclusão, as palavras individuais que são unidas em palavras compostas de DNA são alteradas, levando a um grande número de palavras completamente novas.

“Nosso estudo identificou muitas dessas palavras, aumentando a compreensão de como os genes são regulados, tanto no seu desenvolvimento normal quanto no do câncer”, diz Arttu Jolma. “Os resultados abrem caminho para decifrar o código genético que controla a expressão de genes.”

[Grifo meu]

[Texto adaptado]

Journal Reference:

  1. Arttu Jolma, Yimeng Yin, Kazuhiro R. Nitta, Kashyap Dave, Alexander Popov, Minna Taipale, Martin Enge, Teemu Kivioja, Ekaterina Morgunova, Jussi Taipale. DNA-dependent formation of transcription factor pairs alters their binding specificity. Nature, 2015; DOI:10.1038/nature15518

A linguagem codificada escrita em microtúbulos, o esqueleto da célula, e como isso ressalta surpreendentemente a origem inteligente da vida. – PARTE I

Por Angelo Grasso

 

 

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O Designer da vida deixou uma riqueza de evidências de sua existência na criação. Vastas impressões que evidenciam o design inteligente em cada célula viva. É amplamente conhecido que o DNA é um dispositivo de armazenamento de informação complexa e especificada, que codifica a informação para produzir proteínas e dirigindo muitos processos altamente complexos na célula. O que é menos conhecido, é que existem vários outros sistemas de códigos, bem como, nomeadamente, o código de ligação de histonas, código de ligação do fator de transcrição, o código de splicing,o código de estrutura secundária de RNA, e o código ultracomplexo e ainda não decifrado glycans. E há um outro sistema de código surpreendente, o chamado código Tubulin, que está sendo desvendado aos poucos em recentes pesquisas científicas. Sabe-se até agora que, entre outras coisas, ele dirige e dá sinais para proteínas motoras cinesina e miosina precisamente onde e quando para desengatar a partir de auto-estradas nanomolares aonde entregar sua carga.

 

Pesquisas recentes estão descobrindo que este código de uma maneira mesmo incrível até armazena nossas memórias no cérebro e as torna disponíveis a longo prazo.

 

Para que as células funcionem adequadamente, elas devem organizar-se e interagir mecanicamente umas com as outras e com o seu ambiente. Elas têm que ser corretamente em forma, fisicamente robustas, e devidamente estruturadas internamente. Muitas têm que mudar a sua forma e se deslocar de um lugar para outro. Todas as células têm que ser capaz de reorganizar seus componentes internos à medida que crescem, se dividem, e adaptar-se às novas circunstâncias. Estas funções espaciais e mecânicas dependem de um sistema de filamentos notável chamado o citoesqueleto. Variadas funções do citoesqueleto dependem do comportamento de três famílias de filamentos: filamentos actina-proteína, microtúbulos e filamentos intermédios. Os microtúbulos são muito importantes para um número de processos celulares.

 

Eles estão envolvidos na manutenção da estrutura da célula e fornecem uma plataforma para montagens macromoleculares intracelulares através dos motores moleculares dineínas e cinesinas que marcham como gente. Eles também estão envolvidos na separação cromossoma (mitose e meiose), e são os principais constituintes de fusos mitóticos, os quais são utilizados para puxar para além dos cromossomas eucarióticos. A divisão celular mitótica é a tarefa mais fundamental de todas as células eucariótas vivas. As células têm máquinas intrincadas e bem regulamentadas para garantir que a mitose ocorra com uma frequência adequada e com alta fidelidade. Se alguém quiser explicar a origem das células eucarióticas, o surgir da mitose, seu mecanismo, organelas celulares envolvidas e proteínas devem ser explicadas. O centrossoma desempenha um papel central: ele funciona como o principal centro-organização dos microtúbulos e desempenha um papel vital em guiar a segregação dos cromossomos durante a mitose. No centrossoma, dois centrioles residem em ângulos retos entre si, ligados, por fibras, numa extremidade.

 

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Estas estruturas são perfeitas arquiteturas essenciais em muitas células de animais e plantas (embora não em plantas com flores ou fungos, ou em procariotas). Elas ajudam a organizar os centrossomas, cujos eixos de microtúbulos durante a divisão celular chegam aos cromossomos alinhados e trazê-los para as células filhas.

 

Heterodímeros α- e β-tubulina são as subunidades estruturais da estrutura microtúbulo. A estrutura é dividida no domínio do terminal amino contendo a região de ligação de nucleótidos, um domínio intermediário contendo o local de ligação do taxol, e o domínio carboxi-terminal, que provavelmente constitui a superfície de ligação para proteínas do motor. A menos que todos os três domínios funcionais estivessem totalmente funcionais e desenvolvidos desde o início, as tubulinas não teriam nenhuma função útil. Não haveria razão para o local de ligação Taxol estar sem proteínas de motor existentes. Instabilidade dinâmica, a mudança estocástica entre crescimento e contração, é essencial para a função de microtúbulos.

 

A dinâmica dos microtúbulos no interior das células é regulada por uma variedade de proteínas que ligam dímeros de tubulina ou os microtúbulos. Proteínas que se ligam aos microtúbulos são chamados coletivamente de proteínas associadas a microtúbulos, ou a família maps.The MAP inclui grandes proteínas como a MAP-1A, MAP-1B, 1C-MAP, MAP-2 e MAP-4 e componentes menores, como tau e MAP 2C.

 

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Isto é altamente relevante. Os microtúbulos dependem de proteínas associadas a microtúbulos para a função apropriada. Interdependência é uma característica da concepção inteligente, e uma forte evidência de que ambos, microtúbulos, e proteinas MAP’s tiveram que emergir juntos, ao mesmo tempo, uma vez que um depende do outro para a função apropriada. Mas mais do que isso. Os microtúbulos são essenciais para formar o citoesqueleto, o qual é essencial para a forma e estrutura da célula. Em poucas palavras, Sem proteínas MAP’s, não haveria nenhuma função adequada dos microtúbulos. Sem microtúbulos, nenhuma função adequada do citoesqueleto poderia existir. Sem citoesqueleto, nenhuma célula com funcionamento adequado existiria. A evidência é muito forte, que todos esses elementos tiveram que surgir juntos, de uma vez. Cinesina e Dynein pertencem a familia de proteínas MAP’s. Proteínas cinesina contribuem para a atividade de despolimerização de microtúbulos ao centrómero centrossoma e durante a mitose. Estas atividades têm sido mostradas como sendo essencial para a morfogénese do fuso e a segregação de cromossomas. A emergência evolutiva gradual de células eucarióticas não é factível por mais uma razão, descrita aqui.

 

Obs: A fonte do deste artigo possui os artigos originais e suas referências.

 

Continua… …. ….

 

 

 

 

O incrível spliceosome , a máquina macromolecular mais complexa conhecida, e processamento de pré-mRNA em células eucarióticas

Por Angelo Grasso

 

 

Ao longo do caminho para fazer proteínas em células eucarióticas, há toda uma cadeia de eventos subsequentes que devem estar simultaneamente plenamente operacionais, bem como as máquinas prontas no local, a fim de obter o produto funcional, isto é proteínas. No início do processo, o DNA é transcrito na máquina molecular de RNA-polimerase, para se obter o RNA mensageiro (mRNA), que depois tem de passar por modificações pós-transcricionais. Isso é tampando o mRNA, fase chamada de alongamento, o splicing, corte, poliadenilação e terminação, antes que possa ser exportado a partir do núcleo para o CITOSSOL, e síntese protéica iniciada, (TRADUÇÃO), e a conclusão da síntese de proteína e dobra das proteínas.
mRNAs bacterianas são sintetizadas pela polimerase de RNA, a transcrição partindo e parando em pontos específicos no genoma. A situação em eucariotas é substancialmente diferente. Em particular, a transcrição é apenas o primeiro de vários passos necessários para a produção de uma molécula de mRNA madura. O RNA maduro para muitos genes é codificado de uma maneira descontínua numa série de exões discretos, que são separados um do outro ao longo da cadeia de RNA por intrões não-codificantes. mRNA, rRNA, e tRNA podem conter intrões que devem ser removidos a partir de RNAs do precursor para produzir moleculas funcionais . A tarefa formidável de identificação e junção para unir exões entre todos os RNA’s intrônicos é realizada por uma máquina grande de ribonucleoproteína, chamada spliceossoma, qual é composta de várias pequenas ribonucleoproteínas nucleares individuais, cinco snRNPs, pronuncia-se ” snurps “, (U1, U2, U4, U5 e U6), cada uma contendo uma molécula de RNA chamada de snRNA que tem geralmente 100-300 nucleótidos de comprimento, além de fatores adicionais de proteínas que reconhecem sequências específicas do mRNA ou promovem rearranjos conformacionais na spliceosoma necessário para a reação de splicing a progressão, e muitas proteínas adicionais a mais que vão e vêm durante a reação de agregação. Ele foi descrito como uma das ” máquinas mais complexas macromoleculares conhecidas”, composta por mais de 300 proteínas distintas e cinco RNAs“.
Os snRNAs realizam muitos dos eventos de reconhecimento de mRNA do spliceosome. Sequências de consenso local Splice são reconhecidas por fatores não-snRNP; a sequência de ramo de ponto é reconhecida pela proteína de ramo de ligação ponto-(BBP), e o aparelho de polipirimidina e 3 ‘local de splicing estão ligados por dois componentes proteicos específicos de um complexo de splicing referidos como U2AF (U2 fator auxiliar), U2AF65 e U2AF35, respectivamente.
Este é mais um grande exemplo de uma máquina molecular surpreendentemente complexa, que vai operar e exercer a sua função orquestrada precisa corretamente somente com todos os componentes totalmente desenvolvidos e formados e capazes de interagir de uma maneira altamente complexa, ordenada, precisa. Ambos, o software e o hardware, devem estar no local totalmente desenvolvidos, ou o mecanismo não iria funcionar. Nenhum estágio intermediário iria fazer o trabalho. E nem snRNPs (U1, U2, U4, U5 e U6) têm qualquer função, se não totalmente desenvolvidos. E mesmo se eles estivessem lá, sem a proteína ramo de ligação ponto-(BBP) no lugar, nada feito também, desde que o local de splicing correto não poderia ser reconhecido. E os íntrons e éxons não tinham que surgir em simultâneo com a spliceosome? Não admira, que o artigo científico: “Origem e evolução de íntrons spliceosomal” admite: Evolução da estrutura éxon-íntron dos genes eucarióticos tem sido uma questão de longa data, de debate intensivo, e conclui que: A elucidação do quadro geral da evolução da arquitetura gene eucarionte de maneira alguma implica que os principais problemas no estudo da evolução e função intron foram resolvidos. Muito pelo contrário, as questões fundamentais continua em aberto. Se a primeira etapa evolutiva teria sido o surgimento de íntrons self-splicing do Grupo II, então a questão se seguiria: Por que a evolução não parou por aí, já que esse método funciona muito bem?

 

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Não há roteiro crível, como íntrons e éxons, e a função de emenda poderia ter surgido de forma gradual. Que utilidade o spliceosome teria , se os elementos essenciais para reconhecer a sequência e fatia a ser cortada não estaria no lugar? O que aconteceria, se o mRNA com pré éxons e íntrons estivessem no local, mas o spliceosome não estivesse pronto no lugar para fazer a modificação pós-transcricional ? E nem o código de splicing, que direciona a maneira em que a emenda deve ser feita ?

 

No artigo: “junk” DNA ESCONDE INSTRUÇÕES DE MONTAGEM, o autor, Wang, observa que splicing “é um processo rigorosamente regulado, e um grande número de doenças são causadas pela” falha de regulação ‘de splicing em que o gene não foi cortado e colado corretamente. ” Splicing incorreta na célula pode ter conseqüências terríveis como o produto desejado não ser produzido, e muitas vezes os produtos errados podem ser tóxicos para a célula. Por esta razão, foi proposto que ATPases são importantes para mecanismos de revisão ” que promovem a fidelidade na selecção do local de splice. No livro Essentials of Molecular Biology , George Malacinski ressalta por que a produção de polipeptídeos adequados é fundamental:

“Uma célula não pode, evidentemente, se dar ao luxo de perder qualquer uma das junções de processamento por até mesmo um único nucleótido, porque isto poderia resultar numa interrupção da fase de leitura correta, levando a uma proteína truncada.”

 

 

Após a ligação destes componentes iniciais, o resto do aparelho de emenda monta-os em torno dos componentes do mRNA, e em alguns casos, até deslocando alguns dos componentes anteriormente ligados.

 

Pergunta: Como é que as informações para montar o aparelho de emenda corretamente surgiram gradualmente? A fim de fazer isso, tinham as peças para montar esta maquina nanomolecular formidável não ter que estar lá, no local da montagem, totalmente desenvolvidos e especificados e prontos para o recrutamento? Tinha a disponibilidade destes componentes não ter que ser sincronizada, de modo que, em algum ponto, quer individualmente ou em combinação, eles foram todos disponíveis, ao mesmo tempo? Tinha a montagem não ter que ser coordenada no modo e na maneira certa desde o início? As partes não tinham que ser compatíveis entre si, e capaz de corretamente ‘interagir’? Mesmo se os sistemas sub ou partes são colocados juntos na ordem certa, eles também precisam estar com a interface correta desde o primeiro momento.
Será que é imaginável que esta máquina complexa fosse o resultado de um desenvolvimento evolutivo progressivo, em que as moléculas simples são o início da cadeia de biossíntese e são, em seguida desenvolvidas progressivamente em passos sequenciais, se o objetivo final não é conhecido pelo processo e mecanismo de promoção do desenvolvimento? Como poderia cada produto intermediário no caminho ser um ponto final da via, se este ponto final intermediário não apresentava função? Cada ponto de desenvolvimento intermediário não tinha que ser utilizável como um produto final com aptidão de sobrevivência maior? E como poderia ser utilizável, se a cadeia de sequência de aminoácidos tinha apenas uma fracção da sequência totalmente desenvolvida? Conhecimento molecular é a quantidade mínima de informação útil para um gene necessário para ter qualquer função. Se um gene não contém conhecimento molecular, então ele não tem nenhuma função, ele não confere qualquer vantagem seletiva. Assim, antes de uma região do DNA conter o conhecimento molecular necessário, a seleção natural não desempenha nenhum papel em guiar a sua evolução.

 

Assim, o conhecimento molecular pode ser relacionado a uma probabilidade de evolução.
Como poderia passos sucessivos ser adicionados para melhorar a eficiência de um produto onde não havia nenhum uso para ele nesta fase? Apesar do fato de que os defensores do naturalismo abraçarem este tipo de cenário, parece óbvio que é extremamente improvável que seja possível desta maneira.

 

Martin e Koonin admitem em seu artigo “Hipóteses: Introns e a origem da compartimentalização núcleo-citoplasma,“: A transição para splicing-dependente do spliceosome também vai impor uma demanda implacável para invenções, além do spliceosome. E além disso: Mais recente é o reconhecimento que não há praticamente nenhum grau evolutivo detectável na origem do spliceosome, que aparentemente estava presente em seu estado de pleno direito no ancestral comum de linhagens eucarióticas estudadas até agora. Isso é uma admissão surpreendente.
Isto significa que o spliceosome apareceu completamente formado quase abruptamente, e que a invasão íntron teve lugar durante um curto período de tempo e não mudou em supostamente centenas de milhões de anos.

 

0266Em outro artigo interessante: Quebrando o segundo código genético, os autores escrevem : As instruções genéticas de organismos complexos exibem um recurso contra-intuitivo não compartilhado por genomas mais simples: sequências de nucleótidos que codificam uma proteína (éxons) são interrompidos por outras regiões de nucleótidos que parecem ter nenhuma informação (íntrons). Esta organização bizarra de mensagens genéticas forçam células a remover íntrons do mRNA precursor (pré-mRNA) e, em seguida, emendar juntos os éxons para gerar instruções traduzíveis. Uma vantagem do presente mecanismo é que ele permite que diferentes células para escolher meios alternativos de splicing de pré-mRNA e, assim, gera diversas mensagens a partir de um único gene. As variantes podem, em seguida codificar proteínas diferentes com funções distintas. Uma dificuldade com a compreensão de splicing alternativo de mRNA de pré-seleção é a de que os exões particulares em mRNAs maduros não são determinados apenas por sequências de intrões adjacentes aos limites de exão, mas também por uma série de outros elementos de sequências presentes em ambos os exões e intrões. Estas sequências auxiliares são reconhecidas por fatores reguladores que auxiliam ou impedem a função do spliceossoma – a maquinaria molecular responsável pela remoção do intrão.
Além disso, o acoplamento entre o processamento do RNA e transcrição do gene influencia o splicing alternativo, e dados recentes implicam a embalagem de DNA com proteínas histonas e modificações covalentes das histonas – o código epigenético – na regulação do splicing. A interação entre a histona e os códigos de emenda terá, portanto, que ser precisamente formulada nas abordagens futuras.
Pergunta: Como é que os mecanismos naturais forneceriam o ajuste fino, sincronização e coordenação entre a histona e os códigos de emenda? Em primeiro lugar, estes dois códigos e as proteínas transportadoras e moléculas (a hardware e software) teriam que emergir por eles mesmos, e em uma segunda etapa orquestrar a sua coordenação. Por que é razoável acreditar, que as reações químicas não guiadas, aleatórias seriam capaz de sair com funções organismal imensamente complexas?
Fazale Rana :

Surpreendente é o fato de outros códigos, tais como o código de ligação a histona, o código de ligação de fator de transcrição, o código de splicing, e o código de estrutura secundária de RNA, o código glycan, e o código de tubulins se sobrepoem ao código genético. Cada um destes códigos desempenha um papel especial na expressão do gene, mas eles também devem trabalhar em conjunto de forma coerente e integrada.

 

 

Obs: No texto postado pelo autor podes acessar aos links, referências.

As imagens do texto são a partir da web.

Convergência Espetacular: Micróbio com estrutura semelhante ao olho.

By Evolution News

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Eles pensaram que era uma piada. Um século atrás, os biólogos não podiam acreditar que uma criatura unicelular tinha um olho. Mas, desde que era difícil de encontrar o warnowiid dinoflagelado, e ele crescer e ser estudado em laboratório; então, uma pesquisa detalhada era rara; até agora.

Uma equipe da University of British Columbia reuniu espécimes ao longo da costa de BC e do Japão, para um olhar mais atento. Eles descobriram que a estrutura, chamada de “ocelloid” (sem tradução ainda [ocelos]), tem estruturas que imitam o complexo olho de animais superiores. PhysOrg diz:

Na verdade, o “ocelloid” dentro do predador planctônico parece muito com um olho complexo que foi originalmente confundido com o olho de um animal que tinha comido o plâncton.

“É uma estrutura incrivelmente complexa para um organismo unicelular ter evoluído”, disse o autor Greg Gavelis, um estudante de zoologia, PhD na UBC. “Ele contém uma coleção de organelas subcelulares que se parecem muito com as lentes, córnea, íris e retina dos olhos multicelulares encontrados em humanos e outros animais de grande porte.” [Grifo nosso].

 

New Scientist compartilha o espanto:

É talvez o olho mais extraordinário no mundo vivo – tão extraordinário que ninguém acreditava que um biólogo o descreveu pela primeira vez ha mais de um século atrás.

Agora, parece que o pequeno proprietário deste olho, o usa para capturar presas invisíveis através da detecção de luz polarizada.Esta sugestão também é passível de ser recebida com descrença, para um olho pertencente a um organismo unicelular chamado Erythropsidinium. Ele não tem nervos, muito menos um cérebro. Então, como poderia “ver” a sua presa?

A “retina” deste olho, uma matriz curva de cromossomos, parece disposta para filtrar a luz polarizada. A notícia do Instituto Canadense de Pesquisa Avançada cita Brian Leander, co-orientador do projeto:

“A organização interna do corpo da retina é uma reminiscência dos filtros de polarização sobre as lentes de câmeras e óculos de sol”,diz Leander. “São centenas de membranas embaladas uma próxima a outra e alinhadas em paralelo.”

E essa  não é toda a maravilha que esse habitante do mar tem em seu kit de ferramentas. Ele também tem um pistão e um arpão:

Os cientistas ainda não sabem exatamente como “warnowiids” usam a estrutura semelhante ao olho, mas, pistas sobre a forma como vivem, têm alimentado uma especulação convincente.Warnowiids caçam outros dinoflagelados , muitos dos quais são transparentes. Eles têm grandes nematocistos, que Leander descreve como pequenos arpões“, para capturar presas. E alguns têm um pistão – um tentáculo que pode se estender e retrair de forma extremamente rápida  – com uma função desconhecida que pode ser usada para a fuga ou alimentação.

 

Isso fez o olho desenvolver?

Caso alguém pense que o olho do dinoflagelado apresenta um degrau evolutivo fácil para os olhos mais complexos; os dados revelam vários problemas. O artigo publicado na Nature afirma que os ocelloids são construídos a partir de “diferentes componentes, endossimbioticamente adquiridos“, tais como mitocôndrias e plastídios. “Como tal, o ocelloid é uma estrutura quimérica, incorporando organelas com diferentes histórias endossimbióticas.” Podemos tratar endossimbiose como uma questão separada. Por agora, podemos perguntar se essa estrutura complexa é explicável pela seleção natural não-dirigida.

Os autores não acham que isso é uma história evolutiva clara. ocelloid está entre as estruturas subcelulares mais complexas conhecidas, mas a sua função e relação evolutiva com outras organelas permanecem obscuras,dizem eles. No papel,eles nunca explicam como organelas com diferentes histórias se uniram até chegar a um olho funcional. A maior parte do trabalho é um descritivo das peças e como elas funcionam individualmente, ou onde elas poderiam ter sido obtidas por endossimbiose. Para explicar a origem do olho como um todo a funcionar, eles inventaram, “plasticidade evolutiva“: 

No entanto, os dados genômicos e os dados detalhados ultra-estruturais,  aqui apresentados, resolveram os componentes básicos do ocelloid e suas origens, e demonstraram como a plasticidade evolutiva das mitocôndrias e plastídios pode gerar um nível extremo de complexidade subcelular.

Fora isso, eles têm muito pouco a dizer sobre a evolução, e nada sobre a seleção natural.

Na mesma edição da Nature, Richards e Gomes reveem o papel. Eles listam outros micróbios, incluindo algas e fungos que têm pontos sensíveis à luz. Alguns têm as proteínas rodopsina utilizadas nos bastonetes e cones de animais multicelulares. Mas, em vez de traçar a evolução do olho por ancestralidade comum, eles atribuem todas essas inovações à convergência:

Estes exemplos demonstram a riqueza de estruturas subcelulares e proteínas do receptor de luz, associados em diversos grupos microbianos. Com efeito, todos estes exemplos representam ramos evolutivos distintos em grandes grupos separados de eucariotas. Mesmo para os ocelos, associados ao plastídio, é pouco provável que sejam um produto da evolução vertical direta, porque o plasto Chlamydomonas é derivado de uma endossimbiose primária e assimilação de uma cianobactéria, ao passo que o plasto Guillardia é derivado de uma endossimbiose secundária em que o plasto foi adquirido em “segunda mão“, por incorporação intracelular de uma alga vermelha. Usando sequências de genes recuperados a partir do corpo da retina do warnowiid, Gavelis et al. investigou a ascendência dessa organela através da construção de árvores filogenéticas, para os genes derivados de plastos. A análise demonstrou que este plastídio modificado,é também de origem endossimbiose secundária, originário de uma alga vermelha.

Embora derivados de forma independente,temas comuns na evolução destas estruturas semelhantes ao olho. Muitos deles envolvem a reconfiguração de sistemas de membranas celulares para produzir um corpo proximal opaco a uma superfície sensorial, uma superfície que, em quatro dos cinco exemplos provavelmente envolve um tipo de rodopsina. Dada a derivação evolutiva desses sistemas, isso representa um caso de evolução convergente complexa, em que os sistemas subcelulares foto-sensíveis são construídos separadamente dos componentes similares, para alcançar funções semelhantes. O exemplo do ocelloid é surpreendente porque demonstra um pico em complexidade subcelular obtida através da adaptação dos vários componentes.Coletivamente, estes resultados mostram que a evolução tem tropeçado em soluções semelhantes para perceber a luz, sua duração, vez após vez.

Mas a convergência é apenas uma palavra que aparece como uma explicação?Nós lemos:

As “oficinas” de trabalho lançam uma nova luz, sobre como muito diferentes organismos podem evoluir características semelhantes em resposta a seus ambientes, num processo conhecido como a evolução convergente. Estruturas semelhantes ao olho, evoluíram independentemente muitas vezes, em diferentes tipos de animais e algas com diferentes habilidades para detectar a intensidade da luz, a sua direção, ou objetos.

“Quando vemos a semelhante complexidade estrutural, fundamentalmente em todos os diferentes níveis de organização, em linhagens que são parentes muito distantes uma das outras; neste caso, warnowiids e animais; então, você obtém uma compreensão mais profunda de convergência”, diz Leander.

Mas “evolução convergente” não é um processo. É uma observação post-hoc baseada em suposições evolutivas. Um ambiente não tem poder para forçar um organismo a responder a ele com uma função complexa. Luz existe, ou um organismo não a vê. O magnetismo também existe; ele contém o poder de deslocar peixes, tartarugas e borboletas fazendo-os navegar?

Se é altamente improvável uma solução complexa evoluir uma vez, “evolução convergente” só agrava a improbabilidade. No novo filme do Illustra mídia Living Waters , Timothy Standish explica que “a evolução convergente” não é uma explicação plausível para as semelhanças não relacionadas. A evolução é cega“, diz ele. Ela não sabe que um outro organismo tem uma solução elegante para um problema. Ela não pode dirigir um animal diferente a convergir para uma solução similar. O que sabemos; Standish continua, é que a inteligência pode dar uma solução para um problema, e aplicá-la em diferentes circunstâncias e fazer isso novamente, e novamente.

Faz sentido que um designer iria entender sobre ótica e ondas eletromagnéticas. A mente pode apropriar-se de peças e organizá-las em córneas, lentes e receptores apropriados para as necessidades e tamanhos de organismos distintos. Seleção não guiada não pode fazer isso. O meio ambiente não pode fazer isso. A partir de nossa experiência uniforme, a única causa que sabemos que pode organizar as peças em um todo funcional é a inteligência. Esta é uma evidência positiva para o projeto. A teoria alternativa poderia ser apelidada de “Convergência das Lacunas”.

 

(Texto Adaptado)

 

Crédito da imagem: Instituto Canadense de Pesquisas Avançadas

O que é realmente a Teoria do Design Inteligente?

Resumindo este tópico do Evolution News… >>>> “O que é realmente a Teoria do Design Inteligente?”

 

Quem é o designer?
O que faz o designer?
Como é que ele faz?
Onde ele faz?
Quando ele faz?

 

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Muitos críticos do ID promovem versões falsas, espantalhos da TDI:

O design inteligente afirma que a vida é tão complexa, que não poderia ter evoluído, portanto, ela foi projetada por uma inteligência sobrenatural.

 

Bom,

 

Parte A O que o design inteligente não é.

 

1. ID não é somente um argumento negativo contra evolução.

ID não é apenas mero argumento contra evolução, ID oferece um forte argumento positivo, baseando-se em encontrar na natureza o tipo de informação e complexidade que vem somente de inteligência (baseando-se em nossa experiência).

2. ID não é uma teoria sobre o designer ou sobre o sobrenatural.

É um dos erros dos críticos, sugerir que a teoria está focada em estudar o designer; mais especificamente forças sobrenaturais ou uma divindade. Quando o ID estuda objetos naturais para determinar se eles carregam uma assinatura informativa indicando uma causa inteligente.
ID não se propõe a identificar a natureza ou a identidade dessa causa.

Como William Dembski explica:

 

O design inteligente é a ciência que estuda os sinais de inteligência. Note que um sinal não é a coisa significada ….. Como um programa de pesquisa científica, design inteligente investiga os efeitos da inteligência, não a inteligência como tal.[1]

 

Michael Behe explica:

Muitas pessoas (inclusive eu) vão atribuir o projeto a Deus – com base, em parte, em outros, julgamentos não científicos que fizeram – eu não afirmo que a evidência bioquímica leva inevitavelmente a uma conclusão sobre quem é o designer . Na verdade, eu disse diretamente que, de um ponto de vista científico, a questão permanece em aberto. … A evidência bioquímica indica fortemente design, mas não mostra aonde o designer estava.” [2]

 

3. ID não é uma teoria de tudo.

ID é uma teoria científica de detecção de design, e isso é tudo.
ID não é uma teoria em pleno desenvolvimento, sobre tudo.Quem esperar ou exigir que o ID explique tudo sobre a história da vida e do cosmos, vai se decepcionar.

Se você quer saber se algo foi projetado ou não, tudo bem, volte-se para o ID.

 

 

Parte B... O que é o design inteligente.

 

1. ID utiliza argumento positivo baseado em encontrar elevados níveis de informação complexa e especificada.

A teoria do design inteligente começa com observações de como agentes inteligentes agem quando eles projetam coisas. A inteligência humana proporciona um grande conjunto de dados empíricos para estudar os produtos da ação de agentes inteligentes. Este conjunto de dados, baseado em observação atual estabelece relações de causa e efeito entre a ação inteligente e certos tipos de informação.

William Dembski observa que “[o] princípio característico da agência inteligente é contingência dirigida, ou o que chamamos de escolha.” [3] Dembski chama o ID de “uma teoria da informação”, onde “a informação torna-se um indicador confiável de design, bem como um objeto adequado para a investigação científica. [4] A relação de causa e efeito pode ser estabelecida entre mente e informações. Como o teórico da informação Henry Quastler observou, a “criação de novas informações é habitualmente associada à atividade consciente.[5]

2. O projeto inteligente é uma ciência histórica que é metodologicamente equivalente ao neo darwinismo.

Como já vimos, o design inteligente é essencialmente uma ciência histórica, o que significa que estuda as causas atuais e, em seguida, as aplica ao registro histórico para inferir a melhor explicação para a origem dos fenômenos naturais. O design inteligente usa o raciocínio uniformista com base no princípio de que “o presente é a chave para o passado.”

Darwinistas usam este método para mutações e seleção. Afim de reconhecer capacidades causais e efeitos no mundo atual.Em seguida, tentam explicar o registro histórico em termos dessas causas, por exemplo buscando a reconhecer os efeitos conhecidos da mutação e seleção no registro histórico.

O design inteligente aplica esse mesmo método, estudando causas como a inteligência, a fim de reconhecer as suas capacidades causais e efeitos no mundo atual. Os teóricos do DI estão interessados em compreender os poderes de informação-generativa de agentes inteligentes. Os teóricos do DI, em seguida, tentam explicar o registro histórico, incluindo apelos para essa causa, procurando reconhecer os efeitos conhecidos de design inteligente (por exemplo, alta CSI) no registro histórico.

Então, se nós apelarmos para causas materialistas como mutação e seleção, ou causas não materiais, como o design inteligente, estamos usando o mesmo raciocínio uniformista básico e métodos científicos que são bem aceitos em ciências históricas. ID e neo-darwinismo são, portanto, metodologicamente equivalentes, o que significa que ambos são ou ciência, ou ambos não são ciência. No entanto, podemos saber que ID é ciência, porque ele usa o método científico.

3. O design inteligente usa o método científico.

ID usa o método científico para fazer suas reivindicações. Este método é comumente descrito como um processo de quatro etapas de: observações, hipóteses, experimentos e conclusão. Agora vou ilustrar isto referindo-se a quatro áreas científicas: bioquímica, paleontologia, sistemática e genética.

 

° ID e Bioquímica:

Observação: Os agentes inteligentes resolvem problemas complexos, atuando com um objetivo final em mente, produzindo altos níveis de CSI. Em nossa experiência, os sistemas com grandes quantidades de complexidade específica – como códigos e linguagens – invariavelmente são originários de uma fonte inteligente. Da mesma forma, em nossa experiência, a inteligência é a única causa conhecida de máquinas irredutivelmente complexos. [6]

Hipótese (Previsão): estruturas naturais que contêm muitas peças dispostas em intrincados padrões (incluindo a complexidade irredutível) que realizam uma função específica – indicando altos níveis de CSI.

Experiência: investigações experimentais de DNA indicam que ele é composto de um código baseado em linguagem rica em CSI. Os biólogos realizaram testes de sensibilidade mutacionais em proteínas e determinaram que as suas sequências de aminoácidos são altamente especificadas. [7] Além disso, experimentos genéticos inesperados e outros estudos têm mostrado que algumas máquinas moleculares, como o flagelo, são irredutivelmente complexas. [8]

Conclusão: Os altos níveis de CSI – incluindo a complexidade irredutível – em sistemas bioquímicos são melhor explicadas pela ação de um agente inteligente.

 

° ID e Paleontologia:

Observação: Os agentes inteligentes infundem rapidamente grandes quantidades de informação em sistemas. Como quatro teóricos do DI escreveram: “design inteligente fornece uma explicação causal suficiente para a origem de grandes quantidades de informação … o design inteligente de um projeto muitas vezes precede a montagem de peças de acordo com um projeto ou plano de projeto preconcebido.” [9]

Hipótese (Previsão): Formas que contêm grandes quantidades de novas informações aparecem no registro fóssil de repente e sem precursores semelhantes.

Experiência: Estudos sobre o registro fóssil mostram que as espécies geralmente aparecem de forma abrupta, sem precursores semelhantes. [10] A explosão cambriana é um excelente exemplo, embora existam outros exemplos de explosões na história da vida. Grandes quantidades de informações complexas e especificadas tiveram que surgir rapidamente para explicar o aparecimento abrupto dessas formas.[11]

Conclusão: O aparecimento abrupto de novos planos corporais totalmente formados no registro fóssil é melhor explicado por design inteligente.

° ID e Sistemática:

Observação: Os agentes inteligentes, muitas vezes reutilizam componentes funcionais em diferentes projetos. Como Paul Nelson e Jonathan Wells explicam: “. Uma causa inteligente pode reutilizar ou reimplantar o mesmo módulo em sistemas diferentes … [e] gerar padrões idênticos de forma independente” [12]

Hipótese (Previsão): Os genes e outras partes funcionais, normalmente, serão reutilizados em diferentes organismos. [13]

Experiência: Estudos de anatomia comparativa e genética descobriram peças semelhantes comumente existentes em organismos muito diferentes. Exemplos de “evolução extrema convergente” mostram reutilização de genes funcionais e estruturas de um modo não previsto pela ancestralidade comum.[14]

Conclusão: A re-utilização de partes altamente complexas e semelhantes, em organismos amplamente diferentes do padrão de árvore (arvore da vida) é melhor explicado através da ação de um agente inteligente.

 

° ID e Genética:

Observação: Os agentes inteligentes constroem estruturas com finalidade e função. Como William Dembski argumenta: “Considere o termo ‘DNA lixo’. … Em uma visão evolucionista esperamos uma grande quantidade de ADN inútil. Se, por outro lado, os organismos foram concebidos, esperamos que o ADN, tanto quanto possível,venha exibir função “. [15]

Hipótese (Previsão): Muito do chamado “DNA lixo” vai revelar que desempenha funções valiosas.

Experiência: Numerosos estudos têm descoberto funções no “DNA lixo”. Exemplos incluem funções para pseudogenes, íntrons e DNA repetitivo. [16]

Conclusão: A descoberta da função para vários tipos de “DNA lixo” foi prevista com sucesso pelo design inteligente.

Desta forma, podemos verificar que o design inteligente é uma teoria científica de boa-fé que usa o método científico para fazer suas reivindicações em vários campos científicos.

 

 

 

Referências usadas neste artigo:

[1.] William Dembski, The Design Revolution (InterVarsity Press, 2004), p. 33.

[2.] Michael Behe, “Philosophical Objections to Intelligent Design: Response to Critics,” (July 31, 2000) at

[3] William A. Dembski, The Design Inference: Eliminating Chance through Small Probabilities (Cambridge University Press 1998), p. 62.

[4] William A. Dembski, “Intelligent Design as a Theory of Information,” in Intelligent Design Creationism and Its Critics: Philosophical, Theological, and Scientific Perspectives (Robert T. Pennock ed., MIT Press 2001), p. 553.

[5] Henry Quastler, The emergence of biological organization, (Yale University Press, 1964), p. 16.

[6] Scott A. Minnich and Stephen C. Meyer, “Genetic analysis of coordinate flagellar and type III regulatory circuits in pathogenic bacteria,” Proceedings of the Second International Conference on Design & Nature, Rhodes Greece, edited by M.W. Collins and C.A. Brebbia (WIT Press, 2004).

[7] Douglas D. Axe, “Extreme Functional Sensitivity to Conservative Amino Acid Changes on Enzyme Exteriors,” Journal of Molecular Biology, Vol. 301:585-595 (2000); Douglas D. Axe, “Estimating the Prevalence of Protein Sequences Adopting Functional Enzyme Folds,” Journal of Molecular Biology, 1-21 (2004); Ann K Gauger, Stephanie Ebnet, Pamela F Fahey, Ralph Seelke, “Reductive Evolution Can Prevent Populations from Taking Simple Adaptive Paths to High Fitness,” BIO-Complexity, Vol. 2010; Ann K. Gauger and Douglas D. Axe, “The Evolutionary Accessibility of New Enzyme Functions: A Case Study from the Biotin Pathway,” BIO-Complexity, Vol. 2011(1) (2011).

[8.] See Kitzmiller Transcript of Testimony of Scott Minnich pp. 99-108, November 3, 2005; Robert M. Macnab, “Flagella,” in Escherichia Coli and Salmonella Typhimurium: Cellular and Molecular Biology Vol. 1, eds. Frederick C. Neidhardt, John L. Ingraham, K. Brooks Low, Boris Magasanik, Moselio Schaechter, and H. Edwin Umbarger (Washington D.C.: American Society for Microbiology, 1987), pp. 73-74.

[9.] Stephen C. Meyer, Marcus Ross, Paul Nelson, and Paul Chien, “The Cambrian Explosion: Biology’s Big Bang,” in Darwinism, Design, and Public Education, eds. John A. Campbell and Stephen C. Meyer (East Lansing, MI: Michigan State University Press, 2003), pp. 367, 386.

[10.] See Meyer, Ross, Nelson, and Chien, “The Cambrian Explosion: Biology’s Big Bang;” Wolf-Ekkehard Lönnig, “Dynamic genomes, morphological stasis, and the origin of irreducible complexity,” Dynamical Genetics, eds. Valerio Parisi, Valeria De Fonzo, and Filippo Aluffi-Pentini (Kerala, India, Research Signpost, 2004), 101-119; A.C. McIntosh, “Evidence of Design in Bird Feathers and Avian Respiration,” International Journal of Design & Nature and Ecodynamics, Vol. 4: 154-169 (2009).

[11.] Meyer, “The origin of biological information and the higher taxonomic categories.”

[12.] Paul Nelson and Jonathan Wells, “Homology in Biology,” in Darwinism, Design, and Public Education, eds. John Angus Campbell and Stephen C. Meyer (East Lansing: Michigan State University Press, 2003), p. 316.

[13.] In this case of systematics, neo-Darwinism might make some of the same predictions. Is this a problem for the positive case for design? Not at all. The fact that another theory can explain some data does not negate ID’s ability to successfully predict what we should find in nature. After all, part of making a “positive case” means that the arguments for design stand on their own and do not depend on refuting other theories. Moreover, there are many cases of supposed extreme “convergent evolution” that are better explained by common design. Additionally, regarding the predictions from biochemistry), paleontology, and genetics, neo-Darwinism has made different predictions from ID. In any case, in this example ID makes a slightly different prediction in that it does not predict that re-usage of parts must necessarily occur in a nested hierarchical pattern–a prediction which is in fact confirmed. See chapters 5-6 in Stephen C. Meyer, Darwin’s Doubt: The Explosive Origin of Animal Life and the Case for Intelligent Design (HarperOne, 2013).

[14.] John A. Davison, “A Prescribed Evolutionary Hypothesis,” Rivista di Biologia / Biology Forum, Vol. 98 (2005): 155-166; Nelson and Wells, “Homology in Biology;” Lönnig, “Dynamic genomes, morphological stasis, and the origin of irreducible complexity;” Michael Sherman, “Universal Genome in the Origin of Metazoa: Thoughts About Evolution,” Cell Cycle, 6: 1873-1877 (August 1, 2007).

[15.] William A. Dembski, “Science and Design,” First Things, Vol. 86 (October, 1998).

[16.] See Jonathan Wells, The Myth of Junk DNA (Discovery Institute Press, 2011); Richard Sternberg, “On the Roles of Repetitive DNA Elements in the Context of a Unified Genomic-Epigenetic System,” Annals of the NY Academy of Science, Vol. 981: 154-188 (2002); James A. Shapiro, and Richard Sternberg, “Why repetitive DNA is essential to genome function,” Biological Reviews of the Cambridge Philosophical Society, Vol. 80: 227-250 (2005); A.C. McIntosh, “Information and Entropy–Top-Down or Bottom-Up Development in Living Systems?,” International Journal of Design & Nature and Ecodynamics, Vol. 4: 351-385 (2009); The ENCODE Project Consortium, “An integrated encyclopedia of DNA elements in the human genome,” Nature, Vol. 489: 57-74 (September 6, 2012).

Biólogo Notável afirma: A vida, uma complexa interação de máquinas moleculares, aparenta ser construída por um engenheiro.

By The Stream Casey Luskin

 

Texto adaptado.

O post contem links em original em inglês.

 

bacterial flagella in detail

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Recentemente um amigo me enviou um link para uma conversa (TEDx) ““Digital biology and open science — the coming revolution“, afirmando que ” máquinas moleculares complexas interativas “(da vida) revelam que” um relógio molecular é real e generalizado “e parece ser “construído por um engenheiro um milhão de vezes mais inteligente do que nós somos.” O palestrante é o biólogo e engenheiro Stephen Larson , que tem PhD em neurociência da Universidade da Califórnia, em San Diego, e é CEO da MetaCell; que faz investigação em biologia de sistemas e é empresa de consultoria que procura entender a biologia por meio de computação.

Agora eu não acho que o Dr. Larson é pró-design inteligente, o que torna suas descrições da biologia ainda mais surpreendentes. De fato, após recontar algumas características complexas da biologia que aparentam desígnio , ele imediatamente lança o aviso de que “o que nós entendemos, claro, é que a vida evoluiu no planeta ao longo de bilhões de anos.” No entanto, ele admite que ele encontra a natureza extremamente “bem organizada“, e que a “tecnologia” da vida é “inquietante“. Ele diz ainda: “Eu tenho que ser honesto com vocês, eu meio que odeio isso.” Aqui está a transcrição relevante da seção, da maior parte dos primeiros 4:30 da conversa:

 

A ciência continua a revelar como a vida funciona, e uma vez e outra encontramos a magia que parece distinguir entre coisas que estão/são vivas e as coisas que não são/estão [são] realmente criadas por máquinas moleculares complexas que interagem entre si. Estas máquinas microscópicas são tão precisas e intrincadas como um relógio mecânico, mas em vez de serem executadas em engrenagens e molas, são alimentadas pelas regras fundamentais da física e da química. Nossa compreensão do enrolamento e desenrolamento preciso da molécula de DNA, ou a maneira que uma molécula pode literalmente caminhar quase roboticamente ao longo da corda bamba de outra molécula, continuam a mostrar-nos uma após outra vez, que este mecanismo de relógio molecular é real e generalizado.

Agora o que é mais perturbador para mim sobre isso, é que nós não construímos essas máquinas. Como alguém originalmente treinado como um engenheiro, eu tenho que ser honesto com vocês, eu meio que odeio isso. Como as espécies mais inteligentes do planeta, nós meio que gostamos de pensar em nós mesmos como os construtores da tecnologia mais sofisticada de todo o universo. Nós inventamos a linguagem escrita e da imprensa. Nós achamos a cura da poliomielite e enviamos o homem à lua. Heck, até mesmo apanhou feras e as transformou em gatinhos, e depois construiu uma rede global de comunicações para compartilhar as fotos delas. Isso é muito impressionante.

E, no entanto, quando eu olha através de um microscópio em uma bactéria humilde – pela forma como os seus antepassados ​​eram no planeta há um bilhão de anos atrás, milhares de milhões de anos atrás – eu ainda me pergunto como ela realmente funciona. Porque o relógio mecânico que é a vida não é como qualquer relógio já construído. São engrenagens e molas biológicas, mas elas enchem salas, edifícios e cidades de uma vasta paisagem microscópica que é movimentada com atividade.

Por um lado ele é extremamente bem organizado, mas por outro lado a escala de todo este material bem organizado desconhecido, que acontece lá dentro me faz sentir que tropecei em uma paisagem alternativa de tecnologia que é construída por um engenheiro um milhão de vezes mais inteligente do que eu. O que mais eu procuro são princípios além daqueles que já aprendemos, mas eu sou oprimido com a sensação de que este material foi construído por alienígenas.

OK, não literalmente. Eu  não acho que literalmente homenzinhos e mulheres verdes vieram para a terra e semearam vida aqui há um bilhão de anos atrás. O que nós entendemos, claro, é que a vida evoluiu no planeta ao longo de bilhões de anos. Mas os resultados da evolução confundem até mesmo os nossos engenheiros mais inteligentes quando tentamos entender como poderíamos construir o que a biologia evoluiu.

E se a vida tem princípios de boa engenharia e nós simplesmente não os figuramos em nosso mundo ainda, não trouxemos para fora? Poderia o estudo da biologia nos dar a capacidade de extrair novos princípios de engenharia, que talvez então poderíamos usar para resolver os problemas intratáveis ​​do mundo? Nossos experimentos só nos dão vislumbres do que  acontece nestes espaços minúsculos, mas o que acontece lá tem um enorme implicação para o futuro, no século 21, e mais além. [Grifo nosso]

 

Agora, Larson é um biólogo de sistemas , o que significa que ele é treinado para ver a vida do ponto de vista da engenharia. Em tal perspectiva, os cientistas tratam os sistemas biológicos como se eles fossem infundidos com a teleologia – construídos de cima para baixo para alcançar algum objetivo, não de forma cega, de baixo para cima como a evolução darwiniana enxerga. Isso não significa que os biólogos de sistemas têm dúvidas sobre a evolução darwiniana (dúvidas que eles vão receber) ou que eles apoiam o design inteligente. Eles mantem o seu ponto de vista de biologia de sistema extremamente frutífero  em tensão com modelos-de-origens que por outro lado aprovam.

Aqui está como o físico David Snoke descreve esse campo  com o seu sentido de dissonância cognitiva:

Os opositores da abordagem de design inteligente (ID) para a biologia, por vezes argumentaram que a perspectiva ID desencoraja a investigação científica.

Ao contrário… … …Pode-se argumentar que o novo paradigma mais produtivo em biologia de sistemas é realmente muito mais compatível com a crença no design inteligente da vida do que com uma crença na evolução neo-darwinista. Este novo paradigma na biologia de sistemas, que surgiu nos últimos dez anos ou mais, analisa sistemas vivos em termos de conceitos de engenharia de sistemas, tais como design, processamento de informações, otimização e outros conceitos explicitamente teleológicos. Este novo paradigma oferece uma teoria bem sucedida, quantitativa, preditiva para a biologia. Embora os principais praticantes do campo atribuem a presença de tais coisas ao desenrolar da seleção natural, eles não podem evitar o uso de linguagem de design e conceitos de design em suas pesquisas, e um olhar franco no campo indica que ela realmente é uma abordagem de design por completo. (David Snoke, “Systems Biology as a Research Program for Intelligent Design“,BIO-Complexity, Vol. 2014 (3).)

Larson fala ainda sobre a natureza da máquina-vida de muitos sistemas biológicos. Como podemos usar computadores e uma visão baseada em engenharia da biologia para tratar doenças de uma forma melhor, e até mesmo como podemos entender mistérios biológicos complexos, como o amor. Ele diz que só podemos compreender os sentimentos biológicos tão complexos e especificados como o amor como “uma série de eventos complexos, mas específicos e reconhecíveis que acontecem dentro de seu corpo.” – Soa familiar?

 

Eu recomendo assistir a conversa na íntegra.

 

(O vídeo está em inglês e não é legendado)

 

Esta coluna foi publicada originalmente no Evolution News and Views do Discovery Institute em 10 de Junho de 2015 e é reproduzido com a sua permissão.

O Jamais Refutado Argumento de Paley

By Junior Eskelsen

 

 

 

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Disseram tanto que o argumento foi completamente refutado que qualquer citação a seu respeito seria digna de desprezo e

vergonha. Mas não sou um homem de me preocupar com opiniões alheias e exponho aqui o real pensamento de Paley.

O argumento é de natureza teológica, ou seja, não prova, mas por objetivo justifica a fé, por isso não é “refutável”. A natureza da exposição de Paley é sutil, quase que impercetível no final de sua declaração. A verdade é que não conhecemos qualquer refutação que trate realmente da Analogia do Relojoeiro. Paley parte da natureza e justifica sua fé em um artífice.

Até agora pelo menos os argumentos apresentados sequer tocam na ideia abordada por Paley. A verdade é que existe grande dificuldade descrever as características de design satisfatoriamente.

O que ocorre com o design e suas qualidades também ocorre com vida, informação e outros conceitos de difícil tratamento. Capurro por exemplo escreveu mais de setenta páginas sobre o conceito de informação deixando a questão em aberto frente as insatisfatoriedade dos conceitos apresentados. Esse trabalho recebeu uma versão em português pela UFMG [1].

O coração do argumento de Paley está em “Todos os indícios de um artifício(α), todas as manifestações de um design(β) que existem no relógio existem também nas obras da natureza(δ), com a diferença de que, na natureza, são maiores ou mais numerosos(φ), e isso num grau(ψ) que excede todo o cálculo.”

 

 

 

(α) Conjunto de características comuns.

 

 

(β) Conjunto de predefinições que sustentam um sistema autônomo.

 

 

(δ) Equivalência interpretada como estética, não como reconhecimento de padrões distintos.

 

 

(φ) Riqueza informacional da vida.

 

 

(ψ) O último grau — a autonomia dos sistemas — excede todo cálculo e permanece enigmático até a identificação do limiar da irredutibilidade.

 Todas esses termos persistem na requisição de um tratamento adequado da parte do observador que tenha sutileza para um refinamento e ajuste fino tanto quanto possível. Tanto quanto necessário.

[1] O Conceito de Informação. Capurro. 2007