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Filósofo ateu acha que “nunca temos acesso direto aos nossos pensamentos”

By Evolution News 

[Obs: Texto adaptado – Links em inglês – A imagem é do EnV]

 

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Em um post intitulado “Por fim: um pensador racional em “The Stone”, o biólogo ateu e negador do livre-arbítrio,  Jerry Coyne, cita o companheiro ateu Alex Rosenberg, professor de filosofia na Universidade Duke .

Rosenberg:

Nós nunca temos acesso direto aos nossos pensamentos. Como Peter Carruthers já havia argumentado primeiramente, a auto-consciência é apenas a leitura da mente voltada para dentro … Não há nenhum ponto de vista em primeira pessoa.

Nosso acesso aos nossos próprios pensamentos é tão indireto e falível como o nosso acesso aos pensamentos de outras pessoas. Nós não temos acesso privilegiado às nossas próprias mentes. Se nossos pensamentos dão o verdadeiro significado para nossas ações, nossas palavras, nossas vidas, então não podemos; nunca, estarmos certos sobre o que dizer ou fazer, ou para essa matéria, o que pensamos ou porque pensamos isso.

Nem sequer está claro o que “Nós nunca temos acesso direto aos nossos pensamentos” significa. Claro que temos acesso direto aos nossos pensamentos. Pode-se definir a experiência em primeira pessoa (ou seja, pensamento) como “aquilo que temos acesso direto.

Uma característica marcante da mente é que ela é incorrigível. Nossos pensamentos são nossos, estamos sempre certo sobre a existência dos nossos próprios pensamentos, e um observador nunca pode estar certo sobre o pensamento de outra pessoa, se o observador e a pessoa discordar. Se eu estou pensando de uma maçã vermelha, então eu estou pensando em uma maçã vermelha. Se o meu amigo diz: “Não está não. Você está pensando de um Corvette azul“, então eu estou certo e meu amigo está errado. Você não pode estar errado sobre o conteúdo bruto do que você está pensando.

Agora isso não significa que você não pode ter um pensamento equivocado (uma proposição falsa) ou que você não pode ter um mal-entendido (talvez a maçã que estou pensando é mais marrom do que o vermelha). Mas meu pensamento é o meu pensamento. Eu tenho acesso direto a ele – eu o experimento – e as outras pessoas não.

Então é claro que há um ponto de vista na primeira pessoa. Nosso ponto de vista único, é na primeira pessoa. Isso é o que “ponto de vista” significa. É a vista do “ponto” de um ser humano, que é a primeira pessoa por definição.

Agora, é claro, compreender as motivações para nossos pensamentos, e a correspondência entre nossas crenças e realidade, estão abertos ao debate.Podemos não saber exatamente por que pensamos algo e sobre algo. Mas nós sabemos – incorrigivelmente – que achamos alguma coisa e sobre alguma coisa.

Como tantas outras reivindicações materialistas bizarras sobre a mente, a afirmação de Rosenberg é auto-refutável. Se não temos acesso direto aos nossos pensamentos, por que iriamos assumir que o que Rosenberg tem escrito, tem qualquer relação com o que ele realmente pensa? Se Rosenberg não tem acesso direto aos seus próprios pensamentos, não há nenhuma maneira de saber o que ele realmente pensa. Mesmo que ele não saiba o que ele realmente pensa.

As teorias materialistas sobre a mente beiram a loucura.
Se um homem entra em um consultório médico e diz: “Eu não tenho, em tempo algum, acesso direto aos meus pensamentos e não tenho um ponto de vista na primeira pessoa“, este homem vai ser encaminhado para um psiquiatra e pode ser involuntariamente internado até que se prove que ele não é um perigo para si mesmo ou para os outros.

Se o mesmo cara entra no departamento de filosofia na Universidade de Duke, ele recebe um mandato.

 

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Não tenho tal fé!

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Como derrotar o ateu moderno com três perguntas simples.

A partir de Origem & Destino

 

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O blog Shadow To Light postou o texto abaixo. Verifique se você concorda…

Quando alguém demanda que você apresente evidências reais, do mundo real, e críveis acerca do Deus do Cristianismo, há três perguntas simples que você pode fazer para expor a natureza fictícia do inquérito e assim invalidar a tentativa de validar o ateísmo.

Questão 1: O que você considera como evidência real, do mundo real e crível para Deus?
Se o ateu se recusar a responder a pergunta, ele estará exposto a falácia de esconder as regras do jogo, demonstrando a sua desonestidade intelectual ao fazer a pergunta. Se o ateu responder a pergunta, há uma grande possibilidade que ele cite alguma demonstração dramática, miraculosa e sensacional de poder por Deus. Isso nos conduz a segunda pergunta.

Questão 2: Por que esse evento dramático, miraculoso e sensacional conta como evidência para Deus?
Neste ponto, o ateu provavelmente irá procurar mudar o tópico da conversa. Mas persista com a pergunta. A razão pela qual o ateu considera tal evento como evidência para Deus é porque o evento possivelmente não poderia ser explicado por causas naturais e pela ciência, uma vez que houve uma lacuna. O ateísmo moderno está construído sobre a lógica “Deus das lacunas”. Neste ponto, você pode perguntar a terceira questão.

Questão 3: O raciocínio “Deus das lacunas” é uma forma válida de determinar a existência de Deus?
Se o ateu não “correu” até este momento, ele irá correr agora. Por que? Pois se ele responder NÃO, então ficará claro que nada poderá contar como evidência para a existência de Deus, pois se a única “evidência” que o ateu permite em sua corte é uma lacuna (algo que não pode ser explicado por uma lei natural/científica) e o raciocínio do Deus das lacunas também não é permitido, então está claro que a exigência do ateu por uma evidência é um jogo desonesto de “cara eu ganho, coroa você perde”.
É claro que se o ateu responder SIM a essa questão, então o teísta está livre para usar a lacuna como uma evidência para Deus (origem da vida, origem da consciência, etc.).
Esta é a razão pela qual o ateu irá fugir do tópico. A exigência por uma evidência coloca o ateu na posição ou de reconhecer a desonestidade de sua pergunta ou de reconhecer que há evidência uma vez que existem certas lacunas.

Darwinismo; verdade ou dogma???

Excelente palestra desmistificando o mito de que a evolução darwiniana é um fato.

Design Inteligente: Um pressuposto Fundamental e Primordial da Ciência

Excelente palestra de Johannes Gérson Janzen autor do blog Sociedade Origem e Destino.

 

 

 

Resposta ao materialismo ateu. Parte II

“Sua pergunta é um desvio do meu ponto, meu ponto foi: A natureza tem propósito (veja o que significa propósito) Você disse que não tem, e sua evidência contra propósito foi desastre (que posso entender como defeito) Ou seja, se algo apresenta defeito esse algo não tem NENHUM propósito.”

Veja bem, se no seu ponto de vista tem proposto ocorrer duas coisas:

Ou o propósito é danoso e portanto não têm desastres pois, faz parte do propósito da natureza fazer as coisas, ou têm desastres porque o propósito era bom mas a imperfeição da natureza e de deus levou a tais desastres. Então, se o propósito não é bom, então deus bom não existe, pois fez uma natureza sem o propósito de ser boa.

Se o propósito é o bem, deus perfeito não existe, pois têm desastres o que é uma falha da natureza, portanto deus perfeito não existe.

Sua inferência de danoso, perfeito ou imperfeito ignora o seu ateísmo, o seu naturalismo… É impossível ser ateu, materialista e argumentar sobre a realidade, sobre algo bom ou ruim, perfeito ou imperfeito, sobre moral.

 

Mas agora vou responder, rejeitando o materialismo e me baseando em design inteligente e teologia como forma de ver o mundo. Pois a forma materialista é TOTALMENTE INADEQUADA, ABSURDA.

 

DI: Um sistema com defeito não deixa de ser um sistema inteligentemente concebido por apresentar defeitos. 

Então você não tem uma evidência positiva contra design.

Teologia: Deus criou o universo perfeito, e o mesmo em um determinado ponto tornou se imperfeito pela própria vontade de Deus.

Gênesis  1 e 2, tudo quanto Deus fez ele viu que era bom.

A queda do homem :”E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, MALDITA É A TERRA por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida.”
Gênesis 3:17

 

“Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou,
Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
Porque sabemos que TODA A CRIAÇÃO GEME E ESTÁ JUNTAMENTE COM DORES DE PARTO ATÉ AGORA”
Romanos 8:20-22

Portanto, seu argumento que não se baseia no materialismo, é falso.

Não existe nenhuma relação entre perfeição de Deus e perfeição da criação serem um paradoxo.

“Pois eu lhe disse, a natureza tem propósito: O sol, as estrelas… O Dna.  Oras o Dna tem seu propósito, o cérebro tem, a água tem… O proposito na natureza indica sua origem. Ausência de propósito na natureza tbm indica sua origem.”

O sol, as estrelas e o Dna não são propósitos da natureza, e sim produto da diversidade e grandeza do universo que, pela gravidade, produz estrelas que explodem, e produzem planetas que, pelos bilhões de combinações de matéria, produz a diversidade que produz a vida. Não há evidencia nenhuma de planejamento, se fosse assim não precisaria produzir trilhões de estrelas apenas para que 0,00000000000000000000001% delas pudesse aparecer vida, ou seja, se um criador precisa produzir 1 trilhão de estrelas, para que apenas, uma produza vida, esse criador é muito incompetente.

Mas você está usando a crença materialista para origem da vida, que não tem evidência alguma!

O sol não é qualquer estrela. As estrelas não são enfeites… O DNA tem SIM PROPÓSITO… Mais uma alegação absurda, visando defender o dogma materialista… Como alguém que nega propósito no DNA e crê que é um ser vivo, um ser racional????

Mas eu ei de concordar que o DNA, o sol, as estrelas, a água a lua e etc, não são propósitos da NATUREZA; mas sim daquele que as criou… Nisto concordo contigo.

 

“Isso é espantalho, na verdade o conceito objetivo de design não invoca beleza, existem bactérias, vírus que matam seres humanos, nem por isso eu nego que tais são um ID por que não vejo beleza nisso, vejo dor e sofrimento.”

Contradição à vista:

Mais uma prova que deus bom não existe. Se deus fosse bom não permitiria que vírus maléficos deixassem milhões de crianças incapacitadas, aleijadas, doentes e que morrem sofrendo. Não deixaria que vírus maléficos existissem, ou seja, se deus  existisse seria muito incompetente, pois projetaria pessoas e ao mesmo tempo armas biológicas letais e cruéis para matá-las. Como se assistisse a um videogame pra ver quem mata mais….

Mais uma vez você usa um argumento que assume a falsidade do materialismo, e assume uma visão metafísica para o que ocorre dentro do cosmos sem nenhum propósito.

 

 

Repito meu argumento teológico da imperfeição temporal… Todos pagarão por seus atos, e pior aqueles que permanecerem na injustiça. Olha sua contradição, você acha Deus mal por que não impede o mal, mas você nega o terror eterno; você nega o livre arbítrio também?

 

 

Bom mas deixa eu já citar os que irão sofrer o terrível dano da segunda morte:

“Porém, quanto aos covardes, os incrédulos, os depravados, os assassinos, os que praticam imoralidade sexual, os bruxos e ocultistas, os idólatras e todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago de fogo, que arde perpetuamente em meio ao enxofre. Esta é a segunda morte!”

Apocalipse 21:8

E se você acha que alguém pode dar um de espertinho fazendo mal aos outros podendo evita-los por conhecer a Deus e ser perdoado por ele caiu do cavalo:

 

 Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados,
Mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários.
Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas.
De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?

Hebreus 10:26-29

 

“Na verdade se o universo a vida NÃO PASSAM DE MOVIMENTOS AO ACASO DA ENERGIA E “MATÉRIA” (Na verdade matéria é um mito) então tais conceitos como ordem ou desordem, acidente ou propósito não possuem fundamento… Não se pode provar cientificamente nada sobre o “comportamento” da natureza.”

 

 

A ordem é uma forma do cérebro humano organizar e classificar coisas e acontecimentos para melhor entende-la, e tentar achar regras e leis na natureza. Não se pode dizer que a natureza é “ordenada” por si só. Apenas que aparentemente existem leis físicas que os objetos do universo obedecem. E estas leis foram compiladas pelo cérebro humano que cresceu e se desenvolveu num mundo darwiniano.

Ah sim ! Como diria Einstein:

“A coisa mais incompreensível sobre o universo é que ele é compreensível.”

 

 

""A coisa mais incompreensível sobre o universo é que ele é compreensível." Albert Einstein" 

Isso é um absurdo, dizer que o cérebro classifica isso ou aquilo para entender isso ou aquilo é uma extrapolação do materialismo. Ou você acha que o cérebro transcende o despropositado cosmos, a despropositada natureza. A natureza irracional criando organismos racionais? Como? Dê evidências!Assim como pedimos evidências para as estrelas guiarem meu destino segundo a astrologia… Só por que estrelas existem, eu existe, destino existe… Então as estrelas guiam meu destino???Afirmações sem evidências são refutadas sem evidências!  “Pior ainda, não passa de uma alegação absurdamente extraordinária dizer que tal energia e ‘matéria” dão origem a consciência, a mente… Mas eu tenho algo mais objetivo ainda contra essa crença absurda… A razão não é nem matéria nem energia, nem se encontra em algum lugar do tempo… A razão é absoluta. Todos querem apelar para a razão (incluindo eu), como se ela fosse um Deus.”

Qualquer biólogo em inicio de carreira sabe que a origem da vida proporcionou uma organização e estruturação cada vez mais complexas graças à seleção natural. A ciência e os fatos já descartam um ser pronto e acabado como adão e eva da bíblia. Tudo veio de uma lenta evolução com muito sofrimento, mortes, erros e muitas espécies extintas. Se a consciência fosse fruto de uma  mente com sabedoria infinita já deixava tudo pronto como adão e eva e não espécies mortas por tentativa e erro.

Completamente falso, os biólogos não tem a mínima ideia da origem materialista da vida… Como você acusa as pessoas de crer em ilusões e você mesmo tem as suas??? Isso, por definição, chama-se hipocrisia.E como sempre fazer afirmações sem evidências são refutadas sem evidências. Não há uma evidência que seres unicelulares evoluem para seres pluricelulares, nem que espécies extrapolem os tipos básicos.E por ultimo, não existe uma evidência de ter ocorrido alguma evolução despropositada ( leia aqui por exemplo ) “Essa ficou nebulosa, será que Baker está dizendo que o universo não requer uma explicação, uma causa? Ou ele admite que o universo requer explicações ad infinitum, negando entretanto Deus?”

 

Isso não  requer uma temporalidade e causas infinitas para requerer um criador, ou seja, é a teoria mais simples sobre a origem do universo, sem propriamente existir uma causa que supõem-se ser deus, não, isto é nulo.

 

Ah sim! Não requer a existência do tempo e causas infinitas… Mas quando dizemos que Deus é atemporal e causa máxima, Eterno NÃO CAUSADO o materialismo invoca uma causa para Deus. Um peso duas medidas, isso é uma mente seletiva, influenciada, escravizada por dissonância cognitiva. Ignoram parcimônia quanto é conveniente e invocam-a quando é conveniente.De longe um “explosão” é a melhor explicação para os ajustes rígidos do universo, para a origem da vida, para a mente humana… De longe a resposta está exclusivamente na física clássica. Esta justamente onde o materialismo, alem da mente humana o fazer, é COMPLETAMENTE DESTRUÍDO, está na mecânica  quântica! 

 

Resposta ao materialismo ateu. Parte I

“Que ilusões? O Argumento expõe sua invocação teológica e subjetiva. Ei, ei, espere aí, quando falo de proposito não existe invocação de moral…Oras é bem simples e bem definido: Propósito: Um alvo, um objetivo, uma intenção, um plano, uma meta.”

Alma, espírito, inferno, purgatório, deus, diabo entre outros. Você quer dizer que tudo isso é objetivo, concreto, medível, testável, observável?

Deus não está no mesmo plano que alma, espírito, diabo, demônios et al.

Deus é a causa eterna, qualquer coisa só pode vir a existência por intermédio D’Ele, quer direta ou indiretamente.

 

Isso chama-se falacia da falsa analogia.

 

Quanto ser observável, é mais observável que evolução darwiniana e a crença que o cérebro cria mente, isso, baseado em materialismo filosófico.

“Daí nem faz sentido atribuir catástrofe a certos eventos,NÃO EXISTEM CATÁSTROFES… São apenas eventos naturais… Mas você quer usar esses eventos contra propósito, se não existe NENHUM propósito na natureza como você usa as catástrofes contra propósito?”

As catástrofes não são propósitos, elas ocorrem de acordo com as ações da natureza que têm variações e modificações no tempo, e também podem ser atribuídas ao homem com os gases lançado no ar que aumentou o efeito estufa por ex, mas não quer dizer que o homem seja exclusivamente culpado pelas catástrofes naturais. Mesmo assim a natureza não obedece a um propósito, como eu disse, existe a adaptação à natureza.

Você não respondeu a questão, NADA na natureza tem propósito, sim ou não?… Sua argumentação contra propósito afirmando que não existe propósito é circular. Os ajustes que que qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento em cosmologia enxerga não pode simplesmente ser refutado porque existem catástrofes.

Isso é TOTALMENTE irrelevante.

E se você usar um argumento moral, então seu argumento torna-se mais frágil ainda.

 

“o universo está RIGOROSAMENTE ajustado PARA EXISTIR.”

E o passado, o anterior ao universo, o que existia para condicioná-lo a existir? Notou a sua falha.

Deixe eu acrescentar que a vida também atende a um ajuste rigoroso para passar a existir.

Oras,”existia” (Existe) uma causa eterna, suficiente, necessária para tal ajuste rigoroso. Nós chamamos essa causa de Deus.

Você pressupõe deus o criador de tudo, mas você não define deus a não ser pelo que ele criou, então fica a questão- Quem é deus, onde ele está?

Isso é uma questão de lógica, Deus afirma ser o criador deste universo… Oras, eu então, no mínimo vou conferir se existe alguma evidência de criação. Se Ele não se deixa ser visto como vemos os humanos, então como eu vou ter alguma pista de que Ele existe? Ou ainda, uma pista que Ele é mera ilusão?

Oras, as crianças fazem isso intuitivamente, elas olham pra natureza como se ela tivesse um designer, e um designer não humano (veja aqui) .

“Agora vc está invocando filosofia e teologia, então: O Deus bíblico não é apenas bom e perfeito, ele tbm é justo, ele é PODEROSO, onipresente e onisciente. Tem vontade própria, faz o que quer, mas sua ação livre (fazer o que quer sem influência externa) não pode conflitar com seus outros atributos, ou seja, bondade, amor, justiça.”

E permite que pessoas inocentes morram nas mãos de algozes, logo se ele é onipresente e onisciente, ele é responsável por não usar seu poder contra as maldades que ameaçam seus filhos. Aí você chama deus de irresponsável, ou seja, você ao mesmo tempo que diz dele ser poderoso, onipresente e onisciente, já anula suas qualidades.

1º  Você está invocando um argumento moral, metafísico, em outras palavras, você precisa pressupor que o materialismo é falso para fazer um argumento moral do bem e do mal. Isso é uma contradição materialista, pega-se emprestado valores morais objetivos para julgar eventos do mundo natural, que segundo o materialismo não tem nenhum propósito.

2° Você não pode simplesmente acusar Deus de irresponsabilidade, e negar o inferno. Se as pessoas obedecessem os dez mandamentos, não teríamos algozes, mas esse mundo é bem assim, bem distante de Deus, podem professar uma crença com lábios, mas o que vale é o que as pessoas fazem, seus pecados escondidos, suas pedofilias, perversidades e etc.

Ora, ora, ora, esse mundo não é o Reino de Deus e vai passar, e Deus irá julgar a todos, aí cada um dará conta de seus atos.

Deus não criou robozinhos, esse mundo é o que é por vontade própria. mas ninguém vai escapar dos efeitos, das consequências, ninguém, a não ser que Ele não exista, todos irão para a morada dos mortos, pedófilos, assassinos, corruptos, Mao Tse, Hitler, criancinhas, pessoas boazinhas, algozes, vítimas… Todos deixarão de existir para sempre. 

 

Então como você pode supor que seu argumento tenha alguma validade objetiva? 

Como o universo estava em equilíbrio na sua criação, se ele nem havia sido criado? Prestou bem atenção no erro? Segundo você o universo estava em equilíbrio- em sua criação. Quer dizer que algo criou o que já existia para depois ser criado ou recriado de novo?

O universo foi criado perfeito e perdeu sua perfeição. Esse universo como é, não existira mais futuramente.

“Oras, Deus deu ao homem livre arbítrio, mas tbm o sujeitou a consequências… Isso é causa e efeito. Falso, a natureza por si mesma é evidência que existe um criador, ou ela é evidência que não existe um criador… Ou vc tirou da onde a ideia que Deus não existe? Da sua percepção, intuição?”

Para esta questão, vou citar uma parte do livro de um amigo de SP, segue:

O livre-arbítrio é incompatível com a onisciência divina,

Falso, o fato de você saber minha escolha não quer dizer que a escolha não foi minha o.O

da mesma forma não precisaria ser deus que criou o universo. Se você diz que deus criou o Universo eu posso igualmente supor que não foi deus quem o criou, mas sim o “diabinho Azul” quem o criou.

Você vai precisar diferenciar o diabinho azul de Deus, pois se o diabinho azul criou este universo ele é NECESSARIAMENTE eterno, suficiente, necessário para causar o universo… Então não passa de um outro nome pra mesma causa específica.

Só que este diabinho não é todo poderoso como deus, não tem a onisciência de deus, não é bom como deus, não é perfeito como deus e, para criar o universo, ele acabou morrendo de tanto esforço que fez.

Esse é o problema dessa causa, ela é inferior a Deus e não pode ser a causa lógica do universo e da vida biológica.

Sendo meu diabinho muito mais simples e menos complexo que seu deus ele deve ser preferível em termos da “navalha de ocam” a deus!

Estás confundindo a navalha de ocam com simplismo. Uma explicação não ignora a característica do efeito, caso contrário qualquer coisa causou o universo, quer fadinhas, gnomos, o superman, multiversos.

Agora, sugiro o uso da parcimônia para o surgimento materialista do universo e da vida, fazendo ser tal qual ele é na realidade.  

Portanto, antes de invocar deus como criador do universo você deveria invocar o “diabinho azul”. Caso contrário você estaria sendo ilógico adicionando hipóteses desnecessárias ao “criador do Universo”.

Falso, o diabinho azul é uma péssima causa para o universo, tanto quanto o materialismo é, pode até ser uma hipótese, apenas isso, uma hipótese totalmente improvável. 

Não é necessário um criador com todas as propriedades de um “deus” para se criar o universo basta ter o poder suficiente para criá-lo. Assim a alegação de que é necessário um “deus” para o universo existir carece de fundamento lógico.

Isso se você ignorar a natureza do universo, ignorar sua magnitude, sua grandeza, sua ligação íntima com informação, se você negar a mecânica quântica, negar a característica de todos os organismos biológicos. 
Deus é onisciente, portanto sabe tudo o que aconteceu e o que vai acontecer.
Deus deu liberdade ao homem, portanto o homem é livre para escolher.

Se deus sabe tudo que o homem vai escolher (conhecimento factual) então o homem não tem liberdade de escolha. (Tudo estava previsto na mente de deus e o homem não poderia mudar).
Vamos supor a Existência de Deus Todo-Poderoso. Então, segue logicamente que:

1-Deus é Onisciente.

2-Sendo Onisciente sabe tudo que vai acontecer.

3-Sabendo tudo que vai acontecer, sabe tudo o que você vai fazer e escolher, mesmo antes de você existir.

4-Se Deus sabe tudo o que você vai fazer e escolher, então você não poderá fazer nada diferente da previsão de Deus.

A previsão de Deus, antes de eu nascer, não altera que minha escolha foi livre.
5-Se você não pode fazer nada diferente da previsão divina, você necessariamente e obrigatoriamente terá de segui-la.

Falso, Deus está não apenas consciente de minhas escolhas, mas do meu próprio nascimento, o fato dele saber as escolhas que EU FAREI, não implica que foi determinação, mas simplesmente existe um numero finito e pequeno de escolhas a serem feitas por humanos temporais, mortais. Deus não determinou nada mesmo sendo Ele presciente. 

6-Se você é obrigado a seguir a previsão de Deus, então é impossível para você escolher ou fazer qualquer outra coisa diferente da previsão divina.

Não existe obrigação, existem escolhas possíveis; Deus sabe qual escolha possível você vai fazer.

7-Se é impossível para você escolher ou fazer qualquer coisa diferente da previsão divina você, não tem livre-arbítrio!

Oras, isso é o mesmo que dizer que eu não tenho um número infinito de escolhas para fazer.

Oras, as escolhas do cotidiano são irrelevantes para Deus, o livre arbítrio que requer preocupação se existe ou não é com relação a vida eterna ou morte eterna ( a saber, arder eternamente num lago de fogo e enxofre) … São duas opções definitivas.

Desde antes de o homem nascer, mesmo antes dele se casar ou fazer quaisquer tipos de escolhas, seu destino já estaria previsto na mente onisciente de Deus. Então, nada do que o homem escolhesse seria diferente do caminho já previsto por Deus. Sendo assim, o chamado “Livre-Arbítrio” não passaria de uma ilusão. Isto quer dizer que: ou o homem não é livre para escolher, ou Deus não é onisciente. Esta é uma das mais contundentes provas lógicas contra a existência de Deus.

Mais uma vez, a previsão não tem relação com determinação… Deus determinou que o homem terá apenas Dois destinos possíveis: Vida eterna – Ou Terror eterno. Apesar dele saber a escolha de qualquer um, não é ele quem determina se vou escolher obedece-lo ou não. Isso implicaria em não existência da livre escolha e implicaria em um Deus injusto, pois ninguém pode ser acusado de algo que não fez livremente. 

Vamos sintetizar isso :

  1. Um ser com livre arbítrio, dada duas opções A e B, pode escolher livremente entre A e B.

  2. Deus é onisciente (tudo sabe).

  3. Deus sabe que eu vou escolher A.

  4. Deus não pode estar errado, já que um ser onisciente não pode ter conhecimento falso.

  5. De 3 e 4, vou escolher A e não posso escolher B.

  6. A partir de 1 e 5, a onisciência e livre-arbítrio não pode coexistir.

As premissas 1 e 2 no esboço acima são as principais premissas para o argumento e não são contestadas. A cosmovisão cristã defende que cada ser humano é um agente moral livre e é capaz de fazer escolhas, simplesmente exercendo a sua vontade, não sob compulsão ou por causa do instinto. Além disso, é uma doutrina muito clara do cristianismo que Deus é onisciente. A Bíblia diz que Deus sabe “o fim desde o princípio” (Isaías 46,10). Para a onisciência de ser verdadeiramente entendida deve ser de conhecimento correto, então a premissa 4 também é correta.

Contudo, o ponto número 5 é o lugar onde a lógica vacila. Aqueles que argumentam dessa maneira cometem o erro de pensar que, como Deus possui o conhecimento sobre um assunto específico, então ele influenciou sobre ele. Isso não significa nada. Só porque Deus pode prever que a escolha você vai fazer, não significa que você não pode ainda escolher livremente a outra opção.

 

Devo dizer também que a natureza divina não está reduzida a onisciência, e a que a própria onisciência é intrínseca a onipresença… Ou seja, Deus está em todos os lugares, ele esta no passado, presente e futuro.

Breve Síntese da Pressuposição Naturalista do Universo – Jónatas Machado

O artigo que segue, do darwinismo.wordpress, é de 2008, e vemos que nada mudou, o mesmo é de valiosa importância, o mesmo esclarece a agenda naturalista, sua funcionalidade, muito alem do escopo puramente científico.

(Feito por Jónatas Machado)

Estimados amigos, eis uma breve síntese dos meus argumentos, através da qual pretendo, de forma cordial, clarificar as questões em discussão:1) As premissas naturalistas conduzem logicamente a uma definição naturalista da ciência;
2) Uma definição naturalista da ciência conduz logicamente a uma evolução cósmica e biológica aleatória (porque a criação, o design e a teleologia são excluídas a priori);

3) A evolução cósmica e biológica aleatória conduz naturalmente a uma Terra antiga (na medida em que a evolução de milhões de espécies necessita de tempo);

4) Uma Terra antiga conduz necessariamente a um Universo antigo (na medida em que a evolução cósmica aleatória do sistema solar e das galáxias carece de tempo);

5) Tudo isto é requerido pelo naturalismo mesmo antes e à margem de qualquer investigação científica;

6) A investigação científica só pode confirmar as premissas naturalistas e evolucionistas, (na medida em que se não o fizer deixa, por definição, de ser científica);

7) A evolução cósmica e biológica só pode ser confirmada cientificamente e não pode ser refutada cientificamente;

8) A evolução decorre necessariamente do naturalismo, independentemente das evidências;

9) A fim de confirmarem o naturalismo, o tempo e o acaso adquirem capacidades milagrosas, susceptíveis de desafiar probabilidades infinitesimais e as leis da causalidade, da física e da biologia;

10) Todas as evidências de criação, design e idade recente da Terra são rejeitadas à partida por pôrem em causa a evolução e o naturalismo que exige essa mesma evolução;

11)O naturalismo pré-programa o objecto, o método e os resultados da investigação científica;

12) O naturalismo é uma visão do mundo e a evolução uma das suas doutrinas centrais;

13) A relação entre naturalismo e evolucionismo é do tipo “garbage in, garbage out”;

14) A verdade da evolução é estabelecida pelo naturalismo e não pela investigação científica (na medida em que esta só pode confirmar e não pode refutar a evolução);

15) O debate entre criacionismo e evolucionismo é entre duas visões do mundo: a bíblica e a naturalista;

16) O naturalismo não prova que Deus não existe, antes parte do princípio de que Ele não existe ou é irrelevante no Universo real;

17) Ignorar Deus a priori é uma coisa, provar a sua inexistência é outra totalmente diferente;

18) Ignorar Deus a priori é uma atitude ideológica;

19) Quem quiser discernir padrões de design no Universo (v.g.quantização das galáxias; informação do DNA) tem que recusar o paradigma naturalista e uma definição naturalista da ciência;

20) Quem acredita que Deus existe e é relevante no mundo real não pode aderir a uma visão do mundo naturalista que define a ciência e concebe o Universo sem Deus.

21) Quem acredita em Deus ou está aberto à sua existência tem que olhar as evidências a partir desses postulados, sem se deixar limitar pelo naturalismo e pelos resultados a que ele necessariamente conduz.

Pessoalmente, eu acredito em Deus e penso que o naturalismo, longe de ajudar a ciência, é um obstáculo idelógico ao conhecimento da natureza e do Deus da natureza.

Publicado por: Jónatas Machado às abril 4, 2007 5:25 PM

Seria Deus uma hipótese postulada pelos cristãos para explicar os fenômenos que a ciência não consegue explicar?

By Sociedade Origem e Destino

Marcelo Gleiser, grande físico brasileiro, deu uma entrevista em 2012 para o Instituto Humanitas Unisinos – IHU .

Uma das perguntas foi:

Então o que as pessoas chamam de fé é algo que elas ainda não compreenderam e não conseguem explicar, justificando por meio da fé?

A resposta de Marcelo Gleiser:

Sim, para muita gente. “Ah, não entendi como surgiu a vida, então foi Deus quem a fez”. É a questão do Deus das lacunas, pela qual colocamos Deus no meio de tudo o que não entendemos.

O argumento da “muita gente” citada por Gleiser é o seguinte: Primeiro, o mundo é uma máquina que é quase auto-suficiente; a atividade divina na natureza é limitada àqueles fenômenos para os quais não há explicação científica ou naturalística. Segundo, a existência de Deus é um tipo de hipótese de grande-escala postulada para explicar aquilo que não pode ser explicado de outra forma, isto é, naturalisticamente. Terceiro, a melhor ou uma das melhores razões para acreditar em Deus é o fato que existem fenômenos que a ciência não consegue (até o momento) explicar naturalisticamente.

Essa linha de pensamento admite que a principal fonte ou motivação para a crença em Deus é que há algumas coisas que a ciência não consegue explicar.

Mas isso está longe do que o cristianismo ensina!

Os seguintes itens evidenciam o que o cristianismo ensina:

Primeiro, segundo o cristianismo, Deus está constantemente, imediatamente, intimamente e diretamente ativo em sua criação. Nada acontece sem a presença de Deus.

Segundo, as leis naturais não são independentes de Deus. De fato, as leis naturais podem ser pensadas como regularidades na forma em que Deus trata as coisas que Ele criou. Portanto, toda a terminologia intervencionista (falando de Deus intervindo, interferindo, violando, etc, as leis naturais) não faz parte do cristianismo. De acordo com o cristianismo, Deus está agora e sempre atuando na natureza. A natureza depende a cada momento da existência de Deus e de sua atuação nela. Não é possível existir algo como Deus não atuando na natureza.

Terceiro, o cristianismo não “pensa” na existência de Deus como uma hipótese postulada para explicar algo. Ao invés disso, o conhecimento de Deus vem através da criação de Deus e também através da Bíblia.

***
O artigo acima foi adaptado “levemente” de parte do artigo “Methodological Naturalism?” escrito por Alvin Plantinga e publicado na revista “Philosophical Analysis Origins & Design”.

Sobre o HypeScience: o que fazer com um site ideologicamente vendido ao naturalismo filosófico

Não é de hoje que o naturalismo se nega a aceitar qual posição além de seu mundo físico/químico.

(By Enezio E. de Almeida filho)

Em 2012 o site HypeScience afirma ser um site de ciência, e que todas as vezes que publica artigos sobre o Big Bang, a idade da Terra e o fato da evolução, sofre ataques frequentes de criacionistas com seus comentários defendendo “mitos religiosos”. Sofria, pois os responsáveis pelo site decidiram:

“Comentários de natureza criacionista que neguem a Teoria da Evolução das Espécies, a real idade da Terra ou do Universo e afins serão sumariamente removidos (juntamente com suas réplicas) por criarem discussões cíclicas inúteis”.

(Sobre os comentários: O que fazer com os criacionistas)

Não vou comentar a decisão do HypeScience censurar esses criacionistas, nem sobre o Big Bang, tampouco sobre a idade da Terra, muito menos defender os criacionistas que fizeram comentários inúteis, mas vou comentar sobre a afirmação do HypeScience de que “a evolução biológica é um fato”:

“Há inúmeras provas irrefutáveis que mostram a inexorabilidade deste processo que vem acontecendo há milhões de anos. A cada dia surgem mais evidências tanto da paleontologia quanto do campo genética e da biologia molecular. Há muita gente séria trabalhando nisso e inúmeras revistas científicas seculares com um enorme acervo de dados a disposição de todos”.

Sim, a evolução biológica é um fato, mas de qual evolução o HypeScience mencionou há “inúmeras provas irrefutáveis que mostram a inexorabilidade deste processo que vem acontecendo há milhões de anos”?

Primeiro, e talvez o pessoal do HypeScience não saiba, mas a teoria de Darwin não é uma ideia única: ela é um conglomerado de diversas ideias relacionadas, cada uma apoiada por argumentos específicos:

Evolução #1:

Aqui a evolução significa que as formas de vida que nós vemos hoje são diferentes das formas de vida que existiram no passado distante. Evolução como “mudança ao longo do tempo” também pode se referir a mudanças mínimas em características das espécies de espécies individuais – mudanças que ocorrem num curto espaço de tempo. Até os céticos da teoria de Darwin concordam que este tipo de “mudança ao longo do tempo” ocorre.

Evolução #2:

Alguns cientistas associam a palavra “evolução” com a ideia de que todos os organismos que nós vemos hoje descendem de um único ancestral comum em algum lugar no passado distante. A afirmação se tornou conhecida como a Teoria da Descendência Comum Universal. Esta teoria pinta um quadro da história da vida na Terra como sendo uma grande árvore cheia de galhos.

Evolução #3:

Finalmente, algumas pessoas usam o termo “evolução” para se referir a uma causa ou mecanismo de mudança, o processo biológico que Darwin pensou fosse responsável por este padrão de ramificação. Darwin argumentou que a seleção natural tinha o poder de produzir fundamentalmente novas formas de vida.

Juntas, as ideias da Descendência Comum Universal e a seleção natural formam o cerne da teoria da evolução darwinista. A evolução neodarwinista combina o nosso conhecimento sobre o DNA e a genética para afirmar que as mutações no DNA fornecem a variação sobre a qual a seleção natural age.

Embora surjam “mais evidências tanto da paleontologia quanto do campo genética e da biologia molecular” essas evidências, uma leitura objetiva e isenta da literatura especializada revela que nem sempre essas evidências são favoráveis ao estabelecimento do fato da evolução, e apontam noutra direção.

Vide: ALMEIDA FILHO, E. E. “A sugestão de Edgar Morin para o ensino das incertezas das ciências da evolução química e biológica — uma bibliografia brevemente comentada”, in Anais do II Congresso Nacional de Licenciaturas 2009, Universidade Presbiteriana Mackenzie, em 01/10/2009. [Link não localizado] *
Neste trabalho, mais de 100 pesquisas e artigos abordam as ‘zonas de incertezas’ das ciências da evolução química e biológica que Edgar Morin sugeriu em 1999 à UNESCO fossem ensinadas para a educação do futuro.

Além disso, quando se discute evolução é preciso ter em mente quais das três definições acima estão sendo usadas? Atualmente, a maioria dos críticos do Neodarwinismo focaliza na Evolução #2 ou na Evolução #3. Todavia, a discussão ou debate fica confuso quando alguém pega uma evidência a favor da Evolução #1, e tenta fazer com que pareça apoiando a Evolução #2 ou a Evolução #3. **

Assim, alguém pode criticar ou discutir os problemas fundamentais da Evolução #2 ou Evolução #3 no contexto de justificação teórica, mas é falsamente acusado de rejeitar também a Evolução #1. Isso simplesmente não é o caso, pois até biólogos dissidentes do neodarwinismo aceitam a Evolução #1.

A ciência avança pela discussão de pontos de vistas teóricos diferentes. Este site aqui não quer que se discuta as predições propostas pela atual teoria da evolução de Darwin que fracassaram? Entre muitas fracassadas, cito algumas:

1. O fracasso da biologia evolucionária fornecer explicações evolucionárias detalhadas para a origem das características bioquímicas complexas;

2. O fracasso do registro fossil em fornecer apoio para a evolução darwinista;

3. O fracasso da biologia molecular em fornecer evidência para a descendência comum universal;

4. O fracasso da Genética e da Química explicar a origem do código genético;

5. O fracasso da biologia do desenvolvimento explicar por que os embriões de vertebrados divergem no início do desenvolvimento.

Como site de ciência, HypeScience, em vez de afirmar veementemente que a evolução biológica (sem qualificar qual dos seus três significados acima) é um fato, deveria abordar as questões sobre o fato, Fato, FATO da evolução que não são corroborados no contexto de justificação teórica e que são debatidas intramuros pela comunidade científica.

Como site de ciência, o HypeScience deveria, mas não me lembro de ter visto (recebo sua newsletter online), mencionar que a teoria da evolução atual, a Síntese Evolutiva Moderna foi considerada uma teoria científica morta em 1980, mas que posa como ortodoxia científica nos livros didáticos, por ninguém nada menos do que Stephen Jay Gould, um paleontólogo evolucionista.

Como site de ciência, o HypeScience deveria, mas não me lembro de ter visto, mencionar que, devido as montanhas de evidências contrárias trazidas por diversas áreas científicas no século 20 e século 21, especialmente a genômica, os cientistas estão trabalhando na elaboração de uma nova teoria geral da evolução – a Síntese Evolutiva Ampliada, que não deverá ser selecionista (contra Darwin) e deverá incorporar alguns aspectos lamarckistas (Lamarck redivivus?).

Talvez este site de ciência nem saiba, mas a nova teoria geral da evolução será apresentada à comunidade científica e ao público somente em 2020.

Desde 1859 as especulações transformistas de Darwin promovidas no Origem das espécies (que não explicou o que o título prometia, e nem a origem das variações) sofre críticas e rejeição, não somente da parte de religiosos, mas de cientistas.

Hoje, também não é diferente. Há cientistas, membros de Academias de Ciências e professores em renomadas universidades que são críticos e dissidentes de Darwin. Tem teístas, mas há alguns ateus, agnósticos e céticos. Vide lista.

Ah, o site HypeScience, um site de ciência, deveria saber que é o contraditório que faz avançar a ciência, e que não existe Theoria perennis em ciência. Nem a teoria da evolução de Darwin através da seleção natural e n mecanismos evolucionários de A a Z. Razão? Por ser um construto humano para a descrição da realidade encontrada na natureza, sujeito a revisões, ajustes e até o simples descarte (mudança paradigmática).

Mas isso, o HypeScience não abordará online, pois é um site que aceita as proposições transformistas de Darwin sem nenhum questionamento científico. QED, o HypeScience não é um site de ciência, mas sim um site ideológico promovendo o naturalismo filosófico como se fosse ciência.

HypeScience, uma dose de ceticismo salutar contra Darwin é científico, muito mais do que vocês imaginam!!!

+++++

* Trabalho apresentado no II Congresso Nacional de Licenciaturas 2009, Universidade Presbiteriana Mackenzie, em 01/10/2009

A Sugestão de Egar Morin para o ensino das incertezas das ciências da evolução química e biológica – uma bibliografia brevemente comentada

Enézio Eugênio de Almeida Filho
Ms em História da Ciência
Doutorando em História da Ciência [Naquela ocasião]
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Email: neddy@uol.com.br

Resumo:

No seu livro Os sete saberes necessários à educação do futuro, Edgar Morin sugeriu à UNESCO incluir o estudo das incertezas que surgiram nas ciências físicas, nas ciências da evolução biológica e nas ciências históricas no século XX. Este artigo expande a sugestão feita por Morin em 1999 ao apresentar alguns exemplos da discussão de algumas linhas de evidências usadas para defender a evolução química ou biológica em livros-texto de biologia do ensino médio. Os argumentos apresentados por esses especialistas contradizem aspectos fundamentais das atuais teorias da evolução química e biológica, especialmente aqueles apresentados aos alunos em livros didáticos. Esses exemplos de discussão estão divididos em cinco seções, com uma breve descrição de suas implicações para a evolução química e biológica em um contexto de justificação teórica.

Palavras-chave: Charles Darwin, Edgar Morin, Teoria da evolução química, Teoria da evolução biológica, Incertezas

Abstract:

In his book Seven complex lessons in education for the future, Edgar Morin suggested to UNESCO to include the study of uncertainties that have emerged in the physical sciences, the sciences of biological evolution, the historical sciences in the 20th century. This article expands the suggestion made by Morin in 1999 by presenting some examples of the discussion of some lines of evidence used for defending the chemical or biological evolution in high school textbooks. The arguments presented by these specialists contradict fundamental aspects of current chemical and biological evolutionary theories, especially those presented to the students in textbooks. These examples of discussion are divided in five sections with a brief description of its implications for the chemical and biological evolution in a context of theoretical justification.

Key-words: Charles Darwin, Edgar Morin, Chemical theory of evolution, Biological theory of evolution, Uncertainties

** Para mais informações sobre os significados do termo ‘evolução’, vide “The Meanings of Evolução” por Stephen Meyer e Michael Keas.

Texto elaborado com materiais do Discovery Institute e seus vários blogs de ciência.

Veja o original aqui

Por que a concepção da natureza dos neodarwinistas materialistas é quase certamente falsa?


Thomas Nagel, filósofo ateu, apresentou no The New York Times o argumento central de seu livro “Mind and Cosmos” (ver aqui).

Leia com cuidado as suas críticas à concepção dos neodarwinistas materialistas.

***
Esta é uma breve declaração das posições defendidas com mais detalhes no meu livro “Mind and Cosmos: Why the Materialist Neo-Darwinian Conception of Nature Is Almost Certainly False”, que foi publicado pela Oxford University Press no ano passado. Desde então, o livro tem atraído uma boa dose de atenção da crítica, o que não é surpreendente, dado a visão de mundo que ele ataca. Parece ser útil oferecer um breve resumo do argumento central.

A revolução científica do século 17, que deu origem a extraordinários progressos na compreensão da natureza, dependia, no início, de um passo crucial limitante: Dependia de subtrair do mundo físico, como um objeto de estudo, tudo que é mental – consciência, significado, intenção ou propósito. As ciências físicas, conforme se desenvolveram desde então, descrevem, com a ajuda da matemática, os elementos dos quais o universo material é composto e as leis que regem o seu comportamento no espaço e no tempo.

Nós mesmos, como organismos físicos, fazemos parte desse universo, composto dos mesmos elementos básicos, assim como tudo mais, e os recentes avanços na biologia molecular têm aumentado muito a nossa compreensão da base física e química da vida. Uma vez que nossas vidas mentais dependem evidentemente de nossa existência como organismos físicos, especialmente o funcionamento do nosso sistema nervoso central, parece ser natural pensar que as ciências físicas podem, em princípio, também fornecer a base para uma explicação sobre os aspectos mentais da realidade – que a física pode aspirar finalmente ser uma teoria de tudo.

No entanto, creio que esta possibilidade está descartada pelas condições que desde o início definiram as ciências físicas. As ciências físicas podem descrever organismos como a nós mesmos como partes da ordem objetiva espaço-temporal – a nossa estrutura e comportamento no espaço e no tempo – mas não podem descrever as experiências subjetivas de tais organismos, ou a forma como o mundo se apresenta aos seus diferentes pontos de vista particulares. Não pode haver uma descrição puramente física dos processos neurofisiológicos que dê origem a uma experiência, e também do comportamento físico que tipicamente é associada com ele, mas tal descrição, por mais que completa, irá deixar de fora a essência subjetiva da experiência – como é a partir do ponto de vista do seu assunto – sem a qual ela não seria uma experiência consciente.

Assim, as ciências físicas, apesar de seu extraordinário sucesso em seu próprio domínio, não explicam necessariamente um aspecto importante da natureza. Além disso, como o mental surge através do desenvolvimento de organismos animais, a natureza desses organismos pode não ser totalmente compreendida somente pelas ciências físicas. Finalmente, uma vez que o longo processo de evolução biológica é responsável pela existência de organismos conscientes, e uma vez que um processo puramente físico não pode explicar a sua existência, segue-se que a evolução biológica deve ser mais do que apenas um processo físico, e que a teoria da evolução deve se tornar mais do que apenas uma teoria física (se é explicar a existência de vida consciente).

Isto significa que se a perspectiva científica aspira possuir uma compreensão mais completa da natureza, ela deve se expandir de tal forma a incluir as teorias capazes de explicar o surgimento do universo dos fenômenos mentais e os pontos de vista subjetivos no qual elas ocorrem – as teorias de um tipo diferente de qualquer [teoria que temos] vimos até agora.

Existem duas formas de resistir a esta conclusão, cada uma possui duas versões. A primeira maneira é negar que o mental seja um aspecto irredutível da realidade, ou (a) ao considerar que o mental possa ser identificado com algum aspecto do físico, como padrões de comportamento ou padrões de atividade neural, ou (b) negando que o mental faça parte da realidade de tudo, ser uma espécie de ilusão (mas então, a ilusão de quê?). A segunda maneira é negar que o mental exija uma explicação científica por meio de uma nova concepção da ordem natural, porque ou (c), podemos considerá-lo como um mero acaso ou acidente, uma propriedade extra de certos organismos físicos que seja inexplicável – ou então (d) nós podemos acreditar que ele possua uma explicação, mas que ela não pertença à ciência, mas à teologia, em outras palavras, que a mente tenha sido adicionada ao mundo físico, no curso da evolução por intervenção divina.

Todas essas quatro posições têm seus adeptos. Eu acredito que a grande popularidade entre os filósofos e cientistas de (a), as perspectivas de reducionismo psicofísico, seja devido não só ao grande prestígio das ciências físicas, mas também a percepção de que esta é a melhor defesa contra o temido (d), a perspectiva intervencionista teísta. Mas alguém que acredita que (a) e (b) seja auto-evidentemente falso e (c) completamente implausível não necessita aceitar (d), pois uma compreensão científica da natureza não precisa ser limitada a uma teoria física da objetiva ordem espaço-temporal. Faz sentido buscar uma forma expandida de entendimento que inclua o mental, mas que ainda seja científica – ou seja, ainda seja uma teoria da ordem imanente da natureza.

Isso me parece a solução mais provável. Mesmo que a perspectiva teísta, em algumas versões, seja consistente com a evidência científica disponível, eu não acredito nela, e sou atraído para uma alternativa naturalista, embora não-materialista. Mente, eu suspeito, não é um acidente inexplicável ou um dom divino e anômalo, mas um aspecto fundamental da natureza que nós não iremos compreender até que transcendamos os limites internos da ortodoxia científica contemporânea. Gostaria de acrescentar que os teístas podem achar isso aceitável; já que eles poderiam manter que Deus é responsável pela ordem natural e expandida, assim como eles acreditam que Ele seja para as leis da física.

Fonte desse artigo

Por que o fato, Fato, FATO da evolução não é assim uma Brastemp epistemológica?

 

(By  )

1. As mutações não são aleatórias.
2. As características adquiridas podem ser hereditárias.
3. A visão genocêntrica da evolução está errada.
4. A evolução não é um processo gradual gene a gene, mas deve ser macromutacional.
5. Os cientistas não têm tido a capacidade de criar novas espécies em laboratório ou estufa, e nós não temos visto a especiação ocorrer na natureza.
QED: Darwin kaput desde 1859 na explicação da origem das espécies! E estamos fazendo biologia evolucionária no vácuo epistêmico…

Ué, mas nos ensinaram nas universidades que A CIÊNCIA ABOMINA O VÁCUO EPISTEMOLÓGICO! Então, como está sendo feita a CIÊNCIA NORMAL em biologia evolucionária? Abracadabra? Entranhas de animais? Cartas de Tarô? Búzios? Leitura de mão? Horóscopo???

 

A Religião do Relojoeiro Cego.

Philip Johnson
Professor de Direito
Universidade da Califórnia, Berkeley

Nota do editor[Jornal Infinito]:
O Dr. Stephen Gould, professor de paleontologia da Universidade de Harvard e um dos mais importantes líderes do darwinismo, recentemente, quebrou o seu longo silêncio em relação ao ataque ao darwinismo no livro “Darwin on Trial” (Darwin em Julgamento), escrito pelo professor de direito Philip Johnson.

Gould respondeu com uma crítica do livro, constante em três páginas (julho de 1992) da Scientific American. Nesta crítica, Gould puniu Johnson pelo que percebeu como sendo um abuso e uma omissão de evidências científicas, uma falha no conhecimento da lógica do pensamento evolucionista e a inabilidade do autor em convencer e fazer justiça ao debater os pontos de vista dos temas científicos.

Respondendo, Johnson perguntou aos editores da Scientific American se eles poderiam conceder-lhe um espaço igual para responder a Gould e isto lhe foi negado. Num esforço para permitir a Johnson a oportunidade de rebater às suas críticas, a resposta de Johnson sai na íntegra. A crítica de Gould está sumarizada no final da refutação de Johnson.

“A biologia é o estudo de coisas complicadas que oferecem a aparência de terem sido desenhadas com um intento”. Assim escreveu Richard Dawkins, autor do livro “O Relojoeiro Cego”.

Sendo um darwinista, Dawkins afirma que esta é uma ilusão enganosa e que os organismos vivos são, verdadeiramente, o produto sem propósito algum de forças materiais aleatórias, variações genéticas e seleção natural.

Esta tese do Relojoeiro Cego é a alegação mais importante da biologia evolutiva.”Se os cientistas fossem capazes de dizer somente que os peixes primitivos de algum modo (grifo do autor) se transformaram em anfíbios, depois em mamíferos e, finalmente, em humanos, ninguém ficaria impressionado. Sem um mecanismo de credibilidade, a transformação de um peixe em ser humano torna-se tão miraculosa quanto a criação do homem feita a partir da poeira da terra”. (grifo do autor).

“O que faz a história da evolução impressionante é que os cientistas darwinistas pensam saber como tais transformações ocorreram através de processo naturais, sem necessitarem dos conselhos divinos ou forças orientadoras não naturais”.

A tese do Relojoeiro Cego possui um enorme significado religioso, porque ela pretende explicar a história da vida sem deixar papel algum para um Criador sobrenatural.

“Antes de Darwin”, escreveu Stephen Jay Gould, “pensávamos que um Deus benevolente nos havia criado”. Depois da aceitação do darwinismo, esta crença tornou-se intelectualmente intolerável. De acordo com Gould: “Nenhum espírito interventor nos observa Amorosamente acima das atribuições da natureza (embora o deus do relógio de Newton tivesse acertado o seu maquinário no início dos tempos, para depois deixá-lo funcionando). Nenhuma força vital impulsiona às mudanças evolutivas. E, por mais que pensemos em Deus, sua existência não se manifesta nos produtos da natureza”.

Deus, como sendo uma causa primeira remota, conseqüentemente, permaneceu com possibilidade, mas Deus como criador ativo é absolutamente banido pela tese do Relojoeiro cego. Esta é a causa da exaltação de Dawkins porque “Darwin possibilitou isto devido ao fato de ser intelectualmente um ateu. O que não significa que Darwin possa ter tornado isto impossível devido ao fato de ele não ter sido nada mais do que um ateu”.

Por exemplo, darwinismo e teísmo poderiam ser facilmente reconciliados por aqueles que, semelhantemente a Asa Gray e Charles D. Walcott, interpretaram a evolução darwiniana de forma errada, tal como sendo um processo benevolente divinamente ordenado com o propósito da criação de humanos. Por outro lado, o darwinismo dá aos ateus e agnósticos uma vantagem decisiva na extensão de que a crença da existência em Deus é matéria de lógica e evidência. Aqueles que realmente compreendem o darwinismo, mas ainda guardam inclinações espirituais, possuem a opção de criarem uma religião fora da evolução.

Theodosius Dobzhansky – o primeiro exemplo de Gould de um cristão evolucionista – verdadeiramente exemplificou a dimensão religiosa do darwinismo. Dobzhansky descartou a concepção cristã de um Deus, seguindo Teilhard de Chardin e espiritualizando o processo evolutivo, com isto adorando o glorioso futuro da evolução.

Gould escreve que a religião e a ciência podem não se conflitar, “porque a ciência diz respeito à realidade factual, enquanto a religião trabalha com a moralidade humana”. Mas esta assertiva implica em uma distinção entre a moralidade e a realidade, que é inexistente e a qual o próprio Deus nunca observou na prática. A moralidade da discriminação racial, por exemplo, não teria nada a ver com a realidade factual da igualdade entre os seres humanos? O autor de “The Mismeasure of Man” parece não pensar assim. E o que deu a Gould a autoridade de proclamar que a religião não é concernente com a realidade factual de Deus?

Deus não tem nenhuma autoridade moral a menos que Ele realmente exista, e se Deus realmente existe Ele pode dar o seu toque na criação. Quando uma elite científica reivindica uma autoridade exclusiva para decidir o que é real, está exercendo um controle sobre a ciência, religião, filosofia, e qualquer outra área do pensamento.

A religião, como a ciência, se inicia com suposições e conclusões acerca da realidade.se fomos criados por Deus com um propósito, este será um ponto de partida.Se somos o produto acidental de forças naturais cegas, este será um ponto de partida muito diferente. No primeiro caso tentamos apreender o desejo do nosso criador e no outro caso descartamos o “espírito interveniente” (grifo do autor) como a uma ilusão e começamos a mapear o nosso próprio curso.

Portanto, o próprio Gould, na sentença conclusiva do seu “Wonderful Life”, parte diretamente do ponto de vista inicial darwinista para a conclusão religiosa de que somos seres moralmente autônomos que criamos os nossos próprios valores.

Somos os rebentos da história e devemos estabelecer os nossos próprios caminhos neste universo, o mais diverso e interessante de todos os universos concebíveis – indiferente diante do nosso sofrimento e portanto, nos oferecendo a máxima liberdade prosperarmos ou fracassarmos.

O autor de todas estas afirmativas castigou-me por eu ter sugerido que o darwinismo está atado à filosofia naturalista e oposto a qualquer teísmo significativo. Daivd Hull, criticando Darwin on Trial para a Nature, foi igualmente severo comigo por recusar-me a conceder que o darwinismo finalizou a religião teística, completamente, para o bem. Hulll, enfaticamente, proclamou um doutrina darwinística para Deus:

Que tipo de Deus alguém pode inferir através da sorte dos fenômenos encarnados pelas espécies nas Ilhas Galápagos, de Darwin? O processo evolutivo é semeado pela chance, pela contingência e incrivelmente arruinado, morte, dor e horror… O deus de Galápagos é descuidado, perdulário, indiferente, quase diabólico. Ele não é, certamente, o tipo de Deus para o qual alguém seja inclinado a orar.

É muito, para a neutralidade religiosa do darwinismo. Passo à pergunta mais importante: a tese do Relojoeiro Cego é verdadeira? Colocando a questão de uma outra forma, a seleção natural, realmente, tem o fantástico poder criativo apregoado pelos darwinistas? Esta me parece ser uma pergunta apropriada, mas pessoas como Gould, Hawkins e Hull, insistem em que a verdadeira definição de ciência regulamenta a questão.

Eles dizem que a ciência é inerentemente comprometida com as premissas naturalísticas e de que a evolução darwiniana é a melhor teoria científica (i.e. naturalística) da criação biológica que temos, até que o darwinismo adquira a virtude chamada “conciliação da indução” – significando que isto explica muito se assumirmos que o darwinismo é verdadeiro.

De uma forma ou de outra, os darwinistas encaram a pergunta “o darwinismo é verdadeiro?, com uma resposta que chega à presunção de ser uma afirmação de poder: “bem é ciência, como definimos a ciência, e você deve se contentar com isto”.

Alguns de nós não nos contentamos com isto, porque sabemos que a evidência empírica para o poder criativo da seleção natural é alguma coisa entre pouco convincente e inexistente. A seleção artificial de moscas das frutas ou de animais domésticos produz mudança limitada nas espécies, mas não nos diz nada sobre como os insetos e os mamíferos vieram à existência, em primeiro lugar.

Em qualquer caso, tudo o que a seleção adquire é devido ao emprego da inteligência humana conscientemente perseguindo uma meta. O ponto nevrálgico da tese do relojoeiro cego, porém, é o de estabelecer o que o processo material é capaz de fazer tendo em vista a ausência de propósito e inteligência . As autoridades darwinistas omitem esta distinção crucial, continuamente, nos fornecendo pouca confiança na sua objetividade.

Exemplos da seleção natural em ação, segundo a observação de Kettlewell da mudança na população das mariposas do pimentão, ilustram verdadeiramente, a variação cíclica nas espécies estáveis as quais não exibem uma mudança direcional. O registro fóssil – caracterizado pelo surgimento súbito e subseqüente estasis – é notoriamente relutante em produzir exemplos da macroevolução darwiniana. Os répteis Therapsid e o Archaeopteryx são raras exceções na ausência geral de intermediários transacionais plausíveis entre os grupos principais, o que é importante de ser entendido é que mesmo estes troféus darwinistas não são conclusivos como evidência da macroevolução.

Não é para se surpreender que autoridades proeminentes como Stephen Jay Gould e Lynn Margulis têm aspirado por uma nova teoria, no sentido de que a evidência contradiz as afirmações do neo-darwinismo de que a inovação macroevolucionária resulta da acumulação de pequenas mudanças genéticas feitas pela seleção natural.

O ponto não é se a evolução é verdadeira, num sentido vago. A evolução certamente ocorreu, mas a importância científica desta afirmação é débil quando a evolução científica é definida vagamente como mudança ou modestamente como mudanças nas freqüências do gene.

Não há dúvidas de que o modelo de relacionamento entre plantas e animais convida a uma dedução de que haja algum processo de desenvolvimento proveniente de uma fonte comum. Mas o quanto sabemos acerca deste processo de desenvolvimento?

Um dia, talvez, os cientistas serão capazes de testar algum mecanismo macroevolucionário, envolvendo mudanças no padrão dos genes ou seja qual for, que explique como um mamífero de quatro patas pode tornar-se em uma baleia ou um morcego sem passar pelos passos intermediários e impossíveis. As dificuldades deveriam contudo, ser honestamente admitidas.

O que necessita a teoria evolucionista é de um mecanismo confiável e criativo, capaz de construir estruturas altamente complexas como os sistemas da visão e da respiração, outra vez e outra vez novamente, em diversas linhas. A especulação sobre como um salto ocasional pode ocorrer não fará este trabalho.

Os leitores que conhecem o “metier” (score- no original) entenderão porque me senti honrado de que Stephen Jay Gould não conseguisse achar uma melhor resposta para o meu desafio, do que me fazer um ataque vitriólico o qual evita os pontos principais, ao invés de ele vagar pelas páginas do livro em busca de alguma coisa substancial para objetar (comparar com o que eu escrevi na página 16 de Darwin on Trial) sobre a objeção de Gould a respeito de “recombinação”, e você verá como ele trabalhou duramente para tentar achar uma “agulha no palheiro”.

A crítica me é bem-vinda em pontos específicos; foi por esta razão que fiz circular rascunhos preliminares, que enviei para muitos dos sábios mais importantes, inclusive para Gould.

O tema da controvérsia, porém, é o meu argumento de que a tese do Relojoeiro Cego não tem o suporte da evidência – i.e., de que a ciência não sabe como a vida pode se desenvolver em direção à sua complexidade e diversidade presentes, sem a participação de uma inteligência pré-existente. Se Gould tivesse uma resposta convincente para este argumento, no original – “nit to pick”- podem estar certos de que ele teria debatido as questões claramente e colocado a linha principal do seu raciocínio em destaque.

A sua crítica em si mesma, não merece uma resposta mais profunda. Mas o que requer maiores explicações é a sua hostilidade. O que divide Gould e eu tem muito pouco a ver com a evidência científica, e muito a ver com a metafísica.

Gould enfoca a questão da evolução a partir do princípio filosófico do naturalismo científico, o qual nega a priori que um ser não material tal como Deus possa influenciar o curso dac natureza. Deste ponto de vista, a tese do Relojoeiro Cego é verdadeira, em princípio, por definição.

A ciência pode não conhecer todos os detalhes ainda, mas alguma coisa muito parecida com a evolução darwiniana, simplesmente terá que ser responsável pela nossa existência porque não existe outra alternativa aceitável.

Se há lacunas ou defeitos na teoria existente, a resposta apropriada é abastecê-la com hipótese naturalísticas adicionais.

Críticas que depreciam o darwinismo sem oferecerem uma alternativa naturalística, são vistas como atacando a própria ciência provavelmente, com a intenção de impor uma camisa de força religiosa na ciência e na sociedade. Não se pode racionalizar com tais pessoas; há que se empregar todos os meios disponíveis para desencorajá-las.

Mas, talvez, o darwinismo seja falso – em princípio e não seja exato em detalhe. Talvez os processos materiais insensatos não são capazes de criarem uma informação rica dos sistemas biológicos. Esta é uma possibilidade real, não importa o quão ofensiva seja para os naturalistas científicos. Como os darwinistas sabem que o Relojoeiro Cego criou o animal phyla, por exemplo, desde que o processo não pode ser demonstrado, desde que faltam todas as evidências históricas comprovativas? Os darwinistas devem possuir o poder cultural de suprimir questões como estas por um tempo, mas eventualmente eles terão que se haver com elas.

Existem muitos teístas na América, sem mencionarmos no resto do mundo, e as pessoas que promovem o naturalismo em nome da ciência não terão para sempre a capacidade de negarem a estes teístas, um ouvido justo.

Os naturalistas científicos que pensam poder defender o darwinismo empreendendo uma guerra ideológica contra os críticos, estarão livres para seguirem o exemplo de Stephen Jay Gould. Os outros poderão escolher marcharem no mesmo caminho de Michael Ruse e dos cientistas darwinistas que participaram de um simpósio sobre “Darwin on Trial”, em março de 1992, na “Southern Methodist University”. Estas pessoas aprenderam que é possível debater diferenças metafísicas num sentido acadêmico com um pensamento justo e de maneira respeitosa.

Finalizando, toda a comunidade científica terá que aprender que a discussão honesta – com suposições identificadas e termos precisamente definidos – é o único método viável para a resolução das controvérsias, o que torna consistente com as melhores tradições da própria ciência. Quando os cientistas defendem uma doutrina predileta usando o método de obscurecerem as questões e os temas intimidando os críticos, o fato se torna um claro sinal de que o que eles estão defendendo não é a ciência.

Stephen Gould Quebra o Silêncio sobre “Darwin on Trial”

Um sumário da crítica de Gould de Darwin on Trial, que surgiu em Junho de 1992, publicado pela Scientific American. Sumarizada por Doug Burnett, editor associado, The Real Issue”

A Natureza da Lei

Gould inicia a sua crítica sugerindo que a natureza e a prática da lei não qualificam alguém para a investigação científica. Sua assertiva está baseada na interpretação de que as decisões legais podem ser realizadas mesmo quando existem evidências insuficientes.

Gould arrazoa que para um advogado se lançar dentro da área científica, ele ou ela deve aplicar as “normas e regras” científicas. “Um advogado” não pode, simplesmente, passar por cima de alguns dos critérios aplicáveis no seu próprio mundo e nos condenar falsamente, partindo de uma mistura de ignorância e impropriedade.

“Os sistemas legais são invenções humanas, baseadas na história do pensamento humano e na prática”, Gould estratifica. Conseqüentemente , o sistema legal apela através do uso de um precedente legal.
“De maneira oposta, os cientistas “buscam continuamente, por novos sinais provenientes da natureza para invalidar uma história proveniente dos argumentos passados”, diz Gould.

Cristianismo e Darwinismo

Gould então racionaliza que, ao contrário da posição tomada por Johnson, o darwinismo não contradiz a noção acerca de um mundo refletor do desenho e do propósito e, portanto, não limita os seus proponentes com suposições naturalísticas. Gould cita vários exemplos do que ele denomina de darwinistas cristãos.

Gould afirma que Asa Gray, um conhecido botânico americano, advogou a seleção natural e foi um cristão.

Gould afirma também que cinqüenta anos após Gray, Charles D. Walcott, que possui o crédito de ter descoberto os fósseis de Burgess Shale, foi um darwinista e um cristão. De acordo com Gould, Walcott acreditava que Deus permitiu a seleção natural e a utilizou para dirigir a história, de acordo com os Seus propósitos intencionais.

“Ou a metade dos meus colegas é consideravelmente estrépida, ou a ciência do darwinismo é totalmente compatível com as crenças religiosas convencionais…”,Gould concluiu.

Esta compatibilidade está baseada na crença de Gould de que a ciência e a religião não possuem um solo comum. Gould afirma “a ciência trata com a realidade factual, enquanto a religião batalha com a moralidade humana”.

Erros Científicos

Gould, então, volta o seu criticismo para a visão de Johnson sobre a natureza da religião e da ciência e para o uso que ele faz dos dados científicos. O controle dos fatos da biologia, feitos por Johnson, produziu faíscas da parte de Gould, principalmente nas questões envolvendo a recombinação sexual e a sua categorização. Gould contesta o uso de argumentos e evolucionistas antiquados. Gould reprova Johnson pelo que ele chama de “erros factuais e terminológicos”.

“Nada é somado com a exposição de 30 anos passados de erros, salvo o ponto óbvio de que a ciência progride, corrigindo os seus enganos passados”.

Além disso, Gould questionou a compreensão de Johnson do “propósito e lógica do argumento evolucionista”. Gould crê que a visão limitada de Johnson a respeito da experimentação científica imediatamente seguida pela observação, torna-se inexata.

“Ele não realiza que toda a ciência histórica, não tão somente a evolução, poderia desaparecer com a sua restrição idiota” ?, pergunta Gould.

Finalmente, Gould entendeu que Johnson não apresentou argumentação lógica mais adiantada para cimentar a sua posição, mas usou de vários métodos injustos de discurso, inclusive exclusões que levam a falsas representações de pessoas ou reivindicações; o estratagema da permissão de que a parte represente o todo; e a tendência de castigar os evolucionistas pelos seus erros passados.

Copyright © 1996 Phillip E. Johnson. All rights reserved. International copyright secured.
File Date: 8.31.96
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http:// http://www.arn.org/docs/johnson/watchmkr.htm

Nota do Jornal Infinito
Stephen Jay Gould faleceu . É um dos autores do ainda controverso “Equilíbrio Pontuado”. Philip E. Johnson é dum dos pioneiros da teoria do “Intelligent Design”. Tradução: Vera Filizzola

“Seria o ateu alguém que acredita que Deus não existe ou alguém que não acredita que existe um Deus?” ou “Saia do armário ateu”

Steve fez para William Lane Craig, filósofo cristão, a seguinte pergunta:

 

Em minhas discussões com ateus, eles estão usando o termo que eles “não têm crença em Deus”. Eles afirmam que isso é diferente de não acreditar em Deus ou de dizer que Deus não existe. Eu não sei como responder a isso. Parece-me que isso é um jogo de palavras tolo e é logicamente o mesmo que dizer que você não acredita em Deus.

Qual seria uma boa resposta para isso?

Obrigado por seu tempo,

Steven

Leiam a resposta de Craig:

Seus amigos ateus estão certos de que há uma diferença lógica importante entre acreditar que Deus não existe e não acreditar que existe um Deus. Compare a minha fala: “Eu acredito que não há ouro em Marte” com a minha fala: “Eu não acredito que há ouro em Marte.” Se eu não tenho opinião sobre o assunto, então eu não acredito que há ouro em Marte, e eu não acredito que não há ouro em Marte. Há uma diferença entre dizer: “Eu não acredito (p)” e “Eu acredito que (não-p).” Na lógica faz uma grande diferença onde você coloca a negação.

Mas onde seus amigos ateus erram é em afirmar que o ateísmo envolve apenas não acreditar que existe um Deus, em vez de acreditar que Deus não existe.

Há uma história por trás disso. Certos ateus em meados do século XX estavam promovendo a assim chamada “presunção de ateísmo.” Na superfície, isso parecia ser a afirmação de que na ausência de provas da existência de Deus devemos presumir que Deus não existe. O ateísmo é uma espécie de posição padrão, e o teísta carrega uma carga especial de prova quanto à sua crença de que Deus existe.

Assim entendido, como uma suposta presunção é claramente equivocada. Pois a afirmação de que “Deus não existe” é tanto uma afirmação de conhecimento como é uma afirmação de que “Há um Deus”. Portanto, a afirmação anterior exige justificativa assim como a última. É o agnóstico que não faz qualquer afirmação de conhecimento em tudo que diz respeito à existência de Deus. Ele confessa que não sabe se existe um Deus ou se não há Deus.

Mas quando você olha mais de perto de como os protagonistas da presunção de ateísmo usam o termo “ateu”, você descobre que eles estavam definindo a palavra de uma forma não-padrão, sinônimo de “não-teísta.” Assim entendido o termo englobaria agnósticos e ateus tradicionais, juntamente com aqueles que pensam que a questão é sem sentido (verificacionistas). Antony Flew Como confessa,

 

A palavra “ateu” deve ser interpretada no contexto atual de uma maneira incomum. Hoje em dia é normalmente entendida como alguém que nega explicitamente a existência… de Deus… Mas aqui tem que ser entendida não positivamente, mas negativamente, com o prefixo grego original “a-” sendo lido na palavra ‘ateu’ como habitualmente é… em palavras como ‘amoral’…. Nesta interpretação, um ateu não se torna alguém que positivamente afirma a não-existência de Deus, mas alguém que simplesmente não é um teísta. (A Companion to Philosophy of Religion, ed. Philip Quinn and Charles Taliaferro [Oxford: Blackwell, 1997], s.v. “The Presumption of Atheism,” by Antony Flew)

Tal re-definição da palavra “ateu” banaliza a alegação da presunção de ateísmo, pois nesta definição, o ateísmo deixa de ser um ponto de vista. É apenas um estado psicológico que é compartilhado por pessoas que possuem vários pontos de vista ou nenhum ponto de vista. Nesta redefinição, mesmo bebês, que não possuem opinião nenhuma sobre o assunto, contam como ateus! Na verdade, a nossa gata Muff também seria contado como um ateu nesta definição, uma vez que ela tem (que eu saiba) nenhuma crença em Deus.
Ainda seria necessária uma justificativa a fim de saber ou que Deus existe ou que Ele não existe, a qual é a questão que nós realmente estamos interessados.

Então, por que, você pode se perguntar, os ateus estariam ansiosos em trivializar a sua posição? Aqui eu concordo com você que um jogo enganoso está sendo jogado por muitos ateus. Se o ateísmo é considerado uma visão, ou seja, a visão de que Deus não existe, então os ateus devem assumir a sua parte do ônus da prova para apoiar este ponto de vista. Mas muitos ateus admitem livremente que não podem sustentar tal fardo da prova. Assim, eles tentam se esquivar de sua responsabilidade epistêmica ao redefinir o ateísmo de forma que ele não é mais um ponto de vista, mas apenas uma condição psicológica que, como tal, não faz afirmações. Eles são realmente agnósticos dentro do armário que querem reivindicar o manto do ateísmo, sem assumir as suas responsabilidades.

Isto é falso e ainda nos deixa perguntando: “Então, há um Deus ou não?”


Tradução: Johannes Janzen

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e/ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução.

fonte : http://www.origemedestino.org.br/blog/johannesjanzen/?post=244

Dembski ‘falou e disse’ em 1998: do ponto de vista do Design Inteligente o DNA lixo exibiria função!!!

 

“Assim, do ponto de vista evolucionário nós esperamos bastante DNA inútil. Se, por outro lado, os organismos são intencionalmente planejados, nós esperamos que o DNA, o tanto quanto possível, exibirá função. E, na verdade, as mais recentes descobertas sugerem que designar o DNA como “lixo” meramente dissimula o nosso conhecimento atual sobre função.” [Minha ênfase]
 
“Thus on an evolutionary view we expect a lot of useless DNA. If, on the other hand, organisms are designed, we expect DNA, as much as possible, to exhibit function. And indeed, the most recent findings suggest that designating DNA as “junk” merely cloaks our current lack of knowledge about function.” [My emphasis]
 
 
NOTA DESTE BLOGGER:

David Baltimore, biólogo molecular americano (prêmio Nobel em 1975, juntamente com Renato Dulbecco e Howard Martin Temin, pelas descobertas da interação entre os vírus de tumores e o material genético da célula), um dos biólogos moleculares mais famosos do mundo, afirmou: 

“A biologia moderna é uma ciência de informação”.

A teoria do Design Inteligente é uma teoria da informação, e deve ser analisada e julgada nesse seu aspecto teórico da informação complexa especificada especialmente em biologia, pois a genômica tem confirmado a afirmação de Baltimore acima: a biologia é uma ciência de informação. (Vide DEMBSKI, William. “The Design Inference: Eliminating Chance Through Small Probabilities”, Cambridge, Cambridge University Press, 2000). 

Quem mesmo, caras-pálidas, impede o avanço da ciência? Já em 1998, quase 15 anos atrás, teóricos do Design Inteligente se opunham ao KONSENSO da AKADEMIA sobre o DNA “lixo”.

Fui, nem sei por que, rachando de rir e querendo ver a cara de muitos mandarins da Nomenklatura científica tupiniquim, mais afeitos a escrever cartas e manifestos do que fazer ciência normal, e a cara tristinha da Galera dos meninos e meninas de Darwin que, subitamente, ficaram sem Darwin, ooops sem pai nem mãe quanto a usar o DNA “lixo” como argumento contra a teoria do Design Inteligente.

 
A ciência e mentira não podem andar de mãos dadas, e os cientistas devem seguir as evidências aonde elas forem dar. E elas estão apontando para o Design Inteligente.

Descendência com modificação depois do ENCODE? Sou cético se esta especulação transformista ainda se sustente!!!

Notável filósofo ateu Thomas Nagel: ‘Defensores do Design Inteligente merecem nossa gratidão”!!!

quarta-feira, agosto 22, 2012

Estou reblogando este artigo do blog Desafiando a nomenklatura científica ,mas você também pode conferir no evolutionnews.org.

Notável filósofo ateu Thomas Nagel: “Defensores do Design Inteligente merecem nossa gratidão”

John G. West August 22, 2012 12:05 AM | Permalink

Em setembro, a Oxford University Press lança oficialmente a versão brochura de um novo livro pelo renomado filósofo Thomas Nagel da Universidade de Nova York. É uma surpresa estarrecedora.

Já disponível na versão Kindle, o livro de Nagel porta o título provocante Mind and Cosmos: Why the Materialist Neo-Darwinian Conception of Nature Is Almost Certainly False [Mente e Cosmo: por que a concepção materialista neodarwinista da natureza é quase que certamente falsa]. Você leu direito: o sub-título do livro declara que “a concepção materialista neodarwinista da natureza é quase que certamente falsa”. Nagel é um ateu que não está convencido do caso positivo a favor da teoria do Design Inteligente. Mas ele acha claramente que a evidência a favor da moderna teoria darwinista deixa a desejar. Além disso, ele está profundamente agradecido pelos “iconoclastas” do Movimento do Design Inteligente por levantar um desafio significante à atual ortodoxia científica. No capítulo 1, Nagel cita favoravelmente o trabalho de três membros do Discovery Institute em particular:

“Pensando sobre essas questões, eu tenho sido estimulado pelas críticas da predominante visão de mundo científica… pelos defensores do Design Inteligente. Muito embora escritores como Michael Behe e Stephen Meyer sejam, motivados, pelo menos, por suas crenças religiosas, os argumentos empíricos que eles oferecem contra a possibilidade de que a origem da vida e a sua história evolucionária possam ser plenamente explicadas pela física e física são, em si mesmos, de grande interesse. Outro cético, David Berlinski, tem trazido esses problemas vividamente sem referência à inferência de design. Mesmo que alguém não seja atraído para a alternativa de uma explicação pelas ações de um designer, os problemas que esses iconoclastas colocam para o consenso ortodoxo científico devem ser considerados seriamente. Eles não merecem o escárnio com que eles enfrentam comumente. Isso é manifestamente injusto.

De modo diferente e agradável, Nagel não se deixa levar pelos esforços unilaterais de evitar os argumentos dos proponentes do Design Inteligente estigmatizando suas presumidas “crenças religiosas”. Como Nagel destacou, “os argumentos empíricos” oferecidos pelos proponentes do DI “são de grande interesse em si mesmos”. É a evidência que interessa, e é a evidência que demanda uma resposta.

Nagel prossegue dizendo algo que provavelmente irá irritar realmente alguns defensores da ortodoxia darwinista:

“Eu creio que os defensores do Design Inteligente merecem a nossa gratidão por terem desafiado uma visão de mundo científico que deve algo da paixão demonstrada por alguns de seus adeptos exatamente pelo fato de ser considerada em nos libertar da religião. Aquela visão de mundo está prestes a ser substituída…”

Nossa! Quem quer que acredite que o peso da evidência apoia a visão darwinista, e que nenhuma pessoa racional pode duvidar do consenso darwinista, precisa ler o livro de Nagel.

Nagel é Membro da Academia Americana de Artes e Ciências, e recebeu o prestigiado Prêmio Balzan pelo seu trabalho em Filosofia Motal. Ele recebeu bolsas de estudos da National Science Foundation e da National Endowment for the Humanities, entre outras instituições. Ele é um dos principais filósofos dos Estados Unidos. Obviamente, ele também é um homem de grande coragem e independência de pensamento.

Prepare-se para as festas em que livros serão queimados pelos defensores da ortodoxia darwinista. Eu nem ficaria supreso se houver um esforço para convencer a Oxford University Press em repudiar o livro de Nagel.

O Que Vida é? Parte II: A Pobreza do do darwinismo

jbarham
 
Na ” Parte I: O Problema da Agência “, mostrei que os nossos conceitos normativos (aproximadamente, a exigência não causal, o propósito, valor e significado) estão intimamente relacionados conceitualmente um ao outro e à noção de agência.
 
Em seguida, mostrei que o conceito de agência normativa, assim definido, é bem aplicável até mesmo as formas mais primitivas de vida-até mesmo uma única célula pode ser adequadamente vistos como agentes normativos. Assim, conceitualmente falando, a agência parece ser uma característica, provavelmente essencial característica de theessential a própria vida.
 
E, finalmente, acabou por afirmar que a explicação mais razoável para estes fatos é que o nosso conceito de agência refere-se a um verdadeiro fenômeno agência é uma propriedade objetivamente existente de todos os organismos.
 
Essas afirmações podem parecer fantástico para a maioria dos críticos-de defensores e até mesmo muitos a visão predominante darwiniana da vida. Portanto, duas discussões serão necessários mais antes de minha posição através de meios de comunicação entre reducionismo e teísmo pode começar (espero) para assumir um ar de plausibilidade.
 
Primeiro, devo mostrar porque o problema que eu dirijo-grosso modo, o lugar da normatividade no universo ainda não tenha sido resolvido pela ciência mainstream. Esse é o tema desta coluna.
 
Em segundo lugar, deve oferecer pelo menos alguma dica de uma nova direção para futuras pesquisas. Logicamente, deveria ser suficiente para apontar a inadequação de nossa atual visão de mundo científica. Mas retoricamente, para que meu fim de parecer plausível, eu preciso dar pelo menos alguma indicação positiva do que uma pós-darwinista cosmovisão científica pode parecer. Então, esse será o tema da Parte III.
 
Antes de prosseguir, eu gostaria de reconhecer que nem todos que amplamente aceita a história científica dominante é uma normativa niilista. Em primeiro lugar, a maioria dos biólogos são, provavelmente, conteúdo para pagar o serviço do bordo à metafísica darwiniana, sem dar demasiada atenção ao que ele realmente significa. Eles só vão sobre seu negócio, em laboratório e em torno da mesa de jantar com a vaga idéia de que de alguma forma a teoria da seleção natural faz sentido de tudo isso. Minhas observações não são realmente dirigida a tais pessoas, que são simplesmente indiferente, profissionalmente ou pessoalmente, com a filosofia ou a coerência entre os diferentes aspectos de suas vidas e experiências.
 
Em vez disso, minhas observações aqui se dirigem aos-que podem ser filósofos naturalistas e cientistas que fazem grandiosas afirmações metafísicas para-darwinismo que se preocupam com a imagem grande. Eles fazem filosofia a honra de levar o problema da normatividade a sério, mas o fazem ao ver os nossos conceitos normativos como ilusória, como se referindo a nada real. Eles afirmam que a teoria da seleção natural suplementada pela física, química e biologia molecular, fornece uma explicação completa e empiricamente logicamente coerente para todos os dados de biologia, e que os nossos conceitos normativos simplesmente deixar de referir a qualquer coisa objetivamente existente. Estes são os povos a quem esta coluna destina-se principalmente.
 
Mas há um outro grupo, também, que mais ou menos aceitar a visão de mundo científica dominante pelo seu valor nominal, mas que se recusam a suas implicações materialistas e reducionistas. Estou a pensar desses filósofos que têm uma abordagem basicamente dualista para o problema, argumentando que o domínio da normatividade e do campo da experiência humana subjetiva, de modo mais geral, tem sua própria realidade separada, o que a ciência natural é simplesmente incompetente para resolver. Há duas versões teístas e naturalistas desta posição.
 
Admito que as formas de dualismo naturalista (amplamente, as abordagens kantianas e fenomenológica) são, em muitos aspectos atraente. (1) Mas, afinal eu rejeitá-los, por duas razões. Primeiro, a divisão metafísica eles postulam parece uma limitação arbitrária na nossa busca de compreensão. Unificação mostrando como as várias partes de nossa experiência coerente é a própria essência da compreensão, e não parece haver razão a priori porque os problemas de normatividade e de agência deve ser isolada a partir de investigação empírica. Claro, resta-me mostrar como a “unificação” pode ser exercida num espírito nonreductionist (ver Parte III).
 
A outra razão pela qual eu sinto a abordagem dualista deve ser rejeitado é pragmático. Alguns filósofos podem ver no dualismo uma solução pacífico para o nosso problema, mas os cientistas não estão dispostos a ir junto com eles. E, infelizmente, onde os cientistas levam, eles tendem a arrastar o resto de nós pelo nariz junto com eles. A visão materialista e reducionista do mundo favorecido pela consistente darwinistas-o que venho chamando de “valor” ou “normativa” niilismo-está a ganhar terreno com o público a um ritmo alarmante. Se não for efetivamente desafiado, a nossa própria humanidade pode estar em risco. A maneira mais eficaz para montar tal desafio é demonstrar a falência conceptual e empírica da darwiniana reducionista visão de mundo.
 
Passemos agora, então, para esta tarefa premente.
 
***
 
Por “darwinismo”, quero dizer a alegação de que a teoria da seleção natural fornece uma estrutura logicamente coerente e adequada empiricamente explicativo que é capaz de explicar todos os fenômenos biológicos em termos puramente mecanicistas.
 
Note-se que esse quadro desafiador reducionista explicativa não põe de forma a evolução (origem comum) em questão. Ela simplesmente levanta a questão de saber se nossa atual compreensão da vida e por isso de evolução faz sentido. (2)
 
Por vezes é difícil para aqueles que ainda não pensei muito sobre estas questões para perceber o que um darwinismo reivindicação radical, assim definido, faz. A alegação é que os nossos conceitos de propósito, valor e significado e muitos outros relacionados com conceitos literalmente se referem a nada. Nada existe na realidade, correspondente a estas ideias. Tudo o que realmente existe é apenas matéria, energia, forças físicas, e do princípio da seleção natural. E com estes conceitos científicos, que é suposto ser capaz de dar um relato completo de tudo o que há para saber sobre os sistemas vivos, incluindo nós mesmos.
 
Então, vamos ver se isso é verdade, se é realmente o caso de que a teoria da seleção natural, em conjunto com a biologia molecular eo resto, nos fornece uma conta conceitualmente e empiricamente adequada da realidade biológica.
 
A primeira coisa a observar é que o quadro explicativo darwiniano não pode fazer tudo o que se propõe a fazer a não ser que estritamente evita invocar quaisquer conceitos normativos. Isso significa que ele pode nem recorrer a qualquer explicitamente conceitos normativos, nem tacitamente pressupõem quaisquer tais conceitos. Se ele não chamar explicitamente ou tacitamente assumem tais conceitos, então na melhor das hipóteses, ele está implorando a questão da normatividade, ou, na pior das hipóteses, é simplesmente incoerente.
 
Agora, é um fato notável que a prática biológica real está repleta de terminologia normativa. Você mal pode ouvir uma palestra em uma biologia de classe que você dificilmente pode encontrar uma única página em um documento ou livro didático de biologia, que não viola essa proibição em linguagem normativa.
 
A cada passo do caminho, biologia exige a consideração de funções (uma variedade de propósito), requisitos, necessidades e as razões pelas quais as coisas acontecem. Tudo o que acontece nos organismos parece ter uma dimensão avaliativa, bem como: Falamos constantemente de sucesso e fracasso, bom e mau, melhor e pior, correto e incorreto, etc
 
Então, há toda a gama de discurso intencional que entrou biologia ao longo das duas últimas gerações. Os biólogos não podem se dar bem hoje em dia sem o uso de termos intencionais, como sinal, sinal, mensagem, representação mensageiro, código, transcrição, tradução, revisão, edição e muitos outros, todos emprestados do vocabulário comum para a discussão de vários aspectos do uso da linguagem humana. ( 3)
 
Em suma, parece impossível discutir sistemas biológicos de forma inteligível por qualquer período de tempo usando apenas o vocabulário das ciências naturais. Vocabulário normativo é simplesmente essencial para o discurso biológico-se em linguagem técnica ou no discurso cotidiano. Parece que não temos escolha a não ser empregar conceitos normativos, a fim de descrever adequadamente as coisas vivas, e ainda não temos necessidade deles para descrever o mundo inanimado.
 
Presumivelmente, isto não é uma simples coincidência, mas sim é devido ao facto de os sistemas vivos são fisicamente muito diferente de sistemas não-vivos. O fato de que devemos fazer uso de conceitos normativos em um caso, mas não no outro, nos dá uma pista importante sobre a verdadeira natureza dos sistemas vivos, se a gente escolher a persegui-lo.
 
Agora, o darwinista será impressionado por tudo isso. Ele vai dizer que a diferença em nossa maneira de pensar e falar sobre as coisas vivas é simplesmente um artefato de nossas limitações cognitivas. Ele não pode muito bem negar que o discurso biológico é disparado através de terminologia normativa, mas ele pode e vai negar que devemos tirar conclusões profundas metafísicas a partir deste fato. Ao contrário, ele irá alegremente escovar o problema de distância, dizendo que a linguagem normativa da biologia é apenas uma maneira conveniente de falar, uma façon de parler e que não tem importância particular, deverá ser anexado a ele. É útil na prática, como um dispositivo de heurística, mas, em princípio, não é necessário.
 
Por que não é necessário? Porque de acordo com o darwinista, em princípio sabemos como substituir a linguagem das ciências físicas para a terminologia normativa. Ou seja, o darwinista afirma podemos tomar qualquer termo normativo específico e traduzi-la em termos de física e química, com a ajuda da teoria da seleção natural, sem perda de poder explicativo.
 
Este, então, é a afirmação crucial que devemos avaliar. Pode o darwinista realmente usar a seleção natural para livrar seu quadro teórico da dependência explícita e implícita em conceitos normativos? Se ele pode, então ele ganha, e devemos admitir que o nosso mundo humano espiritual inteira de propósito, valor e significado é apenas um tecido de ilusões. Se ele não puder, então ele perde, ea seleção natural sai pela janela como base para a moderna visão de mundo científica.
 
Niilismo Normativa, sim ou não? As apostas intelectual dificilmente poderia ser maior.
 
Para economizar espaço, eu estou indo supor que o leitor está familiarizado com os conceitos básicos da teoria da seleção natural, e ir direto para o coração da estratégia da darwinista de reducionista. A idéia-a fundamental essência do darwinismo como um sistema metafísico é que toda a aparência de normatividade e agência em seres vivos pode ser explicado em duas etapas:
 
(1) Assumimos que a célula é uma máquina de todas as suas operações podem explicada por meio de locais interacções físicas, e não há nenhuma restrição global sobre as interacções locais. Vamos chamar esse o princípio mecânico.
 
(2) A coordenação funcional das peças vem sobre puramente através do processo de retenção de selecção aleatória variação e selectiva natural. Vamos chamar esse princípio A seleção.
 
 
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A soberba de Hawking e a humildade de Pascal

É frustrante (pra não dizer irritante) ver gênios da ciência e do pensamento querendo dar respostas para questões que são claramente “irrespondíveis” pela ciência. Do alto de sua brilhante carreira científica (que sempre admirei), o físico britânico Stephen Hawking parece estar se esquecendo de outra virtude importante para os pensadores: a humildade. O grande Isaac Newton se referia aos “ombros de gigantes” sobre os quais se apoiou para poder ver mais longe e admitiu que somos como crianças diante de um mar de conhecimento. Mas e Hawking, o que faz diante de perguntas fundamentais que apontam para os limites no natural (portanto, para o sobrenatural)? Tenta engambelar seu público e a si mesmo com palavras vazias como estas, extraídas de seu novo livro O Grande Projeto (E esse título, hein? É pra provocar?): “Cada universo tem muitas histórias possíveis e muitos estados possíveis em instantes posteriores, isto é, em instantes como o presente, muito tempo após sua criação. A maioria desses estados será muito diferente do universo que observamos e será inadequado à existência de qualquer forma de vida. Só pouquíssimos deles permitiriam a existência de criaturas como nós. Assim, nossa presença seleciona desse vasto conjunto somente aqueles universos que sejam compatíveis com nossa existência. Ainda que sejamos desprezíveis e insignificantes na escala cósmica, isso faz de nós, em certo sentido, os senhores da criação.”

Pra começo de conversa, não existem evidências conclusivas da existência de outros universos, o que Hawking e seus seguidores assumem como certo. E se não podemos provar que esses universos paralelos existem, de que vale teorizar sobre eles? A frase “nossa presença seleciona desse vasto conjunto somente aqueles universos que sejam compatíveis com nossa existência” é, para mim, o verdadeiro conto de fadas; é falar ao vento. Note bem: Hawking considera a vida após a morte um conto de fadas, mas se refere a multiversos improváveis e os descreve como se fossem reais! Há muito mais evidências históricas da ressurreição de Jesus Cristo (que é a garantia da nossa própria ressurreição) do que desses tais universos. Mas Hawking insiste em negar essas evidências para acreditar em fábulas metafísicas…

“Ainda que sejamos desprezíveis e insignificantes na escala cósmica, isso faz de nós, em certo sentido, os senhores da criação”, diz Hawking. Acho que esse é o ponto. O ser humano, sem Deus, deseja sempre ocupar o trono da existência. Por mais que seja consciente de sua pequenez de habitante de um “pálido ponto azul” num universo incomensurável, quer ser “senhor da criação”. Aqui fazem falta os pensamentos de outro gigante intelectual que dizia entrar em pânico todas as vezes que via a cegueira e a miséria do “homem sem luz, abandonado a si mesmo, perdido neste canto do Universo, sem saber quem aqui o colocou, o que vai fazer e o que acontecerá quando morrer”. Blaise Pascal nasceu em 1628 e teve um encontro com o Criador em 1654, aos 31 anos de idade.

Você já leu Pensamentos, de Pascal? O livro é um verdadeiro alento nesta época de relativismo e “verdades” humanas sem substância. Quando pessoas como Hawking (cujo espirro vira notícia na mídia) me cansam com seu palavrório sem lastro, volto-me para a verdade absoluta da Palavra e para homens e mulheres que edificaram sobre esse firme fundamento. Pascal é um deles. Note por que:

“A encarnação de Jesus mostra ao homem a grandeza de sua miséria pela grandeza do remédio que ele precisa.”

“Hoje o homem se tornou semelhante aos animais, num tal afastamento de Deus que apenas lhe resta uma luz confusa de seu Criador.”

“É perigoso conhecer Deus sem conhecer a própria miséria e conhecer a própria miséria sem conhecer Deus.”

“A negligência dos que passam a vida sem pensar no fim derradeiro da existência irrita-me mais do que me comove e me espanta mais do que me aterroriza.”

“Não tendo conseguido curar a morte, a miséria e a ignorância, os homens procuram não pensar nisso tudo para serem felizes.”

“Entre nós e o inferno ou o céu, há apenas uma vida, assim mesmo extremamente frágil.”

“Todos os que procuram Deus fora de Jesus Cristo caem no ateísmo ou no deísmo, duas coisas que a religião cristã abomina quase de igual forma.”

“O conhecimento de Deus sem o da própria miséria produz orgulho. O conhecimento da própria miséria sem o de Deus produz desespero. O conhecimento de Jesus Cristo gera o meio-termo, pois nEle encontramos Deus e nossa miséria.”

“A religião cristã é sábia e louca. Sábia não só por ser a que mais sabe, mas também por ser a mais fundada em milagres, profecias, etc. Louca, porque não é isso tudo o que faz com que pertençamos a ela. O que nos faz crer é a cruz.”

“É preciso saber duvidar quando necessário, afirmar quando necessário e submeter-se quando necessário. Quem não faz assim não entende a força da razão.”

“Por serem bastante infelizes, devemos mostrar piedade para com os que não querem ou não conseguem crer.”

“Submissão e uso da razão – eis em que consiste o verdadeiro cristianismo. O último passo da razão é reconhecer que existe uma infinidade de coisas que a supera. Se a razão não reconhece isso, ela é fraca. Se as coisas naturais a superam, o que se dirá das sobrenaturais?”

“Se o homem não foi feito para Deus por que só é feliz em Deus? Se o homem é feito para Deus, por que é tão contrário a Deus?”

“Não tenho palavras para qualificar aquele que duvida e não corre atrás da certeza, aquele que, ao mesmo tempo, é sumamente infeliz e injusto, e ainda se sente tranquilo e satisfeito e se vangloria disso tudo.”

“É uma estranha inversão a sensibilidade do homem às pequenas coisas e a insensibilidade dele às grandes coisas.”

Espero e oro para que Stephen Hawking tenha um encontro com o Criador, como aconteceu com Pascal, Newton e tantos outros. Caso contrário, as décadas de “prisão” naquela cadeira de rodas poderão se transformar numa eternidade perdida. E que desperdício seria esse.

 

Michelson Borges

O CARÁTER CIENTÍFICO DA DOUTRINA DA EVOLUÇÃO.

                                                      Willem J. Ouweneel
Pesquisador Associado em Genética Experimental em Utrecht, Holanda,
com Ph.D. na Faculdade de Matemática e Ciências Naturais.

 

Resumo

Torna-se cada vez mais evidente que a evolução não é sequer uma boa teoria científica. Por exemplo, os evolucionistas afirmam que a vida surgiu naturalmente a partir de matéria inerte, mesmo sem existirem evidências a favor da geração espontânea. A explicação criacionista nesse particular é mais simples e também mais adequada.

O evolucionismo não se apresenta nem como uma teoria, nem como uma hipótese, mas como um dogma ou doutrina. Ele não se enquadra corretamente na “ciência natural”, mas sim no domínio da filosofia, por ser um postulado materialista.

 

Com o exame de seis requisitos, conclui-se que a teoria da evolução falha naquilo que se deve exigir de qualquer postulado ou concepção “científica”. Finalmente, embora nem o criacionismo nem o evolucionismo sejam estritamente um conceito “científico”, deve ser preferido o criacionismo devido a ser ele mais consistente com o nosso conhecimento, e ser ao mesmo tempo baseado na Palavra de Deus.
As origens e os fatos científicosNo século passado, quando os pontos de vista de Darwin conquistavam o mundo científico, eles indubitavelmente tiveram o mérito de dar origem a pesquisas extensivas quanto à variabilidade dos organismos vivos, e quanto a evidências concretas relativas às variações.

Deve ser lamentado, entretanto, que muitos biologistas se tornaram tão entusiasmados pela teoria que foram muito além dos fatos concretos. Eles ligaram estes fatos com uma filosofia materialista, indo muito além do horizonte puramente científico. Dessa maneira, os pontos de vista evolucionistas cresceram para se tornar uma doutrina todo abrangente.

Mas estaríamos completamente errados se chamássemos tal doutrina de teoria científica. Qualquer teoria “científica” deve ser baseada em fatos científicos, e não em especulação. É dificilmente acreditável que, por exemplo, Grassé (1) pudesse escrever: “Os biologistas estão profundamente convencidos de que a evolução é um fato inquestionável”.

A evolução, no senso lato, (isto é, descendência de todos os organismos vivos a partir de ancestrais comuns, e estes do mundo inorgânico) não é nem um fato estabelecido completamente, nem mesmo uma conjectura baseada em fatos. É uma conjectura baseada em pontos de vista filosóficos materialistas, opostos aos anteriores pontos de vista criacionistas, mas por si mesmos não mais “científicos” do que eles.

Todo autor de livro-texto que tenta provar a doutrina da evolução apresenta um grande número de fatos, todos eles relativos a variações (isto é, mudanças dentro das “espécies” bíblicas), mas nunca provando a transformabilidade da “espécie”. Esses fatos reais relativos a variações são aceitos de coração pelo criacionista que, entretanto, se reserva a si mesmo o direito de não extrapolar esses fatos de maneira evolucionista, mas de interpretá-los de maneira bíblica.

É muito compreensível que para muitos cientistas o ponto de vista materialista da evolução possa parecer muito mais lógico e aceitável. Um cientista pode relutar em introduzir um “deus ex machina” no seu campo científico, mas esse fato essencialmente nada tem a ver com ser ou não correto esse ponto de vista. A “verdade” jaz além do horizonte das ciências naturais, num nível teológicos e torna-se conhecida somente pela revelação, e não pela investigação.

É portanto incorreto acusar de serem “não científicos” aqueles que acreditam que a criação explica estes fatos científicos. Da mesma maneira poder-se-ia dizer que são “não científicos” aqueles que aceitam fatos científicos mas que também acreditam na evolução, a qual por sua vez, não é um fato científico. O evolucionismo compreende tanto a explicação de certos fenômenos (processos repetitivos), como a descrição de processos históricos (não repetitivos, mas documentados). Ambos esses elementos podem ser aceitos como “fatos” somente se os “processos repetitivos” postulados tiverem sido observados ou reproduzidos experimentalmente e somente se os acontecimentos supostamente históricos tiverem sido suficientemente documentados. De ambas as maneiras os evolucionistas têm falhado completamente, enquanto os criacionistas acham confirmação dos seus pontos de vista em muitos campos científicos, como veremos.

Apesar disto, a maior parte dos cientistas acredita firmemente na macroevolução, se não por outra razão, por repudiarem a alternativa criacionista e supervalorizarem o método científico natural. Um dos fundamentos deste método é a unidade principal de tudo que varia. Desta maneira, quando os fósseis apontam para a variabilidade, isso deve ser entendido como “consangüinidade”, pois de outra maneira a possibilidade de uma explicação científica natural deixaria de existir [Van Melsen (2) ]. Eu acho que isto é uma grosseira supervalorização, porque nós não estamos interessados precipuamente num mais elegante método de raciocínio, mas sim na verdade. De fato, existe a mesma possibilidade de se entender a unidade dos organismos como devida a um projeto criativo comum, implicando naturalmente um Criador, o que por outro lado não deixa de ser também um raciocínio “elegante”.

Portanto compararei, primeiramente, de uma maneira tão objetiva quanto possível, as abordagens criacionista e evolucionista, como métodos “científicos” do ponto de vista teórico, tentando depois mostrar que mesmo para o cientista que não conhece a Palavra de Deus, desde que não tenha ele preconceitos materialistas, deveria ser evidente que a doutrina da evolução, ainda que sendo uma filosofia interessante, não preenche nenhuma das condições que uma hipótese científica deveria razoavelmente satisfazer.
As origens e as hipóteses básicas

Uma objeção sempre levantada contra os criacionistas é que eles a priori admitem a existência de um Deus Criador, enquanto que a ciência natural pura alardeia não ter hipóteses a priori, e ser sem preconceito e objetiva [Van den Bergh (3) ]. Mas esse mesmo cientista admite (4) que a invariabilidade dos fenômenos naturais é o fundamento e a razão de ser da ciência natural. Mas tem essa invariabilidade sido provada de uma maneira irrefutável? Não, isso é impossível, pois ela é por si mesma uma hipótese, a priori, ou uma premissa. É um axioma de grande importância, realmente, mas não deixa de ser somente uma hipótese.

Ainda mais, a hipótese da invariabilidade não é tão evidente por si mesma como possa parecer, porque como postulado excluiria de fato os milagres sobrenaturais. Entretanto, os materialistas devem excluir a priori a existência de Deus, pelo menos de um deus que intervenha na natureza. Isso significa que tanto o criacionismo como o materialismo (evolucionismo) estão fundados em hipóteses a priori, isto é, ou que Deus existe ou que Deus não existe.

Alguns dizem, entretanto que é mais razoável negar a existência daquilo que é não-observável, do que admiti-lo. Dizem mais, ainda, que se tem razão de ser esta premissa dos criacionistas, de que Deus existe e que as suas obras são observáveis na natureza, ela deveria satisfazer pelo menos duas exigências razoáveis:

(1) como hipótese, deveria ser verificável, e
(2) não deveria ser mais complicada do que o necessário para explicar os fenômenos observados.

Quando estas exigências são aplicadas às premissas do criacionismo discute-se que

(a) a existência de Deus não pode ser verificada por experiências científicas, e os fatos não podem mostrar conclusivamente que a natureza seja o trabalho das mãos de Deus;
(b) não é necessário postular a existência e a atividade de um Ser Supremo, porque todos os fenômenos naturais podem ser explicáveis de uma maneira simples, natural.

Portanto, a existência de Deus deveria ser excluída do nosso pensamento natural científico.

Lógicas como possam parecer estas proposições, elas não são válidas totalmente. O ponto (a), por exemplo, simplesmente indica a limitação da ciência natural, pois quem garante que a realidade observável é a única e completa realidade? Se isto fosse considerado, dever-se-ia criar uma terceira hipótese a priori da ciência natural, para não mencionar ainda um quarto axioma necessário, de que os nossos órgãos sensores e nossos métodos de medida exprimem um quadro concordante da realidade total.

O ponto (b) é de fato um postulado muito útil ao lidar-se com objetos e processos que podem ser observados e medidos hoje em dia. O mesmo não acontece, entretanto, quando se lida com fenômenos naturais que não são observáveis, e que têm um caráter excepcional. O melhor exemplo de tais exceções é a origem da vida na Terra.

Poder-se-ia dizer que este é um problema que não se enquadra estritamente dentro da ciência natural. Isto seria então um reconhecimento honesto das limitações da ciência natural, porque a origem da vida é de fato um fenômeno excepcional e único, inteiramente afastado da nossa observação, enquanto que a observação é supostamente o fundamento do método científico natural.

Por outro lado, poder-se-ia dizer que a origem da vida é um fenômeno natural e que o seu exame portanto cai dentro do assunto “ciência natural”. Mas isto nos colocaria diante de um dilema inevitável – por um lado deve-se supor que a vida originou-se de matéria inanimada, e por outro lado está-se convencido de que não existe a “geração espontânea”!

Esse dilema não pode ser resolvido. Mesmo que um cientista fosse capaz de criar a vida no laboratório, ele teria mostrado somente como a vida poderia ter-se originado, mas do ponto de vista da filosofia natural não estaríamos um milímetro mais perto da resposta à pergunta de como a vida se originou realmente.
Simplicidade de explicação

Quando se consideram as duas exigências que uma hipótese deveria satisfazer, gostaríamos de perguntar:

(a) qual explicação é mais “simples” de ser admitida – que a vida se originou por um ato criativo sobrenatural único, ou que a vida originou-se por geração espontânea, um processo no qual os cientistas na sua maior parte não acreditam?
(b) como poderíamos verificar se a vida se originou por criação ou por geração espontânea?

Este problema, pela sua natureza, não pode ser resolvido cientificamente. No máximo poder-se-ia mostrar como a vida poderia ter-se originado. Mas, mesmo assim, nada mais se poderia fazer do que imitar o ambiente no qual se supõe essa origem ter tido lugar, e esperar (talvez durante séculos) para ver se a vida se originaria então naquele ambiente.

Na realidade, sabe-se muito bem que uma grande habilidade técnica e um alto nível de inteligência seriam necessários para produzir a vida num tubo de ensaio. Se o protoplasma vivo pudesse algum dia ser sintetizado, então os cientistas naturais teriam simplesmente demonstrado que a vida somente poderia ter-se originado através da atividade de uma grande inteligência.

Pode-se concluir, portanto, dizendo que:
(a) a explicação mais simples pode ser a criacionista, e devido às limitações da ciência natural um cientista não tem o direito ou razão de rejeitar esta explicação formalmente; e
(b) uma explicação de um fenômeno natural pode ser correta, ainda que a verificação dentro da estrutura da ciência natural possa ser impossível.

Isto mostra que o criacionismo cobre um domínio muito maior do que o evolucionismo, porque investiga além do natural, em direção ao sobrenatural – este último não por imaginação, mas por revelação.

  Dogma evolucionista

Atenção estrita será dada agora ao caráter científico do evolucionismo. No título deste artigo, a evolução é chamada de “doutrina”, e talvez seja esta a melhor maneira de descrevê-la, porque ela é um dogma que é ensinado com um apelo à credibilidade. Delfgaauw (5) discutiu o problema de chamar-se o evolucionismo uma tese, uma hipótese ou uma teoria.

A evolução não pode ser uma tese, porque uma tese deve ser provada, enquanto que a doutrina da evolução é não-provada e também não-palpável. No máximo poder-se-iam citar argumentos de probabilidade, mas não se pode provar que um suposto processo histórico que não está documentado tenha realmente tido lugar. As supostas conseqüências da evolução são documentadas, mas não o próprio processo de evolução.

É a doutrina da evolução uma hipótese? Uma hipótese serve para correlacionar certos fenômenos observados, e de fato esta é também uma função da doutrina da evolução. Mas há uma grande diferença. Na ciência, as hipóteses têm sempre uma existência temporária, desaparecendo tão logo hipóteses mais satisfatórias sejam achadas. Mas a doutrina da evolução não tem nenhuma alternativa na ciência natural. Mesmo quando um grande volume de dados é achado em contradição a esta doutrina, ela tem permanecido, porque os materialistas nada têm em substituição. Eles simplesmente recusam-se a olhar além do seu campo visual, e sob certo ponto de vista estão eles corretos, porque isto os faria metafísicos, filósofos naturais ou mesmo teólogos.

Mas ao assim agirem, têm eles então o direito de procurar uma explicação que, como eles mesmos admitem, evidentemente não pode ser dada dentro da estrutura da ciência natural? E quando eles dão uma explicação, pode ela possivelmente ser algo mais também do que uma filosofia, apesar de má filosofia? Delfgaauw reconhece isto de alguma maneira. Ele mostra que a doutrina da evolução não pode ser uma hipótese, porque não pode ser substituída por uma outra hipótese. Portanto, ela também não é uma teoria, porque uma teoria é uma maneira de pensar (a respeito de algum campo da ciência) que também deveria ser substituível por uma outra, o que para o materialista é impossível.

Portanto, Delfgaauw conclui que a doutrina da evolução é um “postulado”, isto é, uma exigência feita ao raciocínio, de tal maneira que, desejando-se pensar a respeito de um certo domínio da realidade, dever-se-ia pensar de acordo com esta exigência ou dever-se-ia não pensar. Este é um ponto de vista honesto mas muito característico de um materialista; simplesmente recusar-se a pensar de uma outra maneira, a não ser que seja aquela maneira do materialismo. Mas o materialismo nada mais é do que uma espécie de filosofia, e por que não se deveria também ter o direito de aceitar outra filosofia, como por exemplo, o criacionismo?

Quando se reconhece que o evolucionismo não se enquadra estritamente dentro da “ciência natural”, está-se apto a reconhecer muitos aspectos em que o evolucionismo se torna realmente não científico. Tem sido notado que a doutrina da evolução não oferece alternativa dentro da ciência natural. Portanto, ela é um postulado materialista. Mas é este um postulado “científico”?

Um postulado verdadeiramente científico deve satisfazer estes seis critérios:

(1) Deve estar em acordo com as principais leis da ciência natural e da matemática.
(2) Não deve ser mais complicado do que o necessário para a explicação dos fenômenos observados.
(3) Deve dar origem a conclusões que possam ser controladas por observações posteriores (experimentais).

(4) Não se devem conhecer dados que não se enquadrem dentro do postulado.
(5) É aceitável somente se hipóteses alternativas se tenham mostrado erradas ou menos satisfatórias.
(6) A sua confiabilidade é inversamente proporcional ao número de postulados não provados nos quais ele está fundamentado.

Como satisfaz a doutrina da evolução estas exigências? Vejamos ponto por ponto.

(1) Um postulado científico deve estar de acordo com as principais leis da matemática e da ciência natural.

A evolução mostra uma dolorosa falta de coordenação entre os vários campos das ciências exatas. É um bem conhecido fenômeno que cada cientista sente as dificuldades da doutrina da evolução no seu próprio campo, mas imagina que a doutrina esteja suficientemente apoiada em outros campos. Nesse sentido, todo biologista deveria saber que a doutrina está em contradição com os princípios fundamentais da matemática, da física e da geologia.

Matemática – Em 1966 foi realizado (6) um simpósio de matemáticos e biologistas para discutir a incompatibilidade estatística existente entre a singularidade e a complexidade do gene e a teoria da seleção natural de mutações aleatórias. Parece que os matemáticos não entendiam os biologistas e vice-versa. Concordo com Salisbury (7) que somente os doutores M. Eden e M. P. Schützenberger realmente pareciam compreender o problema. Esses dois homens concordaram em que a origem e o desenvolvimento da vida, do ponto de vista evolucionista, eram altamente improváveis!

Física – A mesma discrepância é sentida entre a Física e a Biologia. Os físicos descobriram, como uma das principais leis do universo, a Segunda Lei da Termodinâmica. Eles asseveram que num sistema fechado (isto é, um sistema no qual é impossível a troca de energia com o ambiente), a entropia (isto é, a tendência para converter a energia cinética em calor) tende a aumentar. Sabe-se que esta lei tem validez universal, pois ela explica a tendência do universo para um nível mais baixo de ordem e organização. Isto é evidenciado pelo “envelhecimento” do universo e pela desintegração de estrelas complexas e dos metais radioativos.

Isto está em contraste gritante com um outro princípio (a evolução) inventado pelos biologistas, que por sua vez implica numa tendência do universo para um mais alto nível de ordem e organização. Ninguém ainda resolveu satisfatoriamente esta discrepância. De fato, tem sido objetado que a lei da entropia é somente válida para um sistema fechado enquanto que num sistema aberto (como a Terra) a entropia poderia temporariamente decrescer. Mas em primeiro lugar não há razão alguma para não se considerar o universo como um sistema fechado. Em segundo lugar, o mencionado decréscimo, na realidade, é somente temporário e não pode ser levado em conta para o estabelecimento de um princípio de tão (suposta) geral validez em todo o universo, como é o princípio da evolução.

Bok (8) tentou resolver este problema da origem da vida supondo que os organismos superiores tivessem um mais elevado grau de entropia (isto é, um nível mais baixo de energia) do que os organismos inferiores e a matéria inerte. Dessa maneira tentou harmonizar a evolução com a entropia, dizendo que a entropia leva à origem de maiores macromoléculas, porque estas têm um nível de energia mais baixo; portanto a origem da vida teria sido inevitável. Mas isso assimila as maiores macromoléculas aos organismos vivos – um ponto de vista que não leva em conta a compreensão da extremamente alta especificidade das células vivas.

A entropia é um princípio básico, que envolve tão somente a desorganização da natureza, e não um avanço evolucionista. O aumento e o armazenamento da energia é sempre temporário e muitas vezes cíclico (por exemplo, na ontogênese e no envelhecimento do corpo humano) e termina sempre em colapso, decaimento e morte. Observamos também isto em Biologia: a herança genética está sujeita a mutações, mas estas são quase sempre deletérias ao organismo, e levam a uma mais baixa viabilidade e fertilidade, Da mesma maneira, as formas cultivadas sempre involuem para o seu estado natural originário quando são deixadas a si mesmas. A suposta história evolucionista do homem é uma grande prova de degeneração, e não de evolução; os restos humanos mais antigos conhecidos (achados em Calaveras e Castenedolo) são inteiramente semelhantes ao homem de hoje.

Geologia – Uma terceira área de discrepância é conhecida, entre a Geologia e o evolucionismo. Quando o principio de uniformidade de Lyell é compreendido somente como expressão da validez geral das leis naturais, nada está errado. Mas quando ele se contrapõe à teoria do catastrofismo (Cuvier) como era intenção de Lyell, devemos tomar cuidado.

Admite-se que todos os estratos geológicos devem ter-se originado por inundações, e que talvez todos os fósseis devam a sua origem a uma catástrofe. Sob condições normais não surgem fósseis. O que são as épocas glaciais senão uma espécie de cataclismo? Surgiram os cemitérios de mamutes na Sibéria e os peixes e moluscos nos Alpes sob condições de “uniformidade”? E como se pode explicar a seqüência inversa dos estratos geológicos ao longo de milhares de quilômetros quadrados (por exemplo, em Montana, no Canadá, e em outros lugares)?

O princípio da uniformidade é a base fundamental de todos os métodos de datação; mas é ele um método fidedigno? Sabe-se que a velocidade de sedimentação é muito variável. E quanto aos métodos radioativos, como se pode saber se o chumbo numa formação rochosa é ou inteiramente radiogênico ou parcialmente primordial? Como se pode mostrar que a radiação cósmica foi sempre uniforme? Isso obviamente não pode ser verdadeiro sob o próprio ponto de vista evolucionista, que supõe como necessárias para a origem da vida condições atmosféricas completamente diferentes das atuais. Sinais de vegetação polar luxuriante em épocas remotas apontam para condições atmosféricas diferentes, ao mesmo tempo em que erupções vulcânicas também sabidamente alteram consideravelmente essas condições. Todas essas alterações influenciam as radiações cósmicas e confundem as nossas datações das rochas.

(2) Um postulado científico não deve ser mais complicado do que o necessário para a explicação dos fenômenos observados.

Esta exigência nos lembra das muitas hipóteses auxiliares que têm sido introduzidas na geologia, taxonomia, genética, paleontologia, etc., para tornar a doutrina da evolução mais aceitável.

O geólogo, por exemplo, vê-se a braços com os seguintes problemas:

(a) Em Montana, uma seqüência invertida dos estratos geológicos é achada ao longo de milhares de quilômetros quadrados, sem nenhum sinal de um cataclismo; como isto pode ser explicado?
(b) Em nenhum lugar, mais do que dois ou três “períodos” geológicos são encontrados um acima do outro. Afirma-se que a coluna geológica completa compreende uma profundidade de cerca de 150 quilômetros enquanto que os estratos geológicos raramente têm uma profundidade de mais do que 800 metros.
(c) Não há uma única prova independente de que o Devoniano, por exemplo, de fato ocorreu em lugares diferentes ao mesmo tempo.
(d) Em nenhum local se apresenta em estratos a origem evolucionista de qualquer espécie de animal ou de planta.
(e) Tem sido publicamente admitido que a noção dos fósseis índices é baseada num ciclo vicioso: eles indicam a idade de uma rocha na qual são achados, enquanto que eles mesmos são datados através da suposta idade da rocha à qual pertencem. Podem todos estes problemas ser resolvidos ou há possivelmente algo errado com a coluna geológica?

O taxonomista também conhece o seu dilema próprio. Seu sistema taxonômico tem-se tornado interessante porque refletiria a evolução dos organismos vivos, entretanto, ao mesmo tempo em que ele tem de admitir que todos os organismos constantes do seu sistema estão ainda vivos, deve também admitir que eles não descenderam uns dos outros, mas sim de supostos ancestrais comuns. Portanto, ele tem de introduzir uma hipótese auxiliar para explicar porque muitas formas primitivas permaneceram mais ou menos imutáveis, enquanto que outras sofreram uma evolução rápida e drástica.

O geneticista evolucionista deve fugir dos seguintes fatos estabelecidos:

(a) As espécies não se transformam;
(b) Quase todas as mutações não são benéficas;
(c) A produção de órgãos e organismos especializados através da seleção natural de mutações aleatórias é inaceitável estatisticamente.

O evolucionista pode vencer estes obstáculos existentes para a doutrina da evolução somente através de hipóteses auxiliares não provadas e não prováveis.

Tais hipóteses são também necessárias ao paleontologista para evitar os seus problemas evolucionistas, tais como:

(a) Por que não existem formas intermediárias e transicionais?
(b) Por que não são conhecidos órgãos nascentes?
(c) Por que são os fósseis tão descontínuos quanto às formas atuais?
(d) Por que dificilmente existe (se existir) um fóssil no Pré-cambriano? (ainda que 3/4 da suposta história da vida deva ter-se desenvolvido antes do Cambriano!)
(e) De onde provieram os enormes cemitérios de animais?
(f) De onde provieram todos aqueles filos invertebrados no Cambriano de maneira tão repentina? Qual foi a origem dos mamíferos no Terciário? De onde surgiram repentinamente as Angiospermas?
(g) Como é possível que espécies que de acordo com a teoria são separadas por intervalos de milhões de anos com relação ao seu período de existência sejam, não obstante, achadas algumas vezes juntas na mesma rocha [tais como as supostas impressões de Homo e Dinosauros no rio Paluxy (Texas) o os crânios Wadjak encontrados por Dubois no mesmo estrato que o Pithecanthropus, etc.]?

(3) Um postulado científico deve dar origem a conclusões que possam ser controladas por observações (experimentais) posteriores.

Menciono agora outros aspectos da abordagem experimental nos quais a doutrina tem falhado. Experiências ecológicas e de cruzamento têm mostrado que nenhuma variação transgride os limites das espécies. As mutações podem ser vantajosas num ambiente muito específico, mas são quase sempre degenerativas. Híbridos selecionados retornam aos seus tipos ancestrais após livre cruzamento. Formas cultivadas retornam ao seu estado original.

Um grande problema para o evolucionista é também que não se encontrou até agora macromutação de espécie alguma com um alto valor seletivo. Também a mutação ocorrendo em genes existentes não acarreta a origem de novos genes. Adaptação conduz a variação e não a transformação. A seleção natural tende a eliminar as mutações e não a favorecê-las, e seleção natural sem nenhuma conseqüência evolutiva tem sido observada somente onde o homem criou drasticamente novas condições, com uma pressão seletiva muito grande.

Mutações espontâneas nunca podem ser a causa da origem de órgãos complicados ou organismos especializados. Além disso, órgãos complicados são úteis somente se forem completos e desta maneira as formas intermediárias seriam eliminadas obviamente (órgãos nascentes nunca foram encontrados). As mesmas mutações surgem muitas vezes na história das espécies, e desaparecem tão freqüentemente quanto surgem, fazendo com que as espécies oscilem em torno do tipo original. Esses pontos são alguns dos resultados da abordagem experimental, mas de maneira alguma confirmam o conceito de macroevolução.

(4) Não devem ser conhecidos dados que estejam fundamentalmente em desacordo com o postulado.

De fato, muitos dos problemas resumidos nas seções anteriores são contradições apresentadas à teoria da evolução. Muitos outros poderiam ser acrescentados:

(a) A lei da recapitulação (dizendo que o desenvolvimento embriológico de um organismo recapitula a sua filogenia), anteriormente um pilar da doutrina evolucionista, mostrou-se ser nada mais do que uma fraude de Haeckel.
(b) As funções de quase todos os assim chamados “órgãos vestigiais” gradualmente se têm tornado conhecidas, de tal maneira que estes órgãos perderam o seu valor como “provas” para a evolução; além disso, a sua existência pode ser interpretada como uma evidência de regressão (degeneração) e não de evolução.
(c) A história da vida de espécies diversas exibe degeneração, e não evolução. O homem é o melhor exemplo disso, pois as formas mais antigas são semelhantes ao homem contemporâneo, mas intermediariamente muitos tipos degenerativos surgiram tais como o homem de Neanderthal.

(d) A origem dos protozoários ou insetos antes dos seus predadores é impossível. Num curto período de tempo eles teriam coberto todos os centímetros quadrados da superfície da Terra com uma grossa camada de organismos. Esse problema do equilíbrio natural é mui freqüentemente desprezado; por exemplo, os vírus (as mais simples formas “vivas”) não poderiam ter surgido antes dos organismos superiores dos quais eles são parasitas. Considerem-se as muitas plantas e animais que são completamente dependentes uns dos outros e pense-se nos ciclos alimentares naturais e nos ciclos químicos, e então se pergunte: como veio tudo isto a existir?
(e) A paleobotânica é de fato um grande problema para o evolucionista, que vê formas complexas freqüentemente aparecendo anteriormente às assim chamadas formas mais simples, sem sinal algum de ancestrais, achando também freqüentemente aspectos supostamente “superiores” e “inferiores” na mesma planta. Além disso, conhecem-se muitas formas modernas que são (praticamente) idênticas a espécimes fósseis antigos (algumas vezes mesmo grandes intervalos de tempo são encontrados entre grupos supostamente relacionados entre si). Por outro lado, têm sido descobertas algumas das características anatômicas que caracterizaram um grupo particular, existindo também em supostos grupos não-relacionados. A filogenia completa das angiospermas de fato é um grande mistério.(9)
(f) A suposta evolução do homem é contrária aos dados arqueológicos e históricos. Se a humanidade realmente é tão antiga quanto se julga, por que nunca produziu ela antes uma civilização peculiar? Como é possível que a civilização tivesse sido organizada tão subitamente no Oriente Próximo, somente cerca de 6000 anos atrás, e que esta civilização desde então não se tenha tornado cada vez mais civilizada? O centro da civilização simplesmente se deslocou gradualmente em direção ao oeste.

(5) Um postulado científico é aceitável suficientemente somente se hipóteses alternativas tenham-se mostrado erradas ou menos aceitáveis.

Poderíamos sugerir duas alternativas para o evolucionismo: o evolucionismo teísta (“Deus criou através do processo de evolução”) e o criacionismo estrito. O evolucionismo teísta (10) é uma fraca tentativa de conciliar o evolucionismo com a Bíblia. A macroevolução por ele definida é um sistema fechado no qual Deus não é necessário.

Os evolucionistas teístas confundem a criação com a Providência, fazendo Deus prisioneiro dos processos naturais. Ele criou porque esses processos ocorreram por si mesmos. Uma aceitação estrita do evolucionismo torna a fé em Deus, o reconhecimento do pecado, e a redenção, desnecessárias, como Huxley freqüentemente tem triunfantemente mencionado. Os evolucionistas teístas têm-se rendido a esta doutrina, aparentemente sem calcular as suas conseqüências.

Somente um criacionismo fundamentalista pode ser uma séria alternativa ao evolucionismo. Mas somente poucas pessoas sabem que os criacionistas de fato podem dar explicações tão ou ainda mais aceitáveis para muitos fenômenos naturais do que os evolucionistas. Em muitas disciplinas, supostas “provas” da evolução têm sido apresentadas. Estas são geralmente baseadas em círculos viciosos. Se se supõe a teoria da evolução como verdadeira, certos fenômenos tornam-se compreensíveis, e são então apresentados como argumentos para a evolução.

Mas na realidade esses fenômenos não são argumentos que vêm favorecer a evolução porque também se tornam compreensíveis quando se admite a criação. Por exemplo, as correspondências morfológicas entre os organismos pode ser compreendida como resultante de uma ascendência comum, mas também pode ser compreendida como um planejamento comum feito pelo Criador. Um plano tipológico comum, por exemplo, pode ser muito útil para uma maneira de vida semelhante, e essa poderia muito bem ser a razão pela qual Deus criou muitos animais de acordo com um planejamento semelhante. Além disso, a teoria da ascendência comum não é consistente, pois freqüentemente supõe “convergências” suspeitas, que são melhor compreendidas através da existência de um Criador comum, do que através da evolução (por exemplo, Mamíferos em contraposição aos Marsupiais; o olho dos Vertebrados em contraposição ao olho dos Cefalópodes).

O mesmo acontece em taxonomia: o sistema taxonômico pode apontar tanto a uma descendência comum como a um planejamento comum. Como cientista, prefiro a última possibilidade, porque se a evolução tivesse

existido, eu não poderia explicar as separações bastante distintas entre as espécies. Na hipótese de evolução, esperaria uma transição muito menos descontínua entre as espécies, e também não saberia explicar como os organismos inferiores poderiam ter evoluído de ancestrais mais antigos sem nenhuma alteração importante, enquanto que os organismos superiores teriam evoluído dos mesmos ancestrais sofrendo muitas alterações. De fato, o sistema taxonômico não tem nada a ver com um suposto pedigree.

O mesmo é verdadeiro com relação aos assim chamados órgãos vestigiais, se realmente existir algum. Eles poderiam apontar ou para uma ascendência comum ou para um planejamento criativo comum. Aqui, novamente, prefiro a última hipótese, porque os órgãos vestigiais, se na realidade são mesmo “vestigiais”, entendem-se facilmente como degeneração e não como evolução, sendo classificados como desvios posteriores relativos ao planejamento criativo.

O dilúvio bíblico pode também ser responsável por muitas das chamadas “provas” da evolução. A Paleontologia e a Geologia ou nos ensinam a história da vida, ou a deposição de sedimentos e organismos durante o dilúvio. Seria suficiente referir-se aqui ao trabalho de Morris e Whitcomb (11) que mostram que os argumentos apresentados para a coluna geológica são muito fracos para sustentá-la. Mas todos estes argumentos, por outro lado são facilmente compreendidos, aceitando-se a criação e o dilúvio. Também a distribuição geográfica dos organismos pode muito bem ser explicada como tendo acontecido após o dilúvio. Não é meu objetivo resumir extensivamente todas as evidências existentes para a criação. Estou simplesmente tentando responder se o evolucionismo, como doutrina, é cientificamente mais aceitável do que o criacionismo. Nesse ponto, a genética tem ajudado os criacionistas, porque tem mostrado nada mais do que o fato de as espécies serem variáveis mas não transformáveis.

(6) A confiabilidade de um postulado científico é inversamente proporcional ao número de postulados não provados no qual ele se baseia.

Isto é mais uma característica do que uma exigência para um postulado científico. Mas o importante é que, quando os fundamentos não provados de um postulado científico são muito numerosos, pode-se duvidar se realmente aquele postulado merece ser chamado de “científico”. Para crer na evolução é necessário basear-se num grande número de indicações provenientes de várias disciplinas, que podem ser interpretadas como apoiando o ponto de vista evolucionista, mas que igualmente bem, ou mesmo até melhor, podem ser compreendidas sob o ponto de vista criacionista.

Mas é também necessário para os evolucionistas aceitar um grande número de premissas que são muito essenciais para os seus pontos de vistas, as quais não são provadas, para as quais dificilmente há qualquer evidência, e que muitas vezes são completamente improváveis. No século passado isto não era um problema porque os defensores do evolucionismo tinham a firme convicção de que a evidência necessária para as suas suposições seria mais cedo ou mais tarde certamente obtida.

Entretanto, os pilares do evolucionismo não puderam ser sustentados durante os últimos cem anos, mas foram, sim, enfraquecidos de uma maneira contínua devido às novas evidências. Neste sentido o evolucionismo nada mais é do que um interessante anacronismo. Ele se adaptava a uma época em que se acreditava na “geração espontânea” enquanto que hoje se sente ser um dilema acreditar numa geração espontânea que não pode ocorrer. Naquela época também a teoria da uniformidade de Lyell podia ser considerada a par com as teorias catastróficas, enquanto que hoje em dia sabe-se que os geólogos nada mais fazem do que estudar cataclismos.

A evolução surgiu numa época em que 3/4 da sugerida história da vida estavam completamente faltando nos registros fósseis, porque teriam tido lugar antes do Cambriano, e os estudiosos acreditavam que o Pré-cambriano apresentaria uma grande quantidade de fósseis que viriam ilustrar esta parte que então faltava. Mas mesmo ainda hoje dificilmente existe um único fóssil Pré-cambriano fidedigno. Isso significa que, porque todos os fila dos Invertebrados estão representados no Cambriano, os evolucionistas têm de aceitar na base da fé, sem nenhuma evidência, que todos os vírus, bactérias, plantas e animais são realmente inter-relacionados. Em segundo lugar, eles devem asseverar que os Metazoa se originaram dos Protozoa (o que também é dificilmente aceitável). Em terceiro lugar eles devem acreditar que os fila dos Invertebrados são inter-relacionados e que os Vertebrados descendem dos Invertebrados.

Os evolucionistas baseiam os seus pontos de vista na fé, e assim não têm o direito de reprovar os criacionistas pela sua crença num Criador. Não é preciso aceitar-se o evolucionismo teísta também, porque não se está convencido de maneira completa que os estratos geológicos representem vastos períodos geológicos. É um fato estabelecido que cada rocha conhecida (desde o Cambriano até o Quaternário) tem sido achada superposta diretamente ao Pré-cambriano. Em nenhum lugar tem-se achado um trecho representativo da suposta coluna geológica, enquanto que em muitos lugares os estratos são dispostos numa seqüência reversa, sem nenhum traço de cataclismo secundário.

Desta maneira poder-se-ia prosseguir mencionando muitas asserções evolucionistas infundadas, que não têm encontrado apoio no último século, Não admira, portanto, que especialmente cientistas jovens levantem questões e tenham dúvidas quanto à validez do evolucionismo. Seria irreal, entretanto esperar que finalmente o evolucionismo fosse rejeitado. Enquanto a maior parte dos cientistas se recusar a aceitar que há uma alternativa apresentada pela Palavra de Deus, apegar-se-ão a sua doutrina inaceitável e refutada, por eles mantida como a sua fé – a sua própria religião.
Conclusão

Dois pontos foram ressaltados:

· Primeiro, que é errado dizer que o evolucionismo é mais “científico” do que o criacionismo, em meras bases lógicas e filosóficas. De um ponto de vista objetivo, sem preconceitos, ambos são alternativas equivalentes.

· Em segundo lugar, entretanto, em bases científicas naturais o evolucionismo não satisfaz nenhuma das exigências que seriam feitas a seu respeito.

Quanto aos fatos conhecidos até o presente deve ser claro que o criacionismo deveria levar vantagem como sendo mais consentâneo com o nosso conhecimento da natureza. De fato, a fé Cristã realmente não precisa de provas científicas para sua consistência, mas por outro lado é importante reconhecer que o criacionismo não é baseado numa fé cega, desprezando a evidência indiscutível. Realmente, os seus fundamentos, do ponto de vista científico, são melhores e mais firmes do que aqueles do materialismo. Para aqueles que acreditam que todas as palavras da Escritura são a infalível Palavra de Deus, isto não causa surpresa.

Bibliografia(1) Grassé. P. P. 1966. L´évolution, faits, expériences, théories (in) Biologie générale. Ed. P. P. Grassé et al. Masson et Cie., Paris, p. 959.(2) Van Melsen, A. G. M. 1968. Evolutie en Wijsbegeerte. Het Spectrum, Utrecht. p. 94.

(3) Van den Bergh, S. G. 1969. Inaugural Address. Utrecht, pp. 5, 6.

(4) Loc. cit., p. 6.

(5) Delfgaauw, B. 1967. Evolutie en Filosofie (in) Evolutie en de Filosofie, de Biologie, de Kosmos. Het Spectrum, Utrecht, pp. 12-23.

(6) Moorhead, P. S. and M. M. Kaplan, Editors. 1967. Mathematical challenges to the neo-Darwinian interpretation of evolution. Wistar Inst. Press, Philadelphia.

(7) Salisbury, F. B. 1969. Natural selection and the complexity of the gene, Nature, 224:342-343. Este é um interessante artigo sobre o assunto.(8) Bok, S. T. 1963. Het ontstaan van het leven. Het Spectrum, Utrecht.

(9) Howe, G. F. 1964. Paleobotanical evidences for a philosophy of creationism, Creation Research Society Annual, pp. 24-29,

(10) Ver, por exemplo, recentemente: Lever, J. 1969. Waar blijven we? J. H. Kok N. V., Kampen.

(11) Morris, H. M. and J. C. Whitcomb, Jr. 1961. The Genesis flood. Presbyterian and Reformed Publishing, Philadelphia.


Artigo publicado no primeiro número da

FOLHA CRIACIONISTA

O Darwinismo fora do currículo escolar da Coréia do Sul .

 

Quem diria, o país com melhor índice educacionalde todo mundo, varreu o Darwinismo do seu sistema educacional. Se fosse no Brasil, Haiti, Serra Leoa, Afeganistão, vá lá, entenderíamos, porém, como isso pode ter acontecido num país que preza o estudo e a ciência? ((rs))

Classificação Mundial de Educação  em Ciência, Matemática e Leitura
 
Entre as razões que levaram o governo coreano a seguir por tal caminho, refere-se aos inúmeros erros sobre evolução encontrados nos livros didáticos. Por exemplo, a utilização dos tentilhões de Darwin como prova  das grandes mudanças, muito bem tipificada na Ancestralidade Comum Universal. Um caso mais recente que acendeu ainda mais o desejo dos coreanos em excluir o darwinismo do ensino secundário, diz respeito às recentes descobertas, que revelaram ser o Archaeopteryx um dos muitos dinossauros com penas, em vez de um elo entre estes e as aves. 
 
Como é de praxe, quando se contesta os dogmas estabelecidos, os devotos de Darwin lançaram a culpa no Criacionismo, alegando que os religiosos influenciaram na decisão. 

A notícia repercutiu na Nature 
 
Seja como for, o fato é que  a imposição deliberada, seja de qual âmbito for,  quase sempre culmina em opressão. ODarwinismo, em nome da ciência, impõe – academicamente – sua cadeia de força em quase todo mundo, semelhantemente ao que fazia a religião medieval, que não aceitava críticas ou contestações aos seus dogmas. Mas aí chega um momento em que a canga se torna pesada demais, aí vem a revanche…

É isso!

 
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