A HISTÓRIA DO DESIGN INTELIGENTE: da formação oficial à publicação revisada por pares.

Por Everton F. Alves (e-Book)

Acredita-se, ainda hoje, que Charles Darwin rejeitava qualquer alegação de design inteligente na natureza. No entanto, há evidências de que Darwin aceitou alguns aspectos desse ponto de vista [1]. Sua conceituação do design foi fundada em ambas as ideias cosmológicas e teleológicas da teologia natural clássica. Somente, quando Darwin descobriu o processo dinâmico de seleção natural, ele rejeitou o velho argumento teleológico. No entanto, ele nunca foi capaz de ignorar a forte experiência da beleza e complexidade de um universo de design inteligente, como um todo.

O termo “design inteligente” (DI) foi provavelmente introduzido por William Whewell, um professor do Trinity College, Cambridge (1794-1866) [1]. Em 1897, Ferdinand Schiller, erudito da Universidade de Oxford, nos Estados Unidos, utilizou o termo design inteligente como alternativa ao processo evolutivo cego em um ensaio intitulado “Darwinism and the Design Argument” [2]. Nele, Schiller disse: “não será possível excluir a suposição de que o processo da Evolução possa ser guiado por um design inteligente” [p.141].

Em 1993, um grupo de cientistas e filósofos norte-americanos se reuniu em uma conferência na cidade de Pajaro Dunes, Califórnia, a fim de questionar a teoria da evolução [3]. O grupo inicial de dissidentes foi composto por pesquisadores de diversas áreas, tais como Philip E. Jonhson (organizador da conferência), Dean Kenyon, Paul Nelson, Stephen C. Meyer, William Dembski, Jonathan Wells, Jed Macosko, Scott Minich, Siegfried Scherer, Kurt Wise, David Raup, Charles Thaxton, Walter Bradley e Michael Behe. Foi então que o design inteligente, tal como o conhecemos hoje, foi oficialmente estabelecido como teoria científica, embora os pressupostos do design não sejam novos.

De lá para cá, diversos estudos têm evidenciado a controvérsia do naturalismo e sua dificuldade em explicar a origem da vida. Ao mesmo passo, houve um aumento significativo na produção científica, cujas evidências empíricas apoiam o design inteligente. A publicação de artigos revisados por pares baseada em design é relativamente nova, tendo seu início há pouco mais de trinta anos [4]. No entanto, o movimento literário do design efetivamente começou em 1991 por meio do best-seller “Darwin no banco dos réus”, do professor de direito Phillip E. Johnson [5], e popularizou-se em 1996, com a publicação de “A Caixa Preta de Darwin” do bioquímico Michael Behe [6].

Mas como nem tudo são flores, o design inteligente tem passado por grandes dificuldades para se inserir na comunidade científica. Isso porque a partir do momento em que um cientista desafia uma crença profundamente defendida, como no caso do naturalismo filosófico, ele enfrenta grande resistência em financiamentos de seus projetos de pesquisa e na publicação de seus resultados em anais de congressos ou em periódicos de alto fator de impacto.

Em 2004, por exemplo, a mídia reportou um caso polêmico relacionado à publicação de um artigo que apoiava o design inteligente em uma revista científica, bem como as perguntas subsequentes de se os procedimentos editoriais adequados foram seguidos e se ele [o artigo] foi devidamente revisado. Stephen C. Meyer, diretor do Centro do Instituto Discovery, nos Estados Unidos, publicou um artigo intitulado “The origin of biological information and the higher taxonomic categories” na Proceedings, revista de biologia do Museu Nacional de História Natural do Instituto Smithsoniano, em Washington [7].

Um mês depois, o conselho do periódico de Biologia emitiu uma nota onde criticou o artigo, dizendo que ele não atendia aos padrões científicos do processo, e enfatizou que a decisão de publicá-lo foi do ex-editor Richard Sternberg. Mas qual seria o motivo de tanta polêmica? Este artigo afirmou que a explosão cambriana não poderia ser explicada por processos naturais, isto é, nenhuma teoria materialista atual seria suficiente para explicar a origem da informação necessária para construir novas formas animais presentes na explosão cambriana. O artigo foi além, propôs o design inteligente como uma alternativa para a explicação da origem da informação biológica e para a taxonomia superior. O artigo que antes fora aceito, publicado e indexado em importantes bases de dados médicas, a partir de então foi retirada sua indexação.

Em 2010, outro manuscrito submetido a um periódico chamado Quarterly Review of Biology fez inicialmente menção aos princípios do design, logo, a submissão do manuscrito foi rejeitada. O autor do estudo, o bioquímico Michael Behe, foi orientado a retirar o termo “design inteligente” do manuscrito intitulado “Experimental Evolution, Loss-of-Function Mutations and ‘The First Rule of Adaptive Evolution’” [8]; uma vez acatada a sugestão do editor, o trabalho foi publicado.

Esses são apenas alguns exemplos diante de tantos outros a que estão submetidos os cientistas comprometidos com a verdade. Assim, os cientistas pró-design foram forçados a evitar o assunto em suas publicações científicas. Diante desses casos, surgiu a necessidade de uma revista própria de acesso aberto, revisada por pares, especialmente nas ciências biológicas, onde a oposição ao design inteligente é particularmente intensa [9].

Em 2010, foi lançada a revista BIO-Complexity, publicada pelo Instituto Biológico nos Estados Unidos. BIO-Complexity [http://bio-complexity.org/ojs/index.php/main/index] é uma revista científica com um objetivo único [9]. Destina-se a ser o principal fórum para testar o mérito científico da alegação de que o design inteligente é uma explicação credível para a vida. Embora muitas grandes ideias científicas em design tenham sido publicadas em livros, a ciência especializada se desenvolve, em grande parte, através do processo de publicação avaliada por pares.

Diante dessas informações surge uma dúvida crucial: qual será o futuro das pesquisas baseadas em design? Apesar de os pesquisadores do design ter sido injustamente excluídos da literatura científica por muitos anos, as nossas expectativas são positivas, em grande parte, também, devido à observação da atual abertura científica ao diálogo, debate e crítica. Esperamos que os editores de periódicos científicos tradicionais mantenham a mente aberta para uma análise justa e imparcial, tal como foi a de Richard Sternberg. Assim, os méritos científicos do design dependerão, exclusivamente, de seu conteúdo.

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REFERÊNCIAS

[1] Thorvaldsen S, Øhrstrøm P. Darwin’s perplexing paradox: intelligent design in nature. Perspect Biol Med. 2013; 56(1):78-98.

[2] Darwinism and Design Argument. In: Schiller FCS (Ed.). Humanism: Philosophical Essays. Nova York: The Macmillan Co., 1903. Este ensaio foi primeiramente publicado no periódico Contemporary Review (Junho de 1897); 71:867-883.

[3] Eberlin MN. Fomos Planejados: a maior descoberta científica de todos os tempos. Campinas, SP: Widbook, 2014. https://www.widbook.com/ebook/fomos-planejados

[4] Pollard WG. Rumors of transcendence in physics. Am. J. Phys. 1984; 52(10):877-81.

[5] Johnson PE. Darwin on Trial. Washington, DC: Regnery Gateway, 1991.

[6] Behe M. Darwin’s Black Box: The Biochemical Challenge to Evolution. New York: The Free Press, 1996.

[7] Meyer SC. The origin of biological information and the higher taxonomic categories. Proceedings of The Biological Society of Washington 2004; 117(2):213-239.

[8] Behe MJ. Experimental evolution, loss-of-function mutations, and “the first rule of adaptive evolution”. Q Rev Biol. 2010; 85(4):419-45.

[9] Richards JW. BIO-Complexity: A New, Peer-Reviewed Science Journal, Open to the ID Debate. Evolution News and Views, 2010. Disponível em: http://www.evolutionnews.org/…/biocomplexity_a_new_peerrevi…

Convergência Espetacular: Micróbio com estrutura semelhante ao olho.

By Evolution News

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Eles pensaram que era uma piada. Um século atrás, os biólogos não podiam acreditar que uma criatura unicelular tinha um olho. Mas, desde que era difícil de encontrar o warnowiid dinoflagelado, e ele crescer e ser estudado em laboratório; então, uma pesquisa detalhada era rara; até agora.

Uma equipe da University of British Columbia reuniu espécimes ao longo da costa de BC e do Japão, para um olhar mais atento. Eles descobriram que a estrutura, chamada de “ocelloid” (sem tradução ainda [ocelos]), tem estruturas que imitam o complexo olho de animais superiores. PhysOrg diz:

Na verdade, o “ocelloid” dentro do predador planctônico parece muito com um olho complexo que foi originalmente confundido com o olho de um animal que tinha comido o plâncton.

“É uma estrutura incrivelmente complexa para um organismo unicelular ter evoluído”, disse o autor Greg Gavelis, um estudante de zoologia, PhD na UBC. “Ele contém uma coleção de organelas subcelulares que se parecem muito com as lentes, córnea, íris e retina dos olhos multicelulares encontrados em humanos e outros animais de grande porte.” [Grifo nosso].

 

New Scientist compartilha o espanto:

É talvez o olho mais extraordinário no mundo vivo – tão extraordinário que ninguém acreditava que um biólogo o descreveu pela primeira vez ha mais de um século atrás.

Agora, parece que o pequeno proprietário deste olho, o usa para capturar presas invisíveis através da detecção de luz polarizada.Esta sugestão também é passível de ser recebida com descrença, para um olho pertencente a um organismo unicelular chamado Erythropsidinium. Ele não tem nervos, muito menos um cérebro. Então, como poderia “ver” a sua presa?

A “retina” deste olho, uma matriz curva de cromossomos, parece disposta para filtrar a luz polarizada. A notícia do Instituto Canadense de Pesquisa Avançada cita Brian Leander, co-orientador do projeto:

“A organização interna do corpo da retina é uma reminiscência dos filtros de polarização sobre as lentes de câmeras e óculos de sol”,diz Leander. “São centenas de membranas embaladas uma próxima a outra e alinhadas em paralelo.”

E essa  não é toda a maravilha que esse habitante do mar tem em seu kit de ferramentas. Ele também tem um pistão e um arpão:

Os cientistas ainda não sabem exatamente como “warnowiids” usam a estrutura semelhante ao olho, mas, pistas sobre a forma como vivem, têm alimentado uma especulação convincente.Warnowiids caçam outros dinoflagelados , muitos dos quais são transparentes. Eles têm grandes nematocistos, que Leander descreve como pequenos arpões“, para capturar presas. E alguns têm um pistão – um tentáculo que pode se estender e retrair de forma extremamente rápida  – com uma função desconhecida que pode ser usada para a fuga ou alimentação.

 

Isso fez o olho desenvolver?

Caso alguém pense que o olho do dinoflagelado apresenta um degrau evolutivo fácil para os olhos mais complexos; os dados revelam vários problemas. O artigo publicado na Nature afirma que os ocelloids são construídos a partir de “diferentes componentes, endossimbioticamente adquiridos“, tais como mitocôndrias e plastídios. “Como tal, o ocelloid é uma estrutura quimérica, incorporando organelas com diferentes histórias endossimbióticas.” Podemos tratar endossimbiose como uma questão separada. Por agora, podemos perguntar se essa estrutura complexa é explicável pela seleção natural não-dirigida.

Os autores não acham que isso é uma história evolutiva clara. ocelloid está entre as estruturas subcelulares mais complexas conhecidas, mas a sua função e relação evolutiva com outras organelas permanecem obscuras,dizem eles. No papel,eles nunca explicam como organelas com diferentes histórias se uniram até chegar a um olho funcional. A maior parte do trabalho é um descritivo das peças e como elas funcionam individualmente, ou onde elas poderiam ter sido obtidas por endossimbiose. Para explicar a origem do olho como um todo a funcionar, eles inventaram, “plasticidade evolutiva“: 

No entanto, os dados genômicos e os dados detalhados ultra-estruturais,  aqui apresentados, resolveram os componentes básicos do ocelloid e suas origens, e demonstraram como a plasticidade evolutiva das mitocôndrias e plastídios pode gerar um nível extremo de complexidade subcelular.

Fora isso, eles têm muito pouco a dizer sobre a evolução, e nada sobre a seleção natural.

Na mesma edição da Nature, Richards e Gomes reveem o papel. Eles listam outros micróbios, incluindo algas e fungos que têm pontos sensíveis à luz. Alguns têm as proteínas rodopsina utilizadas nos bastonetes e cones de animais multicelulares. Mas, em vez de traçar a evolução do olho por ancestralidade comum, eles atribuem todas essas inovações à convergência:

Estes exemplos demonstram a riqueza de estruturas subcelulares e proteínas do receptor de luz, associados em diversos grupos microbianos. Com efeito, todos estes exemplos representam ramos evolutivos distintos em grandes grupos separados de eucariotas. Mesmo para os ocelos, associados ao plastídio, é pouco provável que sejam um produto da evolução vertical direta, porque o plasto Chlamydomonas é derivado de uma endossimbiose primária e assimilação de uma cianobactéria, ao passo que o plasto Guillardia é derivado de uma endossimbiose secundária em que o plasto foi adquirido em “segunda mão“, por incorporação intracelular de uma alga vermelha. Usando sequências de genes recuperados a partir do corpo da retina do warnowiid, Gavelis et al. investigou a ascendência dessa organela através da construção de árvores filogenéticas, para os genes derivados de plastos. A análise demonstrou que este plastídio modificado,é também de origem endossimbiose secundária, originário de uma alga vermelha.

Embora derivados de forma independente,temas comuns na evolução destas estruturas semelhantes ao olho. Muitos deles envolvem a reconfiguração de sistemas de membranas celulares para produzir um corpo proximal opaco a uma superfície sensorial, uma superfície que, em quatro dos cinco exemplos provavelmente envolve um tipo de rodopsina. Dada a derivação evolutiva desses sistemas, isso representa um caso de evolução convergente complexa, em que os sistemas subcelulares foto-sensíveis são construídos separadamente dos componentes similares, para alcançar funções semelhantes. O exemplo do ocelloid é surpreendente porque demonstra um pico em complexidade subcelular obtida através da adaptação dos vários componentes.Coletivamente, estes resultados mostram que a evolução tem tropeçado em soluções semelhantes para perceber a luz, sua duração, vez após vez.

Mas a convergência é apenas uma palavra que aparece como uma explicação?Nós lemos:

As “oficinas” de trabalho lançam uma nova luz, sobre como muito diferentes organismos podem evoluir características semelhantes em resposta a seus ambientes, num processo conhecido como a evolução convergente. Estruturas semelhantes ao olho, evoluíram independentemente muitas vezes, em diferentes tipos de animais e algas com diferentes habilidades para detectar a intensidade da luz, a sua direção, ou objetos.

“Quando vemos a semelhante complexidade estrutural, fundamentalmente em todos os diferentes níveis de organização, em linhagens que são parentes muito distantes uma das outras; neste caso, warnowiids e animais; então, você obtém uma compreensão mais profunda de convergência”, diz Leander.

Mas “evolução convergente” não é um processo. É uma observação post-hoc baseada em suposições evolutivas. Um ambiente não tem poder para forçar um organismo a responder a ele com uma função complexa. Luz existe, ou um organismo não a vê. O magnetismo também existe; ele contém o poder de deslocar peixes, tartarugas e borboletas fazendo-os navegar?

Se é altamente improvável uma solução complexa evoluir uma vez, “evolução convergente” só agrava a improbabilidade. No novo filme do Illustra mídia Living Waters , Timothy Standish explica que “a evolução convergente” não é uma explicação plausível para as semelhanças não relacionadas. A evolução é cega“, diz ele. Ela não sabe que um outro organismo tem uma solução elegante para um problema. Ela não pode dirigir um animal diferente a convergir para uma solução similar. O que sabemos; Standish continua, é que a inteligência pode dar uma solução para um problema, e aplicá-la em diferentes circunstâncias e fazer isso novamente, e novamente.

Faz sentido que um designer iria entender sobre ótica e ondas eletromagnéticas. A mente pode apropriar-se de peças e organizá-las em córneas, lentes e receptores apropriados para as necessidades e tamanhos de organismos distintos. Seleção não guiada não pode fazer isso. O meio ambiente não pode fazer isso. A partir de nossa experiência uniforme, a única causa que sabemos que pode organizar as peças em um todo funcional é a inteligência. Esta é uma evidência positiva para o projeto. A teoria alternativa poderia ser apelidada de “Convergência das Lacunas”.

 

(Texto Adaptado)

 

Crédito da imagem: Instituto Canadense de Pesquisas Avançadas

Mutações genéticas não são adaptativas – Previsão baseada em causas evolutivas (As primeiras previsões da evolução)

By Cornelius Hunter – Darwins Predictions

 

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No século XX, a teoria da evolução previa que as mutações não seriam adaptáveis ou dirigidas. Em outras palavras, acreditava-se que mutações seriam aleatórias no que diz respeito às necessidades do indivíduo. Como colocou Julian Huxley , “mutação apenas fornece a matéria-prima da evolução; é um arranjo aleatório, e ocorre em todas as direções. … Em todos os casos elas são aleatórias em relação à evolução. Os seus efeitos não estão relacionados com as necessidades dos organismos “(Huxley, 36) Ou, como explicou Jacques Monod:

Acaso está na origem de toda inovação, de toda a criação na biosfera. Puro acaso, absolutamente autônomo, mas cego, na própria raiz do edifício estupendo da evolução: este conceito central da biologia moderna não é mais uma entre outras hipóteses possíveis ou mesmo concebível. Hoje é a única hipótese concebível, a única que se enquadra como fato observado e testado. E nada justifica a suposição – ou a esperança – de que, neste ponto, a nossa posição está sempre susceptível a ser revista. ( Monod, 112)

Ronald Fisher escreveu que as mutações são “aleatórias no que diz respeito à necessidade do organismo” (Orr). Essa previsão fundamental persistiu por décadas, como explica um documento (paper) recente: “É assumido que mutação cria variação hereditária e ela é aleatória e sem direção.” (Chen, Lowenfeld e Cullis)

Mas agora é sabido que essa suposição é falsa. O primeiro problema é que a taxa de mutação é adaptável. Por exemplo, quando uma população de bactérias é submetida a condições adversas, ela tende a aumentar a sua taxa de mutação. É como se um sinal fosse enviado, dizendo: “É tempo de se adaptar.” Além disso, uma pequena fração da população aumenta ainda mais sua taxa de mutação. Estes hypermutators (“supermutantes”) asseguraram que uma variedade ainda maior de mudanças adaptativas seja explorada. (Foster) E experiências também descobriram que os segmentos duplicados de DNA podem estar sujeitos a taxa de mutação mais elevada. Uma vez que o segmento é uma duplicata, e é menos importante para se preservar; e, como um campo de teste; parece ser usado para experimentar novos projetos. (Wright)

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O segundo problema é que os organismos utilizam estratégias para dirigir as mutações de acordo com a ameaça. Mutações adaptativas têm sido extensivamente estudadas em bactérias. Experiências tipicamente alteram a oferta de alimentos das bactérias ou aplicam algum estresse ambiental causando mutações que têm como alvo um estresse ambiental específico (Burkala, et ai .; Moxon, et al.,.; Wright) mutações adaptativas também têm sido observadas em leveduras (Fidalgo, et. al .; David, et. al.) e plantas de linho. (Johnson, Moss e Cullis)

Um experimento encontrou mutações repetíveis no setor do linho em resposta a níveis de adubação. (Chen, Schneeberger e Cullis) Outro experimento expôs o linho a quatro diferentes condições de crescimento e descobriu que o estresse ambiental pode induzir mutações que resultam em “respostas consideráveis, rápidas e adaptações evolutivas.” (Chen, Lowenfeld e Cullis)

Em resposta a esta falha da previsão, alguns evolucionistas agora estão dizendo que a evolução, de alguma forma, criou os mecanismos que causam mutações adaptativas.

(Texto adaptado)

Referências:

 

Burkala, E., et. al. 2007. “Secondary structures as predictors of mutation potential in the lacZ gene of Escherichia coli.” Microbiology 153:2180-2189.

Chen, Y., R. Lowenfeld, C. Cullis. 2009. “An environmentally induced adaptive (?) insertion event in flax.”International Journal of Genetics and Molecular Biology 1:38-47.

Chen, Y., R. Schneeberger, C. Cullis. 2005. “A site-specific insertion sequence in flax genotrophs induced by environment.” New Phytologist 167:171-180.

David, L., et. al. 2010. “Inherited adaptation of genome-rewired cells in response to a challenging environment.”HFSP Journal 4:131–141.

Fidalgo, M., et. al. 2006. “Adaptive evolution by mutations in the FLO11 gene.” Proceedings of the National Academy of Sciences 103:11228-11233.

Foster, P. 2005. “Stress responses and genetic variation in bacteria.” Mutation Research / Fundamental and Molecular Mechanisms of Mutagenesis 569:3-11.

Huxley, Julian. 1953. Evolution in Action. New York: Signet Science Library Book.

Johnson, C., T. Moss, C. Cullis. 2011. “Environmentally induced heritable changes in flax.” J Visualized Experiments47:2332.

Monod, Jacques. 1971. Chance & Necessity. New York: Vintage Books.

Moxon, E., et. al. 1994. “Adaptive evolution of highly mutable loci in pathogenic bacteria.” Current Biology 4:24-33.

Orr, H. 2005. “The genetic theory of adaptation: a brief history.” Nature Review Genetics 6:119-127.
Wright, B. 2000. “A biochemical mechanism for nonrandom mutations and evolution.” J Bacteriology 182:2993-3001.

Moléculas fundamentais da célula são universais – As primeiras previsões da evolução.

By Cornelius Hunter – Darwins Predictions

Além do código de DNA, existem outros processos moleculares fundamentais que parecem ser comuns a toda a vida. Um exemplo intrigante é a replicação que copia ambas as cadeias da molécula de DNA, mas em direções diferentes . Evolução prevê que esses processos fundamentais são comuns a toda a vida. Na verdade, esta era comumente dita, ser uma importante previsão de sucesso para a teoria. Como Niles Eldredge explicou, a “uniformidade química subjacente da vida ” foi um teste severo que a evolução passou com distinção. (Eldredge, 41)

Da mesma forma Christian De Duve declarou que a evolução é em parte confirmada pelo fato de que todos os organismos vivos existentes funcionam de acordo com os mesmos princípios. (De Duve, 1) E Michael Ruse concluiu que as macromoléculas essenciais da vida ajudam a tornar a evolução para além de qualquer dúvida razoável. (Ruse, 4)

 

Mas esta conclusão de que os processos moleculares fundamentais dentro da célula são comuns a todas as espécies foi superficial. Nos anos posteriores, quando os detalhes foram investigados, diferenças importantes entre espécies surgiram. Por exemplo, proteínas-chave de replicação de DNA surpreendentemente “mostraram pouca ou nenhuma semelhança de sequência entre as bactérias e archaea / eucariotos.” (Leipe) também diferentes processos de replicação de DNA foram descobertos. Esses resultados não foram como se esperava:

 

Em particular, e contra intuitivamente, dado o papel central do ADN em todas as células e a uniformidade mecanicista de replicação, as enzimas do núcleo dos sistemas de replicação de bactérias e archaea (bem como eucariotas) são independentes ou a relação entre ambos é extremamente distante. Os vírus e plasmídeos, além disso, possuem, pelo menos, dois sistemas de replicação de DNA original, ou seja, proteína primordial e  a replicação das modalidades de círculo de rolamento. Esta diversidade inesperada faz com que a origem e evolução de sistemas de replicação de DNA um problema particularmente desafiador e intrigante na biologia evolutiva. (Koonin)

 

Alguns evolucionistas estão reconsiderando a suposição de que toda a vida na Terra compartilha a mesma arquitetura básica molecular e bioquímica, e ao invés disso, examinam a possibilidade de evolução independente, e múltiplas origens, fundamentalmente diferente, de formas de vida. (Cleland, Leipe)

 

(Texto adaptado)

 

Referencias:

Cleland, Carol. 2007. “Epistemological issues in the study of microbial life: alternative terran biospheres?.” Studies in History and Philosophy of Science Part C: Studies in History and Philosophy of Biological and Biomedical Sciences 38:847-861.

de Duve, Christian. 1995. Vital Dust. New York: BasicBooks.

Eldredge, Niles. 1982. The Monkey Business. New York: Washington Square Press.

Koonin, E. 2006. “Temporal order of evolution of DNA replication systems inferred by comparison of cellular and viral DNA polymerases.” Biology Direct 18:1-39.

Leipe, D., L. Aravind, E. Koonin. 1999. “Did DNA replication evolve twice independently?.” Nucleic Acids Research27:3389-3401.
Ruse, Michael. 1986. Taking Darwin Seriously. New York: Basil Blackwell.

 

Previsão chave da evolução falsificada?

By Uncommon Descent

 

Kirk Durston escreve:

 

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A vida biológica requer milhares de diferentes famílias de proteínas, cerca de 70% das quais são proteínas globulares, cada uma com uma forma tri-dimensional que é única para cada família de proteínas.

Um exemplo é mostrado na foto no topo deste post. Esta forma 3D é necessária para uma função biológica específica e é determinada pela sequência dos diferentes aminoácidos que compõem essa proteína.

Em outras palavras, não é a biologia que determina a forma, mas a física. Sequências que produzem estruturas 3D funcionais estáveis são tão raras que hoje os cientistas não tentam encontrá-las usando bibliotecas com sequências aleatórias. Em vez disso, eles usam informações que eles obtêm a partir de proteínas biológicas de engenharia reversa para conceber proteínas artificiais inteligentes.
Na verdade, nossos supercomputadores do século 21 não são poderosos o suficiente para triturar as variáveis e localizar novas estruturas 3D.

No entanto, uma previsão fundamental da teoria neo-darwinista é que um processo evolutivo extremamente lento que consiste na deriva genética, mutações, inserções e deleções deve ser capaz de “encontrar” não apenas uma, mas milhares de sequências pré-determinadas pela física com estabilidades diferentes, a saber estruturas 3D funcionais.

Então como é que esta previsão falsificável sustenta-se quando testada contra dados reais? Como deve ser o caso na ciência, eu disponibilizei meu programa para que você possa executar seus próprios dados e verificar por si mesmo os tipos de probabilidades que estas famílias de proteínas representam.

 

 

Observação:

O link do UD sobre o programa de Durston pelo que constei esta dando erro no UD, então eu fiz uma busca e encontrei o método referido por Kirk Durston aqui… Porem este link contem varias pastas, que também, pelo que constei estão corrompidas, mas entre estas muitas pastas existe uma com arquivo que pode ser aberta; é a única que você consegue enxergar que contem um texto, então fica a informação a quem tiver interesse… E também esse arquivo de Dursten encontra-se no idioma em inglês.

NEUROCIÊNCIA NÃO MATERIALISTA: EVIDÊNCIAS DE UMA CONSCIÊNCIA ALÉM DO CÉREBRO

By Everton F. Alves (Web-Book)

 

Neurociência é o estudo científico do sistema nervoso, um dos sistemas mais complexos do corpo humano. Tradicionalmente, a neurociência tem sido vista como um ramo da Biologia [1]. O termo “neurobiologia” geralmente é usado de modo alternado com o termo neurociência, embora o primeiro se refira especificamente a biologia do sistema nervoso, enquanto o último se refere à inteira ciência do sistema nervoso.

Nos últimos anos, a Neurociência tem assumido sua posição materialista, há muito já implícita. O materialismo científico tem decretado a morte da mente [2]. Aos poucos foi se substituindo o conceito de “mente” pelo de “cérebro”. Os materialistas acreditam que a mente não existe como uma entidade separada; é meramente um estado do cérebro, causada tão somente por neurônios e neuroquímica.

 

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É de se esperar que as explicações científicas acerca das maravilhas da mente humana e do cérebro encontrem respostas na teoria da evolução de Charles Darwin através dos mecanismos de seleção natural. Porém, não é bem o caso. Para Darwin, a mente foi um enorme problema por resolver. A única coisa que ele disse sobre isso invalida todas as suas hipóteses sobre a teoria evolutiva, que foi o produto (convicção) de sua mente. Em 1881, após refletir sobre o assunto, ele escreveu a William Graham:

Comigo a terrível dúvida sempre surge se as convicções da mente humana, as quais foram desenvolvidas a partir da mente de animais inferiores, são de algum valor ou de todo confiável. Qualquer um confiaria nas convicções da mente de um macaco, se houvesse alguma convicção em tal mente?[3].

Ainda assim, recentemente o biólogo neodarwinista Richard Dawkins afirmou: “É tremendamente difícil definir o que é consciência. Não existe consenso sobre isso. Mas, obviamente, a consciência evoluiu como uma propriedade emergente dos cérebros. Nós, seres humanos, temos consciência. Portanto, é certo que, em algum momento, nossos ancestrais obrigatoriamente desenvolveram consciência” [4: p.16].

O filósofo da mente John Searle já havia feito a seguinte alegação: “Sabemos que a consciência […] é causada por processos neurobiológicos bem específicos. Nós não sabemos os detalhes de como o cérebro faz isso, mas sabemos, por exemplo, que se você interferir com os processos em determinadas maneiras anestesia geral, ou um golpe na cabeça, por exemplo, o paciente fica inconsciente” [5]. Por sua vez, o neuropsicólogo Barry Beyerstein disse em uma entrevista que, “assim como os rins produzem urina, o cérebro produz a consciência[6].

No entanto, novas evidências têm contestado esse conceito clássico. Um novo campo de pesquisa tem surgido: a neurociência não materialista. Pesquisadores que a defendem dizem que “a mente existe e usa o cérebro, mas não é a mesma coisa que o cérebro” [7: p.358]. Esse campo de pesquisa tem contribuído para a compreensão de uma mente imaterial e separada do corpo, mas que ao mesmo tempo é capaz de controlá-lo através da dinâmica eletroquímica de seu cérebro, e usar as informações angariadas pelos sistemas sensoriais disponíveis.

Mas em que os neurocientistas não materialistas se baseiam para suas afirmações? Os argumentos seguem duas linhas de evidência. A primeira vem do fato de que certas manifestações de estados mentais (não físicos) podem influenciar os estados do cérebro, e a segunda, está relacionada à ausência de uma explicação materialista contemporânea satisfatória para a chamada experiência consciente.

Beauregard e O’leary, proponentes do design inteligente, afirmam que estados e conteúdos mentais comprovadamente afetam estados cerebrais [7]. De fato, em 2006, outro estudo já havia verificado que experiências subjetivas mudam a química do cérebro [8]. Os autores desse estudo demonstraram que nossa experiência subjetiva de interagir com o rosto de outras pessoas afeta uma região do córtex relacionada à percepção facial no cérebro do receptor.

Isso quer dizer que as mentes não poderiam estar totalmente instanciadas (criadas) no cérebro, nem nas relações deste com o ambiente e nem em nenhum lugar de nosso mundo físico. Mas o que vem a ser a mente? O que é a consciência? Seria a alma de um ser humano? Seria o fôlego de vida? Ou a sua fonte vital? Para os autores, as chamadas experiências religiosas, espirituais e místicas (EREM) podem realmente acontecer.

Em 2006, impulsionados por suas curiosidades sobre o que está acontecendo com o cérebro durante as EREM, Beauregard e Paquette estudaram as experiências espirituais de freiras carmelitas [9]. Para tanto, eles se utilizaram de estudo de imagem por ressonância magnética funcional (fMRI) com o objetivo de identificar os correlatos neurais durantes as EREM. Os pesquisadores descobriram uma coleção de áreas do cérebro que estavam mais ativadas durante as experiências, chegando à conclusão de que é mais provável que as freiras estivessem enfrentando diretamente realidades fora de si mesmas (além do cérebro material).

Mas além dessas, existem outras evidências de que a consciência e o Self (autoconsciência) não são meramente um processo físico do cérebro? Um estudo realizado pelo neurocirurgião Wilder Penfield estimulou eletricamente o cérebro de pacientes com epilepsia e descobriu que podia levá-los a mover seus braços ou pernas, virar suas cabeças ou olhos, falar ou engolir. Invariavelmente, o paciente iria responder, dizendo: “Eu não fiz isso. Você fez[10, 11]. O Dr. Penfield acrescenta: “o paciente pensa em si mesmo como tendo uma existência separada de seu corpo” e “não importa o quanto [se estimule] o córtex cerebral, […] não há nenhum lugar […] onde a estimulação elétrica fará com que um paciente acredite ou decida [algo] [10, 11]. Isso porque essas funções são originárias do Self, não do cérebro.

Roger Sperry e colaboradores estudaram a diferença entre os hemisférios cerebrais esquerdo e direito e descobriram também que a mente tem um poder causal independente das atividades do cérebro, o que os levou a concluir que o materialismo era falso [10, 12]. Outro estudo mostrou um atraso entre o tempo de um choque elétrico aplicado na pele, a sua chegada ao córtex cerebral e a percepção de autoconsciência da pessoa [10, 13]. Isto sugere que a experiência subjetiva é mais do que apenas uma máquina que reage aos estímulos recebidos pelo cérebro. O autor do estudo, Laurence Wood, disse que por essas e outras razões é que “Muitos cientistas do cérebro têm sido obrigados a postular a existência de uma mente imaterial, mesmo que eles não tenham uma crença em vida pós-morte”.

A neurociência tem contribuído significativamente com geração de dados neurofuncionais relativos às EREM. Andrew Newberg é considerado o pai de um novo ramo da neurociência que estuda os efeitos da espiritualidade no cérebro: a neuroteologia. Em 2009, ele publicou os resultados de uma investigação realizada ao longo de 15 anos, os quais analisaram por meio de tomografia cerebral – tomógrafo por SPECT – a atividade dos cérebros de religiosos de diversas crenças e ateus durante uma EREM (oração e meditação) [14]. Foram observados diferentes padrões de atividades neuronais entre crentes em um ser inteligente (chamando-o de Deus) e não crentes. Para Newberg, “Deus pode modificar seu cérebro, não importa se você é cristão ou judeu, mulçumano ou hinduísta, agnóstico ou ateu”; ademais, o cérebro é programado para acreditar em Deus, fato considerado fundamental para a sobrevivência da espécie humana.

Outra linha de pesquisa está associada à investigação dos fenômenos mediúnicos em que, supostamente, a consciência e a volição do médium estão atenuadas ou mesmo dissociadas. Em 2012, um estudo analisou o fluxo sanguíneo cerebral (CBF) de 10 médiuns brasileiros durante a prática de psicografia [15]. O método utilizado foi o de neuro-imageamento por meio da tomografia por emissão de fóton único. Os resultados mostraram uma diminuição na atividade nas redes atencionais durante a EREM, o que levou os cientistas a considerar mente e cérebro como coisas diferentes ao dizer que devemos: “melhorar a nossa compreensão da mente e sua relação com o cérebro” [15: p.7].

Além disso, existe uma linha de pesquisa na Neurociência não materialista relacionada às experiências de quase morte (EQM). Em 2013, um estudo norte-americano afirmou que EQM são tipos de EREM vívidas, realísticas, que frequentemente promovem mudanças profundas na vida de pessoas que estiveram fisiológica ou psicologicamente próximas da morte [16]. As EQM por vezes ocorrem durante uma parada cardíaca, na ausência de atividade cerebral detectável. Os autores da pesquisa revisaram estudos prospectivos e descobriram uma incidência média de 10% a 20% de EQM induzidas por paradas cardíacas.

Para os cientistas, pessoas que passaram por EQM, são mais propensas a mudanças de vida positivas que podem durar muitos anos após a experiência do que aquelas que não a tiveram [16]. Eles concluem que as teorias materialistas da mente não são capazes de explicar como pessoas que tiveram EQM podem vivenciar − enquanto seus corações estão parados e sua atividade cerebral aparentemente ausente – pensamentos vívidos e complexos e adquirir informações verídicas a respeito de objetos ou eventos distantes de seus corpos. Segundo essa linha de pesquisa, as EQM em paradas cardíacas sugerem que a mente não é gerada pelo cérebro e não está confinada a ele ou ao corpo.

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Por outro lado, a Neurociência não materialista pode fornecer outra explicação para essas EQM, tais como ser resultado da diminuição do fluxo sanguíneo no cérebro, o que provocaria alterações momentâneas na mente. Conforme o neurocientista norte-americano Kevin Nelson afirmou em uma entrevista: “Em casos de quase morte, os estados de consciência podem se misturar, provocando reações como paralisia e alucinações[17].

Ao mesmo passo em que o Dr. Nelson provê uma alternativa científica para as EQM, o neurocientista não descarta o papel da fé e da espiritualidade [18]. Ele acrescenta que: “Mesmo se nós soubéssemos o que faz cada molécula cerebral durante uma experiência de quase morte, ou qualquer outra experiência, o mistério da espiritualidade continuaria [17]. Nelson revela como nosso cérebro cria essas visões e diz que, apesar de tudo, ainda espera que exista vida após a morte.

A física quântica, que tem como base o hinduísmo, é outra linha de pesquisa da Neurociência não física, a qual nos diz que a realidade não é fixa – partículas subatômicas só passam a existir quando elas são observadas. Assim, em 2013, um estudo norte-americano analisou a consciência por meio de vários tipos de sistemas ópticos de dupla fenda [19]. A mecânica quântica, linha tomada como base para o estudo, sugere que exista uma consciência, e que ela pode desempenhar um papel fundamental na forma como o mundo físico se manifesta. Isso não significa que a consciência humana, literalmente, “criaria” a realidade, mas ela sugere que há mais consciência do que está implícito hoje nos livros didáticos.

Para os autores, o ato de observar um objeto cotidiano influenciaria as suas propriedades. Devido o objeto quântico ser extremamente reativo ao ato de observação, essa sensibilidade seria constatada sempre que um objeto quântico é medido, afirma os autores [19]. O ato de medir a sensibilidade de um objeto faz com que o comportamento das ondas quânticas mude o comportamento das partículas. Os autores salientam que foram realizados três experimentos: dois em que as pessoas tentaram influenciar objetos mentalmente em seu laboratório, e um envolvendo um teste semelhante realizado online. Todos os três experimentos mostraram resultados positivos consistentes com a proposta de von Neumann (pai da Física quântica) e com pesquisas anteriores.

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Em 2014, um estudo realizado por um neurocientista pró-DI explicou que o materialismo científico ainda é influente em certas esferas acadêmicas [2]. O autor examinou várias linhas de evidência empírica mostrando que o materialismo é incompleto e obsoleto. As evidências levantadas indicam que os humanos não podem ser reduzidos a impotentes máquinas biofísicas, uma vez que a psique influencia fortemente a atividade do cérebro e do corpo, e pode operar telosomaticamente. Com base nessas evidências, o autor elaborou e propôs a Teoria da Psychelementarity (ainda sem tradução).

Essa teoria sugere que a psique desempenha um papel primordial na forma como o universo funciona, o equivalente a matéria, energia e espaço-tempo [2]. Além disso, afirma que a psique não pode ser reduzida a processos físicos ou a uma posição reducionista. A teoria abrange uma série de fenômenos psicofísicos supostamente bem estudados, que são reinterpretadas à luz de uma perspectiva pós-materialista. Também inclui fenômenos anômalos que são rejeitados pelos materialistas.

Foi confrontando essa constante rejeição que, em 2014, oito cientistas internacionais de diversas áreas, incluindo o cientista psiquiátrico brasileiro Alexander Moreira-Almeida, publicaram o “Manifesto pela ciência pós-materialista”, aberto para assinaturas [20]. Trata-se de um convite direto para que a ciência não se deixe emperrar pelo dogmatismo que se formou em torno do paradigma convencionalmente chamado de “materialismo científico”. O manifesto reconhece os tremendos avanços da ciência materialista, mas admite que a dominância desta filosofia nos meios acadêmicos e universitários chegou a ponto de ser prejudicial, em especial ao estudo da consciência e da espiritualidade.

De fato, é incrível o poder que o materialismo científico tem nas academias e o seu discurso reduzido à matéria. Mas se realmente apenas a matéria existisse, então nós seríamos capazes de pegar toda a matéria do corpo humano e, a partir dela, criar vida. Como Geisler e Turek colocam: “Certamente existe na vida alguma coisa além do material. Que materialista pode explicar por que um corpo está vivo e o outro está morto? Ambos contêm os mesmos elementos químicos. Por que um corpo está vivo num minuto e morre no minuto seguinte? Que combinação de materiais pode ser responsável pela consciência?” [21: p.96].

Como o filósofo Geoffrey Madell disse: “O surgimento da consciência, então, é um mistério, e ao qual o materialismo falha em fornecer uma resposta” [22: p.141]. Assim, as evidências indicam que a mente é o agente mais eficaz de mudança para o cérebro. É certo que existem várias linhas de pesquisa, e estudos produzidos a partir delas, acerca da ciência do cérebro imaterial na literatura disponível. Entretanto, neste capítulo, procuramos apresentar apenas algumas dessas linhas.

Todavia vale ressaltar que, embora a neurociência não materialista ainda não consiga responder a todas as perguntas relacionadas ao efeito placebo ou aos problemas psicológicos incapacitantes graves, tais como as fobias e transtorno obsessivo-compulsivo, ela libera o cientista a estudar a questão em apreço, abrindo portas para novas investigações sobre como a mente funciona e para o futuro da pesquisa em Neurociência.

Quer saber mais? Acesse o eBook e venha conhecer a assinatura de um projeto intencional nas estruturas biológicas complexas presentes na natureza e nos seres vivos.

 

REFERÊNCIAS

[1] Hoppen NHF. A neurociências no Brasil de 2006 a 2013, indexada na Web of Science: produção científica, colaboração e impacto. Dissertação (Comunicação e Informação). Porto Alegre: UFRGS, 2014.

[2] Beauregard M. The Primordial Psyche. Journal of Consciousness Studies 2014; 21(7–8):132–57.

[3] Charles Darwin to William Graham, Darwin Correspondence Project, Letter No. 13230, dated July 3rd, 1881. Disponível em: http://www.darwinproject.ac.uk/entry-13230

[4] Entrevista concedida por Richard Dawkins. Maravilhe-se com o universo. [27 Mai. 2015]. Entrevistador: André Petry. Revista Veja, edição 2427, ano 48, n. 21, 2015.

[5] Réplica de John Searle ao artigo de David J. Chalmers: “’Consciousness and the Philosophers’: An Exchange”. [Mai. 1997]. The New York Review of Books, 1997. Disponível em:  http://www.nybooks.com/…/consciousness-and-the-philosopher…/

[6] Entrevista concedida por Barry Beyerstein. Do Brains make minds? Série: Closer to Truth. Entrevistador e escritor do programa: Dr. Robert Lawrence Kuhn. Produzido pela Fundação Kuhn e Getzels Gordon Productions, 2000. Disponível em:
http://www.closertotruth.com/roundtabl…/do-brains-make-minds

[7] Beauregard M, O’Leary D. The Spiritual Brain: A Neuroscientist’s Case for the Existence of the Soul. New York: HarperCollins, 2007.

[8] Kanwisher N, Yovel G. The fusiform face area: a cortical region specialized for the perception of faces. Philos Trans R Soc Lond B Biol Sci. 2006; 361(1476): 2109–2128.

[9] Beauregard M, Paquette V. Neural correlates of a mystical experience in Carmelite nuns. Neurosci Lett. 2006; 405(3):186-90.

[10] Strobel L. The Case for a Creator: A Journalist Investigates Scientific Evidence That Points Toward God. Grand Rapids, Michigan: Zondervan, 2009. Disponível em:  http://verticallivingministries.com/…/do-we-have-souls-lee…/

[11] Penfield W. Mystery of the Mind: A Critical Study of Consciousness and the Human Brain. New Jersey: Princeton University Press, 2015.

[12] Sperry R. Changed Concepts of Brain and Consciousness: Some Value Implications. Journal of religion & Science 1985; 20(1):41-57.

[13] Wood LW. Recent Brain Research and the Mind-Body Dilemma. The Asbury Theological Journal 1986; 41(1):37-78.

[14] Newberg A, Waldman MR. Como Deus Pode Mudar Sua Mente: Um Diálogo entre Fé e Neurociência. Tradutor: Júlio de Andrade Filho. Rio de Janeiro: Editora Prumo, 2009.

[15] Peres JF, Moreira-Almeida A, Caixeta L, Leao F, Newberg A. Neuroimaging during Trance State: A Contribution to the Study of Dissociation. PLoS One. 2012; 7(11): e49360.

[16] Trent-Von Haesler N, Beauregard M. Near-death experiences in cardiac arrest: implications for the concept of non-local mind. Arch. Clin. Psychiatry 2013; 40(5):197-202.

[17] Entrevista concedida por Kevin Nelson. A neurociência da espiritualidade. [Jan. 2011]. Entrevistadora: Natalia Cuminale. Seção: Corpo e mente. VEJA.com – Ciência, 2011. Disponível em: http://veja.abril.com.br/…/cie…/a-ciencia-da-espiritualidade

[18] Nelson K. The Spiritual Doorway in the Brain – a Neurologist’s Search for the God Experience. New York, NY: Dutton, 2011.

[19] Radin D, Michel L, Johnston J, Delorme A. Psychophysical interactions with a double-slit interference pattern. Physics Essays 2013; 26(4): 553-66.

[20] Beauregard M, Schwartz GE, Miller L, Dossey L, Moreira-Almeida A, Schlitz M, Sheldrake R, Tart C. Manifesto for a Post-Materialist Science. Explore (NY). 2014; 10(5):272-4.
[21] Geisler NL, Turek F. Não tenho fé suficiente para ser ateu. São Paulo: Editora Vida, 2006.

 

[22] Madell GC. Mind and Materialism. Edinburgh: Edinburgh University Press, 1988.

 

O que é realmente a Teoria do Design Inteligente?

Resumindo este tópico do Evolution News… >>>> “O que é realmente a Teoria do Design Inteligente?”

 

Quem é o designer?
O que faz o designer?
Como é que ele faz?
Onde ele faz?
Quando ele faz?

 

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Muitos críticos do ID promovem versões falsas, espantalhos da TDI:

O design inteligente afirma que a vida é tão complexa, que não poderia ter evoluído, portanto, ela foi projetada por uma inteligência sobrenatural.

 

Bom,

 

Parte A O que o design inteligente não é.

 

1. ID não é somente um argumento negativo contra evolução.

ID não é apenas mero argumento contra evolução, ID oferece um forte argumento positivo, baseando-se em encontrar na natureza o tipo de informação e complexidade que vem somente de inteligência (baseando-se em nossa experiência).

2. ID não é uma teoria sobre o designer ou sobre o sobrenatural.

É um dos erros dos críticos, sugerir que a teoria está focada em estudar o designer; mais especificamente forças sobrenaturais ou uma divindade. Quando o ID estuda objetos naturais para determinar se eles carregam uma assinatura informativa indicando uma causa inteligente.
ID não se propõe a identificar a natureza ou a identidade dessa causa.

Como William Dembski explica:

 

O design inteligente é a ciência que estuda os sinais de inteligência. Note que um sinal não é a coisa significada ….. Como um programa de pesquisa científica, design inteligente investiga os efeitos da inteligência, não a inteligência como tal.[1]

 

Michael Behe explica:

Muitas pessoas (inclusive eu) vão atribuir o projeto a Deus – com base, em parte, em outros, julgamentos não científicos que fizeram – eu não afirmo que a evidência bioquímica leva inevitavelmente a uma conclusão sobre quem é o designer . Na verdade, eu disse diretamente que, de um ponto de vista científico, a questão permanece em aberto. … A evidência bioquímica indica fortemente design, mas não mostra aonde o designer estava.” [2]

 

3. ID não é uma teoria de tudo.

ID é uma teoria científica de detecção de design, e isso é tudo.
ID não é uma teoria em pleno desenvolvimento, sobre tudo.Quem esperar ou exigir que o ID explique tudo sobre a história da vida e do cosmos, vai se decepcionar.

Se você quer saber se algo foi projetado ou não, tudo bem, volte-se para o ID.

 

 

Parte B... O que é o design inteligente.

 

1. ID utiliza argumento positivo baseado em encontrar elevados níveis de informação complexa e especificada.

A teoria do design inteligente começa com observações de como agentes inteligentes agem quando eles projetam coisas. A inteligência humana proporciona um grande conjunto de dados empíricos para estudar os produtos da ação de agentes inteligentes. Este conjunto de dados, baseado em observação atual estabelece relações de causa e efeito entre a ação inteligente e certos tipos de informação.

William Dembski observa que “[o] princípio característico da agência inteligente é contingência dirigida, ou o que chamamos de escolha.” [3] Dembski chama o ID de “uma teoria da informação”, onde “a informação torna-se um indicador confiável de design, bem como um objeto adequado para a investigação científica. [4] A relação de causa e efeito pode ser estabelecida entre mente e informações. Como o teórico da informação Henry Quastler observou, a “criação de novas informações é habitualmente associada à atividade consciente.[5]

2. O projeto inteligente é uma ciência histórica que é metodologicamente equivalente ao neo darwinismo.

Como já vimos, o design inteligente é essencialmente uma ciência histórica, o que significa que estuda as causas atuais e, em seguida, as aplica ao registro histórico para inferir a melhor explicação para a origem dos fenômenos naturais. O design inteligente usa o raciocínio uniformista com base no princípio de que “o presente é a chave para o passado.”

Darwinistas usam este método para mutações e seleção. Afim de reconhecer capacidades causais e efeitos no mundo atual.Em seguida, tentam explicar o registro histórico em termos dessas causas, por exemplo buscando a reconhecer os efeitos conhecidos da mutação e seleção no registro histórico.

O design inteligente aplica esse mesmo método, estudando causas como a inteligência, a fim de reconhecer as suas capacidades causais e efeitos no mundo atual. Os teóricos do DI estão interessados em compreender os poderes de informação-generativa de agentes inteligentes. Os teóricos do DI, em seguida, tentam explicar o registro histórico, incluindo apelos para essa causa, procurando reconhecer os efeitos conhecidos de design inteligente (por exemplo, alta CSI) no registro histórico.

Então, se nós apelarmos para causas materialistas como mutação e seleção, ou causas não materiais, como o design inteligente, estamos usando o mesmo raciocínio uniformista básico e métodos científicos que são bem aceitos em ciências históricas. ID e neo-darwinismo são, portanto, metodologicamente equivalentes, o que significa que ambos são ou ciência, ou ambos não são ciência. No entanto, podemos saber que ID é ciência, porque ele usa o método científico.

3. O design inteligente usa o método científico.

ID usa o método científico para fazer suas reivindicações. Este método é comumente descrito como um processo de quatro etapas de: observações, hipóteses, experimentos e conclusão. Agora vou ilustrar isto referindo-se a quatro áreas científicas: bioquímica, paleontologia, sistemática e genética.

 

° ID e Bioquímica:

Observação: Os agentes inteligentes resolvem problemas complexos, atuando com um objetivo final em mente, produzindo altos níveis de CSI. Em nossa experiência, os sistemas com grandes quantidades de complexidade específica – como códigos e linguagens – invariavelmente são originários de uma fonte inteligente. Da mesma forma, em nossa experiência, a inteligência é a única causa conhecida de máquinas irredutivelmente complexos. [6]

Hipótese (Previsão): estruturas naturais que contêm muitas peças dispostas em intrincados padrões (incluindo a complexidade irredutível) que realizam uma função específica – indicando altos níveis de CSI.

Experiência: investigações experimentais de DNA indicam que ele é composto de um código baseado em linguagem rica em CSI. Os biólogos realizaram testes de sensibilidade mutacionais em proteínas e determinaram que as suas sequências de aminoácidos são altamente especificadas. [7] Além disso, experimentos genéticos inesperados e outros estudos têm mostrado que algumas máquinas moleculares, como o flagelo, são irredutivelmente complexas. [8]

Conclusão: Os altos níveis de CSI – incluindo a complexidade irredutível – em sistemas bioquímicos são melhor explicadas pela ação de um agente inteligente.

 

° ID e Paleontologia:

Observação: Os agentes inteligentes infundem rapidamente grandes quantidades de informação em sistemas. Como quatro teóricos do DI escreveram: “design inteligente fornece uma explicação causal suficiente para a origem de grandes quantidades de informação … o design inteligente de um projeto muitas vezes precede a montagem de peças de acordo com um projeto ou plano de projeto preconcebido.” [9]

Hipótese (Previsão): Formas que contêm grandes quantidades de novas informações aparecem no registro fóssil de repente e sem precursores semelhantes.

Experiência: Estudos sobre o registro fóssil mostram que as espécies geralmente aparecem de forma abrupta, sem precursores semelhantes. [10] A explosão cambriana é um excelente exemplo, embora existam outros exemplos de explosões na história da vida. Grandes quantidades de informações complexas e especificadas tiveram que surgir rapidamente para explicar o aparecimento abrupto dessas formas.[11]

Conclusão: O aparecimento abrupto de novos planos corporais totalmente formados no registro fóssil é melhor explicado por design inteligente.

° ID e Sistemática:

Observação: Os agentes inteligentes, muitas vezes reutilizam componentes funcionais em diferentes projetos. Como Paul Nelson e Jonathan Wells explicam: “. Uma causa inteligente pode reutilizar ou reimplantar o mesmo módulo em sistemas diferentes … [e] gerar padrões idênticos de forma independente” [12]

Hipótese (Previsão): Os genes e outras partes funcionais, normalmente, serão reutilizados em diferentes organismos. [13]

Experiência: Estudos de anatomia comparativa e genética descobriram peças semelhantes comumente existentes em organismos muito diferentes. Exemplos de “evolução extrema convergente” mostram reutilização de genes funcionais e estruturas de um modo não previsto pela ancestralidade comum.[14]

Conclusão: A re-utilização de partes altamente complexas e semelhantes, em organismos amplamente diferentes do padrão de árvore (arvore da vida) é melhor explicado através da ação de um agente inteligente.

 

° ID e Genética:

Observação: Os agentes inteligentes constroem estruturas com finalidade e função. Como William Dembski argumenta: “Considere o termo ‘DNA lixo’. … Em uma visão evolucionista esperamos uma grande quantidade de ADN inútil. Se, por outro lado, os organismos foram concebidos, esperamos que o ADN, tanto quanto possível,venha exibir função “. [15]

Hipótese (Previsão): Muito do chamado “DNA lixo” vai revelar que desempenha funções valiosas.

Experiência: Numerosos estudos têm descoberto funções no “DNA lixo”. Exemplos incluem funções para pseudogenes, íntrons e DNA repetitivo. [16]

Conclusão: A descoberta da função para vários tipos de “DNA lixo” foi prevista com sucesso pelo design inteligente.

Desta forma, podemos verificar que o design inteligente é uma teoria científica de boa-fé que usa o método científico para fazer suas reivindicações em vários campos científicos.

 

 

 

Referências usadas neste artigo:

[1.] William Dembski, The Design Revolution (InterVarsity Press, 2004), p. 33.

[2.] Michael Behe, “Philosophical Objections to Intelligent Design: Response to Critics,” (July 31, 2000) at

[3] William A. Dembski, The Design Inference: Eliminating Chance through Small Probabilities (Cambridge University Press 1998), p. 62.

[4] William A. Dembski, “Intelligent Design as a Theory of Information,” in Intelligent Design Creationism and Its Critics: Philosophical, Theological, and Scientific Perspectives (Robert T. Pennock ed., MIT Press 2001), p. 553.

[5] Henry Quastler, The emergence of biological organization, (Yale University Press, 1964), p. 16.

[6] Scott A. Minnich and Stephen C. Meyer, “Genetic analysis of coordinate flagellar and type III regulatory circuits in pathogenic bacteria,” Proceedings of the Second International Conference on Design & Nature, Rhodes Greece, edited by M.W. Collins and C.A. Brebbia (WIT Press, 2004).

[7] Douglas D. Axe, “Extreme Functional Sensitivity to Conservative Amino Acid Changes on Enzyme Exteriors,” Journal of Molecular Biology, Vol. 301:585-595 (2000); Douglas D. Axe, “Estimating the Prevalence of Protein Sequences Adopting Functional Enzyme Folds,” Journal of Molecular Biology, 1-21 (2004); Ann K Gauger, Stephanie Ebnet, Pamela F Fahey, Ralph Seelke, “Reductive Evolution Can Prevent Populations from Taking Simple Adaptive Paths to High Fitness,” BIO-Complexity, Vol. 2010; Ann K. Gauger and Douglas D. Axe, “The Evolutionary Accessibility of New Enzyme Functions: A Case Study from the Biotin Pathway,” BIO-Complexity, Vol. 2011(1) (2011).

[8.] See Kitzmiller Transcript of Testimony of Scott Minnich pp. 99-108, November 3, 2005; Robert M. Macnab, “Flagella,” in Escherichia Coli and Salmonella Typhimurium: Cellular and Molecular Biology Vol. 1, eds. Frederick C. Neidhardt, John L. Ingraham, K. Brooks Low, Boris Magasanik, Moselio Schaechter, and H. Edwin Umbarger (Washington D.C.: American Society for Microbiology, 1987), pp. 73-74.

[9.] Stephen C. Meyer, Marcus Ross, Paul Nelson, and Paul Chien, “The Cambrian Explosion: Biology’s Big Bang,” in Darwinism, Design, and Public Education, eds. John A. Campbell and Stephen C. Meyer (East Lansing, MI: Michigan State University Press, 2003), pp. 367, 386.

[10.] See Meyer, Ross, Nelson, and Chien, “The Cambrian Explosion: Biology’s Big Bang;” Wolf-Ekkehard Lönnig, “Dynamic genomes, morphological stasis, and the origin of irreducible complexity,” Dynamical Genetics, eds. Valerio Parisi, Valeria De Fonzo, and Filippo Aluffi-Pentini (Kerala, India, Research Signpost, 2004), 101-119; A.C. McIntosh, “Evidence of Design in Bird Feathers and Avian Respiration,” International Journal of Design & Nature and Ecodynamics, Vol. 4: 154-169 (2009).

[11.] Meyer, “The origin of biological information and the higher taxonomic categories.”

[12.] Paul Nelson and Jonathan Wells, “Homology in Biology,” in Darwinism, Design, and Public Education, eds. John Angus Campbell and Stephen C. Meyer (East Lansing: Michigan State University Press, 2003), p. 316.

[13.] In this case of systematics, neo-Darwinism might make some of the same predictions. Is this a problem for the positive case for design? Not at all. The fact that another theory can explain some data does not negate ID’s ability to successfully predict what we should find in nature. After all, part of making a “positive case” means that the arguments for design stand on their own and do not depend on refuting other theories. Moreover, there are many cases of supposed extreme “convergent evolution” that are better explained by common design. Additionally, regarding the predictions from biochemistry), paleontology, and genetics, neo-Darwinism has made different predictions from ID. In any case, in this example ID makes a slightly different prediction in that it does not predict that re-usage of parts must necessarily occur in a nested hierarchical pattern–a prediction which is in fact confirmed. See chapters 5-6 in Stephen C. Meyer, Darwin’s Doubt: The Explosive Origin of Animal Life and the Case for Intelligent Design (HarperOne, 2013).

[14.] John A. Davison, “A Prescribed Evolutionary Hypothesis,” Rivista di Biologia / Biology Forum, Vol. 98 (2005): 155-166; Nelson and Wells, “Homology in Biology;” Lönnig, “Dynamic genomes, morphological stasis, and the origin of irreducible complexity;” Michael Sherman, “Universal Genome in the Origin of Metazoa: Thoughts About Evolution,” Cell Cycle, 6: 1873-1877 (August 1, 2007).

[15.] William A. Dembski, “Science and Design,” First Things, Vol. 86 (October, 1998).

[16.] See Jonathan Wells, The Myth of Junk DNA (Discovery Institute Press, 2011); Richard Sternberg, “On the Roles of Repetitive DNA Elements in the Context of a Unified Genomic-Epigenetic System,” Annals of the NY Academy of Science, Vol. 981: 154-188 (2002); James A. Shapiro, and Richard Sternberg, “Why repetitive DNA is essential to genome function,” Biological Reviews of the Cambridge Philosophical Society, Vol. 80: 227-250 (2005); A.C. McIntosh, “Information and Entropy–Top-Down or Bottom-Up Development in Living Systems?,” International Journal of Design & Nature and Ecodynamics, Vol. 4: 351-385 (2009); The ENCODE Project Consortium, “An integrated encyclopedia of DNA elements in the human genome,” Nature, Vol. 489: 57-74 (September 6, 2012).

“Equívocos sobre a seleção natural” …

(Obs: os links estão em inglês)

Gostaria de partilhar essa… Eu sempre usei termos como: estúpida, cega, sem propósito quando o assunto eram mutações, aliás sempre usei esses termos para a evolução em sua completude … E sempre falei que a seleção natural não poderia ser usada como imitação de um designer (“a seleção natural cria a ilusão de design”)… Pois muitos, da posição evo que debati nos últimos 4 anos, nunca lidavam com meu argumento, tipo, eles não trabalham para se defender, eles simplesmente ignoram, ou mesmo deixam no ar que não passa de espantalho, que não se trata de estupidez, cegueira… Obviamente que esses termos não estão dentro de um conceito literal… Mas tais defensores da TE, insistem em interpretar meu argumento como se eu estivesse sendo literal com esses termos…

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Mas agora eu vou partilhar ESSE [Understanding Evolution] artigo evolucionista (Adaptado):

 

Porque a seleção natural pode produzir adaptações surpreendentes (e pode é???), é tentador pensar nisso como uma força onipotente, instando organismos, constantemente empurrando-os na direção do progresso – mas a seleção natural não é isso em tudo.

Em primeiro lugar, a seleção natural não é toda-poderosa; não produz perfeição. Se os seus genes são “bons o suficiente”, você vai ter alguns filhos para a próxima geração – você não tem que ser perfeito. Isto deve ser bastante claro apenas olhando para as populações em torno de nós: as pessoas podem ter genes para doenças genéticas, as plantas podem não ter genes para sobreviver a uma seca, um predador pode não ser rápido o suficiente para pegar sua presa cada vez que ele está com fome . Nenhuma população ou organismo se adapta perfeitamente.

Em segundo lugar, é mais preciso pensar na seleção natural como um processo e não como uma mão orientadora. A seleção natural é o simples resultado de variação, reprodução diferencial e hereditariedade – é ESTÚPIDA e mecanicista. Ela NÃO TEM METAS; ela NÃO ESTÁ SE ESFORÇANDO PARA PRODUZIR PROGRESSO OU UM ECOSSISTEMA EQUILIBRADO.

É por isso que “NECESSIDADE“, “TENTATIVA“, e “QUERER (INTENÇÃO)” não são palavras muito precisas quando se trata de explicar a evolução. A população ou indivíduo não “QUER” ou “TENTA” evoluir, e a seleção natural NÃO PODE TENTAR SUPRIR O QUE UM ORGANISMO PRECISA“. A seleção natural apenas seleciona QUALQUER VARIAÇÃO EXISTENTE numa população. O resultado é a evolução. [ Grifo meu ] 

No extremo oposto da escala, a seleção natural, é, por vezes , interpretada como um processo aleatório. Isto também é um equívoco. A variação genética que ocorre em uma população por conta de mutação, é aleatória – mas a seleção age na variação de uma maneira altamente não aleatória: variações genéticas que ajudam a sobrevivência e a reprodução são muito mais propensas a se tornar comuns do que as variantes que não. A seleção natural não é aleatória!

Por isso, no mundo real, o Design Inteligente se adéqua mais aos dados do que a TE…

E quando um evo diz que sou ignorante sobre a evolução ele está TOTALMENTE correto… Pois, se existe uma hipótese que violenta a parcimônia, ela se chama teoria da evolução… Complicada!… Quem sabe uns 50 anos de estudo e eu consiga um mestrado basicão

 

PALEOBIOLOGIA E AS DESCOBERTAS DE TECIDOS MOLES

By Everton F. Alves (Web-Book)

 

A Paleobiologia é um campo científico que se dedica ao estudo dos organismos fósseis sob a ótica da Biologia, utiliza conceitos e ferramentas desta ciência para esclarecer aspectos fundamentais sobre a história e processos evolutivos dos organismos [1]. Nas últimas décadas, paleobiólogos têm descobertos tecidos moles – embora os evolucionistas prefiram o termo ‘tecido não resistente’ − no interior dos ossos de dinossauros fossilizados [2]. Eles parecem tão frescos a ponto de sugerir que os corpos foram enterrados a apenas alguns milhares de anos atrás.

 

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Em 2005, um estudo norte-americano liderado pela Dr. Mary Schweitzer desafiou as evidências de uma cronologia que infere a 65 milhões anos de idade a extinção dos dinossauros. Os autores resolveram quebrar dum precioso fóssil um fêmur de Tyrannosaurus rex − ainda que com certa relutância, para estudá-lo por dentro e procurar tecidos moles preservados. Para tanto, eles usaram alguns ossos isolados de um espécime procedente da Formação Hell Creek, em Montana (Estados Unidos), e obtiveram certo sucesso [3]. Os autores descobriram filamentos flexíveis e transparentes que se assemelham a vasos sanguíneos (mantêm elasticidade, são transparentes e ocos).

Dentro desses supostos vasos sanguíneos havia vestígios do que parecia ser hemácias; e outras que pareciam osteócitos – células que constroem e mantêm o osso. Para os autores, o processo que preservou essas estruturas é diferente da fossilização comum, um meio desconhecido de preservação, que ainda faz os pesquisadores pensar duas vezes antes de dar um palpite a respeito. Embora o material estivesse preservado (confirmado pela elasticidade), apenas as proteínas não poderiam ser utilizadas para dar detalhes do DNA do animal [3]. Os autores forneceram apenas uma vaga explicação de fatores geoquímicos e ambientais que poderiam ter preservado os tecidos, mas acrescentaram que a causa ainda era indeterminada.

Como era de se esperar, o anúncio de Schweitzer foi recebido com grande ceticismo por parte da comunidade evolucionista. Schweitzer, inclusive, teve problemas para publicar os seus resultados. Segundo a pesquisadora: “Eu tive um revisor que me disse que ele não se importava com o que dizia os dados, ele sabia que o que eu tinha encontrado não era possível. Eu escrevi de volta e disse: Bem, quais dados convenceriam você? E ele disse: “Nenhum” [4: p.37].

A melhor maneira dos evolucionistas descartarem esta forte evidência contra o cenário darwinista era alegar contaminação ou algo do gênero. Foi então que, Jeffrey Bada, um geoquímico orgânico do Instituto Scripps de Oceanografia em San Diego disse: “não posso imaginar tecido mole sobreviver milhões de anos” [5]. Ele acrescentou que o material celular encontrado deveria ser a “contaminação de fontes externas”. Em 2008, um estudo publicado na revista PLoS One interpretou os restos de tecidos moles vasculares (túbulos ramificados e os glóbulos) nos fósseis de T. rex como sendo produtos de biofilmes bacterianos [6]. Mas, mesmo se os vasos sanguíneos fossem produtos do biofilme, este dificilmente poderia ter explicado a presença de proteínas e DNA [7].

Schwetzer, entretanto, buscou levantar objeções contra a interpretação de biofilmes e, em estudos posteriores, acrescentou outros argumentos e mostrou linhas de evidência complementares para corroborar a interpretação de que os restos eram, sim, tecidos biológicos de dinossauros. Foi então que, em 2009, Schwetzer e colaboradores identificaram sinais de vasos sanguíneos e colágeno por meio de uma análise feita em um fêmur de Hadrosaur B. canadenses (Hadrossauro), o dinossauro bico-de-pato, um fóssil de 80 milhões de anos, encontrado na formação do rio Judith, um sítio paleontológico no estado de Montana [8].

Em vez de escavar o fóssil no local, os cientistas removeram a peça juntamente com a camada de arenito que a envolvia. O bloco foi selado e transportado para o laboratório a fim de evitar uma contaminação e degradação do material – a fim de evitar novamente as críticas sobre contaminação [8]. Os pesquisadores, então, usaram análises independentes e distintas como microscopia de tunelamento de elétrons para examinar a aparência e a estrutura dos tecidos, e espectrometria de massa e testes de ligação de anticorpos para identificar proteínas. Os resultados mostraram evidências de colágeno, bem como de laminina e elastina, duas proteínas encontradas em vasos sanguíneos.

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Em 2013, Schwetzer e colaboradores testaram uma hipótese anterior de que o ferro poderia desempenhar um papel na preservação de tecidos antigos dentro de fósseis de dinossauros [9, 10]. Os resultados sugeriram que a presença de hemoglobina − a molécula que contém ferro que transporta o oxigênio nas células vermelhas do sangue – pode ser a chave para preservar tecidos antigos dentro de fósseis de dinossauros, mas também pode escondê-los de detecção. Ao morrer, as células liberariam ferro nos tecidos que desencadearia a formação de radicais livres (antioxidante), funcionando como o formaldeído na preservação dos tecidos e proteínas.

No entanto, a experiência realizada em laboratório é pouco representativa em comparação com o mundo real [11]. Eles mergulharam um grupo de vasos sanguíneos em líquido rico em ferro feito de células vermelhas do sangue, isto é, hemoglobina pura; e outro grupo foi mergulhado em água. Eles afirmaram que o grupo que permaneceu na água ficou irreconhecível dentro de dias, e o outro grupo em hemoglobina pura ficou reconhecível durante 2 anos. Será que se a hemoglobina fosse diluída ela agiria da mesma maneira? E a sugestão de que os vasos sanguíneos ficaram ‘reconhecível’ por dois anos de alguma forma demonstra que estes poderiam durar trinta e cinco milhões de vezes mais?

Em 2012, uma equipe de pesquisadores do grupo Paleocronologia fez uma apresentação no período de 13-17 de agosto em uma reunião anual de Geofísica do Pacífico Ocidental em Cingapura, idealizada pela conferência da União Americana de Geofísica (AGU) e pela Sociedade de Geociências da Oceania Asiática (AOGS) [12]. Os autores descobriram uma razão para a sobrevivência intrigante dos tecidos moles e colágeno em ossos de dinossauros. Segundo eles, os ossos são mais jovens do que tem sido relatado. Para tanto, eles utilizaram o método de datação por radiocarbono (carbono-14) em múltiplas amostras de ossos de 8 dinossauros encontrados no Texas, Alasca, Colorado e Montana. E, pasmem! Eles reportaram a presença do carbono-14 (que decai rapidamente) nos ossos, revelando que eles tinham apenas entre 22.000 a 39.000 anos de idade.

Como era de se esperar, embora o trabalho tivesse sido aceito, os cientistas foram censurados e o resumo foi removido do site da conferência por dois presidentes, porque não podiam aceitar as conclusões. Quando os autores questionaram, eles receberam uma carta. Mas qual seria o motivo para isso? O pressuposto dos presidentes era o de que o carbono-14 não poderia estar presente em tais fósseis “velhos“. Negativas como essa é o que tem impedido a realização de testes com a datação por carbono e prejudicado o progresso da ciência. Isso porque os evolucionistas sabem que, se uma análise fosse feita utilizando este método de datação, é altamente provável que mostraria uma “idade de radiocarbono” de milhares de anos, e não a de “milhões de anos” como a da previsão evolutiva.

Em, 2013, um estudo experimental realizado nos Estados Unidos por um cientista da microscopia, criacionista, encontrou tecidos fibrilares moles obtidos da região supraorbital de um chifre de Triceratops horridus (Tricerátopo) coletados na Formação Hell Creek, em Montana, EUA [13]. O tecido mole estava presente no osso pré e pós-descalcificado. Foram retiradas amostras da matriz óssea lamelar onde foram encontradas microestruturas parecidas com osteócitos. Os osteócitos são células derivadas dos osteoblastos que se diferenciam e preenchem a estrutura lamelar compreendendo diversas funções histológicas, como por exemplo, remodelação do esqueleto ou mesmo crescimento ósseo. Os autores notaram que alguns osteócitos apresentavam extensões filipodiais e, segundo ele, não havia nenhuma evidência de permineralização ou cristalização. Mas, o que isso significa? Isso quer dizer que o material ósseo conservou proteínas ativas e, inesperadamente, DNA (que se degrada rapidamente). Ou seja, ele não foi degradado e nem passou por processo de fossilização. Teoricamente, o material continua ileso, íntegro, desde a morte do dinossauro.

Após a publicação do artigo sobre a descoberta de tecidos moles, Mark Armitage foi demitido da Universidade Estadual da Califórnia por inferir que tais estruturas, talvez, tivessem milhares de anos em vez dos supostos milhões de anos [14]. Armitage, é claro, está processando a Universidade por ter sido despedido sem uma justa causa. O caso legal em torno da demissão de Armitage abre muitas questões importantes sobre a liberdade acadêmica. Na verdade, numerosos exemplos de supressão da “liberdade acadêmica” podem ser citados em que os cientistas têm sido discriminados por apresentar pontos de vista conflitantes com as perspectivas tradicionais.

Em 2015, foram encontradas fibras e estruturas celulares preservadas em espécimes de dinossauro de supostos 75 milhões de anos [15]. Os pesquisadores examinaram amostras de oito ossos de dinossauros do Cretáceo. Eles encontraram material consistente com as estruturas de fibra de colágeno endógeno e fragmentos de aminoácidos típicos de fibrilas de colágeno. Também observaram estruturas compatíveis com eritrócitos com espectros semelhantes à do sangue total. Para a equipe, mesmo sem DNA, as células dos tecidos moles e as moléculas poderiam ajudar a aprender muito mais sobre a fisiologia e o comportamento dos dinossauros. Por exemplo, o tamanho das células do sangue pode revelar insights sobre o metabolismo e a suposta transição do sangue frio para o sangue quente. Exames tridimensionais das células do sangue revelaram que elas possuem núcleos, o que significa que as células do sangue humano não podem ter contaminado a amostra, porque não possuem núcleos.

Em 2015, pesquisadores norte-americanos publicaram os resultados de seu projeto iDINO (investigation of Dinosaur Intact Natural Osteo-tissue), cujo objetivo é a investigação da permanência de tecidos moles em ossos de dinossauros [16]. Os autores encontraram quantidades mensuráveis de carbono-14 em 16 amostras a partir de 14 espécimes fósseis de peixes, madeira, plantas e animais de toda a coluna geológica, Mioceno a Permiano, de todas as três eras: Cenozóica, Mesozóica e Paleozóica. As amostras vieram do Canadá, Alemanha e Austrália. Cerca de metade eram de ossos de dinossauros (7 espécimes). Todas as amostras foram preparadas por processos padrão para eliminar a contaminação e, em seguida, foram submetidas a um laboratório para espectrometria de massa atômica. As idades variaram entre 17.850 a 49.470 anos de radiocarbono.

Como pode ser visto, parece que está cada vez mais difícil defender o dogma de que os dinossauros viveram há milhões de anos na escala geológica, pois se há tecido mole em fósseis de dinossauros e até mesmo células sanguíneas e DNA, eles não podem ter morrido há tanto tempo, ainda que suposições sobre influências do ambiente e do ferro na preservação das biomoléculas tenham sido levantadas. Fato é que, evidências científicas indicam que biomoléculas em restos fósseis não sobrevivem por até 80 milhões de anos, como algumas pesquisas apontam. Há evidências de que a degradação de biomoléculas ocorre depois da morte em um tempo entre semanas a décadas, com alguns fragmentos moleculares resistentes que poderiam sobreviver até no máximo 100 mil anos [9, 17]. Outra pesquisa sugeriu que o colágeno não deveria aguentar num organismo fóssil por mais de 2,7 milhões de anos, na melhor das hipóteses [18].

Além disso, é curioso observar as tentativas de evolucionistas em relacionar muitas destas descobertas com uma suposta contaminação, e também o modo que eles agem para abafar as descobertas ou métodos conflitantes com suas hipóteses de “milhões de anos”. Um pesquisador que segue apenas as evidências deve-se perguntar: Por quê? O público tem o direito de saber a cronologia real dos dinossauros, e a verdade sobre a história da Terra.

Quer saber mais? Acesse o eBook e venha conhecer a assinatura de um projeto intencional nas estruturas biológicas complexas presentes na natureza e nos seres vivos.

 

(Créditos da segunda imagem: neoateismodelirante.blogspot.com)

 

Referências

 

[1] Soares LPCM, Kerber BB, Osés GL, Oliveira AM, Pacheco MLAF. Paleobiologia e Evolução: o potencial do registro fossilífero brasileiro. Revista Espinhaço 2013; 2(1): 24-40.

[2] Morell V. Dino DNA: the hunt and the hype. Science. 1993; 261(5118):160-2.

[3] Schweitzer MH, Wittmeyer JL, Horner JR, Toporski JK. Soft-Tissue Vessels and Cellular Preservation in Tyrannosaurus rex. Science. 2005; 307(5717):1952-5.

[4] Yeoman B. Schweitzer’s Dangerous Discovery. Discover magazine 2006; 27(4):37-41. Disponível em: http://discovermagazine.com/2006/apr/dinosaur-dna ou  https://web.archive.org/…/discovermag…/2006/apr/dinosaur-dna

[5] Entrevista concedida por Jeffrey Bada. In: Yeoman B. Schweitzer’s Dangerous Discovery. Discover magazine 2006; 27(4):37-41. Disponível em: http://discovermagazine.com/2006/apr/dinosaur-dna

[6] Kaye TG, Gaugler G, Sawlowicz Z. Dinosaurian soft tissues interpreted as bacterial biofilms. PLoS One. 2008; 3(7):e2808.

[7] Wieland C. More confirmation for dinosaur soft tissue and protein. Journal of creation 2009; 23(3):10–11. Disponível em: http://creation.com/images/pdfs/tj/j23_3/j23_3_10-11.pdf

[8] Schweitzer MH, Zheng W, Organ CL, Avci R, Suo Z, Freimark LM, Lebleu VS, Duncan MB, Vander Heiden MG, Neveu JM, Lane WS, Cottrell JS, Horner JR,Cantley LC, Kalluri R, Asara JM. Biomolecular Characterization and Protein Sequences of the Campanian Hadrosaur B. Canadensis. Science. 2009; 324(5927):626-31.

[9] Schweitzer MH, Wittmeyer JL. Dinosaurian soft tissue taphonomy and implications. In: AAAS Annual meeting, Abstracts with Programs, St. Louis, Missouri, USA, 16-20 de Fevereiro de 2006.

[10] Schweitzer MH, Zheng W, Cleland TP, Goodwin MB, Boatman E, Theil E, Marcus MA, Fakra SC. A role for iron and oxygen chemistry in preserving soft tissues, cells and molecules from deep time. Proc Biol Sci. 2013; 281(1775):20132741.

[11] Smith C. Dinosaur soft tissue. [Jan. 2014]. Creation, 2014. Disponível em: http://creation.com/dinosaur-soft-tissue

[12] Miller H, Owen H, Bennett R, De Pontcharra J, Giertych M, Taylor J, Van Oosterwych MC, Kline O, Wilder D, Dunkel B. A comparison of δ13C & pMC Values for Ten Cretaceous-jurassic Dinosaur Bones from Texas to Alaska, USA, China and Europe. In: AOGS 9th Annual General Meeting. 13 to 17 Aug 2012, Singapore. Disponível em: http://4.static.img-dpreview.com/…/dfdc0a3fdc564435bb159bce…

[13] Armitage MH, Anderson KL. Soft sheets of fibrillar bone from a fossil of the supraorbital horn of the dinosaur Triceratops horridus. Acta Histochem. 2013; 115(6):603-8.

[14] CBS Los Angeles. Lawsuit: CSUN Scientist Fired After Soft Tissue Found On Dinosaur Fossil. [Jul. 2014]. CBS Los Angeles, 2014. Disponível em: http://losangeles.cbslocal.com/…/scientist-alleges-csun-fi…/

[15] Bertazzo S, Maidment SC, Kallepitis C, Fearn S, Stevens MM, Xie HN. Fibres and cellular structures preserved in 75-million–year-old dinosaur specimens. Nat Commun. 2015; 6:7352.

[16] Thomas B, Nelson V. Radiocarbon in Dinosaur and Other Fossils. Creation Research Society Quarterly 2015; 51(4):299-311.
https://creationresearch.org/…/s5-frontpage-display/item/117

[17] Entrevista concedida por Mary Schweitzer. Protein links T. rex to chickens. [Abr. 2007]. Entrevistador: Paul Rincon. BBC News, 2007. Disponível em: http://news.bbc.co.uk/2/hi/6548719.stm

[18] Nielsen-Marsh C. Biomolecules in fossil remains: Multidisciplinary approach to endurance. The Biochemist 2002; 24(3):12-14.