Como refutar o Design Inteligente?

Ao demonstrar um caso credível, empiricamente observado, em que o acaso cego e / ou necessidade mecânica cria organização complexa funcionalmente específica e informações associadas além de 500 – 1.000 bits … A premissa indutiva chave, da teoria do projeto (ID) entra em colapso.

 

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O DNA como uma arma de defesa imunitária.

Em Science Daily, 1 de Março, 2016. [Adaptado]

Trechos:

O nosso sistema imune inato, utiliza dois mecanismos. O primeiro mata corpos estranhos dentro do próprio fagócito. O segundo mata-os fora da célula. Microbiologistas descobriram que uma ameba social também usa ambos os mecanismos. Uma vez que esta ameba possui um sistema de defesa inata semelhante ao de seres humanos, e ao mesmo tempo geneticamente modificável, os investigadores podem, por conseguinte, levar a cabo experiências sobre ele, de modo a compreender e combater as doenças genéticas do sistema imunitário.

160301074240_1_540x360 Microbiologistas da Universidade de Genebra (UNIGE), Suíça, acabam de descobrir que uma ameba social, um micro-organismo unicelular que vive nos solos de florestas temperadas, também usa esses dois mecanismos, e tem feito isso há mais de um bilhão de anos.

Na verdade, eles (os micro-organismos) também usam redes de fagocitose e de DNA para exterminar as bactérias que possam pôr em causa a sobrevivência da lesma (inglês > slug). Assim, nós descobrimos que o que acredita-se ser uma invenção de animais superiores, é, na verdade, uma estratégia que já era ativa em organismos unicelulares, um bilhão de anos atrás “, explica Thierry Soldati, último autor do estudo.

Texto completo no link (em inglês).

O relógio molecular mantém o tempo evolutivo. – Primeiras previsões da evolução.

Por Cornelius Hunter – Darwins Predictions

Texto adaptado.

Na década de 1960 os biólogos moleculares aprenderam a analisar moléculas de proteínas e a determinar a sequência de aminoácidos que compreendem uma proteína. Foi então descoberto que uma determinada molécula de proteína varia um pouco de espécie para espécie. Por exemplo, a hemoglobina, uma proteína do sangue, tem função semelhante, a dimensão global e a estrutura em espécies diferentes. Mas a sua sequência de aminoácidos varia de espécie para espécie. Emile Zuckerkandl e Linus Pauling argumentaram que, se tais diferenças de sequência foram o resultado de mudanças evolutivas que ocorrem ao longo da história da vida, então elas poderiam ser usadas ​​para estimar eventos passados de especiação – uma noção que se tornou conhecida como o relógio molecular(Zuckerkandl and Pauling)

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Relógio Molecular

Em décadas posteriores este conceito de relógio molecular, baseando-se no pressuposto de uma taxa mais ou menos constante de evolução molecular, tornou-se fundamental na biologia evolutiva. (Thomas, et. al.) Como a Academia Nacional de Ciências explicou, o relógio molecular “determina relações evolutivas entre organismos, e indica o tempo no passado, quando as espécies começaram a divergir uma da outra.(Science and Creationism, 3) Na verdade, o relógio molecular foi exaltado como forte evidência de evolução e, na verdade, um sentimento comum foi de que a evolução era obrigada a explicar essas evidências. Como um evolucionista molecular líder escreveu, o relógio molecular é “compreensível apenas num quadro evolutivo.(Jukes, 119, ênfase no original)

A alegação de que o relógio molecular só pode ser explicado pela evolução é, no entanto, agora, um ponto discutível; como mostra o crescente número de evidência, que diferenças moleculares, muitas vezes não se encaixam no padrão esperado. O relógio molecular que os evolucionistas tinham imaginado não existe. A literatura está cheia de exemplos onde o conceito de relógio molecular falha. Por exemplo, verificou-se inicialmente que os diferentes tipos de proteínas devem evoluir a taxas muito diferentes, se houver um relógio molecular. Por exemplo, os (proteínas) fibrinopeptídios em várias espécies devem ter evoluído mais do que quinhentas vezes mais rápido do que a proteína histona IV. Além disso, verificou-se que a taxa de evolução de certas proteínas devem variar significativamente ao longo do tempo, entre diferentes espécies e entre diferentes linhagens. (Thomas, et. al.; Andrews, 28)

A proteína relaxina, a enzima superóxido dismutase (SOD) e a glicerol-3-fosfato desidrogenase (GPDH), por exemplo, todas contradizem a predição do relógio molecular. Por um lado, a SOD mostra inesperadamente muito maior variação entre os tipos semelhantes de moscas da fruta do que entre organismos muito diferentes, tais como animais e plantas. Por outro lado GPDH mostra a tendência oposta para a mesma espécie. Como um cientista concluiu, GPDH e SOD em conjunto, nos deixam “sem poder preditivo e sem relógio adequado.(Ayala)

Os evolucionistas estão encontrando cada vez mais, provas de que as taxas supostas de evolução molecular devem variar consideravelmente entre as espécies em uma ampla gama de táxons, incluindo mamíferos, artrópodes, plantas vasculares, e até mesmo entre linhagens estreitamente relacionadas. Como um estudo concluiu: “O falso pressuposto de um relógio molecular ao reconstruir filogenias moleculares pode resultar em topologia incorreta e estimativa de data tendenciosa. … Este estudo mostra que há uma variação significativa na taxa de todos os filos e na maioria dos genes examinados … (Thomas, et. al.)

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Os evolucionistas continuam a utilizar o conceito de relógio molecular, mas os muitos fatores de correção destacam o fato de que as sequências de dados estão sendo adaptadas a teoria, ao invés do contrário. Como um evolucionista advertiu: “Parece desconcertante que existem muitas exceções à progressão ordenada de espécies como é determinada por homologias moleculares; tanto é verdade que eu acho que a exceção, as peculiaridades, podem carregar a mensagem mais importante.(Schwabe)

Referências:

Andrews, Peter. 1987. “Aspects of hominoid phylogeny” in Molecules and Morphology in Evolution, ed. Colin Patterson. Cambridge: Cambridge University Press.

Ayala, F. 1999. “Molecular clock mirages.” BioEssays 21:71-75.

Jukes, Thomas. 1983. “Molecular evidence for evolution” in: Scientists Confront Creationism, ed. Laurie Godfrey. New York: W. W. Norton.

Schwabe, C. 1986. “On the validity of molecular evolution.” Trends in Biochemical Sciences 11:280-282.

Science and Creationism: A View from the National Academy of Sciences. 2d ed. 1999. Washington, D.C.: National Academy Press.

Thomas, J. A., J. J. Welch, M. Woolfit, L. Bromham. 2006. “There is no universal molecular clock for invertebrates, but rate variation does not scale with body size.” Proceedings of the National Academy of Sciences 103:7366-7371.

Zuckerkandl, E., L. Pauling. 1965. “Molecules as documents of evolutionary history.” J Theoretical Biology 8:357-366.

Design inteligente é ciência ?

Por Angelo Grasso

 

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Sim, claro !

Existem basicamente duas alternativas de mecanismos de como o mundo natural foi causado e criado. Inteligência, e não inteligência. Se inteligência não foi envolvida, o que resta, é nada. O nada como origem de todo mundo físico.

1. Inteligência. É um processo mental, que tem a capacidade de alguém/algo usar e ter lógica, informação, abstração, memorização, compreensão, auto-conhecimento, comunicação, aprendizado, controle emocional, planejamento e resolução de problemas.

2. Chance. O que é chance ? Em Probabilidade e Estatística, a chance de ocorrência de um evento é a probabilidade de ocorrência deste evento dividida pela probabilidade da não ocorrência do mesmo evento. Chance não é uma força, não é uma causa, um agente que faz. Chance não é uma coisa. Portanto, o naturalista atribui ao nada o poder de causar mudança.

Isto é uma dicotomia falsa ?

Não. Todas as possibilidades e sugestões de origens (multiversos, universos oscilantes, teoria de branas, flutuações quânticas, um universo sem começo, eterno, o Big Bang sem causa, ou ET’s, vários deuses, panteísmo, deísmo, monoteísmo etc.) recaem para uma ou outra categoria. Dizer, que pode haver outra opção desconhecida por nós, é um argumento das lacunas, e racionalmente não se sustenta.

Objeção: Não aleatoriedade é uma gama de uma quantidade infinita de coordenadas entre um extremo (aleatório) e outra extremidade oposta do espectro (inteligência). Entre esses extremos opostos polares são diferentes graus de processos e eventos não aleatórios.

Resposta: Existe uma linha de divisão, indivisível, entre o consciente, e o não consciente. Ou alguém é, ou não é consciente. Todos os degraus de consciente, mesmo que seja ínfimo, fazem parte do ser consciente. Portanto há apenas duas categorias. [1]

A matéria inconsciente, e a realidade não material do consciente, inteligente, espiritual. As duas realidades são fundamentalmente distintas, e não há uma realidade intermediária.

Como Einstein habilmente disse: Einstein’s Gulf: Can Evolution cross it ? By John Oller, Ph.d Albert Einstein, sem dúvida, um dos maiores cientistas de todos os tempos, descreveu o “abismo” que separa logicamente o mundo concreto dos objetos firmes, de um lado, e do mundo abstrato das idéias, por outro. Ele escreveu: Nós temos o hábito de combinar alguns conceitos e relações conceptuais (proposições) de forma definitiva com certas experiências sensoriais que não se tornam conscientes do abismo intransponível – logicamente que separa o mundo de experiências sensoriais do mundo dos conceitos e proposições.

De um lado, vemos o mundo real dos objetos, eventos e relações espaço-tempo tensionais. Por outro lado, encontramos representações totalmente abstratas que contêm informações sobre o mundo material. Essa informação articulada é captada pela primeira vez por nossos sentidos, secundariamente por nossas ações corporais, e em terceiro lugar pela nossa capacidade de usar uma ou mais línguas particulares. Entre os dois reinos, encontramos o que parece ser um abismo intransponível.

Uma pequena parte do problema dos proponentes de naturalismo é que objetos duros nunca são observadas espontaneamente a transformar-se (em sua própria fiança) em idéias abstratas.

Defensores do naturalismo metodológico muitas vezes invocam a definição de “critérios de demarcação” que dizem que toda ciência deve ser observável, testável, falsificável, preditiva e repetível. A maioria dos filósofos da ciência porém agora descartam estes critérios porque há muitas exceções às regras que estabelecem a prática da ciência.

Nem toda ciência envolve entidades observáveis ou fenômenos repetíveis, por exemplo nós não temos como voltar atrás no tempo, para observar o que causou o universo, as estrelas, a terra, e sistemas biológicos, e a biodiversidade. Não temos como ser testemunhas de eventos do passado, mas podemos tranquilamente fazer inferências sobre o que causou eventos únicos ou singulares com base nas provas disponíveis hoje. Ciências históricas como arqueologia geologia, forense, e Biologia Evolucionária, todas inferem eventos causais do passado para explicar a ocorrência de outros eventos ou para explicar o que observamos hoje .

Sabemos por nossa experiência que erosão é resultado de muita água, chuva, tempestades etc, e produz ravinas, em seguida, arroios e, por extensão, cânions. Nós sabemos que agentes inteligentes têm as capacidades de design necessárias para prever e construir uma pirâmide. Forças naturais não tem. Estas são inferências baseadas em nosso conhecimento atual de causa e efeito. Devido à influência do naturalismo metodológico (a posição filosófica de que as explicações científicas deve ser restritas a processos naturais), muitas pessoas afirmam que o design inteligente situa-se além dos limites da ciência. No entanto, uma série de disciplinas científicas se baseiam na capacidade dos cientistas detectarem a atividade de agentes inteligentes e distinguir da atividade de processos naturais. Por exemplo, os cientistas forenses podem determinar se ou não um indivíduo morreu como resultado de processos naturais, por acidente, ou pela ação intencional de outra pessoa – um agente inteligente. Os antropólogos podem examinar pedaços de rocha e determinar se as pedras foram intencionalmente fabricadas em uma ferramenta por um hominídeo (como os neandertais) ou meramente moldadas por processos naturais. Na busca para identificar civilizações alienígenas, pesquisadores da SETI monitoram radiação eletromagnética emanada de estrelas distantes em busca de assinaturas que levam a marca da agência inteligente.

A ciência tem o kit de ferramentas para detectar a ação de um designer inteligente e distingui-lo de causas e eventos naturais. Se assim for, então por que perguntas científicas não deveriam poder determinar se um designer inteligente desempenhou um papel na origem, história e design da vida e do universo? Parece-me que ele pode, e eu diria que ele desempenhou.

A teoria do design inteligente, portanto, qualifica-se como ciência tanto histórica quanto operacional, pois pode ser testada. Nós não podemos observar diretamente a causa da origem da vida ou repetir os eventos que estudamos na história da vida, mas podemos inferir o que é a causa mais provável que seja responsável, em base do que conhecemos e sabemos do cotidiano . “Em nossa experiência, a única coisa capaz de causar a origem do código digital ou informações funcionais ou circularidade causal é a inteligência e nós sabemos que a origem da vida e a origem da vida animal, por exemplo, exigiu a produção de justamente estas coisas.

 

Ciências históricas, e naturalismo metodológico.

Existem pelo menos dois métodos científicos.

Como Stephen C. Meyer explica: As ciências indutivas (pelo qual podemos entender a física, química e outras ciências experimentais, principalmente) são motivados pela pergunta: “Como é que a natureza opera normalmente?” As ciências históricas (pela qual podemos entender cosmologia, geologia, paleontologia, a teoria da evolução e sistemática biológica), por outro lado, são motivadas principalmente pela pergunta: “Como é que este sistema ou objeto veio a ser?” Estes são logicamente questões distintas. Neste último caso, quando perguntamos como algo veio a ser, vamos explicar invocando narrativas ou padrões de eventos causais – métodos que empregam muitas vezes denominados “indutivo” ou “retrodutivo” – para descobrir que conjunto de eventos que explicam melhor as características que observamos no presente.

O estudo histórico é uma questão de probabilidade. Todas e quaisquer teorias históricas são suportadas pela evidência de que não são dedutivas por natureza (dedutivas = provas absolutas, como na matemática). Podemos considerá-las inferências para a melhor explicação, ou probabilidades Bayesianas, mas elas não podem ser deduções. Teorias históricas não são baseadas em experimentos, repetíveis – ou não – nem são teorias históricas sujeitas à verificação empírica. A evidência para a teoria da história pode ser empírica, mas a própria teoria não é. Essas diferenças significam que não se pode simplesmente tratar a ciência e a história como disciplinas similares.

 

O naturalismo metodológico é necessário na ciência , porque a ciência exige como uma pré-condição poder investigar as coisas naturais ?

O x da questão é: Inteligencia é natural, ou sobrenatural ? O que nós podemos ver, sentir, observar, medir, detectar, quantificar, etc, é natural e os efeitos da inteligência se enquadram nesta categoria. Quando não é possível para produzir qualquer evidência além de especulação, se coloca de forma abstrata como uma possibilidade, então isso seria não-natural. Inteligencia ainda é natural pois ela age observavelmente no mundo físico-natural, e nós podemos observar seus efeitos. O que os neurocientistas estudam o dia todo? Admita-se que consciência e inteligencia, se adotar o dualismo, não é uma entidade física que se possa quantificar ou detectar fisicamente, mas seus efeitos são evidentes a todos. Inteligência portanto é na verdade tanto natural, como sobrenatural. Afinal, o que dizer sobre espíritos desencarnados, que não precisam de um cérebro físico para existir, como comprovado por testes científicos ? [1]

O naturalismo metodológico também não é necessário para ciências históricas no entanto. A história não investiga determinando empiricamente nada. Embora a história não procura responder a perguntas sobre o passado, exige porem apenas que o passado seja racional. Racional simplesmente significa que há uma razão. Então, se alguma coisa acontecesse que fosse um ato de um designer inteligente/criador no passado, então, enquanto esse ato tinha uma razão, e a ciência histórica pode investigar.

Existem basicamente três possíveis agentes causadores de origem e do universo:

1. Necessidade física

2. Chance ( acaso ) ,

3. Design inteligente / criação.

Este resultado significa que o design inteligente não pode ser inteiramente retirado da consideração nas ciências históricas . No entanto, evidências ou razões devem ser encontradas para apoiá-los.

 

Eu sou contra o naturalismo metodológico aplicado em ciências históricas, porque nos ensina a estar satisfeitos com não permitir a evidência científica de eventos históricas a nos levar onde quer que seja.

Naturalismo é apenas uma das possíveis explicações para a origem do universo, o seu ajuste fino, não tem uma resposta sobre a origem da vida, explica muito pouco sobre a biodiversidade, e o que explica, explica mal, não tem explicação sobre questões essenciais, como o surgimento da fotossíntese, sexo, consciência, linguagem, línguas, moralidade. O resumo: ela não tem considerável poder de explicação, o que atrai tantos crentes, é que eles pensam, que este fundamento justifica eles se considerarem a última instância de moralidade, e não há o que se preocupar com interferência divina em suas decisões.

A evidência científica é o que observamos na natureza. O entendimento de que como os sistemas e processos biológicos micro e macro funcionam, é o exercício e exploração da ciência. O que se infere a partir da observação, especialmente quando se trata da origem de fenômenos dados na natureza, é filosófico, e com base na indução individual e raciocínio pessoal. O que parece como uma explicação convincente para você, não pode ser atraente para mim, e eu chego eventualmente a conclusões diferentes.

 

O projeto inteligente é “Criacionismo disfarçado”.

Na verdade, as duas teorias são radicalmente diferentes. O criacionismo se move para frente, isto é, ele assume, afirma ou aceita algo sobre Deus e sobre o que um livro religioso tem a dizer sobre as origens; então interpreta observações na natureza para se encaixarem nesse contexto. O design inteligente se move para trás, isto é, ele observa algo interessante na natureza (complexidade, interdependência de mecanismos moleculares, informações especificadas) e, em seguida, teoriza e testa possíveis maneiras como isso pode ter vindo a ser. O criacionismo é baseada na fé; Design Inteligente é baseado na observação empírica.

Cada abordagem tem um pedigree que remonta a mais de dois mil anos. Notamos a abordagem “para a frente” em Tertuliano, Agostinho, Boaventura, e Anselmo. Agostinho descreveu-o melhor com a frase, “fé em busca de entendimento.” Com esses pensadores, a investigação foi baseada na fé. Pelo contrário, descobrimos a orientação “para trás” em Aristóteles, Tomás de Aquino, e Paley. O argumento de Aristóteles, que começa com “movimento na natureza” e as razões de volta a uma “força motriz” – isto é, do efeito para a sua “melhor” explicação causal – é, obviamente, base empírica.

Para dizer então, que Tertuliano, Agostinho, Anselmo (criacionismo) é semelhante à de Aristóteles, Tomás de Aquino, Paley (DI) é equivalente a dizer para a frente é igual para trás. O que poderia ser mais ilógico?

Como o Dr. William Dembski, um dos principais pesquisadores do design inteligente, habilmente declarou:

O projeto inteligente é. . . uma investigação científica sobre como os padrões exibidos pelos arranjos finitos de matéria podem significar inteligência .

Na melhor das hipóteses, a ciência é uma busca desenfreada (mas de forma ética e intelectualmente responsável) e progressiva para a verdade sobre o nosso mundo com base em análise fundamentada de observações empíricas. A própria antítese de uma busca desenfreada pela verdade ocorre quando cientistas com antolhos intelectuais e afirmam dogmaticamente que todas as conclusões devem estar em conformidade com a filosofia “materialista”. Tal abordagem evita que os fatos falem por si mesmos. A busca da verdade só pode sofrer quando é artificialmente restrita por aqueles que querem impor a ortodoxia materialista por decreto autoritário antes que a investigação ainda nem começou. Esta abordagem, obviamente, suscita a questão, mas, infelizmente, é muito comum entre aqueles que escondem seus preconceitos metafísicos com a autoridade da ciência institucional ou a lei.

Isto é especialmente lamentável, porque a reflexão apenas de um momento é suficiente para concluir que ela é falsa verdade que a ciência deve necessariamente limitar-se a investigação de causas materiais somente. Causas materiais consistem de acaso e necessidade física (as chamadas “leis da natureza”) ou uma combinação dos dois. No entanto, os investigadores do mundo já em Platão reconheceram um terceiro tipo de causa existente – atos por um agente inteligente (ou seja, “design”). A experiência confirma para além do menor dúvida de que o agir por agentes inteligentes freqüentemente resultam em sinais empiricamente observáveis ​​de inteligência. Na verdade, se não fosse assim, teríamos de abandonar forense, para citar apenas um dos muitos exemplos, a partir da rubrica de “ciência”.

Basta olhar ao seu redor. O próprio fato de que você está lendo esta frase confirma que você é capaz de distingui-la de ruído.

Além disso, o DI satisfaz todas as condições normalmente requeridas para a pesquisa científica (ou seja, observação, hipótese, experimento, conclusão):

1. Baseia-se em dados empíricos: a observação empírica do processo de concepção humana, e propriedades específicas comuns a concepção humana e informação biológica (informação complexa especificada ICE).

2. É um modelo quantitativo e internamente consistente.

3. É falsificável: qualquer demonstração positiva que ICE pode ser facilmente gerada por outros mecanismos além de projeto é uma falsificação potencial da teoria DI ( TDI).

4. Faz previsões empiricamente testáveis ​​e frutíferas.

 

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[1] http://reasonandscience.heavenforum.org/t1284-near-death-experience-evidence-of-dualism?highlight=dualism

Não é mais “lixo”: DNA misterioso tem papel fundamental em danos por acidente vascular cerebral.

MEDICAL XPRESS

Nota do editor:Títulos e artigo adaptados a partir do original. O original possui referências, bastando acessar o link. Os links do artigo estão em inglês.  A imagem também é do artigo original.

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Um estudo sobre ratos divulgado hoje [15/12/2015], mostra que o bloqueio de um tipo de RNA produzido pelo o que se costumava ser chamado de “DNA lixo“, pode impedir uma parcela significativa da destruição neural que resulta em acidente vascular cerebral. A pesquisa aponta para um futuro tratamento de danos pós acidente vascular cerebral, que muitas vezes é mais extenso do que a destruição inicial, resultante da desativação temporária de sangue para o cérebro.

A pesquisa também liga dois mistérios: Por que a maioria dos danos seguem a restauração do fornecimento de sangue? E qual é o papel da grande maioria do genoma humano, uma vez que foi considerado lixo porque não tem o padrão do RNA que faz proteínas?

Menos de 2% dos RNAs formados a partir do genoma codificam para proteínas, deixando 98% dos quais chamamos de “RNA não-codificante”“, diz o autor sênior, Raghu Vemuganti, professor de na Universidade de Wisconsin-Madison.

No estudo publicado no Journal of Neuroscience, Vemuganti e colegas bloquearam uma variedade de RNA longos não codificadores (lncRNA), em que existe, pelo menos, 40.000 variedades únicas -possivelmente cerca de 100.000.

Este lncRNA pode ligar-se a outro ARN, a uma proteína, ou a uma proteína de um lado e do outro DNA“, diz Suresh Mehta (primeiro autor), um cientista do Departamento de Cirurgia Neurológica. Entre muitos outros trabalhos, lncRNAs podem regular a atividade do gene.

O acidente vascular cerebral influencia a expressão de todos os tipos de RNA, e este RNA tem uma influência ampla em toda a célula, depois que o  é restaurado; ao qual chamamos de “, diz Vemuganti.

Alguns anos atrás, nosso laboratório começou a observar como o  afeta o RNA não-codificante. Há dois anos, foram identificados cerca de 200 tipos de vários lncRNAs que aumentam ou diminuem consideravelmente após o acidente vascular cerebral, concentrando-se em um que nós nomeamos FosDT.

Sabíamos que o nível de FosDT havia subido mais de dez vezes no cérebro do rato dentro de três horas após o acidente vascular cerebral“, acrescenta Vemuganti. Nós pensamos assim: se bloquearmos o FosDT após o acidente vascular cerebral, isso faria qualquer diferença na quantidade de danos estruturais ou deficiência comportamental?

Vemuganti e seus colegas projetaram três fios de RNA personalizados para silenciar o FosDT, os injetaram em ratos, desligando deliberadamente uma artéria no cérebro, durante uma hora. Testes realizados na primeira semana mostraram que os ratos tratados recuperaram habilidades motoras de forma muito mais rápida e completa do que animais controlados. Os escaneamentos cerebrais mostraram uma redução significativa do volume total do cérebro que foi destruído pelo acidente vascular cerebral.

Estes estudos foram parcialmente financiados pela American Heart Association, National Institutes of Health, U.S. Department of Veterans Affairs e pelo Department of Neurological Surgery .

Outras investigações mostraram que o FosDT estimula um caminho para a morte celular, ao mesmo tempo que prejudica caminhos de sobrevivência celular. Interferindo com ambos os mecanismos, poderiam explicar os benefícios, diz Mehta.

Nós não mudamos a agressão inicial, causada pela falta de oxigênio“, diz Vemuganti, “mas esta abordagem orientada reduziu consideravelmente os danos após uma semana. Nós não podemos reverter completamente os danos pós acidente vascular cerebral, mas o dano total diminuiu em um terço. Se pudermos proteger ao máximo o tecido  do acidente vascular cerebral, isso será um enorme benefício.

Pelo fato dos danos pós acidente vascular cerebral (a “lesão de reperfusão”) poderem ser ainda mais incapacitantes do que os dano causados pela perda inicial de fluxo sanguíneo, Vemuganti diz que está buscando diversas linhas de pesquisas.Estamos explorando ainda mais o mecanismo, e estamos nos preparando para ver o que acontece depois de um acidente vascular cerebral em ratos que não possuem nenhum gene para o FosDT.

Embora as taxas de acidente vascular cerebral tenham caído nas últimas décadas, cerca de 795 mil norte-americanos têm um AVC a cada ano, e o acidente vascular cerebral continua entre as principais causas de incapacidade.

Temos a intenção de perseguir vigorosamente este achado“, disse Vemuganti.

Você pode saber mais sobre RNA não codificadores AQUI. (Jeph Simple)

Design Inteligente, um argumento da ignorância?

Por Angelo Grasso – Grupo Design Inteligente [Facebook]

Em um contexto explicativo, os argumentos da ignorância têm a forma:

Premissa Um: Porque X não pode produzir provas ou explicar E. Conclusão: Portanto, causa Y produziu ou explica E.

 

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Os críticos do projeto inteligente alegam que o argumento para o design inteligente assume esta forma também. Michael Shermer, gosta de alegar que, “design inteligente argumenta que a vida é demasiada complexa especificamente (estruturas complexas como o DNA) para ter evoluída por forças naturais. Portanto, a vida deve ter sido criada por um designer inteligente.

Em suma, os críticos afirmam que os proponentes do DI argumentam como se segue:

Premissa Um: causas materiais não podem produzir ou explicar as informações especificadas.
Conclusão: Portanto, uma causa inteligente produziu informação especificada biológica.

Se os defensores do design inteligente estivessem discutindo na forma anterior, eles seriam culpados de argumentar por ignorância. Mas o argumento tem a seguinte forma:

Premissa Um: Apesar de uma busca minuciosa, não há causas materiais descobertas que demonstram o poder de produzir grandes quantidades de informação especificada, sistemas biológicos irredutíveis e interdependentes.
Premissa Dois: Causas inteligentes demonstraram o poder de produzir grandes quantidades de informação especificada, sistemas irredutíveis e interdependentes de todos os tipos.
Conclusão: O design inteligente constitui a melhor, mais adequada explicação em relação a causas e origens, e explicação para a origem da informação e complexidade irredutível na célula, e interdependência de proteínas, organelas, e partes do corpo, e até mesmo de animais e plantas, tipo interdependência de mariposas e flores, por exemplo.

Ou, dito de maneira mais formal, o caso para o projeto inteligente feito aqui tem a forma:

Premissa Um: A causa X não produz E.

Premissa Dois: Causa Y pode e deve produzir E.

Conclusão: Y explica E melhor do que X.

1. ) Alto conteúdo de informação (ou complexidade especificada) e complexidade irredutível constituem indicadores fortes ou imagem de design inteligente no passado.

2. ) Sistemas biológicos têm um alto teor de informação (ou complexidade especificada) e utilizam subsistemas que manifestam complexidade irredutível. 

3. ) Mecanismos naturais ou causas sem direção não são suficientes para explicar a origem da informação (complexidade especificada) ou complexidade irredutível.

4. ) Por isso, o design inteligente constitui a melhor explicação para a origem da informação e complexidade irredutível em sistemas biológicos.

 

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Portanto quem está a usar de ignorância, ou equívoco, ou desonestidade intelectual mesmo, são aqueles que usam essa esse tipo de argumentação tola. [Jeph Simple]

 

QUAL É O MECANISMO DO DESIGN INTELIGENTE?

Por Ann Gauger – Evolution News

( **Texto adaptado, não traduzido na sua totalidade**)

 

Silhouette of human head with gears mechanism instead of brain

Um dos argumentos contra o design inteligente e que é repetido pelos simpatizantes de Darwin, é que a Teoria do Design Inteligente não fornece um mecanismo.

 [Jeph Simple]

 

Ou seja, como a informação é inserida nos seres vivos; Larry Moran, evolucionista, reivindica: Dê uma explicação detalhada.Qual é o mecanismo?

Há algo oculto por trás desse pedido de Moran, e de todos que usam esse argumento.

Moran insiste que se forneça um mecanismo. Tal insistência indica uma visão particular da ciência chamada de naturalismo metodológico, ou materialismo metodológico. Este ponto de vista da ciência, afirma que a ciência deve se limitar a causas estritamente materialistas para explicar todos os fenômenos da natureza, até mesmo coisas como a origem do universo, a origem da vida e a origem e causas da consciência humana.

Mas será que a regra funciona? A exigência de uma causa material, um mecanismo, pode levar à conclusão bizarra de que a lei da gravidade de Isaac Newton não é científica, porque ele notoriamente se recusou a fornecer uma explicação mecanicista para a ação a distância. Do mesmo modo, E = mc 2 (de Einstein) não tem nenhum mecanismo. Mas essas leis são certamente científica.

Então, que critérios os naturalistas metodológicos usam para definir a ciência?

Defensores do naturalismo metodológico invocam frequentemente uma definição ou “critérios de demarcação” que dizem que toda ciência deve ser observável, testável, falsificável, preditiva e repetível.

Mas agora, a maioria dos filósofos da ciência recusaram esses critérios, porque há muitas exceções às regras estabelecidas na prática real da ciência.

Ciências históricas como a arqueologia, geologia, ciência forense, e biologia evolutiva inferem eventos causais no passado para explicar a ocorrência de outros eventos, ou, para explicar, a evidência que nós temos deixado no presente, para trás.

A teoria do design inteligente também se qualifica como ciência histórica. Não podemos observar diretamente a causa da origem da vida ou repetir os eventos que estudamos na história da vida, mas podemos inferir qual causa é mais provável e seja portanto, responsável, como Stephen Meyer gosta de dizer, “a partir de nossa experiência repetida e uniforme .” Em nossa experiência, a única coisa capaz de causar a origem do código digital ou informações funcionais ou circularidade causal é a inteligência e sabemos que a origem da vida e a origem da vida animal, por exemplo, exigiu apenas a produção dessas coisas em sistemas vivos .

Mesmo que tais critério de delimitação do que é ciência e o que não é ciência, não são mais normativos para todas as áreas da ciência, vale a pena verificar que o design inteligente usa critérios que são relevantes para uma ciência histórica. Em resumo, embora o projetista postulado pela teoria do design inteligente não seja diretamente observável (como a maioria das entidades de causalidade postuladas por cientistas históricos não são), a teoria é testável e faz muitas previsões exigentes.

Claro, o principal desafio que Moran oferece tem a ver com um critério de demarcação diferente: a ideia de que uma teoria científica deve proporcionar um mecanismo para se qualificar como uma teoria científica.

Ele quer que detalhemos qual mecanismo a teoria do design inteligente propõe para explicar a origem da informação biológica, pensando que, se nós não oferecermos nenhum mecanismo, nossa teoria vai deixar de se qualificar como científica.

Moran assume que os cientistas não podem invocar uma mente, ou qualquer causa inteligente, como uma explicação para os fenômenos naturais, pelo menos se eles querem que suas teorias sejam consideradas científicas. Ele assume, mais uma vez, que a ciência deve se limitar a causas estritamente materialistas, a fim de explicar todos os fenômenos, até mesmo a origem da informação biológica, tais como o código digital no DNA, ou a explosão cambriana.

Sabemos que agentes inteligentes podem interagir com o universo, causando mudanças e produzindo informações funcionais.

A origem da informação funcional, invariavelmente resulta da atividade de mentes, em vez de estritamente (ou necessariamente) processos materiais. Assim uma das formas de se descartar a possibilidade de que uma mente pode ter produzido as informações presentes no DNA, por exemplo, é a de se fechar os olhos para o que sabemos sobre as causas de outros sistemas ricos em informação, tais como o código de computador ou linguagem falada.

Embora Moran não possa descartar o design inteligente, senão apenas através de uma limitação arbitrária, ainda vale a pena considerar como uma mente pode agir no mundo causando mudanças. A resposta é que não sabemos. Estou aqui sentado escrevendo. Minha mente, mediada pelo meu cérebro, está colocando palavras em um programa de computador (projetado por outras mentes, por sinal), usando os dedos para digitar. Mas como isso acontece, realmente? De onde vem um impulso ao invés de outro, para pressionar a tecla ? E como é que estas palavras, produtos de minha mente, é comunicada aos outros através de suas telas de computador?

Nós não podemos realmente dizer o quanto nossas próprias mentes trabalham para interagir com o mundo, no entanto, sabemos que elas o fazem. É nossa repetida, a experiência universal, pessoal, que nos mostra que nossa consciência interage com nossos corpos para produzir informação, mas exatamente como isso funciona não é conhecido. Então, por que devemos esperar saber como o(s) agente (s) responsável pela concepção da vida ou o universo, pode ter trabalhado?

A teoria do design inteligente não propõe um mecanismo (uma causa estritamente ou necessariamente materialista) para a origem da informação biológica. Em vez disso, propõe uma causa inteligente ou mental. Ao fazê-lo, ela faz exatamente o que queremos que uma boa teoria científica histórica faça. Ela propõe uma causa que é conhecido na nossa uniforme e experiência repetida (para usar uma expressão) que tem a capacidade de produzir o efeito em questão, que, neste caso, é a informação funcional em sistemas vivos.

Esta resposta sobre mecanismo foi dada antes, mais notavelmente no livro de Steve Meyer, Darwin’s Doubt , que Moran afirma ter lido. Em um post futuro, eu vou dar algumas passagens-chave do livro.

 

 

Imagem do Evolution News.

A complexa gramática da linguagem genômica. [Mas isso é Design Inteligente escancarado! – Jeph Simple]

Publicado pelo Science Daily.

Título do Science Daily: A complexa gramática da linguagem genômica. (Complex grammar of the genomic language)

 

 

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A “gramática” do código genético humano é mais complexa do que isso, até mesmo mais que idiomas (do mundo todo) construídos de forma muito mais elaborada ( que outros idiomas). Os resultados explicam por que o genoma humano é tão difícil de decifrar – e contribuem para um maior entendimento de como as diferenças genéticas afetam o risco de desenvolvimento de doenças a nível individual.

Um novo estudo do Instituto Karolinska na Suécia mostra que a “gramática” do código genético humano é mais complexa do que isso (ou seja, que nossa gramática), mesmo diante dos idiomas (do mundo todo) construídos de forma muito mais elaborada. Os resultados, publicados na revista Nature, explicam por que o genoma humano é tão difícil de decifrar – e contribui para um maior entendimento de como as diferenças genéticas afetam o risco de desenvolvimento de doenças a nível individual.

O genoma contém todas as informações necessárias para construir e manter um organismo, mas também mantém os detalhes de um indivíduo com risco de desenvolvimento de doenças comuns, tais como diabetes, doenças cardíacas e câncer“, diz o autor principal do estudo, Arttu Jolma, estudante de doutorado no Departamento de Biociências e Nutrição. “Se nós podemos melhorar a nossa capacidade de ler e compreender o genoma humano, assim também, seremos capazes de fazer melhor uso da informação genômica; que rapidamente se acumula em um grande número de doenças, para benefícios médicos.

A sequenciação do genoma humano em 2000 revelou como as 3 bilhões de letras  A, C, G e T, que compõem o genoma humano , são ordenadas. No entanto, sabendo apenas a ordem das letras não é suficiente para traduzir as descobertas da genômica em benefícios médicos; também é preciso entender o que as sequências de letras significam. Em outras palavras, é necessário identificar as “palavras” e “gramática” da língua do genoma.

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As células do nosso corpo têm genomas quase idênticos, mas que diferem um do outro devido a diferentes genes estão que ativos (expressos) em diferentes tipos de células. Cada gene tem uma região reguladora que contém as instruções de controlo, quando e onde o gene é expresso. Este código regulador do gene é lido por proteínas chamadas fatores de transcrição que se ligam ao “DNA words”  específico e, ou aumentam ou diminuem a expressão do gene associado.

Sob a supervisão do Professor Jussi Taipale, pesquisadores do Karolinska Institutet já identificaram a maioria das palavras de DNA reconhecidas por fatores de transcrição individuais. No entanto, tal como na linguagem humana natural, as palavras do DNA podem ser unidas para formarem palavras compostas, que são lidas por vários factores de transcrição. No entanto, o mecanismo pelo qual tais palavras compostas são lidas não foi analisado anteriormente. Por isso, em seu estudo recente na revista Nature, a equipe de Taipale examina as preferências de ligação dos pares de fatores de transcrição, e sistematicamente mapeia as palavras que se ligam no DNA composto.

A análise revela que a gramática do código genético é muito mais complexa que os mais complexos idiomas humanos. Em vez de simplesmente juntar duas palavras entre si por um espaço de exclusão, as palavras individuais que são unidas em palavras compostas de DNA são alteradas, levando a um grande número de palavras completamente novas.

“Nosso estudo identificou muitas dessas palavras, aumentando a compreensão de como os genes são regulados, tanto no seu desenvolvimento normal quanto no do câncer”, diz Arttu Jolma. “Os resultados abrem caminho para decifrar o código genético que controla a expressão de genes.”

[Grifo meu]

 

[Texto adaptado]

 

 

 

 

Journal Reference:

  1. Arttu Jolma, Yimeng Yin, Kazuhiro R. Nitta, Kashyap Dave, Alexander Popov, Minna Taipale, Martin Enge, Teemu Kivioja, Ekaterina Morgunova, Jussi Taipale. DNA-dependent formation of transcription factor pairs alters their binding specificity. Nature, 2015; DOI:10.1038/nature15518

Histonas não podem tolerar muitas mudanças – As primeiras previsões da evolução.

Por Darwins Predictions – Cornelius Hunter

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As histonas são proteínas que servem como cubos sobre os quais o ADN é envolvido. Elas são muito semelhantes entre espécies muito diferentes, o que significa que elas devem ter evoluído logo no início da história evolutiva. Como explica certo livro, As sequências de aminoácidos de quatro histonas são muito semelhantes entre espécies de parentesco distante.… A similaridade na seqüência entre histonas de todos os eucariotos indica que elas dobram-se em conformações tridimensionais muito semelhantes; a função das histonas foi otimizada cedo, na evolução de um ancestral comum de todos os eucariotos modernos. (Lodish et. al., Section 9.5) E essa grande similaridade entre as histonas também significa que elas não devem tolerar muito bem alterações, como um outro livro explica: “As alterações na sequência de aminoácidos são, evidentemente, muito mais prejudiciais para algumas proteínas do que para outras. … Praticamente todas as mudanças de aminoácidos são prejudiciais em histonas H4. Nós assumimos que os indivíduos que realizaram essas mutações nocivas foram eliminados da população através da seleção natural. “(Alberts et. al. 1994, 243)


Assim, a previsão da evolução é que nestas (proteínas) histonas, praticamente todas as alterações são prejudiciais: “Como pode ser esperado a partir do seu papel fundamental na embalagem do ADN, as histonas estão entre as proteínas eucarióticas mais altamente conservadas . Por exemplo, a sequência de aminoácidos da histona H4 de uma ervilha e uma vaca diferem em apenas 2 (duas) das 102 posições. Esta forte conservação evolutiva sugere que as funções da histonas envolvem quase todos os seus aminoácidos, de modo que uma alteração em qualquer posição é prejudicial para a célula. “(Alberts et. al. 2002, Chapter 4)

Essa previsão também foi dada em apresentações populares da teoria: “Praticamente todas as mutações prejudicam a função da histona, de modo que quase nenhuma passa pelo filtro da seleção natural. Os 103 aminoácidos desta proteína são idênticos para quase todas as plantas e animais” (Molecular Clocks: Proteins That Evolve at Different Rates).

Mas esta previsão acabou sendo falsificada. Um estudo anterior sugeriu que uma das histonas poderia tolerar bem muitas mudanças. (Agarwal and Behe) E, posteriormente, estudos confirmaram e ampliaram esse achado: “Apesar da natureza extremamente bem conservada de resíduos de histonas ao longo de diferentes organismos, apenas algumas mutações nos resíduos individuais (incluindo os locais não modificáveis) provocam defeitos fenotípicos proeminentes” (Kim et. al.)
375px-Nucleosome_1KX5_colour_codedDa mesma forma um outro papel tem documentado estes resultados contraditórios: “É notável como muitos resíduos nestas proteínas altamente conservadas podem ser mutados e reterem a função básica do nucleossomo. … O elevado nível de conservação da sequência das histonas entre filos, sugere uma vantagem de aptidão destas sequências de aminoácidos particulares ao longo da evolução. Uma análise abrangente ainda indica que muitas mutações nas histonas não têm um fenótipo reconhecido. “(Dai et. al.) Na verdade, ainda mais surpreendente, muitas mutações, realmente elevaram o nível de condicionamento físico. (Dai et. al.)
(imagem do wikipédia – nucleossoma)

Referências
Agarwal, S., M. Behe. 1996. “Non-conservative mutations are well tolerated in the globular region of yeast histone H4.” J Molecular Biology 255:401-411.

Alberts, Bruce., D. Bray, J. Lewis, M. Raff, K. Roberts, J. Watson. 1994. Molecular Biology of the Cell. 3d ed. New York: Garland Publishing.

Alberts, Bruce., A. Johnson, J. Lewis, et. al. 2002. Molecular Biology of the Cell. 4th ed. New York: Garland Publishing. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK26834/

Dai, J., E. Hyland, D. Yuan, H. Huang, J. Bader, J. Boeke. 2008. “Probing nucleosome function: a highly versatile library of synthetic histone H3 and H4 mutants.” Cell 134:1066-1078.

Kim, J., J. Hsu, M. Smith, C. Allis. 2012. “Mutagenesis of pairwise combinations of histone amino-terminal tails reveals functional redundancy in budding yeast.” Proceedings of the National Academy of Sciences 109:5779-5784.

Lodish H., A. Berk, S. Zipursky, et. al. 2000. Molecular Cell Biology. 4th ed. New York: W. H. Freeman. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK21500/

“Molecular Clocks: Proteins That Evolve at Different Rates.” 2001. WGBH Educational Foundation and Clear Blue Sky Productions.