PROJETO CAPILAR HUMANO: O MÚSCULO PILO-ERETOR E OS PÊLOS DO CORPO.

By Everton F. Alves (Web-Book)

O pensamento evolutivo assume que o homem compartilha um ancestral comum com os outros primatas. Em 1871, Charles Darwin observou que os primatas são normalmente muito peludos, enquanto o ser humano, na sua visão, não possuía tantos pêlos. Para ele, essa “nudez” humana podia ser explicada através da seleção sexual, isto é, os humanos perderam a maior parte de seus pêlos a fim de atrair sexualmente os seus parceiros [1].

 

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Seguindo esse raciocínio, Darwin afirmou que a ausência de pêlos no corpo foi uma característica selecionada sexualmente porque homens preferem mulheres com menos pêlos, e porque “as mulheres em todas as raças têm menos pêlos do que os homens” [1: p.559]. Diante disso, ele concluiu que as mulheres foram as primeiras a perderem seus pêlos do corpo, e passaram essa característica (perda de pêlos) igualmente para sua prole feminina e masculina.

Portanto, a partir do momento em que homens e mulheres supostamente evoluíram de um ancestral comum ao macaco, eles teriam perdido seus pêlos porque não precisavam mais deles para se acasalar. É por isso que arrepios são vistos como vestígios rudimentares de nossos supostos parentes peludos, que se estufavam até parecer maiores diante dos predadores, ou servia para gerar calor (termo regulação) em circunstâncias particularmente frias.

Esse argumento confuso é aplicado já na fase embrionária. Jerry Coyne, um biólogo evolucionista, afirma que os finos pêlos (lanugem ou lanugo) que recobrem o embrião humano seria “apenas” um legado de nossos ancestrais primatas, expressando algumas de suas fases evolutivas [2]. Muitas vezes, essa lanugem ainda é visível em bebês prematuros.

Porém, as evidências demonstram que essa explicação do Dr. Coyne não está correta. Os pêlos lanugo estão presente em embriões humanos, pois eles servem a um propósito importante: sem lanugo, a pele embrionária não formaria de forma eficaz a camada protetora que ela precisa enquanto estiver no útero [3]. Essa camada protetora, vérnix caseoso, é uma substância gordurosa branca que tem a função de proteger o feto de maceração pelo líquido amniótico.

Além disso, o vérnix caseoso facilita o nascimento do feto devido à sua natureza escorregadia e protege a pele de ser danificada pelas unhas [4]. Assim, os pêlos lanugo servem para fixar (ancorar) essa camada protetora na superfície externa da pele enquanto ela está se formando. À propósito, se realmente houvesse um estágio embrionário refletindo um ancestral “peludo”, como o Dr. Coyne alega, a ciência deveria revelar que em algum momento no útero tínhamos um maior número de folículos pilosos do que mais tarde na vida. No entanto, esse não é o caso.

Por mais surpreendente que possa parecer, o número de folículos pilosos é o mesmo em todas as fases da nossa vida [5, 6]. O ex-professor de anatomia David Menton diz: “Os seres humanos têm três tipos básicos de fios de cabelo, que podem crescer a partir de [um mesmo] folículo dependendo de influências hormonais ou de outros controles – os pêlos lanugo, a penugem e o cabelo terminal”.

Em adultos, é visto que o corpo do homem, assim como o da maioria dos mamíferos, é coberto de pêlos, exceto para as palmas das mãos e plantas dos pés [7]. Mas o homem, ao contrário de outros mamíferos, tem pêlos incolores e minúsculos chamados pêlos velos cobrindo todas as partes de seu corpo. Isso dá aos humanos a aparência de ser “sem pêlo”, com exceção das áreas do couro cabeludo, rosto, axilas, peito e regiões genitais. Então, devido o fato de o humano possuir poucos cabelos terminais (longos) em comparação com os minúsculos pêlos velos é que surge a ideia de vestigialidade presente na literatura científica.

Desde 2004, a revista Discover mantém uma lista intitulada “Useless body parts” que, embora reconheça a função das sobrancelhas e barbas em homens, taxa os pêlos corpóreos como inúteis: “Sobrancelhas ajudam a manter o suor dos olhos e cabelo facial [barba] masculino pode desempenhar um papel na seleção sexual, mas, aparentemente, a maior parte dos pêlos deixados no corpo humano não tem nenhuma função” [8].

Livros didáticos também têm mantido o argumento vestigial para os pêlos como pode ser visto: “Pêlos do corpo é outra característica humana sem função. Parece ser uma relíquia evolucionária da pele que manteve os nossos antepassados distantes quentes (e que ainda aquece nossos parentes evolutivos mais próximos, os grandes macacos)” [9: p.292].

Outro ponto controverso está relacionado ao músculo pilo-eretor (pilorum arrectores) fibras musculares lisas , responsáveis por causar pequenas elevações da pele conhecidas como “arrepios”. Motivados pelo paradigma naturalista, os neodarwinistas não enxergam nenhuma razão para que os humanos ainda tenham arrepios. Em uma lista chamada “Some More of God’s Greatest Mistakes” [10], a qual é promovida por Jerry Coyne [11], podemos perceber a seguinte alegação:

“Desde que os humanos (especialmente mulheres) têm, geralmente, pouco pêlo no corpo, é inútil ter o mesmo sistema de músculos (pilorum arrectores) e nervos simpáticos que na maioria dos mamíferos levanta os pêlos em resposta ao frio ou ao medo. No entanto, temos arrepios (cutis anserina[o nome científico]). Além do mais, se a nossa pele é feita para ser principalmente nua, por que temos os minúsculos pêlos [penugem] ineficazes (e músculos e nervos separados para eles) em tudo?”.

No entanto, além de outros primatas, os arrepios em humanos também servem como um indicador de fortes experiências emocionais (frio e medo) [12]. Ademais, a contração do músculo pilo-eretor durante os arrepios funcionam como um sistema de termoregulação, produzindo e mantendo o calor do corpo; além disso, os pêlos levantados fazem com que uma camada de ar fique parada sobre a pele, funcionando como isolante térmico [13]. Pesquisas indicam que o músculo pilo-eretor é ainda importante na integridade e ancoragem da unidade folicular (fios de cabelo), bem como na secreção do conteúdo sebáceo, útil na prevenção do ressecamento da pele e regeneração epitelial [14, 15].

Longe de não apresentar um reflexo de design, os pêlos no braço, no rosto ou em qualquer outro lugar do corpo têm funções que eram, até então, desconhecidas. Em 2001, um estudo descobriu que os pêlos pubianos e axilares em humanos possuem uma importante função [16]. Regiões genitais e axilares apresentam muitos folículos pilosos (estrutura que origina o pêlo), que por sua vez contêm glândulas sudoríparas apócrinas que produzem esteroides voláteis que atuam como feromônios − sinais químicos que instigam a atração sexual.

Os pêlos são embebidos em feromônios e essas secreções são, inicialmente, inodoras, mas acabam se transformando num odor forte a partir do momento em que bactérias penetram nas secreções, interagindo com elas e produzindo ainda mais feromônios [16]. Aí, então, um parceiro em potencial pode sentir o cheiro e o corpo o usa como um indicador de que a outra pessoa está pronta para ser atraída.

Em 2011, foi descoberto também que folículos pilosos, juntamente com as dobras e glândulas produtoras de óleo na pele, formam um habitat para os microrganismos comensais que são vitais para a capacidade da pele em combater os agentes patogênicos nocivos [17, 18].

Em 2012, um estudo demonstrou que os pêlos finos (penugem) ajudam a detectar e remover os parasitas indesejados do nosso corpo [19]. Os pesquisadores recrutaram 29 voluntários, e rasparam uma área que continha pêlos em um de seus braços. Os cientistas, então, testaram quanto tempo os voluntários levaram para detectar percevejos colocados em cada braço e quanto tempo levou para que os parasitas encontrassem um bom lugar para se alimentar.

Os resultados mostraram que os pêlos do corpo aumentaram a capacidade das pessoas em detectar os percevejos (aqueles com braços cabeludos). Nos braços visivelmente sem pêlos, os indivíduos demoraram a perceber que havia um intruso parasita. Os pêlos também prolongaram o tempo que levou para os parasitas encontrarem lugares para se alimentar, presumivelmente porque impediu o movimento.

Em 2012, foi descoberto que barbas em homens bloqueiam 90-95% dos raios ultravioletas (UV), retardando assim o processo de envelhecimento e reduzindo o risco de câncer de pele [20]. Além disso, os pêlos faciais bloqueiam o pólen e poeira, reduzindo os sintomas de alergias sazonais e retém a umidade e protege contra o vento, mantendo o homem com um aspecto mais jovem. Além do mais, o ato de se barbear é geralmente a causa de pêlos encravados e infecções bacterianas que levam à acne [21, 22].

Em 2014, um estudo analisou a estrutura e função dos folículos pilosos da sobrancelha e concluiu que, embora eles compartilhem a mesma estrutura básica de folículos pilosos de outras partes do corpo, os pêlos da sobrancelha apresentam funções distintas. Os pêlos, por exemplo, são utilizados como um recurso estratégico do organismo para proteger os olhos da umidade da chuva ou do suor que escorre da testa [23].

O suor resultante da transpiração da pele é composto de substâncias que, em contato com a superfície do globo ocular, poderiam causar irritação. Além do mais, os pêlos da sobrancelha apresentam função imunológica e social, tais como na expressão facial em humanos, no papel linguístico durante a comunicação verbal e não verbal, no reconhecimento facial e na percepção da direção do olhar de outras pessoas [23-26].

Em relação à cabeça, um estudo também revelou que a cobertura de pêlos da orelha reduz a exposição aos raios ultravioletas em até 81% em comparação com as orelhas sem pêlos [27]. De igual modo, pesquisas analisaram o papel protetor do cabelo em cabeças humanas e descobriram que o cabelo humano protege o couro cabeludo e pescoço da radiação ultravioleta e de possível melanoma [27, 28].

E os carecas? Por que eles perderam os cabelos? O ex-professor de anatomia, David Menton, explica que os humanos nunca perdem um folículo piloso [5, 6]. Os folículos continuam a produzir cabelos ao longo de toda a vida em um ser humano. Na puberdade, porém, muitos começam a ficar carecas porque alguns folículos que antes produziam cabelos terminais (longos), agora começam a substituí-los por pêlos velhos, quase invisíveis. Assim, o ser humano não perde os cabelos com a idade, eles apenas ficam menores; e mesmo pequenos, eles ainda protegem o couro cabeludo [28].

Como vimos neste texto, as evidências sugerem que ambas as estruturas e as funções de pêlos e/ou cabelos apresentam sinais de complexidade e intencionalidade. Um cabelo humano é tão complexo que o homem nunca vai entendê-lo completamente, muito menos explicar sua origem por processos evolutivos ao acaso.

Quer saber mais? Acesse o eBook e venha conhecer a assinatura de um projeto intencional nas estruturas biológicas complexas presentes na natureza e nos seres vivos.

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REFERÊNCIAS:

[1] Darwin C. The decent of man, and selection in relation to sex. 2. Ed. London: John Murray, 1874. Disponível em: http://darwin-online.org.uk/…/1874_D…/1874_Descent_F944.html

[2] Coyne JA. Why Evolution is True. New York: Viking, 2009, p. 80.

[3] Brauer PR. Human embryology: the ultimate USMLE step 1 review. Philadelphia, PA: Hanley & Belfus, 2003, p. 95.

[4] Tortora GJ, Grabowski SR. Principles of Anatomy and Physiology. 10. Ed. Nova Jersey: John Wiley and Sons, 2003, p. 154.

[5] Wieland C. Blind fish, island immigrants and hairy babies. Journal of Creation 2000; 23(1):46–49. http://creation.com/blind-fish-island-immigrants-and-hairy-…

[6] Menton D. The Amazing Human Hair. [Jul. 2007]. Human Body. Answers magazine, 2007. Disponível em: https://answersingenesis.org/human-…/the-amazing-human-hair/

[7] Menton D. Vestigial Organs—Evidence for Evolution? Capítulo 24. In: Ham K. The New Answers Book 3. Green Forest, AR: Master Books, 2010. Disponível em: https://answersingenesis.org/…/vestigial-organs-evidence-f…/

[8] Selim J, Aguilera-Hellweg M. Useless Body Parts. [Jun. 2004]. Living World. Discover magazine, 2004. Disponível em: http://discovermagazine.com/2004/jun/useless-body-parts

[9] Audesirk G, Audesirk T, Byers BE, Biology: Life on Earth with Physiology. 8th Edition. San Francisco: Benjamin Cummings, 2007.

[10] Oolon Colluphid. Oolon Colluphid’s Guide to Creation. Lista: Some More of God’s Greatest Mistakes”; disponível online até o momento da publicação deste capítulo. Link: http://oolon.awardspace.com/SMOGGM.htm#goosebumps

[11] Coyne J. Bad design: a theological or a scientific argument? [Dez. 2009]. Site: Why evolution is true, 2009. Disponível em: https://whyevolutionistrue.wordpress.com/…/bad-design-a-th…/

[12] Benedek M, Kaernbach C. Physiological correlates and emotional specificity of human piloerection. Biol Psychol. 2011; 86(3):320-9.

[13] Torkamani N, Rufaut NW, Jones L, Sinclair RD. Beyond goosebumps: does the arrector pili muscle have a role in hair loss? Int J Trichology. 2014; 6(3):88-94.

[14] Poblet E, Jiménez F, Ortega F. The contribution of the arrector pili muscle and sebaceous glands to the follicular unit structure. J Am Acad Dermatol. 2004; 51(2):217-22.

[15] Song WC, Hu KS, Kim HJ, Koh KS. A study of the secretion mechanism of the sebaceous gland using three-dimensional reconstruction to examine the morphological relationship between the sebaceous gland and the arrector pili muscle in the follicular unit. Br J Dermatol 2007;157:325-30.

[16] Rothardt G, Beier K. Peroxisomes in the apocrine sweat glands of the human axilla and their putative role in pheromone production. Cell Mol Life Sci. 2001; 58(9):1344-9.

[17] Grice EA, Segre JA. The skin microbiome. Nat Rev Microbiol. 2011; 9(4):244-53.

[18] Naik S, Bouladoux N, Wilhelm C, Molloy MJ, Salcedo R, Kastenmuller W, Deming C, Quinones M, Koo L, Conlan S, Spencer S, Hall JA, Dzutsev A, Kong H,Campbell DJ, Trinchieri G, Segre JA, Belkaid Y. Compartmentalized control of skin immunity by resident commensals. Science. 2012; 337(6098):1115-9.

[19] Dean I, Siva-Jothy MT. Human fine body hair enhances ectoparasite detection. Biol Lett. 2012; 8(3): 358–361.

[20] Parisi AV, Turnbull DJ, Downs N, Smith D. Dosimetric investigation of the solar erythemal UV radiation protection provided by beards and moustaches. Radiat Prot Dosimetry. 2012; 150(3):278-82.

[21] Quarles FN, Brody H, Johnson BA, Badreshia S, Vause SE, Brauner G, Breadon JY, Swinehart J, Callendar V. Pseudofolliculitis barbae. Dermatol Ther. 2007; 20(3):133-136.

[22] Ribera M, Fernández-Chico N, Casals M. Pseudofolliculitis barbae. Actas Dermosifiliogr. 2010; 101(9):749-57.

[23] Nguyen JV. The biology, structure, and function of eyebrow hair. J Drugs Dermatol. 2014; 13(1 Suppl):s12-6.

[24] Sadr J, Jarudi I, Sinha P. The role of eyebrows in face recognition. Perception. 2003; 32(3):285-93.

[25] Watt R, Craven B, Quinn S. A role for eyebrows in regulating the visibility of eye gaze direction. Q J Exp Psychol (Hove). 2007; 60(9):1169-77.

[26] Flecha-García ML. Eyebrow raises in dialogue and their relation to discourse structure, utterance function and pitch accents in English. Speech Communication 2010; 52(6):542-554.

[27] Green AC, Kimlin M, Siskind V, Whiteman DC. Hypothesis: hair cover can protect against invasive melanoma on the head and neck (Australia). Cancer Causes Control. 2006; 17(10): 1263–1266.

[28] Parisi AV, Smith D, Schouten P, Turnbull DJ. Solar ultraviolet protection provided by human head hair. Photochem Photobiol. 2009; 85(1):250-4.

 

 

Biólogo Notável afirma: A vida, uma complexa interação de máquinas moleculares, aparenta ser construída por um engenheiro.

By The Stream Casey Luskin

 

Texto adaptado.

O post contem links em original em inglês.

 

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Recentemente um amigo me enviou um link para uma conversa (TEDx) ““Digital biology and open science — the coming revolution“, afirmando que ” máquinas moleculares complexas interativas “(da vida) revelam que” um relógio molecular é real e generalizado “e parece ser “construído por um engenheiro um milhão de vezes mais inteligente do que nós somos.” O palestrante é o biólogo e engenheiro Stephen Larson , que tem PhD em neurociência da Universidade da Califórnia, em San Diego, e é CEO da MetaCell; que faz investigação em biologia de sistemas e é empresa de consultoria que procura entender a biologia por meio de computação.

Agora eu não acho que o Dr. Larson é pró-design inteligente, o que torna suas descrições da biologia ainda mais surpreendentes. De fato, após recontar algumas características complexas da biologia que aparentam desígnio , ele imediatamente lança o aviso de que “o que nós entendemos, claro, é que a vida evoluiu no planeta ao longo de bilhões de anos.” No entanto, ele admite que ele encontra a natureza extremamente “bem organizada“, e que a “tecnologia” da vida é “inquietante“. Ele diz ainda: “Eu tenho que ser honesto com vocês, eu meio que odeio isso.” Aqui está a transcrição relevante da seção, da maior parte dos primeiros 4:30 da conversa:

 

A ciência continua a revelar como a vida funciona, e uma vez e outra encontramos a magia que parece distinguir entre coisas que estão/são vivas e as coisas que não são/estão [são] realmente criadas por máquinas moleculares complexas que interagem entre si. Estas máquinas microscópicas são tão precisas e intrincadas como um relógio mecânico, mas em vez de serem executadas em engrenagens e molas, são alimentadas pelas regras fundamentais da física e da química. Nossa compreensão do enrolamento e desenrolamento preciso da molécula de DNA, ou a maneira que uma molécula pode literalmente caminhar quase roboticamente ao longo da corda bamba de outra molécula, continuam a mostrar-nos uma após outra vez, que este mecanismo de relógio molecular é real e generalizado.

Agora o que é mais perturbador para mim sobre isso, é que nós não construímos essas máquinas. Como alguém originalmente treinado como um engenheiro, eu tenho que ser honesto com vocês, eu meio que odeio isso. Como as espécies mais inteligentes do planeta, nós meio que gostamos de pensar em nós mesmos como os construtores da tecnologia mais sofisticada de todo o universo. Nós inventamos a linguagem escrita e da imprensa. Nós achamos a cura da poliomielite e enviamos o homem à lua. Heck, até mesmo apanhou feras e as transformou em gatinhos, e depois construiu uma rede global de comunicações para compartilhar as fotos delas. Isso é muito impressionante.

E, no entanto, quando eu olha através de um microscópio em uma bactéria humilde – pela forma como os seus antepassados ​​eram no planeta há um bilhão de anos atrás, milhares de milhões de anos atrás – eu ainda me pergunto como ela realmente funciona. Porque o relógio mecânico que é a vida não é como qualquer relógio já construído. São engrenagens e molas biológicas, mas elas enchem salas, edifícios e cidades de uma vasta paisagem microscópica que é movimentada com atividade.

Por um lado ele é extremamente bem organizado, mas por outro lado a escala de todo este material bem organizado desconhecido, que acontece lá dentro me faz sentir que tropecei em uma paisagem alternativa de tecnologia que é construída por um engenheiro um milhão de vezes mais inteligente do que eu. O que mais eu procuro são princípios além daqueles que já aprendemos, mas eu sou oprimido com a sensação de que este material foi construído por alienígenas.

OK, não literalmente. Eu  não acho que literalmente homenzinhos e mulheres verdes vieram para a terra e semearam vida aqui há um bilhão de anos atrás. O que nós entendemos, claro, é que a vida evoluiu no planeta ao longo de bilhões de anos. Mas os resultados da evolução confundem até mesmo os nossos engenheiros mais inteligentes quando tentamos entender como poderíamos construir o que a biologia evoluiu.

E se a vida tem princípios de boa engenharia e nós simplesmente não os figuramos em nosso mundo ainda, não trouxemos para fora? Poderia o estudo da biologia nos dar a capacidade de extrair novos princípios de engenharia, que talvez então poderíamos usar para resolver os problemas intratáveis ​​do mundo? Nossos experimentos só nos dão vislumbres do que  acontece nestes espaços minúsculos, mas o que acontece lá tem um enorme implicação para o futuro, no século 21, e mais além. [Grifo nosso]

 

Agora, Larson é um biólogo de sistemas , o que significa que ele é treinado para ver a vida do ponto de vista da engenharia. Em tal perspectiva, os cientistas tratam os sistemas biológicos como se eles fossem infundidos com a teleologia – construídos de cima para baixo para alcançar algum objetivo, não de forma cega, de baixo para cima como a evolução darwiniana enxerga. Isso não significa que os biólogos de sistemas têm dúvidas sobre a evolução darwiniana (dúvidas que eles vão receber) ou que eles apoiam o design inteligente. Eles mantem o seu ponto de vista de biologia de sistema extremamente frutífero  em tensão com modelos-de-origens que por outro lado aprovam.

Aqui está como o físico David Snoke descreve esse campo  com o seu sentido de dissonância cognitiva:

Os opositores da abordagem de design inteligente (ID) para a biologia, por vezes argumentaram que a perspectiva ID desencoraja a investigação científica.

Ao contrário… … …Pode-se argumentar que o novo paradigma mais produtivo em biologia de sistemas é realmente muito mais compatível com a crença no design inteligente da vida do que com uma crença na evolução neo-darwinista. Este novo paradigma na biologia de sistemas, que surgiu nos últimos dez anos ou mais, analisa sistemas vivos em termos de conceitos de engenharia de sistemas, tais como design, processamento de informações, otimização e outros conceitos explicitamente teleológicos. Este novo paradigma oferece uma teoria bem sucedida, quantitativa, preditiva para a biologia. Embora os principais praticantes do campo atribuem a presença de tais coisas ao desenrolar da seleção natural, eles não podem evitar o uso de linguagem de design e conceitos de design em suas pesquisas, e um olhar franco no campo indica que ela realmente é uma abordagem de design por completo. (David Snoke, “Systems Biology as a Research Program for Intelligent Design“,BIO-Complexity, Vol. 2014 (3).)

Larson fala ainda sobre a natureza da máquina-vida de muitos sistemas biológicos. Como podemos usar computadores e uma visão baseada em engenharia da biologia para tratar doenças de uma forma melhor, e até mesmo como podemos entender mistérios biológicos complexos, como o amor. Ele diz que só podemos compreender os sentimentos biológicos tão complexos e especificados como o amor como “uma série de eventos complexos, mas específicos e reconhecíveis que acontecem dentro de seu corpo.” – Soa familiar?

 

Eu recomendo assistir a conversa na íntegra.

 

(O vídeo está em inglês e não é legendado)

 

Esta coluna foi publicada originalmente no Evolution News and Views do Discovery Institute em 10 de Junho de 2015 e é reproduzido com a sua permissão.

O Algoritmo AmoebaSat

By Design Inteligente Group – (TDI) Facebook

 

 

Os investigadores projetaram e implementaram um algoritmo que resolve problemas de computação usando uma estratégia inspirada na maneira que uma ameba se ramifica para obter recursos. O novo algoritmo chamado AmoebaSAT pode resolver problemas de satisfazibilidade (SAT) [1] (um problema de difícil optimização com muitas aplicações práticas[a]) utilizando ordens de grandeza de menor número de passos do que o número de etapas necessárias por alguns dos mais rápidos algoritmos convencionais.

Os pesquisadores preveem que o sistema de computação inspirado na ameba pode oferecer vários benefícios, tais como a eficiência elevada, a miniaturização e baixo consumo de energia, que poderiam levar a um novo paradigma de computação em nanoescala para resolução de problemas de alta velocidade.

“Nós demonstramos uma maneira de aproveitar o enorme poder computacional dos fenômenos naturais em termos de complexidade e de energia”, disse Aono a Phys.org

Este estudo [2] utilizou-se o mesmo mecanismo básico de um motor molecular biológico para gerar corrente de flutuação de elétrons. Em uma catraca elétrica browniana [3] a energia térmica em um nanofio aleatoriamente faz com que os elétrons movimentem-se em uma direção (por exemplo, para a esquerda, mas não para a direita) ou que fiquem no mesmo lugar. Repetir este processo várias vezes gera um fluxo dirigido de elétrons, tendo por resultado uma corrente elétrica com flutuações estocásticas (aleatórias).

Os testes mostraram que o sistema AmoebaSAT teve uma taxa de sucesso de 100% em encontrar uma solução para vários problemas SAT de 50-variáveis [b], resolvendo estes problemas em média com aproximadamente 3000 passos. Uma versão modificada do algoritmo(direcionado para o objetivo específico), que trata de modo mais eficaz o ruído aleatório de erro-induzido, alcança um resultado ainda melhor, menos de uma média de 1800 passos. Para efeitos de comparação, um dos algoritmos mais rápidos conhecidos de busca local, WalkSAT, requer ordens de magnitude a mais de passos para resolver os mesmos problemas. Além disso, o AmoebaSAT supera WalkSAT mais significativamente à medida que o número de variáveis aumenta.

___________________________________________________________

[1] Problema de Satisfazibilidade Booleana (SAT)
https://pt.wikipedia.org/…/Problema_de_satisfatibilidade_bo…

[2] Aono M, Kasai S, Kim SJ, Wakabayashi M, Miwa H, Naruse M. Amoeba-inspired nanoarchitectonic computing implemented using electrical Brownian ratchets. Nanotechnology. 2015 Jun 12;26(23):234001.
http://iopscience.iop.org/0957-4484/26/23/234001/article

[3] Modelo da Catraca Browniana, proposto por Oster e Peskin em 1993
http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/…/camilla.dis.cor..pdf…

Notas

[a] Aplicações: Planejamento automático, a verificação de software e o teste de circuitos, teste de propriedades de algoritmos de criptografia e chaves. Verificação de Equivalência de Circuitos, Geração Automática de Padrões de Teste, Arquitetura de Computadores(alocação de registradores), diagnóstico de carcinomas entre outros.

Lasmar, Fernanda Akl Faria. “Análise de desempenho de algoritmos para o problema da satisfatibilidade booleana.” (2015).

[b] O problema SAT: Dada uma expressão booleana na forma normal conjuntiva, ou seja, produto de somas, deve-se descobrir se existe uma combinação de valores para as variáveis que torne a expressão verdadeira. Se existe ao menos uma combinação, significa que o problema é satisfatível, daí o nome SAT.

Redução de SAT para 3SAT. Eduardo Mayer Terroso, Rafael Coimbra Pinto.
http://www.inf.ufrgs.br/~rcpin…/facul/inf05515/npc/index.htm

Fonte(Reportagem original): http://phys.org/…/2015-06-amoeba-inspired-outperforms-conve…

 

 

(Imagem/Crédito: M. Aono, et al. © 2015 IOP Publishing)

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Laszlo Bencze: A mente como um híbrido entre dois mundos.

By Uncommon Descent [Texto Adaptado]

 

 

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Leia e tire suas conclusões…

 Galileu foi um naturalista metodológico, porque ele não era um supernaturalista metodológico, a outra única opção. Galileu estava interessado no mundo natural, especificamente nos movimentos dos planetas e suas luas. Ele estudou esses movimentos através de métodos naturais, ou seja, observou-os através de um telescópio. Ele não usou métodos sobrenaturais nos seus estudos. O que seriam “métodos sobrenaturais” ? Ele poderia ter escrito suas perguntas sobre o sistema solar em tiras de papel,  queimado em incenso, com expectativas de receber visões que explicassem tudo. É claro que a “metodologia sobrenatural” soa muito tola. Não estou ciente de qualquer pensador cristão sério que nunca tenha usado esse método de investigação (NM). Todos eles entenderam que, se uma pessoa quisesse entender o trabalho de um Deus não contingente no mundo criado pelo mesmo não haveria escolha, senão estudar esse mundo diretamente. O seu funcionamento não pode ser previsto a partir de primeiros princípios como pensava Aristóteles. Nenhum ser humano sequer poderia presumir  questionar Deus diretamente, para receber respostas. Essa abordagem não foi bem sucedida por Jó e seria igualmente mal sucedida por qualquer outra pessoa. Deus não é um bibliotecário cósmico que é obrigado a satisfazer a curiosidade ociosa da demanda.

Admitir  que a única maneira de entender o mundo natural é observar que certamente não se exclui a existência de um mundo sobrenatural. Mas o estudo direto do mundo sobrenatural pela observação não é possível. A Compreensão do mundo sobrenatural vem através de revelação e via ações normais da mente racional. Na verdade o pensamento racional leva necessariamente à conclusão de que um mundo sobrenatural deve existir. A mente racional é em si um mistério, porque ele participa de qualidades que são sobrenaturais que existem em nosso mundo natural. Assim, a mente é uma espécie de híbrido entre os dois reinos. Portanto, temos a dificuldade desconcertante de atribuir  lógica e matemática, quer ao mundo natural ou ao mundo sobrenatural. O preconceito moderno é de atribuir ambos ao mundo natural, o mundo das coisas materiais, e dizer que aqueles “emergem” deste mundo.Essa visão faz pouco sentido. Eu digo que Deus nos equipou com a capacidade de compreender a lógica e a matemática como resultado de serem feitas à sua imagem. Ele nos dá as ferramentas para compreender as coisas que são imateriais e além da física (daí o “metafísico”).

Assim, através da combinação de nossas mentes com as nossas observações do mundo natural, através de meios normais, chegamos a esse entendimento que chamamos de ciência. A metodologia da ciência é natural na medida em que não permite atalhos sobrenaturais ao conhecimento. No entanto, é sobrenatural na medida em que as ferramentas mentais invocadas não podem ser explicadas como artefatos do mundo natural. Por isso, quando utilizado de forma justa e correta, o termo “naturalismo metodológico” não é nada mais do que uma admissão do lugar limitado do homem no mundo. Não podemos evocar respostas diretamente de reinos sobrenaturais. Nós só pode persistir obstinadamente em observar oque está aberto à observação. Porem, a nossa dependência do naturalismo metodológico de modo algum limita nosso mundo apenas ao que pode ser observado, porque o próprio ato de observação baseia-se em muito grande, algo misterioso , não-natural: a mente humana.

Menor organismo voador descoberto: Praticamente invisível; mas tem asas, olhos e sistema orgânico completo. E mais uma coisa …

By Cornelius Hunter

[Texto adaptado]

Cientistas e engenheiros que constroem veículos aéreos miniaturizados podem querer olhar para a natureza, para o seu próximo grande avanço. Nos 0,40 milímetros, Euryplatea nanaknihali é uma maravilha tecnológica que supera até mesmo as concorrências mais próximas, no caso provocadas pelo homem.

 

 

 

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Mas se você tem essa maravilha; você deve duvidar da validade dessa velha história de mutações aleatórias e outros eventos de sorte, criando pássaros e abelhas (e tudo mais que é relacionado a essa matéria), então pense novamente.

 

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A micro mosca recém-descoberta é mais uma prova da evolução, pois é um parasita vicioso. Coloca seus ovos na cabeça de formigas, e as larvas consomem a partir do seu interior.Eventualmente, a formiga morre e sua cabeça cai. É, de facto, como Tennyson coloca, um mundo “vermelho no dente e garra.” Certamente ela deve ter evoluído. Como Darwin explicou a um amigo em 1860:

Eu tenho comigo que não posso ver tão claramente como os outros fazem, e como eu deveria deseja fazer, evidência de desígnio e beneficência em todos os lados, ao nosso redor. Me parece que há muita miséria no mundo. Eu não consigo me convencer de que um Deus benevolente e onipotente tenha criado a [vespa parasita] com a intenção expressa da sua alimentação estar dentro dos corpos vivos das lagartas, ou que o gato deve brincar com camundongos.

Este é o poder do pensamento evolutivo. Nós não temos nenhuma ideia de como o mundo poderia ter surgido espontaneamente, mas ele deve ter surgido assim.

O CUSTO DA COMPLEXIDADE 2 – BACTÉRIAS

By Marcos Ariel

No “O Custo da Complexidade – drosófilas” percebemos que os dados indicam uma perda de aptidão (número médio de filhos) da drosófila na medida em que aumenta sua complexidade. Vimos a opinião de Dawkins de que a Seleção Natural é o mecanismo do aumento da complexidade da vida na terra.

Em seu livro “O que é a Evolução”, Ernst Mayr responde a pergunta “A evolução é progressiva?” afirmando que quando olhamos da bactéria ao homem, aparenta progresso. Entretanto o parasitismo, os animais subterrâneos e de cavernas apresentam aspectos simplificadores. Cita também as bactérias, um dos mais bem sucedidos “com uma biomassa total maior do que todos os outros organismos juntos”.

Separei a seguinte frase para ser analisada: “O que não se pode negar, porém, é que, a cada geração do processo evolutivo, os sobreviventes são, em média, mais aptos do que a média dos que não sobreviveram. Sob esse aspecto a evolução realmente é progressiva. Além disso, durante toda a história da evolução foram introduzidas inovações que tornam os processos funcionais mais eficientes”. (Mayr, 2001)

Vamos aos dados observacionais e experimentais.
Uma das maneiras de as bactérias resistirem aos ataques do sistema imunológico e drogas antimicrobianas é a produção de biofilme (Pasternak, 2009). O biofilme impede a fagocitose (destruição pelas células de defesa) e a penetração de antibióticos na colônia de bactérias. Aparentemente, as bactérias que produzem o biofilme apresentam vantagem em relação às que não produzem.

Analisando a formação de polímero (biofilme) pelo Pseudomonas, notou-se que as bactérias que não produzem polímero se reproduzem mais rápido que as produtoras de polímero (Mirsky, 2009). As produtoras de polímero seriam “altruístas”. Numa competição direta as “altruístas” seriam eliminadas. O acréscimo funcional aqui seria considerado um aumento de complexidade. Veja a FIGURA.

Lenski já havia relacionado a resistência aos antibióticos com a perda de capacidade reprodutiva das bactérias. Entretanto, afirmava que com o tempo isso seria superado pelos mecanismos evolutivos (Lenski, 1998). No entanto, observações clínicas demonstram que Lenski pode estar errado.

Um exemplo comum é o paciente colonizado por bactérias multirresistentes- no caso citado aqui o Acinetobacter pan. Colonizado é o portador sem a doença. O protocolo sugere que em seis meses no domicílio o ambiente se encarrega de eliminar a bactéria. A eliminação se deveria à competição com outros organismos e a atuação do sistema imunológico da pessoa. (Coordenadoria Geral da Vigilância em Saúde-Porto Alegre-RS).

Portanto, os dados não confirmam que a cada geração do processo evolutivo, referente ao aumento da complexidade das bactérias, a média dos sobreviventes seria mais apta que a média dos que não sobreviveram. Ao contrário, na competição direta, há uma perda de aptidão. (os evolucionistas contornam isso através do Isolamento Geográfico que será analisado a posteriori). O que ocorreu é que a Seleção Natural eliminou a concorrência, permitindo o surgimento da complexidade. Voltando a competição, o mais complexo fica em desvantagem.

 

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Referências

-Coordenadoria Geral da Vigilância em Saúde- Manual de Orientação para Controle da Disseminação de Acinetobacter sp Resistente a Carbapenêmicos no Município de Porto Alegre-RS
http://www.saude.rs.gov.br/…/20120521095513manual_de_contro…

-Lenski, Richard E, Bacterial evolution and the cost of antibiotic resistance http://www.im.microbios.org/04december98/06%20Lenski.pdf

-Mayr, Ernst O que é a Evolução, Rocco, 2001

-Mirsky, Steve O que é Bom Para o Grupo Scientific American Brasil, 2009, fevereiro

-Pasternak, Jacyr Biofilmes: um inimigo (in)visível http://www.researchgate.net/…/…/54c7647e0cf238bb7d0a8183.pdf

O CUSTO DA COMPLEXIDADE- DROSÓFILA

By Marcos Ariel

 

Através da Teoria da Evolução, os cientistas tentam explicar a existência da diversidade da vida no planeta. A Teoria da Evolução não diz que toda a vida evolui para a complexidade, mas eventualmente a complexidade surgiu. Dawkins sugere a Seleção Natural como explicação para o surgimento da complexidade biológica:

“A seleção natural é o maior guindaste de todos os tempos. Ela elevou a vida da simplicidade primeva a altitudes estonteantes de complexidade, beleza e aparente desígnio que hoje nos deslumbram.(1)

Ao mesmo tempo a Teoria da Evolução sugere que os mais aptos sobrevivem. Aptidão seria o número de filhos produzidos por um indivíduo com determinado genótipo. Portanto, o indivíduo mais apto produziria mais filhos que outro menos apto. (2)

Uma maneira simples de entender estes conceitos pode ser vista neste site-How Natural Selection Works. (3)

Entretanto cientistas como McShea apontam outro caminho para o surgimento da complexidade: através da lei evolutiva força-zero, que seria a ausência ou diminuição da da seleção natural-é chamada evolução construtiva neutra. (4)

Como a complexidade surge, pode ajudar um organismo sobreviver melhor ou ter mais filhos. Se assim for, será favorecida pela seleção natural e se espalhará pela população. (4)

Mas ao olharmos a figura, qual se reproduzirá melhor? A “simples” drosófila ou a “complexa” drosófila?
Outros artigos demonstram a perda de aptidão da drosófila que apresenta aumento de aprendizagem. (5)

Inicialmente a drosófila parece demonstrar uma perda de aptidão ao adquirir resistência aos pesticidas. Em artigos iniciais isso foi demonstrado, mas hoje a drosófila resistente parece ter readquirido a aptidão inicial. Entretanto, para a maioria dos insetos há uma perda de aptidão. (6)

A conclusão é de que o aumento da complexidade da drosófila diminui a aptidão.

 

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Referências

1-Dawkins, Deus um Delírio

2- Evolução. 3 ed, Ridley, p. 701

3-http://science.howstuffworks.com/…/ev…/natural-selection.htm

4-The Surprising Origins Of Evolutionary Complexityhttps://www.scientificamerican.com/…/the-surprising-origi…/…

5-A fitness cost of learning ability in Drosophila melanogaster Frederic Mery, Tadeusz J. Kawecki-
http://rspb.royalsocietypublishing.org/content/270/1532/2465

6-Fitness costs associated with insecticide resistance Adi Kliot and Murad Ghanim http://www.researchgate.net/…/…/54cc81030cf298d6565a8968.pdf

 

 

Comunicado a Maria Teodósio.

A Maria fez comentários em meu blog em diversos artigos.

Em um dos seus comentários ela disse que eu só não vou aprovar os comentários dela por que os comentários dela  contradizem meus argumentos e minha capacidade argumentativa é muito limitada.

Não Maria, argumentos contrários aos meus, quando trazem consigo razoabilidade me motivam a aprender mais.

No caso minha decisão se baseia nisso:

Bem, descobri um blog criacionista (pouco movimentado e talvez um tanto obscuro). É o blog do criacionista Jephsimple, PEJADO DE LIXO CRIACIONISTA, incluindo as PARVOÍCES do costume, a quem nenhum CIENTISTA SÉRIO DÁ CRÉDITO, saídas do discovery institute.

Eu não estou ofendido com isso, uma vez que esse tipo de argumento não é NENHUM POUCO novo para mim, e nem a Maria é a primeira a me dizer isso e isso acontece na academia também, é um tipo de tática evolucionista.

Então esse tipo de tática eu simplesmente ignoro. Não acrescenta em nada em meu aprendizado sobre o design inteligente, sobre biologia, sobre evolução.

Portanto, não; isso não é seletividade de comentários, tanto que cheguei a aprovar vários, até me deparar com esta citação adolescente, ideológica, falaciosa, infantil, irrelevante. Que alias, eu entrei em seu blog tempos atrás e percebi o mesmo tipo de argumentação rasa, aliás o Mats é muito bem falado em seu blog.

Não fosse esse seu comentário arrogante, infantil, ideológico, adolescente, irracional, teus comentários seriam todos aprovados. como aprovei alguns.

Afinal, não tenho problemas com argumentos contrários ao meu.

Mas eu passei da idade da adolescência, e passei dos vinte um tempinho. E também não entrei no debate ontem.

Então esses argumentos pra mim valem tanto quanto alguém defender o Goku (Dragon Ball ).

Na idade que estou é impossível levar esse tipo de argumento a sério, intelectualmente,  são minúsculos. Seria conveniente pra mim abrir este blog para pessoas que gostam de insultar os outros.Mas eu não tenho nenhum interesse do meu blog ser popular, além de prezar pela honestidade intelectual, pela verdade acima de tudo, e isso é fruto do meu teísmo cristão.

Este blog está aberto apenas a pessoas que sabem focar seus argumentos apenas em argumentos, no caso você estava fazendo isso. Mas essa sua afirmação foi decepcionante, e desanimadora.

Então considere-se excluída deste blog.

Assim, não perca seu tempo comentando neste mesmo.

E também, fique tranquila, não vou dirigir qualquer comentário a você no blog do Mats.

 

Como meu interesse em debater com a Maria reduziu-se a zero, então todos seus comentários serão apagados.

 

 

Respostas as objeções comuns evolucionistas.

By Cornelius Hunter – Darwin’s God

(Texto adaptado)

 

 

 

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Esta seção examina diversas preocupações que evolucionistas têm frequentemente, sobre as falsas predições de sua teoria.

 

 

 

Previsões falsas muitas vezes levam a uma pesquisa produtiva.

Pesquisa produtiva pode vir de uma grande variedade de motivações científicas e não científicas, incluindo previsões falsas. A pesquisa produtiva que pode ter surgido a partir de algumas dessas previsões não diminui o fato de que elas são falsas.

 

 

Os evolucionistas fixaram estas previsões falsas.

Um proponente de uma teoria, dado a motivação suficiente, pode explicar todos os tipos de resultados contraditórios. (Quine) Tipicamente; no entanto, há um preço a ser pago quando a teoria se torna mais complexa e tem menor poder explicativo.

 

 

Ad hominem e negação.

Críticas à evolução atraem respostas aquecidas e os ataques pessoais são comuns. Tais ataques, no entanto, não mudam o fato de que a evolução tem gerado muitas predições falsas. Além disso, os evolucionistas, muitas vezes, ignoraram ou negam as descobertas inesperadas. Eles tentam desacreditar os fatos, referindo-se a eles como “argumentos velhos e cansados”, ou que não passam de falácias sem senso crítico nenhum.

 

 

Falsificacionismo é falho.

Tem sido argumentado que, a fim de qualificar-se como ciência, idéias e teorias precisam ser falsificáveis. Além disso, as previsões falsificadas são usadas, ​​às vezes, para discutir se uma teoria é falsa. Tal falsificacionismo ingênuo é falho (Popper) e não usado ​​aqui. Muitas predições falsas da evolução não demonstram que a evolução não é ciência ou que a evolução é falsa.

Previsões falsas são valiosas em julgar a qualidade de uma teoria, seu poder explicativo; e para melhorar a nossa compreensão científica em geral. No entanto, os evolucionistas, por vezes, rejeitam qualquer menção de previsões falsas de sua teoria como mero falsificacionismo ingênuo. As falhas do falsificacionismo ingênuo não dão aos evolucionistas uma licença para ignorar falhas substanciais e fundamentais de sua teoria.

 

 

Se houvessem tantos problemas a evolução teria sido derrubada.

Essa objeção se enquadra na categoria de falsificacionismo ingênuo. A ciência é um processo reativo. Novas evidências são processadas e as teorias são ajustadas em conformidade. Mas a ciência também pode ser um processo conservador, sustentando problemas substanciais antes de reavaliar uma teoria. Portanto, a reavaliação de uma teoria leva tempo. O fato de existirem problemas garante que uma teoria seja derrubada. (Lakatos; Chalmers)

 

 

Citados” acreditam na evolução.

Muitos cientistas duvidam da evolução, mas eles não são citados, ou não são citados em papers. Apenas as matérias de evolucionistas são usadas para ilustrar que até mesmo adeptos da teoria concordam que as predições são falsas.

 

 

Estas falsificações serão remediadas no futuro.

Como cientistas, precisamos avaliar teorias científicas de acordo com os dados atualmente disponíveis. Ninguém sabe o que os dados futuros poderão trazer, e a afirmação de que os dados futuros vão resgatar a evolução é, em última análise, circular.

 

 

Não há melhor alternativa.

Uma forma de avaliar uma teoria é compará-la com explicações alternativas. Esta abordagem tem a vantagem de contornar as dificuldades na avaliação de teorias científicas. Mas é claro que qualquer comparação dependerá crucialmente de quais explicações alternativas são usadas na comparação. Se não forem tomadas como boas alternativas podem ser deturpadas ou mesmo omitidas completamente. E, claro, podem haver alternativas ainda não concebidas. (Van Fraassen; Stanford) Em qualquer caso, o sucesso ou fracasso das previsões de evolução depende da ciência, não em quaisquer explicações alternativas.

 

 

Ninguém acredita mais nestas previsões.

Sim, este é o ponto. É verdade que os evolucionistas, em sua maior parte,reconhecem que caíram muitas previsões que foram feitas por outros evolucionistas, ou decorrentes da teoria. Podemos aprender com este histórico falho, pois tem implicações para a complexidade da evolução e seu poder explicativo.

 

 

E sobre todas as previsões bem sucedidas?

Os evolucionistas afirmam que a evolução é um fato, e que devemos nos concentrar em previsões bem sucedidas da evolução, em vez de suas previsões falsas. A tendência para procurar evidências que confirmem em contraste com evidências contrárias que surgiram e ainda surgem ao longo do tempo é conhecido como viés de confirmação. (Klayman, Ha) Uma conseqüência do viés de confirmação é que;pode ser que, uma vez confirmadas, certas evidências são vistas como corretas e típicas, enquanto evidências não confirmadas, previsões falsificadas são vistas como anormais e raras. Não é de surpreender que as evidências que confirmam são mais frequentemente mantidas e documentadas. Raramente as muitas previsões falsas são encontradas em textos de evolução.

Viés de confirmação pode afetar a investigação científica. Os evolucionistas tendem a ver as previsões da evolução como esmagadoramente verdade. Previsões falsas, por outro lado, não são geralmente vistas como falsificações legítimas, mas sim como questões de pesquisa abertas que estão ainda a ser resolvidas. Na verdade, os evolucionistas muitas vezes fazem a alegação notável que não há nenhuma evidência que é contrária à evolução.

 

 

Estas previsões falsificadas não são necessariamente previsões da teoria da evolução. Elas refletem apenas casos isolados de surpresa de um ou outro evolucionista sobre conjuntos específicos de dados.

As previsões foram consideradas necessárias quando foram realizadas. E elas representavam o consenso da ciência evolutiva no momento em que foram realizadas. Elas estão bem documentadas em ambos os trabalhos de pesquisa; peer-reviewed, literatura popular de autoria de líderes evolucionistas e em entrevistas dos principais evolucionistas. Elas não eram realizadas apenas por alguns, evolucionistas individuais. E elas não foram uma das várias possíveis previsões concorrentes.

O fato dessas previsões atualmente  não serem consideradas necessariamente previsões da evolução é um reflexo da maleabilidade da teoria da evolução e é um lembrete do por que um histórico de falsas previsões da evolução é importante.

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Referências

 

Chalmers, AF 1982. What is This Thing Called Science? . 2d ed. Indianapolis: Hackett.

Klayman, Joshua, Young-Won Ha. 1997. “Confirmation, disconfirmation, and information in hypothesis testing,” in WM Goldstein, RM Hogarth, (eds.) Research on Judgment and Decision Making: Currents, Connections, and Controversies.Cambridge: Cambridge University Press.

Lakatos, Imre. 1970. “History of science and Its rational reconstructions.” Proceedings of the Biennial Meeting of the Philosophy of Science Association 1970:91-136.

Popper, Karl. 1959. The Logic of Scientific Discovery . London: Hutchinson.

Quine, WVO 1951. “Two Dogmas of Empiricism,” The Philosophical Review 60:40.

Stanford, P. Kyle. 2006. Exceeding Our Grasp: Science, History, and the Problem of Unconceived Alternatives . New York: Oxford University Press.

van Fraassen. Bas C. 1989. Laws and Symmetry . Oxford: Clarendon Press.

 

O Jamais Refutado Argumento de Paley

By Junior Eskelsen

 

 

 

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Disseram tanto que o argumento foi completamente refutado que qualquer citação a seu respeito seria digna de desprezo e

vergonha. Mas não sou um homem de me preocupar com opiniões alheias e exponho aqui o real pensamento de Paley.

O argumento é de natureza teológica, ou seja, não prova, mas por objetivo justifica a fé, por isso não é “refutável”. A natureza da exposição de Paley é sutil, quase que impercetível no final de sua declaração. A verdade é que não conhecemos qualquer refutação que trate realmente da Analogia do Relojoeiro. Paley parte da natureza e justifica sua fé em um artífice.

Até agora pelo menos os argumentos apresentados sequer tocam na ideia abordada por Paley. A verdade é que existe grande dificuldade descrever as características de design satisfatoriamente.

O que ocorre com o design e suas qualidades também ocorre com vida, informação e outros conceitos de difícil tratamento. Capurro por exemplo escreveu mais de setenta páginas sobre o conceito de informação deixando a questão em aberto frente as insatisfatoriedade dos conceitos apresentados. Esse trabalho recebeu uma versão em português pela UFMG [1].

O coração do argumento de Paley está em “Todos os indícios de um artifício(α), todas as manifestações de um design(β) que existem no relógio existem também nas obras da natureza(δ), com a diferença de que, na natureza, são maiores ou mais numerosos(φ), e isso num grau(ψ) que excede todo o cálculo.”

 

 

 

(α) Conjunto de características comuns.

 

 

(β) Conjunto de predefinições que sustentam um sistema autônomo.

 

 

(δ) Equivalência interpretada como estética, não como reconhecimento de padrões distintos.

 

 

(φ) Riqueza informacional da vida.

 

 

(ψ) O último grau — a autonomia dos sistemas — excede todo cálculo e permanece enigmático até a identificação do limiar da irredutibilidade.

 Todas esses termos persistem na requisição de um tratamento adequado da parte do observador que tenha sutileza para um refinamento e ajuste fino tanto quanto possível. Tanto quanto necessário.

[1] O Conceito de Informação. Capurro. 2007