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Filósofo ateu acha que “nunca temos acesso direto aos nossos pensamentos”

By Evolution News 

[Obs: Texto adaptado – Links em inglês – A imagem é do EnV]

 

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Em um post intitulado “Por fim: um pensador racional em “The Stone”, o biólogo ateu e negador do livre-arbítrio,  Jerry Coyne, cita o companheiro ateu Alex Rosenberg, professor de filosofia na Universidade Duke .

Rosenberg:

Nós nunca temos acesso direto aos nossos pensamentos. Como Peter Carruthers já havia argumentado primeiramente, a auto-consciência é apenas a leitura da mente voltada para dentro … Não há nenhum ponto de vista em primeira pessoa.

Nosso acesso aos nossos próprios pensamentos é tão indireto e falível como o nosso acesso aos pensamentos de outras pessoas. Nós não temos acesso privilegiado às nossas próprias mentes. Se nossos pensamentos dão o verdadeiro significado para nossas ações, nossas palavras, nossas vidas, então não podemos; nunca, estarmos certos sobre o que dizer ou fazer, ou para essa matéria, o que pensamos ou porque pensamos isso.

Nem sequer está claro o que “Nós nunca temos acesso direto aos nossos pensamentos” significa. Claro que temos acesso direto aos nossos pensamentos. Pode-se definir a experiência em primeira pessoa (ou seja, pensamento) como “aquilo que temos acesso direto.

Uma característica marcante da mente é que ela é incorrigível. Nossos pensamentos são nossos, estamos sempre certo sobre a existência dos nossos próprios pensamentos, e um observador nunca pode estar certo sobre o pensamento de outra pessoa, se o observador e a pessoa discordar. Se eu estou pensando de uma maçã vermelha, então eu estou pensando em uma maçã vermelha. Se o meu amigo diz: “Não está não. Você está pensando de um Corvette azul“, então eu estou certo e meu amigo está errado. Você não pode estar errado sobre o conteúdo bruto do que você está pensando.

Agora isso não significa que você não pode ter um pensamento equivocado (uma proposição falsa) ou que você não pode ter um mal-entendido (talvez a maçã que estou pensando é mais marrom do que o vermelha). Mas meu pensamento é o meu pensamento. Eu tenho acesso direto a ele – eu o experimento – e as outras pessoas não.

Então é claro que há um ponto de vista na primeira pessoa. Nosso ponto de vista único, é na primeira pessoa. Isso é o que “ponto de vista” significa. É a vista do “ponto” de um ser humano, que é a primeira pessoa por definição.

Agora, é claro, compreender as motivações para nossos pensamentos, e a correspondência entre nossas crenças e realidade, estão abertos ao debate.Podemos não saber exatamente por que pensamos algo e sobre algo. Mas nós sabemos – incorrigivelmente – que achamos alguma coisa e sobre alguma coisa.

Como tantas outras reivindicações materialistas bizarras sobre a mente, a afirmação de Rosenberg é auto-refutável. Se não temos acesso direto aos nossos pensamentos, por que iriamos assumir que o que Rosenberg tem escrito, tem qualquer relação com o que ele realmente pensa? Se Rosenberg não tem acesso direto aos seus próprios pensamentos, não há nenhuma maneira de saber o que ele realmente pensa. Mesmo que ele não saiba o que ele realmente pensa.

As teorias materialistas sobre a mente beiram a loucura.
Se um homem entra em um consultório médico e diz: “Eu não tenho, em tempo algum, acesso direto aos meus pensamentos e não tenho um ponto de vista na primeira pessoa“, este homem vai ser encaminhado para um psiquiatra e pode ser involuntariamente internado até que se prove que ele não é um perigo para si mesmo ou para os outros.

Se o mesmo cara entra no departamento de filosofia na Universidade de Duke, ele recebe um mandato.

 

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Não tenho tal fé!

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Como derrotar o ateu moderno com três perguntas simples.

A partir de Origem & Destino

 

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O blog Shadow To Light postou o texto abaixo. Verifique se você concorda…

Quando alguém demanda que você apresente evidências reais, do mundo real, e críveis acerca do Deus do Cristianismo, há três perguntas simples que você pode fazer para expor a natureza fictícia do inquérito e assim invalidar a tentativa de validar o ateísmo.

Questão 1: O que você considera como evidência real, do mundo real e crível para Deus?
Se o ateu se recusar a responder a pergunta, ele estará exposto a falácia de esconder as regras do jogo, demonstrando a sua desonestidade intelectual ao fazer a pergunta. Se o ateu responder a pergunta, há uma grande possibilidade que ele cite alguma demonstração dramática, miraculosa e sensacional de poder por Deus. Isso nos conduz a segunda pergunta.

Questão 2: Por que esse evento dramático, miraculoso e sensacional conta como evidência para Deus?
Neste ponto, o ateu provavelmente irá procurar mudar o tópico da conversa. Mas persista com a pergunta. A razão pela qual o ateu considera tal evento como evidência para Deus é porque o evento possivelmente não poderia ser explicado por causas naturais e pela ciência, uma vez que houve uma lacuna. O ateísmo moderno está construído sobre a lógica “Deus das lacunas”. Neste ponto, você pode perguntar a terceira questão.

Questão 3: O raciocínio “Deus das lacunas” é uma forma válida de determinar a existência de Deus?
Se o ateu não “correu” até este momento, ele irá correr agora. Por que? Pois se ele responder NÃO, então ficará claro que nada poderá contar como evidência para a existência de Deus, pois se a única “evidência” que o ateu permite em sua corte é uma lacuna (algo que não pode ser explicado por uma lei natural/científica) e o raciocínio do Deus das lacunas também não é permitido, então está claro que a exigência do ateu por uma evidência é um jogo desonesto de “cara eu ganho, coroa você perde”.
É claro que se o ateu responder SIM a essa questão, então o teísta está livre para usar a lacuna como uma evidência para Deus (origem da vida, origem da consciência, etc.).
Esta é a razão pela qual o ateu irá fugir do tópico. A exigência por uma evidência coloca o ateu na posição ou de reconhecer a desonestidade de sua pergunta ou de reconhecer que há evidência uma vez que existem certas lacunas.

Resposta ao materialismo ateu. Parte II

“Sua pergunta é um desvio do meu ponto, meu ponto foi: A natureza tem propósito (veja o que significa propósito) Você disse que não tem, e sua evidência contra propósito foi desastre (que posso entender como defeito) Ou seja, se algo apresenta defeito esse algo não tem NENHUM propósito.”

Veja bem, se no seu ponto de vista tem proposto ocorrer duas coisas:

Ou o propósito é danoso e portanto não têm desastres pois, faz parte do propósito da natureza fazer as coisas, ou têm desastres porque o propósito era bom mas a imperfeição da natureza e de deus levou a tais desastres. Então, se o propósito não é bom, então deus bom não existe, pois fez uma natureza sem o propósito de ser boa.

Se o propósito é o bem, deus perfeito não existe, pois têm desastres o que é uma falha da natureza, portanto deus perfeito não existe.

Sua inferência de danoso, perfeito ou imperfeito ignora o seu ateísmo, o seu naturalismo… É impossível ser ateu, materialista e argumentar sobre a realidade, sobre algo bom ou ruim, perfeito ou imperfeito, sobre moral.

 

Mas agora vou responder, rejeitando o materialismo e me baseando em design inteligente e teologia como forma de ver o mundo. Pois a forma materialista é TOTALMENTE INADEQUADA, ABSURDA.

 

DI: Um sistema com defeito não deixa de ser um sistema inteligentemente concebido por apresentar defeitos. 

Então você não tem uma evidência positiva contra design.

Teologia: Deus criou o universo perfeito, e o mesmo em um determinado ponto tornou se imperfeito pela própria vontade de Deus.

Gênesis  1 e 2, tudo quanto Deus fez ele viu que era bom.

A queda do homem :”E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, MALDITA É A TERRA por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida.”
Gênesis 3:17

 

“Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou,
Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
Porque sabemos que TODA A CRIAÇÃO GEME E ESTÁ JUNTAMENTE COM DORES DE PARTO ATÉ AGORA”
Romanos 8:20-22

Portanto, seu argumento que não se baseia no materialismo, é falso.

Não existe nenhuma relação entre perfeição de Deus e perfeição da criação serem um paradoxo.

“Pois eu lhe disse, a natureza tem propósito: O sol, as estrelas… O Dna.  Oras o Dna tem seu propósito, o cérebro tem, a água tem… O proposito na natureza indica sua origem. Ausência de propósito na natureza tbm indica sua origem.”

O sol, as estrelas e o Dna não são propósitos da natureza, e sim produto da diversidade e grandeza do universo que, pela gravidade, produz estrelas que explodem, e produzem planetas que, pelos bilhões de combinações de matéria, produz a diversidade que produz a vida. Não há evidencia nenhuma de planejamento, se fosse assim não precisaria produzir trilhões de estrelas apenas para que 0,00000000000000000000001% delas pudesse aparecer vida, ou seja, se um criador precisa produzir 1 trilhão de estrelas, para que apenas, uma produza vida, esse criador é muito incompetente.

Mas você está usando a crença materialista para origem da vida, que não tem evidência alguma!

O sol não é qualquer estrela. As estrelas não são enfeites… O DNA tem SIM PROPÓSITO… Mais uma alegação absurda, visando defender o dogma materialista… Como alguém que nega propósito no DNA e crê que é um ser vivo, um ser racional????

Mas eu ei de concordar que o DNA, o sol, as estrelas, a água a lua e etc, não são propósitos da NATUREZA; mas sim daquele que as criou… Nisto concordo contigo.

 

“Isso é espantalho, na verdade o conceito objetivo de design não invoca beleza, existem bactérias, vírus que matam seres humanos, nem por isso eu nego que tais são um ID por que não vejo beleza nisso, vejo dor e sofrimento.”

Contradição à vista:

Mais uma prova que deus bom não existe. Se deus fosse bom não permitiria que vírus maléficos deixassem milhões de crianças incapacitadas, aleijadas, doentes e que morrem sofrendo. Não deixaria que vírus maléficos existissem, ou seja, se deus  existisse seria muito incompetente, pois projetaria pessoas e ao mesmo tempo armas biológicas letais e cruéis para matá-las. Como se assistisse a um videogame pra ver quem mata mais….

Mais uma vez você usa um argumento que assume a falsidade do materialismo, e assume uma visão metafísica para o que ocorre dentro do cosmos sem nenhum propósito.

 

 

Repito meu argumento teológico da imperfeição temporal… Todos pagarão por seus atos, e pior aqueles que permanecerem na injustiça. Olha sua contradição, você acha Deus mal por que não impede o mal, mas você nega o terror eterno; você nega o livre arbítrio também?

 

 

Bom mas deixa eu já citar os que irão sofrer o terrível dano da segunda morte:

“Porém, quanto aos covardes, os incrédulos, os depravados, os assassinos, os que praticam imoralidade sexual, os bruxos e ocultistas, os idólatras e todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago de fogo, que arde perpetuamente em meio ao enxofre. Esta é a segunda morte!”

Apocalipse 21:8

E se você acha que alguém pode dar um de espertinho fazendo mal aos outros podendo evita-los por conhecer a Deus e ser perdoado por ele caiu do cavalo:

 

 Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados,
Mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários.
Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas.
De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?

Hebreus 10:26-29

 

“Na verdade se o universo a vida NÃO PASSAM DE MOVIMENTOS AO ACASO DA ENERGIA E “MATÉRIA” (Na verdade matéria é um mito) então tais conceitos como ordem ou desordem, acidente ou propósito não possuem fundamento… Não se pode provar cientificamente nada sobre o “comportamento” da natureza.”

 

 

A ordem é uma forma do cérebro humano organizar e classificar coisas e acontecimentos para melhor entende-la, e tentar achar regras e leis na natureza. Não se pode dizer que a natureza é “ordenada” por si só. Apenas que aparentemente existem leis físicas que os objetos do universo obedecem. E estas leis foram compiladas pelo cérebro humano que cresceu e se desenvolveu num mundo darwiniano.

Ah sim ! Como diria Einstein:

“A coisa mais incompreensível sobre o universo é que ele é compreensível.”

 

 

""A coisa mais incompreensível sobre o universo é que ele é compreensível." Albert Einstein" 

Isso é um absurdo, dizer que o cérebro classifica isso ou aquilo para entender isso ou aquilo é uma extrapolação do materialismo. Ou você acha que o cérebro transcende o despropositado cosmos, a despropositada natureza. A natureza irracional criando organismos racionais? Como? Dê evidências!Assim como pedimos evidências para as estrelas guiarem meu destino segundo a astrologia… Só por que estrelas existem, eu existe, destino existe… Então as estrelas guiam meu destino???Afirmações sem evidências são refutadas sem evidências!  “Pior ainda, não passa de uma alegação absurdamente extraordinária dizer que tal energia e ‘matéria” dão origem a consciência, a mente… Mas eu tenho algo mais objetivo ainda contra essa crença absurda… A razão não é nem matéria nem energia, nem se encontra em algum lugar do tempo… A razão é absoluta. Todos querem apelar para a razão (incluindo eu), como se ela fosse um Deus.”

Qualquer biólogo em inicio de carreira sabe que a origem da vida proporcionou uma organização e estruturação cada vez mais complexas graças à seleção natural. A ciência e os fatos já descartam um ser pronto e acabado como adão e eva da bíblia. Tudo veio de uma lenta evolução com muito sofrimento, mortes, erros e muitas espécies extintas. Se a consciência fosse fruto de uma  mente com sabedoria infinita já deixava tudo pronto como adão e eva e não espécies mortas por tentativa e erro.

Completamente falso, os biólogos não tem a mínima ideia da origem materialista da vida… Como você acusa as pessoas de crer em ilusões e você mesmo tem as suas??? Isso, por definição, chama-se hipocrisia.E como sempre fazer afirmações sem evidências são refutadas sem evidências. Não há uma evidência que seres unicelulares evoluem para seres pluricelulares, nem que espécies extrapolem os tipos básicos.E por ultimo, não existe uma evidência de ter ocorrido alguma evolução despropositada ( leia aqui por exemplo ) “Essa ficou nebulosa, será que Baker está dizendo que o universo não requer uma explicação, uma causa? Ou ele admite que o universo requer explicações ad infinitum, negando entretanto Deus?”

 

Isso não  requer uma temporalidade e causas infinitas para requerer um criador, ou seja, é a teoria mais simples sobre a origem do universo, sem propriamente existir uma causa que supõem-se ser deus, não, isto é nulo.

 

Ah sim! Não requer a existência do tempo e causas infinitas… Mas quando dizemos que Deus é atemporal e causa máxima, Eterno NÃO CAUSADO o materialismo invoca uma causa para Deus. Um peso duas medidas, isso é uma mente seletiva, influenciada, escravizada por dissonância cognitiva. Ignoram parcimônia quanto é conveniente e invocam-a quando é conveniente.De longe um “explosão” é a melhor explicação para os ajustes rígidos do universo, para a origem da vida, para a mente humana… De longe a resposta está exclusivamente na física clássica. Esta justamente onde o materialismo, alem da mente humana o fazer, é COMPLETAMENTE DESTRUÍDO, está na mecânica  quântica! 

 

Resposta ao materialismo ateu. Parte I

“Que ilusões? O Argumento expõe sua invocação teológica e subjetiva. Ei, ei, espere aí, quando falo de proposito não existe invocação de moral…Oras é bem simples e bem definido: Propósito: Um alvo, um objetivo, uma intenção, um plano, uma meta.”

Alma, espírito, inferno, purgatório, deus, diabo entre outros. Você quer dizer que tudo isso é objetivo, concreto, medível, testável, observável?

Deus não está no mesmo plano que alma, espírito, diabo, demônios et al.

Deus é a causa eterna, qualquer coisa só pode vir a existência por intermédio D’Ele, quer direta ou indiretamente.

 

Isso chama-se falacia da falsa analogia.

 

Quanto ser observável, é mais observável que evolução darwiniana e a crença que o cérebro cria mente, isso, baseado em materialismo filosófico.

“Daí nem faz sentido atribuir catástrofe a certos eventos,NÃO EXISTEM CATÁSTROFES… São apenas eventos naturais… Mas você quer usar esses eventos contra propósito, se não existe NENHUM propósito na natureza como você usa as catástrofes contra propósito?”

As catástrofes não são propósitos, elas ocorrem de acordo com as ações da natureza que têm variações e modificações no tempo, e também podem ser atribuídas ao homem com os gases lançado no ar que aumentou o efeito estufa por ex, mas não quer dizer que o homem seja exclusivamente culpado pelas catástrofes naturais. Mesmo assim a natureza não obedece a um propósito, como eu disse, existe a adaptação à natureza.

Você não respondeu a questão, NADA na natureza tem propósito, sim ou não?… Sua argumentação contra propósito afirmando que não existe propósito é circular. Os ajustes que que qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento em cosmologia enxerga não pode simplesmente ser refutado porque existem catástrofes.

Isso é TOTALMENTE irrelevante.

E se você usar um argumento moral, então seu argumento torna-se mais frágil ainda.

 

“o universo está RIGOROSAMENTE ajustado PARA EXISTIR.”

E o passado, o anterior ao universo, o que existia para condicioná-lo a existir? Notou a sua falha.

Deixe eu acrescentar que a vida também atende a um ajuste rigoroso para passar a existir.

Oras,”existia” (Existe) uma causa eterna, suficiente, necessária para tal ajuste rigoroso. Nós chamamos essa causa de Deus.

Você pressupõe deus o criador de tudo, mas você não define deus a não ser pelo que ele criou, então fica a questão- Quem é deus, onde ele está?

Isso é uma questão de lógica, Deus afirma ser o criador deste universo… Oras, eu então, no mínimo vou conferir se existe alguma evidência de criação. Se Ele não se deixa ser visto como vemos os humanos, então como eu vou ter alguma pista de que Ele existe? Ou ainda, uma pista que Ele é mera ilusão?

Oras, as crianças fazem isso intuitivamente, elas olham pra natureza como se ela tivesse um designer, e um designer não humano (veja aqui) .

“Agora vc está invocando filosofia e teologia, então: O Deus bíblico não é apenas bom e perfeito, ele tbm é justo, ele é PODEROSO, onipresente e onisciente. Tem vontade própria, faz o que quer, mas sua ação livre (fazer o que quer sem influência externa) não pode conflitar com seus outros atributos, ou seja, bondade, amor, justiça.”

E permite que pessoas inocentes morram nas mãos de algozes, logo se ele é onipresente e onisciente, ele é responsável por não usar seu poder contra as maldades que ameaçam seus filhos. Aí você chama deus de irresponsável, ou seja, você ao mesmo tempo que diz dele ser poderoso, onipresente e onisciente, já anula suas qualidades.

1º  Você está invocando um argumento moral, metafísico, em outras palavras, você precisa pressupor que o materialismo é falso para fazer um argumento moral do bem e do mal. Isso é uma contradição materialista, pega-se emprestado valores morais objetivos para julgar eventos do mundo natural, que segundo o materialismo não tem nenhum propósito.

2° Você não pode simplesmente acusar Deus de irresponsabilidade, e negar o inferno. Se as pessoas obedecessem os dez mandamentos, não teríamos algozes, mas esse mundo é bem assim, bem distante de Deus, podem professar uma crença com lábios, mas o que vale é o que as pessoas fazem, seus pecados escondidos, suas pedofilias, perversidades e etc.

Ora, ora, ora, esse mundo não é o Reino de Deus e vai passar, e Deus irá julgar a todos, aí cada um dará conta de seus atos.

Deus não criou robozinhos, esse mundo é o que é por vontade própria. mas ninguém vai escapar dos efeitos, das consequências, ninguém, a não ser que Ele não exista, todos irão para a morada dos mortos, pedófilos, assassinos, corruptos, Mao Tse, Hitler, criancinhas, pessoas boazinhas, algozes, vítimas… Todos deixarão de existir para sempre. 

 

Então como você pode supor que seu argumento tenha alguma validade objetiva? 

Como o universo estava em equilíbrio na sua criação, se ele nem havia sido criado? Prestou bem atenção no erro? Segundo você o universo estava em equilíbrio- em sua criação. Quer dizer que algo criou o que já existia para depois ser criado ou recriado de novo?

O universo foi criado perfeito e perdeu sua perfeição. Esse universo como é, não existira mais futuramente.

“Oras, Deus deu ao homem livre arbítrio, mas tbm o sujeitou a consequências… Isso é causa e efeito. Falso, a natureza por si mesma é evidência que existe um criador, ou ela é evidência que não existe um criador… Ou vc tirou da onde a ideia que Deus não existe? Da sua percepção, intuição?”

Para esta questão, vou citar uma parte do livro de um amigo de SP, segue:

O livre-arbítrio é incompatível com a onisciência divina,

Falso, o fato de você saber minha escolha não quer dizer que a escolha não foi minha o.O

da mesma forma não precisaria ser deus que criou o universo. Se você diz que deus criou o Universo eu posso igualmente supor que não foi deus quem o criou, mas sim o “diabinho Azul” quem o criou.

Você vai precisar diferenciar o diabinho azul de Deus, pois se o diabinho azul criou este universo ele é NECESSARIAMENTE eterno, suficiente, necessário para causar o universo… Então não passa de um outro nome pra mesma causa específica.

Só que este diabinho não é todo poderoso como deus, não tem a onisciência de deus, não é bom como deus, não é perfeito como deus e, para criar o universo, ele acabou morrendo de tanto esforço que fez.

Esse é o problema dessa causa, ela é inferior a Deus e não pode ser a causa lógica do universo e da vida biológica.

Sendo meu diabinho muito mais simples e menos complexo que seu deus ele deve ser preferível em termos da “navalha de ocam” a deus!

Estás confundindo a navalha de ocam com simplismo. Uma explicação não ignora a característica do efeito, caso contrário qualquer coisa causou o universo, quer fadinhas, gnomos, o superman, multiversos.

Agora, sugiro o uso da parcimônia para o surgimento materialista do universo e da vida, fazendo ser tal qual ele é na realidade.  

Portanto, antes de invocar deus como criador do universo você deveria invocar o “diabinho azul”. Caso contrário você estaria sendo ilógico adicionando hipóteses desnecessárias ao “criador do Universo”.

Falso, o diabinho azul é uma péssima causa para o universo, tanto quanto o materialismo é, pode até ser uma hipótese, apenas isso, uma hipótese totalmente improvável. 

Não é necessário um criador com todas as propriedades de um “deus” para se criar o universo basta ter o poder suficiente para criá-lo. Assim a alegação de que é necessário um “deus” para o universo existir carece de fundamento lógico.

Isso se você ignorar a natureza do universo, ignorar sua magnitude, sua grandeza, sua ligação íntima com informação, se você negar a mecânica quântica, negar a característica de todos os organismos biológicos. 
Deus é onisciente, portanto sabe tudo o que aconteceu e o que vai acontecer.
Deus deu liberdade ao homem, portanto o homem é livre para escolher.

Se deus sabe tudo que o homem vai escolher (conhecimento factual) então o homem não tem liberdade de escolha. (Tudo estava previsto na mente de deus e o homem não poderia mudar).
Vamos supor a Existência de Deus Todo-Poderoso. Então, segue logicamente que:

1-Deus é Onisciente.

2-Sendo Onisciente sabe tudo que vai acontecer.

3-Sabendo tudo que vai acontecer, sabe tudo o que você vai fazer e escolher, mesmo antes de você existir.

4-Se Deus sabe tudo o que você vai fazer e escolher, então você não poderá fazer nada diferente da previsão de Deus.

A previsão de Deus, antes de eu nascer, não altera que minha escolha foi livre.
5-Se você não pode fazer nada diferente da previsão divina, você necessariamente e obrigatoriamente terá de segui-la.

Falso, Deus está não apenas consciente de minhas escolhas, mas do meu próprio nascimento, o fato dele saber as escolhas que EU FAREI, não implica que foi determinação, mas simplesmente existe um numero finito e pequeno de escolhas a serem feitas por humanos temporais, mortais. Deus não determinou nada mesmo sendo Ele presciente. 

6-Se você é obrigado a seguir a previsão de Deus, então é impossível para você escolher ou fazer qualquer outra coisa diferente da previsão divina.

Não existe obrigação, existem escolhas possíveis; Deus sabe qual escolha possível você vai fazer.

7-Se é impossível para você escolher ou fazer qualquer coisa diferente da previsão divina você, não tem livre-arbítrio!

Oras, isso é o mesmo que dizer que eu não tenho um número infinito de escolhas para fazer.

Oras, as escolhas do cotidiano são irrelevantes para Deus, o livre arbítrio que requer preocupação se existe ou não é com relação a vida eterna ou morte eterna ( a saber, arder eternamente num lago de fogo e enxofre) … São duas opções definitivas.

Desde antes de o homem nascer, mesmo antes dele se casar ou fazer quaisquer tipos de escolhas, seu destino já estaria previsto na mente onisciente de Deus. Então, nada do que o homem escolhesse seria diferente do caminho já previsto por Deus. Sendo assim, o chamado “Livre-Arbítrio” não passaria de uma ilusão. Isto quer dizer que: ou o homem não é livre para escolher, ou Deus não é onisciente. Esta é uma das mais contundentes provas lógicas contra a existência de Deus.

Mais uma vez, a previsão não tem relação com determinação… Deus determinou que o homem terá apenas Dois destinos possíveis: Vida eterna – Ou Terror eterno. Apesar dele saber a escolha de qualquer um, não é ele quem determina se vou escolher obedece-lo ou não. Isso implicaria em não existência da livre escolha e implicaria em um Deus injusto, pois ninguém pode ser acusado de algo que não fez livremente. 

Vamos sintetizar isso :

  1. Um ser com livre arbítrio, dada duas opções A e B, pode escolher livremente entre A e B.

  2. Deus é onisciente (tudo sabe).

  3. Deus sabe que eu vou escolher A.

  4. Deus não pode estar errado, já que um ser onisciente não pode ter conhecimento falso.

  5. De 3 e 4, vou escolher A e não posso escolher B.

  6. A partir de 1 e 5, a onisciência e livre-arbítrio não pode coexistir.

As premissas 1 e 2 no esboço acima são as principais premissas para o argumento e não são contestadas. A cosmovisão cristã defende que cada ser humano é um agente moral livre e é capaz de fazer escolhas, simplesmente exercendo a sua vontade, não sob compulsão ou por causa do instinto. Além disso, é uma doutrina muito clara do cristianismo que Deus é onisciente. A Bíblia diz que Deus sabe “o fim desde o princípio” (Isaías 46,10). Para a onisciência de ser verdadeiramente entendida deve ser de conhecimento correto, então a premissa 4 também é correta.

Contudo, o ponto número 5 é o lugar onde a lógica vacila. Aqueles que argumentam dessa maneira cometem o erro de pensar que, como Deus possui o conhecimento sobre um assunto específico, então ele influenciou sobre ele. Isso não significa nada. Só porque Deus pode prever que a escolha você vai fazer, não significa que você não pode ainda escolher livremente a outra opção.

 

Devo dizer também que a natureza divina não está reduzida a onisciência, e a que a própria onisciência é intrínseca a onipresença… Ou seja, Deus está em todos os lugares, ele esta no passado, presente e futuro.

No naturalismo, é arbitrário afirmar que o estupro é errado

By Sociedade Origem e Destino

Muitos naturalistas afirmam que a moralidade é o produto dos processos evolutivos biológicos.

Segundo Paul Copan, professor de Filosofia e Ética, há diversas respostas para essa afirmação

Ontem, postamos a primeira.

Aí vai a segunda resposta:

A moralidade naturalística é arbitrária e poderia ter se desenvolvido em direções opostas. Michael Ruse (com E.O. Wilson) dá um exemplo de como isso funciona. Ao invés de nós termos evoluído de “primatas morando nas savanas”, poderíamos, assim como os cupins, termos evoluído necessitando “habitar na escuridão, comer os resíduos uns dos outros, e canibalizar os mortos”. Se a última evolução fosse verdadeira, nós teríamos de “exaltar tais atos como bonitos e morais” e “acreditar ser repugnante viver ao ar livre, eliminar os resíduos do corpo e enterrar os mortos”.

Nossas crenças morais firmemente incorporadas poderiam ter se desenvolvido ao longo de outras linhas.

E se os seres humanos tivessem evoluído de tal forma que o estupro efetivamente aumenta a sobrevivência e reprodução? Uma bióloga e um antropólogo se uniram para documentar esse ponto. Em seu livro, A História Natural do Estupro, argumentam eles – para o horror de muitas pessoas, inclusive as feministas ateias convictas – que o estupro pode ser explicado biologicamente. Como assim? Quando um homem não consegue encontrar uma companheira, a sua unidade subconsciente para reproduzir sua própria espécie pressiona ele a forçar a si mesmo sexualmente sobre uma mulher. E age semelhante ao estupro que ocorre no reino animal – perpetrado por marrecos e mecópteros machos, por exemplo.

Não pense por um minuto que esses autores defendem o estupro. Eles não escusam estupradores por seu comportamento (ou mau comportamento). Mas e se o estupro é tão natural como a granola? E se a natureza humana tem o impulso do estupro incorporado desde a antiguidade, conferindo vantagem biológica? O problema ser-dever ser [guilhotina de Hume] desponta aqui também. Os autores não podem condenar esse comportamento com base na sua lógica. A resistência dos autores ao estupro, apesar de sua “naturalidade”, sugere a existência de valores morais objetivos e que não estão enraizados na natureza. Uma ética enraizada na mera natureza nos deixa com uma moralidade arbitrária.

Por que a concepção da natureza dos neodarwinistas materialistas é quase certamente falsa?


Thomas Nagel, filósofo ateu, apresentou no The New York Times o argumento central de seu livro “Mind and Cosmos” (ver aqui).

Leia com cuidado as suas críticas à concepção dos neodarwinistas materialistas.

***
Esta é uma breve declaração das posições defendidas com mais detalhes no meu livro “Mind and Cosmos: Why the Materialist Neo-Darwinian Conception of Nature Is Almost Certainly False”, que foi publicado pela Oxford University Press no ano passado. Desde então, o livro tem atraído uma boa dose de atenção da crítica, o que não é surpreendente, dado a visão de mundo que ele ataca. Parece ser útil oferecer um breve resumo do argumento central.

A revolução científica do século 17, que deu origem a extraordinários progressos na compreensão da natureza, dependia, no início, de um passo crucial limitante: Dependia de subtrair do mundo físico, como um objeto de estudo, tudo que é mental – consciência, significado, intenção ou propósito. As ciências físicas, conforme se desenvolveram desde então, descrevem, com a ajuda da matemática, os elementos dos quais o universo material é composto e as leis que regem o seu comportamento no espaço e no tempo.

Nós mesmos, como organismos físicos, fazemos parte desse universo, composto dos mesmos elementos básicos, assim como tudo mais, e os recentes avanços na biologia molecular têm aumentado muito a nossa compreensão da base física e química da vida. Uma vez que nossas vidas mentais dependem evidentemente de nossa existência como organismos físicos, especialmente o funcionamento do nosso sistema nervoso central, parece ser natural pensar que as ciências físicas podem, em princípio, também fornecer a base para uma explicação sobre os aspectos mentais da realidade – que a física pode aspirar finalmente ser uma teoria de tudo.

No entanto, creio que esta possibilidade está descartada pelas condições que desde o início definiram as ciências físicas. As ciências físicas podem descrever organismos como a nós mesmos como partes da ordem objetiva espaço-temporal – a nossa estrutura e comportamento no espaço e no tempo – mas não podem descrever as experiências subjetivas de tais organismos, ou a forma como o mundo se apresenta aos seus diferentes pontos de vista particulares. Não pode haver uma descrição puramente física dos processos neurofisiológicos que dê origem a uma experiência, e também do comportamento físico que tipicamente é associada com ele, mas tal descrição, por mais que completa, irá deixar de fora a essência subjetiva da experiência – como é a partir do ponto de vista do seu assunto – sem a qual ela não seria uma experiência consciente.

Assim, as ciências físicas, apesar de seu extraordinário sucesso em seu próprio domínio, não explicam necessariamente um aspecto importante da natureza. Além disso, como o mental surge através do desenvolvimento de organismos animais, a natureza desses organismos pode não ser totalmente compreendida somente pelas ciências físicas. Finalmente, uma vez que o longo processo de evolução biológica é responsável pela existência de organismos conscientes, e uma vez que um processo puramente físico não pode explicar a sua existência, segue-se que a evolução biológica deve ser mais do que apenas um processo físico, e que a teoria da evolução deve se tornar mais do que apenas uma teoria física (se é explicar a existência de vida consciente).

Isto significa que se a perspectiva científica aspira possuir uma compreensão mais completa da natureza, ela deve se expandir de tal forma a incluir as teorias capazes de explicar o surgimento do universo dos fenômenos mentais e os pontos de vista subjetivos no qual elas ocorrem – as teorias de um tipo diferente de qualquer [teoria que temos] vimos até agora.

Existem duas formas de resistir a esta conclusão, cada uma possui duas versões. A primeira maneira é negar que o mental seja um aspecto irredutível da realidade, ou (a) ao considerar que o mental possa ser identificado com algum aspecto do físico, como padrões de comportamento ou padrões de atividade neural, ou (b) negando que o mental faça parte da realidade de tudo, ser uma espécie de ilusão (mas então, a ilusão de quê?). A segunda maneira é negar que o mental exija uma explicação científica por meio de uma nova concepção da ordem natural, porque ou (c), podemos considerá-lo como um mero acaso ou acidente, uma propriedade extra de certos organismos físicos que seja inexplicável – ou então (d) nós podemos acreditar que ele possua uma explicação, mas que ela não pertença à ciência, mas à teologia, em outras palavras, que a mente tenha sido adicionada ao mundo físico, no curso da evolução por intervenção divina.

Todas essas quatro posições têm seus adeptos. Eu acredito que a grande popularidade entre os filósofos e cientistas de (a), as perspectivas de reducionismo psicofísico, seja devido não só ao grande prestígio das ciências físicas, mas também a percepção de que esta é a melhor defesa contra o temido (d), a perspectiva intervencionista teísta. Mas alguém que acredita que (a) e (b) seja auto-evidentemente falso e (c) completamente implausível não necessita aceitar (d), pois uma compreensão científica da natureza não precisa ser limitada a uma teoria física da objetiva ordem espaço-temporal. Faz sentido buscar uma forma expandida de entendimento que inclua o mental, mas que ainda seja científica – ou seja, ainda seja uma teoria da ordem imanente da natureza.

Isso me parece a solução mais provável. Mesmo que a perspectiva teísta, em algumas versões, seja consistente com a evidência científica disponível, eu não acredito nela, e sou atraído para uma alternativa naturalista, embora não-materialista. Mente, eu suspeito, não é um acidente inexplicável ou um dom divino e anômalo, mas um aspecto fundamental da natureza que nós não iremos compreender até que transcendamos os limites internos da ortodoxia científica contemporânea. Gostaria de acrescentar que os teístas podem achar isso aceitável; já que eles poderiam manter que Deus é responsável pela ordem natural e expandida, assim como eles acreditam que Ele seja para as leis da física.

Fonte desse artigo

“Seria o ateu alguém que acredita que Deus não existe ou alguém que não acredita que existe um Deus?” ou “Saia do armário ateu”

Steve fez para William Lane Craig, filósofo cristão, a seguinte pergunta:

 

Em minhas discussões com ateus, eles estão usando o termo que eles “não têm crença em Deus”. Eles afirmam que isso é diferente de não acreditar em Deus ou de dizer que Deus não existe. Eu não sei como responder a isso. Parece-me que isso é um jogo de palavras tolo e é logicamente o mesmo que dizer que você não acredita em Deus.

Qual seria uma boa resposta para isso?

Obrigado por seu tempo,

Steven

Leiam a resposta de Craig:

Seus amigos ateus estão certos de que há uma diferença lógica importante entre acreditar que Deus não existe e não acreditar que existe um Deus. Compare a minha fala: “Eu acredito que não há ouro em Marte” com a minha fala: “Eu não acredito que há ouro em Marte.” Se eu não tenho opinião sobre o assunto, então eu não acredito que há ouro em Marte, e eu não acredito que não há ouro em Marte. Há uma diferença entre dizer: “Eu não acredito (p)” e “Eu acredito que (não-p).” Na lógica faz uma grande diferença onde você coloca a negação.

Mas onde seus amigos ateus erram é em afirmar que o ateísmo envolve apenas não acreditar que existe um Deus, em vez de acreditar que Deus não existe.

Há uma história por trás disso. Certos ateus em meados do século XX estavam promovendo a assim chamada “presunção de ateísmo.” Na superfície, isso parecia ser a afirmação de que na ausência de provas da existência de Deus devemos presumir que Deus não existe. O ateísmo é uma espécie de posição padrão, e o teísta carrega uma carga especial de prova quanto à sua crença de que Deus existe.

Assim entendido, como uma suposta presunção é claramente equivocada. Pois a afirmação de que “Deus não existe” é tanto uma afirmação de conhecimento como é uma afirmação de que “Há um Deus”. Portanto, a afirmação anterior exige justificativa assim como a última. É o agnóstico que não faz qualquer afirmação de conhecimento em tudo que diz respeito à existência de Deus. Ele confessa que não sabe se existe um Deus ou se não há Deus.

Mas quando você olha mais de perto de como os protagonistas da presunção de ateísmo usam o termo “ateu”, você descobre que eles estavam definindo a palavra de uma forma não-padrão, sinônimo de “não-teísta.” Assim entendido o termo englobaria agnósticos e ateus tradicionais, juntamente com aqueles que pensam que a questão é sem sentido (verificacionistas). Antony Flew Como confessa,

 

A palavra “ateu” deve ser interpretada no contexto atual de uma maneira incomum. Hoje em dia é normalmente entendida como alguém que nega explicitamente a existência… de Deus… Mas aqui tem que ser entendida não positivamente, mas negativamente, com o prefixo grego original “a-” sendo lido na palavra ‘ateu’ como habitualmente é… em palavras como ‘amoral’…. Nesta interpretação, um ateu não se torna alguém que positivamente afirma a não-existência de Deus, mas alguém que simplesmente não é um teísta. (A Companion to Philosophy of Religion, ed. Philip Quinn and Charles Taliaferro [Oxford: Blackwell, 1997], s.v. “The Presumption of Atheism,” by Antony Flew)

Tal re-definição da palavra “ateu” banaliza a alegação da presunção de ateísmo, pois nesta definição, o ateísmo deixa de ser um ponto de vista. É apenas um estado psicológico que é compartilhado por pessoas que possuem vários pontos de vista ou nenhum ponto de vista. Nesta redefinição, mesmo bebês, que não possuem opinião nenhuma sobre o assunto, contam como ateus! Na verdade, a nossa gata Muff também seria contado como um ateu nesta definição, uma vez que ela tem (que eu saiba) nenhuma crença em Deus.
Ainda seria necessária uma justificativa a fim de saber ou que Deus existe ou que Ele não existe, a qual é a questão que nós realmente estamos interessados.

Então, por que, você pode se perguntar, os ateus estariam ansiosos em trivializar a sua posição? Aqui eu concordo com você que um jogo enganoso está sendo jogado por muitos ateus. Se o ateísmo é considerado uma visão, ou seja, a visão de que Deus não existe, então os ateus devem assumir a sua parte do ônus da prova para apoiar este ponto de vista. Mas muitos ateus admitem livremente que não podem sustentar tal fardo da prova. Assim, eles tentam se esquivar de sua responsabilidade epistêmica ao redefinir o ateísmo de forma que ele não é mais um ponto de vista, mas apenas uma condição psicológica que, como tal, não faz afirmações. Eles são realmente agnósticos dentro do armário que querem reivindicar o manto do ateísmo, sem assumir as suas responsabilidades.

Isto é falso e ainda nos deixa perguntando: “Então, há um Deus ou não?”


Tradução: Johannes Janzen

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e/ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução.

fonte : http://www.origemedestino.org.br/blog/johannesjanzen/?post=244

A Queda do Homem (Gênesis 3:1-24)

Se a queda do homem ocorresse em nossos dias, mal se poderia imaginar as conseqüências. Acho que a União Americana dos Direitos Civis imediatamente abriria um processo – contra Deus, e em defesa de Eva e seu marido, Adão (a ordem dos dois não é acidental). O processo provavelmente se fundamentaria com base em um despejo ilegal. “Afinal”, seria dito, “este alegado ato pecaminoso foi consumado na privacidade do jardim, e com o consentimento de dois adultos.” Mas, acima de tudo, seria dito que o castigo foi totalmente desproporcional ao crime (se é que de fato houve algum). Deus poderia realmente estar falando sério na denúncia feita neste relato? Por causa de uma simples mordida em algum “fruto proibido” o homem e a mulher são despejados e sofrerão as conseqüências por toda a vida? E mais que isso, por causa desse único ato, o mundo inteiro e toda a raça humana continuarão a sofrer seus males, até nós?

Aqueles que não levam a Bíblia a sério, ou literalmente, têm um pouco de dificuldade neste ponto. Simplesmente anulam o terceiro capítulo de Gênesis, como se fosse uma lenda. Para eles é simplesmente uma história simbólica que se esforça para explicar as coisas como elas são. Os detalhes da queda não apresentam nenhum problema pois não são fatos, mas ficção.

Os evangélicos provavelmente tendem a se consolar com a lembrança de que isto aconteceu há muito tempo atrás e num lugar muito distante. Uma vez que a queda ocorreu há tantos anos atrás, não nos sentimos inclinados a encarar as conseqüências que nos fulminam desta passagem.

Mas, muitas questões sérias se levantam em relação ao relato da queda do homem. Por que, por exemplo, Adão deve assumir a responsabilidade principal quando Eva é que é o personagem principal da narrativa? Para colocar a questão em termos mais contemporâneos, por que Adão leva a culpa quando foi Eva quem manteve o diálogo?

Além do mais devemos refletir sobre a gravidade das conseqüências do homem partilhar o fruto proibido à luz do que parece ser um assunto um tanto trivial. O que foi tão ruim nesse pecado que propiciou uma resposta tão dura de Deus?

A estrutura dos primeiros capítulos de Gênesis requer esta descrição da queda do homem. Em Gênesis capítulos um e dois lemos sobre a criação perfeita que recebeu a aprovação de Deus como sendo “boa” (cf. 1:10/12/18/21). No capítulo quatro encontramos ciúme e assassinato. Nos capítulos seguintes a raça humana vai de mal a pior. O que aconteceu? Gênesis três responde esta questão.

Assim, este capítulo é essencial porque explica o mundo e a sociedade como os vemos hoje. Ele nos informa sobre as estratégias de Satanás para tentar aos homens. Explica as razões para passagens do Novo Testamento que restringem as mulheres de assumirem cargos de liderança na igreja. Ele nos desafia a considerar se continuamos ou não a “cair” como o fizeram Adão e sua esposa.

No entanto, este não é um capítulo que nos arrependeremos de ter estudado. Ele descreve a entrada do pecado na raça humana e a gravidade das conseqüências da desobediência do homem. Mas, além da pecaminosidade do homem e das penalidades que ela exige, há a revelação da graça de Deus. Ele busca o pecador e lhe providencia uma vestimenta por causa do pecado. Ele promete um Salvador através do qual todo este trágico evento será tornado em triunfo e salvação.

O Pecado do Homem
(3:1-7)

De repente, abruptamente e sem nenhuma introdução, aparece no verso um a serpente. Estamos preparados para encontrar Adão, Eva e o jardim, pois já os vimos antes. Diz-se que a serpente é uma das criaturas de Deus, então, devemos pensar nessa criatura literalmente. Apesar de ter sido uma cobra real, a revelação posterior nos informa que o animal estava sendo usado por Satanás, que é descrito como dragão e serpente (cf. II Coríntios 11:3 e Apocalipse 12:9, 20:2).

Ainda que possamos desejar conhecer as respostas para as questões ligadas à origem do mal, Moisés não tinha a intenção de nos fornecê-las aqui. O objetivo de Deus é nos mostrar que somos pecadores. Ir mais adiante só nos leva a tirar o foco de nossa atenção da nossa responsabilidade pelo pecado.

Repare especialmente na abordagem de Satanás. Ele não se aproxima como um ateu, ou como alguém que desafiaria logo de cara a fé que Eva tinha em Deus.54 Satanás pode se manifestar como uma Madalyn Murray O’Hair, mas, com mais freqüência, como um “anjo de luz” (II Coríntios 11:14). Satanás muita vezes fica atrás do púlpito, segurando uma Bíblia em suas mãos.

A formulação das perguntas de Satanás é significativa. A palavra “de fato” (verso um) está exalando insinuação. O efeito é este: “Certamente Deus não poderia ter dito isto, poderia?” Também o termo Deus (“Deus disse” – verso um) é interessante. Moisés vinha usando a expressão “O Senhor Deus”, Yahweh Elohim:

“Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito” (Gênesis 3:1). Mas quando Satanás se referiu ao Senhor Deus ele simplesmente o fez como Deus. Esta omissão é indicativa da atitude rebelde de Satanás diante do Deus Todo-Poderoso.

A abordagem inicial de Satanás não é para negar, mas para enganar; não para levar à desobediência, mas para causar dúvidas. Satanás chegou até Eva como um questionador. Ele distorceu deliberadamente o mandamento de Deus, mas de maneira a sugerir “Posso estar errado, assim, corrija-me se estiver enganado.”

Ora, Eva nunca teria começado esta conversa. Era uma completa subversão da ordem de autoridade de Deus. Essa ordem era Adão, Eva, criatura. Adão e Eva expressavam o governo de Deus sobre Sua criação (1:26). Eva não hesitaria em censurar tal conversa se não fosse pela maneira como ela foi iniciada por Satanás.

Se Satanás tivesse começado por desafiar o mandamento de Deus ou a fé que Eva tinha nEle, sua escolha teria sido bem fácil. Mas Satanás expressou o mandamento de Deus de forma enganosa. Ele colocou a questão como para parecer que estivesse mal informado e precisasse ser corrigido. Poucos de nós podem evitar a tentação de falar aos outros que estão errados. Assim, por curiosidade, Eva começou a trilhar o caminho da desobediência enquanto supunha que estava defendendo a Deus da serpente.

Você percebeu que Satanás sequer mencionou a árvore da vida ou a árvore do conhecimento do bem e do mal? Que ataque sutil! Sua pergunta trouxe a árvore proibida ao centro do pensamento de Eva, mas sem mencioná-la. Ela o fez. Com sua pergunta Satanás não somente envolveu Eva no diálogo, mas também levou seus olhos à generosa provisão de Deus e fez com que ela pensasse somente na Sua proibição. Satanás não deseja que conside-remos a graça de Deus, mas que meditemos rancorosamente nas Suas proibições.

E é exatamente isto o que, imperceptivelmente, toma conta dos pensamentos de Eva. Ela revela sua mudança de atitude através de muitas “escorregadelas freudianas”. Enquanto Deus disse: “De qualquer árvore do jardim comerás livremente” (2:16), Eva disse: “Do fruto das árvores do jardim podemos comer” (3:2). Eva omitiu o “qualquer” e o “livremente”, as duas palavras que enfatizavam a generosidade de Deus.

Da mesma forma, Eva teve uma impressão distorcida da severidade de Deus na proibição do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Ela expressou a instrução de Deus nestas palavras: “Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais.” (3:3) Mas Deus tinha dito: “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (2:17)

Apesar de exagerar a proibição ao ponto de até mesmo tocar a árvore ser ruim, Eva inconscientemente subestimou o julgamento de Deus ao omitir a palavra “certamente”, e ao falhar em informar que a morte viria no dia da transgressão. Em outras palavras, Eva enfatizou a severidade de Deus, mas subestimou o fato de que o julgamento era certo e seria rapidamente executado.

O primeiro ataque de Satanás à mulher foi como um questionador religioso, num esforço para criar dúvidas acerca da bondade de Deus e para fixar a atenção dela no que era proibido contra tudo o que era dado livremente. O segundo ataque é ousado e audacioso. Agora, em lugar de dúvida e decepção há negação, seguida de calúnia ao caráter de Deus: “Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis.” (3:4)

As palavras de advertência de Deus não eram para ser entendidas como promessa de castigo, mas como simples ameaça de uma divindade egocêntrica.

Podemos estranhar a negação categórica de Satanás, mas, em minha opinião, foi exatamente isto que enfraqueceu a oposição de Eva. Como alguém poderia estar errado se tinha tanta certeza? Hoje, meu amigo, muitos são convencidos mais pelo tom categórico de um professor do que pela honestidade doutrinária de seu ensinamento. Dogmatismo não é garantia de acuidade doutrinária.

O golpe fatal de Satanás está registrado no verso cinco: “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal.” (3:5)

Muitos tentam determinar exatamente o que Satanás está oferecendo no verso cinco. “Se vos abrirão os olhos”, Satanás lhes assegura. Em outras palavras, eles estão vivendo num estado incompleto, inadequado. Mas, uma vez que o fruto fosse comido, entrariam num novo e mais alto nível de existência: se tornariam “como Deus”.55

Da forma como entendo a assertiva de Satanás, a afirmação é deliberadamente vaga e evasiva. Isto estimularia a curiosidade de Eva. Conhecer “o bem e o mal” pode ser conhecer tudo.56 Mas, como Eva poderia compreender os detalhes da oferta quando ela ainda não sabia o que era o “mal”.

Um de meus amigos me diz que as mulheres são, por natureza, mais curiosas que os homens. Não sei se é mesmo assim, mas sei que tenho uma curiosidade bem aguçada também. O mistério desta possibilidade de conhecer mais e viver nalgum plano superior certamente convida à especulação e consideração.

Encontrei no livro de Provérbios uma ilustração desta cena sobre a curiosidade humana:

“A loucura é mulher apaixonada, é ignorante, e não sabe cousa alguma. Assenta-se à porta de sua casa, nas alturas da cidade, toma uma cadeira, para dizer aos que passam e seguem direito o seu caminho: Quem é simples, volte-se para aqui. E aos faltos de senso diz: As águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é agradável.” (Pv. 9:13-17)

A mulher tola é por si mesma ingênua e ignorante, embora atraia suas vítimas ao lhes oferecer uma nova experiência, e o fato de isso ser ilícito simplesmente aumenta o apelo (versos 16 e 17). Essa é a espécie de oferta que Satanás fez a Eva.

Satanás, creio eu, deixa Eva e seus pensamentos neste ponto. Sua semente destrutiva foi plantada. Embora ela ainda não tenha comido do fruto, já começou a cair. Ela entrou em diálogo com Satanás e agora está acalentando pensamentos blasfemos acerca do caráter de Deus. Ela está contemplando seriamente a desobediência. O pecado não é instantâneo, mas seqüencial (Tiago 1:13-15), e Eva está bem no seu caminho.

Repare que a árvore da vida não é nem mesmo mencionada ou considerada. As duas árvores estavam diante de Eva, a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal. Aparentemente não foi uma escolha entre uma ou outra. Ela só viu o fruto proibido. Somente ele mostrou ser “bom para comer e agradável aos olhos” (verso 6), e, no entanto, em 2:9 é dito que todas as árvores tinham tais características em comum. Mas Eva só tinha olhos para o que era proibido. E esta árvore oferecia alguma qualidade misteriosa de vida que atraía a mulher.

Satanás mentiu descaradamente ao assegurar a Eva que ela não morreria, mas simplesmente falhou ao lhe dar uma boa impressão em sua promessa daquilo que o fruto proibido ofereceria. Tendo estudado a tal árvore por algum tempo (imagino), ela finalmente decidiu que os benefícios eram muito grandes e as conseqüências muito absurdas e, por isso, improváveis. Naquele momento ela pegou o fruto e o comeu.

Alguém pode balançar a cabeça diante da atitude de Eva, mas o estranho mesmo é que Adão, aparentemente sem hesitação, sucumbiu ao convite de Eva para compartilhar de sua desobediência. Moisés empregou 6 versos e 3/4 para descrever o engano e a desobediência de Eva, mas apenas uma parte de uma sentença para registrar a queda de Adão. Por que? Embora não seja tão categórico nesta possibilidade quanto já fui, duas palavras de Moisés poderiam nos dar a resposta: “com ela” (verso 6).

“Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido (que estava com ela), e ele comeu.” (Gênesis 3:6).

Seria possível que Eva não estivesse sozinha com a serpente?57 Poderia ser que Moisés, por estas duas palavras “com ela”, estivesse nos informando que Adão esteve presente durante todo o acontecimento, mas não abriu a boca? Se ele esteve lá, ouvindo cada palavra e assentindo com seu silêncio, então não é de se estranhar que ele simplesmente pegou o fruto e o comeu quando lhe foi oferecido por Eva.

É algo análogo a quando eu e minha esposa estamos sentados na sala de casa. Quando a campainha toca, minha esposa se levanta para atender, enquanto continuo assistindo ao meu programa de TV favorito. Posso ouvir ao longe minha esposa atendendo ao vendedor de aspiradores e escutar com crescente interesse seu plano de vendas. Não quero parar de assistir ao meu programa, assim deixo que a conversa continue, mesmo que minha esposa esteja fazendo um carnê. Se ela viesse à sala e me dissesse “Você tem que assinar aqui também”, não seria nenhum choque se eu assinasse sem protestar. Por falha minha permiti que minha esposa tomasse uma decisão e eu resolvi segui-la.

Se Adão não esteve presente durante todo o diálogo entre a serpente e sua esposa, alguém ainda poderia conceber como isso pôde ter acontecido. Eva, independentemente, poderia ter comido o fruto e então se apressado a contar a seu marido sobre sua experiência. Posso bem imaginar que Adão gostaria de saber duas coisas. Primeiro, ele gostaria de saber ela se sentia melhor – isto é, se o fruto tinha produzido algum efeito benéfico sobre ela. Segundo, ele gostaria de saber se teve algum efeito prejudicial. Afinal de contas, Deus tinha dito que morreriam naquele dia. Tivesse ela achado o fruto agradável e até agora não sentisse nenhum efeito maléfico, Adão certamente estaria inclinado a seguir o exemplo de sua esposa. Que trágico erro!

Os versos 7 e 8 são particularmente instrutivos, porque nos ensinam que o pecado tem suas conseqüências assim como seu castigo. Deus ainda não prescrevera qualquer castigo para o pecado de Adão e Eva, e mesmo assim as conseqüências já estavam inseparavelmente ligadas ao crime. As conseqüências do pecado aqui mencionadas são vergonha e separação.

A nudez que Adão e Eva compartilhavam sem culpa era agora a origem da vergonha. A doce inocência foi perdida para sempre. Lembre-se, não havia outro homem no jardim, só eles dois. Mas estavam com vergonha de encarar um ao outro sem roupa. Não só não podiam encarar um ao outro como o faziam antes, mas eles temiam encarar a Deus. Quando Ele veio para ter a doce comunhão com eles, esconderam-se de medo.

Deus tinha dito que, no dia em que comessem do fruto proibido, morreriam. Alguns se confundem com esta promessa de julgamento. Embora o processo de morte física começasse naquele dia fatídico, eles não morreram fisicamente. Vamos relembrar que a morte espiritual é a separação de Deus.

“Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder.” (II Ts. 1:9)

Não é de se surpreender que a morte física de Adão e Eva não ocorresse imediatamente, isto é, agora havia a separação de Deus. E esta separação não foi imposta por Deus, mas foi introduzida pelo próprio homem.

Preciso me desviar um pouco para dizer que a morte espiritual vivenciada por Adão e sua esposa é a mesma que ainda temos hoje. É a alienação do homem de Deus. E é isso que o homem prefere. É a sua escolha. Inferno é Deus dar aos homens as duas coisas – o que eles querem e o que eles merecem (cf. Ap. 16:5-6).

Deus Procura, Prova e Sentencia o Homem
(3:8-21)

A separação que Adão e Eva causaram é aquela que Deus procura preencher. Deus procurou pelo homem no jardim. Enquanto as perguntas de Satanás foram planejadas para causar a queda do homem, as perguntas de Deus buscam sua reconciliação e restauração.

Repare que nenhuma pergunta é feita à serpente. Não há intenção de restauração para Satanás. Sua condenação está selada. Tome nota também da ordem ou seqüência aqui. O homem caiu nesta ordem: serpente, Eva, Adão. Isto é o oposto da seqüência de comando dada por Deus. Enquanto Deus questionou por ordem de autoridade (Adão, Eva, cobra), Ele sentenciou pela ordem da queda (cobra, Eva, Adão). A queda foi, em parte, o resultado da reversão da ordem de Deus.

Adão é o primeiro a ser procurado por Deus com a pergunta: “Onde estás?” (verso 9). Adão relutantemente admitiu seu medo e vergonha, provavelmente esperando que Deus não o pressionasse nesse caso. Mas Deus sondou mais profundamente, procurando uma confissão do pecado: “Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore que te ordenei que não comesses?” (verso 11).

Jogando pelo menos uma parte da responsabilidade sobre o Criador, Adão desembuchou: “A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi.” (verso 12)

A implicação de Adão era que ambos, Eva e Deus, deviam partilhar da responsabilidade pela queda. Sua parte foi mencionada por último e com tão poucos detalhes quanto possível. E sempre será assim com aqueles que são culpados. Sempre encontramos circunstâncias atenuantes.

“Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o seu espírito.” (Pv. 16:2)

Então Eva é questionada: “Que é isso que fizeste?” (verso 13)

Sua resposta foi um pouco diferente (em essência) da resposta de seu marido: “A serpente me enganou e eu comi.” (verso 13)

Era verdade, é claro. A serpente a enganou (I Tm. 2:14) e ela comeu. A culpa de ambos, apesar do débil esforço feito para desculpar, ou, no mínimo, diminuir a responsabilidade humana, foi claramente estabelecida.

Creio que deva ser sempre assim. Antes do castigo poder ser aplicado, o delito deve ser comprovado e admitido. De outra forma o castigo não terá seu efeito corretivo sobre o culpado. As penalidades agora são prescritas por Deus, dadas na seqüência dos acontecimentos da queda.

A Serpente Sentenciada (versos 14-15)

A serpente é a primeira a quem Deus se dirige e estabelece o castigo. A criatura, como um instrumento de Satanás, é amaldiçoada e sujeita a uma existência de humilhação, rastejando-se no pó (verso 14).

O verso 15 se dirige à serpente por trás da serpente, Satanás, o dragão mortífero: “E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo…” (Ap. 12:9)

Haverá, antes de mais nada, uma hostilidade pessoal entre Eva e a serpente: “Porei inimizade entre ti e a mulher” (verso 15).

Tal inimizade é fácil de se compreender. Mas esta oposição se ampliará: “entre a sua descendência e o seu descendente” (verso 15)

Aqui, creio que Deus se refere à luta através dos séculos entre o povo de Deus e os seguidores do diabo (cf. Jo. 8:44 e ss).

Finalmente, há o confronto pessoal entre o descendente de Eva58, o Messias, e Satanás. “Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (verso 15)

Neste confronto Satanás será mortalmente ferido, enquanto que o Messias receberá um golpe doloroso, mas não fatal.

Como esta profecia retrata lindamente a vinda do Salvador, Aquele que reverterá os acontecimentos da queda. Foi sobre isso que Paulo escreveu retrospectivamente no quinto capítulo de Romanos:

“Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir. Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos. O dom, entretanto, não é como no caso em que somente um pecou; porque o julgamento derivou de uma só ofensa, para a condenação; mas a graça transcorre de muitas ofensas, para a justificação. Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo.”

Apesar da profecia do verso 15 ser um tanto velada, ela se torna mais e mais evidente à luz da revelação subseqüente. É um tanto surpreendente, então, saber que os judeus, de acordo com o Targum, consideraram esta passagem como Messiânica.59

O Castigo da Mulher (verso 16)

Desde que Satanás atacou a raça humana através da mulher é apropriado, portanto, que Deus traga a salvação do homem e a destruição de Satanás através dela. Isto já foi revelado à Satanás no verso 15. Cada criança carregada pela mulher deve ter atormentado Satanás.

Ainda que a salvação viesse através do nascimento de uma criança, isso não seria um processo indolor. A sentença da mulher chega ao centro de sua existência. Trata do nascimento de seus filhos. Mas em meio às dores do trabalho de parto ela poderia saber que o propósito de Deus para ela estava sendo cumprido, e que, talvez, o Messias, nascesse através dela.

Somado às dores do trabalho de parto, o relacionamento da mulher com seu marido também foi prescrito. Adão deveria liderar e Eva deveria seguir. Mas tal não foi o caso na queda. Então, desta vez as mulheres seriam governadas pelos homens: “o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará.” (verso 16)

Muitas coisas podem ser ditas a respeito desta maldição. Antes de mais nada, é algo que é para todas as mulheres, não apenas para Eva. Da mesma forma que todas as mulheres devem partilhar as dores de parto, assim também devem estar sujeitas à autoridade de seus maridos. Isto, de forma nenhuma, implica em alguma inferioridade por parte das mulheres. Nem justifica a restrição de votos ou recusa de equivalência salarial e assim por diante.

Para aqueles que se recusam a se submeter ao ensinamento bíblico concernente ao papel da mulher na igreja – que as mulheres não devem liderar ou ensinar aos homens, e mesmo não falar publicamente (I Co. 14:33b-36; I Tm. 2:9-15) – deixe-me dizer isto: o papel da mulher na igreja e no casamento não é restrito ao ensinamento de Paulo, nem é para ser visto como apenas relacionado ao contexto imoral de Corinto. É uma doutrina bíblica, que tem origem no terceiro capítulo de Gênesis. Essa é a razão pela qual Paulo escreveu:

“… conservem-se as mulheres caladas na igreja, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina.” (I Co. 14:34)

Para aqueles homens e mulheres que desejam desprezar a instrução de Deus, devo dizer que isso é precisamente o que Satanás deseja. Da mesma forma que ele atraiu a atenção de Eva para a restrição daquela única árvore, ele quer que as mulheres ponderem sobre as restrições impostas a elas hoje – “Livre-se de suas algemas”, ele incita, “Encontre sua auto-satisfação”, “Deus está privando você daquilo que é melhor”, ele sussurra. Isso é mentira! Os mandamentos de Deus têm razão, quer os compreendamos ou não.

Para os homens, apresso-me a acrescentar que este versículo (e o ensinamento bíblico sobre o papel das mulheres) não é um texto para provar a superioridade masculina ou alguma espécie de ditadura no casamento. Somos conduzidos pelo amor. Nossa liderança é para ser exercida com nosso próprio sacrifício pessoal, procurando o que é melhor para nossa esposa (Ef. 5:25 e ss). Liderança bíblica é aquela que segue o exemplo de nosso Senhor (cf. Fp. 2:1-8).

O Castigo do Homem (versos 17 a 20)

Da mesma forma que o castigo de Eva se relaciona ao centro de sua vida, assim também é o caso com Adão. Ele tinha sido colocado no jardim, mas agora terá que obter seu sustento do solo “pelo suor de sua fronte” (versos 17 a 19).

Você notará que, embora a serpente tenha sido amaldiçoada, aqui somente a terra é amaldiçoada e não Adão e Eva. Deus amaldiçoou Satanás porque Ele não pretendia reabilitá-lo ou redimi-lo. Mas o propósito de Deus em salvar o homem já tinha sido revelado (verso 15).

Adão não somente terá que lavrar o solo para obter seu sustento, mas ele finalmente retornará ao pó. A morte espiritual já aconteceu (cf. versos 7 e 8). A morte física começou. Distante da vida que Deus dá, o homem simplesmente (embora lentamente) retorna ao seu estado original – pó (cf. 2:7).

A reação de Adão ao castigo de Deus é revelada no verso 20 “E deu o nome de Eva a sua mulher, por ser a mãe de todos os seres humanos.”

Creio que essa atitude evidencia uma fé singela por parte de Adão. Ele aceitou sua culpa e castigo, mas concentrou-se na promessa de Deus de que o Salvador viria através da descendência da mulher. A salvação de Eva (e a nossa também!) viria através de sua sujeição a seu marido e do nascimento dos filhos. O nome que Adão deu à mulher, Eva, que significa “viva” ou “vida”, mostrava que a vida viria através de Eva.

Deus não é apenas um Deus de castigo, mas de graciosa provisão. Assim, Ele fez para Adão e sua esposa roupas de peles de animais para cobrir sua nudez. Em minha opinião, a profecia da redenção através do derramamento de sangue implícita nesse versículo, não é um abuso.

A Dura Misericórdia
(3:22-24)

De maneira estranha a promessa de Satanás tornou-se verdadeira. Em certo sentido, Adão e Eva tinham se tornado como Deus no conhecimento do bem e do mal (verso 22). Ambos, o homem e Deus, conheciam o bem e o mal, mas de formas completamente diferentes.

Talvez a diferença possa ser melhor ilustrada desta maneira. Um médico pode conhecer o câncer em virtude de sua educação e experiência como médico. Isto é, ele tem lido e ouvido conferências a respeito de câncer, e o tem visto em seus pacientes. Um paciente, também, pode conhecer o câncer, mas como sua vítima. Enquanto ambos conhecem o que é o câncer, o paciente desejaria jamais ter ouvido falar sobre ele. Tal é o conhecimento que Adão e Eva vieram a possuir.

Deus prometeu que a salvação viria na época do nascimento do Messias, que destruiria Satanás. Adão e Eva poderiam ficar tentados a obter a vida eterna comendo do fruto da árvore da vida. Eles escolheram o conhecimento ao invés da vida. Agora, como os Israelitas tardiamente tentaram possuir Canaã (Nm. 14:39-45), assim o homem caído poderia tentar ganhar a vida através da árvore da vida no jardim.

Parecia que, se Adão e Eva tivessem comido da árvore da vida eles teriam vivido para sempre (verso 22). Esta é a razão pela qual Deus os lançou prá fora do jardim (verso 23). No verso 24 o “lançados prá fora” dos dois é chamado mais dramaticamente de “expulsos”. Colocados à entrada do jardim estão os querubins e a espada flamejante.

“Que cruel e rigoroso”, alguns seriam tentados a protestar. Num jargão legal atual, provavelmente seria chamado de “um castigo incomum e cruel”. Mas, pense por um instante antes de falar precipitadamente. O que teria acontecido se Deus não tivesse expulso este casal do jardim e proibido seu retorno? Posso responder com apenas uma palavra – INFERNO. O inferno está dando aos homens as duas coisas – o que eles querem e o que merecem (Ap. 16:6) para sempre. O inferno é passar a eternidade em pecado, separado de Deus.

“Estes sofrerão penalidade eterna de destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder.” (I Ts. 1:9)

Deus foi misericordioso e gracioso ao colocar Adão e Eva prá fora do jardim. Ele os guardou do castigo eterno. Sua salvação não viria instantaneamente, mas no tempo certo; não com facilidade, mas através da dor – mas viria. Eles deveriam confiar Nele para alcançá-la.

Conclusão

Não posso evitar, mas lembro-me das palavras de Paulo quando leio este capítulo “Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus.” (Rm. 11:22)

Há pecado, e há julgamento. Mas o capítulo está entrelaçado com graça. Deus buscou os pecadores. Ele os sentenciou também, mas com a promessa da salvação por vir. E guardou-os do inferno na terra; Ele lhes providenciou vestimentas para o tempo e completa redenção no tempo. Que Salvador!

Antes de concentramos nossa atenção na aplicação deste capítulo às nossas próprias vidas, consideremos por um instante o que esta passagem queria dizer ao povo nos dias de Moisés. Eles já tinham sido levados prá fora do Egito e a Lei já tinha sido dada. Eles ainda não tinham entrado na terra prometida.

O propósito dos livros de Moisés (os quais incluem Gênesis) é dado em Deuteronômio capítulo 31:

“Tendo Moisés acabado de escrever, integralmente, as palavras desta lei num livro, deu ordem aos levitas que levavam a Arca da Aliança do Senhor, dizendo: tomai este livro da lei e ponde-o ao lado da Arca da Aliança do Senhor, vosso Deus, para que ali esteja por testemunho contra ti. Porque conheço a tua rebeldia e a tua dura cerviz. Pois, se vivendo eu, ainda hoje, convosco, sois rebeldes contra o Senhor, quanto mais depois da minha morte? Ajuntai perante mim todos os anciãos das vossas tribos e vossos oficiais, para que eu fale aos seus ouvidos estas palavras, e contra eles, por testemunhas, tomarei os céus e a terra. Porque sei que, depois da minha morte, por certo, procedereis corruptamente e vos desviareis do caminho que vos tenho ordenado; então, este mal vos alcançará nos últimos dias, porque fareis mal perante o Senhor, provocando-o à ira com as obras das vossas mãos.” (Dt. 31:24-29)

Em muitos aspectos o Éden foi um tipo da terra prometida e Canaã um antítipo. Canaã, como o Paraíso, foi um lugar de beleza e abundância, uma “terra que mana leite e mel” (cf. Dt. 31:20). Israel experimentaria bênção e prosperidade enquanto fosse obediente à Palavra de Deus (Dt. 28:1-14). Se a lei de Deus fosse deixada de lado, experimentaria dureza, derrota, pobreza e seria levado prá fora da terra (28:15-68). Assim, Canaã foi uma oportunidade para Israel experimentar, em certo grau, as bênçãos do Éden. Aqui, como no Éden, o povo de Deus estava diante uma decisão a tomar: “Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal.” (Dt. 30:15).

Gênesis capítulo três está bem longe de ser meramente uma história ou história acadêmica. Foi uma palavra de advertência. O que aconteceu no Éden ocorreria novamente em Canaã (cf. Dt. 31:16 e ss). Eles seriam tentados a desobedecer, assim como o foram Adão e Eva. Sérias considerações deste capítulo e suas implicações eram essenciais ao futuro de Israel.

O capítulo é também claramente profético, pois Israel desobedeceu e escolheu o caminho da morte, como o primeiro casal no jardim. Como Adão e Eva foram lançados prá fora do jardim, Israel foi colocado prá fora da terra prometida. Mas há esperança também, pois Deus prometeu um Redentor, que nasceria da mulher (Gn. 3:15). Deus disciplinaria Israel e o traria de volta à terra (Dt. 30:1 e ss). Mesmo então Israel não seria fiel a seu Deus. Eles deviam olhar para a restauração final e definitiva que o Messias de Gênesis 3:15 traria. A história de Israel, então, está resumida em Gênesis 3.

Há muitas aplicações para nós. Não devemos ser ignorantes quanto às estratégias de Satanás (II Co. 2:11). O estilo de sua tentação é repetido no testemunho de nosso Senhor no deserto (Mt. 4:1-11; Lc. 4:1-2). E assim ele continuará a nos tentar.

Gênesis capítulo três é essencial aos cristãos de hoje porque ele sozinho define as coisas como elas são. Nosso mundo é uma mistura de ambos – beleza e crueldade, de encanto e de feiúra. A beleza remanescente é evidência da bondade e grandeza do Deus que criou todas as coisas (cf. Rm. 1:18 e ss). A feiúra é a evidência da pecaminosidade do homem (Rm. 8:18-25).

Do que posso dizer, o presente estado da criação de Deus foi um dos elementos cruciais na mudança de Darwin da ortodoxia à dúvida e negação. Ele não levou em conta a organização da criação e disse a si mesmo: “Oh, isto deve ter ocorrido por acaso”. Pelo contrário, ele olhou a crueldade e a feiúra e concluiu “Como poderia um Deus amoroso e Todo-Poderoso ser responsável por isto?” A resposta, é claro, é encontrada neste texto de Gênesis capítulo três: o pecado do homem virou a criação de Deus às avessas.

A única solução, pois, é Deus fazer algo para trazer redenção e restauração. Isto foi realizado em Jesus Cristo. O castigo pelos pecados do homem foi suportado por Ele. As conseqüências dos pecados de Adão não precisam nos destruir. A escolha com que somos confrontados é esta: Desejamos estar unidos com o primeiro Adão ou com o último? No primeiro fomos feitos pecadores e sujeitos à morte física e espiritual. No último nos tornamos novas criaturas, com vida eterna (física e espiritual). Deus não colocou duas árvores diante de nós, mas dois homens: Adão e Cristo. Devemos decidir com quem nos identificaremos. Num dos dois repousa nosso futuro eterno.

Há também muito a ser aprendido sobre o pecado. Essencialmente, pecado é desobediência. Repare que o pecado inicial não parecia muito sério. Podia-se pensar que fosse uma coisa trivial. A gravidade do pecado pode ser vista em dois fatos significativos, que estão claros no nosso texto.

Primeiro, o pecado é sério por causa de suas raízes. O comer do fruto proibido não foi a essência do pecado, mas simplesmente sua expressão. Não é a origem do pecado, mas seu símbolo. O partilhar daquele fruto é semelhante ao compartilhar dos elementos, pão e vinho, da mesa do Senhor, isto é, um ato que expressa algo muito mais grave e profundo. Assim, a raiz do pecado de Adão e Eva foi a rebelião, incredulidade e ingratidão. Seu ato foi uma escolha deliberada em desobedecer uma instrução clara de Deus. A recusa em aceitar com gratidão as coisas boas como provenientes de Deus e a única proibição como sendo boa também. Pior de tudo, eles viram a Deus como sendo mal, miserável e perigoso, como Satanás O retratou.

Segundo, o pecado é sério por causa dos seus frutos. Adão e Eva não experimentaram uma forma superior de existência, mas vergonha e culpa. Isso não lhes proporcionou mais prazer, mas estragou o que antes experimentavam sem vergonha. Pior ainda, causou a queda de toda a raça humana. Os primeiros efeitos da queda são vistos no restante da Bíblia. Vemos as conseqüências daquele pecado ainda hoje, em nossas vidas e em nossa sociedade. A conseqüência do pecado é o julgamento. Esse julgamento é agora e no futuro (cf. Rm. 1:26-27).

Deixe-me lhe dizer, meu amigo, que Satanás sempre enfatiza os prazeres presentes do pecado enquanto mantém nossa mente afastada de suas conseqüências. O pecado nunca é sem preço. É como andar na State Fair: o trajeto é pequeno mas o preço é alto – incrivelmente alto.

Mas, não vamos nos concentrar nos pecados de Adão e Eva. Não ficaríamos nem um pouco chocados ao compreender que as tentações para os homens hoje são as mesmas que no jardim. E os pecados também são os mesmos.

A Avenida Madison tem sido a causa de um grande mal. As propagandas nos levam a esquecer as muitas bênçãos que temos e a nos concentrar naquilo que não possuímos. Elas sugerem que a vida não pode ser completamente aproveitada sem algum produto. Por exemplo, dizem “Coca-Cola dá vida”. Não, não dá, simplesmente estraga seus dentes. E então somos persuadidos a não considerar o custo ou as conseqüências de agradarmos a nós mesmos com mais esta coisa tão necessária. A gente “põe no Cartão”.

Desconfio que um ligeiro sorriso esteja se formando em seu rosto. Você pode achar que eu esteja me afastando do assunto. Pense no que o Apóstolo Paulo nos diz acerca do significado das verdades do Velho Testamento para nossa presente situação:

“Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, tendo sido todos batizados, assim na nuvem, como no mar, com respeito a Moisés. Todos eles comeram de um só manjar espiritual, e beberam da mesma fonte espiritual, porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo. Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles, razão porque ficaram prostrados no deserto. Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram.” (I Co. 10:1-6)

O que afastou Adão e Eva de sua bênção eterna foi seu desejo de ter prazer à custa de incredulidade e desobediência. Tal, Paulo escreve, também foi o caso com Israel (I Co. 10:1-5). Enfrentamos as mesmas tentações hoje, mas Deus nos tem dado meios suficientes para termos vitória. Quais são estes meios?

(1) Devemos compreender que as negativas (não fazer, proibições) vêm das mãos de um Deus bom e amoroso.

“Nenhum bem sonega aos que andam retamente.” (Sl. 84:11)

(2) Devemos perceber que as negativas são um teste da nossa fé e obediência:

“Recordar-te-ás de todo o caminho, pelo qual o Senhor teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos. Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram, para te dar a entender que não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor, disso viverá o homem. Nunca envelheceu a tua veste sobre ti, nem se inchou o teu pé nestes quarenta anos. Sabe, pois, no teu coração que, como um homem disciplina a seu filho, assim te disciplina o Senhor teu Deus.” (Dt. 8:2-5)

Não fazer não é Deus deixar de nos abençoar, mas nos preparar para:

“Pela fé Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus, a usufruir prazeres transitórios do pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão.” (Hb. 11:24-26, cf. Dt. 8:6 e ss).

(3) Quando somos afastados daquelas coisas que pensamos que queremos devemos ser cuidadosos em não pensar no que é negado, mas no que nos é dado graciosamente, e por Quem. Então devemos fazer o que sabemos ser a vontade de Deus.

“Antes, como te ordenou o Senhor teu Deus, destrui-las-á totalmente: aos heteus, aos amorreus, Aos cananeus, aos ferezeus, aos heveus, e aos jebuseus, para que não vos ensinem a fazer segundo todas as suas abominações, que fizeram a seus deuses, pois pecaríeis contra o Senhor vosso Deus.” (Dt. 20:17-18)

“Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graça. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus. Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento. O que aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco.” (Fp. 4:6-9)

Quase que diariamente nos encontramos repetindo os pecados de Adão e Eva. Pensamos no que não podemos ter. Começamos a desconfiar da bondade de Deus e de Sua graciosidade para conosco. Preocupamo-nos com coisas que realmente não têm importância. E, com freqüência, em incredulidade, tomamos o assunto em nossas próprias mãos.

Muitas vezes encontro cristãos contemplando seriamente o pecado, sabendo que é errado e percebendo que haverá conseqüências, mas supondo tolamente que o prazer do pecado é maior do que seu preço. Quanto engano! Esse foi o erro de Adão e Eva.

Possa Deus nos capacitar a louvá-lO por aquelas coisas que Ele proíbe e confiar Nele por aquelas coisas que precisamos e que Ele promete prover.


54 Gosto do jeito como Helmut Thielicke coloca isto:

“A abertura deste diálogo é perfeitamente religiosa, e a serpente se apresenta como um animal muito sério e religioso. Ele não diz: “Sou um monstro ateu e agora vou tirar seu paraíso, sua inocência e sua lealdade, e virar tudo de cabeça prá baixo.” Pelo contrário, ele diz: “Filhos, hoje vamos conversar sobre religião, vamos discutir sobre coisas atuais.” Como começou o mundo (Philadelphia: Fortress Press, 1961), p. 124.

55 Alguns indicam que “Deus” (“como Deus”) no verso 5, é o nome Elohim, que é plural. Sugerem que devemos traduzi-lo por “serão como deuses”. Tal possibilidade, enquanto gramaticalmente permissível, não parece digna de consideração. A mesma palavra (Elohim) é encontrada na primeira parte do verso 5, onde se refere a Deus.

56 No que diz respeito ao conhecimento do bem e do mal, deve-se lembrar que o hebraico yd’ (conhecer) não significa simplesmente conhecimento intelectual, mas num sentido mais amplo uma “experiência”, um “tornar-se íntimo de”, ou mesmo uma “habilidade”. “Conhecer, no mundo antigo, é também sempre ser capaz” (Wellhausen). E, segundo, “bem e mal” não podem ser limitados apenas ao reino moral. “Falar nem bem nem mal” significa não dizer nada (Gn. 31:24, 29; II Sm. 13:22); fazer nem bem nem mal significa não fazer nada (Sf. 1:12); conhecer nem bem nem mal (dito de crianças ou idosos) significa não entender nada (ainda) ou (mais nada) (Dt. 1:39; II Sm. 19:35) “Bem e mal” é então uma maneira formal de se dizer o que queremos dizer com nosso descolorido “tudo”; e aqui também deve-se tomar seu significado em todos os sentidos” . Gehard Von Rad, Genesis (Philadelphia: Westminster Press, 1961), pp. 86-87.

57 “Ela partiu o fruto, deu a seu marido e ele também comeu. Alguém poderia perguntar: Onde esteve Adão todo o tempo? A Bíblia não nos diz. Presumimos que estivesse presente, porque ela lhe deu o fruto: “seu marido estava com ela”. Nada mais podemos dizer pela simples razão de que a Bíblia não diz mais nada.” E. J. Young, In the Beginning (Carslile, Pennsylvania: The Banner of Truth Trust, 1976), p. 102

58 A palavra descendente (zera) pode ser usada tanto coletivamente quanto individualmente (cf. Gn. 4:25, I Sm. 1:11, II Sm. 7:12). Aqui em Gn. 3:15 é usada em ambos os sentidos, creio eu. Kidner afirma: “os últimos, como a descendência de Abraão, é coletivo (cf. Rm. 6:20) e, na batalha crucial, individual (cf. Gl. 3:16), uma vez que Jesus como o último Adão, resumiu a raça humana em Si mesmo.” Derek Kidner, Genesis (Chicago: Inter-Varsity Press, 1967), p. 71.

59 H. C. Leupold, Exposition of Genesis (Grand Rapids: Baker Book House, 1942), I, p. 170.

Argumentos a favor da existencia Divina.

Neste pequeno post, apenas deixarei disponível alguns links com diversos textos tratando sobre a existência de Deus.

Argumentos filosóficos pela existência de Deus – Manual de Apologética e Defesa da Fé – Capítulo IV

Ateísmo e Fé – Victor Peregrino

Caderno – A existência de Deus (sumateologica.wordpress.com)

Dios, Su existencia – Solucion tomista de las antinomias agnosticas – Pe. Garrigou Lagrange (obrascatolicas.com)

Existência de Deus – Orlando Fedeli

E Tomás de Aquino:

 
***

Você pode ver diversos outros ebooks aqui no Blog do Angueth (um blog muito bom! Peguei alguns links neste mesmo blog). Livros altamente necessários para quem se diz Cristão!

fonte : http://teismo.net/?p=1866

Calor da lua de Saturno refuta expectativas em torno dos “milhões anos”

 
 
Enceladus, uma pequena lua que orbita no anel E do planeta Saturno, ofereceu um número surpreendente de descobertas astronómicas nos anos recentes. Uma nova reportagem mostra-a mais uma vez a desafiar as expectativas de quem acredita que o universo tem “milhões de anos”.

Pesquisadores do “Jet Propulsion Laboratory” da NASA descobriram que essa lua produz muito mais calor do que seria esperado se o universo tivesse “milhões de anos”. A nave especial Cassini recolheu dados térmicos da lua. Esta mesma nave tinha já executado estudos semelhantes em Saturno e descoberto que o planeta é demasiado quente para estar de acordo com o modelo dos “milhões de anos”1.

Segundo esse modelo, Enceladus, tal como todas as luas e plantas do sistema solar, nasceu como o resultado de uma bola de gás quente há milhares de milhões anos atrás . Segundo a lenda, passados alguns milhões de anos, os planetas e as luas deveriam ter perdido o seu calor original para o universo circundante. Por essa razão, os astrónomos evolutivos tem apontado para o ainda recorrente processo da fricção periódica como forma de gerar o calor que ainda é observado.

A lua movimenta-se devido a atracção gravitacional à medida que se aproxima e depois recua das proximidades de uma corpo próximo, gerando desde logo fricção na sua crosta rochosa. De acordo com a JPL, um estudo de 2007 estimou a emissão de calor da lua Enceladus, tendo como base a fricção periódica dos “milhões de anos”.

A estimativa previa que Enceladus não deveria ter mais que 1.1 gigawatts de emissão de calor como resultado das forças periódicas, mais uma pequena quantidade adicional resultante da sua radioactividade natural no interior da lua. Mas, e como é normal nas “previsões” baseadas no modelo dos “milhões de anos”, a estimativa peca por escassa.

O título dum anúncio da JPLA declara que “o terreno polar do sul da lua de Saturno Enceladus emite muito mais energia do que aquela que os cientistas haviam previsto“2

A reportagem, publicada no Journal of Geophysical Research, observou que “a energia do terreno da zona polar do sul de Enceladus é 15.8 ± 3.1 gigawatts“3 – ou seja, dez vezes mais do que esperado pelos astrónomos evolucionistas!

No ano de 2009 a ICR News reportou a gigantesca pena de partículas de gelo que estão a ser activamente expelidas a partir duma fissura da lua.4 Se Enceladus tem “milhões de anos” de existência, porque é que a energia que sustenta esta emissão não acabou há milhões de anos atrás? De acordo com a perspectiva dos mitológicos “milhões de anos” não há uma resposta cientificamente satisfatória.

No entanto, se Enceladus tem apenas alguns milhares de anos de existência, tal como nos diz o Testemunho Escrito Daquele que fez Saturno, as suas luas e tudo o que há no universo, então a presença desta quantidade de calor e energia não é mistério.

Enceladus continua a emitir um brilho juvenil.5

 

Referencias

 
  1. Thomas, B. Where Is the Universe Headed–to Order or Chaos? ICR News. Posted on icr.org November 30, 2010, accessed March 11, 2011.
  2. Cassini Finds Enceladus is a Powerhouse. Jet Propulsion Laboratory press release, March 7, 2011.
  3. Howett, C. J. A. et al. 2011. High heat flow from Enceladus’ south polar region measured using 10–600 cm-1 Cassini/CIRS data. Journal of Geophysical Research. 116: E03003.
  4. Thomas, B. Planetary Quandaries Solved: Saturn Is Young. ICR News. Posted on icr.org May 7, 2009, accessed March 11, 2011.
  5. Coppedge, D. 2006. Enceladus: A Cold, Youthful Moon. Acts & Facts. 35 (11).
 

Image credit: NASA/JPL/SWRI/SS

O Big bang antecede as estrelas?

Evolucionistas distorcem a Física para acomodar o big bang

Os astrónomos descobriram uma misteriosa estrela que é composta quase na totalidade por hidrogénio e gás hélio. De acordo com as teorias naturalistas em torno da formação de estrelas, esta estrela não deveria existir uma vez que faltam-lhe quantidades maciças de elementos mais pesados como o oxigénio, o carbono e o ferro (bem como o lítio). No entanto, de acordo com a Palavra do Criador, a existência de tal estrela não constitui problema algum.

No seu estudo publicado na Nature, pesquisadores determinaram a composição da estrela – baptizada de SDSS J102915+ 172927 – ao analisarem a luz que ela emitia. A autora principal Elisabetta Caffau afirmou o seguinte:

Uma teoria bastante aceite [big bang] prevê que estrelas como esta, com pouca massa e quantidades extremamente baixas de metais, não deveria existir uma vez que as nuvens do material a partir do qual elas se formaram nunca poderia condensar.
(The Star That Should Not Exist. European Southern Observatory press release, August 31, 2011. ) 

Mas a Física claramente mostra que as estrelas não se podem forma a partir de nuvens sem que ocorra um evento miraculoso e fortuito (Thomas, B. Does a Distant Galaxy Show Star Formation? ICR News. Posted on icr.org March 29, 2010).

De modo a que uma nuvem de gás quente condense e se torne numa estrela, o calor tem que escapar de alguma forma. Quanto mais densas as partículas de gás se tornam, mais quentes elas ficam, repelindo-se, desde logo, umas as outras de uma forma tão forte que elas nunca haveriam de condensar e formar uma estrela.

Numa reportagem recente, os pesquisadores teorizaram que “as linhas estruturas afinadas do carbono ionizado e do oxigénio neutral” poderiam dissipar quantidades suficientes do calor da nuvem de modo a que ela condense – e uma estrela seja formada – se a nuvem fosse comprimida por uma explosão estelar próxima (Caffau, E. et al. 2011. An extremely primitive star in the Galactic halo. Nature. 477 (7362): 67-69).

Mas esta “estrela anormal” não possui nem de perto nem de longe carbono ou oxigénio suficientes indicando que ela nunca poderia ser formada deste modo. Proporcionalmente, ela tem 20,000 vezes menos metais que o Sol (The Star That Should Not Exist. European Southern Observatory press release, August 31, 2011).

Surpreendentemente, a estrela também não possui lítio detectável, que se julga ser o terceiro elemento mais abundante presente na nuvem a partir da qual esta estrela alegadamente se formou.

Como forma de salvar as teorias naturalistas em torno da formação das estrelas, os autores do estudo tiveram que especular e dizer que, a dada altura, a estrela era extraordinariamente quente de modo a ter conseguido queimar todo o lítio. No entanto, os mesmos pesquisadores afirmam que os motivos físicos “para esta fusão não são inteiramente entendidos” (Caffau, E. et al. 2011. An extremely primitive star in the Galactic halo. Nature. 477 (7362): 67-69)

Uma vez que os atributos desta estrela estão em contradição óbvia com os modelos naturalistas da Física convencional, o estudo entreteve-se com a ideia duma nova “Física” que descreve “uma nucleossíntese [formação de elementos pesados] do Big bang diferente“. Ou seja, como a ciência actual não está de acordo com o “modelo evolutivo” aplicado à formação das estrelas, os naturalistas distorcem a ciência em vez de aceitarem que a sua interpretação dos dados está errada.
Mas porquê distorcer a Física para acomodar a cosmologia big bang quando a origem da estrela em questão é facilmente explicável com a metafísica? Quando todas as opções dentro do âmbito da Física falham em explicar a origem dum fenómeno, então as opções fora da Física devem ser consideradas e testadas à luz das evidências.No que toca à origem das estrelas no geral – esta em particular – a Palavra Daquele que existe fora do espaço físico declara que “[Deus] fez também as estrelas“ (Génesis 1:16). Confirma-se, portanto, que as estrelas “declaram as Glória de Deus” (Salmo 19:1) ao perturbarem todas as tentativas evolucionistas de substituir Deus pelo naturalismo.
 
 
 

Link com varios artigos contra a cosmovisão e alegações naturalistas:

http://darwinismo.wordpress.com/tag/naturalismo/

O Big Bang antecede as Galáxias?

Galáxias distantes demasiado maduras para o big bang

Uma explosão da raios gama atravessou duas galáxias distantes durante o seu caminho até à Terra, iluminando-as de trás para a frente e acrescentando novos dados em torno dos modelos que visam explicar a origem e estrutura do universo.

Imagens do evento espantaram alguns astrónomos evolucionistas uma vez que a composição química destas galáxias aparentemente novas é demasiado madura para se encaixar na teoria do big bang.

Sandra Savaglio, autora principal do estudo, afirma:

Estas galáxias possuem mais elementos pesados do que alguma vez haviam sido observados numa fase tão recente da evolução do universo.

Não estávamos à espera que o universo fosse tão maduro, tão evoluído quimicamente, tão cedo.

Uma das crenças cardinais da doutrina do big bang é que certas estrelas processam elementos leves para elementos pesados. O big bang supostamente produziu apenas os elementos mais leves, hidrogénio e hélio.

Os astrónomos evolucionistas especulam que após “milhões de anos”, nuvens de hidrogénio condensaram e tornaram-se em estrelas. Passados mais alguns milhões de anos, estas estrelas ficaram suficientemente maduras para gerar os elementos mais pesados – aquilo que os astrónomos chamam de “metais”.

Mas não só as estrelas nunca poderiam ser formadas desta forma, como os novos dados contradizem a doutrina do big bang.

Ao contrário da esperada imaturidade e leveza dos elementos galácticos das galáxias mais distantes, segundo os autores, “a imagem emergente é a da propagação generalizada de metalicidade“. Os pesquisadores analisaram as linhas espectrais da explosão da raios gama e as mesmas mostraram que as galáxias por onde os raios haviam viajado continham mais metais que o sol.

As galáxias distantes aparentam ser tão maduras como as galáxias próximas da Terra. É quase como se não houvesse qualquer tipo de distinção temporal entre a formação das galáxias. Por exemplo, galáxias espirais bastante distantes – onde as estrelas estão organizadas em longos braços espirais – aparentam ter atravessado o mesmo tempo de enrolamento espiral como as mais próximas.

Isto é consistente com a posição que defende que o tempo astronómico decorre, ou decorria, a taxas distintas do tempo terrestre (Humphreys, R. How do spiral galaxies and supernova remnants fit in with Dr. Humphreys’ cosmological model? Creation Ministries International. Posted on creation.com, accessed November 17, 2011.) .

Paralelamente, isto está de acordo com a ideia da luz das estrelas não demorar tempo algum a chegar à Terra (Lisle, J. 2010. Anisotropic Synchrony Convention—A Solution to the Distant Starlight Problem. Answers Research Journal. 3: 191-207.)

Os astrónomos frequentemente encontram galáxias com aparência “madura” a grandes distâncias da Terra. Estas galáxias contradizem o big bang no que toca a forma como a natureza as poderia ter construído, tal como quando ela as poderia ter construído.

Fonte

. . . . .

Porque é que estas galáxias aparentem ser tão maduras? O mitológico big bang nunca poderia ter construído estrelas e galáxias, mas sim material igualmente difuso (Coppedge, D. 2007. Inflating the Evidence. Acts & Facts.).

Dado isto, a própria existência de estrelas e galáxias requer uma Causa que vai para além da capacidade das forças da natureza tal como nós as conhecemos hoje. Isto está em perfeito acordo com o que Génesis 1 revela à Humanidade:

NO princípio, criou Deus os céus e a terra.E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.

As evidências científicas estão em perfeita harmonia com Génesis 1, contrariamente ao que muitos “cristãos” laodiceanos defendem. Não há motivos científicos para se imaginar que a linha temporal revelada em Génesis e Êxodo 20:11 está errada. As pessoas que assim defendem, fazem-no à revelia do que Deus e a ciência demonstram.

Mas para esses Deus tem um versículo específico:

Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis se vos falar das celestiais?João 3:12

Se tu não acreditas no que Deus diz em relação à origem do universo, porque é que acreditas no que Deus diz em relação ao final do universo?

Se não acreditas no que Deus te diz sobre a forma como o universo e a vida surgiram, porque é que acreditas no que Deus te diz sobre o fim do universo e o fim da vida (“Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.” – 2 Pedro 3:13) ?

Resumindo, se não acreditas em Génesis, porque é que acreditas no resto da Bíblia? Quem revelou João, Mateus, Lucas e Romanos, também inspirou Êxodo 20:11 e Génesis 1. Se queres ser consistente, tens que subscrever tudo o rejeitar tudo.

Se achas que estás suficientemente qualificado para determinar onde é que Deus estava certo e onde é que Ele estava errado, se calhar tu sabes mais que Ele.

 

A prova científica de “O Nascimento Virginal”.

O nascimento virginal é um programa governamental patrocinado, ensinada nas escolas públicas.

Eu não estou brincando.

Não é apenas viável, é um negócio feito. FATO científico, por assim dizer.

Embora nos seja dito que é a teoria e fato, a teoria tem mais furos do que o corpo humano tem poros. Tudo entra por esses poros, mas o organismo que leva uma na informação é desviado por The Science of Theory.

Eu costumava sentar-se firmemente no outro lado deste debate. Infelizmente,eu me desinteressava  com um partido político. Isto deixa-me a afastar para mim mesma quando se trata da difícil tarefa de pensar. Última análise, somos todos especialistas no reino de experimentar nossas próprias vidas.

A explicação científica da matéria orgânica em evolução a partir de nada, assim não se sente bem comigo. Talvez seja porque origens entrópica se transformando em células altamente estruturado e organismos não foi explicado de uma forma que minha mente demasiadamente fraca, pode facilmente fazer uma abordagem. No entanto, nem tudo está perdido.

Eu ainda posso evoluir para um ser capaz de processar tais comprovados “processos”.

E a origem possível da vida e a origem das espécies não estão relacionados?

Deve haver casos – dados cientificamente confiáveis ​​- o que prova que isso aconteceu antes e / ou depois, não?

Porque “a origem das espécies” não explica a origem de todas as espécies, a evolução darwiniana lança método científico no meio do argumento de um” acaso “por exemplo.

A ciência se propõe:

1.) Termodinâmica é científica. 
2.) O Big Bang é soa como científico Evolução soa como científica 
# 1 não exclui # 3. # 2 dá-lhe alguns problemas, mas não descartá-la. No entanto, # 1 e # 2 parecem incompatíveis, já que a energia deve vir de algum lugar .

A Ressurreição não é contestado pela teoria evolutiva. Na verdade, é como sparklers sobre o 04 de julho. Cristo subindo do pales mortos em comparação com a ciência darwiniana: uma célula formada virgem, (sem pais), a partir do nada.

Toda forma de vida distintos criados a partir do auto-procriar celular Virgin em um planeta sem vida.

Felizmente, nossos dólares contribuintes educar os nossos jovens que o nascimento virgem é FATO.

(BANG!)

O Big Bang antecede Mercúrio?

Planeta Mercúrio é único

Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, tem uma rotação tão lenta que um dia seu tem a duração de 59 dias terrestres. O planeta tem apenas 3 dias em cada um dos seus anos e o lado solar é tão quente que o chumbo facilmente derreteria por lá.

Mercúrio possui características únicas e os novos dados recolhidos pelo veículo espacial Messenger estão a disponibilizar pistas sobre a sua origem. Mas infelizmente para os crentes no big bang, as pistas apontam na direcção oposta àquela esperada pelo consenso dos astrónomos.

Numa sessão Q&A com a Space.com [Q&A = “Question and Answer” = período de pergunta e respostas], o principal investigador do Messenger, Sean Solomon, disse que há já algum tempo que está interessado na forma como Mercúrio adquiriu as suas peculiaridades, tais como o seu enorme núcleo. Um enorme núcleo de ferro pode justificar a tremenda densidade de Mercúrio, mas segundo os modelos naturalistas para a origem do universo (big bang e afins), “nem de perto nem de longe Mercúrio pode ter a densidade que realmente tem.“

Dito de outra forma: deve haver algo de errado com os dados porque os mesmos não estão de acordo com o big bang. É sempre mau quando isso acontece.

A Space.com reportou que os dados do Messenger estão a “fornecer algumas surpresas tantalizadoras“, entre elas encontram-se “os elevados níveis de enxofre que se encontram na superfície do planeta.” Mas se assumirmos que Mercúrio se formou naturalmente e perto do Sol (então em formação), elementos leves como o enxofre perder-se-iam no espaço. No entanto Mercúrio possui elevados níveis de enxofre.

Em relação a isto, Sean Solomon comentou que “eu estou agora fascinado pela magnetosfera“. E ele tem boas razões para estar, uma vez que, durante muito anos, a “teoria dínamo” (provada falsa) era a única explicação oferecida para os campos magnéticos de planetas rochosos que supostamente tem idades na ordem dos milhares de milhões.

No entanto, esta nova teoria requer um núcleo de magma derretido, mas Mercúrio é tão pequeno (pouco maior que a Lua) que o seu núcleo já teria arrefecido e solidificado há milhões de anos atrás. Portanto, não deveria de todo ter um campo magnético, muito menos um que tem estado em decaimento numa trajectória de milhares de anos. Mas tem.

As novas medições do Messenger pecam por não explicarem o porquê de Mercúrio ainda ter um campo magnético. Ao invés, estes novos dados científicos aumentam o já de si enorme arsenal de dados contra uma origem naturalista do planeta.

Como se isto não fosse suficientemente problemático para a mitologia dos “milhões de anos”, os crentes no big bang não esperavam descobrir que o campo magnético de Mercúrio é assimétrico; é mais forte no norte do planeta do que no sul. Qual é o processo natural capaz de causar isto?


Mercúrio está cheio de peculiaridades e como tal a sua origem é quase impossível de se explicar dentro do naturalismo. Este tipo de qualidades distintas aponta para design intencional – facto que leva Ralph McNutt, o “project scientist” do Messenger, a afirmar que “Mercúrio de facto é um mundo nele mesmo“.

Se a natureza formou os planetas a partir da mesma nuvem de detritos espaciais, porque é que os planetas não são uniformes em termos de constituição, orientação e localização? O normal entre os planetas seria eles serem basicamente iguais visto que são o resultado do mesmo processo natural. Poderia-se encontrar um ou outro planeta com uma composição distinta devido a um evento passado, mas o constante seria eles serem basicamente análogos.

Mas o que nós observamos é que os planetas são, normalmente, diferentes uns dos outros em termos de composição, orientação e rotação. Como é que os naturalistas explicam esta divergência entre a sua versão das nossas origens e os dados observacionais?

De acordo com a Space.com, “os cientistas não entendem na plenitude a importância das descobertas do Messenger.” Levando em conta o que podem ser tidas como as peculiaridades propositadas de Mercúrio – bem como o seu “jovem” campo magnético – a frase da Space.com pode ser traduzida para:

Os cientistas que acreditam nos milhões de anos não entendem o porquê das descobertas de Messanger mostrarem um planeta Mercúrio que parece recente e o efeito de criação propositada. 

Conclusão:

Ou muito me engano ou os crentes no big bang iniciarão o lançamento da hipótese de vários big bangs terem criado os diferentes planetas: os planetas que forem parecidos uns com os outros serão tidos como o efeito do mesmo big bang, mas aqueles que forem distintos serão tidos como o efeito de outro “big bang” qualquer. E assim preserva-se a fé no naturalismo e impede-se que os nefastos criacionistas usem os achados do Messanger em favor duma criação recente.

Este é mais um caso onde os evolucionistas tem a verdade bem à sua frente mas recusam-se a aceitá-la devido às ramificações ideológicas pró-Criacionistas.

fonte : http://darwinismo.wordpress.com/2011/08/01/planeta-mercurio-e-unico/


A Bíblia condena a poligamia?

Deus condena a poligamia. Dificilmente um cristão negaria essa afirmação. Mas se isso é verdade, então por que Deus permitiu que Salomão tivesse setecentas mulheres e trezentas concubinas, segundo consta em 1 Reis 11.3?

Norman Geisler e Thomas Howe apresentam uma resposta:

A monogamia é o padrão de Deus para os homens. Isso está claro nos seguintes fatos: (1) Desde o princípio Deus estabeleceu este padrão ao criar o relacionamento monogâmico de um homem com uma mulher, Adão e Eva (Gn 1:27; 2:21-25). (2) Esta ficou sendo a prática geral da raça humana (Gn 4:1), seguindo o exemplo estabelecido por Deus, até que o pecado a interrompeu (Gn 4:23). (3) A Lei de Moisés claramente ordena: “Tampouco para si multiplicará mulheres” (Dt 17:17). (4) A advertência contra a poligamia é repetida na própria passagem que dá o número das muitas mulheres de Salomão (1 Reis 11:2): “Não caseis com elas, nem casem elas convosco”. (5) Jesus reafirmou a intenção original de Deus ao citar esta passagem (Mt 19:4) e ao observar que Deus “os fez homem e mulher” e os juntou em casamento. (6) O NT enfatiza que “cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido” (1 Co 7:2). (7) De igual forma, Paulo insistiu que o líder da igreja deveria ser “esposo de uma só mulher” (1 Tm 3:2; 12). (8) Na verdade, o casamento monogâmico é uma prefiguração do relacionamento entre Cristo e sua noiva, a Igreja (Ef 5:31-32).

A poligamia nunca foi estabelecida por Deus para nenhum povo, sob circunstância alguma. De fato, a Bíblia revela que Deus puniu severamente aqueles que a praticaram, como se pode ver pelo seguinte: (1) A primeira referência à poligamia ocorreu no contexto de uma sociedade pecadora em rebelião contra Deus, na qual o assassino “Lameque tomou para si duas esposas” (GN 4:19,23). (2) Deus repetidamente advertiu ou polígamos quanto às conseqüências de seus atos: “para que o seu coração se não desvie” de Deus (Dt 17:17; cf. 1 Rs 11:2). (3) Deus nunca ordenou a poligamia – como o divórcio, ele somente a permitiu por causa da dureza do coração do homem (Dt 24:1; Mt 19:8). (4) Todo praticante da poligamia na Bíblia, incluindo Davi e Salomão (1 Crônicas 14:3), pagou um alto preço por seu pecado. (5) Deus odeia a poligamia, assim como o divórcio, porque ela destrói o seu ideal para a família (cf. Ml 2:16).

Em resumo, a monogamia é ensinada na Bíblia de várias maneiras: (1) pelo exemplo precedente, já que Deus deu ao primeiro homem apenas uma mulher; (2) pela proporção, já que as quantidades de homens e mulheres que Deus traz ao mundo são praticamente iguais; (3) por preceito, já que tanto o AT como o NT a ordenam (veja os versículos acima); (4) pela punição, já que Deus puniu aqueles que violaram o seu padrão (1 Rs 11:2); e (5) por prefiguração, já que o casamento de um homem com uma mulher é uma tipologia de Cristo e sua noiva, a Igreja (Ef 5:31-32). Apenas porque a Bíblia relata o pecado de poligamia praticado por Salomão, não significa que Deus a aprove1.

Nota

1. GEISLER, Norman L e HOWE, Thomas. Manual popular de dúvidas, enigmas e “contradições” da Bíblia. Traduzido por Milton Azevedo Andrade. São Paulo: Mundo Cristão, 1999. P. 191,192.

Havia Morte Antes de Adão?

Por Dr. John Ankerberg e Dr. Norman Geisler

Tradução: Juliana Cambiucci Pereira

Os defensores [do Criacionismo] da Terra Nova[1] negam que haveria morte antes da queda de Adão. Eles afirmam que a Bíblia declara que a morte veio apenas após Adão como resultado do seu pecado: “da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram” (Rom. 5:12; cf. 8:20-22).

Dr. Geisler responde dizendo que há vários problemas nesse argumento. Primeiro, Romanos 5:12 não diz que todos os animais morrem por causa do pecado de Adão, mas que apenas “todos os homens” morrem como conseqüência. Segundo, Romanos 8 não diz que os animais morrem como resultado do pecado de Adão, mas que apenas a criação “foi submetida à inutilidade” como resultado disso (v.20). Terceiro, se Adão comia qualquer coisa – e ele tinha que comer para sobreviver – então ao menos as plantas deveriam morrer antes do seu pecado. Quarto, e finalmente, a evidência de fósseis indica que os animais morriam antes dos humanos morrerem, de modo que o homem se encontra no topo do Estrato Geológico (mais recente), e os animais então em níveis inferiores do Estrato (mais antigos).

Deixe-me acrescentar alguns pensamentos adicionais aos que o Dr. Geisler escreveu:

Romanos 5:12 diz: “Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram”. Aqui aprendemos:

1) Através do ato de rebelião de Adão o pecado entrou no mundo.

2) A morte resultou do pecado – mas para quem?

3) A morte se difundiu por todos os homens.

4) A morte se difundiu por todos os homens porque todos pecaram.

5) Note, não diz que a morte se difundiu para todos os animais – e sim para todos os homens.

6) Além disso, que tipo de morte o Apóstolo Paulo fala? Lembre-se a Bíblia descreve 5 tipos de morte:

a) Morte física – a morte do corpo (Tiago 2:26)

b) Morte espiritual ou separação de Deus (Rom. 6:23; Ef. 4:18).

c) Morte eterna – a segunda morte (Ap. 20:14).

d) Morte para a lei (Rom. 7:14).

e) Morte para o pecado (Rom. 6:12)

Em Romanos 5:12, o Apóstolo se refere primariamente a “b” – morte espiritual. Genesis 2:15-17 nos diz o porquê:

O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo. E o Senhor Deus ordenou ao homem: ‘Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá.

Deus disse especificamente para Adão e Eva que no dia em que eles comessem do fruto proibido eles certamente morreriam. Eles morreram fisicamente naquele dia? Não. Depois de pecarem, Adão e Eva continuavam caminhando. De fato, Adão viveu 930 anos de idade. Eles cultivaram a terra e tiveram filhos.

A morte especificada em Gênesis 2 e 3 por Paulo, em Romanos 5 deve ser a morte espiritual. Quando Adão pecou, ele instantaneamente “morreu” como Deus tinha dito. Ele permaneceu vivo de forma física, mental, voluntária e emocional, mas espiritualmente ele morreu. Isto é, o homem quebrou sua companhia harmoniosa com Deus e iniciou sua inclinação ou propensão ao pecado (seu lugar apropriado abaixo de Deus). Esta é a chamada “Doutrina do Pecado Original” (não um pecado em particular, mas a tendência inerente ao pecado entrou no reino humano quando o homem se tornou pecador por natureza).

Considerando:

1) A morte pelo pecado a que Paulo se refere não é equivalente à morte física. Se fosse, Adão e Eva teriam fisicamente morrido no dia em que comeram da árvore. A Bíblia fala primeiramente da morte espiritual resultando do pecado.

2) Apenas os humanos mereceram o título de “pecadores”. Apenas os humanos podem sofrer a morte através do pecado. Animais não pecam e não são chamados de pecadores na Bíblia. Além disso, não é oferecido aos animais o presente da vida eterna se eles se arrependerem.

3) A morte que Adão experimentou está cuidadosamente qualificada pelo Apóstolo Paulo em Romanos 5:12. Ele escreveu “a morte veio a todos os homens” – não para todas as plantas e animais – apenas para seres humanos.

Note também em Romanos 5:18 “Conseqüentemente, assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação que traz vida a todos os homens.” Aqui, Paulo fala sobre a queda do homem, sua morte espiritual e separação de Deus e a salvação de Deus através da morte de Cristo para conceder a salvação que pode encobrir o pecado de todos os homens. Eles devem receber esse presente pela fé em Cristo.

4) Além da morte espiritual, o homem se tornou mortal, sujeito às misérias dessa vida, e excluído da possibilidade de existir fisicamente para sempre. Em outras palavras, como resultado da Queda, Deus condenou Adão a uma expectativa de vida limitada e ao fato certo da morte física no futuro. Deus retirou o acesso à árvore no jardim que dava a Adão e Eva o potencial para a vida física eterna. Como sabemos? As Escrituras nos dizem em Genese 3:22-24.

Então disse o Senhor Deus: “Agora o homem se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Não se deve, pois, permitir que ele tome também do fruto da árvore da vida e o coma, e viva para sempre“. Por isso o Senhor Deus o mandou embora do jardim do Éden para cultivar o solo do qual fora tirado. Depois de expulsar o homem, colocou a leste do jardim do Éden querubins e uma espada flamejante que se movia, guardando o caminho para a árvore da vida.

Aparentemente, Adão e Eva tinham o potencial para a vida física eterna antes, e mesmo após pecarem. John MacArthur comentou em seu Estudo da Bíblia em relação a esses versos:

Deus disse ao homem que ele certamente morreria se comesse da árvore proibida. Mas a preocupação de Deus também pode ter sido de que o homem não vivesse para sempre em sua condição lamentável e amaldiçoada. Tomado no contexto mais amplo da Escritura, expulsar o homem e sua esposa do jardim foi um ato de graça misericordiosa prevenindo-os de serem sustentados para sempre pela árvore da vida.

Novamente, antes da Queda, Deus fez provisões para Adão e Eva sustentarem suas vidas físicas para sempre; mas após desobedecerem a Deus, não apenas lhes sucedeu a morte espiritual imediata, como também Deus os amaldiçoou e lhes disse que iriam, um dia, morrer fisicamente por terem sido excluídos da árvore da vida.

Em Gênesis 3:17-19 está escrito: “E ao homem declarou: ‘Visto que você deu ouvidos à sua mulher e comeu do fruto da árvore da qual eu lhe ordenara que não comesse, maldita é a terra por sua causa; com sofrimento você se alimentará dela todos os dias da sua vida. Ela lhe dará espinhos e ervas daninhas, e você terá que alimentar-se das plantas do campo. Com o suor do seu rosto você comerá o seu pão, até que volte à terra, visto que dela foi tirado; porque você é pó, e ao pó voltará’.”

Todos os Cristãos acreditam que quando Adão e Eva pecaram, trouxeram a morte espiritual imediata e a certeza da futura morte física. Os Cristãos também acreditam que o pecado original veio à existência naquele tempo. Além disso, Cristo é o único meio para a condição pecaminosa do homem. Mas os fatos não autorizam que os Cristãos creiam que a vida animal e vegetal morressem apenas após Adão e Eva pecarem.

Mas como a Queda afetou a natureza? Qual é o significado de Romanos 8:20-22, onde isso se expressa: “Porquanto a criação ficou sujeita à vaidade [futilidade], não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que também a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora;”

As palavras “futilidade” ou “vaidade” referem-se à inabilidade de alcançar um objetivo ou propósito. Toda a criação é personificada para ser, como foi, esperançosa pela transformação de sua maldição e seus efeitos. Por causa do pecado do homem, Deus amaldiçoou o universo físico e agora nenhuma parte da criação realiza inteiramente o propósito original de Deus.

Alguns interpretam esse verso dizendo que o pecado de Adão conduziu para dentro da criação todo o tipo de deterioração natural, dor e morte. Eles supõem que a lei da entropia que descreve a diminuição da ordem no universo, não tinha efeito até o pecado de Adão e Eva. Baseado nessa hipótese, o tempo entre a criação do universo e a queda de Adão e Eva deve ser breve para explicar por que as evidências físicas não mostram nenhum período em que a deterioração e a morte não estavam em operação.

Mas existem vários problemas com essa interpretação. Primeiro, se alguém sustenta a hipótese do dia de 24 horas, em que Deus levou seis dias para criar tudo, então, de acordo com Romanos 8:22, “toda a criação” deve incluir o universo e todas as estrelas. Mas se assim for, as estrelas não brilharam após o primeiro dia? Os físicos insistem que as estrelas estavam brilhando e que a entropia estava ocorrendo naquele ponto. Se esse for o caso, então a deterioração estava presente desde o primeiro dia.

Como o Dr. Hugh escreveu em The Genesis Question [A Questão de Gênesis]:

Quando consideramos que a segunda lei da termodinâmica é essencial para a existência da vida, essencial para a alimentação, mobilidade e outras atividades incontáveis que a maioria de nós concorda ser agradáveis e boas, não vemos razão para sugerir que a lei deve ser julgada como ruim. As leis da termodinâmica foram incluídas quando Deus declarou Sua criação como “muito boa” (Genesis 1:31).

Devemos ser cuidadosos, porém, para não confundir a criação muito boa de Deus com Sua melhor criação, ou mais especificamente, o objetivo final para Sua criação. Na nova criação não haverá leis da termodinâmica – nenhuma deterioração, nenhum frustração, nenhum gemido, nenhum sofrimento (veja Apocalipse 21:1-5). As leis da termodinâmica são boas, apesar do “sofrimento”, da “frustração” e “gemidos”, porque elas são parte da estratégia de Deus para preparar Sua criação a aproveitar as bênçãos e recompensas da nova criação.

Então, se Adão e Eva fizeram algum trabalho no Jardim, então uma perda de energia e uma certa quantidade de deterioração estava presente. Por quê? Porque o trabalho é essencial para a respiração, circulação do sangue, contração muscular e digestão do alimento. Esses são todos processos que virtualmente sustentam a vida. Adão estava trabalhando, supervisionando o Jardim do Éden (Gen. 2:15) antes de pecar. Então, Romanos 8:20-22 não poderia indicar que o pecado de Adão iniciou todo o processo de deterioração.

Quando Paulo se refere ao “gemido” da criação, a que outros efeitos da maldição ele se refere? Poderia ser que em Genesis 1:28 Deus ordenou ao homem que supervisionasse o ambiente, mas como o homem pecou, o ambiente foi arruinado. O efeito do homem no ambiente é aproximadamente análogo ao resultado de mandar uma criança de 2 anos de idade arrumar o armário. Deixado de lado, o armário se tornará menos arrumado devido à tendência natural à decadência e à desordem. Entretanto, tipicamente, a criança de 2 anos de idade irá apressar o processo de decadência e desordem. Isaias 24:5 descreve a destruição do planeta que resulta da insubordinação do ser humano a Deus. Da mesma forma como se deve esperar que uma criança de 2 anos cresça um pouco antes que ajude a arrumar o armário, a criação também espera que a raça humana experimente os resultados de Deus subjugar o problema do pecado.

Mesmo os pais da Igreja, como Orígenes, que viveram de 185 a 254 d.C., interpretaram Romanos 8:20-22 indicando que a decadência estava em vigor no mundo natural desde a criação do universo. Visto que Orígenes precedeu a descoberta científica das leis da termodinâmica e entropia (que inclui o princípio da decadência) por centenas de anos, está claro que ele não surgiu com sua interpretação como resultado de uma tentativa de adaptação às modernas teorias científicas de seu tempo.

Existem outras razões que nos dizem que a dor física e a decadência devem ter existido antes da Queda? Sim. Em Gênesis 3:16 Deus disse à Eva “Multiplicarei grandemente a dor da tua conceição; em dor darás à luz filhos.”. Ele não diz “introduzir”. Ele diz, “aumentar” ou “multiplicar”, implicando que deve ter havido alguma dor em qualquer caso.

Como Philip Yancey mostrou tão claramente em seu livro Onde está Deus quando chega a dor? (Editora Vida), alguma dor é boa. É bom que quando eu coloco minha mão no fogo, a dor me avise do perigo. Se a dor não estivesse ali, não saberia que meus dedos estariam queimando. A dor é a maneira de Deus evitar que destruíssemos nós mesmos. Adão e Eva certamente tinham que usar o tato e podiam sentir dor no Jardim antes da Queda. Eles deveriam ter um sistema nervoso que os protegessem que qualquer perigo em seu ambiente no Jardim. Eles deveriam ser capazes de sentir a picada de uma abelha, ou que estavam se envenenando ou de serem furados por um espinho. Quando Adão e Eva pecaram, As conseqüências e o risco da dor e sacrifício não começaram, eles simplesmente aumentaram.

Enquanto o pecado que nós seres humanos cometemos causa naturalmente em nós uma reação negativa à decadência, ao trabalho, à morte física, à dor e ao sofrimento, e enquanto tudo isso está ultimamente ligado de alguma forma aos planos de Deus para conquistar o pecado permanentemente, não há nada nas Escrituras que nos force a concluir que nenhuma dessas entidades existiram antes do primeiro ato de rebelião de Adão contra Deus. Por outro lado, a revelação de Deus através da natureza fornece evidências decisivas de que alguns desses fatores existiram por um longo período antes da criação de Adão.

A Morte dos Animais: Como isso se relaciona com a Expiação?

Outra questão que emerge é esta. Se os animais morriam antes da Queda, isso não afeta a doutrina bíblica de Expiação? Alguns citam Hebreus 9:22, que diz, “De fato, segundo a Lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue, e sem derramamento de sangue não há perdão.” Eles interpretam esses versículos para dizer que “A base da mensagem do evangelho é que Deus trouxe morte e derramamento de sangue por causa do pecado. Se a morte e o derramamento de sangue de animais (ou do homem) existissem antes de Adão pecar, então toda a base da expiação – a base da redenção – é destruída.”

Mas essa é uma interpretação bíblica defeituosa. Embora seja verdade que não há remissão de pecado sem derramamento de sangue, o sangue de Cristo, não segue necessariamente que todo sangue derramado é para a remissão do pecado. Dizer que não houve derramamento de sangue antes do pecado é cometer os mesmo erros de interpretação bíblica feita por aqueles que reivindicam que não houve tempestade antes do Dilúvio de Gênesis.

Hebreus 10:1-4 explica que o sangue dos animais sacrificados não eliminará o pecado. O sacrifício pela morte de animais foi um retrato físico da morte espiritual causada pelo pecado, que necessitava da morte como um substituto para a expiação, bem como o prenúncio do último sacrifício eficaz que Deus, ele mesmo, um dia providenciaria. Desde que a pena para o pecado é a morte espiritual, nenhum sacrifício de animais poderia sequer reparar o pecado. O crime é espiritual, então a expiação tinha que ser feita por um ser espiritual.

O derramamento de sangue antes de Adão pecar não afeta ou prejudica, de nenhuma maneira, a doutrina da Expiação. Sustentar esta doutrina central não exige de forma alguma um cenário de criação em que nenhuma das criaturas de Deus recebeu um arranhão ou um sangramento de ferida antes do pecado de Adão e Eva. Mesmo em um ambiente natural ideal, os animais seriam constantemente arranhados, picados, machucados e mesmo mortos uns pelos outros e por eventos acidentais.


[1] Nota do Editor: Existem diversas interpretações para o significado de “dias” em Gênesis 1. O autor deste artigo critica a interpretação defendida pelos Criacionistas da Terra Nova, os quais afirmam que o mundo foi criado em seis dias literais de 24 horas.

O artigo original em inglês está no site do Ankerberg Theological Research Institute.

fonte do artigo : http://www.apologia.com.br/?p=513#more-513

Deus é bondoso,justo,amoroso?

Moralidade Ordenada por Deus e Voluntarismo

Tradução: Eliel Vieira

Caro Dr. Craig,

Eu sou ateu. Eu ouvi alguns de seus podcasts, mais especificamente aqueles dois discutindo as atrocidades do Antigo Testamento e o fundamento objetivo da moralidade e percebi uma contradição: Existe de fato uma diferença entre “moralidade ordenada por Deus” (uma teoria que você defendeu em um podcast) e “voluntarismo” (ao qual você se opôs em outro)?

No podcast de 3 de Março de 2008, “Did God Commit Atrocities?” [Deus cometeu atrocidades?], após lançar dúvida sobre a doutrina da inerrância bíblica em relação aos relatos do Antigo Testamento de massacres em massa como estes tendo sido ordenados por Deus (o que pareceria haver ramificações, dado sua forte defesa da confiabilidade de episódios bíblicos como a tumba vazia) você sai em defesa da opção alternativa, ao assumir a validade das histórias de atrocidades, colocando-as, obviamente, em “contexto”.

Você emprega o conceito de “moralidade ordenada por Deus”, descrita (grosso modo) como uma teoria ética na qual nossos valores morais são constituídos pelos comandos de Deus: São as ordens de Deus que nos dizem o que é certo e errado, são eles que determinam o que devemos ou não fazer. Se Deus dá a você uma ordem para fazer algo, isto se torna seu valor moral. Na verdade, seria errado a você não obedecer à ordem. Uma vez que Deus não dá ordens a si mesmo, ele não possui obrigações morais para cumprir, na verdade, ele simplesmente age de acordo com sua natureza, que é amor, bondade, compaixão, etc.

Você então lava suas mãos sobre os cananeus e suas crianças descartáveis: Deus não está sob nenhuma obrigação de prolongar a vida de ninguém. A vida é um presente de Deus, ele não possui obrigação moral de prolongá-la. Ele pode fazer de sua vida como lhe aprouver. Deus não está sob nenhuma obrigação moral de prolongar a vida destes cananeus, mesmo as crianças. Crianças morrem o tempo todo no mundo por doenças, acidentes e vários tipos de coisas.

 

UNICEF Photo of the Year 2011 / Photo: JM Lopez

 

Eu não estou tão animado assim em atribuir um rosário de belos adjetivos, repetidos em seus podcasts (“amoroso”, “justo”, “bondoso”, “compassivo”) a um ser superior que cometeria tais atos. Eu imagino que os cananeus tinham uma visão diferente sobre o deus hebreu Yahweh.

Mas deixando isto de lado, sua abordagem não torna a moralidade de Deus subjetiva?

Na visão que você defendeu em seu podcast, moralidade é na verdade simplesmente o que Deus diz que devemos fazer: Em alguns momentos é bom realizar matanças, algumas vezes não. Deus é um relativista moral?

 

01[1]

 

No entanto, quatro semanas mais tarde você defende a idéia de que a moralidade é objetivamente fundamentada, em aparente conflito com o conceito da “moralidade ordenada por Deus” (31 de Março de 2008, “How Are Morals Objectively Grounded in God?” [Como a Objetividade da Moral está Fundamentada em Deus?]). Você defende que os valores morais são definidos por Deus, que ele é o padrão da bondade, e indo mais além, você critica a visão alternativa. Você diz que se os valores morais fossem simplesmente fundamentados na vontade divina, se Deus apenas tivesse dito o que é certo e errado arbitrariamente, então isto seria de fato um ultimado para a subjetividade – “voluntarismo”, como você disse – a visão de que a vontade de Deus apenas decide o que é bom ou mal, certo ou errado.

No entanto, não decidiu Deus o que era bom ou mal quando ele ordenou o massacre dos cananeus? O que antes era proibido passou agora a ser obrigatório.
Como este “voluntarismo” é diferente da “moralidade ordenada por Deus”?

Clay

Resposta do Dr. William Lane Craig:

Estou feliz por ver que você se interessa pelo material do ReasonableFaith.org, Clay, e espero que os materiais daqui levem você a questionar seu ateísmo. Isto não seria alguma coisa, caso Deus de fato exista?

O voluntarismo é uma visão, defendida por alguns teólogos, de acordo com a qual os valores morais são baseados inteiramente na vontade soberana de Deus. Não existe explicação a não ser a escolha de Deus sobre os valores morais. Ele arbitrariamente escolhe o que é bom e o que é ruim.

A vasta maioria dos pensadores cristãos não tem sido voluntaristas. Eu acho que o voluntarismo se sente mais em casa no Islã do que no Cristianismo, porque na concepção islâmica de Deus, Seu poder triunfa sobre todas as coisas, até mesmo sobre Seu caráter. Em contraste, os teólogos cristãos acreditam que Deus tem algumas virtudes essenciais, como amor, imparcialidade, compaixão, justiça, etc. Estas virtudes são tão essenciais a Deus como são três ângulos a um triângulo.

 

 

Um dos insights positivos do voluntarismo, em minha opinião, é que os valores que temos surgem em resposta a uma ordem imperativa. Um comando vindo de uma autoridade legítima cria uma obrigação ou uma proibição a nós. Bem e mal sozinhos não são suficientes para o certo e o errado porque “bem” e “mal” não criam obrigações ou proibições. Muitas coisas seriam boas para fazermos, mas isto por si só não implica que nós somos obrigados a fazê-las, porque elas podem ser mutuamente exclusivas e então seriam impossíveis de se fazer. Então o voluntarismo localiza corretamente a fonte de nossos valores morais nos comandos de Deus.

O voluntarismo erra quando pensa que estes comandos são totalmente arbitrários. Eles não são arbitrários, mas fundamentados na natureza de um Deus justo e amoroso. Portanto, a maior parte dos teóricos sobre os comandos divinos não são voluntaristas.

O difícil para os teístas bíblicos é explicar sobre as ordens de Deus que parecem contradizer a Sua natureza, como a ordem ao exército de Israel para exterminar o povo de Canaã[1]. Os teístas bíblicos precisam mostrar como tais ordens podem ser consistentes com a natureza de Deus. Na Questão da Semana #16, eu tentei dar esta explicação. Como eu tentei mostrar lá, Deus não torna ninguém errado ao emitir tal ordem e Ele tinha bons motivos para tê-la dado.

Se tal defesa falhar, a alternativa será abandonar a historicidade destas histórias (ironicamente, exatamente a posição de muitos críticos do Antigo Testamento, que tomam estas históricas como lendas de Israel) ou então defender que os judeus equivocadamente pensaram que Deus os ordenou a exterminar os cananeus. Seria ingenuidade in excelsis pensar que ao adotar a primeira alternativa estaríamos minando de alguma forma a precisão histórica dos evangelhos do Novo Testamento. Da mesma forma seria minada a credibilidade histórica de Tucídides e Heródoto se alguém reconhecesse o caráter místico da Ilíada de Homero!

Você está correto quando diz que os cananeus tinham uma visão muito diferente de Deus do que Israel. Após ter escrito a Questão da Semana #16 eu tive a oportunidade de ler um ensaio emocionante de Clay Jones sobre a cultura, religião e modos dos cananeus em uma versão especial de Philosophia Christi dedicada ao problema que estamos tratando[2]. Eu sabia que as tribos cananéias eram corruptas, mas eu devo dizer que eu não tinha idéia da degradação e da imundice da qual eles descendiam. Como eles viam El, o Deus de Israel? Textos ugaríticos retratam-no como um fraco, usurpado por Baal, e imundo em seus próprios excrementos e urina. Em contraste, no pensamento de Israel sobre o Deus, Ele não traria julgamento sobre Sodoma se existissem pelo menos dez pessoas corretas em toda cidade. Ele esperou por 400 anos até que as tribos cananéias tão corruptas a pnto de não poderem escapar de julgamento.

Então eu acho que está claro que a visão de Deus que eu defendo não é de moral relativista, nem subjetivista. Deus tinha razões morais suficientes para justificar o que Ele ordenou os israelitas a fazerem, razões que não são contrárias à sua natureza. A ordem de Deus para que os israelitas limpassem a terra dos cananeus não foi arbitrária, como se Ele estivesse “decidindo o que era bom ou mal”. Esta ordem foi um ato de julgamento pela pecaminosidade do povo, que havia sido adiado por muito tempo.

Notas:
[1] Uma observação: após escrever minha resposta na “Questão da Semana #16”, eu percebi que a ordem de Deus ao povo de Israel não era para exterminar os cananeus, como muitos pensam. A ordem primeiramente era para retirá-los da terra. O julgamento sobre os reinos cananeus era despojá-los de suas terras e assim destruí-los como reinos. O povo cananeu fugiu antes do avanço do exército de Israel, e não houve ordens para que os israelitas os perseguissem e os matassem. Ninguém tinha que morrer, somente aqueles que ficaram para trás pelos motivos que descrevi. Nós na verdade não sabemos com certeza se entre os que ficaram haviam mulheres e crianças, ou apenas soldados. Mas estou pressupondo aqui o “pior cenário” para o bem do argumento.

[2] “We Don’t Hate Sin, So We Don’t Understand What Happened to the Canaanites: An Addendum to ‘Divine Genocide’ Arguments,” Philosophia Christi 11/1 (2009): 52-72.

 

 

O problema do inferno.

Poderia um Deus amoroso mandar pessoas para o inferno?

Tradução de Tatiana Teles Luques dos Santos

 

 

O filósofo cristão Dr. William Lane Craig e o filósofo ateu Dr. Ray Bradley debateram sobre a questão “poderia um Deus amoroso mandar pessoas para o inferno?” na Universidade Simon Fraser, Canadá, em 1994.

Este texto é a transcrição do discurso inicial do Dr. Craig.

Argumentos Introdutórios do Dr. Craig

Obrigado. “Se Deus realmente é amor, então como pode mandar alguém para o inferno?” A questão é quase um vexame para os cristãos hoje. Por um lado, a Bíblia ensina que Deus é amor, e ainda, por outro lado, adverte sobre aqueles que rejeitam a Deus perante a punição eterna, e contém avisos freqüentes sobre o perigo de ir para o inferno. Mas não são ambas de alguma forma inconsistentes uma com a outra? Bem, muitas pessoas parecem pensar que são inconsistentes, mas na verdade isto não é de todo óbvio. Afinal, não existe uma contradição explícita entre elas. A frase “Deus é amor” e “Algumas pessoas vão para o inferno” não são explicitamente contraditórias. Então se essas são ambas inconsistentes, devem existir algumas pressuposições implícitas que serviriam para extrair a contradição e torná-la explícita.

Mas quais são essas pressuposições? Parece a mim que o difamador do inferno está fazendo duas pressuposições cruciais. Primeiro, afirma que se Deus é Todo-Poderoso, então pode criar um mundo no qual todos escolhem livremente dar sua vida a Deus e serem salvos. Segundo, afirma que se Deus é amor, então prefere um mundo no qual todos escolhem livremente dar sua vida a Deus e serem salvos. Desde que Deus é desejoso e capaz de criar um mundo em que todos são salvos livremente, segue-se que ninguém vai para o inferno.

Agora perceba que ambas afirmações tem que ser necessariamente verdadeiras, para provar que Deus e o inferno são logicamente inconsistentes um com o outro. Então, sendo que existe até uma possibilidade de uma das afirmações ser falsa, é possível que Deus é amor e que ainda assim algumas pessoas vão para o inferno. Além disso, o oponente do inferno tem que sustentar um ônus pesado de provas, inclusive. Ele tem que provar que ambas afirmações são necessariamente verdadeiras.

Mas de fato, parece a mim que nenhuma dessas afirmações é necessariamente verdadeira. Para explicar isso, permita-me explanar para você o ensino cristão a respeito de Deus e do inferno. De acordo com a Bíblia, a natureza de Deus é tanto justiça perfeita quanto amor perfeito. Ambas são igualmente poderosas, e nenhuma delas pode ser comprometida. Vamos olhar primeiramente para a justiça de Deus. Estava conversando com um aluno, uma vez, a respeito de sua necessidade de salvação, e ele disse a mim “Confio na justiça de Deus. Não acho que poderia existir alguém que fosse mais reto ou justo que Deus. Tenho a plena certeza em sua decisão”. Agora isto é verdadeiro. Deus é reto. Totalmente justo. Ele não tem contas a acertar. Não está aí para pegar você. Ele é o mais competente, inteligente, imparcial e mais justo juiz que você terá. Ninguém terá uma decisão bombástica numa cadeira durante o julgamento de Deus. Todos os humanos podem ficar garantidos de uma justiça absoluta.

Mas isto é precisamente o problema! Porque a justiça de Deus expõe a inadequação humana. A Bíblia diz que todas as pessoas falharam em viver a lei moral divina e então se encontram culpados perante Deus. A palavra bíblica para esta falha moral é pecado. A Bíblia diz que “Todos estão debaixo do poder do pecado. Não há um justo; não, um justo sequer; todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:10, 12 e 23).

Então percebemos que estamos debaixo da lei da justiça divina. Você colhe o que planta. A Bíblia diz, “Não se enganem; Deus não se deixa escarnecer. Aquilo que o homem plantar, isso também colherá. O que planta na sua carne, da carne colherá a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna”, (Gal. 6:7-8). O profeta Ezequiel declarou, “a alma que pecar essa morrerá” (Ez. 18:4), e o apóstolo Paulo ecoa, “O salário do pecado é a morte” (Rom. 6:23). Você colhe o que planta. Você colhe o que planta. Está é a justiça em sua forma mais pura.

O único problema é que ninguém é perfeito! Então, se confiamos somente na justiça de Deus, nos afundaremos! Não há ninguém que mereça ir ao céu. Ninguém é bom o bastante! Então se dependemos da justiça de Deus, a temos. E está tudo certo.

Portanto, devemos colocarmo-nos na misericórdia de Deus. Mesmo quando somos culpados e merecemos morrer, Deus ainda nos ama. Algumas vezes as pessoas tem a idéia de que Deus é um tipo de tirano cósmico lá em cima, querendo pegar-nos. Mas esta não é a compreensão cristã de Deus. Escute o que a Bíblia diz, “’Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio?’Diz o Senhor Deus, ‘Não desejo antes que se converta dos seus caminhos e viva? Porque não tenho prazer na morte do que morre’, diz o Senhor Deus, ‘convertei-vos, pois, e vivei. Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que razão morrereis, ó casa de Israel? (Ez. 18.23,32; 33.11).

Aqui Deus invoca literalmente as pessoas para retornarem de seus caminhos destrutivos e serem salvos. E no Novo Testamento diz, “o Senhor não está querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pedro 3:9). “Quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” (1 Tim. 2:4).

Assim, Deus encontra-se em um tipo de dilema. De um lado estão Sua justiça e santidade, os quais exigem punição ao pecado, justamente merecida. Por outro lado estão o amor e a misericórdia de Deus, os quais exigem reconciliação e perdão. Ambos são essenciais a natureza Dele; e estão relacionados um com o outro. O que Deus deve fazer com este dilema?

A resposta é Jesus Cristo. Ele é o fundamento da justiça e do amor de Deus. Eles se encontram na cruz: o amor e a ira de Deus. Na cruz, vemos o amor de Deus pelas pessoas e sua ira contra o pecado.

Por um lado vemos o amor de Deus. Jesus morreu em nosso lugar. Ele voluntariamente tomou a si mesmo a pena de morte do pecado que merecíamos. A Bíblia diz, “Nisto está o amor, não em que nos tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou a nós, e enviou seu filho para propiciação pelos nossos pecados”. (I Jo 4:10).

Mas na cruz também vemos a ira de Deus, assim como Seu primeiro julgamento é derramado sobre o pecado. Jesus foi nosso substituto. Ele experimentou a morte por todos os seres humanos e arrancou a punição por todo pecado. Nenhum de nós poderia imaginar o que Ele suportou. Como Olin Curtis escreveu, “Lá somente nosso Deus abre sua mente, seu coração, sua consciência pessoal para o fluir horrendo do pecado, esta história interminável, desde a primeira escolha de egoísmo até agora, da eternidade do inferno, o ilimitado oceano de desolação, Ele permite que lutas e lutas oprimam sua alma”1. Jesus suportou o inferno por nós, para que não tivéssemos que suportar. É por isto que Jesus é a chave, e a questão suprema da vida se torna, “O que você vai fazer com Cristo?”.

A fim de receber perdão, precisamos colocar nossa confiança e em Cristo como nosso salvador e Senhor de nossas vidas. Mas se rejeitarmos a Cristo, então rejeitamos a misericórdia de Deus e retrocedemos à Sua justiça. E você sabe onde você está. Se rejeitarmos a oferta de perdão de Jesus, então não existe simplesmente ninguém mais que pague a penalidade pelo seu pecado — exceto você mesmo.

Assim, em um sentido, Deus não manda ninguém para o inferno. Seu desejo é que todos sejam salvos, e Ele invoca as pessoas a virem até Ele. Mas se rejeitarmos o sacrifício de Cristo por nós, então Deus não tem escolha senão dar a nós o que merecemos. Deus não nos mandará para o inferno—mas nós mesmos nos mandaremos para lá. Nosso destino eterno, assim sendo, reside em nossas próprias mãos. É uma questão de nossa escolha livre onde iremos passar a eternidade.

Agora, se este cenário é até possível, segue que nenhuma inconsistência tem sido demonstrada entre Deus ser amoroso e algumas pessoas irem para o inferno. Dado que Deus nos criou com livre arbítrio, então Ele não pode garantir que todas as pessoas irão dar suas vidas livremente a Ele para serem salvas. A Bíblia deixa isso muito claro, que Deus deseja que todas as pessoas sejam salvas, e por Seu Espírito, pretende chamar a Si cada um. O único obstáculo para a salvação universal é, portanto, a livre escolha humana. É logicamente impossível fazer alguém fazer por livre vontade alguma coisa. O fato de Deus ser o Todo-Poderoso não significa que Ele possa fazer o logicamente impossível. Assim, mesmo que Ele seja Onipotente, não pode fazer com que todos sejam livremente salvos. Dado a liberdade e a obstinação humanas, algumas pessoas podem ir ao inferno apesar do desejo e esforço de Deus para salvá-los.

Além disso, está longe de ser óbvio que o fato de Deus ser amoroso O obriga a preferir um mundo no qual ninguém vai ao inferno a um mundo no qual algumas pessoas vão. Suponhamos que Deus pudesse criar um mundo em que cada um seria livremente salvo, mas existe somente um problema: tais mundos tem somente uma pessoa dentro deles! O fato de Deus ser todo-amoroso O obriga a preferir um desses mundos que não são populosos sobre um mundo no qual multidões são salvas, mesmo que algumas pessoas vão livremente para o inferno? Eu acredito que não. O fato de Deus ser todo-amoroso implica que em qualquer mundo que Ele crie, Ele deseja e se esforça pela salvação de todas as pessoas. Mas as pessoas que iriam, espontaneamente, rejeitar todos os esforços de Deus para salvá-los não deveriam ser permitidos a ter alguma sorte de poder de veto sobre o que o mundo de Deus é livre para criar. Por que a alegria e a benção daqueles que livremente aceitariam a salvação de Deus deveriam ser impedidas por causa de quem obstinada e livremente iria rejeitá-las? Parece-me que o fato de Deus ser amoroso requereria, no máximo, que Ele criasse um mundo que tivesse um equilíbrio ente os salvos e os perdidos, um mundo no qual tantos quanto possível livremente aceitam a salvação e o o mínimo quanto possível livremente a rejeita.

Assim, nenhuma das afirmações cruciais feitas pelo oponente da doutrina do inferno é necessariamente verdadeira. O fato de Deus ser Onipotente e amoroso não acarreta o fato de que todos irão abraçar a salvação de Deus ou que ninguém irá rejeitá-lo livremente. E assim, nenhuma inconsistência tem sido demonstrada ente Deus e inferno.

Agora, o oponente da doutrina do inferno deve admitir que dada a liberdade humana, Deus não pode garantir que todos serão salvos. Algumas pessoas podem condenar livremente a si mesmas ao rejeitar a oferta de salvação de Cristo. Mas, ele pode argumentar, seria injusto que Deus condenasse as pessoas para sempre. Pois até mesmo pecados graves como aqueles dos torturadores nazistas nos campos de concentração ainda merecem somente uma punição finita. Portanto, no máximo, o inferno poderia ser um tipo de purgatório, durando um período de tempo apropriado para cada pessoas antes que esta pessoa esteja liberada e seja levada ao céu. Finalmente, o inferno poderia estar vazio e o céu, cheio.

Agora, trata-se de uma objeção interessante, porque defende que o inferno é incompatível, não com o amor de Deus, mas com Sua justiça. A objeção é dizer que Deus é injusto porque a punição não se adequou ao crime. Trata-se também de uma objeção persuasiva, que poderia ser evitada por adotar a doutrina do aniquilacionismo. Alguns cristãos crêem que o inferno não é a separação eterna de Deus, mas sim a aniquilação do condenado. O inimigo condenado simplesmente deixa de existir, enquanto aos salvos é dada a vida eterna. Agora, enquanto não sou desta opinião particularmente, representa uma forma na qual você poderia ir contra o vigor desta objeção. Mas a objeção é persuasiva por si mesma? Acredito que não.

1) A objeção equivoca-se entre todo pecado o qual cometemos e todos os pecados que cometemos. Podemos concordar que todo pecado individual que uma pessoa comete merece comente uma punição finita. Mas não segue disto que todos os pecados de uma pessoa juntos como um todo merece somente uma punição finita. Se uma pessoa comete um número infinito de pecados, então a soma total de tais pecados merece uma punição infinita. Agora, claro, ninguém comete um número infinito de pecados na vida terrena. Mas que tal na vida após a morte? Na medida em que os habitantes do inferno continuam a odiar a Deus e rejeitá-Lo, continuam a pecar e por isso acumular a eles mesmos mais culpa e mais punições. Em um sentido real, então, o inferno é perpétuo por si mesmo. Neste caso, cada pecado tem um castigo finito, mas porque o pecado se prolonga, assim o faz a punição.

2) Por que pensar que todo pecado tem somente uma punição finita? Podemos concordar que pecados como roubo, mentira, adultério, e assim por diante, são somente consequências do finito e então, somente merecem uma punição finita. Mas, em outro sentido, esses pecados não são o que serve para separar alguém de Deus. Porque Cristo morreu por aqueles pecados. A penalidade por aqueles pecados foi paga Tem-se que aceitar a Cristo como Salvador para ser completamente livre e limpo daqueles pecados. Mas a recusa ao aceitar a Cristo e Seu sacrifício parece ser um pecado de uma ordem completamente diferente. Pois este pecado decididamente separa alguém de Deus e de Sua Salvação. Rejeitar a Cristo é rejeitar ao próprio Deus. E este é um pecado de gravidade e proporção infinitas e, portanto, merece uma punição infinita. Devemos, então, não pensar no inferno primeiramente como punição pela matriz dos pecados de consequências finitas os quais cometemos, mas sim, como o que é justo e devido a um pecado de consequência infinita, a saber, a rejeição do próprio Deus.

2) Por fim, é possível que Deus permitisse que o condenado deixasse o inferno e fosse ao céu, mas eles livremente recusam-se a isso. É possível que pessoas no inferno cresçam somente mais implacavelmente em sua ira por Deus assim que o tempo passa. Em vez de se arrependerem e de pedirem a Deus por perdão, eles continuam a amaldiçoá-Lo e rejeitá-Lo. Assim, Deus não tem escolha senão deixá-los onde estão. Neste caso, a porta do inferno está trancada, como John Paul Sartre disse, de dentro. O condenado assim escolhe a separação eterna de Deus. Então, novamente, assim como nenhum desses cenários é possível, invalida a objeção que a justiça perfeita de Deus é incompatível com a separação eterna de Deus.

Mas talvez a este ponto, o oponente a doutrina do inferno poderia tentar uma última objeção. Considerando que não é nem falta de amor nem de justiça de Deus para criar um mundo no qual algumas pessoas rejeitam a Ele de livre vontade, sempre, e como fica o destino daqueles que nunca ouviram sobre Cristo? Como Deus pode condenar as pessoas que, não por causa delas, nunca tiveram a oportunidade de receber Cristo como seu Salvador? A salvação ou a condenação de um pessoa assim, parece ser o resultado de um acidente histórico e geográfico, o qual é incompatível com um Deus amoroso.

A objeção é, no entanto, falaciosa, porque afirma que aqueles que nunca ouviram sobre Cristo são julgados na mesma base daquele que ouviram. Mas a Bíblia diz que o não-alcançado será julgado em uma base bem diferente da base daqueles que ouviram o evangelho. Deus julgará o não-alcançado na base da resposta deles a auto-revelação na natureza e na consciência. A Bíblia diz que a partir do fim, Deus nos criou sozinho, todas as pessoas podem saber que um Deus Criador existe e que Deus implantou sua lei moral nos corações das pessoas, para que eles ficassem inescusáveis a Deus. (Rom. 1.20; 2.14-15). A Bíblia promete salvação para todo aquele que responder afirmativamente à sua auto-revelação de Deus (Rom. 2.7).

Agora, isto não significa que eles podem ser salvos sem Cristo. Em vez disso, signica que os benefícios do sacrifício de Cristo pode ser aplicado a eles sem seu conhecimento consciente de Cristo. Eles seriam como o povo no Antigo Testamento, antes de Jesus vir, que não tinha o conhecimento consciente de Cristo, mas que estava salvo na base de seu sacrifício através de suas respostas à informação que Deus tinha revelado a eles. E assim, a salvação está verdadeiramente disponível a todas as pessoas em todos os tempos. Tudo depende de nossa escolha livre.

Nenhum cristão aprecia a doutrina do inferno. Eu queria, de verdade, com todo o meu coração que a salvação universal fosse verdade. Mas fingir que as pessoas não são pecadoras e não têm necessidade de salvação seria cruel e enganoso como fingir que todo mundo fosse saudável mesmo quando soubessem que têm uma doença fatal da qual soubessem a cura. A questão perante nós hoje não é, portanto se gostamos da doutrina do inferno; a questão é se a doutrina é possivelmente verdadeira. Argumentei que nenhuma inconsistência existe entre os conceitos cristãos de Deus e inferno. Se Dr. Bradley quer manter que são inconsistentes, então o ônus da prova permanece em seus ombros.

Notas

1. O. A. Curtis, The Christian Faith, p. 325.

Proteínas e fósseis: Uma combinação explosiva para Teoria da Evolução.

Eu venho há alguns meses procurando respostas,quanto há afirmação de que o “mundo” natural tem causas restritamente naturais,casuais,inconcientes,sem qualquer projeto ou inteligência envolvida,mais uma vez a explicação se torna trivial : o natural criou o natural,o natural é natural,as leis são naturais e causam eventos naturais,quem ou o que criou o natural?O natural oras!Oras o acaso é natural,ausência de planejamento é natural,acaso é natural,por outro lado a inteligencia humana tambem é natural,as obras de suas mãos tambem são naturais,mas nesse caso a inteligência humana desobedece ,aquilo que é natural dela,aquilo que segundo os naturalistas ferrenhos, lhe é intrínseco:[1]acaso,aleatoriedade,leis ou forças cegas,ausência de direção,propósito.O ser humano que é fruto desses processos que apesar de tachados assim,em si mesmos criaram todas as coisas,incluindo,claro a nós :dotados de razão,cognição,e um formidável poder criativo,mas será que oque nós criamos,só nós o podemos,ou seja,com a matéria nós criamos,sim nós somos um designer inteligente,mas diferente de todo o resto natural,que por sinal é gigantesco,nesse mundinho,nada do que nós criamos poderia existir naturalmente,sim,oque nós criamos,só existe por que nós existimos é só nós podemos criar,é bem verdade,que nós[os criadores] nos inspiramos muito no restante natural,que é naturalmente cégo e imprevisível,sem propósito e nem direção,ele não queria chegar ao tal produto bem definido,específico,simplesmente,naturalmente aconteceu,diferente de nós,que somos frutos do naturalmente sem propósito,criamos e sabemos,por que criamos,e com qual finalidade criamos.A natureza fez-nos o favor de nos criar assim,por acaso,diga-se de passagem nós perguntamos porquê?

Por que tudo isso existe?Existe uma explicação?Eu pergunto por que os naturalistas se preocupam tanto em provar que a única explicação para tudo isso se limita apenas as causas citadas aqui [1]?Oras não será natural algumas bilhões de pessoas acreditarem em Deus ou deuses?Por que te importas em provar a elas que elas estão equívocadas,oras caro naturalista,deverias tú aceitar que isso é apenas um efeito natural e nada mais,afinal nada tem razão de ser,tudo é por acaso.E por acaso,eu não acredito nas tuas histórias contadas nas escolas e nas universidades específicas,por acaso eu me oponho e lanço um olhar cético,um pensamento crítico em tudo que essa teoria naturalista alega como fato,mas por acaso a natureza tão cega e impessoal criou [sabe-se lá como e por qual motivo,talvez para dar algum sentido a nossa vida nesse cisco do universo em que habitamos]seres capazes de entender que o universo tem sentido [e isso é muito louco,muito controvérso].O aleatório criou,o acaso criou leis específicas que regem todo o universo,criou uma sintonia fina…sim!Da desordem nasceu a ordem,um conjuno de leis que tornam o universo auto existente,dando a um certo planeta as condições adequadas para se abrigar uma diversidade fantástica de vida …Aí vem outra pergunta:como surgiu a vida na terra?De novo a mesma trivialidade : naturalmente,oras!Traduzindo:Por acaso!Um golpe de sorte,sim de forma astronomicamente imprevisível,chegamos a esse planeta e o tomamos,e agora estamos aqui a discutir quais as evidências para essa afirmação:Somos produtos do acaso[evolução],que por sua vez é produto do acaso [universo] que tambem pode ser produto de um acaso ainda desconhecido pelos naturalistas.Mas voltando a questão cadê as evidências?Uma delas são os fósseis não?Sim por que a evolução,tão cega,como naturalmente ela é,não pode ocorrer de forma tão rápida,naturalmente nós sabemos disso,por que é natural sabermos das coisas,por que isso é natural[rs].Então oque nos diz os fosséis o que nos diz naturalmente algumas evidências[naturais,rs]?

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Figura 1. Tecidos moles em Tyrannosaurus rex [Fonte: http://www.msnbc.msn.com/id/7285683].

A. A seta aponta para um fragmento de tecido que ainda é elástica. É inacreditável que o tecido elástico como poderia ter durado de 65 milhões de anos.

B. Outro exemplo de “aparência fresca” da mesma forma que faz com que seja difícil de acreditar em “milhões de anos”.

C. Regiões do osso demonstram que a estrutura fibrosa ainda está presente, em comparação com a maioria de ossos fósseis que não têm essa estrutura. Mas esses ossos são reivindicados 65 milhões de anos, eles ainda conseguem manter essa estrutura.

 

Em geral, fósseis são tidos como muito antigos. A geologia moderna lhes atribui milhões de anos baseando-se em duvidosas deduções radiométricas. A datação radiométrica não é e nem deve ser a palavra final em datação. Há diversas outras maneiras de determinar se um fóssil é antigo ou não, e o conjunto de evidências deve falar mais alto do que uma suposta evidência, quando tomada de forma isolada do resto.

Nos últimos anos tem se tornado mais popular é a busca por proteínas nos fósseis, algo que era considerado como totalmente ausente a preservação de proteínas, lipídeos, carboidratos, uma vez que todos tendem a ser reciclados rapidamente por bactérias e por processos inorgânicos. Um dos principais exemplos destas fascinantes descobertas se deu em 2005 [artigo completo abaixo], quando a pesquisadora Mary Schweitzer, da Universidade da Carolina do Norte, descobriu tecido ainda mole em um osso do Tyrannosaurus rex, que, supostamente, tinha mais de 65 milhões de anos.

Esta descoberta chocou a comunidade científica, sendo publicada em um dos jornais científicos mais conhecidos e de maior fator de impacto: a revista Science. Muitos indagaram acerca da veracidade da descoberta. Imaginavam que poderia haver uma fraude, que um erro houvesse acontecido, que houve falha no processo de pesquisa; mas nada disso aconteceu. Logo em seguida àquela descoberta, outras descobertas, feitas por laboratórios diferentes, e trabalhando de forma independente um do outro, começaram a revelar mais e mais deste assunto antes desconhecido. Desconhecido não por falta de parte dos fósseis, mas por falta de busca por proteínas nos fósseis de parte dos cientistas.

Por que não houve previamente uma procura por tais compostos nos fósseis? Segundo a teoria evolucionista, os fósseis dos dinossauros pesquisados são datados de mais de 65 milhões de anos. Seria inútil então gastar tempo buscando por materiais que logo desaparecem, em fósseis tão velhos. Para a teoria evolucionista, estes fósseis não poderiam conter tais proteínas, pois elas já, há muito, teriam desaparecido nos longínquos recessos do tempo.

Uma falsa suposição da teoria impediu, por décadas, a descoberta deste fascinante assunto, até que, em 2005, alguém teve a coragem de ir contra a suposição falaciosa da teoria dominante, e gastar o tempo lutando contra a própria esperança em busca de descobrir a realidade, independentemente do que a teoria dissesse.

Os avanços da pesquisa na área posteriores a esta descoberta da Dra Schweitzer revelam um enorme problema na teoria evolucionista. Estas substâncias de alto valor energético são encontradas em muitos fósseis que, segundo a teoria, não deveriam ter nada disso. Os fósseis apresentam sinais de serem mais recentes do que a teoria afirma. Não somente por apresentarem tecidos ainda moles, mas também por trazerem estruturas que não deveriam estar lá. Vários destes fósseis ainda contém células, ligações de tendões, proteínas, lipídeos, açúcares, e isto em grande quantidade. Recentes publicações têm revelado sequências proteicas em fósseis de até supostos 80 milhões de anos.

Uma recente descoberta adiciona à lista de fósseis “excepcionalmente preservados” o grupo de baleias. Na Formação Pisco, no Peru, há uma surpreendente concentração de baleias fósseis. Em um dos montes, chamado “Cerro Ballena” [monte baleia], pesquisadores da Universidade de Loma Linda, situada na Califórnia, conseguiram contar cerca de 346 baleias fósseis total ou parcialmente preservadas. O grau de preservação é alto. Os ossos ainda estão em sua posição anatômica original e as barbas de baleia ainda estão anexadas à estrutura bucal. Em uma análise laboratorial minusciosa, células, vasos sanguíneos, e várias evidências protéicas foram encontradas. Isso revela que as baleias, com supostamente 10 milhões de anos, podem apresentar na verdade alguns poucos milhares de anos.

 

Fonte: http://www.evidenciasonline.org/?page_id=412 [Adaptado] SCHWEITZER MH Et Al (2005) – Soft-Tissue Vessels and Cellular Preservation in Tyrannosaurus Rex (Science)

 fonte do artigo apartir da figura da figura dos tecidos: http://cienciadacriacao.blogspot.com/2011/06/proteinas-e-fosseis-uma-combinacao.html