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Espécies Semelhantes Compartilham Genes Semelhantes. [As Primeiras Previsões da Evolução]

Por Darwins Predictions – Cornelius Hunter

[Texto adaptado]

 

 

A única figura no livro de Darwin, The Origin of Species, mostrou como ele imaginava as espécies se ramificando. As espécies semelhantes têm um antepassado comum relativamente recente e tiveram tempo limitado para divergirem umas das outras. Isso significa que seus genes devem ser semelhantes.

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Genes inteiramente novos, por exemplo, não teriam tempo suficiente para evoluir. Como François Jacob explicou em um paper influente de 1977: “A probabilidade de uma proteína funcional aparecer de novo por associação aleatória de aminoácidos é praticamente zero“. (Jacob) Qualquer gene recém-criado teria que surgir de uma duplicação e modificação de um gene pré-existente. (Zhou et al., Ohno) Mas esse novo gene manteria uma semelhança significativa com o seu gene progenitor. De fato, durante décadas, os evolucionistas mencionaram pequenas diferenças genéticas entre espécies semelhantes como uma confirmação dessa importante predição. (Berra, 20; Futuyma, 50; Johnson e Raven, 287; Jukes, 120; Mayr, 35)

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Mas esta previsão foi falsificada, já que muitas diferenças genéticas inesperadas, foram descobertas entre uma ampla gama de espécies de uma mesma família. (Pilcher) Tanto quanto um terço dos genes em uma determinada espécie pode ser único, e mesmo diferentes variantes dentro da mesma espécie têm um grande número de genes únicos para cada variante. Variantes diferentes da bactéria Escherichia coli, por exemplo, têm centenas de genes únicos. (Daubin e Ochman)

Diferenças genéticas significativas também foram encontradas entre diferentes espécies de moscas da fruta. Milhares de genes apareceram em muitas espécies, e alguns genes apareceram em uma única espécie. (Levine et al.) Como um escritor científico colocou, “surpreendentes 12 por cento dos genes recentemente evoluídos nas moscas da fruta parecem ter evoluído a partir do zero“. (Le Page) Esses novos genes devem ter evoluído ao longo de alguns milhões de anos, um período de tempo considerado, anteriormente, à permitir apenas pequenas mudanças genéticas. (Begun et al., Chen et al., 2007)

Inicialmente, alguns evolucionistas pensaram que esses resultados surpreendentes seriam resolvidos quando mais genomas fossem analisados. Eles previam que cópias semelhantes desses genes seriam encontradas em outras espécies. Mas, em vez disso, cada novo genoma revelou ainda mais novos genes. (Curtis et al., Marsden et al .; Pilcher)

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Evolucionistas posteriores pensaram que esses genes únicos em rápida evolução, não deveriam codificar para proteínas funcionais ou importantes. Mas, novamente, muitas das proteínas únicas, foram, de fato, descobertas desempenhando papéis essenciais. (Chen, Zhang e Long 1010, Daubin e Ochman, Pilcher) Como um pesquisador explicou: “Isso vai contra os livros didáticos, que dizem que os genes que codificam funções essenciais foram criados num passado bem distante.” (Pilcher).

 


 

Referências:

Begun, D., H. Lindfors, A. Kern, C. Jones. 2007. “Evidence for de novo evolution of testis-expressed genes in the Drosophila yakuba/Drosophila erecta clade.” Genetics176:1131-1137.
 
Berra, Tim. 1990. Evolution and the Myth of Creationism. Stanford: Stanford University Press.
 
Chen, S., H. Cheng, D. Barbash, H. Yang. 2007. “Evolution of hydra, a recently evolved testis-expressed gene with nine alternative first exons in Drosophila melanogaster.” PLoS Genetics 3.
 
Chen, S., Y. Zhang, M. Long. 2010. “New Genes in Drosophila Quickly Become Essential.” Science 330:1682-1685.
 
Curtis, B., et. al. 2012. “Algal genomes reveal evolutionary mosaicism and the fate of nucleomorphs.” Nature 492:59-65.
 
Daubin, V., H. Ochman. 2004. “Bacterial genomes as new gene homes: The genealogy of ORFans in E. coli.” Genome Research 14:1036-1042.
 
Futuyma, Douglas. 1982. Science on Trial: The Case for Evolution. New York: Pantheon Books.
 
Jacob, François. 1977. “Evolution and tinkering.” Science 196:1161-1166.
 
Johnson, G., P. Raven. 2004. Biology. New York: Holt, Rinehart and Winston.
 
Jukes, Thomas. 1983. “Molecular evidence for evolution” in: Scientists Confront Creationism, ed. Laurie Godfrey. New York: W. W. Norton.
 
Le Page, M. 2008. “Recipes for life: How genes evolve.” New Scientist, November 24.
 
Levine, M., C. Jones, A. Kern, H. Lindfors, D. Begun. 2006. “Novel genes derived from noncoding DNA in Drosophila melanogaster are frequently X-linked and exhibit testis-biased expression.” Proceedings of the National Academy of Sciences 103: 9935-9939.
 
Marsden, R. et. al. 2006. “Comprehensive genome analysis of 203 genomes provides structural genomics with new insights into protein family space.” Nucleic Acids Research34:1066-1080.
 
Mayr, Ernst. 2001. What Evolution Is. New York: Basic Books.
 
Ohno, Susumu. 1970. Evolution by Gene Duplication. Heidelberg: Springer.
 
Pilcher, Helen. 2013. “All Alone.” NewScientist January 19.

Zhou, Q., G. Zhang, Y. Zhang, et. al. 2008. “On the origin of new genes in Drosophila.” Genome Research 18:1446-1455.

 

 

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O relógio molecular mantém o tempo evolutivo. – Primeiras previsões da evolução.

Por Cornelius Hunter – Darwins Predictions

Texto adaptado.

Na década de 1960 os biólogos moleculares aprenderam a analisar moléculas de proteínas e a determinar a sequência de aminoácidos que compreendem uma proteína. Foi então descoberto que uma determinada molécula de proteína varia um pouco de espécie para espécie. Por exemplo, a hemoglobina, uma proteína do sangue, tem função semelhante, a dimensão global e a estrutura em espécies diferentes. Mas a sua sequência de aminoácidos varia de espécie para espécie. Emile Zuckerkandl e Linus Pauling argumentaram que, se tais diferenças de sequência foram o resultado de mudanças evolutivas que ocorrem ao longo da história da vida, então elas poderiam ser usadas ​​para estimar eventos passados de especiação – uma noção que se tornou conhecida como o relógio molecular(Zuckerkandl and Pauling)

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Relógio Molecular

Em décadas posteriores este conceito de relógio molecular, baseando-se no pressuposto de uma taxa mais ou menos constante de evolução molecular, tornou-se fundamental na biologia evolutiva. (Thomas, et. al.) Como a Academia Nacional de Ciências explicou, o relógio molecular “determina relações evolutivas entre organismos, e indica o tempo no passado, quando as espécies começaram a divergir uma da outra.(Science and Creationism, 3) Na verdade, o relógio molecular foi exaltado como forte evidência de evolução e, na verdade, um sentimento comum foi de que a evolução era obrigada a explicar essas evidências. Como um evolucionista molecular líder escreveu, o relógio molecular é “compreensível apenas num quadro evolutivo.(Jukes, 119, ênfase no original)

A alegação de que o relógio molecular só pode ser explicado pela evolução é, no entanto, agora, um ponto discutível; como mostra o crescente número de evidência, que diferenças moleculares, muitas vezes não se encaixam no padrão esperado. O relógio molecular que os evolucionistas tinham imaginado não existe. A literatura está cheia de exemplos onde o conceito de relógio molecular falha. Por exemplo, verificou-se inicialmente que os diferentes tipos de proteínas devem evoluir a taxas muito diferentes, se houver um relógio molecular. Por exemplo, os (proteínas) fibrinopeptídios em várias espécies devem ter evoluído mais do que quinhentas vezes mais rápido do que a proteína histona IV. Além disso, verificou-se que a taxa de evolução de certas proteínas devem variar significativamente ao longo do tempo, entre diferentes espécies e entre diferentes linhagens. (Thomas, et. al.; Andrews, 28)

A proteína relaxina, a enzima superóxido dismutase (SOD) e a glicerol-3-fosfato desidrogenase (GPDH), por exemplo, todas contradizem a predição do relógio molecular. Por um lado, a SOD mostra inesperadamente muito maior variação entre os tipos semelhantes de moscas da fruta do que entre organismos muito diferentes, tais como animais e plantas. Por outro lado GPDH mostra a tendência oposta para a mesma espécie. Como um cientista concluiu, GPDH e SOD em conjunto, nos deixam “sem poder preditivo e sem relógio adequado.(Ayala)

Os evolucionistas estão encontrando cada vez mais, provas de que as taxas supostas de evolução molecular devem variar consideravelmente entre as espécies em uma ampla gama de táxons, incluindo mamíferos, artrópodes, plantas vasculares, e até mesmo entre linhagens estreitamente relacionadas. Como um estudo concluiu: “O falso pressuposto de um relógio molecular ao reconstruir filogenias moleculares pode resultar em topologia incorreta e estimativa de data tendenciosa. … Este estudo mostra que há uma variação significativa na taxa de todos os filos e na maioria dos genes examinados … (Thomas, et. al.)

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Os evolucionistas continuam a utilizar o conceito de relógio molecular, mas os muitos fatores de correção destacam o fato de que as sequências de dados estão sendo adaptadas a teoria, ao invés do contrário. Como um evolucionista advertiu: “Parece desconcertante que existem muitas exceções à progressão ordenada de espécies como é determinada por homologias moleculares; tanto é verdade que eu acho que a exceção, as peculiaridades, podem carregar a mensagem mais importante.(Schwabe)

Referências:

Andrews, Peter. 1987. “Aspects of hominoid phylogeny” in Molecules and Morphology in Evolution, ed. Colin Patterson. Cambridge: Cambridge University Press.

Ayala, F. 1999. “Molecular clock mirages.” BioEssays 21:71-75.

Jukes, Thomas. 1983. “Molecular evidence for evolution” in: Scientists Confront Creationism, ed. Laurie Godfrey. New York: W. W. Norton.

Schwabe, C. 1986. “On the validity of molecular evolution.” Trends in Biochemical Sciences 11:280-282.

Science and Creationism: A View from the National Academy of Sciences. 2d ed. 1999. Washington, D.C.: National Academy Press.

Thomas, J. A., J. J. Welch, M. Woolfit, L. Bromham. 2006. “There is no universal molecular clock for invertebrates, but rate variation does not scale with body size.” Proceedings of the National Academy of Sciences 103:7366-7371.

Zuckerkandl, E., L. Pauling. 1965. “Molecules as documents of evolutionary history.” J Theoretical Biology 8:357-366.

A competição é maior entre os vizinhos. As primeiras previsões da evolução.

By Darwins Predictions – Cornelius Hunter.

A teoria básica da evolução de Darwin, por si só, não conta para o padrão hierárquico de árvore entre as espécies que foi pensado se formar entre elas. Darwin estava bem ciente desta lacuna e lutou com ela durante anos. Ele finalmente concebeu uma solução para isso: uma prole modificada iria continuar a evoluir e divergir longe de seus pais. O princípio da divergência, a última principal adição teórica, antes de Darwin publicar seu livro, considerou que a concorrência tende a ser mais forte entre os organismos mais intimamente relacionados. Isto iria causar uma separação e divergência, resultando no padrão tradicional de uma árvore evolutiva. (Desmond e Moore 1991, 419-420; Ridley, 378-379)

 

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Mas tal tendência não tem sido observada. Em um importante estudo sobre a concorrência entre as espécies de algas verdes de água doce, foi descoberto que no nível de concorrência entre os pares de espécies não há correlação com a distância evolutiva entre elas. Como os pesquisadores explicaram, Darwin “argumentou que espécies estreitamente relacionadas devem competir mais fortemente e serem menos propensas a coexistirem. Durante grande parte do século passado, a hipótese de Darwin foi tomada pelo seu valor nominal […] Nossos resultados adicionam um corpo crescente de literatura que não consegue suportar a hipótese original de Darwin “competição-parentesco”.“(Venail, et. Al., 2, 9 )

 

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A equipe passou meses tentando resolver o problema, mas sem sucesso. Como explicou um dos pesquisadores:

Isso foi completamente inesperado. Quando vimos os resultados, dissemos: “isso não pode ser.” Nós nos sentamos lá, batendo a cabeça contra a parede. A hipótese de Darwin tem estado conosco por tanto tempo, como pode não estar certa? … Quando começamos a chegar com números que mostravam que ele [Darwin] não estava certo, ficamos completamente perplexos… Devemos ser capazes de olhar para a árvore da vida, e a evolução deve deixar claro quem vai ganhar na competição e quem vai perder. Mas os traços que regulam a concorrência não podem ser previstos a partir de uma Árvore da Vida. (Cimons)

Por que esta predição de longa data não foi confirmada ainda permanece desconhecido. Aparentemente, há mais fatores complicadores que influenciam a concorrência, além de parentesco evolutivo.

 

Texto adaptado

 

 

Referencias

 

Cimons, Marlene. 2014. “Old Idea About Ecology Questioned by New Findings.” National Science Foundation.

Desmond, Adrian, James Moore. 1991. Darwin: The Life of a Tormented Evolutionist. New York: W. W. Norton.

Ridley, Mark. 1993. Evolution. Boston: Blackwell Scientific.
Venail , P.A., A. Narwani , K. Fritschie, M. A. Alexandrou, T. H. Oakley, B. J. Cardinale. 2014. “The influence of phylogenetic relatedness on competition and facilitation among freshwater algae in a mesocosm experiment.” Journal of Ecology, DOI: 10.1111/1365-2745.12271.

Moléculas fundamentais da célula são universais – As primeiras previsões da evolução.

By Cornelius Hunter – Darwins Predictions

Além do código de DNA, existem outros processos moleculares fundamentais que parecem ser comuns a toda a vida. Um exemplo intrigante é a replicação que copia ambas as cadeias da molécula de DNA, mas em direções diferentes . Evolução prevê que esses processos fundamentais são comuns a toda a vida. Na verdade, esta era comumente dita, ser uma importante previsão de sucesso para a teoria. Como Niles Eldredge explicou, a “uniformidade química subjacente da vida ” foi um teste severo que a evolução passou com distinção. (Eldredge, 41)

Da mesma forma Christian De Duve declarou que a evolução é em parte confirmada pelo fato de que todos os organismos vivos existentes funcionam de acordo com os mesmos princípios. (De Duve, 1) E Michael Ruse concluiu que as macromoléculas essenciais da vida ajudam a tornar a evolução para além de qualquer dúvida razoável. (Ruse, 4)

 

Mas esta conclusão de que os processos moleculares fundamentais dentro da célula são comuns a todas as espécies foi superficial. Nos anos posteriores, quando os detalhes foram investigados, diferenças importantes entre espécies surgiram. Por exemplo, proteínas-chave de replicação de DNA surpreendentemente “mostraram pouca ou nenhuma semelhança de sequência entre as bactérias e archaea / eucariotos.” (Leipe) também diferentes processos de replicação de DNA foram descobertos. Esses resultados não foram como se esperava:

 

Em particular, e contra intuitivamente, dado o papel central do ADN em todas as células e a uniformidade mecanicista de replicação, as enzimas do núcleo dos sistemas de replicação de bactérias e archaea (bem como eucariotas) são independentes ou a relação entre ambos é extremamente distante. Os vírus e plasmídeos, além disso, possuem, pelo menos, dois sistemas de replicação de DNA original, ou seja, proteína primordial e  a replicação das modalidades de círculo de rolamento. Esta diversidade inesperada faz com que a origem e evolução de sistemas de replicação de DNA um problema particularmente desafiador e intrigante na biologia evolutiva. (Koonin)

 

Alguns evolucionistas estão reconsiderando a suposição de que toda a vida na Terra compartilha a mesma arquitetura básica molecular e bioquímica, e ao invés disso, examinam a possibilidade de evolução independente, e múltiplas origens, fundamentalmente diferente, de formas de vida. (Cleland, Leipe)

 

(Texto adaptado)

 

Referencias:

Cleland, Carol. 2007. “Epistemological issues in the study of microbial life: alternative terran biospheres?.” Studies in History and Philosophy of Science Part C: Studies in History and Philosophy of Biological and Biomedical Sciences 38:847-861.

de Duve, Christian. 1995. Vital Dust. New York: BasicBooks.

Eldredge, Niles. 1982. The Monkey Business. New York: Washington Square Press.

Koonin, E. 2006. “Temporal order of evolution of DNA replication systems inferred by comparison of cellular and viral DNA polymerases.” Biology Direct 18:1-39.

Leipe, D., L. Aravind, E. Koonin. 1999. “Did DNA replication evolve twice independently?.” Nucleic Acids Research27:3389-3401.
Ruse, Michael. 1986. Taking Darwin Seriously. New York: Basil Blackwell.

 

Pesquisa Desacredita Fusão de Cromossomo Humano

By Ler Pra Crer( Acesse aqui)

Evidência de ancestralidade comum?

Em 2002, 614 mil bases de DNA cercando o local da fusão foram totalmente sequenciadas, revelando que a sequência de fusão alegada estava no meio de um gene originalmente classificado como pseudogene, porque não havia até então nenhuma função para ele. A pesquisa também mostrou que os genes ao redor do local da fusão na janela das 614 mil bases não existiam no cromossomo 2A ou 2B do chimpanzé – a localização suposta para a origem símia. Na terminologia genética, nós chamamos essa localização discordante do gene de falta de sintenia.Humanos e grandes símios diferem em número de cromossomos – humanos possuem 46 enquanto símios possuem 48 deles. A diferença é atribuída à “fusão de ponta-em-ponta” de dois pequenos cromossomos similares aos dos macacos em um ancestral humano-símio que se juntaram em um passado distante e formaram o cromossomo 2. Essa ideia foi inicialmente proposta por pesquisadores que perceberam que humanos e chimpanzés compartilham padrões similares de marcação de cromossomos quando observados em um microscópio. Todavia, humanos e chimpanzés também têm regiões dos seus cromossomos que não compartilham padrões de marcação comuns. A suposta prova para a alegada fusão veio em 1991, quando pesquisadores descobriram uma sequência de DNA com cerca de 800 bases de comprimento no cromossomo 2 humano. Mas essa sequência estava inesperadamente pequena em tamanho e extremamente degenerada. Mais importante, essa nova sequência semelhante à fusão não era o que os pesquisadores estavam esperando encontrar, pois continha uma assinatura nunca vista. Todas as fusões conhecidas em animais vivos estão associadas com uma sequência chamada DNA satélite (satDNA), que funde em um dos dois seguintes cenários: (1) satDNA-satDNA ou (2) satDNA-telômeroDNA (telômeros são as regiões no fim dos cromossomos que contêm milhares de repetições da sequência “TTAGG”). A sequência alegadamente de fusão continha uma assinatura diferente, uma fusão telômero-telômero e, se real, poderia ser o primeiro caso já documentado na natureza.

Eu publiquei agora uma nova pesquisa sobre o local da fusão alegada, revelando dados genéticos que desacreditam completamente as alegações evolucionistas. Minha análise confirma que o local está dentro de um gene chamado DDX11L2 no cromossomo humano 2. Ainda mais, a sequência de fusão alegada contém uma característica funcional genética chamada “local de ligação de transcrição de fator”, que é localizado no primeiro intron (região não codificada) do gene. Fatores de transcrição são proteínas que ligam locais regulatórios dentro e ao redor dos genes para controlar suas funções, atuando como interruptores. O gene DDX11L2 tem três dessas áreas, uma das quais é codificada no local da fusão alegada.

Os cromossomos são moléculas de DNA de cadeia dupla e contêm genes nas duas cadeias que são codificados em direções opostas. Devido ao gene DDX11L2 ser codificado na cadeia orientada reversamente, ele é lido na direção reversa (ver a seta “Exon 1”). Então, a sequência de fusão alegada não é lida na direção avante tipicamente utilizada na literatura como evidência para uma fusão – ao contrário, ela é lida na direção reversa e codifica um interruptor regulatório chave.

O local suposto de fusão é atualmente uma parte-chave do gene DDX11L2. O gene em si mesmo é parte de um grupo complexo de genes RNA helicase DDX11L que produzem longos RNAs regulatórios não codificantes. Estes transcritos RNA DDX11L2 são produzidos em 255 tipos diferentes de células e tecidos humanos, destacando a função biológica ubíqua do gene.

(ICR, com tradução de Alexsander Silva)

Comentário de Enézio de Almeida Filho: O assunto é tecnicamente complexo, mas fácil de se resolver – os evolucionistas simplesmente “contam”, mas não analisam os cromossomos: os humanos têm 23 pares de cromossomos e os primatas têm 24 pares; portanto, dois cromossomos de primatas foram fundidos em um cromossomo humano. Mas será isso mesmo? Consideremos – e se o ancestral comum tivesse 23 cromossomos distintos, e um cromossomo sofreu duplicação na linhagem que resultou nos primatas superiores? O que isso significaria em termos de história evolucionária humana? E se o ancestral comum tivesse 20 cromossomos distintos e ocorreram 4 eventos de duplicações na linhagem dos primatas superiores, e 3 na linhagem humana? E se o ancestral comum tivesse 30 cromossomos distintos, e ocorreram 6 eventos de fusão na linhagem dos primatas superiores e 7 eventos de fusão para a linhagem humana, o que tudo isso representaria?

A resposta para as questões acima é que a simples contagem de cromossomos ou comparações de números de cromossomos não resulta em ancestralidade comum a ponto de se fazer predições firmes de quantos cromossomos nosso suposto ancestral primata-humano tinha. Além disso, atualmente não existe uma análise cromossômica completa de evidência de fusão em nossos cromossomos, por isso não podemos afirmar que a presença de um cromossomo fundido em humanos seja uma predição de ancestralidade comum. Muito mais pesquisas se fazem necessárias.

O que alguns evolucionistas não consideram teoricamente é que o ancestral comum de humanos e primatas supostamente existiu há seis milhões de anos. O que evolucionistas dizem é que essa fusão cromossômica tenha ocorrido há recentes 50 mil anos. Sob esse ponto de vista, esse evento de fusão cromossômica não tem nada a ver em nos fazer tipo humanos em contraste com os primatas superiores. Claramente esse evento de fusão cromossômica está muitos milhões da anos distante de qualquer suposta ancestralidade com os primatas superiores.

O que aparentemente é uma problema para os que não aceitam a ancestralidade comum entre humanos e primatas superiores é, na verdade, uma grande dificuldade para os evolucionistas: Como um evento de fusão cromossômica natural, não guiado, pode se fixar numa população, e como isso poderia resultar em uma descendência viável? É preciso vencer, pelo menos, dois obstáculos difíceis:

1) Na maioria dos casos, indivíduos com cromossomo fundido aleatoriamente podem ser normais, mas é muito provável que sua descendência tenha uma doença genética. Um exemplo clássico disso é a síndrome de Down.

2) Para resolver esse problema em (1) é preciso encontrar uma parceira que também tenha um evento de fusão cromossômica idêntico. Mas a pesquisa de Valentine e Erwin implica que tais eventos seriam altamente improváveis de acontecer: “The chance of two identical rare mutant individuals arising in sufficient propinquity to produce offsprings seems too smal to consider as a significant evolutionary event” (Erwin, D. H., e Valentine, J. W. “Hopeful monsters, transposons, and the Metazoan radiation”, Proc. Natl. Acad, Sci. USA, 81:5482-5483, Sep. 1984).

Assim, os evolucionistas precisam explicar por que um evento de fusão cromossômica aleatória que, em nossa experiência, resulta unicamente em descendência com doenças genéticas, não resultou numa doença genética e se tornou vantajoso o suficiente para se fixar numa população inteira de nossos ancestrais. Como não temos evidência empírica de que tais eventos de fusão cromossômica aleatórios não são sem vantagens, talvez a presença de um evento de fusão cromossômica não seja uma boa evidência para a história neodarwinista sobre os humanos.

Além disso, as pesquisas científicas vêm mostrando evidências que complicam cada vez mais a hipótese da ancestralidade comum:

1. Chimpanzee and human Y chromosomes are remarkably divergent in structure and gene contente.

Incomplete lineage sorting patterns among human, chimpanzee and orangutan suggest recent orangutan speciation and widespread selection.Genome Research, 2011.
(~8% de nosso genoma é mais próximo de orangotangos do que chimpanzés… Vamos pular de galho em galho agora?)

Mapping Human Genetic Ancestry.(23% de diferença? Para onde foi a semelhança de 99%? “For about 23% of our genome, we share no immediate genetic ancestry with our closest living relative, the chimpanzee. This encompasses genes and exons to the same extent as intergenic regions. We conclude that about 1/3 of our genes started to evolve as human-specific lineages before the differentiation of human, chimps, and gorillas took place” [Ingo Ebersberger, Petra Galgoczy, Stefan Taudien, Simone Taenzer, Matthias Platzer, and Arndt von Haeseler, “Mapping Human Genetic Ancestry,” Molecular Biology and Evolution, v. 24(10):2266-2276 (2007)].
Para finalizar, seria muito melhor os evolucionistas dizerem “Eu não sei” do que afirmar categoricamente que a fusão cromossômica ocorreu há uns 50 mil anos, contrariando a hipótese da ancestralidade comum que sugere um tempo de [supostos] 6 milhões de anos, pois comparar genomas humanos com chimpanzés é como procurar agulhas em palheiro:“Comparing the human and chimpanzee genomes: Searching for needles in a haystack.”

Fonte: Criacionismo

Um pouco sobre a Teoria da Evolução – Parte I

Sou apaixonado por ID,  sou profundamente cético com relação ao “relojoeiro cego”,  me esforço para explicar ID, e também entender evolução, mesmo que eu não creio na mesma, eu devo compreender o máximo. Bom, eu não vou explicar evolução com minhas palavras, vou utilizar a explicação dos próprios evos. Esse post em específico não tem como intenção expor a explicação evo e apontar equívocos que eu creio existir em evolução, no seu sentido explicativo.   Então o artigo não expressa minha opinião, mas cada um pode tirar suas conclusões.   Segue agora a explicação extraída de  Evo 101  (tradução livre):

Uma Introdução à Teoria da Evolução

A Definição: A evolução biológica, simplesmente, é a descendência com modificação. Esta definição abrange evolução em pequena escala (mudanças na freqüência genética em uma população de uma geração para a seguinte) e evolução em grande escala (a descida de espécies diferentes a partir de um ancestral comum ao longo de muitas gerações). Evolução nos ajuda a entender a história da vida.

A explicação: A evolução biológica não é simplesmente uma questão de mudança ao longo do tempo.Muitas coisas mudam com o tempo: as árvores perdem suas folhas, cadeias de montanhas subem e corroem, mas eles não são exemplos de evolução biológica, pois não envolvem descida por herança genética. Mudança de curto prazo w / o herança Folhas de árvores mudam de cor e caem ao longo de várias semanas.
Mudança a longo prazo w / o herança As cadeias de montanhas corroem ao longo de milhões de anos.
A idéia central da evolução biológica é que toda a vida na Terra compartilha um ancestral comum, assim como você e seus primos partilham uma avó comum. Através do processo de descendência com modificação, o ancestral comum da vida na Terra deu origem à diversidade fantástica que vemos documentado no registro fóssil e ao nosso redor hoje. Evolução significa que somos todos primos distantes: os humanos e os carvalhos, beija-flores e baleias. Mudança de curto prazo w / herança A genealogia ilustra a mudança com a herança ao longo de um pequeno número de anos.
Mudança a longo prazo w / herança Ao longo de um grande número de anos, a evolução produz enorme diversidade de formas de vida.

A História da Vida:

Olhando para os padrões

As idéias centrais da evolução são que a vida teve mudanças ao longo da história do tempo e que as espécies diferentes compartilham ancestrais comuns. Aqui, você pode explorar a forma como a mudança evolutiva e relações evolutivas são representados em “árvores genealógicas”, como essas árvores são construídas, e como esse conhecimento afeta a classificação biológica. Você também vai encontrar uma linha do tempo da história evolutiva e informações sobre alguns eventos específicos na história da vida: a da evolução humana e da origem da vida. Cladogram de selecionar vertebrados mostrando onde alguns personagens aparecem

Mecanismos: Os processos de evolução

A evolução é o processo pelo qual os organismos modernos descendem de ancestrais. A evolução é responsável por ambas as semelhanças notáveis ​​que vemos em toda a toda a vida e a diversidade surpreendente da vida, mas exatamente como isso funciona? Fundamental para o processo é a variação genética sobre a qual forças seletivas podem agir para que a evolução ocorra. Esta seção examina os mecanismos de evolução com foco em:

    • Descida e as diferenças genéticas que são hereditárias e passam para a próxima geração;

 

 

 

    • A natureza aleatória dos deriva genética e os efeitos de uma redução na variação genética;

 

    • Como variação, reprodução diferencial e resultado hereditariedade na evolução por seleção natural ; e

 

  • Como espécies diferentes podem afetar a evolução de cada um através de co-evolução .

Os componentes da seleção natural: variação, reprodução diferencial e hereditariedade

 

A microevolução

Pardais se adaptaram ao clima da América do Norte, os mosquitos têm evoluído em resposta ao aquecimento global, e os insetos desenvolveram resistência aos nossos pesticidas. Estes são exemplos de microevolução-evolução em pequena escala. Aqui, você pode explorar o tema da microevolução através de vários estudos de caso em que temos observados diretamente sua ação. Podemos começar com uma definição exata. A microevolução é a evolução em pequena escala.

Especiação

Quais são as espécies afinal, e como novas evoluem? Aqui, você pode explorar diferentes maneiras de definir uma espécie e aprender sobre os vários processos através dos quais a especiação pode ocorrer. Esta seção também aborda os temas de coespeciação quando duas linhagens divididas em conjunto umas com as outras e os modos de especiação que são específicos para as plantas. Vamos começar pela definição de uma espécie. Especiação em ação

Macroevolution

Macroevolução é a evolução em grande escala ; que vemos quando olhamos para a história mais abrangente da vida: estabilidade,  mudança,  linhagens resultantes e extinção. Aqui, você pode examinar os padrões de macroevolução na história evolutiva e descobrir como os cientistas investigam profundamente a história dos seres vivos.

As grandes questões 

Todas as evidências disponíveis apoiam as conclusões centrais da teoria da evolução, de que a vida na Terra evoluiu e que as espécies compartilham ancestrais comuns. Os biólogos não estão discutindo sobre estas conclusões. Mas eles estão tentando descobrir como a evolução acontece, e isso não é uma tarefa fácil. Ela envolve a coleta de dados, propondo hipóteses, criando modelos, e avaliando o trabalho de outros cientistas. Estas são todas as atividades que podem, e devem, manter-se à nossa lista de verificação e fazer a pergunta: eles estão fazendo ciência? Todas as ciências fazem perguntas sobre o mundo natural, propoem explicações em termos de processos naturais, e avaliam essas explicações usando evidências do mundo natural. A biologia evolutiva não é excepção. Concepção básica da mudança evolutiva e diversificação (*ilustrado com uma página de seu caderno à esquerda) de Darwin explica muitas observações em termos de processos naturais e é apoiado por evidências do mundo natural.Algumas das perguntas que os biólogos evolucionistas estão tentando responder incluem:

  1. A evolução tende a continuar lenta e progressivamente ou em saltos rápidos?
  2. Por que algumas clades são muito diversificadas e algumas são extraordinariamente escassas?
  3. Como a evolução produziu características novas e complexas?
  4. Há tendências em evolução, e em caso afirmativo, por quais processos são geradas?

[*Darwin notebook excerpt used by permission of the Syndics of Cambridge University Library and may not be reproduced without their written permission.(Por isso não publiquei a imagem, você pode ver no link)]   Essa foi a primeira parte, em breve postarei a segunda.

Somos únicos? Biologia, cultura e humanidade.

Não, não se espante com este artigo. Eu sou teísta, e sou defensor do design inteligente.
O artigo abaixo é apenas para você compreender um pouco sobre a cosmovisão naturalista, não podemos criticar, se opor a algo que ao menos não entendemos.[Jeph Simple]
Francisco M. Salzano
ARTE GLOBO E TABELAS: PAULO CESAR PEREIRA
IMAGENS © ISTOCKPHOTOS : CHIMPANZÉ, FOTO DE JURIE MAREE; GOLFINHO: FOTO DE GRAEME WHITTLE; CRIANÇA: FOTO DE ROBERT CHURCHILL; MENINA AFRICANA: FOTO DE PEETER VIISIMAA

Para desespero dos conservadores o Universo está mudando continuamente. Mas a mudança não é aleatória ou desordenada. Segue padrões específicos, e o termo correto para descrevê-la é evolução. A partir de uma origem determinada desenrola-se toda uma série de eventos concatenados. Eles podem incluir tanto o mundo inorgânico como o orgânico. O postulado básico do conceito de evolução biológica é que todas as formas orgânicas atualmente existentes neste planeta derivaram de um ancestral comum, universal.

Embora ninguém estivesse lá para assistir, o início de tudo deve ter sido uma enorme explosão, ocorrida talvez há 15 bilhões de anos. O termo Big Bang foi primeiramente usado para descrevê-la de forma depreciativa pelo cosmólogo inglês Fred Hoyle (1915-2001), defensor da teoria rival de que o Universo seria estacionário. Mas o termo foi imediatamente adotado pelos adeptos dessa alternativa. O certo é que a grande massa das evidências obtidas até agora são todas favoráveis ao modelo do Big Bang, embora ainda restem muitas perguntas, especialmente sobre o que ocorrerá no futuro.

O cenário atualmente aceito é o de uma expansão espetacular, seguida de mudanças drásticas de temperatura com a formação gradativa dos elementos químicos atuais. A expansão iniciada naquela época continua ainda hoje, devidamente avaliada através da radiação cósmica de fundo. Paulatinamente formaram-se as estrelas e as galáxias e eventualmente o nosso Sistema Solar, há 4,5 bilhões de anos.

NASA
AS EVIDÊNCIAS obtidas até agora são favoráveis ao modelo do Big Bang, segundo o qual o Universo teve início com uma grande explosão, há uns 15 bilhões de anos

As transições seguintes ocorreram com a origem da vida, entre 3,9 bilhões e 3,6 bilhões de anos atrás (portanto, logo no início do desenvolvimento do Sistema Solar), e a origem recentíssima de nossa espécie, há uns meros 130 mil anos antes do presente (A.P.).

Singularidade é a qualidade do que é singular, único, particular, individual. A referência anterior mencionou três singularidades: a origem do Universo, da vida e da espécie humana. Mas somos realmente únicos? O britânico Robert Foley publicou em 1987 – a versão em português saiu em 1993 – um livro com o título provocante deApenas mais uma espécie única, referindo-se à espécie humana. Argumentou que, embora o Homo sapiens seja único, também únicas são todas as outras espécies. Há, portanto, necessidade de outros critérios para localizar os seres humanos no grande mosaico da vida no planeta. O primeiro seria o da comparação da nossa constituição biológica com a de nossos parentes mais próximos para verificar se a diferenças são muito maiores que aquelas que, em média, ocorrem entre duas outras espécies quaisquer. O segundo critério seria baseado na existência, entre nós, de um atributo único: a cultura.

Nós e os Chimpanzés
Sempre houve curiosidade em verificar quais seriam as relações evolutivas entre a espécie humana e a dos grandes macacos (chimpanzé, gorila e orangotango). Após muita discussão, pesquisa e análises conflitantes está agora firmemente estabelecido que, dos três, o chimpanzé sem dúvida é o nosso parente mais próximo. O fantástico desenvolvimento da genética molecular proporcionou a elucidação completa de todo o genoma de ambas as espécies, possibilitando análises aprofundadas, minuciosas, sobre semelhanças e dessemelhanças dos dois conjuntos gênicos.

Ninguém confunde, morfologicamente, um chimpanzé com um ser humano. E, no entanto, a diferença média entre as duas espécies em nível nucleotídico – da unidade do DNA, o material genético – é de apenas 1,2%. É verdade que quando se examina um tipo específico de variação no DNA – inserções ou acréscimos/deleções ou perdas – a diferença aumenta, mas não muito (3%). Saliente-se, porém, que há ampla variação no grau de divergência entre as duas espécies em diferentes regiões homólogas – de mesma origem – dos dois genomas. Particularmente com relação aos cromossomos sexuais, enquanto o X apresenta bastante uniformidade, o Y mostra, ao contrário, muitas diferenças.

Um dos desenvolvimentos mais notáveis da genética molecular atual é poder estimar, a partir do grau de diferenciação existente entre duas espécies e de eventos independentes, datáveis, a época em que essas duas entidades se separaram no passado. E avaliações recentes calculam que as linhagens evolutivas que deram origem respectivamente aos seres humanos e aos chimpanzés devem ter se separado entre 7 milhões e 5 milhões antes do presente. Aparentemente o processo foi complexo, tendo havido após o início da separação eventos de hibridação entre as duas linhagens.

Desde a publicação da obra seminal de Charles Darwin (1809-1882) A origem das espécies, em 1859, sabe-se que o fator principal que condiciona esses eventos evolucionários é a seleção natural. E uma análise por grandes categorias funcionais das diferenças entre as duas espécies que devem ter sido causadas pela seleção positiva – inovadora – forneceu os seguintes resultados (em %): (a) imunidade: 66; (b) percepção sensorial: 22; (c) gametogênese: 8; (d) interferência na divisão celular: 4. Curiosamente, nesta análise, os genes envolvidos em atividades cérebro específicas não pareciam ter evoluído mais rápido em humanos que em chimpanzés. Outro estudo, no entanto, restrito às seqüências de DNA não-codificadoras de proteínas que se mostraram conservadas ao longo da evolução, revelou ritmo acelerado de mudança – mas nas duas linhagens – em regiões próximas a genes envolvidos na adesão de células neuronais.

© GARY WALES/iStockphoto
OS CHIMPANZÉS são nossos parentes mais próximos. Na verdade, em relação à variação específica do DNA, a diferença é de apenas 1,2%. A linhagem evolutiva que deu origem aos seres humanos e aos grandes primatas provavelmente teve uma divisão entre 7 milhões e 5 milhões de anos A.P.

A conclusão a que se chega com relação ao primeiro critério sugerido por Foley na seção anterior – grau de diversidade entre espécies próximas – mostra que as diferenças biológicas entre humanos e chimpanzés são pequenas, não explicando a possível singularidade da espécie humana quando comparada com as outras.

Origem da Moralidade
O segundo critério indicado por Foley para a atribuição de uma característica única à nossa espécie seria a existência da cultura. Lamentavelmente, como salientou esse autor, parece haver quase tantas definições de cultura quanto antropólogos. Um conceito que já utilizei anteriormente define cultura como o complexo de padrões de comportamento, das crenças, das instituições e de outros valores espirituais e materiais transmitidos coletivamente e característicos de uma sociedade. Para começar, pode-se examinar, como o fez Frans de Waal recentemente, até que ponto as raízes evolutivas da moral poderiam ser encontradas nos chimpanzés ou mesmo no gênero Cebus de macacos sul-americanos, que ele vem estudando por décadas.

Aqui também, o primeiro problema a enfrentar é a definição de moralidade. De Waal adota a definição de A. MacIntyre, segundo a qual “moralidade é um fenômeno grupo-orientado nascido do fato de que dependemos de um sistema de suporte social para a sobrevivência”. Ele também sugere que o domínio da ação moral pode ser resumido em duas palavras: ajudar ou (não) ferir, e que não se devem confundir convenções sociais com linguagem moral. Mesmo porque, com relação às primeiras, o que choca uma pessoa em determinada cultura pode ser perfeitamente aceitável em outra – por exemplo, a exposição dos seios ou outras regiões do corpo; ou as uniões homossexuais. Os temas centrais de nosso tempo: pena de morte, aborto, eutanásia; cuidados com os idosos, doentes ou pobres; todos envolvem os problemas eternos de vida, morte, recursos e cuidados. A tabela 1 apresenta com mais detalhe as características da moralidade, relacionando-as com o que ocorre em humanos e chimpanzés. Pode-se distinguir entre estes últimos sentimentos morais, porém, a preocupação de suas sociedades com esses sentimentos é menos sistemática, e o desejo de um comportamento moral internamente consistente é único à nossa espécie. Apesar de buscas nesse sentido, até hoje ninguém encontrou no planeta uma universidade de chimpanzés que estivesse investigando as diferenças e similaridades entre eles e os seres humanos.

Portanto, embora as origens da moralidade possam ser localizadas em nossos parentes biológicos próximos, alguns atributos são eminentemente humanos. A preocupação de De Waal em seu livro foi atacar decididamente o que ele denominou de “teoria do verniz”, segundo a qual os seres humanos seriam basicamente maus, e a moralidade, apenas uma camada de verniz, desenvolvida pela cultura, sobre um conteúdo anti-social, amoral e egoísta. Parte desse raciocínio baseia-se no fato de que o fator fundamental na evolução, como já indicado, é a seleção natural, na qual a ênfase é na competição individual. Entretanto, essa competição pode tomar várias formas, que não implicam necessariamente luta aberta. Tanto diferenças de viabilidade quanto de fertilidade importam no jogo de quem deixa mais genes para a próxima geração.

Na verdade existe literatura abundante sobre a evolução da cooperação. Esta última pode ser considerada sob diferentes ângulos, classificáveis em cinco mecanismos: (a) seleção de parentesco, que se relaciona com o fato de que partilhamos genes com nossos irmãos e parentes biológicos mais afastados – John B. S. Haldane (1892-1964) afirmou uma vez que certamente “mergulharia no rio para salvar dois irmãos ou oito primos em primeiro grau”, porque ele partilhava respectivamente a metade e 1/8 de seus genes com essas pessoas; (b) reciprocidade direta, a qual envolve encontros repetidos entre indivíduos – se a probabilidade de encontro entre os dois indivíduos cooperantes excede a taxa de custo-benefício do ato altruístico pode ocorrer evolução; (c) reciprocidade indireta – neste caso há uma vinculação forte com a reputação social: se tens fama de generoso é mais provável que recebas ajuda de alguém; (d) redes de reciprocidade – se existe heterogeneidade espacial, podem ser formadas associações entre vizinhos e, neste caso, a taxa custo-benefício deve exceder o número médio de vizinhos por indivíduo; e (e) seleção de grupo – este é o tipo de fenômeno mais investigado, relacionando-se com taxas de crescimento e retração grupo-específicas. A espécie humana apresenta uma série de características ausentes em outros organismos que favorecem, através da evolução cultural, essas diferentes formas de interação.

SKOKLOSTERS SLOTT, BALSTA, SUÉCIA
PARA ROBERT FOLEY a cultura seria a característica que nos torna uma espécie única. Os rudimentos de cultura de outros animais são um pálido reflexo do processo manifestado pelo Homo sapiens. Acima, O bibliotecário, de Giuseppe Arcimboldo

Biologia e Cultura
Embora existam rudimentos de cultura em outras espécies, eles representam apenas um pálido reflexo da complexidade do processo existente no Homo sapiens. A tabela 2 foi construída para caracterizar melhor as diferenças entre a transmissão genética e a cultural. Elas se iniciam com a unidade de transmissão. O gene é um segmento de DNA capaz de formar uma determinada proteína. O termo tem a respeitabilidade de um século de uso. Já a expressão “meme” foi criada por Richard Dawkins apenas em 1976. Mas de lá para cá existem milhares de citações suas na internet e o meme poderia ser caracterizado como a unidade de instrução para a realização de determinado tipo de comportamento, localizado no cérebro, que se transmite principalmente pela imitação. Formalizado dessa maneira, parece claro que seria muito difícil explicitar uma unidade física para a unidade. Por exemplo, as primeiras quatro notas da Quinta sinfonia de Ludwig van Beethoven (1770-1827), que têm sido replicadas em muitas outras composições musicais, constituem-se em um meme, ou o termo deve ser aplicado somente à Quinta sinfonia como um todo? A inglesa Susan Blackmore, que tem estudado a fundo esse problema, prefere concentrar sua atenção em “memeplexs”, que seriam “conjuntos de memes coadaptados”. Mesmo sem uma base física definida, o conceito tem sido de valor heurístico apreciável, daí a sua propagação e manutenção.

Outros aspectos quanto às diferenças de transmissão genética e cultural são salientados na tabela 2. Talvez a diferença mais marcante seja no que se refere à transmissão dos caracteres adquiridos, isto é, na passagem de geração a geração do efeito de características ambientalmente determinadas, que assim aperfeiçoadas seriam transmitidas para a descendência. Quem deu mais ênfase a esse processo como fator evolucionário foi Jean-Baptiste Lamarck (1744-1829), e por isso essa transmissão é batizada como lamarckiana. Mas deve ser salientado que Darwin também acreditava nesse tipo de herança. Como o foco de suas indagações foi a seleção natural, no entanto, caracteriza-se como darwinismo tudo no qual esse tipo de agente possa ser invocado. Já está amplamente demonstrado, desde a primeira metade do século passado, que os caracteres adquiridos não se transmitem através dos genes. Por outro lado, produtos e processos de elaboração cultural podem ser aperfeiçoados em determinada época, com a inovação espalhando se rapidamente no espaço e no tempo. Aliás, a velocidade das mudanças na evolução cultural é muitíssimo mais rápida que a que ocorre em nível biológico. Uma das razões para isso é fácil de entender. A transmissão de uma novidade biológica só pode ser feita de seu portador para seus descendentes diretos. Já uma novidade cultural pode rapidamente se espalhar por toda a população, por diferentes meios de comunicação – informação direta entre não-relacionados, aprendizagem professor– aluno – ou informal –, imitação de pessoas célebres, imprensa, rádio, televisão.

© JAMES STEIDL/iStockphoto
SOMENTE SERES HUMANOS e golfinhos (foto) têm capacidade de imitação vocal em suas múltiplas modalidades – o que deve implicar grandes alterações na organização neural. Embora alguns animais sejam capazes de acessar e utilizar uma série de conceitos abstratos, apresentam limitações que os humanos não têm

Linguagem
O material genético – o ácido desoxirribonucléico – tem uma linguagem que pode ser classificada como quase universal, constituída por um alfabeto de quatro letras fundamentais – suas unidades, os nucleotídeos adenina (A), timina (T), citosina (C) e guanina (G). Ao contrário, não há um código universal para a linguagem falada, existindo em todo o mundo nada menos que 5 mil a 6 mil línguas. E elas são, como o código genético, organizadas de maneira hierárquica, generativa e recursiva, não havendo limites quanto à possibilidade de expressão de conteúdos específicos.

Quais são as características da linguagem humana? Ela tem contrapartida no reino animal? A tabela 3 apresenta duas definições de linguagem, sendo a primeira a mais comumente utilizada, isto é, o conjunto das palavras ou expressões usadas por um povo e as respectivas regras de gramática, o seu idioma. Mas existe, nesse contexto, um componente interno mente/cérebro fundamental que comanda todos os processos, denominado linguagem interna ou linguagem-I.

Marc D. Hauser, Noam Chomsky e W. Tecumseh Fitch classificaram em 2002 a faculdade da linguagem em duas categorias: senso lato, compreendendo os sistemas sensorial-motor e conceitual-intencional; e senso estrito (tabela 3). Segundo eles, embora possam se encontrar rudimentos da linguagem em senso lato em animais não-humanos, a linguagem em senso estrito seria um atributo exclusivamente humano. Sua propriedade principal seria a recursão, capacidade de gerar um conjunto infinito de expressões a partir de um número limitado de elementos, utilizando regras sintáticas que envolvem a disposição das palavras na frase e a das frases no discurso através de uma relação lógica.

REPRESENTAÇÃO ESQUEMÁTICA das relações entre as quatro principais famílias lingüísticas de nativos da América do Sul, de acordo com três especialistas na área

Curiosamente, somente os seres humanos e golfinhos (delfins) têm capacidade de imitação vocal em suas múltiplas modalidades, o que deve implicar mudança bastante importante na organização neural. Apesar, também, de os animais poderem adquirir e usar uma série de conceitos abstratos, como os de ferramenta, cor, relações geométricas, alimento e número, eles apresentam uma série de limitações que os deixam longe de um simples graduado de ensino médio, por exemplo, que aprendeu com muito pouco esforço cerca de 60 mil palavras.

August Schleicher (1821-1868), lingüista alemão, foi um dos pioneiros na idéia de classificar as relações entre as linguagens em árvores filogenéticas. Para isso utilizou o método comparativo, que analisa as freqüências de elementos estruturais, como raízes (cognatos) para certos termos, bem como outros aspectos específicos das línguas. Independentemente, os geneticistas de populações e outros evolucionistas desenvolveram métodos sofisticados de comparações genéticas entre populações, e há pelo menos três décadas as relações entre as distribuições lingüísticas e as genéticas têm sido avaliadas para a detecção de similaridades ou diferenças. Esse enfoque foi utilizado por nosso grupo de pesquisa em várias ocasiões, com resultados variados.

Em 2005 resolvemos levantar a seguinte questão: no que a genética poderia contribuir para a avaliação das alternativas propostas por três eminentes lingüistas – Estmír Loukotka, falecido em 1968, Joseph H. Greenberg (1915-2001) e Aryon Dall’Igna Rodrigues – para as relações entre as quatro famílias lingüísticas ameríndias mais importantes da América do Sul, Maipure, Caribe, Tupi e Gê? As alternativas propostas estão indicadas na figura 1, e utilizando testes de hipótese estatísticos refinados e grande quantidade de marcadores genéticos chegou-se à conclusão de que o esquema proposto por Rodrigues é o mais adequado. Ele tem relações mais estreitas entre os falantes das famílias lingüísticas Caribe e Tupi, seguindo-se em ordem de distância genética os de – línguas Gê, sendo os falantes Maipure os mais afastados.

Violência
Anteriormente discutimos a importância evolutiva da cooperação e argumentos de que a natureza humana talvez não seja intrinsecamente má. O fato, no entanto, é que atos de violência transbordam em nossa espécie. Quais os fatores que predispõem para essa violência? Eles podem ser tanto de natureza biológica – neurotransmissores e hormônios, baixa inteligência, psicoses endógenas – como ambientais – nível socioeconômico baixo, história pessoal com atos de violência familiar, regras permissivas. Há, no entanto, um aspecto importante que partilhamos com os chimpanzés, que é a existência de violência intergrupal letal. A montagem de grupos específicos de ataque a comunidades vizinhas existe tanto em nossos parentes biológicos mais próximos como em humanos, neste último caso levando às guerras.

Existem muitos motivos para a guerra em nossa espécie, que podem ser classificados como psicossociais, econômicos e políticos. Enquanto os primeiros foram os mais importantes no estágio de caça–e–coleta, os dois últimos alcançaram enorme preponderância à medida que a evolução sociocultural condicionava sociedades complexas, segmentadas e as armas eram aperfeiçoadas.

O antropólogo americano Raymond C. Kelly distingue três fases na evolução desse tipo de violência intergrupal em humanos: (a) mortandade através de coalizões: restrita a grupos de caçadorescoletores que viviam em áreas vizinhas, separadas por um território tampão, relacionadas à aquisição de território ou recursos; (b) era da vantagem defensiva intrínseca: no Paleolítico, como os residentes de um determinado território o conheciam melhor que os invasores, ficariam muito difíceis ataques às bases habitacionais dos primeiros; e (c) era da guerra: requer formas de organização segmentadas, com a formação de unidades de ataque específicas. A evidência arqueológica mais antiga de ataque a um núcleo habitacional foi encontrada em um cemitério núbio, perto da cidade atual de Jebel Sahaba, no Sudão, datado de 14 mil a 12 mil anos antes do presente.

© KAREEM RAHEEM/REUTERS – Latinstock
UMA CARACTERÍSTICA que partilhamos com os chimpanzés é a violência intergrupal letal, com organização de grupos específicos de ataque a comunidades vizinhas, em último caso levando a guerras

Religião
Nossos antepassados pré-históricos viviam em um estado de incerteza sobre o ambiente que os cercava, incapazes de compreender o que estava ocorrendo ao seu redor. Com isso surgiu o pensamento mágico, com explicações sobrenaturais para os fenômenos do dia-a-dia. Para associar o divino ao sobrenatural surgiram os feiticeiros ou curandeiros. Com o desenvolvimento sociocultural proporcionado pelas revoluções agrária e urbana apareceram depois as religiões, com suas revelações, mistérios, tradições e textos sagrados. Calcula-se que tenham sido criadas, ao longo da história da humanidade, nada menos que 100 mil religiões.

Devido à sua universalidade, é provável que o comportamento religioso seja um produto secundário de processos seletivos destinados a resolver problemas ecológicos não-relacionados. Rituais religiosos, aparentemente só presentes na espécie humana, podem por exemplo desencadear a formação de peptídeos opióides endógenos que diminuem a percepção da dor, aumentam a termorregulação e afetam a imunocompetência. Em termos de seleção, as religiões podem fortalecer a solidariedade grupal na competição interpopulacional – inclusive por meio da manutenção de controle social pelas elites –, contribuindo também para relações mais harmônicas entre os sexos. Os humanos são os únicos primatas com uniões monogâmicas nas quais há investimento paternal importante, que vivem em grupos grandes com grande quantidade de machos. As normas religiosas podem, neste caso, agir para evitar ou pelo menos diminuir as relações extramaritais. Promessas de vida extraterrena são também importantes para neutralizar inconformismos com relação ao status quo.

Perspectivas
É um fato conhecido que a quase totalidade das espécies que se formaram ao longo do processo evolutivo estão atualmente extintas. Seremos únicos também em questão de sobrevivência? Há dúvidas quanto a isso. O desenvolvimento alarmante de armas cada vez mais sofisticadas, a continuidade dos atos agressivos e violentos tanto em nível interindividual como entre grupos étnicos, nações ou grupos de nações, o crescimento do movimento anticiência em todo o mundo, com sua enorme dose de irracionalidade e intolerância, não são motivos para previsões otimistas. Mas, em consonância com os grandes utópicos do passado, não é difícil estabelecer um programa de ação que tenha como meta uma relação socialmente mais justa entre indivíduos e nações, com distribuição apropriada das riquezas proporcionalmente ao mérito de cada um, em um mundo livre da violência, das injustiças, das polícias, das penitenciárias, da corrupção e dos governos.

© CLIFF PARNELL/iStockphoto
FEITICEIROS E CURANDEIROS associaram o divino ao sobrenatural, precedendo as religiões e suas revelações: herança de antepassados que viviam em estado de incerteza em relação ao ambiente

– Embora o Homo sapiens seja único, não somos exceção. As outras espécies também são únicas. Algumas das características que definem os humanos são o desenvolvimento do pensamento mágico e a religiosidade.

– Uma expressão tipicamente humana é a noção de moralidade, no sentido de cooperação, de ajudar ou (não) ferir. A expressão cultural de outras espécies não se compara à cultura, que pode ser transmitida entre gerações.

– A linguagem, em sentido restrito, também seria um atributo exclusivamente humano, e sua principal propriedade é a recursão, capacidade de gerar um conjunto infinito de expressões a partir de um número limitado de elementos.
– Os editores

Public information: from nosy neighbors to cultural evolution. Étienne Danchin, Luc-Alain Giraldeau, Thomas J. Valone e Richard H. Wagner, em Science, vol. 305, págs. 487-491, 2004.Primates and philosophers. How morality evolved. Frans de Waal. Princeton University Press, 2006.Apenas mais uma espécie única: padrões da ecologia evolutiva humana. Robert Foley. Editora da Universidade de São Paulo, 1993.The faculty of language: what is it, who has it, and how did it evolve? Marc D. Hauser, Noam Chomsky e W. Tecumseh Fitch, em Science, vol. 298, págs. 1569-1579, 2002.

The origin of speech. Constance Holden, em Science, vol. 303, págs. 1316- 1319, 2004.

DNA, e eu com isso? Francisco M. Salzano. Oficina de Textos, 2005.

 

Fonte:  http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/somos_unicos__biologia_cultura_e_humanidade.html

Biologia dos Tipos Básicos I

Nature : “Evolução Convergente atividade em centenas de genes” e “Surpreendentemente, extensivo”

Casey Luskin 19 de setembro de 2013 

Morcegos e os cetáceos (baleias e golfinhos) são muito diferentes. Um deles é o único mamífero capaz de vôo sustentado. O outro é apenas um dos dois tipos de mamíferos que são completamente aquáticos (o outro é sirenians, ou vacas marinhas). Apesar de suas diferenças, os morcegos e os cetáceos compartilham algo único: ambos usam a ecolocalização.

Pensamento evolutivo típico sustenta que quando duas espécies compartilham uma característica complexa, isso é porque eles compartilham um ancestral comum que tinha a característica. Nestes casos, as características biológicas complexas partilhados são ditos ser homóloga, ou derivado de um ancestral comum.

Mas, às vezes, traços complexos existem em espécies mais díspares onde é improvável que seu suposto ancestral comum tinha essa característica. Nesses casos, as características biológicas complexas, compartilhadas estão a ser dito homoplastic, ou derivados de forma independente através da evolução convergente.

Inicialmente, os biólogos evolucionistas geralmente assumem que compartilhada biológico semelhanças resultado da herança de um ancestral comum. Mas há muitos casos em que esta regra falhar, que equivale pensamento evolutivo para semelhanças complexas, compartilhadas entre dois organismos vivos resultados de herança a partir de um ancestral comum … exceto quando não o fazem . A existência de ecolocalização dos morcegos e baleias é uma outra exceção à regra.

No passado, nós discutimos o fenômeno da evolução genética convergente , onde (sob uma visão evolucionista de Darwin), não só as características físicas, mas também genes parecem convergir de forma independente sobre as mesmas seqüências de aminoácidos. Um novo artigo na Nature News , ” evolução convergente visto em centenas de genes “, relata em um artigo que afirma alegações anteriores de que” muitos genes evoluíram em paralelo em morcegos e golfinhos como cada um desenvolveu a notável capacidade de echolocate “. O artigo descreve os resultados de um estudo, também na Natureza :

“Estes resultados sugerem que a evolução molecular convergente é muito mais amplo do que anteriormente reconhecido”, diz molecular phylogeneticist Frédéric Delsuc no Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) na Universidade de Montpellier, na França, que não esteve envolvido no estudo. Além disso, acrescenta, os genes envolvidos não são apenas os mais óbvios, alguns conhecidos por estar diretamente envolvido em um traço, mas uma gama mais ampla de genes que estão envolvidos nas mesmas redes de regulação.

The Nature estudo próprio afirma:

Aqui vamos analisar os dados de seqüência genômica em mamíferos que evoluíram de forma independente ecolocalização e mostrar que a convergência não é um processo raro restrito a vários loci, mas em vez disso é generalizada, continuamente distribuído e comumente impulsionado pela seleção natural atuando sobre um pequeno número de sites por loco. Análises sistemáticas de evolução convergente em seqüência 805053 aminoácidos dentro 2326 ortólogas codificação seqüências de genes comparados entre 22mammals (incluindo quatro genomas morcego recém seqüenciados) assinaturas reveladas consistentes com a convergência em quase 200 loci. Apoio forte e significativo para a convergência entre os morcegos eo golfinho foi visto em inúmeros genes ligados à audição ou surdez, de acordo com um envolvimento na ecolocalização. Inesperadamente, também encontramos a convergência em muitos genes ligados à visão: o sinal convergente de muitos genes sensoriais foi robustamente correlacionada com a força da seleção natural. Esta primeira tentativa de detecção do genoma evolução seqüência convergente em taxa divergente revela o fenômeno a ser muito mais difundida do que anteriormente reconhecido.

The Nature artigo diz que os resultados mostram “surpreendentemente, grandes mudanças convergentes.” Por que é tão surpreendente? É difícil o suficiente para desenvolver uma estrutura complexa uma vez. Mas as chances de evoluir um recurso semelhante várias vezes, de forma independente, em diferentes linhagens, que parece muito baixo. A evolução darwiniana é suposto ter nenhuma meta, mas a evolução convergente implica que espécies estão evoluindo as mesmas características complexas – mesmo a nível genético – uma e outra vez – mesmo a nível de seqüência. Se os dados são “surpreendentes”, mesmo tendo em conta o poder da seleção, como podemos fazer sentido disto? 

Gostaria de sugerir que os dados se encaixam muito melhor sob um paradigma de design inteligente. Designers regularmente reutilizar partes funcionais ou componentes de maneira modular. Os padrões observados de similaridade biológica vemos em baleias e morcegos – padrões que não têm qualquer correspondência com ancestralidade comum – são melhor explicadas por design modular comum. Eles são semelhante a um chip Intel ser conectado a diferentes plataformas de computador. Hipóteses como projeto comum pode nos ajudar a dar sentido a este tipo de dados “inesperados”.http://www.evolutionnews.org/2013/09/nature_converge076811.html

– See more at: http://www.evolutionnews.org/2013/09/nature_converge076811.html#sthash.TWTUV1yU.dpuf

5ª TESE – SODRÉ – DESAFIO AOS NEODARWINISTAS – TEORIA DO TRECHO EVOLUTIVO  -A tendencia é que as especies cada vez mais se isolem umas das outras, voce consegue cruzamentos entre gêneros diferentes quase que apenas artificialmente..no recuo do tempo também vai ocorrendo um isolamento por volta do tronco familiar, resultando tanto numa descontinuidade no recuo do tempo como no avanço, o que indica o fato de que as evoluções, bio-modifcações, adaptações, sub-especiações, ocorrem apenas no trecho evolutivo que vai de um tronco (em geral próximo ao táxon “familia” aos galhos (generos e especies) . Muitos destes galhos (especies) se extinguem por já terem esgotado capacidade de adaptar-se, modificarem, derivarem, serem eliminados/selecionados. Se não bastasse tal esgotamento pelo estressante e desgastante processo de especiação que vai empobrecendo cada vez mais o patrimônio genético, a entropia na informação genética vai acumulando doenças, mutações, aumentando a frequência de alelos deletérios nas populações, a carga/fardo genético,  que a seleção natural não foi capaz de filtrar

Referencias científicas desta tese

1. http://creationwiki.org/pt/index.php?title=Todd_Charles_Wood&action=edit&redlink=1

2.http://www.creationresearch.org/crsq/articles/43/43_3/baraminology.htm

3.http://objectiveministries.org/creation/baraminology.html

4.http://www.bryan.edu/771.html

5.http://www.creationresearch.org/crsq/abstracts/sum34_4.html

6.http://www.creationresearch.org/crsq/articles/37/37_2/baraminology.htm

7.http://www.creationbiology.org/

 

Regras Falseáveis para se considerar um grupo de especies como pertencendo a um tipo básico ancestral comum

“Tipos básicos é uma unidade de classificação, um taxon, resultado do trabalho da descontinuidade sistemática como é observado na natureza (existem dados que sustentam e identificam descontinuidades nas especies).”
“Todos os indivíduos que estão unidos direta ou indiretamente por cruzamentos são considerados pertencentes a um tipo básico”. (nível genético). E todas as espécies biológicas que se assemelham-se claramente umas as outras pertencem a um gênero (nível morfológico). E todas as espécies biológicas que em princípio podem cruzar entre si pertencem a um tipo básico (nível morfo-genético)”
“DOIS INDIVIDUOS pertencem ao mesmo tipo básico quando a embriogênese de um hibrido vai além da fase maternal do desevolvimento e contem uma expressão coordenada e genes morfogenéticos paternos e maternos”

 

Criterio para Bacterias

“Todas as colonias de bacterias (E MAYER) que se unem através de um intercâmbio cromossômico de genes mediante conjugação e transdução são consideradas como pertencente a um tipo básico. TODAS AS COLÔNIAS DE BACTERIAS QUE TEM O MESMO PADRÃO BÁSICO IN LOCI DE GENES NO CROMOSSOMO DAS BACTERIAS , TAL COMO SE PODE VER EM MAPAS GENETICOS SEMELHANTES, SÃO CONSIDERADAS COMO TIPOS BÁSICOS. Evolução LivroTexto Ccritico, pag 43”

Retirado do Licro “Evollução um livro Texto Critico” da SCB. Pagina 34 4ª edição 1996

  Tipo básico. Nº Espécies envolvidas
   

Anatídeos

Ganso de pata bifurcada

Faisões (fasianídeos)

Falcões.

Tentilhões

Parentes do pintassilgo

Canídeos

Eqüídeos

Cercopitecos
Homens
Funariaceae
Plantas com embriões em filete
Tritíceas.
Cariofiláceas
Pseudofrutos

 

aprox. 150

aprox. 1

aprox. 230

aprox. 60

aprox. 160

aprox. 140

aprox. 35

6
aprox. 501

1

aprox. 500
aprox. 700
aprox. 300
aprox. 60
200

 

 

Baraminologia – Estudos dos Tipos básicos  na ancestralidade comum com

limites evolutivos de subespeciações

 

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Baraminologia é uma disciplina da biologia criacionista que estuda a ancestralidade da vida na Terra(biossistemática). Ela provém da pressuposição de que Deus criou muitos tipos separados de organismos, como descrito no livro bíblico de Gênesis, e usa meios científicos para determinar quais organismos pertencem ao mesmo tipo (baramin) e em contraste quais não são relacionados. A biossistemática criacionista nos permite entender mais claramente a verdadeira história evolutiva da vida na Terra, a qual não poderia ser conhecida de uma perspectiva naturalista.

Baraminology Study Group (BSG) tem sido instrumental nessa área de pesquisa. O grupo está envolvido para promover o desenvolvimento e a pesquisa desse quadro teórico na biologia criacionista em um forúm de principais cientistas criacionistas nos campos relevantes.[1]

Índice

[esconder]

História

Em 1941, Frank Marsh cunhou a palavra “baramin.” Ela foi derivada pela combinação de duas palavrasHebraicas – ברא, bara (“criado”), e מין, mīn (“tipo”), referindo-se ao uso da palavra “tipo” em Gênesis 1. Embora o conceito de um tipo criado tenha se tornado comum na literatura criacionista, um “tipo” não tinha sido claramente definido. Nós agora entendemos o tipo como sendo um grupo de organismos que partilham uma relação genética através de descendência comum de um organismo originalmente criado por Deus durante a Semana da Criação.

Em 1990 Kurt Wise afirmou a necessidade para uma biossistemática criacionista—um método de estudo, nomeação, e classificação de baramin. Ela foi chamada baraminologia, significando o estudo do baramin. Várias subdefinições de baramin foram também vistas como necessárias para discussões nesse campo. Os quatro termos, holobaramin, monobaramin, apobaramin, e polybaramin foram formalmente e publicamente introduzidos por Walter ReMine na Segunda Conferência Internacional sobre Criacionismoem Pittsburgh, PA em 30 de Julho de 1990.

Tipos de Baramins

Um diagrama ilustrando uma versão simplificada do holobaramin Canino. O ramo incluindo cães e lobos é um exemplo de um monobaramin. A linha na parte inferior representa a Semana da criação, que os baraminologistas profissionais concordam que é a data da origem do desenvolvimento Holobaraminico.

Holobaramin

Holobaramin (holo-, do Grego ὅλος, holos para “inteiro”) é um grupo inteiro de formas de vida viva e/ou extinta entendido para compartilhar relação genética por ancestralidade comum. É um agrupamento que contém todos os organismos relacionados por descendência, não excluindo qualquer um. Por exemplo,Humanos são um holobaramin, mas um grupo contendo somente Caucasianos e Negros não é um holobaramin já que ele exclui outras raças. Outro exemplo seria os Caninos, que são um holobaramin já que Loboscoiotescães domesticados e outros canídeos são todos descendentes de dois particulares levados a bordo da arca de Noé, e não há nenhuma outra criatura que é geneticamente contínua com eles. Este termo é sinônimo com o uso de “baramin” acima e é o termo primário na baraminologia.

Monobaramin

Monobaramin (mono-, do Grego μόνος, monos para “singular” ou “único”) é definido por Walter ReMine(1993, p. 444) como: um grupo contendo somente organismos relacionados por descendência comum, mas não necessariamente todos eles. (Um grupo compreendendo um holobaramin inteiro ou uma porção dele). É um grupo ad hoc de organismos que compartilham descendência comum. Caucasianos e Negrossão um monobaramin, como são qualquer grupo de um holobaramin tais como lobos, poodles, e terriers. Holobaramins contêm monobaramins; por exemplo, lobos são um monobaramin do holobaramin canino.

Apobaramin

Apobaramin (apo-, do Grego ἀπό, apo para “afastado”) é um grupo consistindo da totalidade de pelo menos um holobaramin. Ele pode conter um único holobaramin ou mais do que um holobaramin, “mas deve conter a totalidade de cada um ou mais holobaramins dentro dele.” (Kurt Wise, 1999–2000). Um grupo consistindo de ambos Humanos e Caninos é apobaraminico já que ambos os membros são holobaramins. O termo apobaramin é um termo útil especialmente durante avaliações de dois tipos de organismos (comparações de pares).

Polybaramin

Um polybaramin (poly-, do Grego πολύς, polus para “muitos”) é definido como um grupo consistindo de parte de pelo menos dois holobaramins. Ele pode ser qualquer uma de numerosas misturas, que poderia conter holobaramins, monobaramins, apobaramins, e espécimes individuais. É um grupo ad hoc de organismos onde pelo menos dois dos membros devem ser não relacionados. Por exemplo: Humanos, lobos e um pato são um grupo polybaraminico. Este termo é útil para descrever tal mistura de criaturas.

Pesquisa

Baraminology Study Group

Artigo Principal: Baraminology Study Group

O Baraminology Study Group (BSG) tem sido instrumental nesta área de pesquisa. Eles são uma afiliação de profissionais nas ciências biológicas e relacionadas que estão ativamente envolvidos no desenvolvimento de um quadro teórico para biossistemática dentro da biologia criacionista. O grupo publica um jornal criacionista periódico e organiza uma conferência criacionista semi-regular para fornecer um foro para desenvolvimento posterior neste campo.[1]

HybriDatabase

Artigo Principal: HybriDatabase

A habilidade em reproduzir é a característica chave que indica que plantas ou animais descenderam do mesmo baramin. Para auxiliar na identificação de um baramin, uma base de dados de casos conhecidos de reprodução interespécies foi necessária (por exemplo, leão x tigre = ligre). Para atender esta necessidade, Ashley Robinson e Todd Wood iniciaram uma base de dados da internet de referências publicadas para tais híbridos interespecíficos. Esta importante ferramenta de pesquisa da Ciência criacionista é chamada de a HybriDatabase.[2] A base de dados, que é hospedada e mantida pelo Center for Origins Research (CORE) no Bryan College[3], contém aproximadamente 3000 registros de híbridos.[4]

Veja Também

Referências

  1. ↑ 1,01,1BSG:A Creation Biology Study Group
  2.  Hybridatabase A searchable database of interspecific hybridization records.
  3.  Center for Origins Research Bryan College
  4.  HDB Development: Introduction Hybridatabase

Links Externos

 

Fonte: http://igrejaadventista.no.comunidades.net/index.php?pagina=1414476357