Charles Darwin e Adolf Hitler: confronto ideológico


Ideologicamente o que haveria de comum entre as idéias do ditador alemão e os conceitos do naturalista inglês?

Seria possível estabelecer um confronto entre ambas ideologias, e de tal maneira que se encontrem pontos em comuns em suas obras?

Que ligação é possível fazer acerca do conteúdo ideológico de “Minha Luta”, de Adolf Hitler, e “A Origem do Homem”, de Charles Darwin?

Bem. Não obstante tenha uma opinião firmada sobre a questão, vou apenas transladar para este espaço alguns textos extraídos das obras supramencionadas, de modo que, cada pessoa, caso tenha interesse, faça sua própria análise e chegue à sua própria conclusão.

O confronto aqui exposto se dará basicamente de acordo com os seguintes critérios que norteiam à Eugenia:
1 – Supremacia de uma “raça” considerada “superior” em detrimento de outra tida como “inferior”.

2 – A hereditariedade dos caracteres físicos e mentais: o patrimônio hereditário dos pais.
3 – A necessidade de se impedir a união conjugal entre “as raças inferiores” com aquelas consideradas “superiores”: regulamentação do casamento.
4 – A sobrevivência da raça considerada “mais apta” ou “mais forte”.
5 – A natureza agindo seletivamente em prol da “raça superior” ou “raça civilizada”.

SÍNTESE

A sociedade vista com uma clara divisão: de um lado, os membros “superiores”, os “mais fortes”, sadios, inteligentes, ricos, civilizados e, obviamente, brancos; do outro lado, os membros “inferiores”, os “mais fracos”, mal nutridos, doentes, pobres, selvagens, incivilizados, de constituição racial duvidosa, os quais deveriam ser impedidos de se reproduzirem, pois acabariam por “rebaixar toda a raça”, e de tal modo que, limitando-se os rituais de seleção “vistos” na natureza, seria possível acelerar o progresso da humanidade. Os “mais aptos”, evidentemente, encontra-se entre os indivíduos das classes dominantes.

Vamos às fontes:

CHARLES DARWIN. “A Origem do Homem e a Seleção Sexual”. Tradução: Attílio Cancian e Eduardo Nunes Fonseca. Hemus Livraria Editora LTDA. São Paulo, 1974.

“A seleção permite ao homem agir de modo favorável, não somente na constituição física de seus filhos, mas em suas qualidades intelectuais e morais. Os dois sexos deveriam ser impedidos de desposarem-se quando se encontrassem em estado de inferioridade muito acentuada de corpo ou espírito.

Todos aqueles que não podem evitar uma abjeta pobreza para seus filhos deveriam evitar de se casar, porque a pobreza não é apenas um grande mal, mas ela tende a aumentar; (…) enquanto os inconscientes se casam e os prudentes evitam o casamento, os membros inferiores da sociedade tendem a suplantar (em número) os membros superiores.

Como todos os animais, o homem chegou certamente ao seu alto grau de desenvolvimento atual mediante luta pela existência, que é conseqüência de sua multiplicação rápida; e, para chegar a um mais alto grau ainda, é preciso que continue a ser mantida uma luta rigorosa (…).

Deveria haver concorrência aberta para todos os homens e dever-se-iam fazer desaparecer todas as leis e todos os costumes que impedem os mais capazes de conseguir seus objetivos e criar o maior número possível de crianças” (p. 710).

“Assim, no que toca as faculdades mentais, a sua transmissão se manifesta nos cães, nos cavalos e nos outros animais domésticos. Ademais, seguramente se transmitem gostos e hábitos particulares, a inteligência em geral, a coragem, o bom e o mau temperamento, etc. Com o homem assistimos a fatos semelhantes ern quase toda família; e agora, graças às notáveis obras de Galton , sabemos que o gênio, que compreende uma combinação extraordinariamente complexa de faculdades elevadas, tende a ser hereditário; por outro lado é igualmente certo que a loucura e as deficiências psíquicas se transmitem nas famílias” (p. 41).

“Passaremos agora a considerar as faculdades intelectuais. Se em todo grau da sociedade os membros fossem divididos em dois grupos iguais, um abrangendo os membros intelectualmente superiores e o outro aqueles inferiores, não haveria dúvida alguma de que o primeiro teria o melhor êxito em todas as ocupações e o último teria um maior número de filhos” (p. 189).

“Também no mais baixo nível de vida, a capacidade e a habilidade podem ser de alguma vantagem, embora em muitas ocupações seja bastante pequena, em virtude da grande divisão do trabalho. Por isso, nas nações civilizadas haverá uma certa tendência para incrementar tanto o número como o nível da capacidade intelectual. Mas não quero afirmar que esta tendência não possa ser mais do que contrabalançada em outras maneiras, por exemplo pela multiplicação dos imprevidentes e dos irriquietos; mas também a pessoas como estas a habilidade deve ser de alguma forma vantajosa.
Muitas vezes se tem objetado, para idéias semelhantes, que os homens mais eminentes não têm deixado descendentes que herdassem o seu grande intelecto. Galton afirma:

“Sinto desgosto em ser incapaz de resolver a simples questão sobre até que ponto homens e senhoras, que são muito geniais, são estéreis. Contudo, tenho demonstrado que homens eminentes não são absolutamente assim”(p.163).

“No caso das estruturas corpóreas, o fator que contribui para um progresso de uma espécie é a seleção de indivíduos ligeiramente mais dotados e a eliminação daqueles menos dotados, e não a conservação de anomalias fortemente acentuadas e raras” (p. 164).

“O mesmo se dará com as faculdades intelectuais, visto que os homens um pouco mais hábeis em qualquer grau da sociedade têm melhor êxito do que os menos hábeis e, conseqüentemente, progridem em número, quando não são obstaculados de um outro modo. Quando numa nação o nível de inteligência e o número de pessoas inteligentes cresceram, de acordo com a lei do desvio da média, podemos contar com o aparecimento dos gênios com um pouco mais de frequência do que antes” (p. 164).

“No que diz respeito às qualidades morais, a eliminação das piores disposições está sempre aumentando também nas nações mais civilizadas. Os malfeitores são justiçados ou lançados na prisão durante longos períodos, a fim de não poderem transmitir livremente as suas más qualidades. Os hipocondríacos e os loucos são confinados ou suicidam-se. Os violentos e os briguentos encontram muitas vezes um triste fim. Os vadios que não têm nenhuma ocupação estável — e este resto de barbárie representa um grande obstáculo para a civilização — emigram para países há pouco colonizados, onde se transformam em úteis pioneiros” (p. 164).

“As mulheres corrompidas geram poucos filhos e os homens corruptos raramente se casam; tanto elas como eles são vítimas de doenças. Na criação de animais domésticos, a eliminação dos indivíduos, embora escassos em número, que de algum modo evidente são inferiores, constitui um elemento em nada absolutamente negligenciável para o êxito. Isto é particularmente válido para aqueles caracteres negativos que têm a propensão ao reaparecimento através da reversão, como a cor negra das ovelhas; e no gênero humano, algumas das piores disposições que aparecem nas famílias, sem uma causa determinada, podem constituir talvez um retorno ao estado selvagem, do qual nos temos afastado em não muitíssimas gerações. Esta ideia, na verdade parece ser reconhecida pela expressão popular de que tais homens são as ovelhas negras da família” (p. 164, 165).

“Nas nações civilizadas, enquanto não for atingido um adiantado nível de moralidade e um notável número de homens sinceramente bons, a seleção natural tem efeitos aparentemente escassos, embora os instintos sociais fundamentais sejam originariamente adquiridos por seu intermédio” (p. 165).

“Greg e Galton muito têm insistido sobre o obstáculo mais importante, existente nos países civilizados, contra o aumento do número dos homens de classe superior, isto é, sobre o fato de que os mais pobres e os negligentes, que frequentemente são degradados pelo vício, quase invariavelmente se casam antes, enquanto que os prudentes e os frugais, que em geral são virtuosos também em outras maneiras, contraem matrimônio em idade avançada, com a finalidade de poderem ser capazes de permanecer, eles mesmos e os seus filhos, na comodidade” (p. 166).

“Ou, nas palavras de Greg: “O irlandês imprevidente, esquálido, sem ambições, multiplicase como os coelhos; o escocês frugal, previdente, cheio de auto-respeito, ambicioso, austero na sua moralidade, espiritualista nas suas opiniões, sagaz e disciplinado na sua inteligência, passa os seus melhores anos na luta e no celibato, casa-se tarde, gera poucos filhos. Supondo um país originariamente povoado por cem saxões e com celtas — e vereis que numa dúzia de gerações os 5/6 da população serão célticos, mas os 5/6 da riqueza, do poder, do intelecto pertencerão à sexta parte de saxões que ficam. Na eterna “luta pela existência”, é a raça inferior e menos favorecida que tem prevalecido e não por causa das suas boas qualidades, mas por causa dos seus defeitos” (p. 167) .

“Também a mortalidade dos maridos abaixo dos vinte anos é “excessivamente elevada”, mas há dúvida sobre qual seria a causa disto. Por fim, se os homens que prudentemente adiam o matrimônio, até que estejam em condições de manter a sua família com conforto, pudessem escolher, como muitas vezes fazem, as mulheres jovens,o percentual de aumento na classe melhor sofreria apenas uma escassa redução” (p. 168).

“Admite, contudo, que os intemperantes, os dissolutos e as classes criminosas, cuja duração de vida é breve, comumente não se casam; deve-se, outrossim, admitir que os homens de constituição fraca, de saúde doentia ou com alguma grande enfermidade mental ou física, muitas vezes não desejam casar-se ou são rejeitados” (p. 168).

“De um modo geral, podemos concluir com o Dr. Farr, quando diz que a menor mortalidade dos casados em relação aos não casados, que parece uma lei geral, “deve-se principalmente à constante eliminação dos tipos imperfeitos e à hábil seleção dos melhores indivíduos em toda geração”, enquanto a seleção se refere somente ao estado conjugal, e age sobre todas as qualidades, físicas, intelectuais e morais. Podemos portanto deduzir que os homens sadios e bons, que por medida de prudência permanecem solteiros por um certo tempo, não sofrem uma alta porcentagem de mortalidade” (p. 169).

“Se os obstáculos especificados nos últimos dois parágrafos e quiçá outros ainda desconhecidos não podem evitar que os membros da sociedade negligentes, viciados e de vários modos inferiores aumentem numa percentagem mais rápida do que as classes superiores, então a nação retrocederá, conforme infelizmente muitas vezes tem acontecido na história do mundo” (p. 169).

“Devemos recordar-nos de que o progresso não é uma regra invariável. É muito difícil dizer porque uma nação civilizada tem origens, se torna mais poderosa, estende-se mais do que uma outra; ou porque esta mesma nação progride mais num período do que noutro. Podemos tão somente dizer que isto depende do aumento do número atual da população, do número de homens dotados de elevadas faculdades intelectuais e morais e do seu nível de excelência. A estrutura física parece ter escassa influência, exceto para o fato de que o vigor do corpo conduz ao vigor da mente” (p. 170).

“Os indivíduos e as raças podem ter adquirido certas vantagens indiscutíveis e no entanto ter perecido por causa da fraqueza de outros caracteres. Os gregos podem ter decaído por falta de coesão entre os seus pequenos estados, pela pouca extensão de todo o seu território, pela prática da escravidão ou pela extrema sensualidade.

Com efeito, eles não sucumbiram senão quando “foram desfibrados e corrompidos profundamente”. As nações da Europa ocidental, que atualmente em tanto superam os seus primitivos antepassados selvagens, pouco ou nada devem da sua superioridade à direta herança dos antigos gregos, embora muito devam às obras escritas por aquele povo maravilhoso” (p. 170).

“Os notáveis êxitos dos ingleses como colonizadores, em comparação com outras nações europeias, foram atribuídos à sua “energia audaz e persistente”; um resultado que ficou bem evidenciado ao comparar o progresso dos canadenses de ex-tração inglesa e francesa; mas, quem pode dizer como é que os ingleses adquiriram a sua energia?”(p. 171).

“Aparentemente existe muita verdade na opinião de que os maravilhosos progressos dos Estados Unidos e o caráter deste povo são o resultado da seleção natural; com efeito, os homens mais enérgicos, irrequietos e corajosos de todas as parte da Europa emigraram durante as últimas dez ou doze gerações para esse grande país e lá tiveram o melhor êxito” ” (p. 171).

“Por mais obscuro que seja o progresso da civilização, podemos pelo menos ver que uma nação que, durante um período prolongado, produziu o máximo número de homens de maior intelecto, enérgicos, corajosos, patrióticos, generosos, em geral deveria prevalecer sobre as nações menos favorecidas” (p. 171).

“A seleção natural deriva da luta pela existência e esta de uma rápida taxa de aumento. Não é possível deixar de lamentar a taxa com que o homem tende a aumentar; mas se isto é prudente, é outra questão. Efetivamente, nas tribos bárbaras isto leva ao infanticídios e a muitos outros males e, nas nações civilizadas, à pobreza abjeta, ao celibato e aos matrimónios mais tardios dos homens prudentes” (p. 171).

“Quando em muitas partes do mundo vemos enormes áreas da terra mais fértil, capazes de sustentar muito bem numerosas famílias, mas povoadas somente por alguns selvagens errantes, devemos então deduzir que a luta pela existência não tem sido suficientemente dura para forçar o homem a atingir o seu mais elevado nível” (p. 171).

“A julgar de tudo o que sabemos do homem e dos animais inferiores, sempre tem havido uma suficiente variabilidade em suas faculdades morais e intelectuais para um progresso seguro através da seleção natural.Sem dúvida, tal progresso requer muitas circunstâncias favoráveis convergentes; mas não é certo que a mais favorável teria sido suficiente, no caso em que a taxa de incremento não tivesse sido rápida e a consequente luta pela existência extremamente dura” (p. 172).

“Isto se torna evidente também pelo que vemos, por exemplo, nas zonas da América do Sul, onde um povo que pode ser chamado de civilizado, como os colonos espanhóis, está sujeito a tornar-se indolente e a retroceder, quando as condições de vida são muito fáceis. No que toca às nações altamente civilizadas, num nível subordinado,, o contínuo progresso depende da seleção natural: com efeito, tais nações não se sobrepujam e exterminam mutuamente como fazem as tribos selvagens” (p. 172).

“Não obstante isto, os membros mais inteligentes, no seio da mesma comunidade, terão mais êxito com o correr do tempo do que os menos inteligentes, e terão prole mais numerosa; e isto não deixa de ser uma forma de seleção natural. As causas mais eficazes do progresso parecem consistir numa boa educação durante a juventude, quando a mente é suscetível de ser formada, e num alto nível de excelência, imposto pêlos homens mais capazes e melhores, incorporado nas leis, costumes e tradições da nação e reforçado pela opinião pública” . Contudo, deve-se ter presente que a consolidação da opinião pública depende da apreciação que fizermos da aprovação e desaprovação dos outros. Esta apreciação é fundada na nossa simpatia que, indubitavelmente, originariamente se desenvolveu através da seleção natural como um dos mais importantes elementos dos instintos sociais” (p. 172).

“Os habitantes da Terra do Fogo foram provavelmente forçados por outras hordas de conquistadores a estabelecer-se na sua terra não hospitaleira e podem conseqüentemente ter regredido, mas seria difícil provar que tenham decaído mais do que os botocudos, que habitam a melhor parte do Brasil.

A prova de que todas as nações civilizadas descendem daquelas bárbaras, encontramo-la, de um lado, em traços claros da sua primitiva baixa condição, nos costumes, ideias e língua ainda existentes, e por outro lado, na prova de que os selvagens são independentemente capazes de soerguer-se de qualquer grau na escala da civilização e atualmente efetivamente se ergueram” (p. 173).

“Em geral se crê que a mulher supera o homem na intuição, na maneira rápida como entende as coisas e talvez na imitação, mas pelo menos algumas dessas faculdades são características das raças inferiores e por conseguinte de um estágio de civilização mais baixo e já ultrapassado” (p. 649).

“A distinção principal nos poderes mentais dos dois sexos reside no fato de que o homem chega antes que a mulher em toda ação que empreenda, requeira ela um pensamento profundo ou então razão, imaginação, ou simplesmente o uso das mãos e dos sentidos. Se houvesse dois grupos de homens e mulheres que mais sobressaíssem na poesia, na pintura, na escultura, na música (trate-se da composição ou da execução), na história, nas ciências e filosofia, não poderia haver termos de comparação. Baseados na lei do desvio da média, tão bem ilustrada por Galton em seu livro Hereditary Genius, podemos também concluir que, se em muitas disciplinas os homens são decididamente superiores às mulheres, o poder mental médio do homem é superior àquele destas últimas” (p. 649).

“Num capítulo anterior vimos que as capacidades mentais dos animais superiores não diferem em qualidade, embora sejam de grau muito diverso, das capacidades mentais dos homens, especialmente das raças inferiores e bárbaras; e parece que também o seu senso do belo não é muito diferente daquele dos quadrúmanos. Com efeito, os negros da África transformam o rosto com rugas paralelas “ou cicatrizes sobre a superfície natural, porque estas horrendas deformações são consideradas atrativos pessoais”; do mesmo modo como os negros e os selvagens de muitas partes do mundo pintam o rosto com sinais vermelhos, azuis e brancos, assim parece que o macho do mandril africano adquiriu o seu focinho rugoso e vivamente colorido a fim de se tornar atraente para a fêmea. Certamente parece-nos estranho que a parte traseira do corpo seja ainda mais colorida do que o focinho, com a finalidade precisa de servir de ornamento, mas, na realidade, isto não causa maior estranheza do que a decoração das caudas de muitos pássaros” (p. 625).

“O homem acumula riquezas e as transmite aos seus filhos, de modo que os filhos dos ricos levam vantagem sobre aqueles dos pobres na corrida para o êxito, independentemente da superioridade física ou mental.

Por outro lado, os filhos de pais de vida breve e que portanto em média são privados de saúde e vigor, herdam as suas riquezas antes que os outros, provavelmente se casarão antes e farão com que um maior número de descendentes herde a sua fraca constituição.

Mas, a hereditariedade da propriedade, em si mesma está muito longe de constituir um perigo; com efeito, sem acumulação de capital as artes não poderiam progredir e é sobretudo mediante o seu poder que as raças civilizadas estenderam e continuam estendendo por toda parte a sua ordem, de modo a assumir o lugar das raças inferiores. Nem mesmo uma moderada acumulação de riqueza interfere no processo de seleção” (p. 162).

“Quando um homem pobre se torna modestamente rico, os seus filhos se inserem no exercício de profissões onde há luta à farta, de modo que aquele que é hábil física e mentalmente tem melhor sucesso. A presença de um grupo de homens bem instruídos, que não devam lutar pelo seu pão cotidiano, reveste-se de uma tal importância que, seja como for, não pode ser subvalorizada enquanto todo trabalho intelectual elevado é por eles realizado, pois de tal depende sobretudo o progresso material de todo gênero, para não lembrarmos outras e mais elevadas vantagens.

Sem dúvida, quando a riqueza é grande demais, a mesma tende a converter o homem num ocioso inútil, mas se trata de um número exíguo; e verifica-se um certo grau de eliminação, visto que vemos cotidianamente homens ricos, que são néscios ou dissolutos, esbanjar as suas riquezas” (p. 162).

“Quem tiver visto um selvagem em sua terra nativa não sentirá muita vergonha se for constrangido a reconhecer que em suas veias corre o sangue das mais humildes criaturas. Quanto a mim, quisera antes ter descendido daquela pequena e heróica macaquinha que desafiou o seu terrível inimigo para salvar a vida do próprio guarda; ou daquele velho babuíno que, descendo da montanha, levou embora triunfante um companheiro seu jovem, livrando-o de uma matilha de cães estupefatos, ao invés de descender de um selvagem que sente prazer em torturar os inimigos, que encara as mulheres corno escravas, que não conhece o pudor e que é atormentado por enormes superstições” (p. 712).

ADOLF HITLER – “Minha Luta”, Edição Digitalizada. Apresentação Nélson Jahr Garcia.

“Quem, física ou espiritualmente, não é sadio ou digno, não deve perpetuar os seus defeitos através de seus filhos! Nisso consiste a maior tarefa educativa do Estado nacionalista. Isso será visto, de futuro, como uma obra mais elevada do que as mais vitoriosas guerras do atual século burguês. Educando o indivíduo, o Estado deve ensinar que não é uma vergonha, mas uma lamentável infelicidade, ser fraco ou doente, mas é um crime e também uma vergonha que se arrastem, nessa infelicidade, por mero egoísmo, inocentes criaturas. Ao contrário é uma prova de grande nobreza de sentimentos, do mais admirável espírito de humanidade, que o doente renuncie a ter filhos seus e consagre seu amor e sua ternura a alguma criança pobre, cuja saúde dá esperança de vir a ser ela um membro de valor de uma comunidade forte. Nessa obra de educação, o Estado deve coroar os seus esforços tratando também do aspecto intelectual. Deve agir, nesse sentido, sem consideração de qualquer espécie, sem procurar saber se a sua atuação é bem ou mal entendida, popular ou impopular” (p. 181).

“A própria natureza costuma agir no sentido de limitar o aumento de população de determinadas terras ou raças, em épocas de grandes necessidades ou más condições climáticas, bem como de pobreza do solo; e isso com um método tão sábio quão inexorável. Ela não impede a capacidade de procriação em si e sim, porém, a conservação dos rebentos, fazendo com que eles fiquem expostos a tão duras provações que o menos resistente é forçado a voltar ao seio do eterno desconhecido, o que ela deixa sobreviver às intempéries está milhares de vezes experimentado e capaz de continuar a produzir, de maneira que a seleção possa recomeçar” (p. 62).

“Agindo desse modo brutal contra o indivíduo e chamando-o de novo momentaneamente a si, desde que ele não seja capaz de resistir à tempestade da vida, a natureza mantém a raça, a própria espécie, vigorosa e a torna capaz das maiores realizações. A diminuição do número, por esse processo, redunda em um reforço da capacidade do indivíduo e, por conseguinte, em última análise, em um revigoramento da espécie” (p. 62).

“Sendo limitada a procriação e diminuído o número dos nascimentos, sobrevem, em lugar da natural luta pela vida, que só deixa viverem os mais fortes e mais sãos, a natural mania de conservar e “salvar” a todos, mesmo os mais fracos, a todo preço. Assim se deixa a semente para uma descendência que será tanto mais lamentável quanto mais prolongado for esse escárnio contra a natureza e suas determinações.

O resultado final é que um tal povo um dia perderá o direito à existência neste mundo, pois o homem pode, durante um certo tempo, desafiar as leis eternas da conservação, mas a vingança virá mais cedo ou mais tarde.Uma geração mais forte expulsará os fracos, pois a ânsia pela vida, em sua última forma, sempre romperá todas as correntes ridículas do chamado espírito de humanidade individualista, para, em seu lugar, deixar aparecer” (p. 63).

“A grande massa não passa de uma obra da natureza e o seu sentir não compreende o aperto de mão recíproco entre homens que afirmam pretender o contrário. O que ela quer é a vitória do mais forte e o aniquilamento do fraco ou a sua rendição incondicional” (p. 156).

“A lei natural de toda evolução não permite a união de dois movimentos diferentes, mas assegura sempre a vitória do mais forte e a criação do poder e da força do vitorioso, o que só se pode conseguir por meio de uma luta incondicional” (p. 161).

“Já a observação mais superficial nos mostra, como lei mais ou menos implacável e fundamental, presidindo a todas as inúmeras manifestações expressivas da vontade de viver na Natureza, o processo em si mesmo limitado, pelo qual esta se continua e se multiplica. Cada animal só se associa a um companheiro da mesma espécie. O abelheiro cai com o abelheiro, o tentilhão com o tentilhão, a cegonha com a cegonha, o rato campestre com o rato campestre, o rato caseiro com o rato caseiro, o lobo com a loba etc.

Só circunstâncias extraordinárias conseguem alterar essa ordem, entre as quais figura, em primeiro lugar a coerção exercida por prisão do animal ou qualquer outra impossibilidade de união dentro da mesma espécie. Ai, porém, a Natureza começa a defender-se por todos os meios, e seu protesto mais evidente consiste, ou em privar futuramente os bastardos da capacidade de procriação ou em limitar a fecundidade dos descendentes futuros” (p 131).

“Na maior parte dos casos, ela priva-os da faculdade de resistência contra moléstias ou ataques hostis. Isso é um fenômeno perfeitamente natural: todo cruzamento entre dois seres de situação um pouco desigual na escala biológica dá, como produto, um intermediário entre os dois pontos ocupados pelos pais. Significa isto que o filho chegará provavelmente a uma situação mais alta do que a de um de seus pais, o inferior, mas não atingirá entretanto à altura do superior em raça.

Mais tarde será, por conseguinte, derrotado na luta com os superiores. Semelhante união está porém em franco desacordo com a vontade da Natureza, que, de um modo geral, visa o aperfeiçoamento da vida na procriação. Essa hipótese não se apóia na ligação de elementos superiores com inferiores mas na vitória incondicional dos primeiros”(p. 131).

“O papel do mais forte é dominar. Não se deve misturar com o mais fraco, sacrificando assim a grandeza própria. Somente um débil de nascença poderá ver nisso uma crueldade, o que se explica pela sua compleição fraca e limitada.

Esse instinto que vigora em toda a Natureza, essa tendência à purificação racial, tem por conseqüência não só levantar uma barreira poderosa entre cada raça e o mundo exterior, como também uniformizar as disposições naturais. A raposa é sempre raposa, o ganso, ganso, o tigre, tigre etc. A diferença só poderá residir na medida variável de força, robustez, agilidade, resistência etc., verificada em cada um individualmente. Nunca se achará, porém, uma raposa manifestando a um ganso sentimentos humanitários.

Eis porque a luta recíproca surge aqui, motivada, menos por antipatia íntima, por exemplo, do que por impulsos de fome e amor. Em ambos os casos, a Natureza é espectadora, plácida, e satisfeita. A luta pelo pão quotidiano deixa sucumbir tudo que é fraco, doente e menos resoluto, enquanto a luta do macho pela fêmea só ao mais sadio confere o direito ou pelo menos a possibilidade de procriar. Sempre, porém, aparece a luta como um meio de estimular a saúde e a força de resistência na espécie, e, por isso mesmo, um incentivo ao seu aperfeiçoamento.

Se o processo fosse outro, cessaria todo progresso na continuação e na elevação da espécie, sobrevindo mais facilmente o contrário. Dado o fato de que o elemento de menor valor sobrepuja sempre o melhor na quantidade, mesmo que ambos possuam igual capacidade de conservar e reproduzir a vida, o elemento pior muito mais depressa se multiplicaria, ao ponto de forçar o melhor a passar para um plano secundário. Impõe-se, por conseguinte, uma correção em favor do melhor. Mas a Natureza disso se encarrega, sujeitando o mais fraco a condições de vida difíceis, que, só por isso, o número desses elementos se torna reduzido” (p. 131, 132).

“Não consentindo que os demais se entreguem, sem seleção prévia, a reprodução, ela procede aqui a uma nova e imparcial escolha, baseada no princípio da força e da saúde.

Se, por um lado, ela pouco deseja a associação individual dos mais fracos com os mais fortes, ainda menos a fusão de uma raça superior com uma inferior. Isso se traduziria em um golpe quase mortal dirigido contra todo o seu trabalho ulterior de aperfeiçoamento, executado talvez através de centenas de milênios.

Somente, pondo de parte que o homem ainda não superou em coisa alguma a Natureza, não tendo passado de tentativas o levantar, pelo menos, uma ou outra pontinha do gigantesco véu, sob o qual ela encobre os eternos enigmas e segredos, que ele, de fato, nada inventa, somente descobre o que existe, que ele não domina a Natureza, só tendo ascendido ao grau de senhor entre os demais seres vivos, pela ignorância destes e pelo seu próprio conhecimento de algumas leis e de alguns segredos da Natureza, pondo de parte tudo isso, uma idéia não pode dominar as hipóteses sobre a origem e o destino da Humanidade, visto a idéia mesma só depender do homem. Sem o homem não pode haver idéia” (p. 131, 132).

“Naturalmente um ou outro poderá rir dessa afirmação. É preciso que ninguém se esqueça, porém, de que este planeta já percorreu o éter milhões de anos sem ser habitado e poderá, um dia, empreender o mesmo percurso da mesma maneira, se os homens esquecerem que não devem sua existência superior às teorias de uns poucos ideólogos malucos, mas ao reconhecimento e à aplicação incondicional de leis imutáveis da Natureza” (p. 133).

“Quem desejar viver, prepara-se para o combate, e quem não estiver disposto a isso, neste mundo de lutas eternas, não merece a vida. Por mais doloroso que isso seja, é preciso confessá-lo. A sorte mais dura é, sem dúvida alguma, a do homem que julga poder vencer a Natureza e na realidade a Natureza do mesmo escarnece. A réplica da Natureza se resume então em privações, infelicidades e moléstias!

O homem que desconhece e menospreza as leis raciais, em verdade, perde, desgraçadamente a ventura que lhe parece reservada, Impede a marcha triunfal da melhor das raças, com isso estreitando também a condição primordial de todo progresso humano. No decorrer dos tempos, vai caminhando para o reino do animal indefeso, embora portador de sentimentos humanos. É uma tentativa ociosa querer discutir qual a raça ou quais as raças que foram os depositários da cultura humana e os verdadeiros fundadores de tudo aquilo que compreendemos sob o termo “Humanidade” (p. 133).

“Se refletirmos que uma grande diminuição da procriação é conseqüência desse estado de coisas e que disso está dependente a seleção natural que só pode ter como resultado criaturas infelizes, então é lícito que nos façamos esta pergunta: Por que manter uma tal instituição? Que objetivo preenche ela? Não é ela, porventura, igual à própria prostituição? O dever para com a posteridade não existe mais? Não se compreende que praga se reserva a futuras gerações através de uma tão criminosa e leviana aplicação de um direito natural que é também o maior dever para com a Natureza?Assim se degeneram os grandes povos e gradualmente são arrastados à ruína. O casamento não deve ser uma finalidade em si, mas ao contrário, deve servir à multiplicação e conservação da espécie e da raça, Esse é o seu significado, essa é a sua finalidade.

Assim sendo, a sua razão de ser deve ser medida pela maneira por que é alcançado esse objetivo. Os casamentos entre jovens se justificam ao primeiro exame, porque podem dar produtos mais sadios e mais resistentes. Para facilitar essas uniões tornam-se imprescindíveis várias condições sociais, sem as quais impossível é contar com casamentos entre jovens. A solução desse problema, aparentemente tão fácil, não se encontrará sem medidas decisivas sob o ponto de vista social.

A importância desse problema ressalta do fato de vivermos em um tempo em que a chamada República “Social”, demonstrando a sua incapacidade para resolver o problema das habitações, tornou impossíveis inúmeros casamentos e incrementou, por esse meio, a prostituição.

À irracionalidade da nossa maneira de dividir os salários, sem nenhuma atenção ao problema da família e seu sustento, deve-se o fato de muitos casamentos não se realizarem.

Só se pode tentar uma verdadeira guerra contra a prostituição se, por uma modificação radical nas atuais condições sociais, se facilitarem as uniões entre jovens, mais do que acontece atualmente. Essa é a primeira condição para que o problema da prostituição possa ser resolvido” (p. 116, 117).

“É falsa a suposição de que da fusão de grupos fracos possa resultar um fator de energia, pois a maioria, sob toda e qualquer forma e em todas as hipóteses, tem sido sempre a representante da tolice e da covardia. É assim que todas as ligas, dirigidas por muitas cabeças, estão totalmente votadas à covardia e à fraqueza. Acresce ainda que uma tal coesão impede o livre exercício das forças, a luta pela seleção do melhor elemento, barrando assim a possibilidade da vitória final, que deve coroar o mais sadio e o mais forte.

Semelhantes coalizões são, portanto, contrárias à seleção natural, impedindo, na maior parte das vezes, a solução do problema a resolver” (p. 231).

“Empregadores e empregados nacionais-socialistas são, ambos, encarregados e procuradores da comunidade nacional toda. A elevada medida de liberdade pessoal, que lhes é outorgada em seu agir, é explicável pelo fato de que, de acordo com a experiência, a capacidade do indivíduo é aumentada mais com a concessão de ampla liberdade do que com a coação vinda de cima e é, também, apropriada para impedir que o processo de seleção natural, que deve ser facilitado aos mais hábeis, aos mais capazes e aos mais diligentes, seja entravado” (p. 270).

É isso!

Fonte

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