Em Defesa do Design Inteligente

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A Investigação Científica Apresenta Princípios de Design Inteligente.

By Evolution News – @DiscoveryCSC

[Texto adaptado – O artigo contem links em inglês – Imagem do EnV com os devidos créditos]

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Uma das nossas respostas aos críticos do DI é aquilo que os cientistas usam todos os dias. Se o design inteligente não fosse científico, teríamos de jogar fora [ciência] forense, arqueologia, criptologia, informática, teoria da otimização, engenharia e SETI. Aqui estão alguns exemplos de DI em ação que apareceram recentemente em periódicos. Os princípios para deduzir o design são semelhantes. Se alguns desses exemplos parecem fracos para inferir o design, eles se tornam nossos casos favoritos mais fortes quando defendemos o design no código genético, máquinas moleculares ou ajuste fino do universo.

O livro da Selva.

O que está gravado na paisagem da Amazônia? Algo estranho e inesperado veio à luz. Por décadas, as florestas tropicais do Brasil exemplificavam a natureza selvagem e indomada. Seus poucos habitantes humanos, retratados romanticamente como nobres selvagens, levavam suas vidas simples em harmonia com a natureza como uma repreensão para nós, americanos-europeus, poluidores e invasores do planeta. Este era o mundo de Darwin, uma terra de competição e cooperação produzindo sistemas ecológicos por leis naturais não guiadas (especialmente a “lei” da seleção natural).

Sob o dossel da floresta, porém, estruturas bizarras já revelaram forças diferentes no trabalho também: forças inteligentes. As leis naturais geralmente não criam círculos concêntricos e nem quadrados. Desde 1980, terraplenagens chamadas geoglifos [“mensagens de terra“] vieram à luz sobre uma vasta área entre os sistemas fluviais da Amazônia. Uma nova imagem desta região revela evidência de propósito, intenção e plano: ou seja, design inteligente. Um artigo dramático de pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade de Exeter, publicado no mês passado na Proceedings of the National Academy of Sciences, derruba o paradigma do deserto selvagem.

Mais de 450 pré-colombianos (pré-AD 1492) cercos geométricos abandonados (“geoglifos”) ocupam 13.000 km² do estado do Acre, Brasil, representando uma descoberta-chave da arqueologia amazônica. Essas enormes terraplenagens foram ocultas durante séculos sob a floresta tropical de terra firme (planalto interfluvial), desafiando diretamente o status “primordial” deste ecossistema e sua vulnerabilidade aos impactos humanos, percebida.  

A noção da Amazônia como um deserto intocado foi agora anulada por evidências crescentes de sociedades pré-colombianas grandes, diversas e socialmente complexas em muitas regiões da bacia. A descoberta de numerosas, vasta terra preta (terras antropogênicas escuras) que fazem fronteira com as planícies aluviais dos rios principais e extensos complexos de terraplanagem nas savanas sazonalmente inundadas dos Llanos de Mojos (nordeste da Bolívia), Ilha de Marajó (nordeste do Brasil) e costeira da Guiana Francesa, representam exemplos de grandes impactos humanos realizados nesses ambientes. [Enfase adicionada]

Executado, ou seja, por design inteligente. Esta vasta região tem sido “amplamente transformada pelos seres humanos ao longo de milênios“, dizem eles. Em notícias da Universidade de Exeter, a autora principal Jennifer Watling expressa quão dramática esta mudança de pensamento é:

A Dr. Watling disse: “O fato de que esses sítios ficaram escondidos por séculos sob floresta sazonada, realmente desafia a idéia de que as florestas amazônicas são “ecossistemas imaculados”.”

Imediatamente quisemos saber se a região já estava coberta de florestas quando os geoglifos foram construídos, e até que ponto as pessoas impactaram a paisagem para construir essas terras.

A equipe usou vários métodos para inferir design – importante para fazer uma inferência robusta de design. Os mais óbvios são os geoglifos. Podem-se obter inferências adicionais sobre as suas funções através de uma análise minuciosa dos detalhes estruturais:

Com valas de até 11 m de largura, 4 m de profundidade e 100-300 m de diâmetro, e com alguns sítios com até seis recintos, os geoglifos da Amazônia ocidental rivalizam com os exemplos mais impressionantes de arquitetura monumental pré-colombiana em qualquer lugar das Américas. As escavações dos geoglifos mostraram que foram construídos e usados esporadicamente como locais cerimoniais e de coleta pública entre 2000 e 650 anos calibrados antes do presente (BP), mas que alguns podem ter sido construídos já em 3500-3000 BP. A evidência de sua função cerimonial baseia-se na ausência quase que total de material cultural encontrado dentro das áreas fechadas, o que sugere que eles foram mantidos ritualmente “limpos”, ao lado de suas formas arquitetônicas altamente formalizadas (principalmente círculos e quadrados) – Características que distinguem os geoglifos de compartimentos similares fechados no nordeste da Bolívia.

É necessário saber quem são os designers? O DI exige conhecer seus motivos?

Surpreendentemente, pouco se sabe sobre quem foram os construtores de geoglifos, como e onde viveram, já que os locais de assentamentos contemporâneos ainda não foram encontrados na região. Pensa-se que os construtores de geoglifos eram uma rede complexa de grupos locais, relativamente autônomos, conectados por um sistema ideológico compartilhado e altamente desenvolvido. Embora alguns tenham proposto uma conexão entre os geoglifos e as sociedades da fala Aruaque, as cerâmicas descobertas a partir desses locais desafiam uma estreita ligação com os estilos Saladoide-Barrancoide normalmente associados com esta família linguística e, em vez disso, apresentam uma mistura complexa de diferentes tradições locais. Além disso, é provável que os geoglifos tenham sido utilizados e reutilizados por diferentes grupos culturais ao longo de sua vida útil.

Aqui é onde fica ainda mais interessante. Outras pistas revelam que a ecologia foi intencionalmente modificada por essas pessoas desconhecidas. Estudando carvão, fósseis de plantas e isótopos de carbono, e seguindo padrões entre locais de geoglifos, os pesquisadores inferiram que os habitantes transformaram a floresta tropical para melhorar a produção de frutas, nozes e outras plantas que eles achavam úteis. A equipe também foi capaz de inferir quais espécies foram modificadas e quais eram “naturais” ao clima, e até mesmo determinar como as pessoas usaram o fogo para conseguirem uma clareira controlada. Não só isso, eles inferiram que “os geoglifos foram usados de forma esporádica em vez de habitados continuamente“.

Em vez de serem construídos dentro de uma floresta de bambu “intocada”, nossos dados dos fitólitos sugerem que os geoglifos foram construídos dentro de florestas antropogênicas que já haviam sido fundamentalmente alteradas por atividades humanas ao longo de milhares de anos.

Como podem ter certeza? “Nenhuma explicação natural existe” para os padrões que encontraram. O bambu, segundo eles, está em sua abundância natural, mas as árvores de frutos e nozes mostram padrões de “agrofloresta“, como se os habitantes criassem intencionalmente “uma espécie de “supermercado pré-histórico” de produtos florestais úteis”. A equipe chegou mesmo a estimar quando os sítios de geoglifos foram abandonados e a dizer se o ecossistema havia se recuperado ou não desde que eles saíram. A partir dos dados fitolíticos (depósitos de sílica de restos de plantas), eles concluem que “legados da agroflorestação pré-colombiana ainda existem hoje dentro das florestas remanescentes do Acre“. Isso é muito inferência de design, a partir de restos silenciosos!

Conclusões semelhantes foram alcançadas por Levis et al. na Science Magazine. A partir de padrões de plantas apenas na Bacia Amazônica, uma grande equipe de arqueólogos concluiu que “as marcas das sociedades humanas pré-históricas em florestas tropicais ainda podem ser detectadas hoje“. Erin Ross, da Nature News, concorda: “A floresta amazônica foi moldada por um antigo apetite por frutas e nozes.” Os cientistas podem dizer que a floresta tropical não está em um estado natural. Em vez disso, “As árvores que vivem nessas áreas povoadas podem ser relíquias de um passado vibrante“.

A fim de que ninguém defenda que essas marcas de design não são diferentes na espécie, de ninhos de pássaros, grandes cupinzeiros, barragens de castores ou qualquer outra estrutura animal que modifica a ecologia, basta voltar o argumento para os pesquisadores. Teria algum sentido afirmar que um artigo científico em uma revista é o trabalho de causas naturais não guiadas? Claro que não. Todos nós reconhecemos as marcas de inteligência. Os seres humanos são excepcionais nesse sentido, formando estruturas não naturais para fins criativos que vão além da mera sobrevivência e reprodução. Se os castores e os pássaros obtiveram suas habilidades através de uma inteligência de programação é uma boa pergunta, mas os seres humanos não são obrigados a construir geoglifos ou automóveis, ou a pensar em “sistemas ideológicos” que deixam suas marcas séculos mais tarde. Se os seres humanos são apenas animais, por que eles moldaram toda a floresta? Por que não desenvolver um apetite por bambu, como pandas?

Minerais como pista para design.

Vamos expandir o raciocínio acima para um caso que está em escala global. Geólogos e antropólogos estão atualmente discutindo se queremos chamar nosso tempo de “Época Antropocênica“. Ouvimos falar do Eoceno, do Paleoceno e de outras épocas “naturais“, mas a idéia antropocênica seria caracterizada por algo antinatural. Definido na New Scientist como “um novo intervalo de tempo geológico distinguido pelo impacto das atividades humanas“, o Antropoceno difere de todas as épocas anteriores. Observe a repórter Chelsea Whyte aplicar o raciocínio de design inteligente:

Pense em grandes coleções de jóias em museus. Essas amostras minerais não ocorreriam naturalmente nas proximidades, mas elas são propensas a ficarem enterradas juntas e cimentadas no registro como vizinhas.

A imagem igualmente coloca lugares como o Cemitério Nacional de Arlington em Virgínia. Esse arranjo ordenado de lápides não é provável que ocorra naturalmente, sem influência humana. O registro mineral revelará não apenas nossos processos tecnológicos, mas também nossa cultura.

O que fica realmente interessante é como pelo menos um ardente evolucionista, usa o mesmo raciocínio para inferir causas inteligentes humanas na mera existência de certos minerais raros:

A evidência de seres humanos mudando o planeta é sólida como pedra. Um novo catálogo de minerais contabiliza 208 que resultam exclusiva ou principalmente da atividade humana, diz Robert Hazen, da Carnegie Institution for Science, nos Estados Unidos, que liderou o estudo.

A maioria dos minerais podem ser explicado naturalmente, diz ele, mas pode-se dizer que algo não natural aconteceu a partir de evidências observacionais. Hazen identificou 208 minerais – cerca de 4 por cento dos 5200 minerais catalogados – que são incomuns. Eles tinham que ser feitos pelo homem. E essa não é a única evidência para o design humano.

Não é só que esses novos minerais existem, mas como eles são distribuídos e como eles persistirão. Nossa atividade tem levado a grande escala de movimento de rochas, sedimentos e minerais, graças à mineração, transporte e infra-estrutura, bem como a redistribuição global de minerais naturais altamente valorizados, como diamantes e ouro. E há substâncias em coisas como cimento e tijolos que são raros na natureza, mas agora são difundidas em todo o globo.

“Estes são como minerais e eles vão formar uma camada marcadora para todo o tempo geológico“, diz Hazen.

Inferência Injustificada de Design.

Em contraste com esses exemplos de inferência legítima de design, vamos olhar para um que está um pouco no lado estúpido. O tablóide britânico The Express postou um videoclipe de algum teórico da conspiração desconhecido, apontando para um objeto “bizarro” debaixo do Oceano Pacífico. Ele aponta para um caminho reto de 41 milhas de comprimento que ele alega ter sido deixado por um objeto circular de 2,5 milhas de diâmetro que aparece ao lado dele. Ele afirma que “parece feito pelo homem ao invés de natural” – talvez até feito por alienígenas espaciais!

É uma reminiscência da moda Face-on-Mars que dominava os programas de entrevistas de fim de noite antes que se tivesse uma visão mais atenta sobre a espaçonave. Isso só mostra que as inferências de design exigem um nível mínimo de rigor. Não parece que esses pensadores ilustres descartaram o acaso ou a lei natural como causas. Se o objeto tivesse luzes piscando e esculpido “Olá, mundo!” em Inglês, poderíamos ficar impressionados.

Na verdade, a evidência para o design no DNA e no ajuste cósmico é muito mais forte do que as evidências apresentadas nas duas citações anteriores sobre geoglifos e minerais do Antropoceno. Tais ilustram que o raciocínio de senso comum sobre causas inteligentes está vivo e bem nas ciências, publicado prontamente em revistas de ponta – exceto quando as implicações podem favorecer uma determinada visão de mundo.

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Estudo sugere que os seres humanos podem detectar até mesmo as menores unidades de luz.

By Phys Org 

[Do blog: Texto adaptado – Fontes em Inglês – Imagem do Phys Org ]

 

Uma pesquisa de Patologia Molecular na Áustria mostrou que os seres humanos podem detectar a presença de um único fóton, a menor unidade mensurável de luz. Estudos anteriores haviam estabelecido que indivíduos humanos aclimatados à escuridão, eram capazes de relatar apenas flashes de cinco a sete fótons.

 

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Credit:Petr Kratochvil/public domain 

 

O trabalho foi conduzido por Alipasha Vaziri, professor associado e chefe do Laboratório de Neurotecnologia e Biofísica na Rockefeller e investigador adjunto do Instituto de Pesquisa de Patologia Molecular. Isso foi publicado esta semana na Nature Communications.

º Notável precisão

Se você imaginar isso, é notável: um fóton, a menor entidade física com propriedades quânticas dos quais a luz consiste, está interagindo com um sistema biológico que consiste em bilhões de células, tudo em um ambiente quente e úmido“, diz Vaziri. “A resposta que o fóton gera sobrevive por todo o caminho até o nível de nossa consciência, apesar do (onipresente) ruído de fundo. Qualquer detector feito pelo homem teria de ser arrefecido e isolado do ruído para se comportar da mesma maneira.

Além de gravar a habilidade do olho humano em registrar um único fóton, os pesquisadores descobriram que a probabilidade de fazê-lo foi reforçada quando um segundo fóton havia brilhado alguns segundos antes, como se um fóton “preparasse” o sistema para registrar o próximo.

° Uma fonte de luz quântica

Experimentos designados anteriormente para testarem a sensibilidade do olho humano, sofreram com a falta de tecnologia apropriada, diz Vaziri. “Não é trivial projetar estados de luz que contenham um ou qualquer outro número exato de fótons“, diz ele. “Isso ocorre porque o número de fótons em uma fonte de luz clássica, seja a partir de uma lâmpada ou um laser, segue determinadas distribuições estatísticas. Embora você possa atenuar a luz para reduzir o número de fótons, você normalmente não pode determinar um número exato.

A equipe de Vaziri construiu uma instalação de luz, frequentemente utilizada em óptica quântica e estudos de informação quântica, chamado “spontaneous parametric down-conversions” ou SPDC, que usa um processo em que um fóton de alta energia decai em um cristal não linear. O processo gera exatamente dois fótons com cores complementares. Na montagem experimental, um dos fótons foi enviado para o olho do sujeito, enquanto o outro foi enviada para um detector, permitindo aos cientistas manterem um registo de quando cada fóton foi transmitido para o olho.

º Primeira evidência

Para chegar a suas conclusões, Vaziri e seus colaboradores combinaram a fonte de luz com um protocolo psicofísico inédito, chamado de “duas alternativas de escolha forçada” (2AFC), na qual os sujeitos são repetidamente solicitados para escolherem entre dois intervalos de tempo, onde um dos quais contém um único fóton, enquanto o outro é um espaço em branco.

Os dados recolhidos a partir de mais de 30.000 testes, demonstraram que os seres humanos podem, de fato, detectar um único incidente de fóton em seu olho, com uma probabilidade significativamente acima do acaso.

A próxima coisa que queremos saber é: como é que um sistema biológico atinge essa sensibilidade? Como se consegue isso na presença de ruído? Esse é o único mecanismo para a visão, ou ele poderia nos dizer algo mais geral sobre a forma como os outros sistemas poderiam ter evoluído para detectar sinais fracos na presença de ruído?” indaga Vaziri.

Como derrotar o ateu moderno com três perguntas simples.

A partir de Origem & Destino

 

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O blog Shadow To Light postou o texto abaixo. Verifique se você concorda…

Quando alguém demanda que você apresente evidências reais, do mundo real, e críveis acerca do Deus do Cristianismo, há três perguntas simples que você pode fazer para expor a natureza fictícia do inquérito e assim invalidar a tentativa de validar o ateísmo.

Questão 1: O que você considera como evidência real, do mundo real e crível para Deus?
Se o ateu se recusar a responder a pergunta, ele estará exposto a falácia de esconder as regras do jogo, demonstrando a sua desonestidade intelectual ao fazer a pergunta. Se o ateu responder a pergunta, há uma grande possibilidade que ele cite alguma demonstração dramática, miraculosa e sensacional de poder por Deus. Isso nos conduz a segunda pergunta.

Questão 2: Por que esse evento dramático, miraculoso e sensacional conta como evidência para Deus?
Neste ponto, o ateu provavelmente irá procurar mudar o tópico da conversa. Mas persista com a pergunta. A razão pela qual o ateu considera tal evento como evidência para Deus é porque o evento possivelmente não poderia ser explicado por causas naturais e pela ciência, uma vez que houve uma lacuna. O ateísmo moderno está construído sobre a lógica “Deus das lacunas”. Neste ponto, você pode perguntar a terceira questão.

Questão 3: O raciocínio “Deus das lacunas” é uma forma válida de determinar a existência de Deus?
Se o ateu não “correu” até este momento, ele irá correr agora. Por que? Pois se ele responder NÃO, então ficará claro que nada poderá contar como evidência para a existência de Deus, pois se a única “evidência” que o ateu permite em sua corte é uma lacuna (algo que não pode ser explicado por uma lei natural/científica) e o raciocínio do Deus das lacunas também não é permitido, então está claro que a exigência do ateu por uma evidência é um jogo desonesto de “cara eu ganho, coroa você perde”.
É claro que se o ateu responder SIM a essa questão, então o teísta está livre para usar a lacuna como uma evidência para Deus (origem da vida, origem da consciência, etc.).
Esta é a razão pela qual o ateu irá fugir do tópico. A exigência por uma evidência coloca o ateu na posição ou de reconhecer a desonestidade de sua pergunta ou de reconhecer que há evidência uma vez que existem certas lacunas.

O que é realmente a Teoria do Design Inteligente?

Resumindo este tópico do Evolution News… >>>> “O que é realmente a Teoria do Design Inteligente?”

 

Quem é o designer?
O que faz o designer?
Como é que ele faz?
Onde ele faz?
Quando ele faz?

 

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Muitos críticos do ID promovem versões falsas, espantalhos da TDI:

O design inteligente afirma que a vida é tão complexa, que não poderia ter evoluído, portanto, ela foi projetada por uma inteligência sobrenatural.

 

Bom,

 

Parte A O que o design inteligente não é.

 

1. ID não é somente um argumento negativo contra evolução.

ID não é apenas mero argumento contra evolução, ID oferece um forte argumento positivo, baseando-se em encontrar na natureza o tipo de informação e complexidade que vem somente de inteligência (baseando-se em nossa experiência).

2. ID não é uma teoria sobre o designer ou sobre o sobrenatural.

É um dos erros dos críticos, sugerir que a teoria está focada em estudar o designer; mais especificamente forças sobrenaturais ou uma divindade. Quando o ID estuda objetos naturais para determinar se eles carregam uma assinatura informativa indicando uma causa inteligente.
ID não se propõe a identificar a natureza ou a identidade dessa causa.

Como William Dembski explica:

 

O design inteligente é a ciência que estuda os sinais de inteligência. Note que um sinal não é a coisa significada ….. Como um programa de pesquisa científica, design inteligente investiga os efeitos da inteligência, não a inteligência como tal.[1]

 

Michael Behe explica:

Muitas pessoas (inclusive eu) vão atribuir o projeto a Deus – com base, em parte, em outros, julgamentos não científicos que fizeram – eu não afirmo que a evidência bioquímica leva inevitavelmente a uma conclusão sobre quem é o designer . Na verdade, eu disse diretamente que, de um ponto de vista científico, a questão permanece em aberto. … A evidência bioquímica indica fortemente design, mas não mostra aonde o designer estava.” [2]

 

3. ID não é uma teoria de tudo.

ID é uma teoria científica de detecção de design, e isso é tudo.
ID não é uma teoria em pleno desenvolvimento, sobre tudo.Quem esperar ou exigir que o ID explique tudo sobre a história da vida e do cosmos, vai se decepcionar.

Se você quer saber se algo foi projetado ou não, tudo bem, volte-se para o ID.

 

 

Parte B... O que é o design inteligente.

 

1. ID utiliza argumento positivo baseado em encontrar elevados níveis de informação complexa e especificada.

A teoria do design inteligente começa com observações de como agentes inteligentes agem quando eles projetam coisas. A inteligência humana proporciona um grande conjunto de dados empíricos para estudar os produtos da ação de agentes inteligentes. Este conjunto de dados, baseado em observação atual estabelece relações de causa e efeito entre a ação inteligente e certos tipos de informação.

William Dembski observa que “[o] princípio característico da agência inteligente é contingência dirigida, ou o que chamamos de escolha.” [3] Dembski chama o ID de “uma teoria da informação”, onde “a informação torna-se um indicador confiável de design, bem como um objeto adequado para a investigação científica. [4] A relação de causa e efeito pode ser estabelecida entre mente e informações. Como o teórico da informação Henry Quastler observou, a “criação de novas informações é habitualmente associada à atividade consciente.[5]

2. O projeto inteligente é uma ciência histórica que é metodologicamente equivalente ao neo darwinismo.

Como já vimos, o design inteligente é essencialmente uma ciência histórica, o que significa que estuda as causas atuais e, em seguida, as aplica ao registro histórico para inferir a melhor explicação para a origem dos fenômenos naturais. O design inteligente usa o raciocínio uniformista com base no princípio de que “o presente é a chave para o passado.”

Darwinistas usam este método para mutações e seleção. Afim de reconhecer capacidades causais e efeitos no mundo atual.Em seguida, tentam explicar o registro histórico em termos dessas causas, por exemplo buscando a reconhecer os efeitos conhecidos da mutação e seleção no registro histórico.

O design inteligente aplica esse mesmo método, estudando causas como a inteligência, a fim de reconhecer as suas capacidades causais e efeitos no mundo atual. Os teóricos do DI estão interessados em compreender os poderes de informação-generativa de agentes inteligentes. Os teóricos do DI, em seguida, tentam explicar o registro histórico, incluindo apelos para essa causa, procurando reconhecer os efeitos conhecidos de design inteligente (por exemplo, alta CSI) no registro histórico.

Então, se nós apelarmos para causas materialistas como mutação e seleção, ou causas não materiais, como o design inteligente, estamos usando o mesmo raciocínio uniformista básico e métodos científicos que são bem aceitos em ciências históricas. ID e neo-darwinismo são, portanto, metodologicamente equivalentes, o que significa que ambos são ou ciência, ou ambos não são ciência. No entanto, podemos saber que ID é ciência, porque ele usa o método científico.

3. O design inteligente usa o método científico.

ID usa o método científico para fazer suas reivindicações. Este método é comumente descrito como um processo de quatro etapas de: observações, hipóteses, experimentos e conclusão. Agora vou ilustrar isto referindo-se a quatro áreas científicas: bioquímica, paleontologia, sistemática e genética.

 

° ID e Bioquímica:

Observação: Os agentes inteligentes resolvem problemas complexos, atuando com um objetivo final em mente, produzindo altos níveis de CSI. Em nossa experiência, os sistemas com grandes quantidades de complexidade específica – como códigos e linguagens – invariavelmente são originários de uma fonte inteligente. Da mesma forma, em nossa experiência, a inteligência é a única causa conhecida de máquinas irredutivelmente complexos. [6]

Hipótese (Previsão): estruturas naturais que contêm muitas peças dispostas em intrincados padrões (incluindo a complexidade irredutível) que realizam uma função específica – indicando altos níveis de CSI.

Experiência: investigações experimentais de DNA indicam que ele é composto de um código baseado em linguagem rica em CSI. Os biólogos realizaram testes de sensibilidade mutacionais em proteínas e determinaram que as suas sequências de aminoácidos são altamente especificadas. [7] Além disso, experimentos genéticos inesperados e outros estudos têm mostrado que algumas máquinas moleculares, como o flagelo, são irredutivelmente complexas. [8]

Conclusão: Os altos níveis de CSI – incluindo a complexidade irredutível – em sistemas bioquímicos são melhor explicadas pela ação de um agente inteligente.

 

° ID e Paleontologia:

Observação: Os agentes inteligentes infundem rapidamente grandes quantidades de informação em sistemas. Como quatro teóricos do DI escreveram: “design inteligente fornece uma explicação causal suficiente para a origem de grandes quantidades de informação … o design inteligente de um projeto muitas vezes precede a montagem de peças de acordo com um projeto ou plano de projeto preconcebido.” [9]

Hipótese (Previsão): Formas que contêm grandes quantidades de novas informações aparecem no registro fóssil de repente e sem precursores semelhantes.

Experiência: Estudos sobre o registro fóssil mostram que as espécies geralmente aparecem de forma abrupta, sem precursores semelhantes. [10] A explosão cambriana é um excelente exemplo, embora existam outros exemplos de explosões na história da vida. Grandes quantidades de informações complexas e especificadas tiveram que surgir rapidamente para explicar o aparecimento abrupto dessas formas.[11]

Conclusão: O aparecimento abrupto de novos planos corporais totalmente formados no registro fóssil é melhor explicado por design inteligente.

° ID e Sistemática:

Observação: Os agentes inteligentes, muitas vezes reutilizam componentes funcionais em diferentes projetos. Como Paul Nelson e Jonathan Wells explicam: “. Uma causa inteligente pode reutilizar ou reimplantar o mesmo módulo em sistemas diferentes … [e] gerar padrões idênticos de forma independente” [12]

Hipótese (Previsão): Os genes e outras partes funcionais, normalmente, serão reutilizados em diferentes organismos. [13]

Experiência: Estudos de anatomia comparativa e genética descobriram peças semelhantes comumente existentes em organismos muito diferentes. Exemplos de “evolução extrema convergente” mostram reutilização de genes funcionais e estruturas de um modo não previsto pela ancestralidade comum.[14]

Conclusão: A re-utilização de partes altamente complexas e semelhantes, em organismos amplamente diferentes do padrão de árvore (arvore da vida) é melhor explicado através da ação de um agente inteligente.

 

° ID e Genética:

Observação: Os agentes inteligentes constroem estruturas com finalidade e função. Como William Dembski argumenta: “Considere o termo ‘DNA lixo’. … Em uma visão evolucionista esperamos uma grande quantidade de ADN inútil. Se, por outro lado, os organismos foram concebidos, esperamos que o ADN, tanto quanto possível,venha exibir função “. [15]

Hipótese (Previsão): Muito do chamado “DNA lixo” vai revelar que desempenha funções valiosas.

Experiência: Numerosos estudos têm descoberto funções no “DNA lixo”. Exemplos incluem funções para pseudogenes, íntrons e DNA repetitivo. [16]

Conclusão: A descoberta da função para vários tipos de “DNA lixo” foi prevista com sucesso pelo design inteligente.

Desta forma, podemos verificar que o design inteligente é uma teoria científica de boa-fé que usa o método científico para fazer suas reivindicações em vários campos científicos.

 

 

 

Referências usadas neste artigo:

[1.] William Dembski, The Design Revolution (InterVarsity Press, 2004), p. 33.

[2.] Michael Behe, “Philosophical Objections to Intelligent Design: Response to Critics,” (July 31, 2000) at

[3] William A. Dembski, The Design Inference: Eliminating Chance through Small Probabilities (Cambridge University Press 1998), p. 62.

[4] William A. Dembski, “Intelligent Design as a Theory of Information,” in Intelligent Design Creationism and Its Critics: Philosophical, Theological, and Scientific Perspectives (Robert T. Pennock ed., MIT Press 2001), p. 553.

[5] Henry Quastler, The emergence of biological organization, (Yale University Press, 1964), p. 16.

[6] Scott A. Minnich and Stephen C. Meyer, “Genetic analysis of coordinate flagellar and type III regulatory circuits in pathogenic bacteria,” Proceedings of the Second International Conference on Design & Nature, Rhodes Greece, edited by M.W. Collins and C.A. Brebbia (WIT Press, 2004).

[7] Douglas D. Axe, “Extreme Functional Sensitivity to Conservative Amino Acid Changes on Enzyme Exteriors,” Journal of Molecular Biology, Vol. 301:585-595 (2000); Douglas D. Axe, “Estimating the Prevalence of Protein Sequences Adopting Functional Enzyme Folds,” Journal of Molecular Biology, 1-21 (2004); Ann K Gauger, Stephanie Ebnet, Pamela F Fahey, Ralph Seelke, “Reductive Evolution Can Prevent Populations from Taking Simple Adaptive Paths to High Fitness,” BIO-Complexity, Vol. 2010; Ann K. Gauger and Douglas D. Axe, “The Evolutionary Accessibility of New Enzyme Functions: A Case Study from the Biotin Pathway,” BIO-Complexity, Vol. 2011(1) (2011).

[8.] See Kitzmiller Transcript of Testimony of Scott Minnich pp. 99-108, November 3, 2005; Robert M. Macnab, “Flagella,” in Escherichia Coli and Salmonella Typhimurium: Cellular and Molecular Biology Vol. 1, eds. Frederick C. Neidhardt, John L. Ingraham, K. Brooks Low, Boris Magasanik, Moselio Schaechter, and H. Edwin Umbarger (Washington D.C.: American Society for Microbiology, 1987), pp. 73-74.

[9.] Stephen C. Meyer, Marcus Ross, Paul Nelson, and Paul Chien, “The Cambrian Explosion: Biology’s Big Bang,” in Darwinism, Design, and Public Education, eds. John A. Campbell and Stephen C. Meyer (East Lansing, MI: Michigan State University Press, 2003), pp. 367, 386.

[10.] See Meyer, Ross, Nelson, and Chien, “The Cambrian Explosion: Biology’s Big Bang;” Wolf-Ekkehard Lönnig, “Dynamic genomes, morphological stasis, and the origin of irreducible complexity,” Dynamical Genetics, eds. Valerio Parisi, Valeria De Fonzo, and Filippo Aluffi-Pentini (Kerala, India, Research Signpost, 2004), 101-119; A.C. McIntosh, “Evidence of Design in Bird Feathers and Avian Respiration,” International Journal of Design & Nature and Ecodynamics, Vol. 4: 154-169 (2009).

[11.] Meyer, “The origin of biological information and the higher taxonomic categories.”

[12.] Paul Nelson and Jonathan Wells, “Homology in Biology,” in Darwinism, Design, and Public Education, eds. John Angus Campbell and Stephen C. Meyer (East Lansing: Michigan State University Press, 2003), p. 316.

[13.] In this case of systematics, neo-Darwinism might make some of the same predictions. Is this a problem for the positive case for design? Not at all. The fact that another theory can explain some data does not negate ID’s ability to successfully predict what we should find in nature. After all, part of making a “positive case” means that the arguments for design stand on their own and do not depend on refuting other theories. Moreover, there are many cases of supposed extreme “convergent evolution” that are better explained by common design. Additionally, regarding the predictions from biochemistry), paleontology, and genetics, neo-Darwinism has made different predictions from ID. In any case, in this example ID makes a slightly different prediction in that it does not predict that re-usage of parts must necessarily occur in a nested hierarchical pattern–a prediction which is in fact confirmed. See chapters 5-6 in Stephen C. Meyer, Darwin’s Doubt: The Explosive Origin of Animal Life and the Case for Intelligent Design (HarperOne, 2013).

[14.] John A. Davison, “A Prescribed Evolutionary Hypothesis,” Rivista di Biologia / Biology Forum, Vol. 98 (2005): 155-166; Nelson and Wells, “Homology in Biology;” Lönnig, “Dynamic genomes, morphological stasis, and the origin of irreducible complexity;” Michael Sherman, “Universal Genome in the Origin of Metazoa: Thoughts About Evolution,” Cell Cycle, 6: 1873-1877 (August 1, 2007).

[15.] William A. Dembski, “Science and Design,” First Things, Vol. 86 (October, 1998).

[16.] See Jonathan Wells, The Myth of Junk DNA (Discovery Institute Press, 2011); Richard Sternberg, “On the Roles of Repetitive DNA Elements in the Context of a Unified Genomic-Epigenetic System,” Annals of the NY Academy of Science, Vol. 981: 154-188 (2002); James A. Shapiro, and Richard Sternberg, “Why repetitive DNA is essential to genome function,” Biological Reviews of the Cambridge Philosophical Society, Vol. 80: 227-250 (2005); A.C. McIntosh, “Information and Entropy–Top-Down or Bottom-Up Development in Living Systems?,” International Journal of Design & Nature and Ecodynamics, Vol. 4: 351-385 (2009); The ENCODE Project Consortium, “An integrated encyclopedia of DNA elements in the human genome,” Nature, Vol. 489: 57-74 (September 6, 2012).

O Jamais Refutado Argumento de Paley

By Junior Eskelsen

 

 

 

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Disseram tanto que o argumento foi completamente refutado que qualquer citação a seu respeito seria digna de desprezo e

vergonha. Mas não sou um homem de me preocupar com opiniões alheias e exponho aqui o real pensamento de Paley.

O argumento é de natureza teológica, ou seja, não prova, mas por objetivo justifica a fé, por isso não é “refutável”. A natureza da exposição de Paley é sutil, quase que impercetível no final de sua declaração. A verdade é que não conhecemos qualquer refutação que trate realmente da Analogia do Relojoeiro. Paley parte da natureza e justifica sua fé em um artífice.

Até agora pelo menos os argumentos apresentados sequer tocam na ideia abordada por Paley. A verdade é que existe grande dificuldade descrever as características de design satisfatoriamente.

O que ocorre com o design e suas qualidades também ocorre com vida, informação e outros conceitos de difícil tratamento. Capurro por exemplo escreveu mais de setenta páginas sobre o conceito de informação deixando a questão em aberto frente as insatisfatoriedade dos conceitos apresentados. Esse trabalho recebeu uma versão em português pela UFMG [1].

O coração do argumento de Paley está em “Todos os indícios de um artifício(α), todas as manifestações de um design(β) que existem no relógio existem também nas obras da natureza(δ), com a diferença de que, na natureza, são maiores ou mais numerosos(φ), e isso num grau(ψ) que excede todo o cálculo.”

 

 

 

(α) Conjunto de características comuns.

 

 

(β) Conjunto de predefinições que sustentam um sistema autônomo.

 

 

(δ) Equivalência interpretada como estética, não como reconhecimento de padrões distintos.

 

 

(φ) Riqueza informacional da vida.

 

 

(ψ) O último grau — a autonomia dos sistemas — excede todo cálculo e permanece enigmático até a identificação do limiar da irredutibilidade.

 Todas esses termos persistem na requisição de um tratamento adequado da parte do observador que tenha sutileza para um refinamento e ajuste fino tanto quanto possível. Tanto quanto necessário.

[1] O Conceito de Informação. Capurro. 2007

É o resultado da evolução previsível?

Bom, vou postar agora um artigo do PHYS ORG  (tradução livre que fiz).

Como sempre trago ao debate, não apenas se a evolução ocorre ou não, isto, me refiro, a evolução darwiniana. Dentro de uma lógica há duas hipóteses: Ou ela ocorre/ocorreu, ou ela não ocorre/ocorreu.

Bem, mas meu ponto não é exatamente se ela ocorre / ocorreu; meu ponto é: como ela ocorre / ocorreu ???

Raciocine, antes de tudo o evolucionista afirma que tudo o que existe é o cosmos; e dentro do cosmos ocorre a evolução dos seres vivos; que no fim das contas são produtos da “matéria”  e/ou energia.

Oras, tal natureza (matéria e energia) não possui propósito, intenção, planos, objetivos específicos, fins adequados. Sendo assim, a evolução materialista ocorre / ocorreu de forma despropositada, “cega”, sem direção… Afinal não passa de um evento “material” dentro do cosmos.

Sendo assim, eu lhe pergunto; como um processo redutivelmente materialista pode ser previsível? Como ele pode exibir um padrão, ordem, uma certa constante? Mesmos resultados?

Isso só é possível, quando ao estudarmos a realidade abandonemos a crença naturalista que é materialismo filosófico puro.

Se não fizermos isso, ficamos com a ideia falsa que a evolução lida com todos os fatos reais,  mesmo que a realidade não tenha nenhuma relação com o postulado naturalista que é intrínseco a filosofia materialista.

O artigo a seguir coloca, ao meu ver, a forma como a evolução ocorre / ocorreu  em sérias dúvidas. Embora o artigo não negue o fato da evolução. Assim, os evolucionistas fazem da TE um dogma, uma teoria de tudo. Nesse caso a forma como a evolução ocorre / ocorreu deveria colocar em sérias duvidas não o fato da evolução, embora eu possuo profundo ceticismo frente a evolução teísta; deveria colocar dúvidas quanto a evolução ser um evento redutivelmente materialista. Mas os materialistas mesmo reconhecendo curiosidades da evolução despropositadas, não admitem  que a evolução “cega”, despropositada não possui evidências.

 

 

Eis o artigo:

Se alguém rebobinar a fita da vida, a evolução dará no mesmo resultado?

O biólogo evolucionista Stephen Jay Gould veio com essa famosa experiência de pensamento. Ele sugeriu que a evolução não se repetiria: o papel dos processos aleatórios na origem da biodiversidade era muito importante e, portanto, a evolução não era previsível. O Prof. Axel Meyer (Konstanz) descreveu agora a evolução paralela de duas populações intimamente relacionadas, mas geograficamente isoladas de peixes ciclídeos em lagoas da Nicarágua. Este resultado repetido da evolução é melhor interpretado como evidência de adaptação semelhante à pressão de seleção natural darwiniana similar – e sugere trajetórias evolutivas pouco deterministas. As conclusões do estudo (Konstanz) foram publicados na revista Nature Communications.

Há muito poucas circunstâncias em que pode-se investigar a repetibilidade da evolução, porque os ambientes espacialmente independentes que são preenchidos pelas mesmas espécies são extremamente raros na natureza. “As jovens e completamente isoladas lagoas ao longo do arco americano vulcânico Central na Nicarágua proporcionam um ambiente ideal para estudar .Várias populações de Ciclídeo Midas com habitat em lagoas que se desenvolveram independentemente da população ancestral nas proximidades dos grandes lagos da Nicarágua. Essa configuração é como um experimento natural “, explica Axel Meyer.

Em dois destes lagos da cratera, Apoyo e Xiloá; novos tipos de Ciclídeos Midas evoluíram, independentemente um do outro, em menos de 10 mil anos. Essas novas espécies apresentam adaptações morfológicas idênticas que não são encontrados na população ancestral: a partir da água escura superficial para o novo habitat do abismo, ou seja as águas límpidas dos lagos da cratera. “Em cada um dos dois lagos de cratera, novas espécies de Ciclídeos Midas evoluíram com um corpo alongado – um fenótipo que não existe em lagos ancestrais a partir do qual os colonizadores de lagoas vieram”, explica Meyer. Sua equipe de pesquisa estudou a morfológica, ecológico, genética de populações, e padrões filogenéticos destes peixes. “Nós encontramos nestes ciclídeos forte evidência para a evolução paralela que – curiosamente – ocorreu por diferentes vias.

Nossos resultados mostram que fenótipos paralelos podem evoluir em habitats semelhantes e, devido à pressão de seleção semelhante, no entanto, não necessariamente na seqüência evolutiva paralela”, explica o biólogo evolucionário de Konstanz. Isso indica que a adaptação paralela à ambientes semelhantes podem levar ao mesmo resultado por seleção natural, no entanto, esta evolução pode prosseguir ao longo de diferentes percursos genéticos evolutivos. Isso ocorre porque as espécies endêmicas equivalentes nesses dois lagos de cratera foram originadas em diferentes sequências em ambos os lagos. “Agora nós estamos olhando para os genes e mutações que são a causa para este paralelismo”, diz Axel Meyer.

“Nosso estudo mostra que fenótipos paralelos complexos em ambientes semelhantes podem evoluir muito rapidamente, repetidamente e ainda através de diferentes vias evolutivas. Este é um exemplo microevolutivo de rebobinar a fita de Gould e resultando na de duas espécies muito semelhantes, embora por rotas evolutivas não  rotas “, resume Axel Meyer.

 

 

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More information: Kathryn R. Elmer, Shaohua Fan, Henrik Kusche, Maria Luise Spreitzer, Andreas F. Kautt, Paolo Franchini and Axel Meyer.2014. “Parallel evolution of Nicaraguan crater lake cichlid fishes via non-parallel routes.” Nature Communications , DOI: 10.1038/ncomm6168

Jesus Apologista: Muitas Lições

Gostaria de publicar este excelente artigo do blog cristão Ler pra Crer .

 

Jesus foi um apologista?

Nos Evangelhos vemos Jesus utilizar uma variedade de métodos para comunicar as verdades espirituais. Sua vida exemplificou o próprio princípio que lemos na primeira carta de Pedro 3:15-16: “…estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós.”
Embora Jesus não tenha dito textualmente “Eu fui chamado para ser um apologista e preciso realizar minha tarefa de maneira fiel”, Ele ofereceu razões, em várias ocasiões, a respeito de por que Ele é o Messias e Deus encarnado.
Vamos ver alguns de seus métodos e tentar aprender com eles:
1. Jesus fazia perguntas
Para começar, se você ler os Evangelhos, vai ver que Jesus fez 153 perguntas. Isso é algo que precisa ser praticado por todos os cristãos. Como cristãos, tendemos a ser grandes oradores, mas ouvintes pobres. Se  lermos a literatura rabínica, veremos que fazer perguntas é uma ocorrência comum. Em todas as minhas discussões com meus amigos que são céticos, tendo a fazer esta e outras perguntas: “Se o cristianismo for verdadeiro, você se tornaria um cristão?”

Em alguns casos, fazer perguntas ajuda a focar no problema real. Depois de algumas perguntas, fica evidente que muitas pessoas realmente não têm nenhuma intenção de se entregar a Deus. No final, nenhuma evidência realmente irá convencê-las. Em um caso pelo menos, eu mesmo ouvi um cético dizer que não queria que o cristianismo fosse verdade. É verdade que a fé bíblica envolve a pessoa inteira – o intelecto, as emoções e a vontade. Então, siga os métodos de Jesus e sempre tente chegar ao “coração” da questão.

2. Jesus recorria às evidências

Jesus sabia que não poderia aparecer em cena e não oferecer qualquer evidência de Seu caráter messiânico. Em seu livro sobre Jesus, Douglas Groothuis observa que Jesus recorreu a provas para confirmar as suas afirmações. João Batista, que foi morto na prisão depois de desafiar Herodes, enviou mensageiros a Jesus com a pergunta: “És tu aquele que estava para vir, ou devemos esperar outro?” (Mt 11:3). Isto pode parecer uma pergunta estranha de um homem que os evangelhos apresentam como o precursor profético de Jesus e como aquele que havia proclamado que Jesus era o Messias. Jesus, porém, não fez questão de repreender a João. Ele não disse “Você deve ter fé; suprimir suas dúvidas”. Em vez disso, Jesus apresentou as características distintivas do seu ministério:

“Respondeu-lhes Jesus: Ide contar a João as coisas que ouvis e vedes: os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são purificados, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho. E bem-aventurado é aquele que não se escandalizar de mim.” (Mateus 11:4-6; ver também Lucas 7:22)

Os ensinos e os atos de cura de Jesus se destinavam a servir como evidência positiva da sua identidade messiânica, porque cumpriam as predições messiânicas das Escrituras Hebraicas. O que Jesus disse é o seguinte:

1. Se alguém faz certos tipos de ações (os atos citados acima), então é o Messias.
2. Eu estou fazendo esses tipos de ações.
3. Portanto, eu sou o Messias.

3. Jesus apelou para Testemunho e Testemunhas

Porque Jesus era judeu, ele estava bem ciente dos princípios da Torá. O Dicionário Evangélico de Teologia de Baker (The Baker’s Evangelical Dictionary of Theology) observa  que o conceito bíblico de testemunho ou testemunha está intimamente ligado com o sentido legal convencional do Antigo Testamento de testemunho dado em um tribunal de justiça. Em ambos os Testamentos, ele aparece como o padrão primário para estabelecer e testar as alegações de verdade. Reivindicações subjetivas não certificáveis, opiniões e crenças, ao contrário, aparecem nas Escrituras como testemunho inadmissível.

Mesmo o depoimento de uma testemunha não é suficiente, já que para o testemunho ser aceitável, deve ser estabelecido por duas ou três testemunhas (Deut. 19:15). Em João 5:31-39 Jesus diz: “Se eu der testemunho de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. Outro é quem dá testemunho de mim; e sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro.”

Jesus declara que um auto-atestado pessoal, longe de prover verificação,  não confirma,  mas, ao contrário, gera falsificação. Vemos nesta passagem que Jesus diz que o testemunho de João Batista, o testemunho do Pai, o testemunho da Palavra (a Bíblia Hebraica) e o testemunho de suas obras testemunham da Sua messianidade. (1)

4. Ontologia: Ser e Fazer – As ações de Jesus

A ontologia é definida como o ramo da filosofia que analisa o estudo do ser ou da existência. Por exemplo, quando Jesus diz: “Quem me vê a mim, vê o Pai” (João 14:9), a ontologia faz perguntas como: “Está Jesus dizendo que Ele tem a mesma substância ou essência do Pai?” A ontologia é especialmente relevante em relação à Trindade, uma vez que cristãos ortodoxos são demandados a articular como o Pai, o Filho e o Espírito Santo são todos da mesma substância ou essência. Em relação à ontologia, o falecido estudioso judeu Abraham Heschel J. disse: “a ontologia bíblica não separa o ser do fazer.” Heshel continuou: “Aquele que é, age. O Deus de Israel é um Deus que age, um Deus de feitos poderosos.”(2) Jesus sempre recorre às Suas “obras”, que atestam a sua messianidade. Vemos isso nas seguintes Escrituras:

“Mas o testemunho que eu tenho é maior do que o de João; porque as obras que o Pai me deu para realizar, as mesmas obras que faço dão testemunho de mim que o Pai me enviou.” João 5:36

“Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis. Mas se as faço, embora não me creiais a mim, crede nas obras; para que entendais e saibais que o Pai está em mim e eu no Pai.” João 10:37-38

“Não crês que Eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu digo a você, eu não falo por minha própria iniciativa, mas o Pai, que reside em mim, realiza as suas obras miraculosas.” João 14:10

Os autores do Novo Testamento mostram que Jesus realiza as mesmas “obras” ou “atos”, como o Deus de Israel. Por exemplo, Jesus dá a vida eterna (Atos 4:12; Rom. 10:12-14), ressuscita os mortos (Lucas 7:11-17, João 5:21; 6:40), mostra a capacidade de julgar (Mateus 25:31-46, João 5:19-29, Atos 10:42, 1 Coríntios 4:4-5). Jesus também tem autoridade para perdoar pecados (Marcos 2:1-12, Lucas 24:47, Atos 5:31; Col. 3:13). Assim como o Deus de Israel, Jesus é identificado como eternamente existente (João 1:1; 8:58; 12:41; 17:5; 1 Coríntios 10:4;.. Fil. 2:6; Heb. 11:26.; 13:8; Judas 5), o objeto da fé salvadora (João 14:1, Atos 10:43; 16:31, Rom. 10:8-13) e o objeto de culto (Mt 14:33; 28.: 9,17; João 5:23; 20:28; Fil. 2:10-11, Heb. 1:6;. Apoc. 5:8-12).

5. Os Milagres de Jesus

Na Bíblia, os milagres têm um propósito diferente. Eles são usados por três razões:

1. Para glorificar a natureza de Deus (João 2:11; 11:40)
2. Para credenciar pessoas certas como os porta-vozes de Deus (Atos 2:22;. Heb. 2:3-4)
3. Para fornecer evidência para a crença em Deus (João 6:2, 14; 20:30-31). (3)

Nicodemos, membro do conselho de sentença judaica, o Sinédrio, disse a Jesus: “Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.” (João 3:1-2). Em Atos, Pedro disse à multidão que Jesus tinha sido “aprovado por Deus entre vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis.” (Atos 2:22).

Em Mateus 12:38-39, Jesus diz:  “Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal se lhe dará, senão o do profeta Jonas; pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra.”

Nesta Escritura, Deus confirmou a alegação messiânica, quando Jesus disse que o sinal que iria confirmar sua messianidade seria a ressurreição.

É importante notar que nem todas as testemunhas de um milagre creem. Jesus não fez Seus milagres para entretenimento. Eles foram realizados para evocar uma resposta. Talvez Paul Moser tenha acertado naquilo que ele chama de “cardioteologia”- uma teologia que visa o coração motivacional de alguém (incluindo a própria vontade) ao invés de apenas sua mente ou suas emoções. Em outras palavras, Deus está muito interessado na transformação moral.

Vemos a frustração de Jesus quando Seus milagres não trouxeram a resposta correta de sua audiência. “E embora tivesse operado tantos sinais diante deles, não criam nele” (João 12:37). O próprio Jesus disse de alguns, “tampouco acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos” (Lucas 16:31). Um resultado, embora não o efeito, de milagres é a condenação do incrédulo (cf. João 12:31, 37). (4)

6. Jesus apelava à imaginação

Não é preciso ser cientista para ver que em muitas ocasiões Jesus também apelou para a imaginação. Basta ler as parábolas. Jesus sempre soube que poderia comunicar verdades espirituais dessa maneira.

7. Jesus recorreu à sua própria autoridade

Outra maneira usada por Jesus para apelar àqueles a sua volta era a sua própria autoridade. Os rabinos poderia falar em tomar sobre si o jugo da Torá ou o jugo do reino; Jesus disse: “Tomai o meu jugo, e aprendei de mim.” (Mt 11:29). Além disso, os rabinos poderiam dizer que se dois ou três homens se sentassem juntos, com as palavras da Torá entre eles, o Shekhiná (a própria presença de Deus) iria se debruçar sobre eles. Mas Jesus disse: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, Eu estarei no meio deles” (Mt 18:20). Os rabinos poderiam falar sobre serem perseguidos por amor de Deus, ou por amor do seu nome, ou por causa da Torá; Jesus falou sobre ser perseguido e até mesmo perder a vida por causa dEle. Lembre-se: os profetas poderiam pedir às pessoas para se voltarem para Deus, para virem a Deus a fim de descansar e receber ajuda. Jesus falou com uma nova autoridade profética, afirmando: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11:28). (5)

8. Jesus apelou para a autoridade da Bíblia hebraica

Jesus foi educado na Bíblia hebraica. Não pode ser mais evidente que Ele tinha uma visão muito elevada das Escrituras. Vemos o seguinte:

1. Jesus via-se como sendo revelado na Torá, nos Profetas e nos Salmos (Lc 24:44) (João 5:39).
2. Jesus ensinou que as Escrituras eram autoritárias: Jesus cita passagens da Torá na tentação no deserto (Mat. 4:1-11).
3. Jesus falou sobre como a Escritura (a Bíblia hebraica) é imperecível no Sermão da Montanha (Mateus 5:2-48).
4. Jesus também discutiu como a Escritura é infalível: (João 10:35)

Assim, podemos perguntar: Qual é a sua visão da Bíblia? Você a lê?

A conclusão, portanto, é a de que ao vermos alguns dos métodos apologéticos de Jesus, talvez possamos concordar com Douglas Groothuis quando afirma:

Nossa amostragem do raciocínio de Jesus, no entanto, questiona seriamente a acusação de que Jesus elogiava a fé acrítica em detrimento de argumentos racionais e de que não se importava com consistência lógica. Pelo contrário, Jesus nunca desconsiderou o funcionamento próprio e rigoroso de nossas mentes dadas por Deus. O seu ensino recorreu à pessoa inteira: à imaginação (parábolas), à vontade e à capacidade de raciocínio. Com toda sua honestidade em informar as excentricidades dos discípulos, os escritores dos Evangelhos nunca narraram uma situação em que Jesus foi intelectualmente contido ou superado em um argumento, nem Jesus jamais encorajou uma fé irracional ou mal informada por parte dos seus discípulos.

Referências:

1. Sproul, R.C, Gerstner, J. and A. Lindsey. Classical Apologetics: A Rational Defense of the Christian Faith and a Critique of Presuppositional Apologetics. Grand Rapids, MI: Zondervan Publishing. 1984, 19.
2. Heschel., A.J. The Prophets. New York, N.Y: 1962 Reprint. Peabody MA: Hendrickson Publishers. 2003, 44.
3. Geisler, N. L., BECA, Grand Rapids, MI: Baker Book. 1999, 481.
4. Ibid.
5. Skarsaune, O., In The Shadow Of The Temple: Jewish Influences On Early Christianity. Downers Grove, ILL: Intervarsity Press. 2002, 331.

Fonte: Traduzido e adaptado de Ratio Christi – Eric Chabot (chab123.wordpress.com)

12 evidências que refutam a evolução dos pássaros

Muitas pessoas acreditam que os dinossauros ainda existem nos dias de hoje, e não só as pessoas que pesquisaram o Mokele-mbembe (o saurópode do Congo) ou o monstro do Lado Ness (que já foi descrito como um plesiossauro da Escócia). Os cientistas crentes na teoria da evolução pensam que os dinossauros ainda se encontram vivos hoje em dia, mas que a única diferença é que eles são chamados de aves.

A ciência é uma área que lida com tópicos que podemos estudar, observar e testar. Nunca foi visto um dinossauro (ou qualquer outro animal) a evoluir para um pássaro. uma vez que não podemos observar o proceso hoje em dia, temos que abandonar o campo da ciência e entrar na mais liberal arte forense. O cientista forense irá usar objectos que se podem testar, estudar e observar no presente como forma de confirmar ou refutar a sua hipótese em relação ao que aconteceu no passado.

1. Estrutura do quadril.

Com dois tipos de quadris de dinossauros (saurichia ou ornithischia) nenhum deles está suficientemente perto do quadril das áves modernas de modo a que este quadril possa ser explicado através de pequenas modificações evolutivas. O quadril dos dinossauros terópodes (aqueles que têm dois grandes pés e duas pequenas mãos e que supostamente evoluíram para pássaros) é menos semelhante com o quadril duma ave do que com o quadril das famílias de dinossauro maiores que andam com os quatro membros sobre o chão; devido a isto, é de certa forma irónico que eles ainda considerem os dinossauros terópodes como “lagartos com quadril”.

A pélvis dos “pássaros com quadril” tem o osso púbis direccionado para a retaguarda enquanto que a pélvis dos “lagartos com quadril” tem o púbis virado para frente. Não só as mudanças na estrutura óssea seriam detrimentais para a estabilidade, mas este tipo de modificação teria que ocorrer múltiplas vezes nos “ornithischians” (Ornithopods), nos therizinosauróides (Segnosaurus), e nos dromaeosauridos (Velociraptor) visto que eles teriam que ter evoluído essa estrutura em alturas distintas. OS cientistas nunca observaram uma estrutura quadril modificar-se de “quadril de pássaro” para “quadril de réptil”.

2. Joelho e tornozelo

À primeira vista, podem notar que os joelhos dos dinossauros estão virados para frente como os nossos, ao mesmo tempo que os joelhos das aves estão voltados para trás. Mas se olharem para o esqueleto dos pássaros, irão notar que o joelho não está visivel e a junção que se dobra quando a ave corre é o tornozelo. Embora seja difícil explicar o porquê dum pássado evoluir um osso do pé longo e rígido, e ter um tornozelo tão elevado, os problemas são muitos mais fisiológicos.

A parte traseira dos pássaros está cheia de bolsas de ar que são vitais para o seu sistema de respiração. Os ossos da coxa dos pássaros estão fixos de modo a suportar as bolsas de ar (algo que não acontece com os dinossauros e nem com os humanos quando estes correm). O motivo pelo qual os pássaros são “corredores de tornozelo” em vez de “corredores de joelho”, é devido ao facto de que, se o fémur das aves se mover enquanto elas correm, as suas bolsas de ar entram em colapso.

Estes sistemas nunca poderiam evoluir de forma independente; ambos teriam que estar presente desde o primeiro momento como forma de garantir a sobrevivência dos pássaros. Os cientistas nunca observaram um animal a deixar de ser um “corredor de joelho” e passar a ser um “corredor de tornozelo”.

3. Os dígitos dos dedos.

Os seres humanos têm cinco dedos digitais catalogados de polegar (I), indicador (II), médio (III), anelar (IV) e mínimo (V). Uma vez que a maior parte dos animais têm um design comum, eles partilham também estruturas do braço/pulso/mão comuns. Algumas pessoas que acreditam na teoria da evolução atribuem esta semalhança a um ancestral comum, e devido a isso, identificam os dedos das mãos dos dinossauros e dos pássaros usando os mesmos números do I ao V.

Isto torna-se num problema para os evolucionistas visto que as observações feitas ao desenvolmento digital demonstrou que as aves têm os dígitos II (indicador), III (médio) e IV (anelar), enquanto que as evidências fósseis indicam que os dinossauros tinham os dígitos I (polegar), II (indicador) e III (médio). Se os dinossauros realmente evoluíram para pássaros, então a mão do dinossauro teria que ter evoluído um quarto dígito e ter perdido o primeiro dígito. Visto que o número do dígito é determinado pelo local onde ele está colocado no pulso, outros evolucionistas sugeriram que os ossos foram adicionados a um dedo e removido de outro dedo embora ainda esteja ligado ao mesmo local no pulso. Os cientistas nunca observaram um dedo a mudar de posição no pulso.

4. Ossos ocos

Os pássaros, ao contrário dos dinossaros, têm ossos ocos que contém travessas e treliças. Este design fornece força extra e um peso mais leve, semelhante ao que nós usamos nas casas e nas pontes. Este tipo de características genéticas não podem evoluir como consequência de alterações ambientais ou de necessidade. Os cientistas nunca observaram ossos preenchidos com medula a evoluírem para ossos com treliças.

5. Metabolismo.

A maior partes dos répteis tais como o Dragão de Komodo são muito letárgicos e têm um metabolismo totalmente diferente do metabolismo dos pássaros. Por sua vez, a Limosa com cauda listrada é um pássaro que anualmente faz uma viagem de 15,000 milhas do Alasca para o Hawaii, para a Nova Zelândia, para a China, e de volta para o Alasca. O metabolismo é usado em muitas reacções químicas do corpo, e elas têm que ocorrer ao mesmo tempo.

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6. Termorregulação

Os répteis de “sangue frio” regulam a temperatura do seu corpo de maneiras bem diferentes que os pássaros e os mamíferos de “sangue quente”. Os animais de “sangue quente” ou endotérmicos mantêm uma temperatura corporal constante regulando automaticamente o seu metabolismo. Os animais de “sangue frio” ou ectotérmicos usam fontes de calor externas para regular a sua temperatura corporal. O processo de regulação de temperatura é embutido no ADN das criaturas muito antes delas nascerem, e elas não têm o poder para o modificar. Os cientistas nunca observaram um animal ectotérmico a evoluir para um animal endotérmico (ou vive-versa).

7. Tamanho

A maior parte dos pássaros têm menos de 70 centímeros de tamanho ao mesmo tempo que vários dinossauros encontrados têm mais de 30 metros comprimento. Uma vez que os répteis nunca param de crescer, é bem provável que os seus tamanhos enormes se prendam com o facto deles viverem durante centenas de anos. A Bíblia revela que não era fora do comum as pessoas viverem até aos 900 anos antes do Dilúvio.

O ADN contém toda a informação necessária para produzir animais grandes e animais pequenos. Os cães podem variar entre um Chihuahua com 27cm até ao Great Dane, que pode atingir 1,80m de altura, mas nenhum tipo de cruzamento genético pode permitir que se crie um cão com 30 metros de comprimento. Os cientistas nunca observaram alterações no ADN que causem que os animais tenham uma alteração tão drástica do seu tamanho.

8. Esterno ajoelhado

Os pássaros têm uma fúrcula ou “wishbone” que inclui um osso de esterno ajoelhado. Todos os pássaros que voam têm um esterno ajoelhado, crucial para o vôo, onde os músculos se ligam. Os cientistas nunca observaram um animal sem um esterno ajoelhado a desenvolver um, e a gerar os músculos certos para se conectarem a ele.

9. Escamas e penas.

As escamas nos répteis não são nada como as penas dos pássaros. A pena é uma plumagem complicada que só é encontrada nos pássaros. As penas desenvolvem-se a partir dum folículo parecido com o cabelo e têm uma haste que têm as farpas a estenderem-se a partir dele; essas farpas têm bárbulas e essas bárbulas têm ganchos. Esses ganchos agem tal como Velcro microscópico que está construído com a mesma curvatura de modo a enganchar-se nas bárbulas vizinhas.

As escamas são apenas dobras e bolsos na pele e eles não crescem a partir dum fólico. O motivo pelo qual a cobra é capaz de mudar a sua pele duma só vez prende-se com o facto das escamas estarem todas ligadas umas às outras. Isto é totalmente diferente do que acontece com as penas ou com o cabelo.

As penas e as escamas são ambas feitas com ceratina mas isso não explica as suas estruturas e o seu design completamente diferente. As conchas, as garras, os bicos, e os espinhos do porco-espinho são todos feitos com ceratina, mas não porque têm um parente comum, mas sim porque a ceratina está muito bem construída e ajustada para os mais variados propósitos.

Algumas notícias dizem que os dinossauros tinham proto-penas, algo baseado em fósseis com linhas encontradas nas extremidades da pele. Mas as proto-penas não são de maneira nenhuma semalhantes às penas, e muito provavelmente são só fibras de colagénio desgastadas que se originaram de dentro das células – e não fóliculos presentes no lado de fora da pele.

10. Glândula alisadora

Os pássaros têm uma glândula uropigial, ou glândula alisadora, na base da sua espinha que segrega óleo. As áves giram as suas cabeças 180 graus e usam os seus bicos para esfregar o óleo de alisar nas suas penas. Sem este tipo de lubrificação, as penas dos pássaros não operam de forma correcta. Os dinossauros não têm uma glândula uropigial, e os cientistas nunca observaram um animal a evoluir tal glândula, nem a evoluir, ao mesmo tempo. a habilidade para girar a sua cabeça 180 graus para aceder a parte inferior da espinha.

11. Fósseis de pássaros modernos.

Para que os dinossauros tenham evoluído para pássaros, é necessário que os dinossaros tenham aparecido primeiro; mas o que nós encontramos são fósseis de pássaros modernos em camadas inferiores aos seus supostos ancestrais reptilíneos. Confuciusornis feducciai e Confuciusornis sanctus são apenas alguns exemplos de pássaros modernos encontrados no Período Cretáceo Inferior.

12. Archaeopteryx

O fóssil de Archaeopteryx é considerado por alguns como um fóssil transicional entre os répteis e os pássaros devido ao facto dele ter dentes e garras; no entanto, o Archaeopteryx é considerado como uma áve verdadeira. Para além disso, sabe-se de outras áves que têm garras (tais como a avestruz e as ciganas [hoatzin] quando são pequenas). Por outro lado, já foram documentados casos de áves Hesperornis contendo dentes.

Dino_Ave13_Hesperornis

Conclusão:

Devido a isto, só nos resta perguntar: será mesmo que os dinossauros evoluíram para pássaros? Claramente não; os pássaros vieram primeiro, e depois foram criados os dinossauros. Para além disso, não há qualquer tipo de evidência científica de que um réptil pode, depois de “milhões de anos”, mudar por completo a sua biologia e fisiologia e passar a ser um pássaro. O que a ciência claramente revela é que os animais reproduzem-se segundo a sua espécie, exactamente o que Génesis diz.

Génesis 1
E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus. . . . E foi a tarde e a manhã, o dia quinto. (Gén 1:20,23)

E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis e feras da terra conforme a sua espécie; e assim foi…. E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto. (1:24,31)

Fonte: darwinismo.wordpress

O fato, Fato, FATO da evolução humana – os cientistas estão mais perdidos do que cego em tiroteio!!!

Não fiquei alheio às notícias sobre a leitura do DNA de humano primitivo de 400.000 anos encontrado em Atapuerca, Espanha:

Cientistas leem o mais antigo DNA de humano primitivo

Razão do meu silêncio? É que há tanta confusão, controvérsia e polêmica entre os maiores especialistas de evolução humana diante das evidências encontradas e interpretações dadas que eu me perguntei se valeria a pena considerar o que foi alardeado pela Grande Mídia.
Desta vez foi muito, mas muito diferente. Por que? Porque foi publicado um artigo na Nature, a publicação científica fundada por Thomas Huxley et al para defender e promover as ideias evolucionárias de Darwin, com esta chamada “Hominin DNA baffles experts” [DNA de hominídeo confunde os especialistas]. É que as peças do quebra-cabeça da evolução humana estão caindo em lugares onde não deveriam cair, contrariando expectativas teóricas. Não seriam expectativas ideológicas???
E o que era fato, Fato, FATO da evolução humana diante das evidências encontradas se torna um mistério “Another ancient genome, another mystery” [Outro genoma antigo, outro mistério]. E pensar que tem darwinista ortodoxo, fundamentalista, xiita, pós-moderno, chique e perfumado a la Dawkins, como Pazza e Tessler que têm a evolução humana como sendo um fato científico tão bem estabelecido quanto à lei da gravidade, que a Terra é redonda e gira em torno do Sol. NADA MAIS FALSO! Ainda continua Mysterium tremendum. Coisa que este blogger vem dizendo há anos! Desde 1998…
O interessante e inesperado nesta pesquisa de DNA retirado de fêmur de 400.000 anos encontrado em Sima de los Huesos, Atapuerca, na Espanha, é a relação desse hominídeo e os denisovanos que, sabe-se, viveram muito mais recente na Sibéria.
Pela teoria, os ancestrais europeus deveriam ser mais proximamente geneticamente relacionados com os Neanderthais do que com os denisovanos. Foi isso que deixou os pesquisadores “confundidos”. Chris Stringer disse “não é o que eu esperaria [encontrar].” Svante Pääbo, um dos maiores especialistas nesta área, disse “Isso realmente levanta mais perguntas do que respostas.” Digno de nota é a sugestão no artigo de como explicar a evidência que contraria o esperado pela teoria, “pesquisadores interessados na evolução humana estão se esforçando para explicar o elo surpreendente, e todo mundo parece ter suas ideias.”
O que a maior parte da Nomenklatura científica e a Galera dos meninos e meninas de Darwin querem é esperança, mas diante das evidências, os especialistas ofereceram somente perplexidade:
Clive Finlayson, arqueólogo do Museu de Gibraltar Museum, considera o mais recente artigo como sendo “moderado e renovador”. Ele disse que as muitas ideias [SIC1] sobre evolução humana têm sido derivadas de amostras limitadas de fósseis e de ideias preconcebidas [SIC 2]. Neste caso, ele afirmou “A genética, para mim, não mente”.
Até Pääbo, um dos maiores especialistas nesta área, admite que ficou surpreso com a última descoberta de sua equipe: “A minha esperança, é claro, é que eventualmente nós não tragamos confusão, mas clareza para este mundo”.
Outras publicações também mostraram terem sido surpreendidas com a descoberta:
National Geographic reportou que isso “embaralha” o quadro da origem humana.
Live Science reportou sobre um “braço misterioso da humanidade.”
Science Now traz Pääbo dizendo que eles pensavam que este genoma seria encontrado na China e não na Europa. Outro paleoantropólogo disse “Isso é muito mais complex do que nós pensávamos.” Vários “especialistas” propõem “cenários” para responder esse enigma, “O que o DNA de denisovano está fazendo em um proto-neanderthal a 7.500 kilômetros da Sibéria?”
BBC até brincou: da Sibéria para a Ibéria?
A história fica complicada com os diversos grupos incompatíveis cruzando entre si, mas perdendo o DNA que eles ganharam.
O artigo deixou alguns pesquisadores bem frustrados, pois os autores “não chegaram a nenhuma conclusão… Isso não é um grande avanço, deixando todas as hipóteses no ar”, resmungou Emiliano Bruner, do Centro Nacional Espanhol de Pesquisa para Evolução Humana em Burgos.
Ian Tattersal disse, curiosamente: “Tudo o que eu posso dizer é que isso fica cada vez muito mais misterioso.”
Science Daily reportou que parece similar aos primitivos primatas e “Lucy”, mas não com os primatas vivos: “Primatas atuais têm suas histórias evolucionárias longas e independentes, e as suas anatomias modernas não devem ser pressupostas como representando a condição ancestral de nossa linhagem humana”, disse William Jungers, da Escola de Medicina Stony Brook.
PhysOrg reportou que esta espécie (foi chamada de “Homem do Milênio”) se mostrou ser “menos parecida com chimpanzé do que foi pensado.” Ele parece estar descrevendo um arbusto evolucionário e não uma árvore. Então, o que do fato, Fato, FATO da evolução humana pode ser deduzida dos fósseis? Como os cientistas sabem que esses galhos não foram galhos de primatas que simplesmente se extinguiram, e nada tinham a ver com a origem humana?+++++
NOTA CAUSTICANTE DESTE BLOGGER:É bom ser vindicado pelas evidências. Muito bom mesmo é ser vindicado pelos evolucionistas HONESTOS! Neste blog sempre mostramos ceticismo saudável e localizado sobre o fato, Fato, FATO da evolução humana alardeado como fato científico assim como a lei da gravidade, como a Terra é redonda e gira em torno do Sol. NADA MAIS FALSO!!!O nome disso é DESONESTIDADE ACADÊMICA, pois a teoria da evolução de Darwin através da seleção natural e n mecanismos evolucionários (de A a Z, vai que um falhe…) não é corroborada no contexto de justificação teórica.Por que nossos alunos do ensino médio não podem ficar sabendo que o fato, Fato, FATO da evolução não é assim uma Brastemp de aceitação entre os cientistas evolucionistas COMPETENTES e HONESTOS???

Fui, nem sei por que, rindo igual ao Gato de Cheshire!!!
ADENDA 10/12/2013Ponto de vista de John Hawks sobre esta questão polêmica e controversa:
The Denisova-Sima de los Huesos connectionP.S.: Este cientista evolucionista não abre espaço para comentários em seu blog. Foi nele, Galera de meninos e meninas de Darwin e alguns cientistas da Nomenklatura científica, que me inspirei. Capice?

Pesquisadores indentificam compostos capazes de induzir mutações no DNA.

São Paulo – Diversos agentes químicos, como aldeídos presentes na fumaça do cigarro ou em poluentes urbanos e industriais, produzem uma série de compostos no organismo humano, conhecidos como adutos, que são capazes de induzir mutações no DNA e podem causar o desenvolvimento do câncer.

Para medir e quantificar esses adutos, que em níveis elevados estão associados a diversos tipos de câncer, pesquisadores do Instituto de Química (IQ) da Universidade de São Paulo (USP) estão utilizando técnicas ultrassensíveis como a espectrometria de massas.

Alguns dos resultados do Projeto Temático, realizado com apoio da FAPESP, foram apresentados no 4º Congresso BrMASS, realizado pela Sociedade Brasileira de Espectrometria de Massas em dezembro, em Campinas (SP).

De acordo com Marisa Helena Gennari de Medeiros, professora do IQ e coordenadora do projeto, seu grupo de pesquisa tem conseguido detectar e quantificar adutos produzidos por aldeídos (eteno adutos) tanto em células humanas em cultura como em tecidos do fígado, cérebro e pulmão de ratos expostos à poluição.

“Dentre as técnicas que têm sido utilizadas, a espectrometria de massas é atualmente a mais importante e eficiente para se detectar como quantificar adutos no DNA”, disse.

O objetivo dos pesquisadores é utilizar esses adutos como marcadores biológicos (biomarcadores) em situações clínicas para detectar o risco de desenvolvimento de um câncer ou para avaliar a exposição a diferentes poluentes urbanos e industriais.

Por meio desses biomarcadores, em uma cidade como São Paulo, onde a população está exposta a diversos poluentes, seria possível avaliar qual deles, especificamente, é o responsável por uma determinada quantidade de adutos no DNA. “Com isso, teríamos uma prova específica de que um determinado poluente realmente afeta a saúde humana”, disse Medeiros.

Utilizando espectrometria de massas combinada com a técnica de marcação isotópica – em que uma substância é “marcada” ao incluir isótopos pouco comuns em sua composição química – os pesquisadores demonstraram a formação de um aduto derivado do acetaldeído.

O estudo indicou que o composto produzido a partir da queima da madeira e do tabaco de cigarro, entre outras fontes, pode ser um marcador biológico de exposição tanto à poluição urbana como para o alcoolismo, que é um dos principais fatores para o surgimento de câncer de boca.

Parte dos resultados da pesquisa foi publicada no Journal of The American Chemical Society e pode ser usada para explicar os mecanismos associados à exposição ao composto químico e os riscos de câncer.

“Esclarecemos a formação, que era bastante controversa, desse aduto por meio do acetaldeído, produto genotóxico ambiental. O produto formado é um aduto de DNA comprovadamente mutagênico e produzido também pela oxidação metabólica do álcool etílico”, disse Medeiros.

Segundo ela, o interesse pela pesquisa dos etenos adutos começou a ser despertado nas últimas décadas quando surgiram diversos casos de um câncer primário do fígado (hepatocarcinoma) muito raro entre trabalhadores de uma indústria de plástico nos Estados Unidos.

Ao investigar a origem da doença, os especialistas identificaram na época que se devia à exposição dos operários a compostos cancerígenos, como o cloreto de vinila e o uretano, utilizados na fabricação de polímeros.

Em 1992, cientistas conseguiram medir a formação de etenos adutos produzidos por cloreto de vinila em tecidos do fígado, pulmão e rim de ratos e dos trabalhadores da indústria de plástico norte-americana expostos ao composto químico. A partir de então, iniciou-se uma busca por técnicas ultrassensíveis para conseguir medir e quantificar esses adutos in vivo.

“Esses adutos promovem a transição e a substituição de pares de bases do DNA. Já são conhecidos sistemas para repará-los em mamíferos e em extratos de células de ratos”, disse Medeiros.

Atualmente, a cientista coordena outro Projeto Temático com apoio da FAPESP.

O artigo [13C2]- Acetaldehyde Promotes Unequivocal Formation of 1,N2-Propano-2′-deoxyguanosine in Human Cells (doi: 10.1021/ja2004686), de Medeiros e outros, pode ser lido por assinantes do Journal of The American Chemical Society em http://pubs.acs.org/doi/abs/10.1021/ja2004686.

fonte: http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/pesquisadores-identificam-compostos-capazes-de-induzir-mutacoes-no-dna-15012012-3.shl

Eu só me pergunto quais mutações imprevisíveis,causadas por seleção natural imprevisível em um habitat imprevisível seriam capazes de tranformar um mamífero terrestre quadrúpede em um mamífero aquático,mais precisamente as baleias?Como poderia o darwinismo prever isto?

O Argumento Cosmológico Kalam – William Lane Craig

William Lane Craig

Traduzido e adaptado por Wagner Kaba

Neste artigo, o filósofo cristão Dr. William Lane Craig apresenta uma versão do argumento cosmológico em favor da existência de Deus. Com base em dois argumentos filosóficos e duas confirmações científicas ele demonstra que é plausível que o universo teve um começo. Como tudo o que começa a existir tem uma causa, deve haver uma causa transcendente para o universo.

O artigo original está aqui [35]. Dr. William Lane Craig possui doutorados pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, e pela Universidade de Munique, na Alemanha.

Introdução

“A primeira questão que certamente deve ser perguntada”, escreveu G.W.F. Leibiniz, é “Por que existe algo em vez de nada?” 1 [1]. Esta questão parece ter uma força existencial profunda, que tem sido percebida por alguns dos maiores pensadores da humanidade. De acordo com Aristóteles, a filosofia começa com um senso de assombro sobre o mundo, e a mais profunda questão que um homem pode fazer relaciona-se com a origem do universo2 [2]. Em sua biografia de Ludwig Wittgenstein, Norman Malcolm relata que Wittgenstein disse que algumas vezes ele teve certa experiência que poderia ser mais bem descrita dizendo-se que “quando a tenho, eu fico assombrado com a existência do mundo. Então sou inclinado a usar frases como ‘Quão extraordinário é que algo deva existir’” 3 [3] Similarmente, um filósofo contemporâneo observa, “… Minha mente muitas vezes revira-se diante do imenso significado que esta questão tem para mim. Que algo exista de alguma forma parece-me um assunto para o mais profundo temor.” 4 [4]

Por que existe algo em vez de nada? Leibiniz respondeu esta questão argumentando que algo existe em vez de nada porque existe um ser necessário que carrega consigo sua razão para a existência e é a razão suficiente para a existência de todo ser contingente5 [5].

Embora Leibiniz (seguido por certos filósofos contemporâneos) tenha considerado a inexistência de um ser necessário como logicamente impossível, uma explicação mais modesta da necessidade da existência chamada de “necessidade factual” foi fornecida por John Hick: um ser necessário é um ser eterno, não-causado, indestrutível e incorruptível6 [6]. Leibiniz, é claro, identificou o ser necessário como Deus. Seus críticos, entretanto, contestaram esta identificação, sustentando que o universo material poderia ele mesmo receber o status de um ser necessário. “Por que”, perguntou Hume, “não poderia o universo material ser o Ente necessário, de acordo com esta pretensa explicação de necessidade?”7 [7]. Tipicamente, esta tem sido precisamente a posição do ateu. Os ateus não se sentiram compelidos a abraçar a visão de que o universo veio a existir do nada sem nenhuma razão; ao invés disso, eles consideraram o universo mesmo como um tipo de ser factualmente necessário: o universo é eterno, não-causado, indestrutível e incorruptível. Como Russel claramente colocou, “…O universo está aí, e isto é tudo”8 [8]

Será que o argumento de Leibniz nos deixa, portanto, em um impasse racional ou será que não existem mais recursos disponíveis para desvendar o mistério da existência do mundo? Parece-me que existem. É lembrado que uma propriedade essencial de um ser necessário é a eternidade. Se, então, puder se demonstrar plausível que o universo começou a existir e, portanto, não é eterno, até este ponto poder-se-ia demonstrar a superioridade do teísmo como uma cosmovisão racional.

Assim, há uma forma do argumento cosmológico muito negligenciada hoje, mas de grande importância histórica, que objetiva precisamente demonstrar que o universo teve um início no tempo9 [9]. Originada dos esforços dos teólogos cristãos para refutar a doutrina Grega da eternidade da matéria, este argumento desenvolveu-se em formulações sofisticadas através de teólogos Judeus e Islâmicos, que, em seguida, transmitiram-no de volta ao Ocidente Latino. O argumento, portanto, tem um vasto apelo inter-sectário, tendo sido defendido por Muçulmanos, Judeus e Cristãos, tanto Católicos como Protestantes.

O argumento, que denominei como argumento cosmológico de kalam, pode ser demonstrado como se segue:

1. Tudo que começa a existir tem uma causa para
   sua existência.
2. O universo começou a existir.
   2.1 Argumento baseado na impossibilidade de
       um infinito real.
         2.11 Um infinito real não pode existir.
         2.12 Um regresso temporal infinito de
              eventos é um infinito real.
         2.13 Portanto, um regresso temporal
              infinito de eventos não pode existir.
   2.2   Argumento baseado na impossibilidade da
         formação de um infinito real pela adição
         sucessiva.
         2.21 Uma coleção formada por sucessivas
              adições não pode ser realmente
              infinita.
         2.22 A série temporal de eventos passados
              é uma coleção formada por sucessivas
              adições.
         2.23 Portanto, uma série temporal de
              eventos passados não pode ser
              realmente infinita.
3. Portanto, o universo tem uma causa para a sua
   existência.

Vamos examinar este argumento mais de perto.

Defesa do Argumento Cosmológico de Kalam

Segunda Premissa

Claramente, a premissa crucial neste argumento é (2), e dois argumentos independentes são oferecidos em suporte dele. Vamos, então, passar a examinar os argumentos que o amparam.

Primeiro Argumento de Suporte

Para se entender (2.1), precisamos entender a diferença entre um infinito potencial e um infinito real. Grosso modo, um infinito potencial é uma coleção que cresce em direção ao infinito como limite, mas nunca chega lá. Tal coleção é realmente indefinida, não infinita. O símbolo para este tipo de infinito, que é usado em cálculo é . Um infinito real é uma coleção em que o número de membros realmente é infinito. A coleção não está crescendo em direção ao infinito, ela é infinita, ela é “completa”. O símbolo para este tipo de infinito, que é usado na teoria dos conjuntos para designar conjuntos que possuem um número infinito de membros, tais como {1,2,3,…}, é . Ora, (2.11) sustenta, não que um número infinito potencial não possa existir, mas que um número infinito real de coisas não pode existir. Pois se um número real de coisas pode existir, então isto geraria todo tipo de absurdos.

Talvez a melhor maneira de trazer à tona a verdade de (2.11) é através de uma ilustração. Deixe-me usar uma de minhas favoritas, o Hotel de Hilbert, um produto da mente do grande matemático alemão, David Hilbert. Vamos imaginar um hotel com um número finito de quartos. Suponha, além disso, que todos os quartos estão ocupados. Quando um novo hóspede chega pedindo por um quarto, o proprietário se desculpa, “Sinto muito, todos os quartos estão ocupados”. Mas vamos imaginar um hotel com um número infinito de quartos e suponha mais uma vez que todos os quartos estão ocupados. Não há um simples quarto vago em todo o hotel infinito. Deste modo, suponha que um novo hóspede apareça pedindo por um quarto. “Mas é claro!” diz o proprietário, e ele imediatamente transfere a pessoa do quarto número 1 para o quarto número 2, a pessoa do quarto número 2 para o quarto número 3, a pessoa do quarto número 3 para o número 4, e assim por diante até o infinito. Como resultado desta mudança de quartos, o quarto número 1 agora se tornou vago e o novo hóspede faz o check-in com gratidão. Mas lembre-se, antes de ele ter chegado, todos os quartos estavam ocupados! Igualmente curioso, de acordo com os matemáticos, não há agora mais pessoas no hotel do que havia antes: o número é simplesmente infinito. Mas como isso pode acontecer? O proprietário acabou de adicionar o nome do novo hóspede no registro e deu-lhe suas chaves – como pode não haver mais uma pessoa no hotel do que antes? Mas a situação se torna ainda mais estranha. Suponha que um número infinito de novos hóspedes apareça no balcão pedindo por quartos. “É claro, é claro!” diz o proprietário, e ele prossegue em mudar a pessoa do quarto 1 para o quarto 2, a pessoa do quarto 2 para o quarto 4, a pessoa do quarto 3 para o quarto 6, e assim por diante infinitamente, sempre colocando cada ocupante original em um quarto cujo número seja o dobro do seu próprio. Como resultado, todos os quartos de número ímpar se tornarão vagos, e o número infinito de novos hóspedes é facilmente acomodado. Ainda assim, antes de eles chegarem, todos os quartos estavam ocupados! E novamente, de modo bastante estranho, o número de hóspedes no hotel é o mesmo depois do número infinito de novos hóspedes terem feito check-in, ainda que tenha havido tantos novos hóspedes quanto hóspedes antigos. De fato, o proprietário poderia repetir este processo infinitas vezes e ainda assim nunca haveria um único hóspede a mais no hotel do que antes.

Mas o Hotel de Hilbert é ainda mais estranho do que o matemático alemão demonstrou ser. Suponha que alguns dos hóspedes comecem a sair. Suponha que o hóspede no quarto 1 parta. Existe agora uma pessoa a menos no hotel? Não de acordo com os matemáticos – mas simplesmente pergunte para a mulher que arruma as camas! Suponha que os hóspedes dos quartos 1,3,5,… partam. Neste caso, um número infinito de pessoas deixou o hotel, mas de acordo com os matemáticos, não há menos pessoas no hotel – mas não converse com a mulher da lavanderia! Na verdade, poderíamos fazer com que cada hóspede saísse do hotel e repetir este processo infinitamente muitas vezes, e ainda não haveria menos pessoas no hotel. Mas, em vez disso, suponha que as pessoas dos quartos 4,5, 6,… partam. Em uma simples tirada o hotel se tornaria virtualmente vazio, o registro de hóspedes reduzido a três nomes, e o infinito convertido em finitude. E mesmo assim continuaria sendo verdadeiro que o mesmo número de hóspedes partiu desta vez como da vez em que os hóspedes dos quartos 1,3,5,… partiram. Alguém pode acreditar sinceramente que tal hotel possa existir realmente? Estes tipos de absurdos ilustram a impossibilidade da existência de um número infinito real de coisas.

Isto nos leva a (2.12). A verdade desta premissa parece claramente óbvia. Se o universo nunca começou a existir, então antes de agora houve um número infinito de eventos prévios. Portanto, uma série de eventos sem começo no tempo implica a existência de um número infinito real de coisas, ou seja, eventos passados.

Neste ponto pode ser proveitoso considerar algumas objeções que podem ser levantadas contra o argumento. Primeiro, vamos considerar as objeções a (2.11). Wallace Matson objeta que a premissa deve significar que um número infinito real de coisas é logicamente impossível; mas que é fácil mostrar que tal coleção é logicamente possível. Por exemplo, a série de números negativos {…-3,-2,-1} é uma coleção infinita real sem um primeiro membro10 [10]. O erro de Matson está em pensar que (2.11) significa afirmar a impossibilidade lógica de um número infinito real de coisas. O que a premissa expressa é a impossibilidade real ou factual de um infinito real. Para ilustrar a diferença entre a possibilidade lógica e a real: não há impossibilidade lógica de alguma coisa vir a existir sem uma causa, mas tal circunstância pode muito bem ser impossível de modo real ou metafísico. Da mesma forma, (2.11) declara que os absurdos conseqüentes na existência real de um infinito real mostram que tal existência é metafisicamente impossível. Portanto, alguém pode conceder que na esfera conceitual da matemática seja possível, dadas certas convenções e axiomas, falar consistentemente sobre séries infinitas de números, mas isto de maneira alguma implica que um número infinito real de coisas seja realmente possível. Pode-se notar também que a escola matemática de intuicionismo nega até mesmo que a série de números seja realmente infinita (eles consideram-na potencialmente infinita apenas), então apelar às séries de números como exemplos de infinitos reais é um procedimento controverso.

O falecido J.L. Mackie também objetou contra (2.11), declarando que os absurdos são resolvidos ao notar que para conjuntos infinitos o axioma “o todo é maior que suas partes” não é válido, como o é para conjuntos finitos11 [11]. Similarmente, Quentin Smith comenta que uma vez que entendemos que um conjunto infinito tem um subconjunto próprio com o mesmo número de membros quanto o próprio conjunto, as situações pretensamente absurdas tornam-se “perfeitamente críveis”12 [12]. Mas penso que é precisamente esta característica da teoria dos conjuntos infinitos que, quando interpretada para a esfera do real, produz resultados que são perfeitamente inacreditáveis, como por exemplo, o Hotel de Hilbert. Além disso, nem todos os absurdos derivam da negação pela teoria dos conjuntos infinitos do axioma de Euclides: os absurdos ilustrados pela saída dos hóspedes do hotel derivam dos resultados auto-contraditórios quando as operações inversas de subtração ou divisão são realizadas utilizando-se números transfinitos. Aqui o problema contra uma coleção infinita real de coisas torna-se decisiva.

Finalmente pode-se apontar a objeção de Sorabji, que sustenta que as ilustrações como as do Hotel de Hilbert não envolvem absurdos. Com o fim de se entender o que está errado com o argumento de kalam, ele pede-nos para imaginar duas colunas paralelas começando no mesmo ponto e expandindo-se na distância infinita, uma coluna de anos passados e a outra coluna de dias passados. A razão por que a coluna de dias passados não é maior do que a coluna de anos passados, diz Sorajbi, é que a coluna de dias não irá “expandir-se” além do distante fim da outra coluna, já que nenhuma das duas colunas possui um fim distante. No caso do Hotel de Hilbert há a tentação de se pensar que algum residente infortunado no fim distante irá cair no espaço. Mas não há fim distante: a linha de residentes não irá se expandir além do fim distante da linha de quartos. Uma vez que isto é compreendido, o produto é simplesmente uma verdade explicável -até mesmo surpreendente e regozijante – sobre o infinito13 [13]. Ora, Sorajbi certamente está correto, como vimos, em que o Hotel de Hilbert ilustra uma verdade explicável sobre a natureza do infinito real. Se um número realmente infinito de coisas pudesse existir, o Hotel de Hilbert seria possível. Mas Sorajbi parece falhar em entender o ponto principal do paradoxo: eu, por exemplo, não vejo tentação em pensar em pessoas caindo no fim distante do hotel, pois não há nenhum, mas tenho dificuldades em acreditar que um hotel em que todos os quartos estão ocupados possa acomodar mais hóspedes. É claro que a linha de hóspedes não irá se expandir além da linha de quartos, mas se todos esses quartos infinitos já possuem hóspedes neles, então será que mudar tais hóspedes de lugar pode realmente criar quartos vagos? A própria ilustração de Sorajbi das colunas de anos passados e de dias passados não é menos inquietante para mim: se dividirmos as colunas em segmentos do tamanho de um pé e marcarmos uma coluna como os anos e a outra como os dias, então uma coluna é tão longa como a outra e mesmo assim para cada segmento do tamanho de um pé na coluna de anos, são encontrados 365 segmentos de tamanho igual na coluna de dias! Estes resultados paradoxais podem ser evitados somente se as coleções de infinitos reais puderem existir apenas na imaginação, e não na realidade. De qualquer forma, a ilustração do Hotel de Hilbert não é exaurida por lidar apenas com a adição de novos hóspedes, pois a subtração de hóspedes resulta em absurdos até mesmo mais intratáveis. A análise de Sorajbi não faz nada para resolvê-las. Portanto, parece-me que as objeções à premissa (2.11) são menos plausíveis do que a premissa em si.

Com relação à (2.12), a objeção mais freqüente é que o passado deve ser considerado como um infinito potencial apenas, não como um infinito real. Esta foi a posição de Aquino contra Bonaventure, e o filósofo contemporâneo Charles Hartshorne parece se alinhar com Tomás neste ponto14 [14]. Tal posição, entretanto, é insustentável. O futuro é potencialmente infinito, já que ele não existe; mas o passado é real de um modo que o futuro não é, como evidenciado no fato de que possuímos traços do passado no presente, mas não traços do futuro. Portanto, se a série de eventos passados nunca começou a existir, então deve ter havido um número infinito real de eventos passados.

As objeções contra ambas as premissas, portanto, parecem ser menos convincentes do que as premissas em si. Juntas, elas implicam que o universo começou a existir. Portanto, eu concluo que este argumento fornece bons fundamentos para aceitar a verdade da premissa (2) que o universo começou a existir.

Segundo Argumento de Suporte

O segundo argumento (2.2) para o início do universo é baseado na impossibilidade de se formar um infinito real por adições sucessivas. Este argumento é distinto do primeiro no que ele não nega a possibilidade da existência de um infinito real, mas a possibilidade de este ser formado por adição sucessiva.

A premissa (2.21) é o passo crucial no argumento. Não se pode formar uma coleção infinita real de coisas por se adicionar sucessivamente um membro depois do outro. Desde que é possível sempre adicionar mais um antes de se chegar ao infinito, é impossível alcançar o infinito real. Algumas vezes isto é chamado de impossibilidade de “contar ao infinito” ou “atravessar o infinito”. É importante entender que esta impossibilidade não tem nada a ver com a quantidade de tempo disponível: faz parte da natureza do infinito que ele não pode ser assim formado.

Alguém pode dizer que enquanto uma coleção infinita não pode ser formada ao começar por um ponto e depois adicionar membros, todavia uma coleção infinita poderia ser formada sem nenhum início, mas terminando em um ponto, ou seja, terminando em um ponto após um membro após outro ter sido adicionado pela eternidade. Mas este método parece até mais inacreditável do que o primeiro método. Se não é possível contar até o infinito, então como é possível contar regressivamente do infinito? Se não é possível atravessar o infinito pelo mover em uma direção, como seria possível atravessá-lo pelo simples mover na direção oposta?

De fato, a idéia de uma série sem começo terminando no presente parece absurda. Para dar apenas uma ilustração: suponha que encontremos um homem que afirma ter contado através da eternidade e agora está terminando: …, -3, -2, -1,0. Poderíamos perguntar por que ele não terminou de contar ontem ou anteontem ou no ano passado? Até lá um tempo infinito já teria se passado, então ele já deveria ter terminado naquele tempo. Portanto, em nenhum ponto no passado infinito poderíamos encontrar o homem terminando sua contagem, porque em tal ponto ele já deveria ter terminado! De fato, não importa quão longe voltemos ao passado, nós nunca poderemos encontrar o homem terminando a contagem, pois em qualquer ponto que o alcançarmos ele já terá terminado. Mas se em nenhum ponto do passado podemos encontrar ele contando [até o fim], isto contradiz a hipótese de que ele esteve contando pela eternidade. Isto ilustra o fato de que a formação de um infinito real por adição consecutiva é igualmente impossível se alguém o faz até ou do infinito.

A premissa (2.22) pressupõe uma visão dinâmica do tempo no qual os eventos são realizados de modo serial, um depois do outro. A série de eventos não é um tipo de linha do mundo eternamente subsistente que aparece sucessivamente na consciência. Ao invés disso, tornar-se é real e essencial ao processo temporal. Esta visão do tempo não é livre de desafios, mas considerar suas objeções nos levaria muito longe15 [15]. No momento, é preciso satisfazer-se com o fato de que estamos argumentando no fundamento comum com nossas intuições ordinárias da transformação temporal e em concordância com um bom número de filósofos contemporâneos do tempo e do espaço.

Dadas as verdades de (2.21) e (2.22), a conclusão (2.23) segue logicamente. Se o universo não começou a existir em um tempo finito atrás, então o presente momento nunca poderia ter chegado. Mas obviamente, ele chegou. Então, sabemos que o universo é finito no passado e começou a existir.

Novamente, será proveitoso considerar várias objeções que têm sido oferecidas contra este raciocínio. Contra (2.21), Mackie objeta que o argumento assume indevidamente um ponto inicial infinitamente distante no passado e então declara impossível viajar daquele ponto até hoje. Mas não haveria um ponto inicial no passado infinito, nem mesmo um infinitamente distante. Mesmo assim, de qualquer ponto no passado infinito, há apenas uma distância finita até o presente16 [16]. Ora, parece-me que a alegação de Mackie de que o argumento pressupõe um ponto inicial infinitamente distante é inteiramente sem fundamento. A característica das séries não possuírem início serve apenas para acentuar a dificuldade de serem formadas pela adição cumulativa. O fato de não haver nenhum início, nem mesmo um infinitamente distante, torna o problema mais, não menos, perturbador. E o ponto que em qualquer momento do passado infinito possui apenas uma distância temporal finita até o presente pode ser descartado como irrelevante. A questão não é como qualquer porção finita das séries temporais pode ser formada, mas como toda série infinita pode ser formada. Se Mackie pensa que porque cada segmento das séries pode ser formado por adição cumulativa então toda a série inteira pode ser formada, então ele está simplesmente cometendo a falácia da composição.

Sorajbi similarmente objeta que a razão porque é impossível contar regressivamente do infinito é porque contar envolve por natureza pegar um número inicial, o que está faltando neste caso. Mas completar um lapso infinito de anos não envolve nenhum ano inicial e, portanto, é possível17 [17]. Entretanto, esta resposta é claramente inadequada, pois, como vimos, os anos de um passado infinito poderiam ser enumerados por números negativos, que no caso de um número infinito completo de anos implica, realmente, em uma contagem regressiva do infinito. Sorajbi, entretanto, antecipa esta objeção e afirma que tal contagem regressiva é possível em princípio e, portanto, nenhuma barreira lógica foi mostrada para o transcorrer de um número infinito de anos passados. Entretanto, novamente, a questão que estou colocando não é se existe uma contradição lógica em tal pensamento, mas se tal contagem não é metafisicamente absurda. Pois vimos que tal contagem não poderia em nenhum ponto ter sido completada. Mas Sorajbi novamente tem uma resposta pronta: dizer que a contagem não deve ter terminado em nenhum ponto confunde a contagem de um número infinito de anos com a contagem de todos os números. Em qualquer ponto do passado, o contador eterno já terá contado um número infinito de números, mas isto não implica que ele terá contado todos os números negativos. Eu não penso que o argumento faz esta alegação equivocada, e isto pode ser tornado claro examinando-se a razão porque nosso contador eterno é supostamente capaz de completar a contagem dos números negativos terminando em zero. De forma a justificar a possibilidade deste feito intuitivamente impossível, o argumento do oponente apela ao chamado Princípio da Correspondência usada na teoria dos conjuntos para determinar se dois conjuntos são equivalentes (ou seja, possuem o mesmo número de membros) ao comparar os membros de um conjunto com os membros do outro conjunto e vice versa. Com base neste princípio, o opositor argumenta que desde que o contador viveu, digamos, um número infinito de anos e desde que o conjunto de anos passados pode ser colocado em uma correspondência de um-a-um com o conjunto de números negativos, segue que ao contar um número por ano, um contador eterno iria completar a contagem de números negativos até o ano presente. Se perguntássemos por que o contador não poderia terminar no ano que vem ou em uma centena de anos, o opositor responderia que antes do presente ano, um número infinito de anos já teria passado, então, pelo princípio da correspondência, todos os números já devem ter sido contados agora. Mas este raciocínio volta-se contra o opositor: pois, como vimos, nesta explicação o contador já deveria ter terminado de contar todos os números em qualquer ponto do passado, já que existe uma correspondência um-a-um entre os anos do passado e os números negativos. Portanto, não há equívoco entre contar um número infinito e contar todos os números. Entretanto, neste ponto um absurdo mais profundo aparece à vista: suponha que haja outro contador que faça a contagem no ritmo de um número negativo por dia. De acordo com o Princípio da Correspondência, que fundamenta a teoria dos conjuntos infinitos e a aritmética transfinita, ambos os contadores eternos terminarão suas contagens no mesmo momento, mesmo que um esteja contando em um ritmo 365 vezes mais rápido que o outro! Será que alguém pode acreditar que estes cenários podem, de fato, serem obtidos na realidade, ao invés de representarem o produto de um jogo imaginário jogado em uma esfera puramente conceitual de acordo com convenções lógicas adotadas e axiomas?

No que diz respeito à premissa (2.22), muitos pensadores objetaram que não precisamos considerar o passado como uma série infinita sem começo e com um fim no presente. Popper, por exemplo, admite que o conjunto de todos os eventos passados seja realmente infinito, mas que as séries de eventos passados são potencialmente infinitas. Isto pode ser visto começando-se no presente e numerando os eventos regressivamente, formando assim um infinito potencial. Portanto, o problema de um infinito real ser formado por adição sucessiva não aparece18 [18]. De maneira similar, Swinburne pensa que é duvidoso que uma série completa infinita sem início, mas com um fim faça sentido, mas ele propõe resolver o problema ao começar no presente e regressar ao passado, então a série de eventos passados não teria um fim e seria, portanto, um infinito completo19 [19]. Esta objeção, entretanto, confunde claramente a contagem regressiva mental com o progresso real das séries temporais dos eventos em si. Numerar as séries regressivamente a partir do presente mostra apenas que se há um número infinito de eventos passados, então podemos numerar um número infinito de eventos passados. Mas o problema é: como esta coleção infinita de eventos veio a ser formada por adição sucessiva? Como concebemos mentalmente as séries não afetam de maneira alguma o caráter ontológico das séries em si como uma série sem início, mas com um fim, ou, em outras palavras, como um infinito real completado por adição sucessiva.

Novamente, as objeções a (2.21) e (2.22) parecem menos plausíveis do que as premissas em si. Juntas elas implicam (2.23), ou seja, que o universo começou a existir.

Primeira Confirmação Científica

Estes argumentos puramente filosóficos para o começo do universo receberam confirmações extraordinárias a partir de descobertas na astronomia e na astrofísica no século XX. Estas confirmações podem ser resumidas em dois pontos: a confirmação da expansão do universo e a confirmação das propriedades termodinâmicas do universo.

Com relação ao primeiro, a descoberta de Hubble em 1929 do desvio para o vermelho na luz de galáxias distantes iniciou uma revolução na astronomia talvez tão significante como a revolução Copérnica. Antes disso, o universo como um todo era concebido como estático; mas a conclusão impressionante a que Hubble chegou foi que o desvio para o vermelho é devido ao fato de que o universo está, de fato, expandindo-se. A incrível implicação deste fato é que se alguém traça a expansão de volta no tempo, o universo se torna denso e mais denso até que se chega ao ponto de densidade infinita, do qual o universo começou a expandir. A conclusão da descoberta de Hubble é que em algum ponto do passado finito – provavelmente há 15 bilhões de anos atrás – o universo inteiro se contraiu em um ponto matemático simples que marcou a origem do universo. Esta explosão inicial veio a ser chamada “Big Bang”. Quatro dos mais proeminentes astrônomos do mundo descreveram tal evento nestas palavras:

O universo começou de um estado de densidade infinita… Espaço e tempo foram criados neste evento e também toda a matéria do universo. Não faz sentido perguntar o que aconteceu antes do Big Bang, é como perguntar qual é o norte do Pólo Norte. Da mesma forma, não é sensato perguntar onde o Big Bang se localizou. O universo-ponto não foi um objeto isolado no espaço; ele era o universo completo, e, portanto, a resposta só pode ser que o Big Bang começou em todo lugar20 [20].

Este evento que marcou o início do universo torna-se mais impressionante quando se reflete no fato de que um estado de “densidade infinita” é sinônimo de “nada”. Não pode haver um objeto que possui densidade infinita, porque se ele tivesse qualquer tamanho ele poderia ser até mais denso. Portanto, como o astrônomo de Cambridge Fred Hoyle apontou, a teoria do Big Bang requer a criação da matéria do nada. Isto porque quando se volta no tempo, chega-se ao ponto em que, nas palavras de Hoyle, o universo foi “reduzido a nada”21 [21]. Portanto, o que o modelo do Big Bang parece requerer que o universo começou a existir e foi criado do nada.

Alguns teóricos tentaram evitar o início absoluto do universo implicado pela teoria do Big Bang ao especular que o universo pode ter passado por séries infinitas de expansões e contrações. Existem, porém, bons fundamentos para questionar a adequação de tal modelo oscilante do universo: (i) o modelo oscilante parece ser fisicamente impossível. Apesar de toda discussão sobre esses modelos, o fato parece ser que eles são possíveis apenas teoricamente, mas não possivelmente. Como o falecido professor Tinsley de Yale explica, em modelos oscilantes “mesmo que os matemáticos digam que o universo oscila, não há física conhecida para reverter o colapso e saltar para uma nova expansão. Os físicos parecem dizer que aqueles modelos começam do Big Bang, expandem, colapsam e então acabam”22 [22]. Para que o modelo oscilante possa ser correto, parece que as leis conhecidas da física teriam que ser revisadas. (ii) O modelo oscilante parece ser observadamente indefensável. Dois fatos da astronomia observacional parecem ir contra o modelo oscilante. Primeiro, a homogeneidade observada da distribuição da matéria através do universo parece inexplicável em um modelo oscilante. Durante a fase de contração de tal modelo, buracos negros começam a engolir a matéria ao redor, resultando em uma distribuição da matéria sem homogeneidade. Mas não há nenhum mecanismo conhecido para resolver esta falta de homogeneidade durante a fase de expansão seguinte. Portanto, a homogeneidade da matéria observada através do universo continua sem explicação. Segundo, a densidade do universo parece ser insuficiente para a re-contração do universo. Para que o modelo oscilante seja até mesmo possível, é necessário que o universo seja suficientemente denso para que a gravidade possa superar a força da expansão e puxar o universo de volta novamente. Entretanto, de acordo com as melhores estimativas, se alguém levar em consideração tanto a matéria luminosa quanto a matéria não-luminosa (encontrada em halos galácticos) como qualquer contribuição das partículas de neutrinos para a massa total, o universo continua tendo apenas metade do que é necessário para a re-contração 23 [23]. Além disso, trabalhos recentes em calcular a velocidade e desaceleração da expansão confirmam que o universo está expandindo na chamada “velocidade de escape” e não vai, portanto, se re-contrair. De acordo com Sandage e Tammann, “Portanto, somos forçados a concluir que… parece inevitável que o universo irá se expandir para sempre”; eles concluem, portanto, que “o Universo aconteceu apenas uma vez.” 24 [24].

Segunda Confirmação Científica

Como se não fosse o bastante, existe uma segunda confirmação científica do início do universo baseada nas propriedades termodinâmicas de vários modelos cosmológicos. De acordo com a segunda lei da termodinâmica, processos que agem em um sistema fechado sempre tendem a um estado de equilíbrio. Assim, nosso interesse está nas implicações disso quando a lei é aplicada ao universo como um todo. Pois o universo é um gigantesco sistema fechado, já que é tudo o que existe e não há energia fluindo para dentro do exterior. A segunda lei da termodinâmica parece implicar que, dado tempo suficiente, o universo irá atingir um estado de equilíbrio termodinâmico conhecido como “morte térmica” do universo. Esta morte pode ser quente ou fria, dependendo do universo expandir para sempre ou de eventualmente contrair-se novamente. Por um lado, se a densidade do universo é grande o bastante para superar a força da expansão, então o universo irá se contrair novamente em uma bola de fogo. Quando o universo se contrai, as estrelas queimam mais rapidamente até finalmente explodirem ou evaporarem. Quando o universo se torna mais denso, os buracos negros começam a engolir tudo o que há em volta e a aglutinarem-se eles próprios até que todos os buracos negros finalmente aglutinem-se em um gigantesco buraco negro de igual extensão com o universo, de onde ele jamais voltará a surgir. Por outro lado, se a densidade do universo é insuficiente para parar a expansão, como parece mais provável, então as galáxias irão transformar todos seus gases em estrelas e as estrelas irão se consumir. Em 1030 anos o universo irá consistir de 90% de estrelas mortas, 9% de buracos negros super-massivos e 1% de matéria atômica. A física de partículas elementares sugere que depois os prótons irão se decair em elétrons e pósitrons, tornando o espaço cheio de um gás rarefeito tão ralo que a distância entre um elétron e um pósitron será do tamanho da presente galáxia. Em 10100 anos, alguns cientistas acreditam que os buracos negros em si irão se dissipar em radiação e partículas elementares. Eventualmente toda matéria no universo frio, escuro e eternamente em expansão, será reduzida a um gás ultra-ralo de partículas elementares e radiação. O equilíbrio irá prevalecer, e todo o universo atingirá o estado final, onde nenhuma mudança ocorrerá.

A questão que precisa ser respondida é esta: se, dado tempo suficiente, o universo irá atingir a morte térmica, então porque não está agora em um estado de morte térmica se ele existiu por um tempo infinito? Se o universo não começou a existir, então ele devia estar agora em um estado de equilíbrio. Alguns teóricos sugeriram que o universo escapa da morte térmica final ao oscilar do passado eterno ao futuro eterno. Mas já vimos que tal modelo parece ser fisicamente e observadamente inviável. Mas mesmo que evitemos tais considerações e imaginemos que o universo oscila, o fato é que as propriedades termodinâmicas deste modelo implicam o exato começo do universo que seus proponentes tentam evitar. Pois as propriedades termodinâmicas de um modelo oscilante são tais que o universo expande mais longe e mais longe a cada ciclo sucessivo. Portanto, quando se traça as expansões de volta no tempo, eles se tornam menores e menores. Como um time científico explica, “O efeito da produção de entropia será alargar a escala cósmica de ciclo a ciclo…Portanto, olhando de volta no tempo, cada ciclo gerou menos entropia, teve um ciclo de tempo menor, e teve um fator de expansão do ciclo menor do que o ciclo que o seguiu.” 25 [25]. Novikov e Zeldovich do Instituto de Matemática Aplicada da Academia de Ciências da URSS portanto concluem: “O modelo multi-ciclo tem um futuro infinito, mas apenas um passado finito”26 [26]. Como outro escritor aponta, o modelo oscilante do universo, portanto, ainda requer uma origem do universo anterior ao menor ciclo27 [27].

Portanto, para qualquer cenário que alguém escolha para o futuro do universo, a termodinâmica implica que o universo começou a existir. De acordo com o físico P.C. Davies, o universo deve ter sido criado um tempo finito atrás e está em um processo de término. Antes da criação, o universo simplesmente não existia. Portanto, conclui Davies, mesmo que não gostemos, devemos concluir que a energia do universo foi de alguma maneira simplesmente “colocada” na criação como uma condição inicial 28 [2].

Portanto temos confirmações científicas e filosóficas para o início do universo. Com este fundamento, penso que estamos amplamente justificados em concluir pela verdade da premissa (2) que o universo começou a existir.

Primeira premissa

A premissa (1) impressiona-me como relativamente incontroversa. Ela é baseada na intuição metafísica de que algo não pode vir do nada. Portanto, qualquer argumento em favor do princípio está sujeito a ser menos óbvio que o princípio em si mesmo. Até mesmo o grande cético David Hume admitiu que ele nunca afirmou uma proposição tão absurda como que algo possa vir à existência sem uma causa; ele apenas negou que alguém poderia provar o obviamente verdadeiro princípio causal29 [28]. Com relação ao universo, se originalmente não houve nada – nem Deus, nem espaço, nem tempo -, então como poderia o universo possivelmente vir a existir? A verdade do princípio ex nihilo, nihil fit é tão óbvio que eu penso que somos justificados em abrir mão de uma defesa elaborada da primeira premissa do argumento.

Todavia, alguns pensadores, ao exercitarem evitar o teísmo implícito nesta premissa dentro do presente contexto, sentiram compelidos a negar sua verdade. De maneira a evitar suas conclusões teístas, Davies apresenta um cenário em que ele confessa que “não deveria ser levado muito a sério”, mas que parece exercer uma forte atração para Davies30 [29]. Ele faz referência a uma teoria quântica da gravidade de acordo com a qual o espaço-tempo em si poderia trazer o não-causado à existência do absolutamente nada. Enquanto admite que “não há uma teoria quântica da gravidade satisfatória,” tal teoria “poderia permitir que o espaço-tempo fosse criado e destruído espontaneamente e sem uma causa da mesma maneira que partículas são criadas e destruídas espontaneamente e sem uma causa. A teoria iria implicar certa probabilidade determinada e matemática de que, por exemplo, uma bolha de espaço iria aparecer onde nada havia antes. Portanto, o espaço-tempo poderia sair do nada como resultado de uma transição quântica sem causa”31 [30].

Em verdade, a criação de pares de partículas não fornece analogia para este vir-a-ser ex-nihilo radical, como Davies parece sugerir. Este fenômeno quântico, mesmo que fosse uma exceção ao princípio de que todo evento tem uma causa, não fornece analogia para algo vindo à existência do nada. Embora os físicos falem disto como criação de pares de partículas e destruição, estes termos são filosoficamente enganosos, porque tudo o que realmente ocorre é conversão de energia em matéria ou vice versa. Como Davies admite, “O processo descrito aqui não representa a criação de matéria do nada, mas a conversão de energia pré-existente em forma de matéria.”32 [31] Portanto, Davies ilude grandemente seu leitor quando ele afirma que “Partículas… podem aparecer do nada sem uma causa específica” e novamente, “Ainda, o mundo da física quântica produz rotineiramente algo do nada”33 [32] Ao contrário, o mundo da física quântica nunca produz algo do nada.

Entretanto, para considerar o caso em seus próprios méritos: a gravidade quântica é tão pouco compreendida que o período anterior a 10-43 segundo que esta teoria espera descrever, tem sido comparada por um engraçadinho como as regiões nos mapas dos antigos cartógrafos marcadas com “Aqui há dragões”: ele pode ser facilmente enchido com toda sorte de fantasias. De fato, não parece haver uma boa razão para se pensar que tal teoria iria envolver o tipo de vir-a-ser ex-nihilo espontâneo que Davies sugere. Uma teoria da gravidade quântica tem sido o objetivo para arranjar uma teoria da gravidade baseada na troca de partículas (gravitões) ao invés da geometria do espaço, o que pode ser trazido para uma Teoria da Grande Unificação que une todas as forças da natureza em um estado super-simétrico no qual uma força fundamental e um tipo simples de partícula existem. Mas não parece haver nada nisso que sugira a possibilidade do vir-a-ser ex-nihilo espontâneo.

Em verdade, não está de todo claro que a explicação de Davies seja até mesmo inteligível. O que pode significar, por exemplo, através da afirmação de que há uma probabilidade matemática de que o nada deveria gerar uma região de espaço-tempo “onde nada existia antes?” Isto não pode significar que, dado tempo suficiente, uma região do espaço iria pular à existência em certo lugar, já que nem o lugar e nem o tempo existem separados do espaço-tempo. A noção de certa probabilidade de algo saindo do nada, portanto, parece incoerente.

Nesta linha de idéias, sou lembrado de algumas observações de A.N. Prior relacionadas ao argumento colocado por Jonathan Edwards contra algo vindo à existência sem uma causa. Isto seria impossível, disse Edwards, pois então seria inexplicável porque toda e qualquer coisa não poderiam ou não viriam chegar à existência sem uma causa, já que antes de suas existências eles não possuem naturezas que poderiam controlar suas vindas-a-existência. Prior fez uma aplicação cosmológica do raciocínio de Edwards ao comentar sobre a teoria do estado estacionário quando esta postula a criação contínua de átomos de hidrogênio ex-nihilo:

Não faz parte da teoria de Hoyle que este processo seja sem causa, mas eu quero me definir melhor sobre isto, e dizer que se ele é sem causa, então o que se alega acontecer é fantástico e inacreditável. Se for possível que objetos – em verdade, objetos que realmente são objetos, “substâncias possuidoras de capacidades” – venham a existir sem uma causa, então é inacreditável que eles venham a se tornar objetos do mesmo tipo, ou seja, átomos de hidrogênio. A natureza peculiar dos átomos de hidrogênio não pode ser o que faz esse vir-a-existência possível para eles e nem para objetos de qualquer outro tipo; pois os átomos de hidrogênio não possuem esta natureza até que eles venham a tê-la, isto é, até que suas vindas-a-existência tenham ocorrido. Este é o argumento de Edwards, de fato, e aqui ele parece inteiramente convincente…34 [33]

No caso em questão, se originariamente nada existia, então por que o vazio deveria trazer à existência o espaço-tempo espontaneamente, ao invés de, digamos, átomos de hidrogênio, ou até mesmo coelhos? Como alguém pode falar da probabilidade de algo em particular pular para a existência a partir do nada?

Davies em certa ocasião pareceu responder que as leis da física são o fator de controle que determina o que irá saltar sem causa à existência. “Mas qual das leis? Elas devem estar ‘ali’ para o início de modo que o universo possa vir a existir. A física quântica deve existir (em algum sentido) de modo que a transição quântica possa gerar o cosmo em primeiro lugar”35 [34] Em verdade isto parece excessivamente estranho. Davies parece atribuir às leis da natureza um tipo de status causal e ontológico tal que elas forçam um vir-a-ser espontâneo. Mas isto parece claramente enganoso: as leis da física não causam ou forçam nada por si mesmas; elas são apenas descrições proposicionais de certa forma e generalidade que ocorre no universo. E a questão que Edwards levanta é por que, se não há absolutamente nada, seria verdade que qualquer coisa ao invés de outra deveria saltar à existência sem uma causa? É fútil dizer que de alguma forma pertence à natureza do espaço-tempo fazer isso, pois se não houvesse absolutamente nada então não haveria nenhuma natureza para determinar que tal espaço-tempo devesse vir a existir.

Até mesmo de forma mais fundamental, todavia, o que Davies antevê certamente é tolice metafísica.Apesar de seu cenário ser colocado como uma teoria científica, alguém precisa ser corajoso o bastante para dizer que o Imperador não está vestindo nenhuma roupa. Ambas as condições suficientes e necessárias para o surgimento do espaço-tempo existiam ou não; se existiam, então não é verdade que nada existiu; se não existiam, então parece ontologicamente impossível que algo deva surgir do absoluto nada. Chamar uma geração espontânea à existência do nada de “transição quântica” ou atribuí-la a “gravidade quântica” não explica nada; de fato, nesta teoria, não há explicação. Ela apenas acontece.

Parece-me, portanto, que Davies não forneceu nenhuma base plausível para negar a verdade da primeira premissa do argumento cosmológico. Que tudo o que existe tem uma causa parece ser uma verdade ontologicamente necessária, uma que é constantemente confirmada em nossa experiência.

Conclusão

Dada a verdade das premissas (1) e (2), segue logicamente que (3) o universo deve ter uma causa para sua existência. De fato, penso que pode ser plausivelmente argumentado que a causa do universo deve ser um Criador pessoal. Pois como poderia um efeito temporal surgir de uma causa eterna? Se a causa fosse simplesmente um conjunto mecânico e operacional de condições suficientes e necessárias que existem desde a eternidade, então por que o efeito não existiria também desde a eternidade? Por exemplo, se a causa da água ser congelada é a temperatura abaixo de zero grau, então se a temperatura estivesse abaixo de zero grau desde a eternidade, qualquer água presente estaria congelada desde a eternidade. O único meio de se obter uma causa eterna com um efeito temporal seria se a causa fosse um agente pessoal que livremente escolhe criar um efeito no tempo. Por exemplo, um homem sentado na eternidade pode querer se levantar; portanto, um efeito temporal pode surgir de um agente eternamente existente. De fato, o agente pode criar da eternidade um efeito temporal tal que nenhuma mudança no agente necessite ser concebida. Portanto, somos trazidos não somente à primeira causa do universo, mas ao seu Criador pessoal.

Conclusão e Sumário

Em conclusão, vimos com base em argumentos filosóficos e confirmações científicas que é plausível que o universo teve um começo. Dado o princípio intuitivamente óbvio de que tudo que começa a existir tem uma causa para sua existência, somos levados a concluir que o universo tem uma causa para a sua existência. Com base no nosso argumento, esta causa deve ser não-causada, eterna, imutável, atemporal e imaterial. Além disso, ela deve ser um agente pessoal que livremente escolhe criar um efeito no tempo. Portanto, com fundamento no argumento cosmológico de kalam, concluo que é racional crer que Deus existe.

Notas

1. G.W. Leibniz, “The Principles of Nature and of Grace, Based on Reason,” in Leibniz Selections, ed. Philip P. Wiener, The Modern Student’s Library (New York: Charles Scribner’s Sons, 1951), p. 527.

2. Aristotle Metaphysica Lambda. l. 982b10-15.

3. Norman Malcolm, Ludwig Wittgenstein: A Memoir (London: Oxford University Press, 1958), p. 70.

4. J.J.C. Smart, “The Existence of God,” Church Quarterly Review 156 (1955): 194.

5. G.W. Leibniz, Theodicy: Essays on the Goodness of God, the Freedom of Man, and the Origin of Evil, trans. E.M. Huggard (London: Routledge & Kegan Paul, 1951), p. 127; cf. idem, “Principles,” p. 528.

6. John Hick, “God as Necessary Being,” Journal of Philosophy 57 (1960): 733-4.

7. David Hume, Dialogues concerning Natural Religion, ed. com uma introdução escrita por Norman Kemp Smith, Library of the Liberal Arts (Indianapolis: Bobbs-Merrill. 1947), p. 190.

8. Bertrand Russell and F.C. Copleston, “The Existence of God,” in The Existence of God, ed. com uma introdução escrita por John Hick, Problems of Philosophy Series (New York: Macmillan & Co., 1964), p. 175.

9. Vide William Lane Craig, The Cosmological Argument from Plato to Leibniz, Library of Philosophy and Religion (London: Macmillan, 1980), pp. 48-58, 61-76, 98-104, 128-31.

10. Wallace Matson, The Existence of God (Ithaca, N.Y.: Cornell University Press, 1965), pp. 58-60.

11. J.L. Mackie, The Miracle of Theism (Oxford: Clarendon Press, 1982), p. 93.

12. Quentin Smith, “Infinity and the Past,” Philosophy of Science 54 (1987): 69.

13. Richard Sorabji, Time, Creation and the Continuum (Ithaca, N.Y.: Cornell University Press, 1983), pp. 213, 222-3.

14. Charles Hartshorne, Man’s Vision of God and the Logic of Theism (Chicago: Willett, Clark, & Co., 1941), p. 37.

15 G.J. Whitrow defende uma forma deste argumento que não pressupõe uma visão dinâmica do tempo, afirmando que um passado infinito ainda teria que ser “vivido através” de qualquer ser consciente, eterno, mesmo que as séries de eventos físicos tenham subsistido eternamente (G.J. Whitrow, The Natural Philosophy of Time, 2d ed. [Oxford: Clarendon Press, 1980], pp. 28-32).

16. Mackie, Theism, p. 93.

17. Sorabji, Time, Creation, and the Continuum, pp. 219-22.

18. K.R. Popper, “On the Possibility of an Infinite Past: a Reply to Whitrow,” British Journal for the Philosophy of Science 29 (1978): 47-8.

19. R.G. Swinburne, “The Beginning of the Universe,” The Aristotelian Society 40 (1966): 131-2.

20. Richard J. Gott, et.al., “Will the Universe Expand Forever?” Scientific American (March 1976), p. 65.

21. Fred Hoyle, From Stonehenge to Modern Cosmology (San Francisco: W.H. Freeman, 1972), p. 36.

22. Beatrice Tinsley, carta pessoal.

23. David N. Schramm and Gary Steigman, “Relic Neutrinos and the Density of the Universe,” Astrophysical Journal 243 (1981): p. 1-7.

24. Alan Sandage and G.A. Tammann, “Steps Toward the Hubble Constant. VII,” Astrophyscial Journal 210 (1976): 23, 7; veja tambémidem, “Steps toward the Hubble Constant. VIII.” Astrophysical Journal 256 (1982): 339-45.

25. Duane Dicus, et.al. “Effects of Proton Decay on the Cosmological Future.” Astrophysical Journal 252 (1982): l, 8.

26. I.D. Novikov e Ya. B. Zeldovich, “Physical Processes Near Cosmological Singularities,” Annual Review of Astronomy and Astrophysics 11 (1973): 401-2.

27. John Gribbin, “Oscillating Universe Bounces Back,” Nature 259 (1976): 16.

28. P.C.W. Davies, The Physics of Time Asymmetry (London: Surrey University Press, 1974), p. 104.

29. David Hume para John Stewart, February, 1754, in The Letters of David Hume, ed. J.Y.T. Greig (Oxford: Clarendon Press, 1932), 1:187.

30. Paul Davies, God and the New Physics (New York: Simon & Schuster, 1983), p. 214.

31. Ibid., p. 215.

32. Ibid., p. 31.

33. Ibid., pp. 215, 216.

34. A.N. Prior, “Limited Indeterminism,” in Papers on Time and Tense (Oxford: Clarendon Press, 1968), p. 65.

35. Davies, God, p. 217.

Fonte: Apologia

Comunicando com as abelhas e fragilizando o darwinismo.

Em Junho de 1989 os cientistas reportaramterem conseguido pela primeira vez usar a linguagem das abelhas para comunicar com elas. Há já algum tempo que os cientistas sabiam como interpretar a “dança” das abelhas. Segundo se sabe, esta “dança” é usada pelas abelhas “batedoras” para comunicar às abelhas recolectoras a localização de fontes de alimentação.

Os pesquisadores decidiram levar a cabo experiências para confirmar se o seu entendimento em torno da comunicação das abelhas estava correcto. Mas como é que nos dirigimos a uma abelha e confirmamos que ela entendeu o que dissemos? Os cientistas decidiram que a única forma seria construir uma abelha-robô através da qual seria possível comunicar.

As primeiras tentativas não funcionaram muito bem: os modelos robóticos iniciais foram atacados viciosamente pelas abelhas. Após várias tentativas, os cientistas conseguiram por fim construir uma abelha-robô aceite pelas demais.

Estes pesquisadores, que descrevem a linguagem das abelhas como elegante e precisa, aprenderam o suficiente para comunicar com sucesso a localização duma fonte de alimentação nas redondezas às abelhas verdadeiras.

Apesar do seu sucesso, os pesquisadores são cautelosos ao afirmar que há ainda muito que aprender. Mas estas pesquisas podem um dia tornar possível controlar as abelhas de modo a enviá-las para um sítio específico que precise de polinização.

Nenhuma referência foi feita à teoria da evolução nem foi dito como uma firme fé na mesma poderia de alguma forma aprimorar o nosso conhecimento em torno da linguagem das abelhas.

No entanto, apesar da total irrelevância da teoria da evolução para a ciência, existe um significativo (mas minoritário) número de pessoas que religiosamente defende que sistemas de informação podem aparecer como o efeito de eventos aleatórios, irracionais, sem propósito e sem direcção. As evidências em favor desta hipótese fazem-se notar pela ausência.

Conclusão:

Este tipo de pesquisas demonstram de forma cabal que a teoria da evolução está em contradição com a ciência. Poderia a linguagem das abelhas ser o resultado de milhões de anos de mutações aleatórias filtradas pela selecção natural? Como é que ela sobreviveu antes de “evoluir” esta dança?

Para haver comunicação é necessário, no mínimo, a existência 1) dum emissor, 2) uma linguagem comum e 3) um receptor. Mesmo que uma das abelhas “aprendesse” a dançar como forma de indicar uma localização, este avanço só se fixaria na população se houvesse outra abelha por perto que falasse a mesma linguagem gestual/corporal. Como é que isto evoluiu através de mutações aleatórias?

Mas por mais espantoso que seja o facto de nós humanos aprendermos a linguagem das abelhas para podermos comunicar com elas, o maior gesto de comunicação alguma vez visto pelo Homem ocorreu quando o Próprio Deus tomou a forma dum Homem, e viveu entre nós durante cerca de 3 décadas, preparando assim o caminho para que um dia possamos subir com Ele para a Glória Eterna quando a nossa alma se separar do corpo físico.

Aqueles que estão em Cristo, certamente subirão com Ele para as mansões celestiais porque está escrito “porquanto teve por Fiel Aquele que lho tinha prometido.” (Hebreus 11:11).

Aqueles cujas transgressões não foram perdoadas enquanto era possível, e morreram nas suas transgressões, certamente que descerão com o inimigo das nossas almas para a prisão eterna.

Então [O Filho de Deus] dirá, também, aos que estiverem à Sua esquerda: Apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos

Mateus 25:41

Este é o “decreto do Altíssimo” (Daniel 4:24) e ele certamente se cumprirá. A pergunta é: de que lado estás tu?

Paleontologia

O Caso do Elo Perdido

Charles Darwin foi um gênio que corretamente explica porque os vírus sofrem mutações, abrigam insetos desenvolveram resistência aos nossos pesticidas, e os cães, gatos e seres humanos, vêm em vários tamanhos formas e cores. Estas mudanças observáveis na natureza dentro de uma determinada espécie são chamados de microevolução.

Mas Darwin fez um grande salto a partir do observável para o teórico, propondo macroevolução . Ele teorizou que toda a vida desenvolveu-se gradualmente ao longo do tempo como uma espécie evoluiu para uma nova espécie. No entanto, salto de Darwin da macroevolução nunca foi empiricamente verificada. Assim, quando os cientistas ter problema com a teoria da evolução de Darwin, eles não estão debatendo mudanças evidentes dentro de uma espécie. Eles estão simplesmente apontando o fato de que não existe nenhuma evidência que toda a vida evoluiu pela seleção natural sem direção.

Darwin propôs uma maneira de testar a sua teoria da macroevolução. Durante o longo processo, milhões de espécies de transição deixaria um rastro de evidências fósseis. Darwin previu que a descoberta destas formas fósseis de transição acabaria por provar a sua teoria do direito. Tais fósseis nos levaria do mundo da teoria e “que ifs” para o mundo da ciência forense. Fósseis são provas concretas, não probabilidades teórica.

Havia uma abundância de fósseis de Darwin para avaliar em seu dia, mas ele estava preocupado que sua teoria previu fósseis de transição estiveram ausentes do registro fóssil. Ele perguntou,

“Mas, por esta teoria inumeráveis formas de transição deve ter existido, por que não vamos encontrá-los embutidos em um número incontável na crosta da terra?” Charles Darwin

Ainda é uma boa pergunta.

Mas por que são os elos perdidos essencial para a teoria de Darwin? Não foi possível macroevolução gradual ter ocorrido sem produzir fósseis de transição? Não de acordo com Darwin.

E certamente se inúmeras espécies tinham sido submetidos transições muito gradual de uma categoria para outra (por exemplo, os gatos em cães ou peixes em pássaros), então, de acordo com Darwin, deve haver fósseis incontáveis. O rastro de evidências devem ser abundantemente evidente no registro fóssil.

Agora, um século e meio depois, há uma abundância de provas, com mais de um bilhão de fósseis que têm sido examinadas. E parece estar indo contra a teoria de Darwin. Os fósseis de transição Darwin previu que validar macroevolução são vergonhosamente ausente. Mesmo evolucionista ardente, Niles Eldredge admite,

“Ninguém encontrou nenhuma como in-between criaturas … e há uma crescente convicção entre muitos cientistas que nunca existiram essas formas de transição”. Niles Eldredge

Outro revés para os materialistas é a explosão cambriana , um período em que formas de vida complexas desenvolveu muito mais rápido do que a evolução gradual prevê. Stephen Jay Gould, um firme defensor da evolução materialista, resume o problema para os darwinistas:

 “Nós não sabemos por que a explosão Cambriana conseguiu estabelecer todos os desenhos anatômicos principais tão rapidamente. … A explosão cambriana foi o evento mais notável e intrigante na história da vida. “ Stephen Jay Gould

Darwin disse que sua teoria seria “absolutamente quebrar” se aparições repentinas de espécies nunca foram descobertos. Essas súbitas aparições de novas formas de vida durante a explosão cambriana solicitado Gould e Eldredge a teorizar que Darwin estava errado sobre o gradualismo. Renunciando gradualismo darwiniano, eles tiraram uma teoria intitulada “equilíbrio pontuado”, que diz que a vida evoluiu muito rapidamente para deixar um rastro de fósseis de transição.

Embora materialistas apontam para um poucos fósseis que eles dizem são falsas transições, a maioria dos paleontólogos são surpreendidos com a falta de provas concretas para apoiar Darwin. No entanto, aqueles que acreditam em design inteligente não são de todo surpreso. Os resultados se encaixam perfeitamente com um mestre arquiteto, que supervisionou a sua criação.


A única origem do homem

Paleoantropólogos (cientistas que estudam a origem do homem) têm procurado por centenas de anos para descobrir ancestrais humanos. A teoria de Darwin prediz a evolução do homem a partir de criaturas parecidas com macacos que resultaria em uma trilha de fósseis. Mas esse caminho tornou-se uma fonte de frustração devido à falta de um ancestral direto.

Além disso, os paleoantropólogos estão perplexos com a única origem e súbito aparecimento do Homo sapiens na trilha de fósseis. Muitos evolucionistas previam que a evolução do homem seria comum e difundido em toda diferentes regiões geográficas. No entanto, estudos de DNA mitocondrial têm mostrado que a nossa espécie se originou de um local, e uma mãe (que eles chamam de Eva).

Apesar de caçadores de fósseis descobriram algumas espécies extintas de hominídeos, essas criaturas são muito inferiores aos seres humanos em suas capacidades intelectuais. Na verdade, há um salto enorme de hominídeos como a nossa própria espécie. Evolucionista Ian Tattersall (curador do Museu Americano de História Natural) observa em seu livro The Trail Fossil:

 “Algo extraordinário, se totalmente fortuito, aconteceu com o nascimento da nossa espécie …. Homo sapiens é tão distintivo de uma entidade como a que existe na face da Terra, e deve ser digna, como tal, em vez de ser adulterado com todos os hominídeos razoavelmente grande de cérebros fósseis que aconteceu para ir junto. “Antropólogo Ian Tattersall

Assim, a evolução do homem continua a ser um enigma com os darwinistas. Homo Sapiens veio de um local, um ancestral, e têm cavidades cerebrais muito maior do que os hominídeos. Além disso, somos a única espécie com a capacidade para a linguagem falada. Isto levou a fama evolucionista Ernst Mayr para estado,

“O homem é de fato tão original, tão diferente de todos os outros animais, como havia sido tradicionalmente reivindicada por teólogos e filósofos.” Evolucionista Ernst Mayr

Assim, se somos verdadeiramente únicos, precisamos rever a questão de saber se nós somos os vencedores acidental de uma loteria grande cósmica, ou se somos criações especiais em um grande esquema cósmico.

Biologia Molecular

A evolução de órgãos complexos

 

 

“Se pudesse ser demonstrado que existiu algum órgão complexo que não poderia ter sido formado por numerosas, sucessivas e ligeiras modificações, minha teoria seria totalmente invalidada.” Charles Darwin

Antes de 1859, a maioria das pessoas acreditava que a vida era demasiado complexo para ter se originado sem um criador. Mas quando Charles Darwin publicou sua Origem das Espécies , materialistas viu sua teoria da origem humana como evidência apoiando uma visão de mundo ateísta onde Deus foi excluído. Embora Darwin não era ateu, sua teoria tornou-se o pivô para os materialistas a ensinar que Deus é irrelevante para a vida. Mas isso foi há quase 150 anos.

Em 1859 não houve entendimento de como a célula trabalhou em seu nível molecular. Darwin assumiu que todos os sistemas biológicos, incluindo a célula iria evoluir gradualmente por seleção natural sobre grandes períodos de tempo. Mas a ciência tem feito grandes avanços desde então, e os órgãos e sistemas de Darwin julgava tão simples foram encontrados para ser extremamente complexas e interdependentes.

Órgãos irredutivelmente complexos

Na verdade, as novas descobertas da biologia molecular revelam que alguns órgãos e sistemas biológicos funcionam somente quando todas as suas partes estão plenamente desenvolvidos, portanto, não poderia ter se desenvolvido gradualmente, uma peça de cada vez. Bioquímico Michael Behe compara sua interdependência para que de uma ratoeira que não pode pegar ratos, a menos que todas as suas partes funcionar perfeitamente. Behe define esses órgãos e sistemas como irredutivelmente complexo .

Darwin sabia que sua teoria tinha problemas. Ele estava especialmente preocupado com o olho , e como ele poderia ter se originado sem design. Ele assumiu que cada passo no desenvolvimento progressivo dos olhos da criatura deu uma vantagem evolutiva. Mas isso foi apenas a sua teoria, sem evidência empírica para apoiá-la.

A verdade é que no século XIX, Darwin sabia muito pouco sobre a interdependência extrema e intrincada complexidade do olho. Agora, com a ajuda de microscópios poderosos biólogos moleculares como Behe são capazes de sondar as profundezas do funcionamento dos olhos interiores. Biologia molecular revelou que cada olho humano tem mais de 100 milhões de bastonetes e trata 1,5 milhões de mensagens simultâneas. Ele funciona semelhante a uma câmera de TV, tem foco automático e tem seis milhões de cones que podem distinguir entre os sete milhões de cores.

Behe aponta que o olho é um órgão irredutivelmente complexo que nunca poderia ter se desenvolvido gradualmente através da seleção natural não guiados. Materialistas como Dawkins argumentam, no entanto, que é possível imaginar como o olho poderia ter desenvolvido gradualmente como Darwin teorizou. Mas uma coisa é imaginar como o olho poderia ter se desenvolvido gradualmente, e outra bem diferente é dizer que não há evidência científica para back-up tal idéia.

O próprio Darwin disse que ele era “não se preocupa” com a forma como o olho de fato começou, e nunca foi realmente convencido de que sua teoria de como o olho desenvolvido foi certo.

Mais tarde em sua vida Darwin confidenciou a um amigo:

 “Até hoje os olhos dá-me um frio arrepio.” Charles Darwin

A célula é outro exemplo de complexidade irredutível. Ela opera como uma fábrica com muitas peças de trabalho que cada um deve sincronizar perfeitamente. Na célula, um químico chamado DNA instrui o RNA para a fabricação de proteínas diferentes em um processo tão sofisticado e complexo que é além de qualquer coisa Darwin jamais imaginou. Bioquímico Michael Behe escreve sobre as reações dos cientistas para essa intrincada complexidade em seu livro, A Caixa Preta de Darwin .

“Em face da enorme complexidade que a bioquímica moderna descobriu na célula, a comunidade científica está paralisado.” Professor Michael Behe

Behe é acompanhado por vários outros cientistas que vêem evidências de uma mão divina por trás da complexidade da vida. Allan Sandage cosmólogo ecos perspectiva de Behe;

“Quanto mais se aprende de bioquímica mais inacreditável torna-se menos que haja algum tipo de princípio organizador, um arquiteto para os crentes.” cosmólogo Sandage Alan

DNA

O “cérebro” por trás de cada célula no nosso corpo e todos os seres vivos outros é uma molécula minúscula chamada DNA . Biólogos moleculares descobriram que esta molécula básica da vida é muito intricada complexa para ter se originado por acaso. intrincada complexidade DNA causou a sua co-descobridor, Francis Crick, para chamá-lo “quase um milagre.” fundador da Microsoft, Bill Gates diz que o software de DNA é “muito, muito mais complexo do que qualquer software que alguma vez desenvolvido.”

Uma vez que nenhum processo científico, incluindo a seleção natural, é capaz de explicar origem do DNA , muitos cientistas acreditam que ele deve ter sido projetado. A quantidade de DNA que caberiam numa cabeça de alfinete contém informações equivalente a uma pilha de livros de bolso que circundam a Terra 5.000 vezes. E DNA funciona como uma língua com o seu código próprio software extremamente complexo. A codificação por trás do DNA está apontando para um projetista de inteligência tal que supera a imaginação. Essa visão foi indicado por ninguém menos que líder ateu do mundo nos últimos 50 anos, Professor de Filosofia, Antony Flew.

Em Flew 50 anos de proclamar o ateísmo nas salas de aula da universidade, livros e palestras, ele argumentou que a ciência tinha tudo, mas refutada Deus. Mas quando viu a inteligência por trás do DNA, este líder ateu inverteu a sua crença de longa data:

“O que eu acho que o material de DNA tem feito é mostrar que a inteligência deve ter sido envolvido …. Agora parece-me que a descoberta de mais de 50 anos de pesquisa de DNA forneceram material para um argumento novo e extremamente poderoso para design.” Antony Flew

Embora este ex-ateu não é um crente em um Deus pessoal, ele agora admite que as evidências apontam para alguma forma de inteligência por trás de nossas origens.

Desde que escrevi Caixa Preta de Darwin, as descobertas científicas de Behe ter incendiado um tempestade de retórica sobre o seu livro. Materialistas têm fervorosamente tentou marginalizar suas descobertas. No entanto, até agora, nenhum cientista foi capaz de explicar adequadamente como processos naturais não guiados poderia ter produzido estes sistemas irredutivelmente complexos biológicos.

Como ele pondera a inteligência por trás do DNA, Amir Aczel, um materialista admitiu levanta a questão,

“Estamos testemunhando aqui algo tão wonderous, tão fantasticamente complexos, que não poderia ser a química ou a interação aleatória de elementos, mas algo muito além da nossa compreensão?” Professor Amir Aczel

A descoberta da inteligência incrível por trás do DNA convenceu muitos cientistas de que a resposta à pergunta Aczel é um enfático “Sim!”

Evidências da Evolução dos Seres Vivos-Parte II

Eu quero relembrar que o texto abaixo é apenas cópia ,não sendo a minha opinião,ou que todas as evidências apontadas sejam verdadeiras,muitas são interpretativas,e algumas não possuem um consenso  entre os ciêntistas ,não a nível de informações precisas. 

Durante sua Viagem no HMS Beagle, Darwin coletou um grande numero de espécimes, muitas delas desconhecidas na Europa que posteriormente deram suporte a evolução por seleção natural.

A grande variedade das evidências da evolução fornece ampla e rica informação dos processos naturais pelos quais a variedade da vida na Terra se desenvolveu.

Fósseis são importantes para estimar quando as várias linhagens se desenvolveram. Como a fossilização é de rara ocorrência, normalmente requerendo as partes dura do corpo dos espécimes e da morte próxima a um local onde sedimentos estão sendo depositados, o registro fóssil somente fornece informações intermitentes sobre a evolução da vida. Evidências de organismo anteriores ao desenvolvimento de partes duras do corpo como conchas, ossos e dentes são especialmente raras, mas existem na forma de antigos microfósseis de alguns organismos de corpo mole.

Comparações da seqüência genética de organismos revelou que os organismos que são filogenicamente mais próximos tem um grau maior de similaridades em sua seqüência genética do que organismos que estão mais filogenicamente distantes. Evidências adicionais da descendência em comum vem de “detritos” genéticos como os pseudogenes, regiões do DNA que são ortólogas à um gene em um organismo aparentado, mas não são mais ativos e aparentam passar por um constante processo de degeneração. Já que processos metabólicos não deixam fósseis, pesquisas evolutivas sobre os básicos processos biológicos são também feitas na sua maior parte com a comparação de organismos existentes. Muitas linhagens divergem em um diferente estágio de desenvolvimento, então é teoricamente possível determinar quando certos processos metabólicos surgiram realizando uma comparação dos traços de um descendente de um ancestral em comum.

Quando um organismo morre, ele normalmente decompõem-se rapidamente ou é consumidos por necrófagos, não deixando nenhuma evidência permanente de sua existência. Entretanto, ocasionalmente, alguns organismos são preservados. Os restos ou traços dos organismos de uma era geológica passada, envoltos em rocha por processos naturais são chamados de fósseis. Eles são extremamente importantes para o entendimento da história evolucionária da vida na Terra, já que fornecem evidência direta da evolução e informações detalhadas sobre as linhagens dos organismos. Paleontologia é o estudo da vida passada baseado no registro fóssil e suas relações com os diferentes períodos de tempo geológicos.

Para que a fossilização ocorra, os traços e restos do organismo devem ser rapidamente enterrados para que descoramento e decomposição não ocorram. Estruturas esqueléticas e outras partes duras do organismo são as formas mais comuns de fossilização de restos de organismos (Paul, 1998), (Behrensmeyer, 1980) e (Martin, 1999). Existem também os “fósseis” de traços, mostrando moldes e impressões na rocha de alguns organismos antigos.

Evidências da Paleontologia

Quando um animal morre, o material orgânico deteriora-se gradualmente, como os ossos, por exemplo, que se tornam porosos. Se o animal é subseqüentemente enterrado em lama, sais minerais irão infiltrar-se nos ossos e gradualmente preencher os poros. Os ossos se solidificarão em rocha e serão preservados como fósseis. Esse processo é conhecido como petrificação. Se um animal morto é coberto por areia, e se a areia posteriormente transformar-se em lama devido a pesada chuva ou enchentes, o mesmo processos de infiltração mineral pode ocorrer. Além da petrificação, o corpo morto de um organismo pode ser bem preservado em gelo, em resina endurecida de árvores coníferas (âmbar), em alcatrão, em ambientes anaeróbios e em turfas ácidas. Fossilização pode ser as vezes só um traço, uma impressão de uma forma. Exemplos incluem folhas e pegadas, fósseis que são feitos em camadas que são posteriormente endurecidas por ação natural

Registro fóssil

É possível descobrir como um grupo de organismos evoluiu arrumando seu registro fóssil em uma seqüência cronológica. Tal seqüência pode ser determinada porque fósseis são majoritariamente encontrados em rochas sedimentares. Rochas sedimentares são formadas por camadas de silte ou lama uma sobre o topo da outra; deste modo, a rocha resultante desse processo contém uma serie de camadas horizontais, ou estratos. Cada camada contem fósseis que são típicos para o específico período de tempo durante o qual eles se formaram. Os estratos mais baixos contém as rochas mais velhas e os fósseis mais antigos, enquanto os estratos superiores contem as rochas mais novas e os fósseis mais recentes.

Uma sucessão de animais e plantas também pode ser vistos no registro fóssil. Evidências fósseis apóiam a teoria de que organismos tentem a aumentar progressivamente em complexidade. Ao estudar o número e complexidade de diferentes fósseis em diferentes níveis estratigrafos, foi demonstrado que rochas antigas que contêm fósseis apresentam poucos tipos de organismos fossilizados, e todos eles têm uma estrutura simples, enquanto que as rochas mais recentes contêm uma grande variedade de fósseis, freqüentemente com um aumento na complexidade de suas estruturas.

No passado, as idades dos vários estratos e dos fósseis encontrados eram irregularmente estimadas por geologistas. Eles faziam, por exemplo, a estimação do tempo para a formação das rochas sedimentares, camada por camada. Hoje, realizando medições das proporções de elementos radioativos e estáveis na rocha, as idades dos fósseis podem ser datadas pelos cientistas com uma grande precisão. Essa técnica é conhecida como datação radiométrica.

Pelo do registro fóssil, muitas espécies que aparecem em um nível estratigrafo antigo, desaparecem em níveis posteriores. Isso é interpretado em termos evolucionários como a indicação do tempo em que uma espécie se originou e tornou-se extinta. Regiões geográficas e condições climáticas variaram consideravelmente através da história da Terra. Já que organismos se adaptam a ambientes em particular, a mudança constante das condições climáticas e geográficas, favoreceu espécies que se adaptaram a novos ambientes através do mecanismo de seleção natural.

De acordo com o registro fóssil, algumas espécies modernas de plantas e animais são encontrados quase que praticamente iguais as espécies que viveram em tempos geológicos antigos. Eles são espécies que fazem parte de antigas linhagens que permaneceram morfologicamente (e provavelmente também fisiologicamente) quase inalterados por um longo tempo. Conseqüentemente, eles são chamados de “fósseis vivos” por leigos. Exemplos de fósseis vivos incluem o nautilus, límulo, celacanto, a ginkgo e a metasequoia.

Evolução do Cavalo

Devido à descoberta de um registro fóssil praticamente completo encontrado nos depósitos sedimentares da América do Norte do período antigo do Eoceno até o presente, o cavalo apresenta um dos melhores exemplos de história evolucionária (filogenia).

Essa história evolucionária começa com um pequeno animal chamado Hyracotherium que viveu na América do Norte aproximadamente a 54 milhões de anos atrás, e espalhou-se pela Europa e Ásia. Restos de fósseis do Hyracotherium mostram que ele divergia do cavalo moderno em três importantes aspectos: era um animal pequeno (do tamanho de uma raposa), de estrutura leve e adaptada para correr; os membros eram pequenos e delgados, e patas alongadas fazendo com que os artelhos (dedos do pé) fossem quase verticais, com quatro artelhos nos membros anteriores e três artelhos nos membros traseiros; os incisivos eram pequenos, os molares tinham coroas com cúspides cobertas de esmalte.

O curso provável do desenvolvimento dos cavalos, do Hyracotherium ao Equus (o cavalo moderno) envolveu no mínimo 12 gêneros a centenas de espécies.

As maiores correntes vistas no desenvolvimento dos cavalos a mudanças das condições ambientam podem ser resumidas como se segue:

  • Aumento no tamanho (de 0,4 m para 1,5 m)
  • Alongamento dos membros e patas
  • Redução dos artelhos laterais
  • Aumento em tamanho e espessura do terceiro artelho
  • Aumento em largura dos incisivos
  • Substituição de pré-molares por molares
  • Aumento do tamanho dos dentes, altura da coroa dos molares.

Plantas fossilizadas em estratos diferentes mostram que o ambiente pantanoso e arborizado no qual o Hyracotherium viveu tornou-se gradualmente seco. Sobrevivência agora, dependia de uma posição elevada da cabeça para ganhar uma boa visão do ambiente ao redor, e de uma grande velocidade de rotação para escapar de predadores. Consequentemente o aumento de tamanho e a substituição das patas abertas pelas patas com cascos. O chão mais seco e duro tornaria as patas originais não muito adaptadas para o suporte do animal. As mudanças nos dentes podem ser explicadas assumindo que a dieta deles mudou de vegetação macia para grama. Um genus dominante de cada período geológico foi selecionado para mostrar o desenvolvimento progressivo do cavalo. Entretanto, é importante salientar que não há evidencias de que as formas ilustradas são diretas descendentes umas das outras, embora elas sejam relacionadas.

Limitações

O registro fóssil é uma fonte importante para cientistas na investigação da história evolucionária dos organismos. Entretanto, devido a limitações inerentes ao registro fóssil, não existe uma boa seqüência de formas intermediárias entre grupos relacionados de espécies. Essa falta de uma seqüencia contínua de fósseis(de espécies para espécies) no registro é uma grande limitação na investigação da descendência de grupos biológicos. Além disso existem lacunas entre certas linhagens evolutivas. Os fósseis que “tapariam” as lacunas são freqüentemente chamados de “elos perdidos”. Esses elos perdidos são esporadicamente encontrados em escavações paleontológicas gradativamente melhorando o registro fóssil.

Existe uma lacuna de aproximadamente 100 milhões de anos entre o período do Cambriano antigo e o período Ordoviciano posterior, O período do Cambriano antigo foi o período onde numerosos fósseis de esponjas, cnidarias, equinodermos, moluscos e artrópodes são encontrados. No período Ordoviciano posterior, o primeiro animal que realmente possuí as características de um vertebrado(um peixe) apareceu. Portanto não existe uma seqüencia impecável de fósseis intermediários entre invertebrados e vertebrados.

Alguma das razões para a imperfeição do registro fóssil são:

Em geral, a probabilidade de um organismo fossilizar-se depois de morto é bem baixa;
Algumas espécies ou grupos têm menos chance de tornarem-se fósseis porque apresentam corpos moles

  • Algumas espécies ou grupos têm menos chance de tornarem-se fósseis, porque eles vivem (e morrem) em condições que não favorecem a fossilização.
  • Muitos fósseis são destruídos por movimentos de terra e pela erosão
  • Alguns fósseis são completos, mas a maioria é fragmentada
  • Algumas mudanças evolucionárias ocorrem no limite do alcance ecológico de uma espécie, e como essas espécies provavelmente são pequenas, a probabilidade da fossilização é baixa (veja Equilíbrio pontuado)
  • Similarmente, quando condições ambientais mudam, a população de um espécie provavelmente se reduzirão em grande quantidades, logo qualquer adaptação as condições tem chances baixas de ser fossilizada
  • A maioria dos fósseis apresenta informações sobre a forma externa, mas muito pouco sobre como o organismo funcionava
  • Usando a biodiversidade atual com um guia, supõem-se que os fósseis descobertos representam só uma fração do real número de organismos que viveram no passado.

A Evolução é um facto… dissociado do conhecimento científico.

Aqui vai um artigo,que faz questionar a validade da teórica evolução das espécies por meio de causas aleatórias,sem direcionamento,sem inteligência envolvida … o mais irônico é um neo ateu se gabar, alegar ser mais racional,ou se apoiar na razão e consequentemente ser ateísta por ser inteligente.  

Ouvimos (e lemos) muitos evolucionistas a papaguearem o cliché “A Evolução é um facto“. Por vezes, acrescentam algo do género: “e quem tal não reconhece é um ignorante que não percebe nada de ciência“. Os evolucionistas pensam que ao repetir vezes sem conta esta lenga-lenga ela vai-se tornar mais verdadeira. Se calhar… diz-se que se repetires constantemente alguma coisa ela irá ser aos poucos entendida como uma verdade.

Só que esta verdade evolucionista de que “a evolução é um facto” está dissociada do conhecimento científico. No mês passado (Setembro 2010), a publicar na Trends in Genetics, dois cientistas da Universidade de Cambridge dissertaram sobre os estudos sobre as adaptações genéticas nas populações naturais e concluíram de forma esclarecedora:

Nonetheless, most studies of recent evolution involve the loss of traits, and we still understand little of the genetic changes needed in the origin of novel traits.” – [A maioria dos estudos de evolução envolve a perda de características, e nós ainda entendemos pouco das mudanças genéticas necessária na origem de novas características].

É verdade. Virtualmente todos os estudos sobre mutações e alterações genéticas nos organismos envolvem perda de informação genética (Alguns exemplos na categoria “Genética“, debaixo de “O QUE DIZER DAS ALEGAÇÕES EVOLUCIONISTAS A RESPEITO DE EVOLUÇÃO EM ACÇÃO?“). Mas o que o conto evolucionista necessita é precisamente o contrário… o aparecimento de nova informação genética que produza novas funções e estruturas no ser vivo.

Afinal de contas… desde o ser unicelular que vivia sozinho no início de tudo até à tua pessoa são cerca de 100 triliões de células de diferença. De onde veio toda a informação genética que os seres vivos possuem? Das mutações, dizem os evolucionistas. O problema é que a maioria das mutações são prejudicias ao organismo e, como afirmam estes evolucionistas, “A maioria dos estudos de evolução envolve a perda de características“.

Se a evolução fosse de facto um facto, se ela fosse verdadeira, então o normal seria existirem estudos de sobra que mostrassem claramente a criação de nova informação genética, informação anteriormente não existente no ser vivo, que originasse novas características. Mas a verdade é que, não obstante os longos anos e dinheiros gastos com estudos de carácter evolutivo, “nós ainda entendemos pouco das mudanças genéticas necessária na origem de novas características“.

Mas eles lá continuarão a procurar, já que “a evolução é um facto”, apesar de não haver evidências científicas que expliquem como surgiram as milhares de características dos milhares de seres vivos que existem e existiram. Lembra-te das palavras destes evolucionistas da próxima vez que disseres que “a evolução é um facto”. Como é que pode ser um facto se “nós ainda entendemos pouco das mudanças genéticas necessária na origem de novas características“? Só na tua cabeça, mesmo!
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Vejam o comentário que o blogue Desafiando a Nomenklatura Científica fez a respeito deste assunto.

Aves descendem dos Dinossauros, certo? Nem sempre foi assim…

Descoberta levanta novas dúvidas sobre ligações evolutivas dos pássaros com os dinossauros

(Discovery raises new doubts about dinosaur-bird links)

 

CORVALLIS, Oregon – Os pesquisadores da Universidade Estadual de Oregon (Oregon State University – OSU) fizeram uma descoberta fundamental sobre o mecanismo que torna os pássaros capazes de tomarem fôlego e sua capacidade pulmonar que permite o vôo, o achado significa, no entanto, que é improvável que pássaros sejam descendentes de qualquer dinossauro TERÓPODA conhecido.

 

 

Terópodas são dinossauros bípedes, carnívoros, omnívoros e pertencem à ordem Saurischia, o nome significa “pés anormais”, pois os representantes deste grupo têm como característica possuírem pés com três dedos que tocam o chão, o quarto fica suspenso.[1]

 

 

Theropoda

Figura 1 – Várias espécies de dinossauros do grupo Therapoda. [2]
Theropoda - Megaraptor namunhuaiquii Figura 2 – Fóssil de pata de Megaraptor namunhuaiquii evidenciando os três dedos característicos de um Therapoda. [3]

As conclusões apresentam outras evidências que vêm evoluindo e podem forçar muitos paleontólogos finalmente a reconsiderar sua convicção segura (até o momento) de que os pássaros modernos são descendentes diretos de um ancestral dinossauro, dizem os pesquisadores do OSU.

Bird Figura 3 – Esqueleto de ave evidenciando os ossos que são utilizados pelos pássaros durante a corrida e o caminhar, movimento este que atua principalmente nos joelhos (knee) e nas juntas de tornozelo (ankle), nos seres humanos, tal movimento ocorre no joelho, tornozelos e juntas do quadril. A coxa da ave não se move substancialmente de sua posição quase horizontal onde provê apoio lateral rígido aos sacos de ar próximo ao sistema respiratório. [4]

“É realmente de pasmar que depois de séculos de estudar pássaros e o vôo nós não entendemos ainda um aspecto básico da biologia dos pássaros”, disse John Ruben, professor de Zoologia da OSU.

“Esta descoberta estabelece que os pássaros, provavelmente, evoluíram em um caminho paralelo ao lado dos dinossauros, enquanto muitos dinossauros ainda não haviam começado este processo.”

Estes estudos foram publicados no Journal of Morphology e foi financiado pela National Science Fundation.

É conhecido por décadas que o fêmur, ou osso da coxa dos pássaros é largamente fixo e faz pássaros em “corredores de joelho”, distinto virtualmente todos outros animais de terra, segundo os pesquisadores da OSU. Porém, o que há pouco foi descoberto é que o que fixou a posição desses ossos nas aves foi a musculatura que mantêm o saco aéreo e o pulmão para não haver um desequilíbrio estrutural enquanto o pássaro inala.

Pássaros de sangue quente precisam de aproximadamente 20 vezes mais oxigênio que répteis de sangue frio, e evoluiu uma estrutura pulmonar sem igual que permite uma taxa alta de troca de gás e nível de atividade alto. O complexo da coxa incomum das aves é que auxilia o pulmão e previne seu colapso.
“Esta descoberta é fundamental no campo da Fisiologia de Pássaros (conhecido em inglês por Bird Fisiology), disse Devon Quick, instrutor de Zoologia da OSU e que completou esta pesquisa como parte da sua Tese de Doutorado. “É realmente estranho que ninguém tenha percebido isto antes. A posição do osso de coxa e dos músculos em pássaros é crítica à função pulmonar deles que em troca é o que lhes dá bastante capacidade pulmonar por vôo.”
Porém, todo outro animal que caminhou em terra, os cientistas disseram, tem um osso de coxa mais maleável que é envolvido no movimento deles, inclusive os humanos, elefantes, cachorros, lagartos e no passado antigo, os dinossauros.
Segundo os pesquisadores, isto implica que os pássaros quase certamente não descendam dos dinossauros Therapodas, como o Tyrannosaurus ou o Allosaurus. Os resultados acrescentam a um corpo crescente de evidência nas últimas duas décadas que desafia algumas da mais sérias e seguras convicções sobre a Teoria Evolutiva animal.
“Em primeiro lugar, já foram encontrados pássaros mais cedo no registro fóssil que os dinossauros, portanto, como acreditar que eles tenham sido descendidos de algo que apareceu depois”, disse Ruben. “Isso é um problema bem sério e há outras inconsistências com a teoria do “Pássaro-Dinossauro”.
“Ums das razões primárias que muitos cientistas continuarão apontando os pássaros como ter descendido de dinossauros é a semelhanças nos pulmões dos mesmos”, disse Ruben. “Porém, os dinossauros Therapodas tiveram um fêmur comovente e então não poderiam ter tido um pulmão que trabalhou assim como nos pássaros. O saco de ar abdominal deles, se eles tivessem um, teria se desmoronado. Isso corta por baixo um pedaço crítico de apoiar evidência para a ligação de apoio a Teoria do Dinossauro-Pássaro.
“Um velociraptor não brotou penas em pouco tempo e saiu voando no pôr-do-sol”, disse Ruben.
Os resultados mais recentes, dizem os pesquisadores, apresentam dados mais consistentes com pássaros tendo evoluído separadamente dos dinossauros e desenvolvendo as suas próprias características sem igual a deles, inclusive penas, asas e um pulmão sem igual e sistema de locomoção.
Há um pouco de semelhanças entre pássaros e dinossauros e, é possível, eles dizem, que pássaros e dinossauros podem ter compartilhado um antepassado comum, como o “Tecodontes”, que eram pequenos répteis, no qual pode ter desenvolvido caminhos evolutivos distintos que separaram em pássaros, crocodilos e dinossauros. A estrutura pulmonar e a fisiologia de crocodilos, na realidade, são muito mais semelhantes a dinossauros do que é a pássaros.

Tecodontes são Archosaurus que apareceram primeiro no Permiano recente e expandiram o fim do período Triássico antigo.[5]
“Nós não estamos sugerindo que dinossauros e pássaros possam não ter tido um antepassado comum em algum lugar no passado distante”, disse rapidamente. “Isso é bastante possível e é achado habitualmente em evolução. Há pouco parece bem claro agora que pássaros estavam evoluindo desde o princípio no próprio momento delese não descenderam diretamente dos Therapodas que viveram muitos milhões de anos depois.”
As pesquisas em biologia e fisiologia de aves da Oregon State University foram os primeiros dos EUA a começar a chamar em pergunta a ligação do Dinossauro-Pássaro desde a década de 90. Foram realizados outros resultados desde então entre a OSU e outras instituições que também levantam esta mesma dúvida. “Teorias velhas morrem com o tempo”, disse Ruben, especialmente quando alguns pesquisadores inserem mais romance do que ciência em seus estudos e criam ligações fictícias com espécies de animais na história mundial.
“Francamente, existe a influência financeira de muitos museus envolvidos por trás das ‘descobertas’ de muitos pesquisadores de carreira, que cometem o erro de fazer de seu ponto de vista particular se valer como aumento de evidências científicas novas”, disse Ruben.

“Em algumas exibições de museus, disse ele, a Teoria dos Pássaros-descendentes-de-dinossauros como apoio à Teoria Evolutiva é retratada como um fato em grande parte aceito, com apenas um pequeno asterisco que mostra que um ‘pequeno’ grupo de cientistas discordam.
“Nosso trabalho na OSU quase era o único asterisco sobre o assunto que eles se referiam”, disse Ruben. “Mas agora há mais asteriscos surgindo a todo o tempo. Isso faz parte do processo de ciência.”

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Sobre a OSU College of Science:

Uma das maiores unidades acadêmicas da OSU, a College of Science tem 14 departamentos e programas, 13 programas de pre-profissional, e provê os cursos de ciência básicos essencial para a educação de todo estudante da OSU. Em sua faculdade estão pesquisadores de renome internacional em pesquisa científica.

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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

1 – http://pt.wikipedia.org/wiki/Theropoda

2 – http://www.mr.is/~gk/jfr/ordskyr/s/therophoda.htm

3 – http://news.nationalgeographic.com/news/bigphotos/images/080610-australia-dinosaur_big.jpg

4 – http://www.flickr.com/photos/33247428@N08/3608028849/

5 – http://en.wikipedia.org/wiki/Thecodont

Artigo completo original:

a) http://www.eurekalert.org/pub_releases/2009-06/osu-drn060809.php

b) http://www.sciencedaily.com/releases/2009/06/090609092055.htm

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NOTA: O presente estudo se torna isento de comentários, todavia, é mais uma prova que quando se realiza ciência com seriedade os resultados demonstrando as falhas da Teoria da Evolução sempre irão aparecer.

Novo fóssil altera teorias sobre os dinossauros .

As evidências são evidências,até que se prove o contrário.

 

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Figura 1 – Raptorex (Fonte: Project Exploration).

A descoberta de um novo dinossauro na região nordeste da China surpreendeu paleontólogos ao indicar que é preciso reavaliar as atuais teorias sobre a evolução dos grandes predadores pré-históricos. O dinossauro, que é uma miniatura do tiranossauro rex, foi batizado de raptorex (rapto é o termo comumente usado para pequenos dinossauros e rex significa “rei”).

O raptorex, apesar de ter vivido há cerca de 125 milhões de anos [sic], e aproximadamente 60 milhões de anos antes do tiranossauro rex, já apresentava as principais características do maior e mais conhecido dinossauro. Isso contradiz as teorias de que as características físicas do tiranossauro rex, como cabeça desproporcionalmente grande em relação ao torso, braços pequenos e pés longilíneos eram resultado do processo evolutivo e de crescimento da espécie.
Todas essas características estão presentes no raptorex, apesar de este ser uma miniatura do seu gigantesco descendente. Até mesmo o cérebro do raptorex exibe bulbos olfatórios grandes, indicando um olfato altamente desenvolvido, assim como o do tiranossauro rex.

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Figura 2 – Comparação entre o raptorex e o T. rex (Fonte: Ciência ao Natural).

“É impressionante. Não conheço nenhum outro exemplo de um animal que tenha sido tão perfeitamente criado em uma versão cerca de 100 vezes menor do que, mais tarde, se tornaria”, diz Paul Sereno, paleontólogo da Universidade de Chicago e autor do estudo sobre o raptorex.

Os paleontólogos dizem que um raptorex adulto não passava de 3 metros de altura e 60 quilos. Vivia em uma região de lagos perto da Mongólia e se alimentava de pequenos dinossauros, pássaros e tartarugas.

Os braços curtos eram secundários na caça e permitiam que o raptorex corresse com mais agilidade para atacar sua presa. “Em um animal tão veloz e com cabeça tão grande, algo tem de ser sacrificado e, neste caso, assim como no caso do tiranossauro rex, os braços foram colocados em segundo plano”, afirma Stephen Brusatte, co-autor do estudo e paleontólogo do Museu Americano de História Natural.

“Todas essas características fazem parte de um design belamente criado para um predador de grande sucesso”, diz Sereno.

Segundo os autores do estudo, mesmo os braços diminutos do tiranossauro rex não eram inúteis nem apenas vestígios do processo evolutivo, mas faziam parte de um modelo especialmente desenvolvido para capturar e liquidar outros animais. Há três anos, o esqueleto, em condições quase que perfeitas, foi comprado no mercado negro por Henry Kriegstein, um colecionador de fósseis, e encaminhado a Sereno. O paleontólogo concordou em estudar o espécime desde que este fosse, depois disso, devolvido à China.

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Figura 3 –  Análise detalhada dos ossos do crânio de raptorex (Fonte: Photobucket).

“Foi uma descoberta completamente inesperada. O que sabíamos sobre a evolução dos dinossauros era simplista ou mesmo errado“, afirma Brusatte.
(Terra)

Nota: É mais uma descoberta que muda tudo o que era “fato”. Se a explicação anterior era simplista ou mesmo errada, por que não dizem isso nas reportagens e nos livros sobre o assunto? Pelo jeito, a “história evolutiva” dos seres vivos (especialmente dos dinos) está longe de ser bem contada.[MB]

Fonte: http://criacionista.blogspot.com/2009/09/novo-fossil-que-altera-teorias-sobre.html

Evolução Biológica

Lamarckismo e Darwinismo

Processo pelo qual os seres vivos se diversificaram ao longo do tempo, dando origem às espécies atuais ou já extintas em nosso planeta.

Este processo é uma conseqüência da adaptação de um animal ou vegetal ao ambiente em que vivem. Devemos entender adaptação como uma seleção de características acumuladas ao longo do tempo numa certa população.

Exemplos de adaptação dos seres vivos:

  • Bico do beija-flor e sua capacidade de manter-se estacionado durante o vôo.
  • Dentes dos cavalos com crescimento contínuo.
  • Plantas de clima seco com espinhos e caules suculentos, etc. Cada espécie animal ou vegetal está adaptada ao meio em que vive. Ao mesmo tempo que existe a adaptação das espécies aos vários ambientes, também notamos a grande variabilidade entre elas.

A respeito da variabilidade existem duas linhas de pensamento a serem consideradas:

A – Idéia Fixista

Admitia que os seres vivos foram criados por Deus e que as espécies não se alteraram ao longo do tempo.

Um dos adeptos desta idéia foi Lineu, naturalista sueco que viveu de 1707 a 1778.

B – Idéia Transformista

Admitia que as espécies se modificavam ao longo do tempo, em resposta a diferentes pressões do meio. Foram adeptos destas idéias:

Lamarck: naturalista francês que viveu de 1744 a 1829 e Darwin: naturalista inglês que viveu de 1809 a 1882.

Hipótese Evolucionista de Lamarck – Lamarckismo

Foi um dos primeiros cientistas que apoiou a idéia transformista. Lamarck dizia que as espécies sofriam alterações no decorrer do tempo, com o objetivo de melhorar seu modo de vida a novos ambientes.

Admitia que:

a) A utilização de certos órgãos tende a hipertrofiá-los e a não-utilização tende a fazê-los regredir.

Este enunciado ficou conhecido como “Lei do uso e desuso”;

b) Características adquiridas pelos indivíduos ao longo de suas vidas, podiam ser transmitidas aos descendentes.

Este enunciado ficou conhecido como “Lei da transmissão dos caracteres adquiridos”.

Alguns exemplos citados por Lamarck para reforçar suas idéias:

1) As aves aquáticas teriam se tornado pernaltas devido ao esforço para esticar as pernas para andar na água, sem molhar as penas.

2) Os ancestrais das cobras teriam tido pernas, que num dado momento passaram a atrapalhar o deslocamento do animal por lugares apertados. Com o desuso as pernas desapareceram e o corpo das cobras passou a não ter apêndices.

3) As girafas, vivendo em uma área de solo seco e quase sem capim, teriam como alimento folhas de árvores de grande porte e de tanto esticarem o pescoço para pegar as folhas, este cresceria e esta característica seria transmitida aos descendentes.

Algumas Experiências que Mostram erros nas Idéias de Lamarck:

a) Um biólogo alemão chamado Weissman, durante várias gerações de casais de ratos, cortava suas caudas e os colocava juntos para reproduzirem-se e observar seus descendentes. Verificou que os descendentes sempre nasciam com cauda.

b) O ritual da circuncisão é realizado entre os judeus para retirada do prepúcio, mostrando que a característica anatômica não se alterou ao longo do tempo.

Teoria da Evolução de Darwin – Darwinismo

Charles Darwin nasceu em 1809 e em 1831, como naturalista, embarcou no navio Beagle a serviço da Inglaterra, numa viagem de mapeamento e pesquisas ao redor do mundo que durou 5 anos. Nas várias paradas que foram realizadas Darwin fazia o levantamento da flora e da fauna do local e também coletava espécies para seus estudos. Uma de suas paradas foi num conjunto de ilhas do oceano Pacífico chamadas Galápagos, devido à presença de um grande número de tartarugas gigantes. Verificou que cada ilha apresentava uma fauna característica, principalmente em relação a pássaros, tartarugas e lagartos.

Os pássaros eram bastante semelhantes entre si, porém com formas de bicos diferentes. Observou que a forma de bico, em cada ilha, dependia do tipo de alimento disponível e que o ambiente teria exercido pressões, alterando as populações isoladas nas ilhas.

Nas ilhas com alimento de material mole, como frutos e brotos vegetais, predominavam pássaros com bicos pequenos e delicados; e nas ilhas que tinham sementes como alimento disponível, predominavam pássaros com bicos grandes e maciços.

Darwin conseguiu apresentar um mecanismo coerente para explicar a modificação das espécies, que chamou de seleção natural.

Pensou em seleção natural pela primeira vez em 1838, depois de ler um ensaio sobre o princípio da população de Malthus, que de modo geral dizia que a produção de alimentos acontece numa proporção aritmética e as populações crescem numa proporção geométrica.

Darwin propõe que

Ocorre uma grande mortalidade nas populações naturais, por exemplo, se todos girinos, ratos e baratas sobrevivessem em todas proles das várias gerações, o mundo estaria recoberto por estes organismos.

Com a morte de um grande número destes indivíduos as populações mantêm-se constantes. Sempre existiram indivíduos mais aptos a sobreviver que outros.

Se o ambiente permanecer constante, as espécies também permanecem. Se o ambiente mudar, o tipo que era adaptado pode deixar de sê-lo e pode ser que novos indivíduos da população passem a ser melhor adaptados ao novo ambiente. Em próximas gerações serão a maioria e a espécie terá se modificado. Se a modificação do ambiente for tal que nenhum indivíduo sobreviva, a espécie entrará em extinção.

Darwin observou a variabilidade de características entre os organismos.

Em relação ao exemplo do tamanho do pescoço das girafas, Darwin propôs que as girafas de pescoço longo apresentavam maior chance de sobrevivência e de deixar descendestes em relação às de pescoço curto. Após várias gerações existirão variações no tamanho do pescoço , mas com o tamanho médio do pescoço maior que o dos ancestrais.

O ambiente atua de diferentes formas sobre os organismos (salinidade, pH, temperatura, umidade, doenças, parasitismo, predação). Esta atuação do ambiente é a seleção natural.

Aqueles organismos que apresentam características que permitem melhor adaptação ao ambiente, possuem maiores chances de chegar à fase adulta e deixar descendentes. qualquer variação que aumenta a adaptação do organismo ao ambiente tende a ser preservada, enquanto as que diminuem a adaptabilidade dos organismos tendem a ser eliminadas.

Seleção Artificial

É a seleção realizada pelo homem, que dá chances de sobrevivência a tipos que seriam eliminados pela seleção natural.

Pode-se escolher entre grupos de indivíduos aqueles que apresentam certas características e colocá-los para reproduzirem-se.

Dificilmente encontram-se espécies domésticas semelhantes dos indivíduos no ambiente selvagem como acontece com: cachorros, galinhas, porcos, cavalos e pombos.

Lamarckismo

Admite que as mudanças dos caracteres em uma espécie são determinadas pelo esforço próprio do indivíduo em resposta a pressões do embiente, sendo passadas à prole, constituindo o principal fator evolutivo.

Darwinismo

Admite que as variações dos caracteres em uma espécie é conseqüência da seleção das formas mais aptas à sobrevivência (seleção natural).

Seleção natural ==> variabilidade ==> adaptação


A viagem do Beagle (1831 – 1836) (de A origem da diversidade – Bryan Shorrocks)
clique para ampliar

Fonte: http://www.biomania.com.br

Evolução Biológica

Os Mecanismos da Evolução

Evolução: uma questão de adaptação

Os seres vivos da Terra atual estão adaptados ao meio em que vivem. Esta frase corriqueira revela que entre os seres vivos e o ambiente há um ajuste, uma harmonia fundamental para a sua sobrevivência. O flamingo rosa se alimenta de cabeça para baixo, adaptando-se à procura de alimento no lodo em que vive; os cactos suportam o meio desértico seco graças às adaptações nele existentes; os beija-flores, com seus longos bicos, estão adaptados à coleta do néctar contido nas flores tubulosas que visitam. Esses e numerosos outros exemplos são reveladores da perfeita sintonia que existe entre os seres e os seus ambientes de vida.

Adaptação: fixismo versus transformismo

Desde o tempo dos filósofos gregos, passando pelos pensadores do século passado, a adaptação dos seres vivos aos seus ambientes de vida é um fato incontestável. A origem da adaptação, porém, é que sempre foi discutida. Desde a Antigüidade se acreditava que essa harmonia seria o resultado de uma criação especial, a obra de um criador que teria planejado todas as espécies, adequando-as aos diferentes ambientes. Com o advento do cristianismo, ficou mais fácil admitir que as espécies, criadas por Deus, seriam fixas e imutáveis. Os defensores dessa idéia, chamados de fixistas ou criacionistas, propunham que a extinção de muitas espécies seria devida a eventos especiais como, por exemplo, muitas catástrofes que exterminaram grupos inteiros de seres vivos.

Lentamente, no entanto, a partir do século XIX, uma série de pensadores passou a admitir a idéia da substituição gradual de espécies por outras através de adaptações a ambientes em contínuo processo de mudança. Essa corrente de pensamento, transformista, que vagarosamente foi ganhando adeptos, explicava a adaptação como um processo dinâmico, ao contrário do que propunham os fixistas. Para o transformismo, a adaptação é conseguida através de mudanças. À medida que muda o meio, muda a espécie. Os adaptados ao ambiente em mudança sobrevivem. Essa idéia deu origem ao evolucionismo. Evolução biológica é a adaptação das espécies a meios continuamente em mudança. Essa mudança das espécies nem sempre implica aperfeiçoamento ou melhora. Muitas vezes leva a uma simplificação. É o caso das tênias, vermes achatados parasitas: embora nelas não exista tubo digestivo, estão perfeitamente adaptadas ao parasitismo no tubo digestivo do homem e de muitos outros vertebrados.

Adaptação: a espécie em mudança

Dentre os exemplos que ilustram a adaptação das espécies às mudanças do meio, três se destacam por seu caráter clássico: a) a resistência de insetos ao DDT; b) a resistência de bactérias aos antibióticos; c) a coloração protetora das mariposas da espécie Biston betularia. Vamos a eles.

a) A resistência de insetos ao DDT

Considere o seguinte problema. Um fazendeiro estando às voltas com grande quantidade de moscas que infestavam seus estábulos procurou alguma droga que as exterminasse. Como dispunha de DDT, passou a pulverizar o inseticida nos locais onde eram encontrados os insetos. Os resultados, de início, foram ótimos. Desapareceram por completo os invasores. Após certo tempo, porém, verificou-se o ressurgimento das moscas, de início em pequena quantidade, o que provocou novas pulverizações dos estábulos. Notou-se, entretanto, que as moscas aumentavam em número, a despeito de se estar utilizando quantidades crescentes do inseticida.

A análise do problema em questão evidencia um grupo de indivíduos de certa espécie, moscas, existindo em duas situações diferentes: estábulos sem e com DDT. Em ambas as situações, verificou-se a existência de uma população desses insetos.

Pode-se dizer que isso resultou da existência prévia de dois tipos de moscas: as sensíveis ao DDT, numerosas de início, e as resistentes, pouco abundantes. A aplicação do inseticida favoreceu as poucas moscas resistentes, que sobreviveram e se reproduziram, fazendo que ao longo de algumas gerações, novamente aumentasse a população desses insetos nos estábulos. Evidentemente, a “resistência ao inseticida” corresponde a um caráter determinado pela existência de genes que conferem a algumas moscas a capacidade de resistir a certa droga produzida pelo homem. As sensíveis, desprovidas de tais genes, acabam morrendo. As resistentes transmitem seus genes aos seus descendentes. E, assim, a população de moscas como um todo se adapta ao ambiente que foi pulverizado com DDT. Portanto, a persistência de moscas nos estábulos, a despeito de mudanças ocorridas no ambiente com a pulverização do inseticida, mostra um ajuste do grupo com o meio permitido pela existência prévia de indivíduos resistentes.

Tudo se passa como se os organismos em questão fossem capazes de se modificar em resposta a uma mudança ambiental. Na realidade, não houve modificação dos organismos em si. O que sofreu mudança foi o grupo de indivíduos. Em outras palavras, um grupo de indivíduos não resistentes foi substituído por outro grupo de indivíduos, agora resistentes. Os dois grupos pertencem à mesma espécie, e é nesse sentido que podemos dizer que houve “adaptação” (adequação, modificação da composição do grupo em resposta a uma mudança do ambiente).

b) A resistência de bactérias aos antibióticos

O problema da resistência bacteriana a antibióticos caracteriza um caso de adaptação de um grupo de organismos frente a mudanças ambientais. À medida que antibióticos são inadequadamente utilizados no combate a infecções causadas por bactérias, o que na realidade se está fazendo é uma seleção de indivíduos resistentes a determinado antibiótico. Sendo favorecidos, os indivíduos resistentes, pouco abundantes de início, proliferam, aumentando novamente a população de microorganismos.

c) A coloração protetora das mariposas

Em meados do século passado, a população de certo tipo de mariposa nos arredores de Londres era constituída predominantemente por indivíduos de asas claras, embora entre elas se encontrassem algumas de asas escuras. A explicação para esse fato fica lógica se lembrarmos que nessa época os troncos das árvores eram recobertos por certo tipo de vegetais, os líquenes, que conferiam-lhes uma cor acinzentada. Na medida em que a industrialização provocou aumento de resíduos poluentes gasosos, os troncos das árvores passaram a ficar escurecidos, como conseqüência da morte dos líquenes e do excesso de fuligem. Nessa região, passou a haver predominância de mariposas de asas escuras, o que denota outro caso de adaptação de um grupo de indivíduos frente a uma mudança ambiental. Procure entender a semelhança existente entre esses dois exemplos de adaptação e o exemplo da resistência de insetos a inseticidas.

As evidências da evolução

Durante a fase polêmica da discussão evolucionista, muitos argumentos foram utilizados. Uma das evidências mais importantes da ocorrência de Evolução biológica é dada pelos fósseis, que podem ser conceituados como “restos ou vestígios de seres vivos de épocas remotas”. Por meio deles, verifica-se que havia organismos completamente diferentes dos atuais, argumento poderoso para os defensores do transformismo. Outras evidências evolutivas podem ser citadas: a semelhança embriológica e anatômica existente entre os componentes de alguns grupos animais, notadamente os vertebrados; a existência de estruturas vestigiais, como, por exemplo, o apêndice vermiforme humano, desprovido de função quando comparado aos apêndices funcionais de outros vertebrados. Modernamente, dá-se muito valor à semelhança bioquímica existente entre diferentes animais. É o caso de certas proteínas componentes do sangue do homem e dos macacos.

Leitura: fósseis, evidências da evolução

Fósseis são restos ou vestígios de seres vivos de épocas remotas e que ficaram preservados em rochas. Podem ser ossos, dentes, conchas ou até impressões, pegadas, pistas deixadas por animais e vegetais nos lugares em que viveram. Desde a antiguidade, muitas foram as explicações sobre a sua origem. Aristóteles acreditava que eram restos de seres vivos que nasciam e cresciam nas rochas. Algumas pessoas diziam que eram formas vivas colocadas nas pedras por espíritos malignos. Já o filósofo Heródoto, em 450 a.C, ao observar restos de conchas no deserto da Líbia, supôs que o Mediterrâneo banhara aquela região em tempos antigos.

A preservação de um fóssil depende da ocorrência de uma série de eventos. Normalmente, organismos mortos são prontamente atacados por vários tipos de seres vivos, entre eles bactérias e fungos que efetuam a decomposição da matéria orgânica. Em alguns casos, porém, a preservação de restos pode ocorrer. Se o animal morrer em leitos de água, a correnteza carrega sedimentos que podem cobri-lo, dificultando o ataque de outros organismos que poderiam destruí-lo, favorecendo, assim, a sua preservação. Do mesmo modo, substâncias minerais trazidas pela água impregnam os ossos, o que ajuda a conservação da sua forma. Esses processos ocorrem comumente em oceanos e mares rasos, duas fontes notáveis de fósseis. A erupção de um vulcão pode levar à fossilização ao soterrar com cinza os animais e vegetais que viviam nas proximidades. Protegidos do ar e de outros animais, esses organismos soterrados acabam sendo preservados. Com o tempo, formam-se camadas sucessivas de sedimentos, exercendo pressão sobre as camadas inferiores e deixando os fósseis incrustados no interior da rocha. De tempo em tempos, os fósseis podem voltar a se expor, principalmente em razão de movimentos da crosta terrestre. Isso favorece a ação de rios que, ao correr por novos leitos, acabam expondo camadas contendo fósseis. Igualmente, a atividade erosiva e modeladora do vento, chuva e gelo favorece a exposição dos fósseis incluídos em rochas.

Os fósseis são importantes em biologia por ilustrarem a ocorrência do processo de evolução biológica. Pode-se fazer uma avaliação da idade de um fóssil pela observação da camada em que está incluído. Como a sedimentação ocorre pela deposição sucessiva de camadas, aquelas que se situam mais inferiormente são mais velhas e devem conter os fósseis mais antigos. Se a evolução da vida ocorreu de modo contínuo, espera-se que os fósseis encontrados espelhem a ordem de evolução de plantas e animais. De maneira geral, fósseis de organismos mais simples são encontrados nas camadas mais inferiores, mais velhas, das rochas. Em camadas mais recentes são encontrados organismos mais complexos. Esse achado é uma evidência de que a vida evoluiu de forma simples para formas mais complexas e que ela vem se modificando vagarosamente há milhões de anos. Técnicas modernas têm auxiliado a datação da idade dos fósseis. Através delas e a partir da descoberta de um fóssil de animal parecido com um “fox-terrier” e de outros fósseis, foi possível determinar a seqüência que originou o cavalo atual. Muitas vezes, porém, o registro fóssil é falho e apresenta muitas lacunas. É evidente que não foram reconhecidos ainda todos os estágios que possam esclarecer, por exemplo, a origem dos répteis a partir dos anfíbios. Essa situação é parecida com a de um livro que não tivesse algumas de suas páginas. Como explicar esse fato? Para muitos cientistas, o tempo permitirá a descoberta dos elos intermediários ainda desconhecidos. Para outros, como o americano Stephen Jay Gould, esses elos simplesmente não existem. A evolução, para esse autor, teria ocorrido “aos saltos”, com o surgimento explosivo de novos grupos de tempos em tempos. Essa evolução saltatória seria devida, principalmente, ao acúmulo de mutações gênicas que repentinamente levariam ao surgimento de novas espécies.

Os evolucionistas em ação: Lamarck e Darwin

A partir do século XIX, surgiram algumas tentativas de explicação para a Evolução biológica. Jean Baptiste Lamarck, francês, e Charles Darwin, inglês, foram os que mais coerentemente elaboraram teorias sobre o mecanismo evolutivo. Foi Darwin, no entanto, o autor do monumental trabalho científico que revolucionou a Biologia e que até hoje persiste como a Teoria da Seleção Natural das espécies.

Darwin e a seleção natural

A partir da idéia de adaptação de populações a seus ambientes, fica fácil entender as propostas de Charles Darwin (1809-1882), inglês, autor da teoria da Seleção Natural. Imaginando-se dois ratos, um cinzento e outro albino, é provável que em muitos tipos de ambientes o cinzento leve vantagem sobre o albino. Se isto realmente acontecer, é sinal de que o ambiente em questão favorece a sobrevivência de indivíduos cinzentos ao permitir que, por exemplo, eles fiquem camuflados entre as folhagens de uma mata. Os albinos, sendo mais visíveis, são mais atacados por predadores. Com o tempo, a população de ratos cinzentos, menos visada pelos atacantes, começa a aumentar, o que denota seu sucesso. É como se o ambiente tivesse escolhido, dentre os ratos, aqueles que dispunham de mais recursos para enfrentar os problemas oferecidos pelo meio. A esse processo de escolha, Darwin chamou Seleção Natural. Note que a escolha pressupõe a existência de uma variabilidade entre organismos da mesma espécie. Darwin reconhecia a existência dessa variabilidade. Sabia também que na natureza, a quantidade de indivíduos de certa espécie que nascem é maior que aquela que o ambiente pode suportar. Além disso, era conhecido o fato de que o número de indivíduos da população fica sempre em torno de uma certa quantidade ótima, estável, devido, principalmente, a altas taxas de mortalidade.

É óbvio que a mortalidade seria maior entre indivíduos menos adaptados a seu meio, pelo processo de escolha ou “seleção natural”. Perceba, então, que a idéia de Darwin parte do princípio importante de que existe variabilidade entre os indivíduos de uma mesma espécie e que essa variabilidade pode permitir que indivíduos se adaptem ao ambiente.

Assim, para Darwin, a adaptação é resultado de um processo de escolha dos que já possuem a adaptação. Essa escolha, efetuada pelo meio, é a Seleção Natural e pressupõe a existência prévia de uma diversidade específica. Então, muda o meio. Havendo o que escolher (variabilidade), a seleção natural entra em ação e promove a adaptação da espécie ao meio. Quem não se adapta, desaparece.

O Darwinismo, a conhecida teoria da “Evolução Biológica por adaptação das espécies aos meios em mudança através da Seleção Natural”, pode ser assim esquematizado:

É claro que, em ambientes diferentes, variações distintas serão valorizadas. Isso explica por que duas populações da mesma espécie podem se adaptar de maneiras bastante diversificadas em ambientes diferentes.

Finalizando, vamos utilizar uma comparação que pode facilitar a compreensão da teoria darwiniana.

Analise o desenho abaixo. Ele representa um funil através do qual são jogadas bolinhas de diversos tamanhos. Somente as “ajustadas” ao tamanho do funil conseguem atravessá-lo. As outras são retidas. Com este modelo você entende a ação da Seleção Natural. O funil representa o meio ambiente, e as bolinhas correspondem às diversas formas existentes entre os seres vivos de determinada espécie. As bolinhas que passaram representam aquelas variedades dotadas de características que as ajustam ao meio e, então, permitem a adaptação da espécie ao ambiente.

Darwin: uma longa caminhada rumo à seleção natural

Desde sua infância, Darwin era fascinado por tudo o que se relacionava à natureza. Oriundo de uma família abastada, filho de médico, negava-se a seguir a carreira paterna. Acabou tendo de cursar uma faculdade destinada à formação de religiosos, porém, sempre se dedicou profundamente à história natural, acumulando conhecimentos de geologia, mineralogia, zoologia e botânica. A partir dessa formação, alguns fatos importantes da vida de Darwin facilitaram elaboração de sua teoria. Entre esses fatos, pode-se citar:

a) a viagem por ele empreendida ao redor do mundo como naturalista de bordo do navio Beagle, da armada inglesa. Entre outros aspectos que o fascinaram, como o achado de fósseis de tatus gigantes na América do Sul e conchas de moluscos em plena Cordilheira dos Andes, foi a comparação dos arquipélagos de Cabo Verde e Galápagos que o deixou convencido da ocorrência da transformação das espécies. Esses dois arquipélagos têm origem vulcânica, possuem praticamente a mesma idade geológica e situam-se quase na mesma latitude. Sendo semelhantes do ponto de vista ambiental, neles deveriam ser encontrados os mesmos tipos de seres vivos, segundo o pensamento fixista predominante na época. Mas Darwin verificou que as ilhas de cada arquipélago possuíam as suas próprias comunidades, e a maioria dos animais nelas existentes assemelhava-se aos animais que ele vira na África e na América do Sul. As espécies de pássaros fringilídeos que Darwin encontrou em Galápagos pareciam “descendentes modificados das espécies sul-americanas”.

b) as experiências de seleção artificial executadas por Darwin e por inúmeros outros criadores de plantas e animais. Há séculos o homem percebeu que a variabilidade existente entre os descendentes de animais e plantas que cria permite a seleção dos melhores, aprimorando e modificando as espécies. Se o homem pode fazer essa escolha e modificar os rumos de uma espécie em pouco tempo, o que não poderia fazer a natureza ao longo de milhões de anos e dispondo de uma ampla variabilidade entre as espécies?

c) a leitura de um livro do economista Thomas Malthus, que, em fins do século XVIII, escreveu um tratado sobre a preocupação com o tamanho da população humana, que crescia em progressão geométrica enquanto a produção de alimentos pelo homem ocorria num ritmo menor, em progressão aritmética. Haveria, assim, disputa por alimento, sobrevivendo apenas aqueles que tivessem acesso a ele. Então, pensava Darwin, se a população humana passa por um processo de seleção por causa do alimento, o mesmo deveria acontecer na natureza com os demais seres vivos.

d) Darwin conseguiu chegar a uma conclusão que o levou a elaborar a sua conhecida teoria; faltava-lhe, no entanto, a coragem necessária para enfrentar o sistema religioso e científico que, na época, era declaradamente antievolucionista. O impulso que o fez publicar sua teoria foi uma carta enviada pelo biólogo Alfred Russel Wallace, dizendo que em suas viagens chegara à conclusão de que deveria haver um processo de seleção natural das espécies que as faria adaptar-se aos seus ambientes. A partir disso, Darwin foi aconselhado por amigos a expor suas idéias, e em 1859 foi publicado o polêmico livro “The origin of species by means of natural selection”, que revolucionou a biologia.

O que Darwin não sabia: neodarwinismo

O trabalho de Darwin despertou muita atenção mas também suscitou críticas. A principal era relativa à origem da variabilidade existente entre os organismos de uma espécie. Darwin não teve recursos para entender por que os seres vivos apresentam diferenças individuais. Não chegou sequer a ter conhecimento dos trabalhos que um monge chamado Mendel realizava, cruzando plantas de ervilha. O problema só foi resolvido a partir do início do século XX, com o advento da idéia de gene. E só então ficou fácil entender que mutações e recombinação gênica são as duas importantes fontes de variabilidade entre as espécies. Assim, o darwinismo foi complementado, surgindo o que os evolucionistas modernos conhecem como Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução e que se apóia nas idéias básicas de Darwin.

Veja o esquema abaixo:

Fica fácil entender, agora, o mecanismo da resistência bacteriana aos antibióticos usados para o seu combate. Partindo do princípio da existência prévia de variabilidade, uma população bacteriana deve ser formada por dois tipos de indivíduos: os sensíveis e os resistentes. O uso inadequado de um antibiótico deve eliminar as bactérias sensíveis, favorecendo as resistentes, que são selecionadas. As bactérias resistentes proliferam e promovem a adaptação da espécie ao ambiente modificado. Qualquer outro problema de adaptação das espécies a ambientes em modificação pode ser explicado utilizando-se o raciocínio neodarwinista.

Leitura: evolução, trabalho de engenhoqueiro

“A evolução não tira do nada as suas novidades. Trabalha sobre o que já existe, quer transformando um sistema antigo para lhe dar uma nova função, quer combinando diversos sistemas para com eles arquitetar um outro mais ou menos complexo. O processo de seleção natural não se parece com nenhum aspecto do comportamento humano. Mas, se quisermos lançar mão de uma comparação, deverá afirmar-se que a seleção natural atua, não à maneira de um engenheiro mas como um engenhoqueiro. Um engenhoqueiro que ainda não sabe o que vai fazer, mas que recupera tudo o que lhe vem às mãos, pedaços de cordel, bocados de madeira, papelões velhos, tudo o que eventualmente lhe possa fornecer materiais; um engenhoqueiro que, em suma, aproveita aquilo que encontra à sua volta para tirar daí algum objeto utilizável. Como acentuou Claude Lévi-Strauss, os utensílios do engenhoqueiro, ao contrário dos do engenheiro, não pode ser definidos por nenhum programa. Os materiais de que dispõe não têm uma finalidade precisa. Cada um deles pode servir para mais de um fim. Nada têm em comum além do fato de uma pessoa deles poder dizer: …“isto pode ser sempre útil”. Para quê? Depende das circunstâncias. O processo da evolução parece-se em muitíssimos aspectos com essa maneira de agir. A evolução procede como um engenhoqueiro que, durante milhões e milhões de anos, arranjasse lentamente a sua obra, retocando-a sem cessar, cortando aqui, alongando acolá, agarrando todas as oportunidades para ajustar, transformar, criar”.

Por que não podemos aceitar as teses de Lamarck?

Na verdade não podemos simplesmente achar erradas as idéias de Lamarck sem dizer exatamente o porquê do erro. É preciso saber criticá-las com argumentos que evidenciam o erro nelas contido. Assim, pode-se dizer que a lei do uso e desuso só será válida se a alteração que ela propõe estiver relacionada a alterações em órgãos de natureza muscular e, ainda, alterações que não envolvam mudanças no material genético do indivíduo. A cauda de um macaco sul-americano não cresceu porque o animal manifestou o desejo de se prender aos galhos de uma árvore. Tal mudança deveria envolver antes uma alteração nos genes encarregados da confecção da cauda.

Com relação à lei da transmissão das características adquiridas, é preciso deixar bem claro que eventos que ocorrem durante a vida de um organismo, alterando alguma sua característica, não podem ser transmissíveis à geração seguinte. O que uma geração transmite à outra são genes. E os genes transmissíveis já existem em um indivíduo desde o momento em que ele foi um zigoto. E, fatos que ocorram durante sua vida não influenciarão exatamente aqueles genes que ele deseja que sejam alterados.

Lamarck e Darwin frente a frente: o tamanho do pescoço das girafas

Lamarckismo

1 – As girafas ancestrais provavelmente tinham pescoços curtos que eram submetidos a freqüentes distensões para capacitá-las a alcançar a folhagem das árvores.

2 – Os descendentes apresentavam pescoços mais longos, que eram também esticados freqüentemente na procura de alimentos.

3 – Finalmente o contínuo esticamento do pescoço deu origem às modernas girafas. Os fatos conhecidos não sustentam esta teoria.

Darwinismo

1 – As girafas ancestrais provavelmente apresentavam pescoços de comprimentos variáveis. As variações eram hereditárias (Darwin não conseguiu explicar a origem das variações).

2 – Competição e seleção natural levaram à sobrevivência dos descendentes de pescoços longos, em detrimento dos de pescoços curtos.

3 – Finalmente apenas as girafas de pescoços longos sobreviveram à competição. Fatos conhecidos sustentam esta teoria.

A Especiação

A especiação: o surgimento de novas espécies

Especiação é o nome dado ao processo de surgimento de novas espécies a partir de uma espécie ancestral. De modo geral, para que isso ocorra é imprescindível que grupos da espécie original se separem e deixem de se cruzar. Essa separação constitui o isolamento geográfico e pode ocorrer por migração de grupos de organismos para locais diferentes e distantes, ou pelo surgimento súbito de barreiras naturais intransponíveis, como rios, vales, montanhas, etc., que impeçam o encontro dos componentes da espécie original. O isolamento geográfico, então, é a separação física de organismos da mesma espécie por barreiras geográficas intransponíveis e que impedem o seu encontro e cruzamento.

A mudança de ambiente favorece a ação da seleção natural, o que pode levar a uma mudança inicial de composição dos grupos. A ocorrência de mutações casuais do material genético ao longo do tempo leva a um aumento da variabilidade e permite a continuidade da atuação da seleção natural. Se após certo tempo de isolamento geográfico os descendentes dos grupos originais voltarem a se encontrar, pode não haver mais a possibilidade de reprodução entre eles. Nesse caso, eles constituem novas espécies. Isso pode ser evidenciado através da observação de diferenças no comportamento reprodutor, da incompatibilidade na estrutura e tamanho dos órgãos reprodutores, da inexistência de descendentes ou, ainda, da esterilidade dos descendentes, no caso de eles existirem. Acontecendo alguma dessas possibilidades, as novas espécies assim formadas estarão em isolamento reprodutivo, confirmando, desse modo, o sucesso do processo de especiação.

Nem sempre, porém, acaba havendo isolamento reprodutivo entre grupos que se separam, isto é, nem sempre ocorre a formação de novas espécies. O que aconteceria se as barreiras geográficas fossem desfeitas precocemente? Ou, o que pode acontecer se o isolamento geográfico for interrompido? Nesse caso, é possível que os componentes dos dois grupos tenham acumulado diferenças que os distinguem entre si mas que não impedem a reprodução. Isto é, os dois grupos ainda pertencem à mesma espécie. Como denominar, então, essas variedades que não chegaram a transformar-se em novas espécies? Podemos chamá-las de RAÇAS. Uma mesma espécie poderá ser formada por diversas raças, intercruzantes entre si, mas que apresentam características morfológicas distintas. Pense nas diferentes raças de cães existentes atualmente e essa idéia ficará bem clara.

Leitura: um caso real

Um caso interessante que ilustra o que foi dito é o da rã norte-americana Rana pipiens. A distribuição geográfica dessa espécie de animal ocorre do norte ao sul da América do Norte. As diferentes populações apresentam características morfológicas distintas. Só que dificilmente uma rã do Norte se acasala com uma do Sul. Se isso for feito artificialmente, notar-se-á uma grande quantidade de descendentes defeituosos. No entanto, se os cruzamentos ocorrem entre populações vizinhas, a porcentagem de indivíduos normais será de 100%. Esse fato mostra que em Rana pipiens ocorre o chamado fluxo gênico entre populações vizinhas, desde o Norte até o Sul, de modo que todas essas populações pertencem à mesma espécie. É provável que, se as populações intermediárias forem eliminadas, as que se encontram em extremos opostos venham a constituir duas novas espécies, incapazes de trocar genes.

O esquema abaixo representa 4 populações. Os círculos que se tangenciam correspondem a populações que se intercruzam na natureza.

Evolução Biológica

O número de espécies consideradas e o número de espécies que passaria a existir se 1 desaparecesse são, respectivamente: a) 1 e 2, b) 1 e 3, c) 3 e 2, d) 3 e 3 ou e) 4 e 3?

Através da análise do esquema, pode-se notar que I e II se intercruzam então pertencem à mesma espécie. O mesmo se pode dizer com relação às populações II e III. Embora III não se intercruze com I, pode-se dizer que III é da mesma espécie que I, já que III se intercuza com II, que, por sua vez, intercruza-se com I, pois ambas são intercruzantes. Com isso temos que, assim como foi feito no esquema, há apenas uma espécie. Nota-se que há um fluxo gênico entre as populações consideradas, mesmo que não haja contato entre todas elas.

No caso de I desaparecer, o esquema ficaria:

Evolução Biológica

…e, portanto, só passaria a haver cruzamento entre as populações II e III, que constituiriam uma espécie, ficando a população IV isolada das demais e constituindo uma outra espécie. Portanto a resposta é A.

Os tipos de isolamento reprodutivo

O isolamento reprodutivo corresponde a um mecanismo que bloqueia a troca de genes entre as populações das diferentes espécies existentes na natureza. Não se esqueça de que o conceito espécie se baseia justamente na possibilidade de trocas de genes entre os organismos, levando a uma descendência fértil. No caso de haver isolamento reprodutivo, ele se manifesta de dois modos: 1) através do impedimento da formação do híbrido, e nesse caso diz-se que estão atuando os mecanismos de isolamento reprodutivo pré-zigóticos, ou seja, que antecedem o zigoto, e b) através de alguma alteração que acontece após a formação do zigoto, e nesse caso fala-se na atuação de mecanismos de isolamento reprodutivos pós-zigóticos.

Os mecanismos pré-zigóticos mais usuais são:

1) Diferenças comportamentais relativas aos processos de acasalamento entre animais, tais como cantos de aves, danças nupciais de mamíferos etc.

2) Incompatibilidade de tamanho entre os órgãos genitais externos nos animais.

3) Amadurecimento sexual em épocas diferentes, válido tanto para animais como vegetais.

4) A utilização de locais de vida (habitats) diferentes de uma mesma área geográfica, o que impede o encontro de animais.

Os mecanismos pós-zigóticos mais usuais são:

1) Inviabilidade do híbrido, com a ocorrência de morte nos estágios iniciais do desenvolvimento.

2) Esterilidade dos híbridos. Embora nasçam, cresçam e sejam vigorosos, os híbridos são estéreis, o que revela incompatibilidade dos lotes cromossômicos herdados de pais de espécies diferentes, implicando a impossibilidade de ocorrência da meiose. Não havendo meiose, não há formação de gametas e, conseqüentemente, não há reprodução. É clássico o exemplo do burro ou da mula, conseqüência do cruzamento de égua com jumento, pertencentes a duas espécies próximas, porém diferentes. Nesse caso, burro e mula não constituem uma terceira espécie, sendo considerados apenas híbridos interespecíficos.

3) Esterilidade e fraqueza da geração F2. Às vezes, híbridos interespecíficos acasalam-se com sucesso mas originam descendentes fracos, degenerados, que, se não morrem cedo, são totalmente estéreis.

Simpatria e alopatria

Quando duas populações vivem na mesma área geográfica elas são chamadas de simpátricas (Sin = união, pátricas = de pátria, local de vida). Necessariamente as duas populações deverão pertencer a espécies diferentes. É o caso das Zebras e Girafas encontradas em determinado local da Savana africana. Por outro lado, populações da mesma espécie, ou não, que habitem ambientes diferentes são considerados alopátricas (Aloios, do grego, significa diferente). Duas populações de lambaris que habitam represas diferentes são alopátricas. Girafas e pingüins são grupos alopátricos de organismos pertencentes a espécies diferentes.

Irradiação adaptativa

Há muitos indícios de que a evolução dos grandes grupos de seres vivos foi possível a partir de um grupo ancestral cujos componentes, através do processo de especiação, possibilitaram o surgimento de espécies relacionadas. Assim, a partir de uma espécie inicial, pequenos grupos iniciaram a conquista de novos ambientes, sofrendo uma adaptação que lhes possibilitou a sobrevivência nesses meios. Desse modo teriam surgido novas espécies que em muitas características apresentavam semelhanças com espécies relacionadas e com a ancestral. Esse fenômeno evolutivo é conhecido como Irradiação Adaptativa, e um dos melhores exemplos corresponde aos pássaros fringilídeos de Galápagos estudados por Darwin. Originários do continente sul-americano, irradiaram-se para diversas ilhas do arquipélago, cada grupo adaptando-se às condições peculiares de cada ilha e, conseqüentemente, originando as diferentes espécies hoje lá existentes.

Para que a irradiação possa ocorrer, é necessário em primeiro lugar que os organismos já possuam em seu equipamento genético as condições necessárias para a ocupação do novo meio. Este, por sua vez, constitui-se num segundo fator importante, já que a seleção natural adaptará a composição do grupo ao meio de vida.

Ancestral
Ancestral

Convergência adaptativa

A observação de um tubarão e um golfinho evidencia muitas semelhanças morfológicas, embora os dois animais pertençam a grupos distintos. O tubarão é peixe cartilaginoso, respira por brânquias, e suas nadadeiras são membranas carnosas. O golfinho é mamífero, respira ar por pulmões, e suas nadadeiras escondem ossos semelhantes aos dos nossos membros superiores. Portanto, a semelhança morfológica existente entre os dois não revela parentesco evolutivo. De que maneira, então, adquiriram essa grande semelhança externa? Foi a atuação da um mesmo meio, o aquático, que selecionou nas duas espécies a forma corporal ideal ajustada à água. Esse fenômeno é conhecido como convergência adaptativa ou evolução convergente.

Outro exemplo de evolução convergente é o da semelhança morfológica existente entre os caules de um cacto do sul dos Estados Unidos e uma outra planta da família das Euforbiáceas, habitante da África. Os dois vegetais habitam regiões áridas semelhantes e são muito parecidos. Pertencem, porém, a grupos diferentes, o que pode ser mostrado através da estrutura das flores, que não é a mesma.

Homologia e analogia

Agora que sabemos o que é irradiação adaptativa e convergência adaptativa, fica fácil entender o significado dos termos homologia e analogia. Ambos utilizados para comparar órgãos ou estruturas existentes nos seres vivos. A homologia designa a semelhança de origem entre dois órgãos pertencentes a dois seres vivos de espécies diferentes, enquanto a analogia se refere à semelhança de função executada por órgãos pertencentes a seres vivos de espécies diferentes. Dois órgãos homólogos poderão ser análogos caso executem a mesma função.

A cauda de um macaco sul-americano e a cauda de um cachorro são estruturas homólogas (os dois animais são mamíferos) e não desempenham a mesma função. Já as asas de um beija-flor (ave) e as de um morcego (mamífero) são homólogas por terem a mesma origem e análogas por desempenharem a mesma função.

Por outro lado, as asas de uma borboleta (um inseto, artrópode) são análogas às asas de um pardal (uma ave) por desempenharem a mesma função, porém não são homólogas, já que a origem destas estruturas é muito diferente.

Note que os casos de homologia revelam a atuação do processo de irradiação adaptativa e denotam um parentesco entre os animais comparados. Já os casos de analogia pura, não acompanhados de homologia, revelam a ocorrência de convergência adaptativa e não envolvem parentesco entre os animais exemplificados. Assim, as nadadeiras anteriores de um tubarão são análogas às de uma baleia e ambas são conseqüência de uma evolução convergente.

Fonte: ateus.net

Evidências da Evolução dos Seres Vivos-Parte IV

Explanação

Os grandes grupos de mamíferos modernos originaram-se no Hemisfério Norte e subsequentemente migraram para três direções principais:

Para a América do Sul através de pontes de terra (Estreito de Bering e Istmo do Panamá); um grande número de famílias sul americanas de marsupiais tornaram-se extintas como resultado direto da competição com suas contrapartes Norte Americanas.

Para a África através do Estreito de Gibraltar e para Austrália pelo Sudeste da Ásia que já foi no passado ligado por terra

A superficialidade do Estreito de Bergin teria feita a passagem de animais entre os continentes do norte um processo relativamente raso, e explica a similaridade atual entre as duas faunas. Mas uma vez que houve migrações para os continentes ao sul, as espécies presumivelmente ficaram isoladas uma das outras por vários tipo de barreiras.

  • A submersão do Istmo do Panamá: Isolou a fauna da América do Sul
  • O Mar Mediterrâneo e o Deserto Norte africano: isolam parcialmente a fauna africana
  • A submersão da conexão original entre a Austrália e o Sudeste da Ásia: isolou a fauna australiana

Evidência para migração e isolação

O registro fóssil dos camelos indica que a evolução deles começou na América do Norte, de onde eles migraram pelo Estreito de Bering para a Ásia e consequentemente África, e através do istmo do Panamá para a América do Sul. Uma vez isolados, eles evoluíram nas suas linhagens, apresentando o camelo moderno na Ásia e na África e os lamas na América do Sul.

Deriva continental

Os mesmos grupos de fósseis são encontrados em áreas que foram adjacentes umas as outras no passado mas que, através do processo de deriva continental, são agora locais geográficos amplamente diferentes. Por exemplo, fósseis do mesmo grupo de anfíbios antigos, artrópodes e pteridófitas são encontradas na América do Sul, África, Índia, Austrália e Antártica, os quais podem ser datados ara Era Paleozóica, e que nessa época essas regiões eram unidas em uma única massa de terra chamada Gondwana [4]. Algumas vezes os descendentes desses organismos podem ser identificados com similaridades irrefutáveis um com o outro, mesmo que eles habitem regiões e climas bem diferentes.

Distribuição de ilhas oceânicas

Muitos dos animais em pequenas ilhas isoladas só têm espécies nativas que só poderiam chegar nelas pelo mar ou ar; como pássaros, insetos e tartarugas. Os poucos mamíferos grandes presentes hoje nessas ilhas foram trazidos a elas por colonizadores em barcos. Plantas em ilhas vulcânicas remotas como o Havaí poderiam ter chegado por esporos ou sementes trazidas por pássaros.

Evidências da embriologia comparativa

A Embriologia comparativa mostra como embriões começam parecendo o mesmo. Durante seus respectivos desenvolvimentos, suas similaridades decrescem vagarosamente até que eles tomem as formas de suas classes particulares.

Por exemplo, vertebrados adultos são diversos, entretanto seus embriões são bem similares em estágios iniciais. Estruturas similares a estruturas encontradas em peixes ainda se formam em estágios inicias de desenvolvimento de embriões de répteis, pássaros e mamíferos. Em embriões de peixes, um coração de duas câmaras, algumas veias, e partes de artérias desenvolvem-se e persistem em peixes adultos. As mesmas estruturas formaram-se em estágios inicias do desenvolvimento de embriões humanos, mas não persistem nos adultos.

Evidências da filogenética comparada e bioquímica

Evolução de moléculas e proteínas amplamente distribuídas

Todos os organismos existentes fazem uso do DNA e ou RNA. O ATPé usado como a “moeda” metabólica por toda a vida existente. O código genético é o mesmo para quase todos os organismos, significando que um pedaço de RNA em uma bactéria codifica para uma mesma proteína em uma célula humana.

Uma árvore filogenética baseada em dados acerca rRNA, mostrando a separação entre Bacteria, Archaea, e Eukaryota.
Uma árvore filogenética baseada em dados acerca rRNA, mostrando a separação entre Bacteria, Archaea, e Eukaryota.

Um exemplo clássico de evidência bioquímica para a evolução é a variação da proteína citocroma c em células vivas. A diferença da citocroma c em diferentes organismo é medida na diferença de aminoácidos, cada amino diferente sendo resultado de uma substituição de um par de bases, uma mutação. Se cada amino diferente é considerado como o resultado de uma substituição de um par de base, pode-se então calcular a quanto tempo atrás duas espécies divergiram realizando a multiplicação dos números de substituição de pares de base pelo tempo estimado que leva para uma substituição de pares de base comum do citocroma c ser passada adiante. Por exemplo, o tempo normal que um par de bases do citocroma c leva para mutar é n anos, o número de aminoácidos que fazem a proteína citocroma c nos macacos, difere por um do citocroma c dos humanos, isso leva a conclusão de que as duas espécies divergiram n anos atrás.

Comparações de seqüências de DNA permitem o agrupamento de organismos pelo critério de similaridades entre as seqüências, resultando em árvores filogenéticas tipicamente congruentes com a taxonomia tradicional, e são frequentemente usadas para fortalecer ou corrigir classificações taxonômicas. A comparação de seqüências é considerada uma medida robusta o suficiente para corrigir suposições errôneas sobre árvores filogenéticas em casos quando outras evidências são raras. Por exemplo, as seqüências de DNA humano neutro divergem aproximadamente 1,2% (baseado na substituição) daqueles de seus parentes mais próximos, os chimpanzés, 1,6% dos gorilas, e 6,6% dos babuínos [1]. A evidência das seqüências genéticas permite inferir a quantificação do parentesco entre humanos e outros primatas [2] [3]. A seqüência do gene 16S rRNA, um componente vital do ribossomo, foi usado para encontrar um parentesco filogenético geral entre toda a vida existente. A analise, originalmente feita por Carl Woese, que resultou no sistema de três domínios, argumentando por duas grandes separações no inicio da história evolutiva da vida. A primeira divisão para a Bacteria moderna e a divisão subseqüente para Archaea e Eukaryota modernos.

A evidência proteomica também apóia uma ancestralidade universal da vida. Proteínas vitais, como os ribossomos, DNA polimerase, e o RNA polimerase são encontrados desde as (quase todas) as bactérias primitivas até os complexos mamíferos. A região do núcleo da proteína é conservada através de todas as linhagens da vida, servindo funções similares. Organismos mais complexos evoluíram subunidades de proteínas adicionais, afetando largamente a regulação da interação de proteína a proteína no núcleo. Outras similaridades entre todas as linhagens da vida, como DNA, RNA, e a bicamada de lipídios, apóiam a teoria da descendência em comum. A quiralidade do DNA, RNA e aminoácidos é conservado em todas as linhagens da vida. Como não há nenhuma vantagem funcional para quiralidade tanto para a direita quanto para a esquerda nas moléculas, a hipótese mais simples é que a escolha foi feita aleatoriamente no inicio do desenvolvimento da vida e foi um traço que passou para toda a vida existente através da descendência em comum.

Evidência moleculares também oferecem mecanismos para grandes saltos evolucionários e para macroevolução. A transferência gênica horizontal, o processo pelo qual um organismo transfere material genético (DNA, por exemplo) para outra célula que não seja sua prole, permite a ocorrência de saltos evolucionários repentinos realizando incorporações benéficas de genes que evoluíram em outra espécie. A Teoria da Endossimbiose explica a origem da mitocôndria e do plastídeo (por exemplo, cloroplastos), que são organelas de células eucarióticas, como a incorporação de uma célula procariótica antiga dentro de uma célula eucariótica. Ao invés de uma lenta evolução das organelas, essa teoria oferece um mecanismo de um repentino salto evolucionário já que ocorre a incorporação de material genético e composição bioquímica de uma espécie separada. Evidências suportando esse mecanismo foram recentemente encontradas no protista Hatena arenicola já que como um predador ele engolfa uma célula de alga verde, que subsequentemente comporta-se como um endossibionte, alimentando a Hatena, que em troca perdeu seu aparatos de alimentação e comporta-se como um autótrofo.

Mais evidências para a reconstrução de linhagens ancestrais vem do DNA lixo como os pseudogenes, i.e., genes “mortos”, que acumulam mutações com regularidade [4].

Já que processos metabólicos não deixam fósseis, a pesquisa da evolução dos processos celulares básicos é feita comparando-se organismos existentes. Muitas linhagens divergem quando um novo processo metabólico surge, e é teoricamente possível determinar quando certos processos metabólicos surgem realizando a comparação de traços dos descendentes de um ancestral em comum ou na detecção da manifestação física desse processo. Como um exemplo, o aparecimento de oxigênio na atmosfera da Terra está ligado à evolução da fotossíntese.

Evidências da especiação

Diagrama mostrando os vários tipos de especiações
Diagrama mostrando os vários tipos de especiações

Um caso interessante de evolução ocorrendo é o caso da mosca da fruta , Rhagoletis pomonella, que parece estar passando pelo processo de especiação simpátrica [5]. Populações diferentes da mosca da fruta alimentam-se de diferentes frutas. Uma população distinta surgiu na América do Norte no século 19 algum tempo depois que as maçãs, uma espécie não nativa, que foi introduzida no continente. Essa população que se alimenta de maçãs, alimenta-se somente delas e não da fruta de espinheiros. A população “normal” de moscas da fruta não se alimenta normalmente com maçãs. Cientistas ainda estão pesquisando se a subespécie que se alimenta de maçãs vai ou não esimvoluir em uma nova espécie.

Algumas evidências, como o fato de que as moscas desenvolvem-se mais tarde na estação e levam mais tempo para desenvolver do que moscas da maçã ; e existem poucas evidências sugerindo que inter-reprodução(pesquisas tem documentado uma taxa de 4-6% de hibridação) esteja ocorrendo. A ocorrência da mosca da fruta é um exemplo de evolução em progresso.

Fonte: pt.wikipedia.org