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Micro RNA – As primeiras previsões da evolução.

Por Darwins Predictions – Cornelius Hunter

[Obs: Texto adaptado a partir do original – O texto original não tem imagens]

 

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Os genes possuem informações que são usadas para construir moléculas de proteína e RNA que fazem várias tarefas na célula. Um gene é copiado em um processo conhecido como transcrição. No caso de um gene que codifica a proteína, a transcrição é editada e convertida em uma proteína em um processo conhecido como tradução. Tudo isso é guiado por elaborados processos regulatórios que ocorrem antes, durante e após essa sequência de transcrição, edição e tradução.

Por exemplo, trechos de nossos DNA, que foram considerados de pouca utilidade, têm um papel regulador importante. Este DNA é transcrito em vertentes de cerca de 20 nucleótidos, conhecido como micro RNA. Esses pequenos trechos se ligam e interferem com os transcritos de RNA – cópias de genes de DNA – quando a produção do gene precisa ser retardada.

Os Micro RNAs também podem ajudar a modificar o processo de tradução, estimulando o dimensionamento de quadros ribossômico programado. Dois microRNAs se juntam à transcrição de RNA resultando em uma forma de estrutura de RNA de pseudoknot, ou triplex, que faz com que o quadro de leitura ocorra. (Belew)

Os MicroRNAs não vêm apenas do DNA de uma célula. Os MicroRNAs também podem ser importados de células próximas, permitindo assim que as células se comuniquem e se influenciem mutuamente. Isso ajuda a explicar como as células podem se diferenciar em um embrião crescente de acordo com sua posição dentro do embrião. (Carlsbecker)

Os Micro RNAs também podem vir dos alimentos que comemos. Em outras palavras, o alimento não contém apenas carboidratos, proteínas, gorduras, minerais, vitaminas, etc; também contém informações – na forma desses fragmentos regulatórios de micro RNA – que regulam a produção de genes. (Zhang)

Enquanto os micro RNAs regulam a produção de proteínas, os próprios micro RNAs também precisam ser regulados. Portanto, existe uma rede de proteínas que controlam rigorosamente a produção de micro RNA, bem como a remoção deles. “Apenas a pura existência desses reguladores exóticos“, explicou um cientista, “sugere que nossa compreensão sobre as coisas mais básicas – como a forma como uma célula se liga e desliga – é incrivelmente ingênua.” (Hayden)

Duas predições básicas que a teoria evolutiva faz em relação aos micro RNAs são que (i) como toda a biologia, surgiram gradualmente através de variações biológicas ocorrendo aleatoriamente (como mutações) e (ii) como conseqüência dessa origem evolutiva, os micro RNAs devem formar um padrão que se aproxima do padrão de descendência comum da evolução. A ciência atual falsificou essas duas previsões.

É improvável que os micro RNAs tenham evoluído gradualmente através de mutações aleatórias, pois são necessárias muitas mutações. Sem a existência prévia de genes e o processo de síntese proteica, os micro RNAs seriam inúteis. E sem a existência prévia de seus processos regulatórios, os micro RNAs causariam estragos.

Dado o fracasso da primeira previsão, não é surpreendente que a segunda previsão também tenha falhado. As sequências genéticas de micro RNA não se enquadram no padrão de descendência comum esperado. Ou seja, quando comparados entre diferentes espécies, os micro RNAs não se alinham com a árvore evolutiva. Como um cientista explicou: “Olhei para milhares de genes de micro RNA e não consigo encontrar um único exemplo que apoie a árvore [evolutiva] tradicional“. (Dolgin)

Embora existam dúvidas sobre esses novos dados filogenéticos, “o que sabemos nesta fase“, explicou outro evolucionista, “é que temos uma incongruência muito séria“. Em outras palavras, diferentes tipos de dados relatam árvores evolutivas muito diferentes. O conflito é muito maior que as variações estatísticas normais.

 

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Tem que existir“, acrescentou outro evolucionista, “outras explicações“. Uma explicação é que os micro RNAs evoluem de maneira inesperada. Outra é que a árvore evolutiva tradicional está errada. Ou os evolucionistas podem considerar outras explicações. Mas, em qualquer caso que seja, os micro RNAs são mais um exemplo de evidências que não se encaixam nas expectativas evolutivas. Mais uma vez, a teoria precisará ser modificada de forma complexa para se adequar às novas descobertas.

Entretanto, os cientistas estão descobrindo que a imposição do padrão de descendência comum, onde os micro RNAs devem ser conservados entre as espécies, está dificultando a pesquisa científica:

Esses resultados destacam as limitações que podem resultar da imposição de que os miRNAs sejam conservados nos organismos. Esses requisitos, por sua vez, resultarão em nossos miRNAs de organismos genuínos ausentes e talvez possam explicar por que muitos destes miRNAs novos não foram previamente identificados. (Londin)

A teoria evolutiva vem limitando a ciência. Embora o padrão de descendência comum tenha sido o guia desde os estudos iniciais do micro RNA, esses pesquisadores “se libertaram” dessa restrição, e isso está levando a um bom progresso científico:

Nos primeiros dias de campo do miRNA, houve uma ênfase na identificação de miRNAs que são conservados em organismos… No entanto, miRNAs de espécies específicas também foram descritos e caracterizados como sendo miRNAs que estão presentes apenas em uma ou poucas espécies do mesmo gênero. Portanto, aplicar um requisito de conservação de organismos durante as pesquisas com miRNA é uma barreira que limita o número de miRNAs potenciais que podem ser descobertos, deixando organismos e linhagens específicas de miRNAs ocultos. Em nosso esforço para caracterizar ainda mais o repertório de miRNA humano, nos desprendemos do requisito de conservação… Esses achados sugerem fortemente, a possibilidade de uma ampla gama de miRNA-ome de espécies específicas que ainda não foi caracterizado. (Londin)

As duas predições do micro RNA foram falsificadas e, de forma surpreendente, a hipótese evolutiva prejudicou a pesquisa científica de como os micro RNAs funcionam.

 


 

Referencias

Belew, Ashton T., et. al. 2014. “Ribosomal frameshifting in the CCR5 mRNA is regulated by miRNAs and the NMD pathway.” Nature 512:265-9.

Carlsbecker, Annelie, et. al. 2010. “Cell signalling by microRNA165/6 directs gene dose-dependent root cell fate.” Nature 465:316-21.

Dolgin, Elie. 2012. “Phylogeny: Rewriting evolution.” Nature 486:460-2.

Hayden, Erika Check. 2010. “Human genome at ten: Life is complicated.” Nature464:664-7.

Londin, Eric, et. al. 2015. “Analysis of 13 cell types reveals evidence for the expression of numerous novel primate- and tissue-specific microRNAs.” Proc Natl Acad Sci USA112:E1106-15.

Zhang, L., et. al. 2012. “Exogenous plant MIR168a specifically targets mammalian LDLRAP1: evidence of cross-kingdom regulation by microRNA.” Cell Research 22:107-26.

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Espécies Semelhantes Compartilham Genes Semelhantes. [As Primeiras Previsões da Evolução]

Por Darwins Predictions – Cornelius Hunter

[Texto adaptado]

 

 

A única figura no livro de Darwin, The Origin of Species, mostrou como ele imaginava as espécies se ramificando. As espécies semelhantes têm um antepassado comum relativamente recente e tiveram tempo limitado para divergirem umas das outras. Isso significa que seus genes devem ser semelhantes.

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Genes inteiramente novos, por exemplo, não teriam tempo suficiente para evoluir. Como François Jacob explicou em um paper influente de 1977: “A probabilidade de uma proteína funcional aparecer de novo por associação aleatória de aminoácidos é praticamente zero“. (Jacob) Qualquer gene recém-criado teria que surgir de uma duplicação e modificação de um gene pré-existente. (Zhou et al., Ohno) Mas esse novo gene manteria uma semelhança significativa com o seu gene progenitor. De fato, durante décadas, os evolucionistas mencionaram pequenas diferenças genéticas entre espécies semelhantes como uma confirmação dessa importante predição. (Berra, 20; Futuyma, 50; Johnson e Raven, 287; Jukes, 120; Mayr, 35)

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Mas esta previsão foi falsificada, já que muitas diferenças genéticas inesperadas, foram descobertas entre uma ampla gama de espécies de uma mesma família. (Pilcher) Tanto quanto um terço dos genes em uma determinada espécie pode ser único, e mesmo diferentes variantes dentro da mesma espécie têm um grande número de genes únicos para cada variante. Variantes diferentes da bactéria Escherichia coli, por exemplo, têm centenas de genes únicos. (Daubin e Ochman)

Diferenças genéticas significativas também foram encontradas entre diferentes espécies de moscas da fruta. Milhares de genes apareceram em muitas espécies, e alguns genes apareceram em uma única espécie. (Levine et al.) Como um escritor científico colocou, “surpreendentes 12 por cento dos genes recentemente evoluídos nas moscas da fruta parecem ter evoluído a partir do zero“. (Le Page) Esses novos genes devem ter evoluído ao longo de alguns milhões de anos, um período de tempo considerado, anteriormente, à permitir apenas pequenas mudanças genéticas. (Begun et al., Chen et al., 2007)

Inicialmente, alguns evolucionistas pensaram que esses resultados surpreendentes seriam resolvidos quando mais genomas fossem analisados. Eles previam que cópias semelhantes desses genes seriam encontradas em outras espécies. Mas, em vez disso, cada novo genoma revelou ainda mais novos genes. (Curtis et al., Marsden et al .; Pilcher)

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Evolucionistas posteriores pensaram que esses genes únicos em rápida evolução, não deveriam codificar para proteínas funcionais ou importantes. Mas, novamente, muitas das proteínas únicas, foram, de fato, descobertas desempenhando papéis essenciais. (Chen, Zhang e Long 1010, Daubin e Ochman, Pilcher) Como um pesquisador explicou: “Isso vai contra os livros didáticos, que dizem que os genes que codificam funções essenciais foram criados num passado bem distante.” (Pilcher).

 


 

Referências:

Begun, D., H. Lindfors, A. Kern, C. Jones. 2007. “Evidence for de novo evolution of testis-expressed genes in the Drosophila yakuba/Drosophila erecta clade.” Genetics176:1131-1137.
 
Berra, Tim. 1990. Evolution and the Myth of Creationism. Stanford: Stanford University Press.
 
Chen, S., H. Cheng, D. Barbash, H. Yang. 2007. “Evolution of hydra, a recently evolved testis-expressed gene with nine alternative first exons in Drosophila melanogaster.” PLoS Genetics 3.
 
Chen, S., Y. Zhang, M. Long. 2010. “New Genes in Drosophila Quickly Become Essential.” Science 330:1682-1685.
 
Curtis, B., et. al. 2012. “Algal genomes reveal evolutionary mosaicism and the fate of nucleomorphs.” Nature 492:59-65.
 
Daubin, V., H. Ochman. 2004. “Bacterial genomes as new gene homes: The genealogy of ORFans in E. coli.” Genome Research 14:1036-1042.
 
Futuyma, Douglas. 1982. Science on Trial: The Case for Evolution. New York: Pantheon Books.
 
Jacob, François. 1977. “Evolution and tinkering.” Science 196:1161-1166.
 
Johnson, G., P. Raven. 2004. Biology. New York: Holt, Rinehart and Winston.
 
Jukes, Thomas. 1983. “Molecular evidence for evolution” in: Scientists Confront Creationism, ed. Laurie Godfrey. New York: W. W. Norton.
 
Le Page, M. 2008. “Recipes for life: How genes evolve.” New Scientist, November 24.
 
Levine, M., C. Jones, A. Kern, H. Lindfors, D. Begun. 2006. “Novel genes derived from noncoding DNA in Drosophila melanogaster are frequently X-linked and exhibit testis-biased expression.” Proceedings of the National Academy of Sciences 103: 9935-9939.
 
Marsden, R. et. al. 2006. “Comprehensive genome analysis of 203 genomes provides structural genomics with new insights into protein family space.” Nucleic Acids Research34:1066-1080.
 
Mayr, Ernst. 2001. What Evolution Is. New York: Basic Books.
 
Ohno, Susumu. 1970. Evolution by Gene Duplication. Heidelberg: Springer.
 
Pilcher, Helen. 2013. “All Alone.” NewScientist January 19.

Zhou, Q., G. Zhang, Y. Zhang, et. al. 2008. “On the origin of new genes in Drosophila.” Genome Research 18:1446-1455.

 

 

Funcionamento de “Engrenagens Mecânicas” Vistas Na Natureza Pela Primeira Vez.

Por Phys Org 

 

[Obs: Texto adaptado – Contem links em inglês – O texto também não é tão recente; é de 2013, mas é pertinente, e registra um caso positivo para o design inteligente, mesmo com o forte viés evolucionista assumido no artigo, pelos pesquisadores – Imagem do PO]

 

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Um inseto de plantas encontrado em jardins em toda a Europa – tem articulações nas pernas traseiras com engrenagem curvada como tiras de “dentes” opostas (umas as outras), que se unem, girando como engrenagens mecânicas para sincronizar as pernas do animal quando ele salta.

A descoberta demonstra que os mecanismos de engrenagem anteriormente pensados como sendo exclusivamente feitos pelo homem, têm um precedente evolutivo. Os cientistas dizem que esta é a “primeira observação de engrenagem mecânica em uma estrutura biológica“.

Através de uma combinação de análise anatômica e captura de vídeo de alta velocidade de movimentos comuns do Issus, os cientistas da Universidade de Cambridge foram capazes de revelar estas engrenagens naturais em funcionamento pela primeira vez. Os resultados foram relatados na última edição da revista Science.

As engrenagens na perna traseira do Issus ostentam  semelhança de uma engenharia notável, como aquelas encontradas nas bicicletas e dentro de cada engrenagem de carro.

Cada dente de engrenagem tem um canto arredondado no ponto em que ele se conecta a tira de engrenagem; um recurso idêntico a engrenagens feitas pelo homem, como engrenagens de bicicleta – essencialmente um mecanismo de absorção de choque para impedir que os dentes se cortem.

Os dentes da engrenagem nas pernas traseiras opostas se fecham como aqueles em uma caixa de engrenagem do carro, garantindo sincronia quase completa no movimento das pernas, – as pernas sempre se movem dentro de 30 ‘microssegundos‘ dentre si, com um microssegundo igual a um milionésimo de um segundo.

Isso é crítico para os potentes saltos que são o principal modo de transporte desse inseto, pois as discrepâncias minúsculas na sincronização entre as velocidades das pernas no ponto de propulsão resultariam em “rotação de guinada” – fazendo o Issus, irremediavelmente, girar descontroladamente.

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“Esta sincronização precisa seria impossível de se alcançar através de um sistema nervoso, visto que os impulsos neurais levariam muito tempo para uma coordenação, extraordinariamente estreita, necessária”, disse o autor principal, Professor Malcolm Burrows, do Departamento de Zoologia de Cambridge.

“Ao desenvolver engrenagens mecânicas, o Issus pode simplesmente enviar sinais nervosos aos músculos para produzir aproximadamente a mesma quantidade de força – assim, se uma perna começa a impulsionar o salto, as engrenagens se interligarão, criando uma sincronia absoluta.

“No Issus, o esqueleto é usado para resolver um problema complexo que o cérebro e o sistema nervoso não podem“, disse Burrows. “Isso enfatiza a importância de considerar as propriedades do esqueleto, na forma como o movimento é produzido.”

“Costumamos pensar em engrenagens como algo que vemos em máquinas projetadas por humanos, mas descobrimos que isso é apenas porque não observamos com atenção, empenho suficiente”, acrescentou o co-autor Gregory Sutton, agora na Universidade de Bristol.

“Estas engrenagens não são projetadas, elas são evoluídas – Representando máquinas de alta velocidade e precisão, evoluídas para sincronização no mundo animal.”

Curiosamente, as engrenagens mecânicas só são encontradas nos estágios juvenis – ou ninfa – do inseto, e são perdidas na transição final para a idade adulta. Essas transições, chamadas de “muda”, ocorrem são quando os animais soltam a pele rígida em pontos-chave de seu desenvolvimento de crescimento.

Ainda não se sabe por que o Issus perde suas engrenagens traseiras ao atingir a idade adulta. Os cientistas apontam que, um problema com qualquer sistema de engrenagem é que, se um dente na engrenagem quebra, a eficácia de todo o mecanismo é danificada. Embora a ruptura dos dentes de engrenagem nas ninfas pudesse ser reparada na muda seguinte, qualquer dano na idade adulta, permanece inalterado.


[Salto espontâneo de uma ninfa vista de lado. As imagens foram capturadas a uma taxa de 5.000 imagens s-1(por segundo) e com um tempo de exposição de 0,03 ms e foram reproduzidas em 30 quadros s-1. Crédito: Malcolm Burrows]

Também pode ser reduzida, nos adultos, que são maiores, consequentemente, no seu “trocanter” – O equivalente ao fêmur ou aos ossos da coxa [do inseto]. O trocanter adulto grande, pode permitir que eles possam criar fricção o suficiente para impulsionar os grandes saltos, feitos de folha em folha, sem a necessidade de engrenagens dentadas para fazer isso, dizem os cientistas.

Cada faixa de engrenagem no Issus juvenil, tinha cerca de 400 micrómetros de comprimento e tinha entre 10 a 12 dentes, com ambos os lados da engrenagem em cada perna contendo o mesmo número – dando uma relação de engrenagem de 1: 1.

Ao contrário das engrenagens feitas pelo homem, cada dente da engrenagem é assimétrico e curvo em direção ao ponto em que as engrenagens se interligam – uma vez que as engrenagens feitas pelo homem, precisam de uma forma simétrica para trabalhar em ambas as direções rotacionais, enquanto as engrenagens dos Issus estão alimentando somente uma forma de lançar o animal para frente.

Embora existam exemplos de engrenagens aparentemente ornamentais no reino animal – como no casco da “tartaruga de roda dentada” ou na parte traseira do inseto de roda (Arilus cristatus) – as engrenagens com um papel funcional permanecem evasivas ou se tornaram extintas pela evolução.

O Issus é o primeiro exemplo de um mecanismo de engrenagem natural com função observável, dizem os cientistas.


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Eu dei algumas ênfases que você não encontrará no original, você pode conferir que o artigo é farto em linguagem teleológica, em vermelho você pode perceber alguma coisa desse tipo, oque é uma clara evidência para o design inteligente. E em verde você percebe a inferência injustificada de evolução, pura petição de princípio. Como eles sabem que esse mecanismo não foi projetado, mas, sim, evoluiu? Qual foi o método, como eles testaram isso e falsearam? Você não encontrará respostas para isso. Apenas uma inferência enviesada.

Como diz Cornelius Hunter, é a religião dirigindo a ciência, e isso é oque importa.


Mais informaçoes: “Interacting Gears Synchronize Propulsive Leg Movements in a Jumping Insect,” by M. Burrows et al Science, 2013.

Journal reference: Science

Fornecido porUniversity of Cambridge

Do Brasil, Um Debate Sobre Design Inteligente Com O Professor Marcos Eberlin.

By Evolution News – David Klinghoffer | @d_klinghoffer

 

[Texto adaptado – Imagem  do EnV]

 

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Para sua diversão, nossos amigos no Brasil enviaram um agradável link do YouTube ( https://www.youtube.com/watch?v=-H-hZ1xyJbU&feature=youtu.be ). O professor Marcos Eberlin da Universidade de Campinas e a Sociedade Brasileira do Design Inteligente participaram de um debate de rádio que você também pode assistir no formato de vídeo. A ocasião foi o lançamento do novo centro de pesquisa sobre Design Inteligente (DI) da Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo.

Claro que está em português. No entanto, o Dr. Eberlin, químico distinguido e membro da Academia Nacional de Ciências, oferece alguns destaques:

O Jovem Pan Morning Show é um programa de rádio muito popular, ouvido por cerca de 200 mil pessoas no Brasil. Agora está no YouTube e muitos outros vão assistir!

Após o lançamento do Discovery Institute-Mackenzie, Fábio Raposo do Amaral, professor de biologia em uma universidade pública do Brasil, Universidade Federal de São Paulo, escreveu uma carta pública criticando o Mackenzie por criar um centro para estudar a “pseudociência” do design inteligente. Como presidente da TDI Brasil, fui convidado a debater o DI com ele.

O professor Fabio disse primeiro que a evolução é óbvia e vista, por exemplo, na seleção de homens por fêmeas, quando os meninos “vão caçar meninas nas noites de sábado”. Ele mencionou que, quando uma menina seleciona um menino, este seria um caso claro de seleção sexual.

Eu expliquei o quanto este conceito é errado, falando sobre Darwin e pavões e o intrincado mecanismo de dispersão de luz que dá cor às asas de um pavão. Eu mencionei um artigo que reporta pesquisas realizadas com centenas de pavões femininos e como elas não mostraram nenhuma preferência por caudas mais coloridas. As fêmeas realmente selecionam machos com melhor sinalização acústica. Isso foi devastador.

Então, falamos sobre o que a ciência é, como a ciência naturalista está errada em repudiar o DI, como o DI propõe uma ciência melhor ao considerar as duas possíveis causas da vida e do universo e sobre as implicações filosóficas e teológicas tanto da evolução quanto do DI. Se DI aponta para um designer, a evolução não aponta para nenhum designer, e depois aponta para o ateísmo, fazendo com que os ateus se sintam “intelectualmente realizados”, como Richard Dawkins disse uma vez.

Também tive a oportunidade de definir corretamente o DI como a ciência que desenvolve uma metodologia para detectar a ação de processos naturais ou de uma causa inteligente. Eu falei sobre os filtros de design que usamos, os três pilares da ID (complexidade irredutível, informação biológica e previsão), e assim por diante.

Os comentários no YouTube mostram que o resultado foi devastador para a evolução. Era claro que um biólogo, um professor de uma grande universidade pública, trabalhando em um departamento de genética e evolução, não tinha argumentos claros para defender a evolução e foi derrotado por um “IDiot“. O DI também foi claramente apresentado como uma teoria totalmente científica, que quer simplesmente fazer ciência da maneira como a ciência deve ser feita – como uma busca imparcial pela verdade.

Também falamos sobre a falta de evidência para a evolução, mesmo após 150 anos de busca intensa; e como a ciência moderna está fornecendo evidências crescentes a favor do DI. Foi um debate histórico para o DI no Brasil.

Mesmo que você não entenda o português, ver o vídeo dá a sensação do humor da conversa. O prazer no debate, na resposta séria a um adversário, não precisa ser traduzido. Parabéns ao professor Eberlin e aos seus colegas por seu maravilhoso trabalho!

Cientista Biomimético Líder: Não Deixe O Materialismo Superar As Evidências.

Por Evolution NewsJonathan Witt

[Texto adapto – Links em inglês – Imagem do EnV]

 

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Aqui está outra história, DI-via-internacional; forte nos bastidores do lançamento do Discovery Institute-Mackenzie no Brasil na semana passada: O inovador cientista sul-coreano, Dr. Seung-Yop Lee, saiu contra a prática de governar as hipóteses do projeto inteligente fora dos limites antes de considerar as evidências.

“Como pesquisador biomimético, me pergunto como surgiram as complexas nanoestruturas fotônicas dos insetos”, escreve ele. “Desenhos biológicos estão provocando uma corrida do ouro da inovação para engenheiros e cientistas, mas em geral, somente explicações materialistas para essas estruturas biológicas são permitidas no campo biomimético”.

Lee é professor do Departamento de Engenharia Mecânica e Biomédica da Universidade Sogang, em Seul, e é uma figura destacada no campo da biomimética.

A recente leitura de Lee do novo livro de Jonathan Wells, Zombie Science: More Icons of Evolution, apressou os comentários. “Em seu excelente livro novo, Zombie Science, Jonathan Wells pede uma outra abordagem para a investigação científica”, escreveu Lee. “Não deixe a filosofia materialista superar a evidência, diz Wells. Em vez disso, siga a evidência onde quer que ela leve.”

Um artigo na revista Nature relata uma das inovações biomiméticas do Dr. Lee, “um filme que muda de cor de acordo com a umidade ambiental”. Segundo o artigo, a invenção foi “inspirada no design natural do besouro Hércules ” e abre caminho para o desenvolvimento de um sensor que “não precisaria de eletricidade e poderia ser usado em pequenos dispositivos médicos ou agrícolas.”

O sucesso do professor Lee em fazer descobertas de design ao procurar inspiração de maravilhas de engenharia no reino biológico, parece tê-lo deixado impaciente com o materialismo dogmático na biologia de origens e simpático ao argumento que Wells faz em seu novo livro. “O título, Zombie Science, é peculiar e colorido”, disse Lee,  “mas Wells usa-o para realçar um problema real: Vívidas “provas” de evolução continuam a ser construídas, mesmo depois de evidências contrárias as terem matado e os biólogos tradicionais terem renunciado a elas”.

Zombie Science é uma sequela do livro de 2001 do Dr. Wells, Icons of Evolution. “Wells traz leitores atualizados sobre os dez ícones originais e desmistifica mais seis”, comenta Lee em seu endosso ao livro. “Wells argumenta que esses ícones desmascarados persistem em livros didáticos e em outros lugares apenas porque eles suportam um paradigma evolucionista dominante e um dogma materialista. Zombie Science é um apelo oportuno para a reforma.”

O Evolution News relatou aqui, aqui, aqui, aqui e aqui, em apenas algumas das muitas veias sendo minadas no campo da biomimética. Encontre muitos mais artigos sobre o assunto, através da inserção de “biomimetics” no campo de pesquisa do site (do Evolution).

Novo Estudo Sobre a Evolução da Fotossíntese.

Por Darwin’s God Cornelius Hunter

[Obs: Texto adaptado – Links em inglês]

Uma “Capacidade Muito Avançada”.

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Como exatamente a evolução é um fato, quando segundo o jornal científico número dois do mundo: “como e quando as cianobactérias evoluíram a capacidade de produzir oxigênio através da fotossíntese é mal compreendido“? Ou, como o evolucionista Robert Blankenship admitiu: “Toda a questão da origem das cianobactérias tem sido um mistério há tempos, porque elas simplesmente apareceram fora da árvore da vida, com essa capacidade muito avançada de fazer a fotossíntese oxigenada sem quaisquer antepassados aparentes“.

Se as cianobactérias que fazem a fotossíntese, “surgiram” com essa “capacidade muito avançada” e “sem antepassados aparentes“, e se como e quando elas evoluíram a fotossíntese “é pouco compreendido“; então como é que os evolucionistas estão tão certos de que a evolução é um fato?

O que estou perdendo aqui?

Não é como se a fotossíntese fosse uma capacidade tangencial ou um evento menor na assim chamada “história evolutiva” da vida. Como disse o principal escritor sobre ciências da atualidade, Charles Q. Choi: “Um dos momentos mais cruciais da história da Terra foi a evolução da vida fotossintética que infundiu o ar com o oxigênio no qual praticamente toda a vida complexa do planeta agora é dependente“.

Também não é como se a fotossíntese fosse uma capacidade simples, sem necessidade de explicação de como ela poderia ter surgido por mutações aleatórias. Qualquer um que tenha estudado a fotossíntese mesmo que superficialmente sabe que é algo incrivelmente complexo. E para aqueles que estudaram em maior detalhe, só fica pior. As máquinas moleculares e suas funções requintadas, finamente sintonizadas, são verdadeiramente surpreendentes. Isso não “simplesmente acontece“.

Mesmo os evolucionistas, que estão sempre tentando explicar o quão fácil seria para as maravilhas da biologia surgirem por acaso, admitem a complexidade da fotossíntese. Como Blankenship colocou: a fotossíntese é uma “capacidade muito avançada“. Da mesma forma, Woodward Fischer concordou que a evolução da fotossíntese seria “muito desafiadora“:

Demorou um desdobramento substancial de tempo evolutivo antes da fotossíntese oxigenada se desenvolver, talvez porque, como sabemos, era uma bioquímica muito desafiadora de se desenvolver.

Tão pouco seria como se a evidência que temos sugerisse qualquer tipo de desenvolvimento evolutivo direto da fotossíntese.

Se a evolução é verdadeira, então devemos lançar novas notícias falsas da evolução, incluindo incríveis convergências, transferências; fusões maciças, horizontais ou laterais de genes. Arredonde os suspeitos habituais:

As relações filogenéticas destes procariontes sugerem que a evolução da respiração aeróbia provavelmente ocorreu várias vezes. Isto, juntamente com a evidência de que o sistema fotossintético moderno, aparentemente surgiu através da transferência lateral de genes e a fusão de dois sistemas fotossintéticos.

Isso é absurdo. A convergência, a transferência horizontal de genes e a fusão constituem mecanismos para corrigir o problema de que as evidências científicas contradizem a teoria evolucionista. Isso não faz sentido.

Mas fica pior.

Os evolucionistas não só são forçados a extrair de seu exército de mecanismos explicativos falsos, como também ficam com o proverbial “elo perdido“. O problema é, de onde veio a fotossíntese? Não poderia ter vindo do suposto antepassado comum da descida, e “apenas apareceu” com esta “capacidade muito avançada”. Assim, os evolucionistas têm que introduzir sua história da transferência horizontal do gene.

Mas de onde?

De onde surgiu a incrível bateria de genes – que só surgiria para se unir e criar a incrível capacidade de fotossíntese de todos os tempos? Convenientemente para os evolucionistas – e aqui está uma das belezas de ser um evolucionista – eles podem nunca saber. Como no jardineiro de Flew, os evolucionistas estão certos de que alguns organismo, que seriam “elos perdidos”, de alguma forma tiveram a fotossíntese instalada e funcional, ou só passaram a meramente ter os genes cruciais ao seu redor, mas nós provavelmente nunca iremos observar esse organismo porque ele há muito se tornou extinto.

Oh, como é conveniente. Algum organismo misterioso a fez. Nunca saberemos como a fotossíntese evoluiu porque o organismo onde ela surgiu, há muito se extinguiu, há bilhões de anos. Desde então, ele apenas, felizmente, passou a tecnologia para outros organismos ao redor, para também terem; como as cianobactérias. Choi e Fischer explicam:

O fato das Oxyphotobacterias possuírem o complexo aparelho para a fotossíntese oxigenada enquanto seus parentes mais próximos não, sugere que as Oxyphotobacterias possam ter importado os genes para a fotossíntese de outro organismo, através de um processo conhecido como transferência lateral de genes. Continua sendo um mistério qual foi a origem desses genes, “e porque aconteceu há muito tempo, é bem provável que o grupo pode realmente ter sido extinto“, disse Fischer.

Posso ser um evolucionista também?

A fotossíntese é crucial para a vida e é incrivelmente complexa, os evolucionistas não têm idéia de como ela poderia ter evoluído, ela não se encaixa no modelo evolucionista de descendência comum e “apareceu” sem uma pista de onde ela veio, os evolucionistas são forçados a fazer uma longa e apenas (contar) história para tentar explicá-la, sua história não pode ser falsificada porque a origem da fotossíntese há muito desapareceu e, além disso, os evolucionistas insistem que sua teoria é um fato, além de qualquer dúvida razoável.

Isso é hilário. É como uma paródia do Monte Python. A evolução perde todas as batalhas, mas consegue vencer a guerra porque, afinal, está certa.

A religião conduz a ciência, e é o que importa.

Barulho e Fúria no Laboratório de Microbiologia.

O microbiologista Didier Raoult, tempos atrás, proporcionou a fúria nos neo darwinistas.

 

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Resumo

Aos 59 anos, Didier Raoult é o microbiologista mais produtivo e influente da França, liderando uma equipe de 200 cientistas e estudantes da Universidade de Aix-Marseille. Ele descobriu ou co-descobriu dezenas de novas bactérias, e em 2003, atordoou colegas com um vírus de tamanho recorde, chamado Mimivirus, o primeiro membro de uma família que lança uma nova luz intrigante sobre a evolução dos vírus e da árvore da vida. Controverso e franco, Raoult publicou no ano passado um livro de ciência popular que declara que a teoria da evolução de Darwin está errada. E ele foi temporariamente proibido de publicar em uma dúzia de revistas de microbiologia importantes em 2006. Cientistas do laboratório de Raoult dizem que não querem trabalhar em nenhum outro lugar. No entanto, Raoult também é conhecido por suas inimizades e seu desdém por aqueles que discordam dele.

 


Science 02 Mar 2012:
Vol. 335, Issue 6072, pp. 1033-1035
DOI: 10.1126/science.335.6072.1033


 

Obs: O artigo completo da AAAS é pago.

A Falácia da Vantagem Evolutiva.

By Evolution News|@DiscoveryCSC

[Texto Adaptado – O artigo contem links em inglês – Imagem do EnV]

 

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Considere a seguinte história:

Por que existem dois modos de transporte para realizar a mesma função? Bicicletas e automóveis aparentemente surgiram de forma independente. Enquanto ambos fornecem transporte, o automóvel parece ter uma clara vantagem em milhas percorridas por unidade de energia. Nossa análise sugere uma possível explicação para esta relação aparente entre a entrada de energia e o mecanismo. Quando o carro e a bicicleta estão viajando a cerca de 10 km/h, a proporção de gasto de energia por metro é aproximadamente a mesma [para fins ilustrativos]. Quando as condições sob as quais o transporte deve ocorrer a uma velocidade mais elevada, são encontradas, o mecanismo do motor a gasolina pode ter sido selecionado pela sua vantagem cinética. Por outro lado, quando as condições requerem uma velocidade de 10 km/h ou menos, o mecanismo do pedal pode ter sido selecionado para outras possíveis vantagens resultantes da sua simplicidade estrutural e funcional.

Nós rimos deste conto bobo, mas os evolucionistas muitas vezes empregam este tipo de raciocínio de uma forma muito séria: se algo é vantajoso, a natureza deve ter selecionado! Isso porque a teoria evolucionista proíbe qualquer apelo para causas inteligentes; o que os cientistas observam – não importa quão intrincado – deve ter sido projetado sem um designer e selecionado sem um seletor.

Aqui está um exemplo recente do PLOS ONE. Dois cientistas do Departamento de Computação e Biologia de Sistemas da Universidade de Pittsburgh propuseram exatamente o mesmo raciocínio que nossa história, exceto que suas máquinas são muito menores. Mas a mesma falácia se aplica. Na verdade, adaptamos nossa história de uma linguagem semelhante a seu paper, “A comparação biofísica dos mecanismos de bombeamento de prótons impulsionados pelo ATP, sugere uma vantagem cinética para o processo rotatório dependendo da relação de acoplamento“. Observe as semelhanças:

Bombas de prótons movidas a ATP, que são críticas para o funcionamento de uma célula, mantêm os níveis de pH citosólico e organelar dentro de uma estreita faixa funcional. Estas bombas empregam dois mecanismos muito diferentes: um mecanismo rotativo elaborado, usado pelas bombas V-ATPase H+ e um mecanismo de acesso alternativo mais simples usado pelas bombas P-ATPase H+. Por que dois mecanismos diferentes são usados para executar a mesma função? A análise sistemática, sem ajuste de parâmetros, de modelos cinéticos de acesso rotativo alternado e outros possíveis mecanismos sugerem que, quando a proporção de prótons transportados por ATP hidrolisado excede a um, o transporte de prótons, um por vez, pelo mecanismo rotativo, é mais rápido do que outros mecanismos possíveis em uma ampla gama de condições de condução. Quando a relação é um, não há diferença intrínseca na paisagem de energia livre entre os mecanismos, e, portanto, todos os mecanismos podem exibir o mesmo desempenho cinético. Todas as bombas rotativas conhecidas têm uma relação H+: ATP superior a um, e todas as bombas de protões com acesso alternativo conhecidas por ATP têm uma relação de um. Nossa análise sugere uma possível explicação para essa relação aparente entre a relação de acoplamento e o mecanismo. Quando as condições sob as quais a bomba deve funcionar permitem uma relação de acoplamento superior a um, o mecanismo rotativo pode ter sido selecionado pela sua vantagem cinética. Por outro lado, quando as condições requerem uma relação de acoplamento de um ou menos, o mecanismo de acesso alternativo pode ter sido selecionado para outras possíveis vantagens resultantes da sua simplicidade estrutural e funcional. [Ênfase adicionada.]

Eles estão falando, atenção, sobre uma das máquinas moleculares mais incríveis em toda a vida: o motor rotativo ATP sintase. Nós o caracterizamos em uma animação. E como já escrevemos, ele vem em dois tipos: A F0F1-ATPase mitocondrial que sintetiza ATP a partir de uma força motora do próton, e V-ATPase vacuolar, que acidifica os vacúolos com um mecanismo similar que funciona no sentido inverso. Basta olhar para estas máquinas em operação… Elas gritam design inteligente!

A bomba de prótons P-ATPase a que se referem não é menos inspiradora. Embora use um mecanismo menos eficiente (um próton por um ATP), ela sustenta funções celulares críticas. As brânquias do salmão jovem, por exemplo, usam a bomba de sódio-potássio (Na+/K+ P-ATPase) para se adaptarem à água do mar quando saem dos seus rios natais e utilizam as bombas no sentido inverso ao regressar. Esta animação mostra que o design, enquanto mais simples do que a ATP sintase, é elegante e eficaz, como a bicicleta em comparação com o carro. Aqui no Evolution News, o médico Howard Glicksman descreveu as muitas funções importantes que esta bomba realiza no corpo humano.

Agora que sabemos sobre as duas máquinas discutidas no artigo do PLOS ONE, os autores nunca descrevem como elas surgiram por mutações aleatórias e seleção natural? Claro que não. Para eles, basta dizer: “Elas são vantajosas; portanto, elas evoluíram“. Ponto final. De fato, os evolucionistas duplicam o poder milagroso da seleção natural ao dizer isso, plenamente conscientes da complexidade dessas máquinas:

Dois mecanismos muito distintos, que muito provavelmente evoluíram independentemente, são empregados para bombas H+ movidas a ATP: o mecanismo rotativo da V-ATPase e o mecanismo alternativo de acesso usado pelas P-ATPases (Fig. 1). A V-ATPase significativamente mais complexa, consiste em cadeias de proteína 25-39 em comparação com um polipéptido monomérico ou homodimérico para a P-ATPase. O mecanismo de operação para a V-ATPase é também mais elaborado, consistindo em um mecanismo rotativo do tipo motor elétrico. Em contraste, a P-ATPase opera alternando entre duas conformações (E1 e E2) semelhantes à maioria dos mecanismos alostéricos.

Devemos suspirar (de forma negativa) diante de tanta credulidade num artigo científico. No entanto, os dois autores, com mais dois colegas, publicaram um artigo semelhante na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) no ano passado: “A comparação biofísica dos mecanismos de síntese de ATP, mostra uma vantagem cinética para o processo rotativo“. A mesma falácia é central em todo o seu trabalho: “Nossa análise mostra que o mecanismo rotativo é mais rápido do que outros mecanismos possíveis, particularmente em condições desafiadoras, sugerindo uma possível vantagem evolutiva“.

Por que a evolução selecionou dois mecanismos muito diferentes para as bombas de prótons movidas a ATP? Aqui nós exploramos uma possível consideração: a diferença de cinética, isto é, a taxa de bombeamento H+, entre os dois mecanismos, com base em nosso estudo recente da cinética de síntese de ATP. Um mecanismo que pode bombear protões mais rapidamente, nas mesmas condições (mesmo custo bioenergético), pode ser capaz de responder às demandas celulares e alterar as condições mais rapidamente. Além disso, um mecanismo mais rápido exigiria um menor potencial de condução (custo bioenergético) para obter a mesma taxa de bombeamento em comparação com um mecanismo mais lento. Tal mecanismo pode oferecer uma vantagem em termos de sobrevivência, particularmente quando a diferença de taxas é grande e num ambiente altamente competitivo. Presumivelmente, tal mecanismo estaria sob pressão de seleção positiva.

Os autores não passam apenas por essas afirmações, como se fossem abordar questões mais rigorosas. Não; a Falácia da Vantagem Evolutiva é central para toda a sua tese. Contamos a palavra vantagem 25 vezes, geralmente em um contexto evolutivo: em particular, vantagem evolutiva ou vantagem seletiva oito vezes. Aqui ela está duas vezes na discussão conclusiva:

Por que existem dois mecanismos diferentes, um mecanismo rotativo e um mecanismo alternativo de acesso, para bombas de prótons movidas a ATP? Muitos fatores contribuem para a aptidão evolutiva geral, e aqui nos concentramos no comportamento cinético, que é passível de análise sistemática… Estes resultados sugerem que quando as condições de condução são de modo que uma relação de acoplamento acima de um é suficiente para o funcionamento viável, o mecanismo rotativo pode ter uma vantagem seletiva. No entanto, quando um processo requer uma relação de acoplamento de um, para o funcionamento viável, o mecanismo de acesso alternativo pode ter uma vantagem seletiva, devido à sua simplicidade e ao custo correspondente mais baixo da síntese de proteínas.

Outro caso da falácia da vantagem evolutiva aparece no PNAS. Wei Lin e outros outros colegas internacionais pensam que as bactérias evoluíram magnetotaxia porque teria sido vantajoso para elas. “A origem precoce da magnetotaxia teria proporcionado vantagens evolutivas em lidar com os desafios ambientais enfrentados pelos micro organismos na Terra primitiva“, dizem eles. Só porque o “geodinamo arqueano era suficiente para suportar a magnetotaxia“, não significa que as bactérias criem genes e comportamentos para usá-los. Isso é como dizer que água cria peixe.

São esses casos isolados que estamos escolhendo? Uma pesquisa rápida no Google Scholar para “vantagem evolutiva” produz mais de 32.000 acessos. Em nossa experiência, esta é uma frase freqüentemente usada que geralmente é desprovida de qualquer descrição detalhada de como mutações aleatórias e seleção natural poderia ter alcançado as referidas vantagens. O silogismo simplista, “É vantajoso, portanto, evoluiu“, não é uma teoria científica. É mera salada de palavras.

 

 

 

Em Undeniable, Douglas Axe liberta os leitores da tirania dos “especialistas” em evolução.

By Evolution News – David Klinghoffer

[Obs: Texto adaptado – O artigo possui links em inglês – Imagens do EnV]

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Foi com um anseio familiar que eu virei a última página do novo livro de Douglas Axe, Undeniable: How Biology Confirms Our Intuition that Life Is Designed [Inegável: Como a biologia confirma nossa intuição de que a vida é projetada], publicado hoje. Se apenas os evolucionistas parassem de girar sua teoria por um momento, ler um crítico sério, e respondê-lo. Se apenas! Uma das características mais marcantes do “debate” sobre Darwin, é o sinal de recusa dos defensores de Darwin registrarem críticas científicas e oferecerem uma resposta digna.

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Tendo lido Undeniable, acho que o defensor da evolução que eu mais gostaria de ouvir é o Jeremy England do MIT, saudado como o “próximo Charles Darwin“. Axe cita Paul Rosenberg escrevendo em Salon, alegando (com a costumeira e confusa implantação da palavra assustadora “criacionista”), que “as coisas poderiam ficar muito piores para os criacionistas por causa de Jeremy England, um jovem professor do MIT que propôs uma teoria, baseada na termodinâmica, mostrando que o surgimento da vida não foi acidental, mas necessário “.

Necessário” significa basicamente um estalo. Como o próprio England diz: “Você começa com um amontoado de átomos aleatórios, e se você ilumina com luz por tempo suficiente, não deve ser surpreendente que você obtenha uma planta”. Ou como Axe resume a “equação”:

Luz + átomos aleatórios + tempo = planta viva

England está em uma longa tradição de pessoas inteligentes nas ciências que grosseiramente – descontroladamente! – subestimam o desafio de desenvolver a vida a partir de não-vida ou o complexo a partir do simples. Para o leigo, a tentação é simplesmente tomar essa opinião de peritos como permitida, sem questioná-la. Essa é a maneira mais fácil, e pelo menos na visão da mídia, a mais louvável, tocada pelo prestígio da opinião da elite. Afinal, quem sou eu, um não-cientista, para duvidar de um famoso especialista?

Para essa pergunta, o livro do Dr. Axe é a resposta. Altamente rigoroso, mas apaixonante, lírico, direto, refrescantemente breve e acessível, Undeniable é uma adição urgentemente necessária para a biblioteca de livros sobre design inteligente. Destaca-se de várias maneiras. É o livro que basicamente se afasta dos assuntos técnicos e demonstra por que todos os outros livros do DI devem estar certos. Ao dar as perspectivas de engenharia e biologia, oferece aos não-engenheiros e não-biólogos as ferramentas intelectuais, sem dominar literatura técnica, para ter e defender sua própria visão bem-informada sobre a questão final das origens da vida.

Não quero dizer que seja inteiramente fácil de ler ou remotamente superficial, de modo que qualquer um possa virar e sair preparado em um piscar de olhos para dar a Jeremy England uma parte de sua mente. Mas uma leitura focada e talvez a releitura deve ser suficiente.

Axe discute com England, com David Barash, com Richard Dawkins e, muito respeitosamente, com Thomas Nagel. O livro é moldado pelo engajamento com Nagel. Mas o Dr. Axe não está discutindo por nós, em nosso nome. Ele está nos mostrando como fazê-lo.

Axe conclui que as explicações darwinianas não são apenas improváveis, meramente implausíveis, mas “fisicamente impossíveis”. Ele explica como ele chegou a essa conclusão, em uma jornada própria nos tempos de graduação na UC Berkeley, PhD em Caltech, e na Universidade de Cambridge, onde ele era um estudante de pós-doutorado e cientista de pesquisa, finalmente expulso por sua associação com o DI. Axe é atualmente diretor do Instituto Biológico.

Publicando no Journal of Molecular Biology, ele investigou a raridade das proteínas funcionais, testando a afirmação anterior do biólogo Michael Denton de que elas “poderiam muito bem ser extremamente raras“. O qual foi um vasto, vasto eufemismo: “Eu fui capaz de colocar um número sobre a verdadeira raridade – um número surpreendente”, com “apenas uma boa sequência de proteínas para cada 1074 más“.

Mas você não tem que tomar a palavra de Axe para isto, contra a maioria admitida de seus colegas cientistas que afirmam a alternativa darwiniana. Ele explica como a intuição natural do design não é apenas inata, mas intelectualmente, cientificamente válida, confirmada pelo o que Axe chama de “ciência comum”. Não é verdade que porque você não tem um PhD e porque seu trabalho, ao contrário de Axe, não é destaque na Nature ou PNAS, que você não é um cientista. Praticar a ciência é algo que todos nós fazemos, mesmo que muitos nunca se aventurem em seus aspectos rarefeitos.

A intuição de design é suprimida por muitos de nós, de forma natural, e esse é o pequeno segredo sujo da biologia evolutiva. Em resumo, a evolução pode “violar”, mas não pode “inventar”:

Se a invenção de um trabalho X  é um projeto completo que requer uma nova coerência funcional extensa, então a invenção de X por acidentes de qualquer tipo é fisicamente impossível. Por quê? Porque causas acidentais para combinar insight nesta escala seria uma coincidência fantasticamente improvável, e nosso universo simplesmente não pode entregar fantasticamente improváveis coincidências. O fato de que coisas muito mais simples podem ser obtidas por acidente é completamente irrelevante. A única coisa que precisamos saber para rejeitar todos os relatos do próprio X sendo inventado por acidente é que todas essas histórias tentam desculpar uma coincidência impossível.

A invenção, seja de uma omelete ou de uma orca, requer conhecimento. Reconhecemos que o papel dobrável para conceber um guindaste de origami exigiu saber; mas ligeiramente rejeitar o mesmo requisito em um guindaste vivo, por causa da “seleção natural”? Axe aconselha “cientistas comuns” como nós mesmos a “manter o olho na bola”:

Chegamos ao que parece ser um argumento decisivo. Em uma frase: A coerência funcional torna a invenção acidental fantasticamente improvável e, portanto, fisicamente impossível. Invenção não pode acontecer por acidente. Então, esta é a bola. Tornar-se distraído por qualquer defesa de origens acidentais que não responda a este argumento é tirar o olho da bola.

O enigma da evolução da proteína por si só é suficiente para servir como um “desfazer a evolução“. Mas o problema, a demanda por conhecimento e insight, como um pré-requisito para a invenção, vai por todo o caminho até a hierarquia ordenada que compreende cada criatura viva; da aranha, salmão, orca: “Cada uma é impressionantemente atraente e completa, totalmente comprometida a ser o que é“.

A organização hierárquica é a chave, e Axe ilustra o conceito de forma clara, com exemplos que incluem o sistema fotossintético das cianobactérias e o “sistema completo”, a “hierarquia funcional” da visão dos mamíferos.

Isso é tudo maravilhosamente explicado – Axe é um belo escritor – em menos de trezentas páginas que se movem rapidamente e com grande brio. “Meu objetivo”, escreve Axe, é “É libertar os leitores da sua dependência de peritos. Ele fez isso, magistralmente.

Estou no Twitter. Siga-me @d_klinghoffer.

 

Não existe linhagem específica em biologia. – Primeiras previsões da evolução.

Por Darwins Predictions – Cornelius Hunters

[ Titulo e texto adptado ]


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A evolução espera que as espécies caiam em um padrão de descida comum. Portanto, uma linhagem particular não deve ter projetos altamente diferenciados, únicos e complexos, quando comparados com espécies vizinhas. Mas isso tem sido cada vez mais o caso, tanto que este padrão agora tem seu próprio nome: biologia de linhagem específica.

Por exemplo, os fatores de transcrição são proteínas que se ligam ao DNA e regulam os genes que são expressos. No entanto, apesar da importância destas proteínas, os seus locais de ligação ao DNA variam dramaticamente entre espécies diferentes. Como um relatório explicou, “supôs-se amplamente que, tal como as sequências dos próprios genes, estes locais de ligação do fator de transcrição seriam altamente conservados ao longo da evolução. No entanto, este não é o caso em mamíferos.(Rewiring of gene regulation across 300 million years of evolution)

Os evolucionistas foram surpreendidos quando se verificou que os locais de ligação do fator de transcrição não eram conservados entre ratos e homens, (Kunarso et. al.) entre vários outros vertebrados, e mesmo entre diferentes espécies de levedura. Assim, agora se acredita que a evolução realizou uma maciça, “restruturação” de linhagens especificas  de redes celulares reguladoras. (Pennacchio and Visel)

Há muitos outros exemplos de biologia de linhagem específica. Embora as flores tenham quatro partes básicas: sépalas, pétalas, estames e carpelos, a trombeta do narciso é fundamentalmente diferente e deve ser uma “novidade” evolutiva (os cientistas de Oxford dizem que trombetas em narcisos são “órgãos novos”) das milhares de espécies de baratas, Saltoblattella montistabularis da África do Sul é a única que salta. Com as suas patas traseiras com mola, ela acelera a 23 g e salta até aos funis de gramas. (Picker, Colville and Burrows)

Um importante componente do sistema imunológico, altamente conservado entre os vertebrados, está misteriosamente ausente no bacalhau do Atlântico, Gadus morhua. (Star, et al.) As algas marinhas, Ectocarpus siliculosus, tem enzimas únicas para a biossíntese e outras tarefas. (Cock) E as algas Bigelowiella natans tem dez mil genes únicos e máquinas de emenda de genes altamente complexas, nunca vistas antes em um organismo unicelular. Foi como um evolucionista explicou, “sem precedentes e verdadeiramente notável para um organismo unicelular“. (Tiny algae shed light on photosynthesis as a dynamic property)

Outro exemplo fascinante de biologia de linhagem específica, são as muitas novidades morfológicas e moleculares peculiares encontradas em protistas unicelulares dispares e não relacionadas. Como um estudo concluiu: “Tanto os euglenozoários como os alveolados têm a reputação de “fazer as coisas à sua maneira”, ou seja, desenvolver caminhos aparentemente únicos, para construir estruturas celulares importantes ou realizar tarefas moleculares críticas para a sua sobrevivência. Por que tais pontos críticos para a evolução de novas soluções para problemas, devam existir na árvore da vida, não está totalmente claro.” (Lukes, Leander and Keeling, 2009a) Ou como um evolucionista exclamou: “Isso é totalmente louco.(Lukes, Leander and Keeling, 2009b)


Referencias:

  • Cock, J., et al. 2010. “The Ectocarpus genome and the independent evolution of multicellularity in brown algae.” Nature 465:617-621.
  • Kunarso G., et. al. 2010. “Transposable elements have rewired the core regulatory network of human embryonic stem cells.” Nature Genetics 42:631-634.
  • Lukes, J., B. Leander, P. Keeling. 2009. “Cascades of convergent evolution: the corresponding evolutionary histories of euglenozoans and dinoflagellates.” Proceedings of the National Academy of Sciences 106 Suppl 1:9963-9970.
  • Pennacchio, L., A. Visel. 2010. “Limits of sequence and functional conservation.” Nature Genetics 42:557-558.
  • Picker, M., J. Colville, M. Burrows. 2012. “A cockroach that jumps.” Biology Letters 8:390-392.
  • Star, B., et. al. 2011. “The genome sequence of Atlantic cod reveals a unique immune system.” Nature 477:207–210.

 

  • “Tiny algae shed light on photosynthesis as a dynamic property.” 2012. ScienceDaily November 28. http://www.sciencedaily.com­ /releases/2012/11/121128132253.htm

Processo de tomada de decisão de vírus poderia levar a novos tratamentos com antibióticos.

By Science Daily

[ Obs: Texto adaptado a partir do original – Este blog não defende o evolucionismo, ao contrário, defende o design inteligente, sendo assim, não está de acordo com a assertiva não justificada do artigo a seguir, no tocante ao paradigma vigente, com seu profundo viés materialista, naturalista, fisicalista – A primeira imagem é do SD ] 

 

 

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O fago lambda prefere destruir a bactéria E. coli, o que o torna o alvo principal para os pesquisadores. Dr. Lanying Zeng, à esquerda, e seu estudante de pós-graduação Jimmy Trinh desenvolveram um sistema repórter de fluorescência de quatro cores para rastreá-lo no nível de vírus único.

 

 

Os seres humanos enfrentam centenas de decisões todos os dias. Mas não estamos sozinhos. Mesmo os vírus mais ínfimos também tomam decisões, e os cientistas estão pesquisando como eles fazem isso, para ajudar a levar a melhores tratamentos para algumas doenças. Uma equipe de cientistas descobriu como o fago lambda decide quais ações tomar em seu hospedeiro, a bactéria E. coli.

Em um estudo publicado em 6 de fevereiro na revista Nature Communications, a Dr. Lanying Zeng e sua equipe no Texas A & M AgriLife Research descobriram como o fago lambda decide quais ações tomar em seu hospedeiro, a bactéria E. coli.

Um fago é um vírus que infecta e se replica dentro de uma bactéria. Os fagos foram descobertos há cerca de 100 anos, mas recentemente cientistas começaram a estudar como eles podem ser usados para atacar bactérias causadoras de doenças, especialmente as cepas que se tornaram mais resistentes aos antibióticos.

Os fagos são muito diversos e numerosos – com números na casa dos bilhões, de acordo com vários relatórios na Biblioteca Nacional dos EUA – por isso os pesquisadores estão agora na trilha de fagos que têm potencial para curar doenças bacterianas específicas.

O fago lambda, por exemplo, prefere destruir a bactéria E. coli, o que o torna alvo principal para os pesquisadores. No rastreamento desse alvo, o estudante de pós-graduação Zeng Jimmy Trinh desenvolveu um sistema repórter fluorescente de quatro cores para rastreá-lo no nível de vírus único. Isso foi combinado com modelos computacionais desenvolvidos pelo Dr. Gábor Balázsi, engenheiro biomédico e colaborador da Stony Brook University, em Stony Brook, Nova York, “para desvendar tanto as interações entre os fagos quanto a forma como os fagos individuais determinam” o destino de uma célula.

O que eles descobriram não era diferente do processo decisório dos humanos. Às vezes, o fago lambda coopera com os outros. Às vezes compete.

Em vez de apenas a célula tomar uma decisão, descobrimos que os próprios DNA fágicos também tomam decisões“, disse Zeng.

 

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Através do processo que desenvolveram, os cientistas foram capazes de determinar que o tempo teve um papel na tomada de decisões.

Zeng explicou que alguns fagos podem ter dois ciclos de reprodução: lítico e lisogênico.

No ciclo lítico, cópias completas do vírus são feitas dentro de uma célula, digamos uma célula de E. coli. Quando a célula infectada com fagos fica cheia dos vírus de replicação, ela explode e é destruída. No ciclo lisogênico, o DNA do fago vive como parte da própria bactéria e ambos continuam a reproduzir-se como um só. Em resumo, a lise envolve a competição, enquanto a lisogenia envolve cooperação, disse ela.

Assim, uma chave para usar fagos para destruir bactérias, Zeng disse, é entender como e quando um fago decide a via lítica [ “go lytic” ] sobre o patógeno.

Digamos que você tem dois fagos lambda que infectam uma célula“, disse ela. ” Cada DNA de fago dentro da célula é capaz de tomar uma decisão. Queremos saber como eles tomam uma decisão, se um é mais dominante do que o outro, se eles têm alguma interação e competem para ver quem vai ganhar, ou se eles comprometem .

Eles podem até coexistir por algum tempo e depois finalmente escolher uma decisão“, disse ela. “Mas o fago está tomando uma decisão subcelular – e isso é muito importante, pode haver muitas implicações“.

O sistema repórter fluorescente de quatro cores ajudou os pesquisadores a visualizarem que muitos fatores contribuem para a decisão e que “do ponto de vista evolutivo, os fagos querem otimizar sua própria aptidão ou sobrevivência[como dito na observação sobre este artigo, o blog não compactua do paradigma vigente, e sugiro a leitura disto ], disse ela. “Então é por isso que eles escolhem lítico ou lisogênico para maximizar ou otimizar sua sobrevivência.

A equipe identificou alguns dos fatores que levaram à competição e outros que levaram à cooperação.

Zeng disse por que a terapia do fago é um campo crescente para procurar maneiras de tratamento contra as bactérias, os resultados deste estudo ajudarão outros cientistas avançarem em suas pesquisas.

Este é um paradigma para os bacteriófagos“, disse ela. “Quando compreendemos mais o mecanismo da decisão, isso pode levar a mais aplicações e a uma melhor caracterização de outros sistemas“.

 


 

Journal Reference:

  1. Jimmy T. Trinh, Tamás Székely, Qiuyan Shao, Gábor Balázsi, Lanying Zeng. Cell fate decisions emerge as phages cooperate or compete inside their host. Nature Communications, 2017; 8: 14341 DOI: 10.1038/ncomms14341

 

 

 

Tom Bethell sobre Mente, Matéria e Auto-Derrota Darwinista.

By Evolution News – David Klinghoffer

[Obs: Texto adaptado – Links em inglês – Imagem do EnV.]

 

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           “Tom Bethell… [é] um de nossos ensaístas mais brilhantes.”

 

 

 

 

Sobre o The Stream, Tom Bethell, autor de Darwin’s House of Cards, esclarece por que os darwinistas não falam tanto sobre uma inferência direta de seu próprio compromisso com o materialismo.

Se a mente é apenas uma configuração especial de células cerebrais, então a mente não é nada, apenas matéria. Como os neurônios podem “decidir” fazer uma coisa em vez de outra? As células nervosas não podem tomar decisões. Assim, o materialismo repudia o livre-arbítrio.

O materialista consistente vê isso, nega o livre arbítrio e descarta a consciência como uma ilusão. “Nosso senso de eu é uma ilusão neuronal“, disse Jerry Coyne, um materialista totalmente pago e autor de “Por Que A Evolução É Verdadeira”. O biólogo molecular Francis Crick disse a mesma coisa. “Suas alegrias e suas dores, suas memórias e ambições, seu senso de identidade pessoal e livre arbítrio não são mais do que o comportamento de uma vasta assembléia de células nervosas e suas moléculas associadas“, escreveu ele. Ou como ele colocou de forma mais sucinta: “Você não é nada além de um pacote de neurônios.

Até que ponto os materialistas acreditam nisso? Observe que muitos deles ficam indignados com os intelectuais públicos que rejeitam o materialismo darwinista. Mas por que a indignação se crenças, ambições e vontades são “nada além de um pacote de neurônios.” Nessa visão, a pessoa céptica do darwinismo não pode se ajudar, então por que ficar indignado com o pobre companheiro?

Os materialistas podem admitir que sua indignação é irracional, um subproduto da evolução – o mecanismo enlouquecido de luta-ou-fuga. Mas essa explicação abre uma lata de vermes. Se a mente é um subproduto de um processo evolutivo que talvez nos sobrecarregou com várias irracionalidades, por que confiar na razão humana? Por que confiar nela para nos levar à verdade sobre as origens biológicas?

Em minhas décadas como jornalista cobrindo a evolução e entrevistando alguns dos principais pensadores evolucionistas do mundo, descobri que os materialistas não têm boas respostas para essa pergunta, ou para muitos dos desafios evidenciais que persistiram e cresceram desde o tempo de Darwin.

Para mim, a conclusão é inescapável: o darwinismo moderno está construído sobre um fundamento de areia – uma edifício de cartas, ameaçado até mesmo pelo furor ultrajado e ofegante de seus defensores.

Em suma, não há sentido em colocar fé num tipo de raciocínio feito por um cérebro que é um produto de processos darwinianos.

Além disso, como observa Bethell no livro, qualquer pessoa com algum senso comum e auto-conhecimento deve perceber que negar o livre-arbítrio é um disparate. Nossa vontade, a liberdade de fazer boas ou más escolhas, é algo que experimentamos a cada momento de vigília. A afirmação do materialismo, que é o fundamento da teoria darwiniana, corre em direção ao que sabemos sobre nossa própria vida interior. É auto-destrutiva. Assim, os defensores da evolução escondem naturalmente tudo isso, sendo contudo, incapazes de negar isso.

James Tour e as origens da vida – “Está tudo resolvido?”.

By Evolution News – Sarah Chaffee

[Obs: Texto adaptado –  O título do original difere do desse blog – Este artigo possui links no original em inglês – Imagens do EnV com os devidos créditos]  

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As falsas declarações da evidência científica sobre a evolução estão em toda parte. Confira os monitores em seu museu de ciências local, por exemplo, e você não pode ajudar tropeçando sobre eles.

Recebemos uma observação de um amigo nosso que visitou o Denver Museum of Nature & Science. Além de explorar a nova exposição de robótica com seus netos, o defensor do Discovery Institute e entusiasta do design inteligente Jim Campbell decidiu visitar a seção origens da vida. Duas das exposições, sobre a formação de células e o experimento Miller-Urey, eram cientificamente imprecisas.

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Ele enviou uma carta ao museu, apontando isso. No visor “Receita para a vida“:

… De acordo com a exibição, a receita apenas requer alguns ingredientes; carbono, enxofre, nitrogênio, hidrogênio, oxigênio e fósforo. Em seguida, siga estes passos:

Misture em um ambiente quente,

Seque ocasionalmente,

Adicione tempo e energia e

Permita a combinação de formas ordenadas e padronizadas.

É isso aí! Basta misturar alguns produtos químicos, adicionar algum tempo e energia, e a vida magicamente aparece. Para deixar claro quão fácil deve ter sido, a sua exposição mostra uma tigela de mistura, como se criar a vida fosse pouco mais do que fazer um pão ou uma tigela de sopa de galinha.

Para uma visão esclarecida sobre o tema das origens da vida, considere o que o Dr. James Tour tem a dizer sobre isso. Dr. Tour é Professor de química, TT & WF Chao, na Universidade de Rice. Ele também ensina Ciência da Computação, Ciência dos Materiais e Nano-Engenharia. Dr. Tour é um dos principais especialistas mundiais em química sintética – A ciência que projeta moléculas complexas. Estas citações foram tiradas de sua palestra em Pascal, na universidade de Waterloo em 2016:

A abiogênese é o processo prebiótico em que a vida, tal como uma célula, resulta de compostos orgânicos simples não vivos: carboidratos, ácidos nucleicos, lipídios e proteínas (polímeros de aminoácidos). Tudo isso é necessário antes que a evolução entre em ação…

( Confusão Coletiva ) Não temos ideia de como as moléculas que compõem os sistemas vivos poderiam ter sido concebidas de tal forma a funcionar em conjunto para cumprir funções biológicas. Nós não temos ideia de como o conjunto básico de moléculas, carboidratos, ácidos nucleicos, lipídios e proteínas, foram feitos e como eles poderiam ter acoplado em sequências apropriadas e, em seguida, transformado em conjuntos ordenados até que houvesse a construção de um sistema biológico complexo, e, eventualmente, para uma primeira célula. Ninguém tem ideia de como isso foi produzido quando usamos nossos mecanismos comumente entendidos de ciência química. Aqueles que dizem que entendem, são geralmente totalmente desinformados em relação à síntese química. Aqueles que dizem que tudo isso está resolvido, não sabem nada: nada sobre a síntese química. Nada!

( Confusão Adicional ) Do ponto de vista químico sintético, nem eu, nem nenhum de meus colegas conseguimos imaginar uma via molecular prebiótica para a construção de um sistema complexo. Não conseguimos nem descobrir as rotas prebióticas para os blocos básicos da vida: Carboidratos, ácidos nucleicos, lipídios e proteínas. Os químicos estão coletivamente perplexos. Daí eu digo que nenhum químico entende a síntese prebiótica dos blocos de construção necessários, muito menos a sua montagem em um sistema complexo.

Pedi a todos os meus colegas, membros da Academia Nacional, ganhadores do Prêmio Nobel. Eu sento com eles em escritórios. Ninguém entende isso. Então, se seus professores disserem: “está tudo resolvido”  – seus professores dizem: “está tudo resolvido“, eles não sabem do que estão falando. Não está resolvido. Você não pode simplesmente afirmar isso a outra pessoa. Eles não sabem o que estão falando.

A exposição “Receita para a Vida” é, na melhor das hipóteses, enganosa, e na pior das hipóteses, propaganda descarada. É um embaraço para o museu e deve ser removida.

E na exposição Miller-Urey, o Sr. Campbell comentou:

A segunda exibição ofensiva do museu envolve o experimento Miller-Urey. O experimento foi certamente importante e informativo no momento em que foi conduzido, embora haja agora, questões válidas sobre se a atmosfera simulada no experimento era a representação pretendida da atmosfera primitiva. No entanto, o principal problema com esta exibição diz respeito à sua legenda, “Replicando a vida no laboratório?”.

A legenda, apresentada sob a forma de uma pergunta para evitar ser tecnicamente incorreta, é claramente destinada a enganar pessoas motivadas em acreditar que a vida foi criada em um laboratório – nem perto disso! No entanto, a tela parece destinada a induzir as pessoas a acreditarem exatamente o contrário.

Mais uma vez, esta exibição do museu não é digna e a legenda deve ser pelo menos modificada para representar mais honestamente a experiência.

Como o Denver Museum of Nature & Science respondeu? Em uma carta, em setembro:

Você compartilhou suas críticas sobre as origens da vida, na seção Viagem Pré-Histórica. Eu passei suas recomendações para a equipe multidisciplinar – Incluindo curadores, planejadores e educadores – Que supervisionam coletivamente nossa exposição da Viagem Pré-Histórica. Devido aos horários de viagem, eles não devem se reunir por várias semanas, mas vão rever sua opinião e retornarão a você depois dessa discussão.

Campbell acompanhou após receber a carta, e depois novamente, alguns meses mais tarde, mas não recebeu nenhuma resposta. É ótimo ver pessoas usando seu conhecimento científico para apontar falhas no dogma darwiniano. Mas um museu varrendo um cliente, quando se trata de evolução, infelizmente não vem como uma grande surpresa.

Biólogo estupefato com o sapo sem pulmão.

By Evolution News – Cornelius Hunter

[Obs: Texto adaptado – Os links estão no original em inglês – Imagem do EnV com os devidos créditos] 

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Por que os biólogos viajam pelo mundo? Eles vão para o fundo do oceano e para o topo das montanhas, para desertos e selvas. A razão é que eles são recompensados por seus esforços. A única regra na biologia é que não existem regras. Tudo é diferente, e em todos os lugares é diferente.

Quando John Ray viajou pela Europa por três anos, de 1663 a 1666, estudando a flora e a fauna, ele descobriu que os organismos e suas interações eram diferentes em toda parte. A biologia é cheia de diversidade, e não faz sentido à luz da evolução.

Considere o Barbourula kalimantanensis, o sapo que não tem pulmões. Estes anfíbios pequenos, elusivos, sem pulmões vivem em rios frios e rápidos (correntezas), profundos, nas florestas tropicais de Bornéu.

Dez anos atrás, David Bickford e sua paciente equipe internacional de biólogos trabalharam duro e longamente para encontrar alguns espécimes para seu estudo.

Bickford e seus colegas tinham uma idéia do que eles estavam procurando, mas eles não tinham ideia, e nenhuma razão para suspeitar, que o sapo de duas polegadas seria sem pulmão. Como Bickford contou:

No começo eu não acreditava que os sapos não tivessem pulmões, mas então, continuamos vendo a evidência se acumulando. Eu fiquei espantado.

Foi tudo uma lição, mais uma vez, na única regra da biologia, e que a exploração parece sempre recompensar:

A única coisa que mais me impressionou e agora é que ainda há grandes estreias – por exemplo, primeiro sapo sem pulmões! – Foi descoberto no campo. Tudo o que você tem a fazer é ir um pouco além do que as pessoas fizeram antes, e – voila! …Há tantas dificuldades no trabalho de campo, e ainda assim continua sendo a minha maior alegria. Tendo o privilégio inegável de ir a esses locais remotos, vendo alguns dos últimos e maiores tesouros que existem na natureza, e em seguida, começar a estudá-los – bem, todos os dias eu me sinto um sortudo.

Acontece que algumas espécies podem renunciar a seus pulmões completamente em seu desenvolvimento embrionário, dadas as condições ambientais adequadas. Este é outro exemplo de adaptação rápida e dirigida, em resposta ao ambiente.

Se tal plasticidade sofisticada de desenvolvimento pudesse ter evoluído – “E oh! Que grande se!” – Ela não forneceria nenhuma melhoria imediata de aptidão, e assim não seria selecionada em prol de. Estaria sujeita a mutações nocivas, e há muito esquecida nos anais da história evolutiva.

É uma adaptação inteligente, que, repetindo, não faz sentido à luz da evolução.

Cruzado em Darwin’s God.

Testando a complexidade irredutível?

Por Evolution News – Ann Gauger

[ Obs:Texto adaptado – Titulo original: #7 of Our Top Stories of 2016: An Engineered “Minimal” Microbe Is Evidence of Intelligent Design – Imagem do EnV com os devidos créditos ]

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O artigo a seguir foi publicado originalmente em 24 de março de 2016:

Science Magazine publicou um artigo na semana passada, “Design e síntese de um genoma bacteriano mínimo“, descrevendo a criação de uma bactéria com um genoma “descascado”. O artigo representa vinte anos de trabalho de muitos cientistas, incluindo o célebre bioquímico J. Craig Venter. Eles conseguiram reduzir o genoma quase na metade, de mais de 900 genes para 473, um pouco de cada vez. O papel borrifou pela Internet (ver, por exemplo, artigos da Associated Press e Bloomberg   o link original da AP está dando erro, mas mantive o link da AP, que apenas mostra a pagina da AP,  porque no original deste texto ele ainda está lá)

Por que diabos os pesquisadores farão tal coisa? A esperança é que esta bactéria mínima irá fornecer um veículo útil para a futura biologia sintética, permitindo a produção de medicamentos úteis para tratar doenças.

Mas há outra razão deles gastarem vinte anos neste projeto. É uma tentativa de responder a uma pergunta básica. Qual é a quantidade mínima de informação genética necessária para obter uma célula em funcionamento? Estimativas variaram de 250 a 300 genes, dependendo do tipo de célula e onde eles estão vivendo. Para a bactéria M. mycoides, o ponto de partida de seu trabalho, a resposta parece ser cerca de 470 genes. Os cientistas querem saber a resposta, porquanto a célula simplificada pode permitir que eles desvendem como os genes interagem e o que todos fazem. É mais fácil lidar com 400 genes do que com mais de 900, ou no caso da bactéria comum E. coli, mais de 4.000.

Este trabalho já produziu alguns resultados interessantes. Eles ainda não sabem o que 30% do genoma reduzido faz, apenas que os genes são essenciais. Em segundo lugar, os genes que parecem ser não essenciais por si só, podem tornar-se essenciais quando outro gene é excluído. Claramente, existem interações complexas acontecendo entre os 473 genes.

Tudo isso leva a uma pergunta óbvia. Esta pequena bactéria tem que ser capaz de copiar o seu DNA, transcrever e traduzi-lo em proteínas, além de ser capaz de coordenar todas as etapas envolvidas na divisão celular. Tem que ser capaz de fazer todas as coisas que não pode obter de seu ambiente. Isso é um monte de informações a serem armazenadas e usadas adequadamente. Daí 473 genes.

Mas de onde veio a célula, em primeiro lugar? É o problema da galinha e o ovo. Dado o número de coisas que a célula tem que fazer para ser um organismo em funcionamento, por onde começar? DNA ou RNA por si só não é suficiente, porque a proteína é necessária para copiar o DNA e para realizar processos celulares básicos. Mas a proteína não é suficiente por si só. O DNA é necessário para herdar de forma estável a informação genética sobre como produzir proteínas.

Algumas pessoas propõem que o RNA poderia fazer o truque, porque bastando somente as circunstâncias certas, e com a ajuda de um experimentador, o RNA pode copiar a si mesmo, parcialmente. A ideia é que, se apenas a sequência correta do RNA viesse junto, poderia servir tanto como uma enzima de RNA (ou ribozima) como o modelo para se reproduzir.

Isso deixa de lado problemas maiores. Ribozimas só podem realizar algumas reações químicas simples, enquanto mesmo uma célula mínima precisa de muitos tipos de reações. Em segundo lugar, como o interruptor ao DNA e às proteínas ocorreram? Ninguém tem uma pista. Por fim, não esqueçamos o problema da interdependência, ou da complexidade irredutível, como o bioquímico Michael Behe chama em seu livro Darwin’s Black Box. A célula mínima, ele escreve, é um sistema “composto por várias partes bem-correspondentes, em muitos casos, que contribuem para a função básica, em que a remoção de qualquer uma das partes faz com que o sistema deixe de funcionar efetivamente”.

Os sistemas irredutíveis são evidências de um design inteligente, porque somente uma mente tem a capacidade de projetar e programar uma rede tão interdependente e rica em informações como uma célula mínima.

Pense sobre o projeto de um carro básico. Você precisa de um motor, uma transmissão, um eixo de transmissão, um volante, eixos e rodas, além de um chassi para mantê-los todos juntos. Depois, vem o gás e uma maneira de começar tudo. (Eu, sem dúvida, deixei algo de fora, mas você entendeu meu ponto). Ter uma ou duas dessas coisas não vai fazer um carro funcional. Todas as peças são necessárias antes que ele seja usado. E é preciso um designer para imaginar o que é necessário, como ajustá-lo em conjunto, e depois construí-lo.

Se você está falando sobre um carro ou uma célula mínima, não vai ocorrer sem um designer.

 

Dois mecanismos revisam a tradução do DNA. Faça disso três.

Por Evolution News 

[ Obs: Titulo e texto adaptados a partir do original – O artigo possui links no original em inglês – Imagem do EnV com seus devidos créditos ]

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A própria ideia de que as células revisam suas informações genéticas torna o design inteligente intuitivamente óbvio. Não se revisa jargão (linguagem sem nexo). Se as células tivessem pavimentado conjuntos aleatórios de blocos, não importaria realmente a ordem que em eles estivessem reunidos. Sabemos, é claro, que a sequência é importante: a maioria das mutações causam doença ou morte. Revisão é prova por excelência que a informação genética representa a informação real, do tipo encontrada nos livros e nos softwares. Defensores do DI não acham surpreendente, portanto, que as células vão muito longe para proteger suas informações genéticas.

O “controle de qualidade” celular tem sido reconhecido na literatura há algum tempo. De fato, o Prêmio Nobel de Química em 2015 foi para três cientistas que descobriram mecanismos de reparo do DNA. As células inspecionam e corrigem suas macromoléculas informacionais em todas as fases: na transcrição, na tradução e durante a modificação pós-tradução.

Existem máquinas moleculares em movimento inspecionando outras máquinas em trabalho na célula. Elas reconhecem as proteínas dobradas e as marcam para degradação. E quando a célula se divide, as máquinas moleculares verificam cada letra quando as cadeias do DNA são duplicadas. As células estão em atividade de “controle de qualidade”.

Revisão, no entanto, é um passo além da reparação. Uma célula pode reparar uma cadeia quebrada de DNA, sem levar em conta a sequência de “letras” nucleotídicas. A revisão real deve garantir a precisão da própria sequência. A célula verifica erros de digitação? Absolutamente.

Um artigo na Proceedings of the National Academy of Sciences compartilhou novas evidências que suportam a questão do design. Pesquisadores da Universidade de Uppsala, na Suécia, encontraram não apenas uma, mas duas etapas de revisão independente no ribossomo além da que já era conhecida.

Elas ocorrem onde transcritos de RNA mensageiro são traduzidos em proteínas. O título diz que: “Duas etapas de revisão amplificam a precisão da tradução de códigos genéticos”. Aqui está a declaração sobre o significado da descoberta:

Descobrimos que dois passos de revisão amplificam a precisão da leitura do código genético, não um passo, como até agora se acreditava. Nós caracterizamos a base molecular de cada um destes passos, pavimentando o caminho para a análise estrutural em conjunto com a estrutura baseada em cálculos de energia livre padrão. Nosso trabalho destaca o papel essencial do fator de alongamento Tu para a tradução precisa do código genético, tanto na seleção inicial quanto na revisão. Nossos resultados têm implicações para a evolução da leitura eficiente e precisa do código genético através da revisão em vários passos, o que atenua os efeitos, doutra forma prejudiciais, ocorrido na compensação obrigatória entre eficiência e precisão na seleção do substrato feito por enzimas. [Enfase adicionada.]

Se você se lembra da animação dos passos de tradução em Unlocking the Mystery of Life (Desbloqueando o Mistério da Vida), lembre-se que os transcritos do RNA mensageiro (mRNA) são lidos em conjuntos de três letras (codons). Correspondendo aos codões de mRNA, estão as moléculas de RNA de transferência (tRNA), cada uma equipada com um “anticodon” correspondente numa extremidade e um aminoácido na outra extremidade (quando carregadas, são chamadas aminoacil-tRNAs ou aa-tRNAs). Como os codões e anticódons se emparelham em arquivo único dentro do ribossomo, os aminoácidos se fixam em arquivo único com ligações peptídicas.  A crescente cadeia polipeptídica irá se tornar uma proteína após a tradução ser completada.  Adicionalmente, as “chaperonas” moleculares asseguram que as cadeias polipeptídicas resultantes sejam dobradas corretamente em máquinas moleculares funcionais.

A equipe de Uppsala examinou o ribossomo para dar uma olhada no passo onde o tRNA encontra o mRNA. Eles sabiam que a seleção do tRNA correto era um primeiro passo crucial, inicialmente previsto por Linus Pauling sete décadas atrás. Quando a precisão medida na tradução mostrou-se realmente maior do que Pauling predisse, os biólogos moleculares suspeitaram que algum tipo de mecanismo de correção de erro deveria estar funcionando. Um mecanismo de revisão foi posteriormente encontrado no ribossomo. Mas como isso funciona? Podemos nos relacionar com revisores humanos, mas como as moléculas sem olhos são corrigidas no escuro dentro de um ribossomo?

A amplificação de precisão por revisão exige que o descarte de substrato seja conduzido por uma diminuição do potencial químico desde a entrada de um substrato até sua saída ao longo do caminho de revisão. Uma maneira de programar tal queda no potencial químico é acoplar o descarte de substratos por revisão a hidrólise de GTP ou ATP com alto potencial químico com o baixo potencial químico de seus produtos hidrolíticos.

Resumindo, a revisão precisa ser eficiente em termos de energia, mas não acontecerá sem o gasto de uma molécula rica em energia para empurrá-la. A reação deve favorecer a obtenção da molécula certa onde ela pertence.

Os bioquímicos sabiam que cada aa-tRNA teria de ser preparada para o seu papel através da ligação a um assistente chamada Fator  Elongation Tu (EF-Tu), mais uma molécula de combustível, GTP. Mas, depois desse passo, os autores encontraram outros dois:

Descobrimos que o ribossomo bacteriano utiliza dois passos de revisão seguindo a seleção inicial de RNAs de transferência (tRNAs) para manter uma elevada precisão da tradução do código genético. Isto significa que existem três passos de seleção para o reconhecimento de codões feito por aa-tRNAs. Em primeiro lugar, existe uma seleção inicial de codões por aa-tRNA no complexo ternário com o fator de alongamento Tu (EF-Tu) e GTP. Em segundo lugar, há revisão do aa-tRNA no complexo ternário com EF-Tu e PIB. Terceiro, há revisão de aa-tRNA na forma EF-Tu-independente, presumivelmente após a dissociação de EF-Tu · GDP do ribossomo (Figura 1).

Isto amplifica significativamente a precisão da tradução. “Embora já tenha sido reconhecido que a revisão em vários passos confere maior precisão e eficiência cinética em substrato-seletivo, via reações catalisadas por enzimas do que passo único de revisão”, dizem eles, “tem sido tomado como certo que existe apenas um único passo de revisão na seleção de tRNA no ribossomo tradutor”.

As novas descobertas lançam nova luz sobre os passos moleculares reais, necessários para a correção de alta precisão. E, embora seu trabalho tenha sido feito em bactérias, “sugerimos que os mecanismos de revisão em dois estágios funcionem não apenas em bactérias, mas também em eucariotos e, talvez, em todos os três reinos da vida”.

Como um evolucionista explica isso? No início do artigo, eles dizem: “Sugerimos que a revisão em vários passos na tradução de códigos genéticos tenha evoluído para neutralizar possíveis pontos potenciais de erro, na seleção inicial do(s) aa-tRNA(s) propenso(s) a erro(s) no complexo ternário com EF-Tu e GTP”.

Mas isso não pode ser verdade. É uma declaração teleológica. A seleção natural não pode “evoluir para” fazer nada. Logo depois no artigo, eles se concentram mais na questão, apresentando o enredo como um conto de fadas evolutivo: “Por que a Mãe Natureza evoluiu duas etapas de revisão na tradução de códigos genéticos?”.

A existência de dois passos distintos de revisão pode parecer surpreendente, porque a precisão da seleção inicial do codão pelo complexo ternário é normalmente notavelmente alta. Por conseguinte, sugerimos que a revisão em dois passos evoluiu para neutralizar os efeitos deletérios de um pequeno número de pontos de erro distintos para a seleção inicial do codão observada in vitro e in vivo.

Isso deve causar ainda mais tristeza para o neodarwinismo, porque mostra que a revisão de um único passo “normalmente é notavelmente alta”.  Em essência, a célula verifica a sua tradução, já precisa. Eles realmente usam a palavra “revendo” para descrever isso. Eles estimam que a revisão forneça um aumento de milhões de vezes em precisão, muito acima da modesta amplificação de revisão na gama dos trezentos, observada aqui.

Além da descoberta inesperada de duas etapas de revisão, o presente estudo identificou a base estrutural do primeiro passo EF-Tu-dependente e sugeriu características mecanicistas de ambas as etapas de revisão. Esses achados facilitarão a análise estrutural das etapas de revisão, junto com cálculos baseados na estrutura de suas energias livres padronizadas que codificam codões, para uma compreensão mais profunda da evolução da leitura precisa do código genético.

Outros Exemplos de Sistemas Redundantes na Célula.

Este não é o único caso de sistemas múltiplos e independentes na célula. Três pesquisadores em Massachusetts, também publicando na Proceedings of the National Academy of Sciences , descobriram mecanismos redundantes para reparar rupturas de cadeia dupla no DNA.  As duas vias, NHEJ e MMEJ, podem funcionar como sistemas primários e de backup. “É possível que haja redundância parcial entre as vias NHEJ e MMEJ, com MMEJ servindo como um backup e NHEJ sendo o principal mecanismo.” O caminho do backup contribui para a reparação de algumas rupturas duplas, mas não todas. Posts anteriores aqui no Evolution News apontaram redundância em sistemas biológicos, como este, afirmando que os “caminhos são organizados em uma rede entrelaçada, muitas vezes redundante, com arquitetura que está intimamente relacionada com a robustez do processamento de informação celular”. Outro artigo apontou que os cromossomos parecem ter um sítio de backup para centrômeros.

O que aprendemos nesses artigos combina bem com o que David Snoke disse em um podcast do ID the Future sobre a Biologia de Sistemas como a maneira do engenheiro de olhar a vida (para mais, veja isto de Casey Luskin). Engenheiros entendem conceitos como backups, redundância, dupla verificação e controle de qualidade. Eles percebem que há tradeoffs entre precisão e velocidade, assim, eles buscam aperfeiçoar os requisitos de projetos concorrentes.

Em vez da visão de baixo para cima do reducionista, o biólogo de sistemas toma a visão de cima para baixo: como todos os componentes funcionam juntos como um sistema? Na prática, diz ele, os biólogos de sistemas procuram entender os seres vivos como exemplos de sistemas otimizados, e também a “engenharia reversa” deles de maneiras inovadoras. Em ambos os contextos, o design inteligente – não a evolução darwiniana – é o conceito operacional que conduz a ciência.

“Prático como Batatas” – Eric Metaxas em Behe, ID e Revolutionary.

By Evolution News – David Klinghoffer

[Obs: Esse artigo é uma adaptação – Possui links no original em inglês]

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Eric Metaxas é uma raridade, comentando sobre uma impressionante gama de assuntos, todos com inteligência, sagacidade e senso comum incomum. Em uma transmissão de BreakPoint hoje, ele reflete sobre o vigésimo aniversário da Caixa Preta de Darwin do bioquímico Michael Behe  e destaca o nosso novo documentário Revolutionary: Michael Behe e o mistério das máquinas moleculares, escrito e dirigido por John West.

Metaxas oferece um novo encomium (elogio) para os argumentos científicos para o projeto (design) na natureza. O caso de Behe para ID é “prático como batatas“.

À medida que os cientistas ganham acesso cada vez mais detalhado ao funcionamento interno das células, o caso contra o darwinismo a partir da complexidade irredutível só se torna mais forte. E o movimento do design inteligente – uma comunidade que considera Behe um pai fundador – continua a questionar a viabilidade da evolução materialista com base em seu raciocínio.

Para tornar os argumentos meticulosos de Behe mais acessíveis ao público, os membros do Discovery Institute acabaram de produzir um documentário resumindo a “Caixa Preta de Darwin“. É chamado de “Revolutionary”, uma homenagem ao fato de que o livro de Behe mudou para sempre a maneira como pensamos sobre a evolução. Ele também documenta como, como David Klinghoffer escreve na Evolution News and Views, “Black Box” provocou um debate público que enfurece até hoje.

Por que é tão importante entender isso? Bem, como Ben Stein documentou em seu filme de 2008, “Expelled”, não é um raciocínio científico que está mantendo o design inteligente marginalizado.

Em vez disso, é uma campanha de desinformação e intimidação por parte do establishment darwinista, muitos dos quais estão interessados em criticar a pintura como “criacionistas”, cuja teoria é “a religião mascarada como ciência”.

Mas “design”, insiste Behe, “não é qualquer conclusão mística”. É um argumento científico fundamentado que é prático como batatas.

Sim, seria difícil ser mais prático do que isso. Não é interessante, entretanto, que enquanto “o caso da complexidade irredutível contra o darwinismo só se torna mais forte“, à medida que a ciência avança mais dentro da caixa preta da célula, a resistência e a negação do significado dela persistem teimosamente.

Há a evidência objetiva de propósito no funcionamento de máquinas moleculares e outras maravilhas da vida. Ou seja, por Eric Metaxas, as batatas. Mas então, vamos ser francos, há o investimento emocional que os negadores do projeto têm em sua resistência a essa evidência.

As razões para este investimento são complicadas e profundas. Eles são motivo de compaixão.

Eu sou menos simpático aos esforços de adultos deliberadamente manipularem as crianças a negarem suas intuições de design natural. Francamente, esses esforços são desprezíveis.

É um caso fascinante de trabalho de psicologia de massa, no caso, e mais uma prova de que muitas pessoas muito inteligentes pensam muito mais com o coração do que com a cabeça.

Como o corpo lida com a gravidade?

By Evolution News – Howard Glicksman

[Obs: Esse texto é uma adaptação feita a partir do original – As imagens são do original com os devidos créditos]

 

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Nossos músculos, sob o controle de nossos nervos, nos permitem respirar, engolir, movimentar-se e lidar com as coisas. Os nervos periféricos enviam informações sensoriais sobre o que está acontecendo dentro e fora do corpo para a medula espinhal e o cérebro e a partir deles enviam de volta instruções motoras para os músculos, para lhes dizerem o que fazer. Em um artigo anterior desta série, descrevi alguns dos sensores que, como transdutores, convertem fenômenos em informações que o corpo pode usar. A pressão é detectada por sensores na pele; o movimento do corpo, especialmente da cabeça, é detectado pelo aparelho vestibular dentro do ouvido interno; e os próprios receptores fornecem informações sobre o estado dos músculos, tendões e articulações.

the-designed-body4Meu último artigo descreveu alguns dos reflexos (respostas motoras involuntárias, automáticas, pré-programadas, sem direção consciente do cérebro) que o corpo usa para evitar ferimentos graves e manter a sua posição. Agora vamos olhar para a forma como o corpo lida com a lei da gravidade e o que é preciso para manter o seu equilíbrio. Lembre-se de que quando os biólogos evolucionistas nos dizem sobre a vida e o mecanismo pelo qual ela deve ter surgido, eles lidam apenas com sua aparência e não como ela deve realmente trabalhar dentro das leis da natureza. Pergunte a si mesmo qual é a explicação mais plausível para como a vida surgiu: acaso e as leis da natureza por si só, ou design inteligente?

O centro de gravidade de um objeto é um ponto teórico sobre o qual o seu peso é distribuído uniformemente. Para um objeto que tem uma densidade uniforme com uma forma regular e simétrica, tal como um pedaço quadrado de madeira maciça, o centro de gravidade está no seu centro geométrico. Coloque um bloco quadrado de madeira sobre uma mesa e empurre-o mais e mais para fora da borda. Ele vai cair no chão quando seu centro de gravidade não estiver mais sobre a mesa.

O corpo humano é feito de músculos, órgãos, gordura e osso, cada um com uma densidade diferente. Embora o contorno físico do corpo seja simétrico de um lado para o outro, a sua forma é muito irregular. O centro de gravidade para a maioria das pessoas, enquanto em pé ou deitada, com os braços ao lado do corpo está na linha média, perto de seu umbigo. Para se manter em pé, o centro de gravidade do corpo deve permanecer entre os seus dois pés, tanto de um lado para o outro e de trás para frente, caso contrário, ele cai. O movimento dos braços ou pernas se distanciando a partir do corpo ou no dobrar da coluna em qualquer direção muda o centro de gravidade do corpo. Transportar um objeto, especialmente, a uma distância a partir do corpo, também irá alterar o seu centro de gravidade. Para os nossos primeiros ancestrais sobreviverem dentro das leis da natureza, eles não só tinham que ficar equilibrados em pé, mas também a pé, somente com um pé, e correndo; com nenhum dos pés em contato com o solo. Em outras palavras, o corpo humano é um objeto inerentemente instável, que precisa de controle para o equilíbrio.

O sistema neuromuscular mantém o corpo em posição, equilibrando-se em relação à gravidade. Embora a medula espinhal forneça reflexos que ajudam a manter a sua postura, é em grande parte no cérebro (particularmente o tronco cerebral e cerebelo) que se fornecem os padrões motores coordenados, necessários para manter o equilíbrio. Para fazer ajustamentos em continuo, o cérebro recebe dados sensoriais de basicamente quatro fontes diferentes: os receptores de pressão no pé, os proprioceptores (particularmente do pescoço e o restante da coluna vertebral), o aparelho vestibular dentro do ouvido interno, e visão.

Os sensores de pressão dos pés informam o cérebro sobre a distribuição do peso do corpo em relação ao seu centro de gravidade. Levante-se e incline-se de lado a lado, para frente e para trás. Observe a diferença nas sensações de pressão sentidas em cada pé com esses movimentos, a sensação de desequilíbrio, e os ajustes imediatos que devem ser feitos para ficar de pé.

Os proprioceptores do pescoço e o restante da coluna vertebral fornecem ao cérebro informações sobre a posição relativa da cabeça e o resto do corpo. Dobre o pescoço para frente e para trás e, em seguida, dobre a partir de sua cintura em qualquer direção. Onde quer que seu pescoço e coluna vertebral irem, assim vai a sua cabeça e o resto do seu corpo. Observe a sensação de desequilíbrio, como o seu centro de gravidade se move, estando longe dos seus pés e como você rapidamente tem que se ajustar para evitar a queda.

O aparelho vestibular contribui na informação sensorial sobre a velocidade e direção da cabeça e pescoço, movimento linear e angular e o movimento vertical do corpo. Além disso, ele ajuda a estabilizar a imagem da retina. Olhe em um espelho, com foco em seus olhos, e mova a cabeça lentamente para cima e para baixo, de lado a lado. Observe que os olhos se movem automaticamente na direção oposta, permitindo que eles permaneçam em foco. Você está vendo os efeitos do reflexo vestíbulo-ocular.

Agora, continue a focar os olhos e mover a cabeça para cima e para baixo, de lado a lado o mais rápido que você puder. Você não pode controlar conscientemente seus olhos rápido o suficiente para compensar estes movimentos. Isso ocorre automaticamente por causa de sua decisão de se concentrar em seus olhos (ou qualquer outro objeto), enquanto sua cabeça e seu corpo estão em movimento. Observe também como você se sentiu um pouco tonto e sem equilíbrio. Isto é causado pelos fortes impulsos nervosos alternados, sendo enviados a partir do aparelho vestibular em cada lado da cabeça para o cérebro, devido à velocidade dos movimentos da cabeça.

Os olhos fornecem ao cérebro uma imagem do ambiente no qual o corpo está localizado. A experiência clínica ensina que com a concentração, treinamento e movimento lento, a visão muitas vezes pode ajudar a manter o equilíbrio do corpo, sem informações dos sensores de pressão, dos proprioceptores, e do aparelho vestibular. Feche os olhos e comece a andar, aumentando progressivamente a sua velocidade. Observe como é difícil manter o seu equilíbrio. Fechar os olhos faz  de você totalmente dependente dos sensores de pressão nos pés, proprioceptores da coluna vertebral e membros, aparelho vestibular, o deixando um pouco fora de equilíbrio. Agora faça este exercício novamente, mas desta vez com os olhos abertos. É evidente que pistas visuais contribuem muito para sua capacidade de manter equilíbrio.

Uma das primeiras indicações de que uma pessoa pode ter um problema com o seu equilíbrio é quando ela inadvertidamente cai no chuveiro. Ao tomar uma ducha, a maioria das pessoas fecham os olhos por causa do uso shampoo no cabelo e, em seguida, voltam rapidamente sua cabeça e pescoço, e muitas vezes todo o seu corpo, para removê-lo. Movendo-se desta forma com os olhos fechados, significa que seu cérebro já não pode usar pistas visuais para manter o equilíbrio. Se uma pessoa tem condição como uma neuropatia sensorial (comum em diabéticos), que limita a recepção dos dados sensoriais dos pés, ou a esclerose múltipla, que retarda a velocidade do impulso nervoso no tronco cerebral, ou degeneração do cerebelo, fazendo com que as coordenações sejam pobres, então eles irão perceber o quão importante é a visão. Sem ela, torna-se difícil ou impossível para eles manterem o equilíbrio.

Toda a experiência clínica ensina que para nossos ancestrais mais antigos (e os organismos intermediários teóricos que conduziram a eles) manterem o seu equilíbrio, teriam necessidade de ter um sistema irredutivelmente complexo, com uma capacidade natural de sobrevivência similar ao nosso. Isso teria que incluir diferentes sensores localizados em lugares estratégicos para fornecer informações sobre a posição do corpo no espaço e no relacionamento com gravidade, um sistema nervoso central para receber e analisar, e a capacidade de acessar reflexos motores automáticos e enviar mensagens motoras voluntárias, rápido o suficiente para prevenir uma queda. Pelo que a força da gravidade não espera por ninguém e é um nivelador de igualdade de oportunidades, de sorte após sorte.

Só porque organismos semelhantes têm mecanismos semelhantes para manter o seu equilíbrio; isso, por si só, não explica de onde esses mecanismos e a sua capacidade de reagir adequadamente e rapidamente, veio, em primeiro lugar. Biologia evolutiva, como eu disse, é muito boa em descrever como a vida parece, mas não tem capacidade para explicar como ela deve trabalhar dentro das leis da natureza para sobreviver. Em meu próximo artigo veremos como somos capazes de realizar movimentos intencionais e realizar atividades dirigidas a objetivos. Como tudo o mais nesta série tem mostrado, não é tão simples como biólogos evolucionistas nos querem fazer crer.

O padrão Pentadáctilo e a descendência comum – As primeiras previsões da evolução.

By Cornelius Hunter – Darwins Predictions

[Texto adaptado a partir do original]

A pentadáctila – estrutura de cinco dígitos (quatro dedos e um polegar para os seres humanos) no final da estrutura do membro (locomotor) é um dos textos de prova mais célebres para a evolução.  A estrutura pentadáctila é encontrada em todos os tetrápodes e seus usos incluem o voo, o segurar/agarrar, o escalar e o rastejar. Tais atividades diversas, na lógica evolucionista, devem exigir diversos membros. Não parece haver nenhuma razão para que todos devam precisar de um membro de cinco dígitos apenas. Por que não três dígitos para alguns, oito para outros, treze para alguns outros, e assim por diante? E, no entanto todos eles são dotados de cinco dígitos. Como explicado por Darwin, “O que pode ser mais curioso que a mão de um homem, formada para agarrar, de uma toupeira para cavar, a perna do cavalo, a nadadeira da toninha (boto), e a asa do morcego? Tudo deve ser construído no mesmo padrão, e deve incluir ossos similares, nas mesmas posições relativas. (Darwin, 382)

Tal design abaixo do ideal deve ser um artefato de uma descida de design (comum) abaixo do ideal, que foi proferido a partir de um ancestral comum, ao invés de ter sido especificamente concebido para cada espécie. E o padrão de descendência comum formado por essa estrutura é muitas vezes apontado como uma forte evidência para a evolução. (Berra, 21; Campbell et al, 509; Futuyma, 47; Johnson e Losos, 298; Johnson e Raven, 286; Mayr, 26). Há um texto que chama de “exemplo clássico” de evidência evolutiva. (Ridley, 45)

biochemistry

Mas agora se sabe que esta previsão é falsa. A estrutura de dígitos nos tetrápodes não se conforma com o padrão de descendência comum. Na verdade, apêndices (estrutura locomotora) têm várias estruturas de dígitos e elas são distribuídas através das espécies de várias maneiras. Isto é encontrado tanto em espécies existentes quanto no registro fóssil. Como explicado pelo evolucionista Stephen Jay Gould, “A conclusão parece inevitável, e uma velha ”certeza” deve ser duramente revertida. (Gould)

Isto significa que os evolucionistas não podem modelar as estruturas e o padrão de distribuição observados, como uma mera consequência de descendência comum. Em vez disso, uma história evolutiva complicada é necessária (Brown) onde a estrutura pentadáctila “re-evolui” em diferentes linhagens, e apêndices evoluem, são perdidas, e depois evoluem novamente. E como concluído em um estudo recente: “Nossos resultados filogenéticos apoiam exemplos independentes de perda de membro completo, bem como vários exemplos de perda e reaquisição de dígitos, tal como a perda e reaquisição da  abertura do ouvido externo (“orelha”). Ainda mais impressionante, encontramos um forte apoio estatístico para a reaquisição de uma forma do corpo (estrutura) pentadáctilo de um ancestral com dígitos a menos… Os resultados do nosso estudo se juntam a um corpo emergente de literatura, mostrando um forte suporte estatístico para a perda de caracteres, seguido por reaquisição evolutiva de estruturas complexas associadas a uma forma generalizada do corpo pentadáctilo.(Siler e Brown)

Referencias:

 

 

Berra, Tim. 1990. Evolution and the Myth of Creationism. Stanford: Stanford University Press.

 

Brown, R., et. al. 2012. “Species delimitation and digit number in a North African skink.” Ecology and Evolution 2:2962-73.

 

Campbell, Neil, et. al. 2011. Biology. 5th ed. San Francisco: Pearson.

 

Darwin, Charles. 1872. The Origin of Species. 6th ed. London: John Murray.

http://darwin-online.org.uk/content/frameset?itemID=F391&viewtype=text&pageseq=1

 

Futuyma, Douglas. 1982. Science on Trial: The Case for Evolution. New York: Pantheon Books.

 

Gould, Steven Jay. 1991. “Eight (or Fewer) Little Piggies.” Natural History 100:22-29.

 

Johnson, G., J. Losos. 2008. The Living World. 5th ed. New York: McGraw-Hill.

 

Johnson, G., P. Raven. 2004. Biology. New York: Holt, Rinehart and Winston.

 

Mayr, Ernst. 2001. What Evolution Is. New York: Basic Books.

 

Ridley, Mark. 1993. Evolution. Boston: Blackwell Scientific.

Siler C., R. Brown. 2011. “Evidence for repeated acquisition and loss of complex body-form characters in an insular clade of Southeast Asian semi-fossorial skinks.” Evolution 65:2641-2663.

 

 

Estudo sugere que os seres humanos podem detectar até mesmo as menores unidades de luz.

By Phys Org 

[Do blog: Texto adaptado – Fontes em Inglês – Imagem do Phys Org ]

 

Uma pesquisa de Patologia Molecular na Áustria mostrou que os seres humanos podem detectar a presença de um único fóton, a menor unidade mensurável de luz. Estudos anteriores haviam estabelecido que indivíduos humanos aclimatados à escuridão, eram capazes de relatar apenas flashes de cinco a sete fótons.

 

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Credit:Petr Kratochvil/public domain 

 

O trabalho foi conduzido por Alipasha Vaziri, professor associado e chefe do Laboratório de Neurotecnologia e Biofísica na Rockefeller e investigador adjunto do Instituto de Pesquisa de Patologia Molecular. Isso foi publicado esta semana na Nature Communications.

º Notável precisão

Se você imaginar isso, é notável: um fóton, a menor entidade física com propriedades quânticas dos quais a luz consiste, está interagindo com um sistema biológico que consiste em bilhões de células, tudo em um ambiente quente e úmido“, diz Vaziri. “A resposta que o fóton gera sobrevive por todo o caminho até o nível de nossa consciência, apesar do (onipresente) ruído de fundo. Qualquer detector feito pelo homem teria de ser arrefecido e isolado do ruído para se comportar da mesma maneira.

Além de gravar a habilidade do olho humano em registrar um único fóton, os pesquisadores descobriram que a probabilidade de fazê-lo foi reforçada quando um segundo fóton havia brilhado alguns segundos antes, como se um fóton “preparasse” o sistema para registrar o próximo.

° Uma fonte de luz quântica

Experimentos designados anteriormente para testarem a sensibilidade do olho humano, sofreram com a falta de tecnologia apropriada, diz Vaziri. “Não é trivial projetar estados de luz que contenham um ou qualquer outro número exato de fótons“, diz ele. “Isso ocorre porque o número de fótons em uma fonte de luz clássica, seja a partir de uma lâmpada ou um laser, segue determinadas distribuições estatísticas. Embora você possa atenuar a luz para reduzir o número de fótons, você normalmente não pode determinar um número exato.

A equipe de Vaziri construiu uma instalação de luz, frequentemente utilizada em óptica quântica e estudos de informação quântica, chamado “spontaneous parametric down-conversions” ou SPDC, que usa um processo em que um fóton de alta energia decai em um cristal não linear. O processo gera exatamente dois fótons com cores complementares. Na montagem experimental, um dos fótons foi enviado para o olho do sujeito, enquanto o outro foi enviada para um detector, permitindo aos cientistas manterem um registo de quando cada fóton foi transmitido para o olho.

º Primeira evidência

Para chegar a suas conclusões, Vaziri e seus colaboradores combinaram a fonte de luz com um protocolo psicofísico inédito, chamado de “duas alternativas de escolha forçada” (2AFC), na qual os sujeitos são repetidamente solicitados para escolherem entre dois intervalos de tempo, onde um dos quais contém um único fóton, enquanto o outro é um espaço em branco.

Os dados recolhidos a partir de mais de 30.000 testes, demonstraram que os seres humanos podem, de fato, detectar um único incidente de fóton em seu olho, com uma probabilidade significativamente acima do acaso.

A próxima coisa que queremos saber é: como é que um sistema biológico atinge essa sensibilidade? Como se consegue isso na presença de ruído? Esse é o único mecanismo para a visão, ou ele poderia nos dizer algo mais geral sobre a forma como os outros sistemas poderiam ter evoluído para detectar sinais fracos na presença de ruído?” indaga Vaziri.