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A Informação É A Base Do Universo?

Por Evolution News – Michael Egnor

[Obs: Texto adaptado – O artigo possui alguns links em inglês – Vídeo adicionado (Não tem no artigo original) no final do artigo do PhD Stephen Meyer, sobre biologia e informação – Vídeos legendados em português, ative as legendas]

 

Big Think tem um artigo interessante, “A Base do Universo Pode Não Ser Energia ou Matéria, Mas Informação“. O autor, Philip Perry, escreve:

Existem muitas teorias sobre qual é a base do universo. Alguns físicos dizem que são partículas subatômicas. Outros acreditam que é energia ou mesmo o espaço-tempo. Uma das teorias mais radicais sugere que a informação é o elemento mais básico do cosmos. Embora esta linha de pensamento emana de meados do século 20, parece estar hoje, desfrutando um pouco de um renascimento entre uma série de cientistas proeminentes.

Considere que, se soubéssemos a composição exata do universo e todas as suas propriedades e tivéssemos energia e conhecimentos suficientes para nos basear, teoricamente, poderíamos dividir o universo em vários 0 e 1 (bits) e usar essa informação, reconstruindo-o de baixo para cima. É a informação; dizem os provedores desta visão, trancada dentro de qualquer componente singular, que nos permite manipular a matéria da forma que escolhermos…

Perry discute várias abordagens para a teoria da informação (por exemplo, informações Shannon), e ele traz o físico teórico John Archibald Wheeler:

[Wheeler] em seus últimos anos foi um forte defensor da teoria da informação. Outro exemplo de ciência desconhecida, Wheeler era um veterano do Projeto Manhattan, cunhou os termos “buraco negro” e “buraco de minhoca”, ajudou a elaborar a “matriz S” com Neils Bohr e colaborou com Einstein em uma teoria unificada da física.

Wheeler disse que o universo tinha três partes: primeiro, “Todas As Coisas São Partículas“, em segundo lugar, “Todas As Coisas São Campos” e, em terceiro lugar, “Todas As Coisas São Informação“. Na década de 1980, ele começou a explorar possíveis conexões entre a teoria da informação e a mecânica quântica. Foi durante este período que ele cunhou a frase “A partir do pouco“. A idéia é que o universo emana da informação inerente a ele. Cada um deles ou uma partícula é um bit. É a partir do bit.

Em 1989, Wheeler produziu um paper para o instituto de Santa Fé, onde ele anunciou, “tudo” – cada partícula, cada campo de força, mesmo o próprio espaço-tempo contínuo – deriva sua função, seu significado, sua própria existência inteira – mesmo que em alguns contextos, indiretamente – do aparelho [respostas evocadas por equipamentos] – produzindo respostas sim-ou-não para perguntas, através de escolhas binárias, bits “.

No mundo dominado por materialistas da ciência moderna, é natural inferir que a matéria (ou campos que movem a matéria) é a realidade fundamental. Mas uma análise cuidadosa da natureza, e particularmente da biologia, sugere que a informação é a realidade básica, da qual a matéria é um meio em que a informação é manifesta.

A centralidade da informação para o mundo natural, e particularmente para o mundo biológico, tem sido a tese orientadora do movimento do design inteligente. Meus colegas, Bill Dembski e Stephen Meyer, em particular, escreveram extensivamente sobre a importância da teoria da informação na compreensão da natureza. Nós, no movimento do DI, apenas continuamos uma linha de pesquisa que remonta bastante ao passado.

 

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O que chamamos de informação é melhor definido como “limitação de resultados” na natureza. A informação é a limitação de configurações particulares e funções da matéria. Os sistemas de informação baixos são caóticos, exibindo uma grande quantidade de estados e relacionamentos (pense nas configurações incontáveis ​​de moléculas de água no oceano). Sistemas de informação elevados, como seres vivos, têm um conjunto restrito de estados e funções. As coisas vivas são mantidas vivas pela homeostase, que é a notável tendência da vida de manter um ambiente fisiológico interno constante. Compreender e manter a homeostase é, por exemplo, essencial para a prática da medicina, onde doenças e ferimentos podem ser entendidos como distúrbios da homeostase.

A tradicional compreensão hilemórfica da natureza – desenvolvida pelos filósofos escolásticos que foram os precursores da Revolução Científica – enfatizava a centralidade da informação (como limitação) de uma forma bastante dramática (e eu acho bastante precisa). Na compreensão hilemórfica, matéria e forma são manifestações de uma realidade mais fundamental, que é potência e ação. A potência é a gama de possibilidades inerentes a uma coisa. O ato é a realidade da coisa, como ela realmente é. Ou seja, agir (forma) é o que faz algo real, e não apenas possível. Usando a terminologia moderna, a informação (forma) é o que torna a natureza real.

Na natureza, a forma se reflete na inteligibilidade de uma coisa. A causa final, que é a teleologia, é a meta para a qual a mudança natural é direcionada e, na natureza (ao contrário dos artefatos), as causas formais e finais são geralmente as mesmas. O crescimento de um fruto em um carvalho tem uma causa formal, a qual é tudo o que pode ser conhecido sobre o carvalho – sua estrutura, função, etc. – e tem uma causa final que é idêntica à sua causa formal. A forma do carvalho também é o que torna o carvalho real, e não apenas o potencial.

As causas formais e finais são, portanto, limitações em estados e funções particulares que uma coisa pode ter. Nesse sentido, as causas formais e finais refletem a informação inerente a uma coisa. Isso se reflete na própria palavra – “in-form-ação” [ in-form-ation].

A informação então, entendida tipicamente como causa formal e final, não é meramente a base da natureza, é o que torna a natureza real, e não o potencial, e essa realidade é exatamente o que é inteligível sobre a natureza. A realidade e inteligibilidade da natureza é aquilo que é mais básico, e é uma informação que confere realidade e inteligibilidade ao mundo natural.

Perry fecha com uma reflexão sobre a fonte da informação da natureza:

Se a natureza da realidade é de fato redutível à própria informação, isso implica em uma mente consciente no destinatário, para interpretá-la e compreendê-la. O próprio Wheeler acreditava em um universo participativo, onde a consciência ocupa um papel central. Alguns cientistas argumentam que o cosmos parece ter propriedades específicas que lhe permitem criar e sustentar a vida. Talvez o que mais se deseje, seja um público cativado e admirado, envolvido em prodigioso esplendor.

Perry chegou perto de reconhecer um designer da natureza, mas suspeita-se que a correção ideológica materialista/ateísta que aflige a ciência, o dissuadiu de chegar a conclusão óbvia. A centralidade da informação da natureza implica uma mente no fim do recebimento – a forma é, afinal, apenas aquilo que é inteligível sobre uma coisa – mas ainda mais importante, a informação pressupõe uma mente no fim da criação.

As formas podem existir nas mentes e nas coisas, mas a existência de causas formais e finais na natureza pressupõe uma mente que direciona os processos naturais para os fins inteligíveis reais. Como Tomás de Aquino escreveu em Quinta Via, assim como inferimos um arqueiro quando vemos uma flecha voando através do ar, é razoável inferir uma mente que visa os processos da natureza de acordo com as regularidades e as leis físicas.

A informação, entendida como causa formal e final, é o que torna a natureza real. E a informação pressupõe um designer.

 

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Teoria da Informação

O artigo abaixo tem tudo haver com a TDI,por isso, para aqueles que querem entender mais sobre esta teoria é importante saber o básico sobre o valor da Informação.

Quando o assunto é código genético ,temos duas possibilidades:

1) Informação shannon

2)Informação funcional e prescritiva.  

 

 

Durante a Segunda Guerra Mundial, na década de 40,com os procedimentos de codificação e decodificação das msgs trocadas entre os aliados ou seus inimigos, a INFORMAÇÃO ganhou estatus de símbolo calculável.Matemáticos e engenheiros passaram a qualificar e otimizar o custo de uma mensagem transmitida entre dois pontos,especialmente via telefone ou telégrafo.Também conhecida como Teoria Matemática da Comunicação, a Teoria da Informação tem como base a quantidade (teor ou taxa) de informação existente em um processo comunicacional.

Os pesquisadores dessa área, ligados aos setores de telecomunicações,
procuram eliminar os eventuais problemas de transmissão(ruídos) em canais físicos, por meio da seleção, escolha e discriminação de signos para conseguir veicular mensagens de forma econômica e precisa.
 
Como não há processo de comunicação isento de erro ou distúrbio (ruído) a
Teoria da Informação busca aumentar o rendimento informativo das mensagens, seja pelo recurso da redundância, seja pela escolha de um código (sistema de símbolos que, por convenção prévia, representa e transmite a mensagem da fonte ao destinatário) mais eficiente.
 
Parece haver três níveis de problemas em comunicação:

 
Problemas técnicos
– referem-se à precisão natransferência de informações do emissor para o receptor.
 
Problemas semânticos

– referem-se à interpretação dosignificado pelo receptor, comparada ao significadopretendido pelo emissor.
 
Problemas de influência ou eficácia
– referem-se ao êxito de, através do significado transmitido ao receptor,provocar a conduta desejada de sua parte.Shannon demonstrou que letras e palavras, escolhidas ao acaso, postas em seqüência e ditadas exclusivamente por considerações de probabilidade (depois das palavras”no caso”, a probabilidade da próxima ser “de” é muito grande),
tendem a formar palavras e frases significativas.Assim, a informação deve ser medida pela entropia. Se uma situação é altamente organizada, a informação, ou a entropia, é baixa.A teoria matemática da comunicação está preocupada, não com o significado de mensagens individuais, mas com a natureza estatística da fonte de informação.No processo de transmissão do sinal, é infelizmente característico que certas coisas não pretendidas pela fonte de informação sejam acrescidas. Essas alterações no sinal podem ser chamadas de ruído.
A incerteza que decorre daliberdade de escolha da parte do emissor é uma incertezadesejável. A incerteza que decorre de erros ou da influênciade ruído é uma incerteza indesejável.Shannon demonstrou que cada canal tem uma capacidadee uma quantidade limite de informações transmitidas. Apartir de um certo ponto, a mensagem começa a ser dominada pelos ruídos que prejudicam a recepção.
 
É interessante observar que enquanto a  informação significa variedade,  novidade,a redundância significa falta de variedade ou simplesmente repetição. A redundância da língua inglesa é de cerca de 50 por cento. Em outras palavras, cerca da metade das letras ou palavras que escolhemos, ao escrever ou falar, é de nossa livre escolha e cerca de metade é realmente controlada pela estrutura estatística da língua. Com isso, é possível economizar tempo de telégrafo, embora manter a redundância pode ser vantajoso pois ajuda a combater o ruído.
 
Obs.: devemos levar em consideração não só a capacidade do canal, como também a capacidade da audiência para não sobrecarregá-la.Em 1940, Shannon trabalhava para a Bell Telephone,publicou um artigo sobre a teoria, que recebeu acréscimos teóricos feitos por Weaver, pesquisador das grandes máquinas de calcular, antes da criação do computador.Ambos eram engenheiros.
 
Shannon e Weaver desenvolveram um modelo linear para o Sistema Geral da Comunicação.Verificaram o processo de comunicação entre dois telefones:Fonte (de informação) – (emitente humano)selecionava, em um conjunto de mensagens possíveis,dada mensagem.
 
Mensagem
 
Codificador (ou emissor), que transforma a mensagem em sinais ;Canal (meio utilizado para a transmissão)Decodificador (ou receptor), que reconstrói a mensagem a partir dos sinais ;Destinação – para quem a mensagem é transmitida.  O objetivo era otimizar o custo de uma mensagem transmitida entre dois pontos, em presença de perturbação aleatória (denominada Ruído), que impede o isomorfismo(que a mensagem inicial chegue de maneira idêntica a seu destino), a plena correspondência entre os dois pólos.
 
 Os pesquisadores pretendiam encontrar a melhor maneira de transmitir as msgs a um custo mais baixo.A proposição desse modelo teórico tinha por objetivo responder a três questões, que são interdependentes.1 – Qual a acuidade (sensibilidade, relevância) de uma transmissão de sinais?2 – Qual o grau de nitidez com que os sinais transmitidos veiculam os significados desejados?3 – Qual a eficiência/eficácia dos significados captados/assimilados no comportamento do receptor? E noque diz respeito à finalidade desejada e prevista pelo emissor/fonte de informação?
4 – Como, portanto, transmitir o máximo de teor informativo pela utilização competente de um   canal,combatendo-se o ruído (sinais parasitários que prejudicam a captação e o entendimento de uma mensagem???)5 – Como avaliar a capacidade de um canal em veicular informação?6 – Como fazer para que a informação, proveniente de uma fonte, atinja um destinatário, produzindo efeitos por ela previsto e intentados?7 – Como conciliar baixo custo e alto rendimento em matéria informacional?
 
O modelo buscava a solução de ordem técnica.
 
O que a eles pode interessar diz respeito ao tempo em que uma linha permanece ocupada, podem querer saber qual a distância entre o início e o fim do processo de transferência; ou, ainda, determinar o grau de nitidez dos sinais vocais ao telefone, etc. Seu interesse concentrava-se nas características morfológicas do sinal/mensagem e na nitidez com que ocorra sua transmissão.
 
Shannon e Weaver pressupõem que haja sentido(informação orientada) em uma mensagem. Bastará que se aperfeiçoe a codificação para que aumente a propriedade semântica da mensagem.
 
Respondam:
1)Ao desenvolverem a TEORIA DA INFORMAÇÃo, qual era a finalidade dos pesquisadores?
2)A Teoria da Informação busca aumentar…
3)Como é composto o esquema do Sistema Geral deComunicação?
4)Quais eram as questões que este modelo teóricovisava responder?