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A complexa gramática da linguagem genômica. [Mas isso é Design Inteligente escancarado! – Jeph Simple]


Publicado pelo Science Daily.

Título do Science Daily: A complexa gramática da linguagem genômica. (Complex grammar of the genomic language)

 

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A “gramática” do código genético humano é mais complexa do que isso, até mesmo mais que idiomas (do mundo todo) construídos de forma muito mais elaborada ( que outros idiomas). Os resultados explicam por que o genoma humano é tão difícil de decifrar – e contribuem para um maior entendimento de como as diferenças genéticas afetam o risco de desenvolvimento de doenças a nível individual.

Um novo estudo do Instituto Karolinska na Suécia mostra que a “gramática” do código genético humano é mais complexa do que isso (ou seja, que nossa gramática), mesmo diante dos idiomas (do mundo todo) construídos de forma muito mais elaborada. Os resultados, publicados na revista Nature, explicam por que o genoma humano é tão difícil de decifrar – e contribui para um maior entendimento de como as diferenças genéticas afetam o risco de desenvolvimento de doenças a nível individual.

O genoma contém todas as informações necessárias para construir e manter um organismo, mas também mantém os detalhes de um indivíduo com risco de desenvolvimento de doenças comuns, tais como diabetes, doenças cardíacas e câncer“, diz o autor principal do estudo, Arttu Jolma, estudante de doutorado no Departamento de Biociências e Nutrição. “Se nós podemos melhorar a nossa capacidade de ler e compreender o genoma humano, assim também, seremos capazes de fazer melhor uso da informação genômica; que rapidamente se acumula em um grande número de doenças, para benefícios médicos.

A sequenciação do genoma humano em 2000 revelou como as 3 bilhões de letras  A, C, G e T, que compõem o genoma humano , são ordenadas. No entanto, sabendo apenas a ordem das letras não é suficiente para traduzir as descobertas da genômica em benefícios médicos; também é preciso entender o que as sequências de letras significam. Em outras palavras, é necessário identificar as “palavras” e “gramática” da língua do genoma.

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As células do nosso corpo têm genomas quase idênticos, mas que diferem um do outro devido a diferentes genes que estão ativos (expressos) em diferentes tipos de células. Cada gene tem uma região reguladora que contém as instruções de controlo, quando e onde o gene é expresso. Este código regulador do gene é lido por proteínas chamadas fatores de transcrição que se ligam ao “DNA words”  específico e, ou aumentam ou diminuem a expressão do gene associado.

Sob a supervisão do Professor Jussi Taipale, pesquisadores do Karolinska Institutet já identificaram a maioria das palavras de DNA reconhecidas por fatores de transcrição individuais. No entanto, tal como na linguagem humana natural, as palavras do DNA podem ser unidas para formarem palavras compostas, que são lidas por vários factores de transcrição. No entanto, o mecanismo pelo qual tais palavras compostas são lidas não foi analisado anteriormente. Por isso, em seu estudo recente na revista Nature, a equipe de Taipale examina as preferências de ligação dos pares de fatores de transcrição, e sistematicamente mapeia as palavras que se ligam no DNA composto.

A análise revela que a gramática do código genético é muito mais complexa que os mais complexos idiomas humanos. Em vez de simplesmente juntar duas palavras entre si por um espaço de exclusão, as palavras individuais que são unidas em palavras compostas de DNA são alteradas, levando a um grande número de palavras completamente novas.

“Nosso estudo identificou muitas dessas palavras, aumentando a compreensão de como os genes são regulados, tanto no seu desenvolvimento normal quanto no do câncer”, diz Arttu Jolma. “Os resultados abrem caminho para decifrar o código genético que controla a expressão de genes.”

[Grifo meu]

[Texto adaptado]

Journal Reference:

  1. Arttu Jolma, Yimeng Yin, Kazuhiro R. Nitta, Kashyap Dave, Alexander Popov, Minna Taipale, Martin Enge, Teemu Kivioja, Ekaterina Morgunova, Jussi Taipale. DNA-dependent formation of transcription factor pairs alters their binding specificity. Nature, 2015; DOI:10.1038/nature15518
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12 Comentários

  1. madam pomfrey disse:

    “Gramática” com muitas aspas, mais uma vez

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    • jephsimple disse:

      Madam Pomfrey,

      “Gramática” com muitas aspas, mais uma vez

      Oh sim! Segue a listinha de palavrinhas que são com muitas aspas (oh! umas mil aspas):

      “difícil de decifrar”

      “código genético”

      “é mais complexa do que isso”

      “O genoma contém todas as informações”

      “construir”

      “manter”

      “nossa capacidade de ler e compreender o genoma humano”

      “fazer melhor uso da informação genômica”

      “apenas a ordem das letras não é suficiente para traduzir as descobertas da genômica”

      “é preciso entender o que as sequências de letras significam.”

      “é necessário identificar as “palavras” e “gramática” da língua do genoma.”

      “Cada gene tem uma região reguladora que contém as instruções de controlo”

      “Este código regulador do gene é lido”

      “fatores de transcrição”

      “tal como na linguagem humana natural, as palavras do DNA podem ser unidas para formarem palavras compostas, que são lidas por vários factores de transcrição.”

      “o mecanismo pelo qual tais palavras compostas são lidas não foi analisado anteriormente”

      “a gramática do código genético é muito mais complexa que os mais complexos idiomas humanos.”

      “Nosso estudo identificou muitas dessas palavras, aumentando a compreensão de como os genes são regulados”

      Mas… Ohhh, sim… O artigo não faz qualquer menção a evolução estúpida… E deveria né? Ela seria sem aspas… E o resto… Tudo com aspas. 🙂

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  2. madam pomfrey disse:

    Vejam lá se percebem que “gramática” é apenas uma analogia.

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    • jephsimple disse:

      Vejam lá se percebem que “gramática” é apenas uma analogia.

      Como não? Analogicamente difícil de decifrar, por ser analogicamente mais, muito mais complexa que a gramatica mais bem elaborada pelos humanos, incluso a isto toda a listinha, nos temos um poema no Science Daily … Afinal deixaram de lado a nada analógica, mas verdadeira evolução estúpida… Menos poesia e mais ciência 😀 … Senão os inteligentistas piram no soneto…

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  3. Netnature ja detonou essa mentira

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    • jephsimple disse:

      Oh, a Netnature desmentiu o Science Daily … Oh! Fogo amigo na Nature … Como se houvesse qualquer relação entre o Science Daily e a TDI …
      Tudo que os crente da evolução estúpida, medíocre tem pra fazer é negar semiose em biologia.

      Mas isso não é problema meu…

      Um aviso: trollagem neste blog não é bem vinda, nem aturada.

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  4. Ana Silva disse:

    Jefferson:

    O artigo é interessante, sim senhora. Obrigada por me ter chamado a atenção.

    Pessoalmente penso que não seria má ideia colocar um comentário pessoal no fim do post (como costuma fazer o Mats) para dar contexto (explicar a razão que o leva a escolher e postar o texto).

    Como já “trocamos comentários” há tanto tempo, Jefferson, e tendo em conta as suas respostas nesta secção de comentários, imagino que o propósito deste post é que o leitor chegue à conclusão de que como tudo o que está relacionado com DNA é tão “complexo”, então só pode ser obra de design inteligente.

    Afinal existe uma “gramática” e tudo!

    Na verdade este parece ser um argumento de incredulidade pessoal: “não acredito que seja possível isto acontece doutra forma, logo… foi um designer inteligente”. Como tal, não é propriamente um argumento válido por si só.

    Não sei nada sobre o aparecimento e “evolução” sobe os sistemas de controle de transcrição de DNA, para lá do facto de ser diferente em eucariotas e procariotas (são mais “complexos” em eucariotas). Mas já é velha a discussão sobre a possibilidade de “sistemas complexos” poderem ter surgido e evoluído (como por exemplo o já tão discutido ciclo de Krebs). E existem muitos mais exemplos de sistemas “complexos” para o qual existem propostas bastante válidas de evolução (incluindo os 4 exemplos apresentados por Michael Behe no seu livro “A caixa negra de Darwin”).

    Ou seja, pode-se saber pouco sobre a evolução dos “complexos” mecanismos de regulação da transcrição de DNA e produção de proteínas, mas o que se sabe sobre a evolução de outros “sistemas complexos” permite-nos aceitar como possível a hipótese da sua evolução ao longo do tempo.

    Nota: Só uma sugestão, Jefferson, mas se aumentar o tamanho das letras torna-se mais fácil ler os seus posts num tablet ou telemóvel.

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    • jephsimple disse:

      Ana,

      Pessoalmente penso que não seria má ideia colocar um comentário pessoal no fim do post (como costuma fazer o Mats) para dar contexto (explicar a razão que o leva a escolher e postar o texto)

      O foco deste blog é majoritariamente sobre o design inteligente, textos relacionados a biologia sempre serão para expor evidências de design inteligente e/ou oposição a evolução materialista.

      Sobre o tamanho das letras, infelizmente é o tema do blog. E os melhores temas são pagos. E acho desnecessário. Vou ficar devendo essa, rs… Mas obrigado pelas dicas.

      E sobre o “é muito complexo, então é obra de design inteligente” … É falso, com todo respeito, esse termo “muito complexo” é exageradamente genérico… Inteligencia produz complexidade e complexidade especificada… O modelo de efeito de inteligência para a TDI é o homem … Até mesmo a busca por vida inteligente fora da terra se baseia sobre o que sabemos sobre os efeitos do designer humano. Claro que nossa inferência é restrita…

      Mas qualquer inteligência deve produzir algo em comum… Isso pq existem certas características que não podem surgir por acidente, acaso, sem propósito, intenção, objetivos específicos, planejamento. Essa é exatamente a parte sobre incredulidade pessoal … Bom realmente, é uma questão de incredulidade pessoal… Certas características surgiram acidentalmente, sem direcionamento, por acaso e etc…

      Tenho certeza que o SETI e Arqueologia Forense tem esse tipo de método incluído em seus escopo de investigação…

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      • Ana Silva disse:

        Jefferson:

        Quando me referi ao tamanho das letras, estava a referir-me ao tamanho das letras no texto. Por exemplo eu não consigo ler os seus posts sem os meus óculos, ao contrário dos posts do Mats.

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      • jephsimple disse:

        Ana,

        Quando me referi ao tamanho das letras, estava a referir-me ao tamanho das letras no texto. Por exemplo eu não consigo ler os seus posts sem os meus óculos, ao contrário dos posts do Mats.

        Vou ficar devendo essa, é por questão de estética do blog, pra quem acessa o blog do computador, o mesmo é de fácil leitura…. O que eu posso sugerir é aumentar o zoom, caso você não sabia, sem ofensas.

        Apesar da profunda divergência…

        Paz.

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