A origem das plantas depende da “pré-adaptação”, outra palavra para “Preparação”.


Por Ann Gauger – Evolution News

closterium strigosum

Um dos problemas mais difíceis para os biólogos evolucionistas está em explicar como é que adaptações gerem e aparecem na hora certa para que o próximo estágio evolutivo possa tomar o seu lugar. Este problema foi sucintamente resumido por Hugo de Vries, um botânico holandês. Parafraseando: Não é a sobrevivência do mais apto, é a chegada do mais apto que precisa de explicação.

Para contornar o problema, os biólogos evolucionistas atuais usam uma palavra especificamente para este problema: a pré-adaptação. Em outras palavras, as coisas ficam prontas para o que está por vir antes de sua chegada. Aqui está um exemplo que o Science Daily relata:

[A] equipe de cientistas de John Innes Centre, da Universidade de Wisconsin, Madison, e outros colaboradores internacionais, descobriram como uma alga antiga foi capaz de habitar a terra, antes dela passar a evoluir a primeira planta do mundo e colonizar a terra …

Dr. Delaux disse: “Em algum momento, 450 milhões de anos atrás, alguma alga das águas da Terra espirrou na terra estéril e de alguma forma ela sobreviveu e se enraizou; um momento decisivo que deu o pontapé inicial a evolução da vida na Terra. Nossa descoberta mostra pela primeira vez que a alga já sabia como sobreviver em terra, enquanto ela ainda estava na água. Sem o desenvolvimento desta capacidade de pré-adaptação na alga, a terra poderia ser um lugar muito diferente hoje.  [grifo nosso].

Imagine este cenário: Antes das plantas terem colonizado a terra há 450 milhões de anos atrás, a única coisa na terra seria um tipo antigo de fungo. Uma espécie antiga de algas, o precursor de plantas modernas, está a viver no mar. Por alguma razão desconhecida desenvolve caminhos que lhe permitem ter uma relação simbiótica com o fungo, sem os quais não poderia sobreviver em terra.

Como sabemos disso? Os genes para a via simbiótica existe nas versões modernas da antiga alga.

O Dr. Delaux e os colaboradores analisaram o DNA e RNA de algumas das primeiras plantas terrestres conhecidas e algas verdes e encontraram  evidências de que seu ancestral compartilhado de algas vivendo em águas da Terra já possuíam o conjunto dos genes, ou caminhos simbióticos, que são necessários para detectar e interagir com o benéfico fungo AM [micorrizas  arbusculares / arbuscular mycorrhiza (inglês)].

Com a via presente, quando chegasse a hora e a alga espirrada acima, para a costa, ela estava aparelhada para compartilhar recursos com as espécies de fungos que estavam lá. Talvez ela teve que ser espirrada muitas vezes antes de ter montado o caminho necessário. Todas as vezes, porém, ele teria morrido sem a relação simbiótica com o fungo. Apenas através da via simbiótica é que a alga poderia sobreviver em terra.

É difícil explicar como um caminho necessário para sobreviver poderia desenvolver-se aos poucos, quando não há nenhum benefício até que a coisa toda é montada. (Isso é um eufemismo). Talvez ela estava usando o caminho para outra coisa, alguns diriam, e isso só aconteceu para fornecer os meios para a simbiose. Nós só seriamos produzidos num mundo de sorte onde a via para a simbiose fosse montada.

Eu tenderia a descontar essa história pré-adaptacionista,  por ser tão improvável por motivos darwinianos, não fosse eu um proponente do design inteligente. Existem inúmeros outros exemplos paralelos a este, apesar de tudo. Nós encontramos genes pré-adaptados (em inglês) em animais que nunca desenvolveram os planos ou estruturas do corpo que requerem esses genes. O que eles estão fazendo lá?

Quando os organismos desenvolvem os genes e vias, seus descendentes vão usar em algum momento no futuro, antes de precisar deles para uma determinada coisa, isto é chamado de pré-adaptação, exaptação, ou cooptação. O que quer que você o chame, ou é um processo dirigido ou algo extremamente afortunado. A evidência de evolução dirigida, planejamento, ou qualquer tipo de previsão é hostil ao darwinismo, talvez por isso, não é surpreendente que o nome de pré-adaptação é atribuído, e ele é deixado para isso. Mas a previsão é exatamente do que esperamos de processos concebidos. Pré-adaptação é outra palavra para preparação – algo que todos nós devemos reconhecer como uma marca de design.

Créditos da imagem: alga verde, por Michael Melkonian via John Innes Centre.

[Texto adaptado] 

 

Obs: Este artigo possui links em inglês, além de outros links que você pode acessar na página do Evolution News.

16 comentários sobre “A origem das plantas depende da “pré-adaptação”, outra palavra para “Preparação”.

  1. Oh jephsimple, desculpe lá mas quem sabe um bocadinho de genética de populações sabe que não é preciso ser tudo dirigido (por selecção natural ou seja lá por aquilo que for) para as coisas poderem vir a ser úteis. Voltemos novamente ao exemplo em que foi encontrada função em sequências proteicas aleatórias.

    [[O que esse comentário tem a ver com este artigo? – jeph simple]]

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  2. É uma resposta a isto: «É difícil explicar como um caminho necessário para sobreviver poderia desenvolver-se aos poucos, quando não há nenhum benefício até que a coisa toda é montada. (Isso é um eufemismo). Talvez ela estava usando o caminho para outra coisa, alguns diriam, e isso só aconteceu para fornecer os meios para a simbiose. Nós só seriamos produzidos num mundo de sorte onde a via para a simbiose fosse montada.

    Eu tenderia a descontar essa história pré-adaptacionista, por ser tão improvável por motivos darwinianos, não fosse eu um proponente do design inteligente. Existem inúmeros outros exemplos paralelos a este, apesar de tudo. Nós encontramos genes pré-adaptados (em inglês) em animais que nunca desenvolveram os planos ou estruturas do corpo que requerem esses genes. O que eles estão fazendo lá?»

    Devo ainda acrescentar ao meu comentário anterior: Mesmo que algo não sirva para nada no imediato, pode-se ir aguentando na população se não for prejudicial ou prejudicial o suficiente.

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    • Há mais no texto … Diga-se de passagem…

      Mesmo que algo não sirva para nada no imediato, pode-se ir aguentando na população se não for prejudicial ou prejudicial o suficiente.

      Isso é crença materialista/naturalista … DI não tem essa crença de que, como que sobre uma espécie de magia, alguma função que não existe, que é inútil, no MOMENTO CERTO, sem NENHUM MOTIVO ela passa a ser usada… Esquecem-se que na natureza que eles mesmo classificam como algo sem propósito, sem qualquer objetivo final, não pode exibir comportamentos metafísicos, como saber qual é o momento certo, qual função é de fato função… Então nessa filosofia as coisas acontecem como se fosse magia pura.

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      • Não é questão de crença é genética de populações. Mutações na sua maioria são neutras, certo? Isso significa que não tem um impacto significativo nos organismos nem para bem nem para mal. Daí é perfeitamente esperado que muitas coisas se passem que não sejam úteis nem prejudiciais de imediato, pelo que demoram mais a sair da população, isto é se saírem alguma vez. No entanto tudo isto de adaptativo e não adaptativo depende do contexto. O contexto pode mudar e aquilo que dantes não fazia nada, mas que se aguentou por não ser prejudicial provavelmente passará a ter algum tipo de impacto (que pode muito bem ser adaptativo).

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      • Estou me referindo as bases fundamentais do naturalismo… Eu posso muito bem aceitar a genética sobre os fundamentos do design inteligente. Sendo oposto ao evolucionismo que se sustenta em eventos aleatórios, sorte, tempo profundo, e “não sei como, mas que acontece, acontece“… Design se baseia em informação, em instrução, em regulagens, engrenagens, motores, engenharia sofisticada, fins, objetivos, escolhas.

        Assim, nesse caso, não estou nenhum pouco preocupado com o que ocorre nos seres vivos prontos, com maquinas específicas dentro de si e acima de tudo informação. Está bem claro para mim a relação intrínseca entre seres vivos e informação, entre seres vivos e maquinas sofisticadas. E aleatoriedade não é o motor dessa sofisticação, nem da informação, que está acima de tudo.

        Eu estou confrontando o naturalismo metafísico e suas fantasias. Seu reducionismo absurdo a eventos não teleológicos idênticos a magia.

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      • “Estou me referindo as bases fundamentais do naturalismo… Eu posso muito bem aceitar a genética sobre os fundamentos do design inteligente.” Eu acabei de explicar que a genética diz que não é preciso designer. Um designer aqui é no máximo redundante.

        O Jeph disse: “E aleatoriedade não é o motor dessa sofisticação, nem da informação, que está acima de tudo.” As mutações aleatórias e a selecção natural, etc. são as únicas causas conhecidas que explicam os factos da natureza dos seres vivos (sem precisar de designer). Quanto ao designer, não existe confirmação independente para a sua existência sequer.

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      • Eu acabei de explicar que a genética diz que não é preciso designer. Um designer aqui é no máximo redundante.

        Pela ultima vez, design inteligente não é uma teoria sobre designer, o designer em si não é o objeto de estudo do design inteligente, o único designer conhecido pelo ID são os humanos… A TDI não sabe quem é o designer, nem sabe seu modus operandi, a TDI apenas detecta sinais de inteligência, o designer não é uma inferência absoluta, é a melhor inferência, é a mais parcimoniosa, ela conflita com probabilidades de determinados sinais ocorrerem por acaso, sorte, acidente, coincidência.

        Então pela ultima vez, não vou ficar me prendendo a argumentos que não fazem parte do ID… E obviamente a genética tem relação intrínseca com o design inteligente, por que, pela ultima vez, INSTRUÇÃO: é design; CODIFICAÇÃO: é design, REPARO: é design; CORREÇÃO: é design, IDENTIFICAÇÃO DE DEFEITOS E ERROS: é design. ENGENHARIA: é design; INFORMAÇÃO: é design; ESCOLHA: é design, PREPARAÇÃO: é design.

        As mutações aleatórias e a selecção natural, etc. são as únicas causas conhecidas que explicam os factos da natureza dos seres vivos

        Não explica por que se não me falhe a memória nem mutação e nem seleção explica a origem da informação, da instrução, dos sistemas específicos de replicação, decodificação e reparos precisos, sem informação etc e tal, não há vida, sem vida não há variação e nem mesmo eliminação… E por ultimo o naturalismo metafísico exclui propósitos, teleologia em mutações e seleção natural, assim são dois conceitos ilusórios, que só funcionam dentro de uma crença filosófica, não no mundo real. O próprio conceito de busca, filtragem, retenção de informação transcende a crença do naturalismo metafísico. Assim o naturalismo metafísico em si, não suporta a si mesmo para explicar de forma parcimoniosa e objetiva o mundo real.

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      • Se vcs querem que a ideia de design verdadeiro, o qual pressupõe um designer como explicação, seja aceite, então têm que arranjar evidências que não deixem dúvidas e de preferência confirmação independente para essa causa – mesmo que queiram deixar de fora detalhes sobre o designer (tais como o motivo, a personalidade, etc do designer.

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      • Se vcs querem que a ideia de design verdadeiro, o qual pressupõe um designer como explicação, seja aceite, então têm que arranjar evidências que não deixem dúvidas e de preferência confirmação independente para essa causa

        O design inteligente não espera que sua posição seja ACEITE, a posição do design é verdadeira ou falsa, independente da crença das pessoas, seja quem for, ainda que toda a comunidade não aceite o design, a sua validade não está na aceitação subjetiva de mentes que supostamente evoluíram de seres irracionais, isso é irrelevante… O que importa é se os dados suportam o design, e até aqui cada vez mais dados tem surgido para apoiar o design, mesmo a evolução se utiliza de linguagem metafísica de design para tentar explicar os seres vivos, mas o surgimento de novas espécies a partir de informação já existente.

        Ultima vez, designer não é explicação, é inferência, explicação é o design. É uma questão de parcimônia… Pela ultima vez, se o naturalismo metafísico puder, suportando a si mesmo, sem malabarismos epistêmicos, explicar o aparecimento de design tendo como inferência o acaso, acidentes, sorte, coincidências uma atrás da outra, magia, a inferência lógica de designer é refutada, e o design pode ser provado como apenas algo aparente, ilusório, falso, coisa da cabeça de muitos humanos e só.

        ... …mesmo que queiram deixar de fora detalhes sobre o designer …. …

        Na verdade se houvesse detalhes precisos sobre o designer seria tolice a existência de uma TEORIA do Design inteligente. Assim como se soubessemos como a vida surgiu de FATO e de VERDADE, seria tolice haverem teorias sobre a origem da vida.

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      • Mas mais uma vez, pode dar as voltas que quiser, mas o design como explicação pressupõe a acção de um designer – isso é a verdadeira explicação!

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      • Mas mais uma vez, pode dar as voltas que quiser, mas o design como explicação pressupõe a acção de um designer – isso é a verdadeira explicação!

        O designer é inferência1 lógica, obvia …. O próximo comentário com essa mesma argumentação será excluído.

        1Inferência
        substantivo feminino
        1.
        ação ou efeito de inferir; conclusão, indução.
        2.
        lóg operação intelectual por meio da qual se afirma a verdade de uma proposição em decorrência de sua ligação com outras já reconhecidas como verdadeiras.

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      • Lógica e óbvia? Como é que vc quer inferir um designer se existem explicações muito melhores para as observações que o fazem no máximo redundante e fica sem qualquer tipo de confirmação independente?

        Qual parte aqui você não leu ????????????????????????

        >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Então pela ultima vez, não vou ficar me prendendo a argumentos que não fazem parte do ID… E obviamente a genética tem relação intrínseca com o design inteligente, por que, pela ultima vez, INSTRUÇÃO: é design; CODIFICAÇÃO: é design, REPARO: é design; CORREÇÃO: é design, IDENTIFICAÇÃO DE DEFEITOS E ERROS: é design. ENGENHARIA: é design; INFORMAÇÃO: é design; ESCOLHA: é design, PREPARAÇÃO: é design. <<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<

        Se você nega esses sinais, se você nega informação, se nega esses fatos, isso não é um problema meu… Se você acha que essas coisas podem surgir por acaso, acidente, por sorte, ou magia que seja, também não é um problema meu.

        Isso é um caso positivo para design e posteriormente uma inferência óbvia e lógica para designer, queres anular o designer, anule o design, é simples. Ponto final… pt saudações… Estou falando “oitantas” vezes a mesma coisa, não vou ficar mastigando isso pra você.

        E se você não aceita design, e eu com isso? A vida é sua, a mente é sua, a escolha é sua. Estás satisfeito? Então pronto, segue sua posição,que eu sigo aqui o design inteligente

        [[jeph simple]]

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      • Isso são apenas os nomes que nós damos por analogia a estes fenómenos naturais, isso não implica que os mesmos tenham uma origem inteligente.

        Pra quem não entende bulufas de genética cola, você acha mesmo que o DNA não codifica proteínas, que o ribossoma não decodifica, você acha que chaperonas não fazem sua função, você acha que o flagelo não é um motor, você acha que não existe detecção e correção de erros, você acha mesmo que seres vivos se replicam por acidentes químicos… Por favor né?

        Sinto muito, eu não acredito nessa propaganda… Engraçado, mutação, aleatoriedade também são só analogias? Caos, desordem, sorte, acidentes, são só analogias?

        E isso aqui é o que, magia?
        [[jeph simple]]

        v
        v
        v
        v

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      • Eu diria que magia é mais para o lado dos criacionistas – especialmente os da Terra jovem…

        “magia é mais para o lado dos criacionistas”

        O criacionismo, e mesmo religiões acreditam num criador(es) consciente… O criacionismo crê numa causa eterna, consciente, livre, onipotente, onipresente.
        O que não deixa de ter sua magia… Mas o naturalismo metafísico, é magia
        pura por definição… Sem mais nem menos e “puff” surge o universo e “dentro” desse universo … Puff surge matéria, energia, e essas coisas dão origem através de “puffs” a toda sintonia, a informação, a eventos quânticos contrários a física clássica, dão origem a vida e a seres racionais, conscientes da própria existência… É um fenômeno e só, é uma magia em si mesma.
        [[ jeph simple ]]

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      • “Não, nós explicamos, quem não explica os mecanismos da criação são os criacionistas. Isso é que dá a ideia que é mesmo um grande “puff””

        Conversa mole… Nem vou perder meu tempo, não vou voltar com os mesmos argumentos…

        Alias eu já perdi tempo demais debatendo contigo, com todo respeito… Mas não estou interessado na sua crença sobre as explicações supostamente verdadeiras acerca do universo e da vida… Tão pouco preciso que você me ensine alguma coisa sobre naturalismo metafísico, sobre materialismo filosófico, biologia, biologia evolutiva, tão pouco eu quero lhe ensinar qualquer coisa… Então essa conversa já deu.

        Não estou interessado nos seus argumentos. Segue a sua crença que eu sigo a minha e fica todo mundo feliz.

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