A evolução darwinista é “indispensável” para a Biologia?


By  Enézio E. de Almeida Filho

 

Michael Egnor 18 de outubro de 2013 4:28 PM | Permalink
Larry Moran tem uma postagem divertida sobre a evolução como um dos novos conceitos fundamentais em bioquímica e biologia molecular. Se você tem que proclamar periodicamente ao mundo da indispensabilidade de sua disciplina científica, então sua disciplina científica não é indispensável.
Da American Society for Biochemistry and Molecular Biology, com meu comentário:
A Importância Central da Teoria da Evolução em todas as Ciências Biológicas
“Assim como é para todas as ciências biológicas, a evolução é um conceito fundamental em bioquímica e biologia molecular”.
A evolução é irrelevante para a bioquímica e biologia molecular. A bioquímica e a biologia molecular são, é claro, bem importantes no desenvolvimento de uma compreensão da história evolucionária. O nosso entendimento da história evolucionária é dependente (em grande parte) na bioquímica e biologia molecular. Afirmar a dependência reversa é raciocinar em círculo.
“Um entendimento da história evolucionária partilhada por todos os sistemas vivos em nosso planeta é assim crítica para qualquer estudante dessas disciplinas”.
Vide acima. A bioquímica e a biologia molecular são uma grande parte da evidência da evolução. Portanto, a evolução não pode ser uma grande parte da evidência para a bioquímica e biologia molecular.
“A teoria evolucionária guia os esforços experimentais através da bioquímica e biologia molecular.”
Bobagem. As inferências evolucionárias, se boas ou más estórias, são irrelevantes para pesquisa em bioquímica e biologia molecular. Muito, se não a maior parte da pesquisa em bioquímica e biologia molecular é conduzida em escolas de medicina, que não ensinam biologia evolucionária e não têm departamentos de biologia evolucionária.
“Isso varia da comparação de enzimas relacionadas de espécies diferentes pela identificação de resíduos de sítios ativos fundamentais…”
A bioquímica e a biologia molecular pode ser usada para inferir ancestralidade comum evolucionária (o design comum também é uma inferência razoável). A inferência para a ancestralidade evolucionária baseada na bioquímica e biologia molecular não pode então contribuir para a pesquisa em bioquímica e biologia molecular, porque, conforme destacado acima, isso seria raciocinar em círculo.
“… até ao uso de comparações interespécies na determinação de funções de genes…”
Idem.
“até a procura de genes responsáveis para doenças genéticas usando abordagens filogenéticos para o estudo de mecanismos reguladores que guiam o desenvolvimento.”
As doenças têm causas próximas e evolucionárias. Os bioquímicos e biólogos moleculares estudam causas próximas. Os biólogos evolucionistas inventam estórias evolucionárias baseada na pesquisa de causas próximas. A contribuição é unidirecional.
“Nossas tentativas em compreender as moléculas humanas e processos são imensamente aprimoradas pela nossa compreensão de seus contrapartes em outros organismos.”
A similaridade entre humanos e outros organismos é estabelecida pela bioquímica, biologia molecular, fisiologia, anatomia, etc. Baseadas em similaridades, as inferências evolucionárias são invocadas pelos biólogos evolucionistas. Se os bioquímicos etc. afirmassem que as estórias evolucionárias fossem essenciais ao seu trabalho, eles estariam… raciocinando em círculo. Mas, é claro, eles na verdade não afirmam isso. Eles apenas prestam homenagem à evolução para manter longe os darwinistas.
“Nossos esforços em lidar com um novo patógeno humano – viral, bacteriano, ou eucariótico – são aprimorados incomensuravelmente por prévios estudos de vírus ou organismos relacionados ao patógeno.”
“Relacionados” é determinado pela bioquímica e a biologia molecular. As estórias evolucionárias sobre relacionalidade são derivadas das similaridades bioquímicas e moleculares. Portanto, a evolução é informada pela, mas não informa, bioquímica e biologia molecular.
O comentário saliente sobre esses louvores tolos à evolução foram feitos por um importante biólogo molecular e membro da National Academy of Sciences dos Estados Unidos, Philip Skell:
“[A] forma moderna da teoria de Darwin foi elevada ao seu atual status elevado porque dizem ser a pedra angular da biologia experimental moderna. Mas isso é correto? “Embora a grande maioria dos biólogos, provavelmente, concordaria com a máxima de Theodosius Dobzhansky de que ‘nada em biologia faz sentido a não ser à luz da evolução’, a maioria pode conduzir seu trabalho bem felizmente sem referência particular às ideias evolucionárias”, A.S. Wilkins, editor do journal BioEssays, escreveu em 2000. “A evolução pareceria ser a ideia unificadora indispensável e, ao mesmo tempo, uma ideia altamente supérflua”.
Eu tenderia concordar. Certamente, minha pesquisa com antibióticos durante a Segunda Guerra Mundial não recebeu nenhuma orientação dos insights fornecidos pela evolução darwinista. Nem a descoberta da inibição bacteriana pela penicilina por Alexander Fleming. Recentemente eu perguntei a mais de 70 pesquisadores eminentes se eles teriam feito seu trabalho diferentemente se eles tivessem pensado que a teoria de Darwin estivesse errada. As respostas foram todas a mesma: Não.
Eu também examinei as descobertas biológicas prominentes do século passado: a descoberta da dupla hélice [do DNA]; a caracterização do ribossomo; o mapeamento dos genomas; pesquisas em reações a remédios e drogas; melhoras na produção de alimentos e saneamento público; o desenvolvimento de novas cirurgias; e outras. Eu até perguntei biólogos trabalhando em áreas onde alguém esperaria o paradigma darwinista ter mais beneficiado a pesquisa, tal como o surgimento de resistência a antibióticos e pesticidas. Aqui, e em outras áreas, eu descobri que a teoria de Darwin não tinha fornecido nenhuma direção discernível, mas foi trazida, após as descobertas, como um verniz narrativo interessante.”
As afirmações circulares absurdas da indispensabilidade da evolução para as disciplinas biológicas – as próprias ciências nas quais a biologia evolucionária se alimenta – é mais evidência de que o verniz narrativo darwinista está usando é tão fino que a evolução precisa de uma maratona telivisiva aqui e ali para torná-la parecer relevante.

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