A Religião do Relojoeiro Cego.


Philip Johnson
Professor de Direito
Universidade da Califórnia, Berkeley

Nota do editor[Jornal Infinito]:
O Dr. Stephen Gould, professor de paleontologia da Universidade de Harvard e um dos mais importantes líderes do darwinismo, recentemente, quebrou o seu longo silêncio em relação ao ataque ao darwinismo no livro “Darwin on Trial” (Darwin em Julgamento), escrito pelo professor de direito Philip Johnson.

Gould respondeu com uma crítica do livro, constante em três páginas (julho de 1992) da Scientific American. Nesta crítica, Gould puniu Johnson pelo que percebeu como sendo um abuso e uma omissão de evidências científicas, uma falha no conhecimento da lógica do pensamento evolucionista e a inabilidade do autor em convencer e fazer justiça ao debater os pontos de vista dos temas científicos.

Respondendo, Johnson perguntou aos editores da Scientific American se eles poderiam conceder-lhe um espaço igual para responder a Gould e isto lhe foi negado. Num esforço para permitir a Johnson a oportunidade de rebater às suas críticas, a resposta de Johnson sai na íntegra. A crítica de Gould está sumarizada no final da refutação de Johnson.

“A biologia é o estudo de coisas complicadas que oferecem a aparência de terem sido desenhadas com um intento”. Assim escreveu Richard Dawkins, autor do livro “O Relojoeiro Cego”.

Sendo um darwinista, Dawkins afirma que esta é uma ilusão enganosa e que os organismos vivos são, verdadeiramente, o produto sem propósito algum de forças materiais aleatórias, variações genéticas e seleção natural.

Esta tese do Relojoeiro Cego é a alegação mais importante da biologia evolutiva.”Se os cientistas fossem capazes de dizer somente que os peixes primitivos de algum modo (grifo do autor) se transformaram em anfíbios, depois em mamíferos e, finalmente, em humanos, ninguém ficaria impressionado. Sem um mecanismo de credibilidade, a transformação de um peixe em ser humano torna-se tão miraculosa quanto a criação do homem feita a partir da poeira da terra”. (grifo do autor).

“O que faz a história da evolução impressionante é que os cientistas darwinistas pensam saber como tais transformações ocorreram através de processo naturais, sem necessitarem dos conselhos divinos ou forças orientadoras não naturais”.

A tese do Relojoeiro Cego possui um enorme significado religioso, porque ela pretende explicar a história da vida sem deixar papel algum para um Criador sobrenatural.

“Antes de Darwin”, escreveu Stephen Jay Gould, “pensávamos que um Deus benevolente nos havia criado”. Depois da aceitação do darwinismo, esta crença tornou-se intelectualmente intolerável. De acordo com Gould: “Nenhum espírito interventor nos observa Amorosamente acima das atribuições da natureza (embora o deus do relógio de Newton tivesse acertado o seu maquinário no início dos tempos, para depois deixá-lo funcionando). Nenhuma força vital impulsiona às mudanças evolutivas. E, por mais que pensemos em Deus, sua existência não se manifesta nos produtos da natureza”.

Deus, como sendo uma causa primeira remota, conseqüentemente, permaneceu com possibilidade, mas Deus como criador ativo é absolutamente banido pela tese do Relojoeiro cego. Esta é a causa da exaltação de Dawkins porque “Darwin possibilitou isto devido ao fato de ser intelectualmente um ateu. O que não significa que Darwin possa ter tornado isto impossível devido ao fato de ele não ter sido nada mais do que um ateu”.

Por exemplo, darwinismo e teísmo poderiam ser facilmente reconciliados por aqueles que, semelhantemente a Asa Gray e Charles D. Walcott, interpretaram a evolução darwiniana de forma errada, tal como sendo um processo benevolente divinamente ordenado com o propósito da criação de humanos. Por outro lado, o darwinismo dá aos ateus e agnósticos uma vantagem decisiva na extensão de que a crença da existência em Deus é matéria de lógica e evidência. Aqueles que realmente compreendem o darwinismo, mas ainda guardam inclinações espirituais, possuem a opção de criarem uma religião fora da evolução.

Theodosius Dobzhansky – o primeiro exemplo de Gould de um cristão evolucionista – verdadeiramente exemplificou a dimensão religiosa do darwinismo. Dobzhansky descartou a concepção cristã de um Deus, seguindo Teilhard de Chardin e espiritualizando o processo evolutivo, com isto adorando o glorioso futuro da evolução.

Gould escreve que a religião e a ciência podem não se conflitar, “porque a ciência diz respeito à realidade factual, enquanto a religião trabalha com a moralidade humana”. Mas esta assertiva implica em uma distinção entre a moralidade e a realidade, que é inexistente e a qual o próprio Deus nunca observou na prática. A moralidade da discriminação racial, por exemplo, não teria nada a ver com a realidade factual da igualdade entre os seres humanos? O autor de “The Mismeasure of Man” parece não pensar assim. E o que deu a Gould a autoridade de proclamar que a religião não é concernente com a realidade factual de Deus?

Deus não tem nenhuma autoridade moral a menos que Ele realmente exista, e se Deus realmente existe Ele pode dar o seu toque na criação. Quando uma elite científica reivindica uma autoridade exclusiva para decidir o que é real, está exercendo um controle sobre a ciência, religião, filosofia, e qualquer outra área do pensamento.

A religião, como a ciência, se inicia com suposições e conclusões acerca da realidade.se fomos criados por Deus com um propósito, este será um ponto de partida.Se somos o produto acidental de forças naturais cegas, este será um ponto de partida muito diferente. No primeiro caso tentamos apreender o desejo do nosso criador e no outro caso descartamos o “espírito interveniente” (grifo do autor) como a uma ilusão e começamos a mapear o nosso próprio curso.

Portanto, o próprio Gould, na sentença conclusiva do seu “Wonderful Life”, parte diretamente do ponto de vista inicial darwinista para a conclusão religiosa de que somos seres moralmente autônomos que criamos os nossos próprios valores.

Somos os rebentos da história e devemos estabelecer os nossos próprios caminhos neste universo, o mais diverso e interessante de todos os universos concebíveis – indiferente diante do nosso sofrimento e portanto, nos oferecendo a máxima liberdade prosperarmos ou fracassarmos.

O autor de todas estas afirmativas castigou-me por eu ter sugerido que o darwinismo está atado à filosofia naturalista e oposto a qualquer teísmo significativo. Daivd Hull, criticando Darwin on Trial para a Nature, foi igualmente severo comigo por recusar-me a conceder que o darwinismo finalizou a religião teística, completamente, para o bem. Hulll, enfaticamente, proclamou um doutrina darwinística para Deus:

Que tipo de Deus alguém pode inferir através da sorte dos fenômenos encarnados pelas espécies nas Ilhas Galápagos, de Darwin? O processo evolutivo é semeado pela chance, pela contingência e incrivelmente arruinado, morte, dor e horror… O deus de Galápagos é descuidado, perdulário, indiferente, quase diabólico. Ele não é, certamente, o tipo de Deus para o qual alguém seja inclinado a orar.

É muito, para a neutralidade religiosa do darwinismo. Passo à pergunta mais importante: a tese do Relojoeiro Cego é verdadeira? Colocando a questão de uma outra forma, a seleção natural, realmente, tem o fantástico poder criativo apregoado pelos darwinistas? Esta me parece ser uma pergunta apropriada, mas pessoas como Gould, Hawkins e Hull, insistem em que a verdadeira definição de ciência regulamenta a questão.

Eles dizem que a ciência é inerentemente comprometida com as premissas naturalísticas e de que a evolução darwiniana é a melhor teoria científica (i.e. naturalística) da criação biológica que temos, até que o darwinismo adquira a virtude chamada “conciliação da indução” – significando que isto explica muito se assumirmos que o darwinismo é verdadeiro.

De uma forma ou de outra, os darwinistas encaram a pergunta “o darwinismo é verdadeiro?, com uma resposta que chega à presunção de ser uma afirmação de poder: “bem é ciência, como definimos a ciência, e você deve se contentar com isto”.

Alguns de nós não nos contentamos com isto, porque sabemos que a evidência empírica para o poder criativo da seleção natural é alguma coisa entre pouco convincente e inexistente. A seleção artificial de moscas das frutas ou de animais domésticos produz mudança limitada nas espécies, mas não nos diz nada sobre como os insetos e os mamíferos vieram à existência, em primeiro lugar.

Em qualquer caso, tudo o que a seleção adquire é devido ao emprego da inteligência humana conscientemente perseguindo uma meta. O ponto nevrálgico da tese do relojoeiro cego, porém, é o de estabelecer o que o processo material é capaz de fazer tendo em vista a ausência de propósito e inteligência . As autoridades darwinistas omitem esta distinção crucial, continuamente, nos fornecendo pouca confiança na sua objetividade.

Exemplos da seleção natural em ação, segundo a observação de Kettlewell da mudança na população das mariposas do pimentão, ilustram verdadeiramente, a variação cíclica nas espécies estáveis as quais não exibem uma mudança direcional. O registro fóssil – caracterizado pelo surgimento súbito e subseqüente estasis – é notoriamente relutante em produzir exemplos da macroevolução darwiniana. Os répteis Therapsid e o Archaeopteryx são raras exceções na ausência geral de intermediários transacionais plausíveis entre os grupos principais, o que é importante de ser entendido é que mesmo estes troféus darwinistas não são conclusivos como evidência da macroevolução.

Não é para se surpreender que autoridades proeminentes como Stephen Jay Gould e Lynn Margulis têm aspirado por uma nova teoria, no sentido de que a evidência contradiz as afirmações do neo-darwinismo de que a inovação macroevolucionária resulta da acumulação de pequenas mudanças genéticas feitas pela seleção natural.

O ponto não é se a evolução é verdadeira, num sentido vago. A evolução certamente ocorreu, mas a importância científica desta afirmação é débil quando a evolução científica é definida vagamente como mudança ou modestamente como mudanças nas freqüências do gene.

Não há dúvidas de que o modelo de relacionamento entre plantas e animais convida a uma dedução de que haja algum processo de desenvolvimento proveniente de uma fonte comum. Mas o quanto sabemos acerca deste processo de desenvolvimento?

Um dia, talvez, os cientistas serão capazes de testar algum mecanismo macroevolucionário, envolvendo mudanças no padrão dos genes ou seja qual for, que explique como um mamífero de quatro patas pode tornar-se em uma baleia ou um morcego sem passar pelos passos intermediários e impossíveis. As dificuldades deveriam contudo, ser honestamente admitidas.

O que necessita a teoria evolucionista é de um mecanismo confiável e criativo, capaz de construir estruturas altamente complexas como os sistemas da visão e da respiração, outra vez e outra vez novamente, em diversas linhas. A especulação sobre como um salto ocasional pode ocorrer não fará este trabalho.

Os leitores que conhecem o “metier” (score- no original) entenderão porque me senti honrado de que Stephen Jay Gould não conseguisse achar uma melhor resposta para o meu desafio, do que me fazer um ataque vitriólico o qual evita os pontos principais, ao invés de ele vagar pelas páginas do livro em busca de alguma coisa substancial para objetar (comparar com o que eu escrevi na página 16 de Darwin on Trial) sobre a objeção de Gould a respeito de “recombinação”, e você verá como ele trabalhou duramente para tentar achar uma “agulha no palheiro”.

A crítica me é bem-vinda em pontos específicos; foi por esta razão que fiz circular rascunhos preliminares, que enviei para muitos dos sábios mais importantes, inclusive para Gould.

O tema da controvérsia, porém, é o meu argumento de que a tese do Relojoeiro Cego não tem o suporte da evidência – i.e., de que a ciência não sabe como a vida pode se desenvolver em direção à sua complexidade e diversidade presentes, sem a participação de uma inteligência pré-existente. Se Gould tivesse uma resposta convincente para este argumento, no original – “nit to pick”- podem estar certos de que ele teria debatido as questões claramente e colocado a linha principal do seu raciocínio em destaque.

A sua crítica em si mesma, não merece uma resposta mais profunda. Mas o que requer maiores explicações é a sua hostilidade. O que divide Gould e eu tem muito pouco a ver com a evidência científica, e muito a ver com a metafísica.

Gould enfoca a questão da evolução a partir do princípio filosófico do naturalismo científico, o qual nega a priori que um ser não material tal como Deus possa influenciar o curso dac natureza. Deste ponto de vista, a tese do Relojoeiro Cego é verdadeira, em princípio, por definição.

A ciência pode não conhecer todos os detalhes ainda, mas alguma coisa muito parecida com a evolução darwiniana, simplesmente terá que ser responsável pela nossa existência porque não existe outra alternativa aceitável.

Se há lacunas ou defeitos na teoria existente, a resposta apropriada é abastecê-la com hipótese naturalísticas adicionais.

Críticas que depreciam o darwinismo sem oferecerem uma alternativa naturalística, são vistas como atacando a própria ciência provavelmente, com a intenção de impor uma camisa de força religiosa na ciência e na sociedade. Não se pode racionalizar com tais pessoas; há que se empregar todos os meios disponíveis para desencorajá-las.

Mas, talvez, o darwinismo seja falso – em princípio e não seja exato em detalhe. Talvez os processos materiais insensatos não são capazes de criarem uma informação rica dos sistemas biológicos. Esta é uma possibilidade real, não importa o quão ofensiva seja para os naturalistas científicos. Como os darwinistas sabem que o Relojoeiro Cego criou o animal phyla, por exemplo, desde que o processo não pode ser demonstrado, desde que faltam todas as evidências históricas comprovativas? Os darwinistas devem possuir o poder cultural de suprimir questões como estas por um tempo, mas eventualmente eles terão que se haver com elas.

Existem muitos teístas na América, sem mencionarmos no resto do mundo, e as pessoas que promovem o naturalismo em nome da ciência não terão para sempre a capacidade de negarem a estes teístas, um ouvido justo.

Os naturalistas científicos que pensam poder defender o darwinismo empreendendo uma guerra ideológica contra os críticos, estarão livres para seguirem o exemplo de Stephen Jay Gould. Os outros poderão escolher marcharem no mesmo caminho de Michael Ruse e dos cientistas darwinistas que participaram de um simpósio sobre “Darwin on Trial”, em março de 1992, na “Southern Methodist University”. Estas pessoas aprenderam que é possível debater diferenças metafísicas num sentido acadêmico com um pensamento justo e de maneira respeitosa.

Finalizando, toda a comunidade científica terá que aprender que a discussão honesta – com suposições identificadas e termos precisamente definidos – é o único método viável para a resolução das controvérsias, o que torna consistente com as melhores tradições da própria ciência. Quando os cientistas defendem uma doutrina predileta usando o método de obscurecerem as questões e os temas intimidando os críticos, o fato se torna um claro sinal de que o que eles estão defendendo não é a ciência.

Stephen Gould Quebra o Silêncio sobre “Darwin on Trial”

Um sumário da crítica de Gould de Darwin on Trial, que surgiu em Junho de 1992, publicado pela Scientific American. Sumarizada por Doug Burnett, editor associado, The Real Issue”

A Natureza da Lei

Gould inicia a sua crítica sugerindo que a natureza e a prática da lei não qualificam alguém para a investigação científica. Sua assertiva está baseada na interpretação de que as decisões legais podem ser realizadas mesmo quando existem evidências insuficientes.

Gould arrazoa que para um advogado se lançar dentro da área científica, ele ou ela deve aplicar as “normas e regras” científicas. “Um advogado” não pode, simplesmente, passar por cima de alguns dos critérios aplicáveis no seu próprio mundo e nos condenar falsamente, partindo de uma mistura de ignorância e impropriedade.

“Os sistemas legais são invenções humanas, baseadas na história do pensamento humano e na prática”, Gould estratifica. Conseqüentemente , o sistema legal apela através do uso de um precedente legal.
“De maneira oposta, os cientistas “buscam continuamente, por novos sinais provenientes da natureza para invalidar uma história proveniente dos argumentos passados”, diz Gould.

Cristianismo e Darwinismo

Gould então racionaliza que, ao contrário da posição tomada por Johnson, o darwinismo não contradiz a noção acerca de um mundo refletor do desenho e do propósito e, portanto, não limita os seus proponentes com suposições naturalísticas. Gould cita vários exemplos do que ele denomina de darwinistas cristãos.

Gould afirma que Asa Gray, um conhecido botânico americano, advogou a seleção natural e foi um cristão.

Gould afirma também que cinqüenta anos após Gray, Charles D. Walcott, que possui o crédito de ter descoberto os fósseis de Burgess Shale, foi um darwinista e um cristão. De acordo com Gould, Walcott acreditava que Deus permitiu a seleção natural e a utilizou para dirigir a história, de acordo com os Seus propósitos intencionais.

“Ou a metade dos meus colegas é consideravelmente estrépida, ou a ciência do darwinismo é totalmente compatível com as crenças religiosas convencionais…”,Gould concluiu.

Esta compatibilidade está baseada na crença de Gould de que a ciência e a religião não possuem um solo comum. Gould afirma “a ciência trata com a realidade factual, enquanto a religião batalha com a moralidade humana”.

Erros Científicos

Gould, então, volta o seu criticismo para a visão de Johnson sobre a natureza da religião e da ciência e para o uso que ele faz dos dados científicos. O controle dos fatos da biologia, feitos por Johnson, produziu faíscas da parte de Gould, principalmente nas questões envolvendo a recombinação sexual e a sua categorização. Gould contesta o uso de argumentos e evolucionistas antiquados. Gould reprova Johnson pelo que ele chama de “erros factuais e terminológicos”.

“Nada é somado com a exposição de 30 anos passados de erros, salvo o ponto óbvio de que a ciência progride, corrigindo os seus enganos passados”.

Além disso, Gould questionou a compreensão de Johnson do “propósito e lógica do argumento evolucionista”. Gould crê que a visão limitada de Johnson a respeito da experimentação científica imediatamente seguida pela observação, torna-se inexata.

“Ele não realiza que toda a ciência histórica, não tão somente a evolução, poderia desaparecer com a sua restrição idiota” ?, pergunta Gould.

Finalmente, Gould entendeu que Johnson não apresentou argumentação lógica mais adiantada para cimentar a sua posição, mas usou de vários métodos injustos de discurso, inclusive exclusões que levam a falsas representações de pessoas ou reivindicações; o estratagema da permissão de que a parte represente o todo; e a tendência de castigar os evolucionistas pelos seus erros passados.

Copyright © 1996 Phillip E. Johnson. All rights reserved. International copyright secured.
File Date: 8.31.96
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http:// http://www.arn.org/docs/johnson/watchmkr.htm

Nota do Jornal Infinito
Stephen Jay Gould faleceu . É um dos autores do ainda controverso “Equilíbrio Pontuado”. Philip E. Johnson é dum dos pioneiros da teoria do “Intelligent Design”. Tradução: Vera Filizzola

Um comentário sobre “A Religião do Relojoeiro Cego.

  1. Quando se parte do pressuposto que a evolução é real, daí fica difícil mesmo contra-argumentar, pois é o mesmo princípio inverso quando vocês evolucionistas referenciam-se aos criacionistas. Partindo, então, do pressuposto que nenhuma das duas teorias é aceita, a TDI é a melhor e que se encaixa em 99% dos casos. Fica, ainda, 1% que diz respeito à origem do projetista primordial. Mas daí, surge uma pergunta, que é: até onde nossa percepção limitada nos leva, uma vez que nossa inteligência, por mais desenvolvida que seja, é limitada por fatores acasoísticos ou projeticistas? Falta-nos algo, e isso, infelizmente a ciência não quer aceitar, que é o que nos faria controladores absolutos de uma realidade humana universal. E isso enfurece os evolucionistas, pois a teoria criacionista resolve essa questão. Mesmo um adepto da TDI ovniviana, não poderia responder a essa questão. Mas a crença em Deus a faz.

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