A mitológica sopa Prebiótica


Ano de 1952. Dois cientistas da Universidade de Chicago, Harold Ulrey e Stanley Miller fazendo as vezes de um Dr. Frankenstein moderno com veleidades de “gourmet”, iniciaram a receita de uma sopa que ficou famosa no menu científico sob o nome – Sopa Prebiótica.

“Os cientistas bombardearam com raios de eletricidade um tubo de ensaio contendo água, hidrogênio, amônia e metano, supostamente, imitações da atmosfera da terra primitiva com as suas tempestades de raios; depois de uma semana, haviam produzido dois dos vinte aminoácidos usados pela natureza na construção das proteínas. Esta experiência foi citada por muito tempo como sendo a prova de que a vida pode surgir de uma sopa inorgânica. Entretanto,, nos anos 80, os geólogos haviam descoberto que uma atmosfera composta por metano e amoníaco seria destruída rapidamente pela luz solar e que a atmosfera primitiva do nosso planeta teria contido, provavelmente, nitrogênio, dióxido de carbono, vapor d’água e traços de hidrogênio. Quando bombardeados com a eletricidade, não se obteriam biomoléculas. Portanto, a sopa prebiótica foi considerada um mito”.

O biólogo molecular Michael Denton, assim como Sir Francis Crick, não aprovou o sabor desta sopa (Robert Shapiro e outros mais) e oferecem todos os detalhes da sua rejeição no que disseram e escreveram a respeito dela. Ressalta-se que não foram só os geólogos os responsáveis pela evaporação desta sopa. Examinaram-se rochas antiqüíssimas nas últimas décadas e em nenhuma delas existia um só traço de componentes orgânicos que confirmassem o processo Miller-Ulrey.
As rochas mais notáveis pesquisadas pelos cientistas foram as “Dawn Rocks” de Western Greenland,, as mais antigas da terra – aproximadamente 3.900 milhões de anos . Estas rochas são tão antigas que devem ter se deitado logo após a formação dos oceanos e talvez, de somente 3000, 4000 milhões de anos depois da formação da terra. Nesta instância não são excepcionais. Sedimentos de muitas outras partes da terra datados com a variação de 3.900 milhões de anos e de 3.500 milhões de anos também não mostram sinais algum dos esperados; sinais como os que foram encontrados na experiência de Miller-Ulrey – os compostos orgânicos – “Mais uma vez a paleontologia falhou em substanciar as presunções evolucionistas”.
Existem outras evidências de peso, citadas e detalhadas por Michael Denton dentre vários outros experts que observaram a mesma ocorrência. Detalhando: -“Na presença do oxigênio, os componentes orgânicos formados na terra primeva teriam, rapidamente, oxidado e degradado. Devido a esta razão muitas autoridades advogaram uma atmosfera livre de oxigênio pelos milhões de anos que se seguiram à formação da crosta terrestre. Somente uma tal atmosfera protegeria os componentes orgânicos vitais, delicados e os liberaria para se acumularem formando assim, a sopa prebiótica. Infelizmente, para os crentes no cenário da sopa orgânica tradicional, não existe nenhuma clara evidência geoquímica que exclua a possibilidade de que o oxigênio esteve presente na atmosfera da terra, muito cedo, logo após a formação da crosta terrestre”.

Outras dificuldades: na falta do oxigênio faltaria o ozônio na camada atmosférica mais alta como a proteção da terra contra as doses letais da radiação ultra violeta. Conseqüentemente, numa terra sem o oxigênio, o fluxo da radiação ultra violeta bombardeando a terra seria mais do que suficiente para exterminar os compostos orgânicos rapidamente, enquanto fossem produzidos, O planeta Marte é um ótimo exemplo, nele não se encontram compostos orgânicos e isto é amplamente atribuído aos violentos fluxos da radiação ultra violeta bombardeando o planeta.
“Se temos o oxigênio, não temos compostos orgânicos, mas se não tivermos oxigênio não os teremos também”.
Outro problema surgido: “moléculas de ácido nucléico; o material genético formador de todos os organismos. Elas são fortes absorventes da luz ultra violeta e particularmente sensitivas aos danos e mutações produzidos pelas radiações ultra violeta”.

Carl Sagan aponta: “bastam 0.3 segundos para significar um dano total aos organismos contemporâneos típicos, sujeitados aos mesmos fluxos de radiação ultra violeta intensos que deveriam atingir a superfície terrestre em um cenário de ausência do oxigênio”.

“A origem da vida é, verdadeiramente, muito mais difícil de ser desvendada do que todas as discussões e considerações que se fazem a respeito dela”.

“Há trinta anos atrás os primeiros sinais da vida na terra foram os fósseis de organismos nas rochas, demonstrando idade provecta”.

Recentemente, um grupo australiano anunciou a descoberta dos remanescentes de um tipo simples de algas em rochas de 3.500 milhões de anos, e em outras quase tão antigas, em outras partes do mundo, que gritam a evidência da vida. “O intervalo de tempo disponível para a formação da evolução da célula a partir da “sopa prebiótica”, conseqüentemente encolheu e, pior ainda, enquanto o intervalo de tempo encolhia, as rochas primevas falhavam em registrarem quaisquer evidências da sopa prebiótica”.

Bibliografia

– The Cosmic Serpent – Jeremy Narby
– Evolution: A Theory in Crisis – Michael Denton – ed. Adler and Adler.
– Várias fontes.

fonte do texto: http://www.jornalinfinito.com.br/series.asp?cod=106

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