O falhanço da geração espontânea –II


 

A Complexidade do Código Genético

 

Toda a descrição das características de qualquer organismo vivo está no interior de cada célula que o constitui. No núcleo de qualquer célula viva existem estruturas denominadas “cromossomos”, que são compostos por segmentos chamados genes. Os genes contêm as instruções necessárias para “gerar” ou “formar” o animal ou planta, um gene pode controlar a cor dos pêlos de um animal, o tamanho dos folhas de uma planta ou qualquer outra característica. Os genes são formados de longas moléculas de um substância denominada DNA (ácido desoxiribonucléico). A molécula de DNA é gigantesca, formada por milhares de átomos de carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e fósforo, dispostos de uma maneira muito especial e complexa, cujo arranjo se assemelha a uma escada em espiral. Os dois lados da escada compõem a dupla espiral enquanto os degraus unem as duas espirais. Existem somente quatro tipos de degraus, cada um constituído de diferentes grupos de átomos. Embora uma simples molécula de DNA possua muitos milhares de degraus em sua escada espiral, cada degrau se classifica entre um dos quatro tipos, ou seja, podemos dizer que todas as informações genéticas são descritas apenas com quatro símbolos ou letras.

Um minúsculo pedaço de uma molécula de DNA, com apenas dez degraus, pode ser arranjado de 1.48.576 maneiras diferentes, dependendo da ordem em que os quatro degraus são dispostos. O Número de diferentes moléculas de DNA que podem ser formadas com cem degraus é superior a um trilhão.

 

Um pequeno fragmento de uma molécula de DNA

Isto tem alguma importância? Sim, pois a ordem dos genes na molécula de DNA compõe o código da vida, combinações diferentes geram espécies de organismos diferentes, no entanto, a maioria das combinações possíveis não são válidas, assim como não é qualquer combinação de letras que geram frases. Para exemplificar e se ter uma idéia matemática da complexidade de combinações, vamos usar a frase “EVOLUÇÃO NÃO EXISTE”:

A frase “EVOLUÇÃO NÃO EXISTE” é constituída de 19 caracteres. Se considerarmos que dispomos de 26 letras e o espaço em branco para formarmos qualquer frase de 19 caracteres (neste cálculo, por se tratar apenas de um exemplo hipotético, para simplificar, não vamos considerar os símbolos de acentuação, pontuação, números, etc), podemos descobrir quantas combinações possíveis de 19 caracteres existem, com o seguinte cálculo: Para cada posição no conjunto de 19 caracteres, temos 27 alternativas (26 letras e o espaço em branco), portanto, para a primeira posição temos 27 opções e para a Segunda posição também temos 27 posições, então o número de combinações possíveis somente para as duas primeiras posições é de 272 (27 x 27), ou seja, 729 combinações, onde as combinações são todos os pares possíveis de letras e espaços, tais como: “AA”, “AB”, “AC”… “BA”, “BB”, “BC”, “BD”… “C “, “JA”, “PA”, “KL”, “OI” etc.

O número de combinações para as 3 primeiras posições é de 273 (27 x 27 x 27), ou seja, 19683 combinações, onde as combinações poderiam ser, por exemplo, “AAA”, “AAB”, “AAC”, “AAD”, “BOM”, “MAU”, “VIR”, “YOU” etc. Desta forma, podemos concluir que o número de combinações possíveis de caracteres em um conjunto de 19 caracteres é de 2719 combinações, um número tão alto que se criarmos um programa de computador que apresente uma combinação diferente a cada segundo, seriam necessários mais de 1027 segundos para passar por todas as combinações, no entanto, nosso planeta tem a idade estimada em pouco mais de 1017 segundos (equivalente à aproximadamente 4 bilhões de anos).

Note que entre todas combinações possíveis estarão todas as frases, de qualquer idioma, que tenham até 19 caracteres (exemplo: “BOM DIA”, “VAMOS PENSAR”), é uma quantidade grande de frases, porém, muito maior é o número de combinações que não fazem sentido algum ( exemplo: “AABH IUJL MR”), frases com erros ortográficos (exemplo: “BOM DIEA”), ou frases sem sentido gramatical ou lógico (exemplo: “NADAR CARRO TELHA”). O código genético se comporta de modo semelhante, o número de combinações que de nada servem é muitas vezes maior que o número de combinações que podem gerar organismos vivos completos, que existem, existiram ou que poderiam existir, portanto, afirmar que através de alterações casuais ou acidentais pode-se gerar um organismo vivo é mais uma questão de fé no improvável do que uma questão científica viável.

O modo pelo qual o código DNA opera é o seguinte: A molécula de DNA é como uma matriz ou padrão para a produção das moléculas chamadas “proteínas”, através de outra espécie de ácido nucléico, chamado RNA, que se forma anteriormente usando o DNA como padrão, as proteínas são copiadas. A Ordem dos degraus do DNA definem que espécie de proteína é produzida. Estas proteínas são as responsáveis pelo crescimento e atividade da célula que, por sua vez, controla o crescimento e a atividade do organismo inteiro. De forma semelhante ao exemplo das combinações de 19 caracteres que foi citado anteriormente, a maioria das possíveis cadeias de aminoácidos não produz proteínas encontradas em coisas vivas. Elas não têm sentido em termos biológicos. Também a maioria das cadeias de aminoácidos não são proteínas reais ( ou seja, biologicamente úteis). Em seu livro “The genetic Code“, pg.92, Issac Asimov calculou que existem 8 x 1027 ( 8 seguido de 27 zeros) possíveis combinações diferentes de proteínas semelhantes à insulina, se fosse produzida uma dessas proteínas a cada segundo, teríamos que aguardar mais de 10 bilhões de vezes a suposta idade do universo (10 bilhões de anos). Asimov calcula que o número de diferentes combinações de hemoglobina é de 135 x 10165, mais uma vez, só um número bem limitado de combinações pode ser utilizado. Não seria possível ter uma amostra de cada uma dessas combinações, pois o número total de átomos do universo conhecido é de apenas 1078. Se fossem produzidas

10100 (1 seguido de 100 zeros) combinações por segundo, seria consumida matéria equivalente a aproximadamente 10 sextilhões de universos a cada segundo  por um período de dez trilhões de trilhões de anos para produzir todas as combinações de hemoglobina.Impossível também é, por exemplo, o surgimento casual de uma proteína com apenas 50 amino-ácidos, cuja probabilidade é de apenas uma chanse entre 1065 (o número 1 seguido de 65 zeros). A mais simples célula possui milhares de tipos de proteínas, além de muitas outras estruturas complexas.

Pelos fatos citados acima, percebemos como é complexo o código genético, porém, a teoria evolucionista alega que o primeiro organismo vivo surgiu casualmente por não ser tão complexo quanto os organismos unicelulares atuais, porém, esta afirmação também é cientificamente inconsistente, como veremos a seguir.

Nenhum dos defensores da teoria da evolução afirma que o primeiro organismo vivo foi um vírus, isto porque a existência de vírus depende da existência anterior da complexidade de células vivas das quais os vírus retiram o material para se reproduzirem. Devido esta dependência das células vivas, qualquer vírus é uma extrutura biológica considerada extremamente simples. O menor vírus conhecido contém 2.500 degraus em sua molécula de DNA, portanto, a probabilidade de sua estrutura de DNA surgir ao acaso é de uma chance entre 101505 chances, ou seja, o surgimento ao acaso da mais simples molécula de DNA conhecida é matematicamente impossível (segundo a lei de Borel, qualquer evento cuja chance de ocorrer é menor que 1 chance entre 1050 chances simplesmente não ocorre, o limite cósmico da lei de Borel é de 10200, o que não faz diferença neste caso). Dentre outras dificuldades, o primeiro organismo vivo teria que ser mais complexo que um vírus, para se multiplicar e contornar os efeitos da entropia, e também simples o suficente para surgir ao acaso, um paradoxo!

A teoria evolucionista atual não declara que a primeira célula viva surgiu instantaneamente. Ela declara que grandes moléculas reagiram entre si, de alguma forma, para formar células “simples”. Porém, como vimos, tanto as grandes moléculas orgânicas, como a mais simples célula, são estruturas altamente complexas. Milhões de moléculas de proteínas, de milhares de tipos, teriam que surgir espontaneamente ao mesmo tempo e no mesmo lugar (possivelmente uma lagoa, segundo a teoria), em seguida elas teriam que se ordenarem numa seqüência correta para formar as diversas partes de uma célula (uma das partes é o núcleo com seus cromossomos, cuja complexidade já foi aqui citada). Há também o problema de que para a produção de enzimas proteicas é necessário DNA e RNA e para a produção de DNA e RNA são necessárias enzimas proteicas, surge um círculo vicioso onde não é possível que qualquer célula exista antes de outra. Os evolucionistas, diante de cálculos do tipo aqui apresentados, alegam que tipos de cálculos que geraram os resultados acima citados são errados, pois deve-se fragmentar os cálculos devido o processo de formação da primeira vida ter sido provavelmente em fases, porém, mesmo que se admita que as informações para os cálculos sejam hipotéticas e erradas, deve-se observar que:

Estes cálculos já são bem favoráveis à evolução, pois partem do pressuposto de existirem condições favoráveis (todos os elementos químicos necessários estarem disponíveis no mesmo local e não haver agentes químicos que impedem a formação das moléculas, tais como o oxigênio), e mesmo assim sugerem, em qualquer cálculo hipotético a impossibilidade do surgimentos de complexas moléculas orgânicas, o que ainda é bem diferente de uma célula viva;

Não existem experiências que comprovem a validade de qualquer processo favorável à geração espontânea da vida;

Nem mesmo outras formas de cálculos apontam para resultados que tornam a geração espontânea da vida matematicamente possível.

O Dr. N.W. Pirei da Estação Experimental Rothamstead em Harpendem, Inglaterra, rejeita todo o conceito de abiogênese espontânea, baseado no bem conhecido fato de que “moléculas complexas, tais como proteínas, não aparecem na nossa experiência científica espontaneamente, nem mesmo por fases, e todas as formas de vida conhecidas nos nossos dias são dependentes de proteínas“.

O professor A. I. Oparin, acreditava que simples compostos orgânicos, semelhantes aos vivos, como hidrocarbonos, poderiam adquirir vida espontaneamente, sob cuidadosas condições de laboratório, porém, muitos cientistas presentes ao simpósio acerca da origem da vida realizado em agosto de 1957, em Moscou, não creram que as idéias de Oparin fossem válidas. Eles não acreditaram que moléculas suficientemente grandes, das espécies certas de proteínas, pudessem surgir espontaneamente para tornar-se a base da vida orgânica. O Dr. Erwin Chartaff, da Universidade de Colúmbia (EUA), declarou:

A nossa época é provavelmente a única em que a mitologia penetrou no nível molecular!” (Nuceic Acids As Carriers of Biological Information, A Origem da Vida na Terra, pg 298-99).

Até aqui analisamos a probabilidade de uma molécula orgânica ou forma simples de vida surgir ao acaso. Agora, qual seria a probabilidade do homem evoluir? Carl Sagan, F.H.C. Crick e L.M. Muchin, no livro Communication and Extraterrestrial Intelligence (CETI) calcularam que a probabilidade é de aproximadamente uma chance entre 102000000000  ( o número 1   acompanhado de dois bilhões de zeros à direita, seriam necessários 2 Gb de memória para guardar todos os zeros digitados, seria impraticável digitar tantos zeros e transferi-los pela internet, seriam necessários dias para a tranferência dos dados), esta probabilidade, novamente, é infinitamente acima da lei de probabilidade de Borel (uma chance entre 1050 ou o enorme limite cósmico de Borel de 10200, limites que quando ultrapassados, os eventos simplesmente não ocorrem). Estatisticamente falando, conforme declarações do famoso astrônomo Sir Fred Hoyle, é mais fácil um tornado varrer um depósito de sucata e construir um Boing 747 com o material nele contido do que formas superiores de vida emergirem através dos processo evolutivos! É preciso muita fé no acaso para acreditar que a vida tenha surgido sem um criador. Randy L. Wysong D.V.M., instrutor de anatomia humana e fisiologia expressa muito bem isto no livro The Creation-Evolution Controversy (A Controvérsia Criação-Evolução):

A evolução pode ser considerada como uma espécie de religião mágica. A magia é simplesmente um efeito sem causa, ou pelo menos sem causa competente. “acaso”, “tempo”, e “natureza” são os pequenos deuses mantidos nos templos evolucionistas. Esses deuses não podem, porém, explicar a origem da vida. Eles são impotentes. Desse modo, a evolução fica sem uma causa eficaz e é, portanto, apenas uma explicação mágica para a existência da vida…

 

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