Dificuldades Bíblicas e Respostas a Ateus .


Contradição bíblica ou demasiada falta de vontade para entenderes?

A maioria daqueles que dizem que a bíblia está cheia de contradições nunca a leu, a não ser com o único propósito de procurar contradições e de a criticar. A maioria destes ignora os contextos, tanto literários como histórico-sociais. No entanto, há aqueles que conseguem tirar a paciência a Jó. Há contradições apresentadas por alguns críticos que me deixam a pensar se ele estará a falar a sério, dado o absurdo da contradição apresentada.

Os críticos poderiam evitar muitas demonstrações de ignorância, em relação à bíblia, se levassem em conta o seguinte:
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1) Ter em conta se a passagem está a falar da mesma pessoa, assunto ou lugar. Por exemplo:

Em Génesis 6:14, Deus manda que a arca seja feita de madeira de gôfer: “Faze para ti uma arca de madeira de gôfer: farás compartimentos na arca, e a revestirás de betume por dentro e por fora.” Mas em Êxodo 25:10 Deus manda que a arca seja feita de madeira de acácia: “Também farão uma arca de madeira ,de acácia; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio, e de um côvado e meio a sua altura.” O nosso crítico ignora que as arcas mencionadas não são as mesmas, nem sequer têm a ver uma com a outra. A mencionada em Génesis é a arca de Noé, a de Êxodo é a arca da Aliança.
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2) Ter em conta se a passagem está a falar da mesma pessoa, assunto ou lugar, no mesmo período de tempo. Por exemplo:

Em Génesis 1:31, Deus diz que tudo o que fez era muito bom: “E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom“. Mas em Génesis 6:5 Deus diz que as coisas não eram assim tão boas: “Viu o Senhor que era grande a maldade do homem na terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era má continuamente“. O nosso crítico ignora que as duas afirmações foram proferidas em alturas e circunstâncias diferentes, estando separadas por cerca de 1600 anos.
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3) Ter em conta se estamos a falar da mesma pessoa, assunto ou lugar, no mesmo período de tempo, no mesmo sentido. Por exemplo:

Em Actos 9:7, Paulo diz que os homens que viajavam com ele ouviram uma voz: “Os homens que viajavam com ele quedaram-se emudecidos, ouvindo, na verdade, a voz, mas não vendo ninguém“. Mas em Actos 22:9, a recontar a história, Paulo diz que os homens não ouviram nenhuma voz: “Os que estavam comigo viram, em verdade, a luz, e se atemorizaram muito, mas não ouviram a voz daquele que falava comigo“. O nosso crítico não tem conhecimento de que a palavra “ouvir” pode ser usada com diferentes sentidos. Pode ser “ouvir” relativamente à audição (ex: Ouviste o que eu disse?) ou “ouvir” relativamente à compreensão (ex: Ouviste – percebeste – o que eu disse?).
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Se os críticos seguissem as dicas deste pequeno Manual de compreensão bíblica para principiantes, se calhar 80% das alegadas contradições nunca seriam avançadas.

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