Técnica: Não se prova inexistência.


Essa é uma técnica usada várias vezes por neo ateus em debates, na tentativa de transferir o ônus da prova ao teísta, e, em seguida, simular uma falsa declaração de vitória, afirmando “Deus não Existe”.

O estratagema inicia-se por uma declaração absurda, geralmente praticada desta forma: “não se prova inexistência, somente existência”.

Quem já atuou com auditoria e já forneceu relatórios de inexistência de gaps em um cenário sabe que a afirmação é impraticável. Tecnicamente, podemos observar existência ou inexistência de um dado fator em análise em qualquer cenário. O que pode DIFICULTAR é a AMPLITUDE de um cenário. Mas isso é um encargo a ser tratado pelo PROPONENTE da alegação, e não a audiência.

Exemplo: dizer que não há gaps em um processo, na empresa, é fácil. Basta uma auditoria simples. Dizer que não há gaps em todos os processos da empresa é bem mais difícil. Dizer que não há gaps em todos os processos de todas as empresas do Brasil então, é muito mais difícil ainda.

Mas nada disso é impossível. A dificuldade vem apenas da PROPOSTA.

Portanto, se alguém quiser afirmar inexistência de qualquer objeto sob análise, a pessoa pode fazer, mas apenas deve estar CIENTE de que o nível de dificuldade AUMENTA de acordo com a amplitude do cenário.

Com isso, a afirmação “não se prova inexistência” mostra-se não só filosoficamente, com também empiricamente falsa.

Prova-se inexistência SIM, da mesma forma que se prova existência.

Só que se o outro debatedor não perceber o logo, o neo ateu poderá tentar concluir o seu estratagema da seguinte forma: “Não se prova a inexistência, só se prova a existência, você tem que provar que Deus existe, e se você não provar, Deus não existe”. Ao final, ele irá proclamar a vitória no debate.

Mas, de novo, tal estratagema só é aplicável pela inserção da afirmação falsa “não se prova a inexistência”.

Essa é a premissa falsa do argumento, e cabe ao debatedor teísta mostrar que a premissa é falsa, incluindo o uso de exemplos.

Uma outra tentativa do neo ateu, para então justificar o uso da afirmação “Não se prova a inexistência” seria o fato de que se provar a existência é mais fácil do que se provar a inexistência.

E nisso ele está correto. Realmente é mais fácil provar a existência do que se provar a inexistência.

Só que a facilidade em se provar uma crença não tem qualquer relação com a veracidade ou não dessa mesma crença.

E, novamente, isso não muda o ônus da prova.

Refutação

Basicamente, o importante é mostrar ao neo-ateu que a afirmação “Não se prova a inexistência” é insensata.

  • NEO-ATEU: Você tem que provar que Deus existe!
  • REFUTADOR: Não, quem está duvidando é você, é você que deve provar que Deus não existe.
  • NEO-ATEU: Claro que não, pois não se prova a inexistência, somente a existência.
  • REFUTADOR: Errado. Prova-se tanto uma como a outra…

[A partir daí, os exemplos são suficientes para derrubar a argumentação ateísta]

Conclusão

Técnica que é basicamente uma especialização da “Solicitação de Alegação”, sendo principalmente uma argumentação para continuar defendendo o uso daquela técnica, cuja natureza era focada em transferir o ônus da prova. E, da mesma forma, não passa da mistura da falácia da transferência do ônus da prova com o apelo à ignorância.

 

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